Irreligiosos

Se você não sabe, aceita e não questiona, embota-se e acaba virando crente.


Dedicado aos Irreligiosos                                                 

Por: Antídio Santos Pereira Teixeira


Não sei quem disse isto, mas confirmo porque é o mecanismo natural da evolução que vem desde a condensação e materialização da energia luminosa e o seu desenvolvimento para ser vida vegetal, daí atravessando para animal até chegar a nós humanos. Observem que os corpos de tudo que é vivo se compõem de elementos que pertenceram a outros, também em desenvolvimento, e já extintos; sejam eles elementos simples, tais como carbono, hidrogênio, oxigênio, sódio, ferro, etc. ou suas combinações como ácidos, bases e sais.

Tudo se transforma: O ferro de ontem pode ser o óxido de hoje ou cloreto de amanhã, ou inversamente, dependendo de fatores externos. Nos efêmeros cursos de suas vidas dentro do tempo imensurável, predominam os elementos mais resistentes, fortes, ou os mais aptos, para promoverem a evolução das espécies, partindo do mais simples para compor as estruturas mais complexas.

Na vida vegetal, p/ex. podemos contemplar no subsolo, a disputa entre raízes de diferentes espécies por resíduos mortais de outros seres, pois são mais ricos em nutrientes para elas. No mundo animal, mais evidente o processo, são os mais fortes, ou mais ágeis, caçando os menos prevenidos. E, entre nós humanos, historicamente, temos nos alimentado com vegetais e animais, e tivemos até o canibalismo. Já em tempos mais recentes, além das necessidades de subsistência, as minorias mais esclarecidas intelectualmente, têm se utilizado das maiorias mais atrasadas, apenas como força de trabalho; tanto para satisfazer as necessidades básicas assim como outras supérfluas tais como conforto e vaidades.

Essa maioria menos capaz representava a mais valiosa força de trabalho sendo disputadas até em guerras de conquista. Na condição de escravos, os vencidos construíam palácios, templos, monumentos, prestavam serviços domésticos e rurais, recebendo em troca alimentos e tetos em condições precárias. Como forma de submissão menos traumática, eram plantadas em suas mentes ilusões de fé, e crenças em poderes sobrenaturais com forma de castigos. No entanto, com a lenta evolução tecnológica, ferramentas, máquinas e tantos outros equipamentos, os trabalhos foram, gradativamente, se tornando mais eficientes e a produção menos dependente da mão-de-obra escrava; pois tais trabalhadores dependiam de elevados custos, não só na aquisição, assim como na manutenção dos mesmos. Por esta razão os contingentes cativos passaram a ser reduzidos.

No entanto, a produção dos equipamentos tecnológicos necessários, dependia da produção de metais; e as fundições destes, eram caríssimas por serem feitas com carvão vegetal e a incorporação de muita mão-de-obra, razão da lenta evolução tecnológica tais como na navegação e moinhos a vento; ou na hidráulica como monjolos, até o século XVIII.

Ocorre que nos fins do dito século, foi descoberta na Inglaterra, o processo de transformação da hulha, (muito abundante no mundo), em coque, (elevadíssima concentração de energia calorífica); e com este, com o custo de produção tornou-se baixíssimo na fundição do ferro, principal metal propulsor da Revolução Industrial e do desenvolvimento tecnológico galopante, com a criação de novos equipamentos automatizados e de alta produção, em substituição da mão-de-obra escrava que tinha um custo mais elevado. Por isso com a aplicação de mais um engodo apresentando ao mundo dando foco ao processo desumano da escravidão e estimulo aos conceitos de direitos humanos, os governantes e empresários dos países industrializados patrocinaram a abolição da escravatura no mundo; mas, na verdade, o objetivo era livrar os senhores das responsabilidades sociais de manutenção dos cativos para substituí-los por máquinas produzidas e acionadas com energia liberada na queima de combustíveis fósseis. (Hulha, petróleo, xisto, gás natural, etc.).

Livres das responsabilidades de manutenção dos escravos, estes foram abandonados à própria sorte e, seus ex-senhores, contando com seus lucros crescentes, financiaram os avanços tecnológicos que continuam, até hoje, substituindo trabalhadores de todos os níveis por sofisticados aparelhos informatizados. É a abolição do trabalho humano na economia mundial.

Só que, mesmo com a oferta de uma produção mais barata, dado a crescente ausência humana na produção, a massa de pessoas desempregadas não dispõe de recursos para consumir o que lhes é ofertado pela mídia, mesmo por preços de bananas. Com isso, criando desejos em pessoas sem meios para satisfazê-los, explicando-se a violência crescente em todo o mundo.

Acrescente-se a tudo isso, o efeito da poluição ambiental que desequilibra o clima, compromete, cada vez mais, a produção de alimentos e expande a marginalização e a pobreza no mundo, mesmo nos países tidos como ricos.

O domínio das minorias sobre as maiorias atuais para subvencionar os seus extravagantes padrões de vida é feito através de um sistema financeiro implementado pela mídia, pelo qual se diviniza o capital com promessas de realizações impossíveis.
Comparativamente: São as vidas extravagantes das minorias ricas alimentadas pelos fins degradantes das maiorias pobres em todo o mundo sem fronteiras.
Que tenham todos um bom domingo,
Abçs.
Antídio

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Respostas a este tópico

Ao que parece, a Natureza tem uma proposta evolutiva que aponta para a aglomeração de capacidades físico-morfológicas, funcionais e racionais. Seria muito difícil cogitar como se deu a aparição do primeiro organismo capaz de se manter, se replicar e se aperfeiçoar, pois isso envolve uma gama complexa de recursos e atividades. Se imaginarmos o conjunto de soluções matemáticas necessárias para, quimicamente, gerar um "organismo" auto provedor de suas próprias capacidades existenciais e todas as tentativas aleatórias para ter sucesso nessa empreitada, nos parecerá a vida, algo quase impossível, pois a base inicial já deveria ser capaz de possuir independência suficiente para se manter operando até encontrar a chave para o passo seguinte, o qual deveria obedecer uma ordem invariável de qualidades. Essas deveriam se seguir com os seguintes passos:

Delimitação física do organismo, motor fornecedor de energia e sistema de reprodução ou duplicação. Isso, porque o tempo de existência desse bólido orgânico, no caso corruptível pelos agentes físicos, concorreria contra a aquisição de novas capacidades. Provavelmente em função disso, a condução evolutiva anterior à reprodução seja meramente casual e exposta a uma série de tentativas frustradas, exigindo um número muito grande de exemplares capazes de suprir esse passo inicial. Por isso, essa quantidade inicial fosse oriunda de algum processo quimicamente capaz de abundância e simplicidade. 

Só essas dificuldades ou necessidades inerentes ao passo inicial nos asseguram que deveria haver uma predisposição anterior oriunda da própria natureza da matéria, algo impregnado em sua essência estrutural e reativa que delineasse todas essas conseqüências como um objetivo, fato que nos assegura um Universo inteligente ou moldado desde a estrutura atômica básica predisposto a gerar a entidade biológica reprodutiva e capaz de alçar, em uma segunda etapa, a razão e a consciência.

Isso nos assegura um Universo inteligente e ainda que a casualidade seja mecanismo intrínseco usado para selecionar e dar oportunidade de implementação, essa não passa de objeto dessa predestinação, uma simples ferramenta que necessita de tempo e espaço para fomentar o objetivo.

Diante de uma miríade incalculável de encaixes possibilísticos pelos átomos, moléculas, substâncias simples, compostas até sua complexa organização sem criar mais obstáculos do que soluções, só podemos nos perguntar:

Como é possível algo tão complexo se produzir, sem as condições prévias essenciais para tanto?

Dessa forma, é quase totalmente certo que o Universo seja a tela e a Natureza o pincel, objetos de uma intenção maior inteligente capaz de prover a tudo de forma significante. 

Os termos mitológicos como deus, são apenas um arremedo dessa intenção magna e indecifrável.

Sérgio e Outros:

Suas considerações sobre o mecanismo para criação da vida são uma verdade que se perde por não haver um ponto de partida para o processo.

No Universo tudo é energia eletromagnética em movimento contínuo e regida pelas forças centrífugas e centrípetas o que dá origem por condensação, a luz e materialização desta; daí o desenvolvimento de vidas vegetais, animais e humanas, para, a seguir, entrar em fase de decomposição. Não há pontos de partida nem de chegadas. Tudo ocorre em evolução e involução. Nós não dispomos de condições para avaliar as dimensões do Universo, se ele tem o mesmo formato determinado para os demais sistemas que dominam desde os átomos às galáxias, ou se ele é eterno e infinito, o que é mais provável. Para se entender este mecanismo simples, racional, e que as nossas mentes não foram desenvolvidas nesta direção, vou explicar da seguinte maneira: Tomem como exemplo, o prato de uma vitrola. Observem que o caminho percorrido por um ponto da periferia do prato é muito mais longo do que em qualquer outro tomado como referência, na direção do eixo. Tanto mais perto deste, menor é o caminho a ser percorrido pela energia eletromagnética (luz invisível). Ela percorrendo pela periferia do prato com a velocidade de 299.000 k/s, em cada ponto do interior do prato e o caminho encurtado a velocidade da energia vai se reduzindo, sendo comprimida até causar a condensação em luz e de outras formas de energia vibratória, para depois se materializar. Uma vez materializada, tornando-se mais pesada, ela é arremessada para a periferia pela força centrífuga aumentando sua velocidade o que determina sua reconversão em luz. (Todo corpo alcançando a velocidade da luz, também será luz); Teoria da Relatividade.Continuando a matéria formada a receber a incidência luminosa, a vida começa a medrar em formas unicelulares que passam a se combinar entre si e se desenvolverem aos seres mais complexos, que somos nós as pontas de lança. Esta teoria é inédita e contraria as interpretações dadas à Teoria da Relatividade no que se afirma que com o aumento da velocidade os corpos se contraem aumentando suas massas. Não tem lógica. Alguns estudiosos citam a explosão da primeira bomba atômica como prova de que a matéria é composta por várias formas de energia e que se libertam no mesmo instante. Até aí, tudo correto. Matéria é energia concentrada. Porém observo: As energias liberadas nas formas de luz, calor e outras vibrações são atiradas em todas as direções. Das que são direcionadas para baixo, o solo, parte é absorvida por este e outra se reflete para a atmosfera juntando-se com as que foram lançadas para o alto. Não sei como os cientistas definem as direções que seguem, mas, no meu entender, eles se incorporaram ao cinturão eletromagnético que envolve o Planeta, como ocorre com os demais astros em movimento rotativo. Este fato contradiz outras interpretações de que tanto maior a velocidade dos corpos, eles aumentam suas massas, tornam-se mais pesados. Ora, sabemos que as matérias que se decompõem, seja por explosões, combustão, e mesmo apodrecimento, elas se transformam em gases, matérias mais fluidas e mais leves que são guindados para a periferia do Planeta.

Não sei se entendi a relação entre as coisas, pois falava de biologia e não de Física, mas, apesar de poder argumentar algumas das colocações, na prática só me preocupo com a finalidade ou impossibilidade de alguns processos.

Na realidade "minhas considerações sobre o mecanismo para criação da vida "não" são uma verdade que se perde por não haver um ponto de partida para o processo", pois é justamente esse momento inicial que eu tento descrever.

Me baseio no óbvio e básico, pois todos sabemos que um organismo precisa de uma delimitação, de um fornecimento de energia e de uma forma de perpetuação, conforme a ciência admite.

O que eu faço é apenas colocar a concomitância do desenvolvimento versus as impossibilidades para tanto.

Também não cito a analógica colocação, aliás, muito bem feita, que carrega a necessidade biológica da alimentação como uma oitava que se estende e nos afeta socialmente, também não refuto nada, apenas acrescento que ao olharmos esse assunto com mais profundidade, veremos que sempre houve uma corrida entre nossas aptidões e nossas possibilidades existenciais exíguas e incertas.

Seria lógico admitir que as primeiras formas de vida fossem autótrofas e que depois surgissem os canibais que delas se provessem, mas confesso difícil entender como tudo começou.

Sérgio e Outros:

O tema que discutimos é muito mais amplo do que o que a ciência moderna pode decifrar. Considere como se ela estivesse contemplando o panorama da encosta de uma montanha e compare com a visão que teria se estivesse no topo da mesma. Para que você e outros possam avaliar a distância entre elas, estou enviando o poema “Metamorfoses”. Não o prolixo de Olvídio que fala muitíssimo e diz muito pouco com relação ao “Todo Universal”; mas sim, o de um obscuro e humilde sertanejo que viveu entre os séculos XIX e XX, na cidade de Juazeiro no interior da Bahia, nas margens do Rio São Francisco, que deixou seu nome gravado em ruas de sua cidade, da cidade do Rio de Janeiro e interior deste estado e de Pernambuco, e que ninguém conhece a sua magnífica obra em que fala muito pouco e diz tudo que ocorre no Universo. Ele, mentalmente, chegou ao topo da montanha do saber sem saber que sabia. Conheço a dita obra desde a minha distante infância e levei a vida inteira me esforçando para entendê-la. Já, com os atuais recursos oferecidos pela Internet, não se terá as mesmas dificuldades que tive para chegar lá.

Abraços e que tenham uma boa semana é o que lhes desejo.

Antídio         

                      METAMORFOSES                                     

                                                             (Não há nada de novo debaixo do Sol). 

                                                                                                     (Máxima de Salomão)

Tudo é ressurreição na Natureza. É crível que

Tudo que é, já foi e há de ser elemento do cosmo

Do qual é parte integrante e imperdível.

Tudo é força, calor, vida e movimento.

 

 

Tudo é atração e repulsão passíveis de eternas mutações:

A flora, a fauna ou o vento,

Dos átomos aos sóis, do visível ao invisível,

Tudo vibra e evolui: matéria e pensamento.

 

A lei do transformismo impera no universo:

A pedra, a planta, o símio ou o homem,

Ora aqui se congregam ou ali se põem dispersos.

 

Polens de ouro hão de ser corimbos, incompletos pomos,

Que dão sementes que alimentam aos que comem,

Numa ânsia germinal, de dar flores e frutos.

 

Tudo é ressurreição na Natureza.

Eu louvo o mar que se evapora.

É nuvem, neblina e chuva que os rios enchem e voltam ao mar de novo;

Adoro o sol que é luz, pão, sangue ou albumina.

 

Vem da bolota o azinho e a águia ressurge do ovo.

Ambos colossais e de origem tão pequenina.

Seja o leão na selva, ou seja, o rei de um povo,

A lei com que este governa, o outro determina.

 

 

Da crisálida inerte irrompe a borboleta;

O cadáver que tomba, em gases se transmuda,

Gases que irão ser árvores, rochas ou maretas.

 

O fósforo que anima o cérebro de um gênio,

Talvez já tivesse sido concha alvíssima e bojuda,

Do Báltico ou do Egeu, do Cáspio ou do Tirreno.   

 

Tudo é ressurreição na Natureza.                      

É fato que a alma, a divina essência,

Existe em todo ser e nunca se extingue. É exato.

É o infinito ressurgir de tudo na existência.

Seja monera, ou larva, ou gente, ou cisne ou gato,

Deles não morrerão o instinto nem a inteligência,

Que em múltiplos vai-e-vem, mudando de formato,

Ascendem procurando o pão, o amor e a ciência.

 

Com mostras de virtude ou manchas de pecado,

Corpos que vão nascendo e almas que vão partindo,

Tudo marcha em busca do Eldorado.

 

A sofrer e a gozar num sentimento alterno,

Tudo se eleva aos céus e vai chorando ou rindo,

Bem para o infinito, para o Poder Eterno.

                                                                         Joaquim de Queiroz

                                                                         Juazeiro – Bahia Junho de 1915

 

 

 

            Relendo este artigo, ocorreu-me uma frase, que não sei se é minha ou se ficou gravada em meu subconsciente (no meu "mindset") em algum momento da vida: "Tudo o que é foi e tudo o que foi será". Se essa afirmação for verdadeira ( e eu acho que é) é correto concordar com o título do artigo: "A vida se alimenta da morte".



Ivo S. G. Reis disse:

            Relendo este artigo, ocorreu-me uma frase, que não sei se é minha ou se ficou gravada em meu subconsciente (no meu "mindset") em algum momento da vida: "Tudo o que é foi e tudo o que foi será". Se essa afirmação for verdadeira ( e eu acho que é) é correto concordar com o título do artigo: "A vida se alimenta da morte".

Fico feliz de ver que os amigos não pararam em Nietzsche e Dawkins e captaram a Lei dos Ciclos. Conforme dizia Huberto Rohden:

‘Crear é a manifestação da Essência em forma de existência — criar é a transição de uma existência para outra existência. 



Antídio Santos Pereira Teixeira disse:

Sérgio e Outros:

O tema que discutimos é muito mais amplo do que o que a ciência moderna pode decifrar. Considere como se ela estivesse contemplando o panorama da encosta de uma montanha e compare com a visão que teria se estivesse no topo da mesma. Para que você e outros possam avaliar a distância entre elas, estou enviando o poema “Metamorfoses”. Não o prolixo de Olvídio que fala muitíssimo e diz muito pouco com relação ao “Todo Universal”; mas sim, o de um obscuro e humilde sertanejo que viveu entre os séculos XIX e XX, na cidade de Juazeiro no interior da Bahia, nas margens do Rio São Francisco, que deixou seu nome gravado em ruas de sua cidade, da cidade do Rio de Janeiro e interior deste estado e de Pernambuco, e que ninguém conhece a sua magnífica obra em que fala muito pouco e diz tudo que ocorre no Universo. Ele, mentalmente, chegou ao topo da montanha do saber sem saber que sabia. Conheço a dita obra desde a minha distante infância e levei a vida inteira me esforçando para entendê-la. Já, com os atuais recursos oferecidos pela Internet, não se terá as mesmas dificuldades que tive para chegar lá.

Abraços e que tenham uma boa semana é o que lhes desejo.

Antídio         

                      METAMORFOSES                                     

                                                             (Não há nada de novo debaixo do Sol). 

                                                                                                     (Máxima de Salomão)

Tudo é ressurreição na Natureza. É crível que

Tudo que é, já foi e há de ser elemento do cosmo

Do qual é parte integrante e imperdível.

Tudo é força, calor, vida e movimento.

 

 

Tudo é atração e repulsão passíveis de eternas mutações:

A flora, a fauna ou o vento,

Dos átomos aos sóis, do visível ao invisível,

Tudo vibra e evolui: matéria e pensamento.

 

A lei do transformismo impera no universo:

A pedra, a planta, o símio ou o homem,

Ora aqui se congregam ou ali se põem dispersos.

 

Polens de ouro hão de ser corimbos, incompletos pomos,

Que dão sementes que alimentam aos que comem,

Numa ânsia germinal, de dar flores e frutos.

 

Tudo é ressurreição na Natureza.

Eu louvo o mar que se evapora.

É nuvem, neblina e chuva que os rios enchem e voltam ao mar de novo;

Adoro o sol que é luz, pão, sangue ou albumina.

 

Vem da bolota o azinho e a águia ressurge do ovo.

Ambos colossais e de origem tão pequenina.

Seja o leão na selva, ou seja, o rei de um povo,

A lei com que este governa, o outro determina.

 

 

Da crisálida inerte irrompe a borboleta;

O cadáver que tomba, em gases se transmuda,

Gases que irão ser árvores, rochas ou maretas.

 

O fósforo que anima o cérebro de um gênio,

Talvez já tivesse sido concha alvíssima e bojuda,

Do Báltico ou do Egeu, do Cáspio ou do Tirreno.   

 

Tudo é ressurreição na Natureza.                      

É fato que a alma, a divina essência,

Existe em todo ser e nunca se extingue. É exato.

É o infinito ressurgir de tudo na existência.

Seja monera, ou larva, ou gente, ou cisne ou gato,

Deles não morrerão o instinto nem a inteligência,

Que em múltiplos vai-e-vem, mudando de formato,

Ascendem procurando o pão, o amor e a ciência.

 

Com mostras de virtude ou manchas de pecado,

Corpos que vão nascendo e almas que vão partindo,

Tudo marcha em busca do Eldorado.

 

A sofrer e a gozar num sentimento alterno,

Tudo se eleva aos céus e vai chorando ou rindo,

Bem para o infinito, para o Poder Eterno.

                                                                         Joaquim de Queiroz

                                                                         Juazeiro – Bahia Junho de 1915

 

 

 Quando o homem abandona o Ego terreno, vaidoso, contumaz e reativo e expande a Consciência , deixando seus restos mortais e entendendo a sua verdadeira essência, consegue chegar às alturas de um pensamento purista e análogo à Natureza. Se há uma verdade ela está na Natureza, a única coisa que nos preenche por fora e por dentro. Para tanto não há escola, pois como vemos, isso nasce da maturidade de ser homem em toda a sua simplicidade, grandeza e limitação.

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