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Se você não sabe, aceita e não questiona, embota-se e acaba virando crente.

Qual a opinião de cada um? Quais as razões dessa opinião? Qual a relação entre a hipnose e o espiritismo? Gostaria de desenvolver esse debate porque, possivelmente, esse será tema do meu próximo vídeo, e assim a opinião de vocês seria muito importante.
Abçs 

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Recentemente um divulgador das contradições religiosas, Aron Ra, apresentou a tese de que a ideia de "espírito" derivou-se da "respiração" dos seres vivos. Isso ocorreu posteriormente à ideia de que "um Deus do Ar era  simplesmente Ar", um "espírito". Esse Deus era então "invisível", diferente do Deus com um corpo. Esse Deus Ar estava agora em "qualquer lugar" ou "em todos os lugares", era "onipresente". Todos sabiam que se "você não respirasse, você morreria" e imaginavam que era esse "espírito" (Ar) que lhe dava vida. O divulgador identificou nos versículos da Bíblia "a origem gasosa da alma". Ver mais em  https://www.facebook.com/groups/sociedadeateista/permalink/73471394...


Assis Utsch disse:

O conceito de alma ou espírito surgiu quando o homem primitivo começou a interpretar o sonho como uma entidade que habitava nosso interior. Surgiu então o animismo, de alma ou espírito, entes imaginários, pois o que temos de imaterial é a nossa consciência, o pensamento, a imaginação, a mente, mas gerados por nossa própria condição biológica. (Ver mais em : http://irreligiosos.ning.com/profiles/blogs/revelando-as-religi-es-1 )

Aos Companheiros do Irreligiosos.

Estamos acostumados a um tipo de raciocínio a respeito de religião, que nos faz refutar qualquer manifestação religiosa.

Sabemos que no espiritismo, existe a ideia de que seja uma religião, fazem rituais e obrigações, muito estranhas.

Mas que tal, levarmos esse assunto para a área científica ?

Preparem-se para assistirem a um vídeo de 1:20 hs, que vai exigir toda a sua atenção, por que a grande maioria de nós, não conhece do assunto, principalmente, ligado a ciência da medicina.

Será que o nosso querido amigo Alfredo Bernacchi, assistirá a esse vídeo

https://www.bing.com/videos/search?q=youtube-+palestra+do+dr+sergio...

Como termo geral, espírito é a essência operacional de um processo.

Qual o espírito do rádio? As ondas de Freqüência ou Amplitude modulada que chegam até a antena, sem as quais o aparelho seria apenas uma caixa com chiado.

Qual o espírito do bolo? A sua receita.

Qual o espírito do Computador? O seu Software operacional.

Julgar que o termo espírito seja uma entidade, pode ser procedente desde que se estabeleça a possibilidade fenomenal, abstrata ou semi-física que o define.

Será muito difícil mostrar a natureza correta do fenômeno a alguém que jamais cogitou o significado da Consciência. Se imaginarmos um corpo físico vivo cuja a mente (outro termo que precisa de definição anterior) esteja desligada do corpo, sem nenhum sentido ou conexão sensorial, algo como alguém em coma profundo, se nessa pessoa existe Consciência. A percepção objetiva que constata o atrelamento da Consciência a esse corpo se prova com o seu mergulho nessa ligação sensorial, onde essa Consciência se identifica com o corpo e a captação do mundo externo. Mas, se essa conexão for cortada, poderemos dizer que a Consciência não existe?

Sim! Mas isso como ente manifesto e "não" como possibilidade latente, já que se voltar a se ligar abandonando o coma, terá essa Consciência novamente ativa. Independente da existência de memória do coma, a verdade é que a pessoa deve ter "sonhos" ainda que não se lembre, algo como no sono com suas fases, quando nos levantamos de manhã, mas não lembramos se sonhamos ou não. Ora, o que seria esse sonho? Seria uma atividade cerebral ou a manifestação da Consciência em um plano sinestésico que imita o plano físico? Preferimos acreditar na primeira hipótese, mas se imaginarmos a Consciência como um "olho" que se torna foco de todos os processos psíquicos e sensoriais o qual é o centro de todas as coisas, isso pode parecer vago, mas é muito coerente, pois é a única forma de provar que há algo que sente, percebe, observa e analisa se prestando de todo aparato externo para se conectar com o mundo, com a fenomênica.

Vamos imaginar um robô. Ele é um simulacro de Consciência e por mais que se aperfeiçoem os softwares, ele nunca será um ente pelo simples fato de não ter Consciência. Não há nada nele que seja, que sinta, que se perceba como uma entidade, sendo portanto, como disse, apenas um simulacro. Um robô pode agir e até inferir a partir de um extenso banco de reações atreladas a ações, mas não há nada ali consciente. Ora, isso fica evidente na colocação de Descartes:

Cogito ergo sun!

Essa é a pérola da filosofia e mostra que só um ente consciente pode se reconhecer como pensante.

Só pode existir mundo externo se houver Consciência, o elemento senciente que percebe e analisa o Universo.

Já imaginaram se não houvesse Consciência? Não haveria Universo e muito menos Deus (para quem acredita). Não haveria nada em momento algum. Então, se há algo agora e houve algo anterior, a continuidade do fenômeno é assegurada por esse momento, pois se nada houver depois, esse momento não seria ou existiria. 
Para tanto, basta tentar se imaginar como um futuro "nada". Sendo um nada, nada foi, nada é e nada será, provando que tudo agora não é real. Mas é real!!!!!

Dessa forma, se penso, existo e se não penso, não existo. Um pedra não pensa e não sabe que existe, portanto pedras não são parte integrante do processo consciente, mas um cenário para sustentar essa Consciência.

Temos por conta da nossa percepção finita, achar que somos finitos como elementos pensantes. Que coisa sem sentido! Se fôssemos finitos como pensamento, ao morrermos o mundo desapareceria e nunca mair voltaria a existir, pois tudo depende da Consciência. Normalmente pensamos nela como algo pessoal e a confundimos com nosso ego, mas não; é assim, a única via sensata é que ela seja uma Central que capta e armazena todas as impressões provenientes de todas os seus pontos de captação do Universo. O mesmo olho em todos nós, em locais e tempos diferentes, mais uma vez as coordenadas Cartesianas que definem pontos diferentes dotados da mesma essência que se sujeita a situações diferentes, aliás, deveriam ser, Descartesianas por causa de Descartes.

Devemos também entender que essa Consciência não é puntual, mas algo como a atmosfera que nos invade os pulmões, um evento geral que assola a nós todos. Agora, se morrermos, esse ar continua! ele não depende de nós, mas o contrário, nós é que dependemos dele.

Sim, mas e o espírito? Ora, se essa Consciência se usa de aparatos biológicos sensoriais para viver experiências, precisa de uma identidade que reúna todas as suas memórias de ações, reações e fatos para estabelecer um padrão de relação e conduta. Essa interface passageira se chama Espírito, o qual carrega toda a bagagem da vida egóica, biológica, emocional, intelectual, etc.

Para ir adiante e se tornar inteligível, precisaria de mais umas 300 páginas, mas com o tempo, progrediremos nesse assunto de forma a reunir todos os aspectos necessários à essa explicação como um todo, pois tudo é coerente e obedece a um modelo utilitário do Universo.

O Livro dos Espíritos (Kardec)

Eu li O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec, uma espécie de bíblia dos seguidores do espiritismo, com seus outros quatro livros. Fiz inclusive a resenha dessa obra e coloquei em : http://irreligiosos.ning.com/profiles/blogs/o-livro-dos-esp-ritos

Kardec estava convencido dos alegados fenômenos espíritas, mas isto é resultado das próprias idiossincrasias do autor, de seu autoengano, suas ilusões. Tal como os líderes e doutrinadores religiosos de todos os credos, aplica-se a ele o mesmo preceito : ninguém é mais doutrinado do que o próprio doutrinador. Apesar de aparentemente convincente, o livro é bizarro, inteiramente inconsistente para quem tem uma visão mais racional do mundo. E toda a observação crítica que fiz do texto está apoiada no próprio livro, não inventei, apenas apontei as vulnerabilidades da ideologia ali presente. É apenas mais um texto mitológico como o Velho e o Novo Testamento, os Vedas, o Zendavesta, o Corão, o Livro dos Mórmons e muitos outros livros religiosos que li - total ou parcialmente.

A resenha do livro - três partes - está no endereço acima indicado.

Concordo com o Assis, em especial com o que diz nesta sua frase: "[...] ninguém é mais doutrinado do que o próprio doutrinador". Na matéria que indicou, li o texto e os comentários e cheguei à mesma conclusão. A mim me pareceu que Kardec estava empolgado com a descoberta de um novo campo de conhecimentos ainda mal-compreendido (até hoje) e fantasiou em suas teorias.

O assim chamado "espiritismo" é um campo de conhecimentos ainda a ser melhor estudado. 



Lilian Sokorowa disse:

Concordo com o Assis, em especial com o que diz nesta sua frase: "[...] ninguém é mais doutrinado do que o próprio doutrinador". Na matéria que indicou, li o texto e os comentários e cheguei à mesma conclusão. A mim me pareceu que Kardec estava empolgado com a descoberta de um novo campo de conhecimentos ainda mal-compreendido (até hoje) e fantasiou em suas teorias.

O assim chamado "espiritismo" é um campo de conhecimentos ainda a ser melhor estudado. 

Mas é isso mesmo, somos doutrinados, tanto os que são a favor como os que são contra posições que nascem de uma conjuntura composta de várias condições, aspectos, fatos e deduções. Saber e não saber são apenas opostos de uma mesma grandeza. A vasta possibilidade de deduções acerca de um mesmo evento se torna mais fidedigna à realidade, na medida em que, além de ruminar essas peias, passamos a visualizá-las como fatos que podem nos assolar e não apenas como eventos alheios à nossa esfera pessoal. É fácil rechaçar a mitologia e a crença ignóbil que cegamente se entrega a dogmas sem perseguir o seu âmago, mas muito difícil se prestar como paciente das experiências, perder todo seu tempo analisando a questão imaginando uma miríade de possibilidades, de forma a excluir  o que é incoerente e o que é  afiançado pelas leis naturais. Por mais que não entenda-mo-las, elas se manifestam de forma inexorável.

Não foi fortuitamente que os grandes cientistas como Planck, Rutheford, Bohr, Pauling, Heisenberg, Einstein, Curie's e tantos outros conseguiram ver através daquilo que não conseguiam explicar, a materialização de soluções acerca de questões que nunca nos preocupamos e nunca conseguimos enxergar. Isso porque a lógica da Natureza existe e como disse Einstein;

"Deus não joga dados", dando uma conotação aparentemente religiosa a um quê causador que é característico da Natureza.

Se os conceitos transcendentes que emanam de doutrinas antigas como os Vedas, as quais inspiraram Kardec, o qual deu uma vestimenta menos pesada excluindo conceitos muito abstratos e reduzindo-os a uma linguagem mais trivial, isso pode ser condenável, mas atinge a malta que não é capaz de tanger idéias como as de Purusha e Prakriti constantes na filosofia Samkhya. Esse elevado corolário de discernimento é muito incompreensível por não tratar de elementos sensoriais, mas afiança que com imaginação e arrazoabilidade é possível perceber sua tremenda coerência. 



Assis Utsch disse:

O Livro dos Espíritos (Kardec)

Eu li O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec, uma espécie de bíblia dos seguidores do espiritismo, com seus outros quatro livros. Fiz inclusive a resenha dessa obra e coloquei em : http://irreligiosos.ning.com/profiles/blogs/o-livro-dos-esp-ritos

Kardec estava convencido dos alegados fenômenos espíritas, mas isto é resultado das próprias idiossincrasias do autor, de seu autoengano, suas ilusões. Tal como os líderes e doutrinadores religiosos de todos os credos, aplica-se a ele o mesmo preceito : ninguém é mais doutrinado do que o próprio doutrinador. Apesar de aparentemente convincente, o livro é bizarro, inteiramente inconsistente para quem tem uma visão mais racional do mundo. E toda a observação crítica que fiz do texto está apoiada no próprio livro, não inventei, apenas apontei as vulnerabilidades da ideologia ali presente. É apenas mais um texto mitológico como o Velho e o Novo Testamento, os Vedas, o Zendavesta, o Corão, o Livro dos Mórmons e muitos outros livros religiosos que li - total ou parcialmente.

A resenha do livro - três partes - está no endereço acima indicado.

Caro Assis: Kardec adaptou parte da Doutrina Vedanta e Budista do Himalaia ao Ocidente. Por serem os tratados filosóficos mais antigos e introspectivos da raça humana contém conceitos que normalmente não nos indagamos, exceto quando em estados de miséria da alma, momento em que passamos a ver o mundo de outra forma. A consequente mitologia e dedução idiossincrásica que bem aponta, acabam por ser invitáveis, adotando aquele velho recurso do..."puxa, como vou explicar isso, é tão complexo?" Assim, reduz milhões de palavras num "acredite que é assim" coisa que rechaço igualmente. Explicar para o homem comum coisas incomuns é impossível, daí nasce a redução ao inteligível figurativo, quando um quadro vale por  mil palavras.

Querer entender algo é muito diferente do que pretender negá-lo e por isso, entendo o apuro que um homem medíocre e sujeito à intempéries da vida, sem dinheiro, sem profissão, sem casa, sem cultura, sem a mínima certeza de onde estará amanhã pode fazer pra reverter esse quadro. Dessa incerteza alucinante e deprimente, pouco lhe resta a fazer do que admitir o mundo como uma máquina, a qual não precisa entender ou explicar como funciona, mas usufruir da sua ação, algo como uma moça que anda de carro, mas não sabe a ordem de ignição dos cilindros, pra que serve a bobina, pra que o diferencial, etc., mas ela usa o carro.

Assim, muitas das nossas opiniões podem ter outro ponto de vista com a experiência que nunca passamos. Felizmente, aqueles que são inteligentes percebem as falhas mais cedo,  mas isso nem sempre é suficiente pra dar razão a todo o mosaico.

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