Irreligiosos

Se você não sabe, aceita e não questiona, embota-se e acaba virando crente.

NA: A discussão abaixo proposta não reflete a opinião oficial da Administração nem da quase totalidade dos membros desta comunidade, sendo autorizada, a pedido, com o intuito de garantir o direito de igualdade e liberdade de expressão que defendemos, desde que não se revistam de características proselitistas. As ideias contidas no texto são, portanto, de inteira responsabilidade do seu autor, que pretende submetê-las à apreciação dos nossos membros, que deverão avaliar livremente a conveniência ou não de discuti-las. Segue a discussão:

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O QUE É DEUS?

Mesmo consciente de que a inferioridade das faculdades do homem não lhe permite compreender a natureza íntima de Deus, ainda assim, e com toda reverência ao Senhor, arriscarei expor com meus parcos conhecimentos qual o significado da Divindade, segundo meu limitado intelecto, porém da forma mais sincera possível.

Começo servindo-me da definição espírita, por qual doutrina devoto bastante respeito: Deus é a Inteligência Suprema, Causa primária de todas as coisas.

Complemento que julgo necessário. Criador incriado! Creio que Deus criou o tempo, assim, essa Causa é atemporal, "Eterna" além do conceito humano de eternidade, não pode estar sujeita ao tempo. E, como Causa criadora do espaço e da matéria, então é imaterial, ou seja, espiritual porque, também, não pode estar sujeita a esse espaço e matéria por ela criados Então, se teve poder para criar, certamente essa Causa é mais poderosa do que tudo o que criou.

Essa Causa possui algum sentimento que se assemelhe aos nossos? Óbvio que não! Deus não é uma pessoa, segundo o nosso conceito de "pessoa". As atribuições de características e de sentimentos humanos a Deus, devem-se a recursos literários bastante usuais na época e região em que os livros que compõem a Bíblia foram escritos. Portanto, Deus não ama, não odeia, não chora, não ri...

Mas a Bíblia não se resume a antropopatismos e antropomorfismos quando apresenta as caraterísticas de Deus. Ensina-nos também que Deus é Espírito, é amor, porém, NÃO é Algo inalcançável que esteja longe de cada um de nós, pelo contrário, nele vivemos, nos movemos e existimos. Então, diante desse ensino, e que se coaduna com os ensinos de outras religiões, concluí que Deus não é Algo que existe ALÉM de nós, Ele “É” Espírito cuja essência é o amor, e nele estamos contidos, somos parte de um Todo. Como a matéria não pode estar no Espírito porquanto são de naturezas diversas, isso levou-me a deduzir que o homem não é isso que se vê, um corpo com espírito; na verdade, o homem É um espírito com uma “veste” para tornar possível a sua existência pelo mundo material.

Um ponto a ser destacado é que o fato de Deus ser um Espírito cuja essência é o amor, isso não significa dizer que Ele ama a alguém em especial, e sim, que Ele é a “Fonte” do amor, dele emana sem parar todo o amor para a prática dos homens; logo, TODOS que amam, conforme o amor do Pai, são “filhos” do mesmo Espírito, são deuses por semelhança.

Contudo, o amor aqui entendido, não é simplesmente o amor erótico, e nem mesmo, apenas, aquele amor que devotamos aos nossos entes queridos; porque esses tipos de amor todos os homens possuem, até mesmo àqueles que não aceitam a divina filiação do “Espírito de amor”. Os “filhos”, no entanto, além desses tipos de amor, possuem um amor altruísta, são capazes de amar até mesmo aqueles que não os amam, aos próprios inimigos, e estão dispostos a enfrentar a morte, se preciso for, por amor a seus irmãos. Este amor possui características próprias, muito bem definidas pelo apóstolo Paulo em sua primeira carta aos coríntios, no capítulo 13.

“CÉU” e “INFERNO”

“Céu” e “inferno”, para a surpresa de alguns, NÃO são LOCAIS específicos no sobrenatural onde habitarão ‘salvos’ e ‘condenados’! Nada mais são do que formas simbólicas de definir os DOIS estados espirituais que uma pessoa pode escolher para estar, aqui e agora e no porvir. Estar no “céu” é estar em Deus (o “Todo”), VIVER segundo a Sua essência (amor), e fiel às Suas leis. E que “Leis” são essas? Apenas duas: amar a Deus sobre todas as coisas, ou seja, desejar ardente e insistentemente estar por todo o sempre em Deus; e, também, amar ao próximo a exemplo do amor com que o Primogênito nos amou.  

Por outro lado, estar no “inferno” é escolher uma existência diferente daquela, fora de Deus; na verdade é escolher a morte para sempre.

Quando nos despojamos da “veste”, que é o corpo material, o espírito volta a Deus. Os espíritos dos “filhos” viverão para sempre no “Todo” de onde vieram, mantendo a individualidade que viveram na “carne”; enquanto que os espíritos dos que não aceitaram a “filiação” também voltarão ao “Todo” porque a Ele pertencem, porém, a sua individualidade será ‘apagada’ para sempre, já que o indivíduo em que aquele espírito habitou escolheu não estar ali; e essa vontade será acatada por Deus em respeito à liberdade de escolha com que fomos criados.

A “separação” ou a “manutenção” do espírito de sua respectiva individualidade terrena, bem como a "separação” daquela individualidade das demais que viverão para sempre no “Todo”, decorrem do Juízo que é feito segundo a livre escolha de cada indivíduo durante a sua existência. Deus a ninguém condena, as escolhas do homem definem o seu destino final.

A consequência dessa “separação” é ensinada simbolicamente como “queimar no inferno”. Todavia, nenhum homem está apto para afirmar que isso se dê com o sofrimento nos moldes que conhecemos. Particularmente creio, com toda a sinceridade que, se algum sofrimento houver, esse será do tipo sentimento extremo de perda pela impossibilidade de passar a eternidade juntamente com seus entes queridos que, porventura, tenham sido salvos.

Os que estão no “Todo” não sentem a falta dos entes queridos que não estão por ali; porque o “apagão” que será dado àqueles, os apagará até mesmo da memória dos salvos.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Como se observa, meus conceitos acerca do que aqui foi tratado, diferem um pouco do usual. Porém, em paz com minha consciência, estou convicto de que desenvolvo a minha fé em plena concordância com o que o Espírito inspirou aos escritores antigos. Estou convencido de que, se a Bíblia, bem como qualquer outra literatura religiosa antiga, fossem escritas atualmente, seus textos seriam bem diferentes daqueles, talvez ficassem bem próximos das concepções que tentei expor aqui de forma bem objetiva.

Os demais assuntos pertinentes à fé cristã, tais como: Jesus Cristo, Espírito Santo, Religião, Igreja e outros, achei por bem não abordá-los por ora. Talvez, quem sabe, venha a tratar disso em outros textos.

Finalizo manifestando a minha gratidão ao administrador por ter autorizado esta postagem, já que estou ciente de que o tema, na forma como aqui foi abordado, não corresponde às concepções do fórum.

   

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Respostas a este tópico

T. P. Sigurd !

Respeito seus conceitos, mas ao que publicastes, só tenho uma pequena frase a dizer a respeito :

" O AMIGO ESTÁ ABSOLUTAMENTE INÇADO ".

Saudações irreligiosas.

Sr. Paulo Rosas Moreira, antes de mais nada, obrigado por sua observação. Realmente, admito estar "inçado" de Deus.

Senhor Paulo Rosas, neste ano de 2014, aconteceu em Curitiba o II Fórum Mundial de Contatados. Muitas das pessoas que lá estavam presentes jamais tinham admitido, sequer, a mais ínfima possibilidade da existência de ET's, até que iriam passar por alguma experiência que lhes fariam mudar suas concepções. Algo similar ocorre com a fé em Deus.

Não basta seguir uma religião, seja ela qual for, para crer SINCERAMENTE em Deus. Também não basta ler a Bíblia, ou qualquer outro livro religioso, mesmo que o faça repetidas vezes, nenhum livro é capaz de mudar uma concepção já enraizada na mente. Tampouco é válida qualquer tentativa de colocar Deus dentro de uma "caixa", racionalizando-O através de conceitos essencialmente materiais; porque, crer, é uma questão espiritual.

Os crentes sinceros que conheço, ANTES creram, e depois, sim, alguns passaram a adotar práticas religiosas em suas vidas; nestes, me incluo.

O que torna alguém crente, senhor Paulo, é alguma EXPERIÊNCIA pessoal muito forte que conduz o indivíduo a um dilema, às vezes até inquietante: existe Algo, isto passa a ser uma certeza; mas trata-se de Algo que está além da sua total compreensão. Então, o indivíduo empreende uma longa caminhada de estudos e reflexões que o colocam diante de outras experiências que se apresentam como respostas às suas inquietudes, e lhe permitem alcançar uma paz jamais experimentada antes; tudo isso o faz crer que aquele Algo é, indubitavelmente, o Deus de quem, até então, somente ouvira falar.

Paulo Rosas Moreira disse:

T. P. Sigurd !

Respeito seus conceitos, mas ao que publicastes, só tenho uma pequena frase a dizer a respeito :

" O AMIGO ESTÁ ABSOLUTAMENTE INÇADO ".

Saudações irreligiosas.

Sr. Sigurd.

As hipóteses para a descrição do assim chamado “mundo intangível” são tão infinitas quanto infinito é o poder criativo da imaginação humana.

Em linhas gerais, o que acaba de me descrever como sendo sua mui particular e subjetiva declaração de fé, não passa de mais uma dentre milhares, de milhares, de milhares delas.

Sua mui particular e subjetiva declaração de fé, não passa de [mais] uma desesperada tentativa de “racionalização” e/ou, de “arredondamento” das sandices bíblicas.

Palavras, simplesmente, não criam realidades objetivas e, uma vez que não possa demonstrar, objetivamente, o que quer que queira dar como “fé verdadeira”, só pode mesmo, aguardar, mais que ansioso, a total destruição ou “total deletamento” ou qualquer coisa do gênero, daqueles que, eventualmente, não quiseram seguir essa sua mesma tentativa de “compreensão arredondada” e subjetiva das idiotices bíblicas.

Afinal de contas, quem é que quer viver uma vida esquálida, irresponsável, improdutiva, frustrada, abnegada, reprimida, acuada, limitada, obtusa, ignorante, retrógrada e totalmente desperdiçada somente em favor da “fé” (só aí já se vê o desequilíbrio mental), se não tiver a mínima esperança de total destruição daqueles que não se deixaram enganar pelas falácias dos dogmas religiosos, não é mesmo? Acho isso, até mesmo, muito natural.

A minha eventual perda, se dará, ainda, “num futuro”, caso vencidas, sequencialmente, as seguintes probabilidades:

1 – Deus existir, de fato.

2 – Deus existir e ser uma pessoa.

3 – Deus existir e ser uma pessoa totalmente narcisista e insegura de si mesma.

4 – Deus existir e ser uma pessoa totalmente narcisista e insegura de si mesma e ser, também, uma pessoa tão hipócrita, falsa e fingida, a ponto de “acatar” que QUALQUER SER HUMANO QUEIRA, DE FATO, SER DELETADO, pelo simples fato de não seguir algo que, já, mesmo em sua limitação humana, conseguiu detectar como sendo, simplesmente, uma sandice.

A sua perda, ao contrário, é visível e se dá, aqui mesmo, no mundo objetivo, em termos do que poderia viver e não viveu, do que poderia aprender e não aprendeu, do que poderia ler e não leu, do que poderia saber, mas resolveu, deliberadamente, “ignorar” em favor da “manutenção” de sua “fé” em seu conceito particular sobre “Deus” e sobre “fé”, que, caso estejam corretos, você acaba de ganhar na MEGA-SENA CELESTIAL.

É claro: Se você está sofrendo perdas visíveis, objetivas e mensuráveis terríveis, o mínimo que pode esperar é que eu sofra “perdas ainda maiores” que as suas, seja, no “fogo eterno”, ou “queimando no inferno” ou que seja, simplesmente, “excluído” desse seu “Todo de ignorância assumida”.

Sua mui particular e subjetiva declaração de fé, ainda me parece ser insana o suficiente, para eu não lhe dar o menor crédito.

Repito, simplesmente descrever com palavras o que imagina que seja, não significa que essa sua descrição seja capaz, por si só, de criar a realidade correspondente.

Então . . . só lhe resta mesmo, continuar “ignorando” o que “enfraquece” (contraria) a sua fé. . .

Felicidades. . .

Primeiro, tudo o que você escreveu me pareceu uma porção de exercícios mentais elaborados cuidadosamente para tornar o tal deus mais e mais difícil de ser contestado. Dá a impressão até de que ele foi criado ponto por ponto a partir de todo e qualquer comentário, dúvida ou pergunta que algum cético, irreligioso ou ateu teimosinho (como sou) tenha feito algum dia. Chego a imaginar o processo: “Ah, ele perguntou quem criou deus? Então é só dizer que ele é o incriado?”, “Ele perguntou onde deus estava antes de criar o universo? Então é só eu dizer que deus existe fora do tempo e do espaço”... e por aí vai. E mais, consciente ou não, no texto não foi esquecida a postura extremamente “humilde” colocada de uma forma que parece, a mim, estar dizendo para deus: “Tá vendo, senhor, como eu sou legal? Viu como mereço o “prêmio” maior?”

 

E eu, assim como meus colegas, só posso fazer uma pergunta bem comum e óbvia: E as provas?

 

E, enquanto isso, fico me lembrando da historinha do elefante rosa na garagem, conhece? É mais ou menos assim: Eu digo que tem um elefante rosa na minha garagem, aí você diz: “Vamos lá ver”. Eu te levo até minha casa, entramos na garagem e você não vê elefante nenhum. Então você pergunta: “Cadê o elefante que não vejo?” Eu respondo: “Está aqui, mas ele é invisível”, Você estende a mão para apalpar o elefante e não sente nada, então diz: “Mas eu não toquei nada”, eu respondo: “O elefante é imaterial”... e por aí vai, a cada observação sua eu respondo com um “O elefante não pode ser...” Sua definição está MUITO parecida com o elefante na minha garagem.

 

O que às vezes me deixa feliz nos discursos dos religiosos não radicais como você é a “definição” que vocês costumam dar de céu e inferno. Vocês esquecem o “gemido e ranger de dentes” mostrando que são mais decentes e éticos do que o seu “Mestre dos mestres, Jesus”, vocês desconstruíram e negaram o inferno porque apesar de toda a fé e de toda a força com que se aplicam em não duvidar, a decência que têm não permitiu que deixassem de perceber o quanto esse conceito é absurdamente abominável. Sei que isso exigiu muito esforço mental de vocês para negar sem negar e, sinceramente, eu os admiro por isso.

 

Mas, infelizmente, como vocês são humanos e como não conseguem deixar o orgulho e a sensação de superioridade - que negam ter e que, quero crer, sequer têm consciência de que têm - vocês não conseguem perceber que não tornaram o inferno assim tão melhor e menos injusto do que aquele que tão dolorosamente negaram.

 

Você coloca as coisas em termos de escolha, como se na verdade e de fato todas as pessoas do mundo em todos os tempos realmente tivessem escolha. Eu, por exemplo, não tive escolha; duvidei porque pensei, pensei porque tenho cérebro e, como todo mundo, não tenho total controle sobre os meus pensamentos. Você coloca em termos de escolha como se o seu deus fosse tão pouco poderoso que não soubesse, antes da existência das pessoas, o que e como cada uma delas pensaria e sentiria.

 

As duas “leis” então? São de tal forma sem sentido que parecem coisa de quem de verdade não pensou a fundo nelas: “amar a Deus sobre todas as coisas”, como se amar fosse algo voluntário e consciente, como se os desejos fossem tão voluntários quanto escolher se agora vou tomar banho ou mais uma cerveja. E a segunda: “amar ao próximo a exemplo do amor com que o Primogênito nos amou” cai novamente na mesma enroscada. Amor não é voluntário e NINGUÉM consegue amar todo mundo da mesma forma. Como alguém pode achar que isso é razoável?

 

Num parênteses posso dizer que eu, Divina, simplesmente não posso, não sei e não sou capaz de amar NINGUÉM, por mais deus que fosse, tanto quanto amo o meu filho. E acho que não sou assim tão diferente das outras milhões de mulheres que são e merecem o nome de mãe.

 

Como seria esse manter a individualidade vivendo no Todo? Me parece extremamente vaga essa ideia. Fico me perguntando o que seria essa individualidade “livre” e ao mesmo tempo subjugada da forma mais humilhante que posso imaginar. Ser uma parte insignificante de um ser assim tão “Isso tudo” que você definiu não parece muito com o que eu chamaria de “estar no céu”, ainda mais eternamente! Acho que nesse caso eu escolheria sim, voluntariamente e com toda a certeza, ficar fora dessa.

 

A coisa que mais - desculpe a palavra mas não sei outra que caiba - me repugnou em toda essa sua historinha foi a “saída” que você achou para negar o amor real, o único que temos com certeza aqui e agora: “Os que estão no “Todo” não sentem a falta dos entes queridos que não estão por ali; porque o “apagão” que será dado àqueles, os apagará até mesmo da memória dos salvos.”

 

Apagar em mim a memória do meu filho? E eu ainda devo me sentir feliz com essa aberração? Eu me sentiria muito mal, pequena e indigna se conseguisse perceber algum bem nessa possibilidade. Um deus, “todo” ou coisa que o valha poderia ser mais desprezível do que isso?

 

Decididamente, se você estivesse certo, eu ficaria muito feliz de estar entre os não escolhidos!

Realmente, nossa amiga Divina, veio, de certa forma, "decifrar" o enigma de sua "fé".

Sua "fé" é, apenas, um mero "jogo de palavras" que você usa, na tentativa de tornar real as fantasias de sua imaginação ou da imaginação do escritor bíblico.

E palavras, apenas, não criam realidades.

Mas, o bom mesmo é continuar deliberadamente ignorando tudo o que "enfraquece" (contraria) a sua fé, não é mesmo?

Prezada amiga Divina.

Mais uma brilhante observação sua sobre a "amorosa postura de fe" de nosso amigo Sigurd.

Os que estão no “Todo” não sentem a falta dos entes queridos que não estão por ali; porque o “apagão” que será dado àqueles, os apagará até mesmo da memória dos salvos”.

Isso sim, é monstruoso, corrupto, covarde, abjeto, injusto, insano, psicótico, criminoso, impensável.

Com relação a essa “doutrina de amor-assassino-hipócrita-divino” e de seus fiéis “assassinos-amorosos-seguidores”, tenho um artigo publicado aqui, que volto a reproduzir.

JESUS CRISTO – O ÚNICO MENTIROSO NO REINO DOS CÉUS”??

.

Quando nós, “Os Salvos em Cristo”,

Aquele mesmo que disse:

Eu sou O Caminho, A Verdade e A Vida”

formos para o céu,

lembrar-nos-emos, lá, de nossos amigos,

Gente tranqüila, Pais de Família, que,

por alguma razão idiota,

não “aceitaram a Jesus como Salvador”

e foram queimar nas chamas do inferno?...

Ou irá, Jesus, “deletá-los” de nossa memória?

Só para podermos adorar o seu Santo nome

em Espírito e em (“Verdade”?)?

.

Será, então, a ignorância,

a maior benção da “Matrix” Celestial?

Será que, após Ocultá-los de nossa memória,

algum dia, Ele ainda nos dirá a verdade

de que temos grandes amigos e irmãos

que nos foram tão prezados e queridos

mas que, agora, estão ardendo

nas chamas do Lago de fogo e enxofre?

Se "Deus" tem plena convicção

da absoluta justiça

de todos os atos que pratica,

deveria, pois, praticá-los, assumidamente,

de peito aberto, à luz do dia,

aos olhos e ao conhecimento de todos...

Por que precisaria fazer “algo”, assim...

tão “Escondidinho” de nós?...

Mas... e se nos revelar esta verdade?...

Conseguiremos nós, dali para frente,

adorá-lo, e, em “Espírito” e em “Verdade”?!!!

Do jeitinho que Ele quer!!!...

Sem estarmos chocados, Sem saudades,

Sem medo, sem qualquer ressentimento?!...

Ou... Enquanto essa farsa durar,

o reino dos céus;

será, por um lado,

o reino da alienação e da mentira

ou, por outro lado,

o reino do medo e da hipocrisia?...

.

Será que, Sua Santíssima sede

de ser adorado, aclamado, é tanta

que, sem o menor escrúpulo,

e apenas, para manter nossos louvores leais,

Sinceros”, “Verdadeiros” e “Alienados”;

Aquele que um dia nos disse:

Eu sou o caminho, a verdade e a vida”

não se importará em ser,

por toda a eternidade,

O ÚNICO MENTIROSO,

NO REINO DE DEUS?!...

Que Ironia do destino!

Vocês não acham?...

.

O que já é considerado mentira

aqui nesta presente dimensão,

ainda "imperfeita",

será, na próxima (e "perfeita") dimensão,

considerado a maior virtude!...

E você, meu amigo:

que sabe perfeitamente que,

segundo as “Santas Escrituras”

este é o destino eterno que, irrevogavelmente,

nos estará reservado a todos:

Aos “Salvos”, a alienação total;

Aos “Perdidos”, o sofrimento,

a falta de respeito e o esquecimento.

Conseguirá, você, doravante,

adorar a Deus em “Espírito” e em “Verdade”?...

Em que “Espírito”?... E sob que “Verdade”?...

Ou será que essa estória toda

não seria uma flagrante fantasia...

repleta de lacunas, lapsos e gafes técnicas...

que o “escritor inspirado”

esqueceu-se de checar,

ou, amarrar as "pontas soltas"

antes de a publicar?!!?...

E pensar em quanta gente preferiu morrer

queimada, torturada, devorada por feras

ou na ponta de uma espada

a ter de negar uma dessas, digamos,

pseudo-verdades”!...

Quanto desrespeito e descaso

ao sentimento e à boa-fé do ser humano

por parte dos “chefes da religião”!!!?? . . .

Acho que esses mártires mereceriam, no mínimo,

uma menção honrosa...

Sr. Sigurd.

Não me faça acreditar, que o Sr. é um monstro de total insensibilidade.

Não me faça acreditar que o seu deus-psicopata o transformou num monstro, cujo único objetivo é manter essa fé insana. . .

Sr. Sergio Mesquita Rangel,

Para que o nosso debate possa se tornar produtivo, se prosperar, sugiro que eliminemos alguns pontos que o senhor expôs em seu comentário.

1 - NÃO espero do senhor, ou de qualquer outro participante, CRÉDITO em minhas declarações; apenas entenda-as como uma exposição de motivos.

2 - NÃO suponha que eu esteja "sofrendo perdas", de qualquer natureza, porque isso não é verdade.

3 - Eu NÃO aguardo qualquer desfecho para outrem, apenas para mim particularmente. Acreditar numa possível realidade de como isso se dará, de forma alguma implica expectativa, a não ser para a própria pessoa.

4 - NÃO tente adivinhar o tipo de vida que levo porque o senhor errará sempre. A sua experiência, ou de outras pessoas, com a religião e posterior abandono de fé, não servem de "regra geral"; portanto, é um equívoco tomá-las como parâmetro para supor o que ocorre na vida de uma pessoa que o senhor sequer conhece.

Analisemos agora, aos pontos circunstanciais do seu comentário.

As hipóteses para a descrição do assim chamado “mundo intangível” são tão infinitas quanto infinito é o poder criativo da imaginação humana.

Em linhas gerais, o que acaba de me descrever como sendo sua mui particular e subjetiva declaração de fé, não passa de mais uma entre milhares, de milhares, de milhares delas.

Sim, concordo. Mas leve em consideração também que, no mundo "tangível", a imaginação normalmente precede o desejo, e este precede a realização ou o acontecimento daquilo que se imaginou. Por que não poderia se dar o mesmo com relação às hipóteses que desenvolvi concernentes ao "mundo intagível"? Afinal, em linhas gerais, não diferem radicalmente de bilhões de mentes.

Palavras, simplesmente, não criam realidades objetivas.

Discordo! O senhor conhece o ditado popular que diz: "A língua é o chicote da bunda"? Pois é... rsrs

Afinal de contas, quem é que quer viver uma vida esquálida, irresponsável, improdutiva, frustrada, abnegada, reprimida, acuada, limitada, obtusa, retrógrada, desperdiçada em favor da “fé”, se não tiver a mínima esperança de total destruição daqueles que não se deixaram enganar pelas falácias dos dogmas religiosos, não é mesmo? Acho isso, até mesmo, muito natural.

Já estou começando a compreender por que o senhor abandonou a fé, afinal, se o senhor sentia a sua vida dessa forma que acaba de descrever, realmente não lhe restava outra alternativa.

Mas isso não acontece com todos os crentes, não disponho de dados para afirmar, sequer, que tais características estejam presentes até mesmo na maioria dos seguidores do grupo evangélico. Entre católicos, posso garantir-lhe que, se isso acontece, deve ser tão raro que até hoje não me deparei pessoalmente com alguém assim.

A sua perda se dá aqui, no mundo objetivo, em termos do que poderia viver e não viveu, do que poderia aprender e não aprendeu, do que poderia ler e não leu, do que poderia saber, mas resolveu, deliberadamente, “ignorar” em favor da “manutenção” de sua “fé” em seu Deus particular.

O que um crente deixa de "viver" e não viveu (nem deve viver): vícios, orgias sexuais, infidelidade conjugal ...; "aprender" o que não aprendeu (e nem deve aprender): mentir, enganar ...; ler e não leu (nem deve ler): revistas pornográficas, literaturas ateístas que tratem de assuntos inerentes à fé ou religião ...; deveria saber mas resolveu ignorar em favor da fé em Deus: opiniões ateístas sobre a vida e condutas, morte, fé, Deus, religião...

Enfim, a permissividade para coisas do tipo que os descrentes não têm a obrigação moral de observar não deve servir de precedente para que um crente faça o mesmo. 

Senhor Sérgio, por favor, aponte UMA SÓ... veja bem, reitero: UMA SÓ coisa boa, honesta, digna, imprescindível para uma vida saudável, alegre e feliz e que o crente NÃO possa ter acesso.

A minha eventual perda, se dará “num futuro”, caso vencidas, sequencialmente, as seguintes probabilidades:

1 – Deus existir, de fato.

2 – Deus existir e ser uma pessoa.

3 – Deus existir e ser uma pessoa totalmente narcisista e insegura de si mesma.

3 – Deus existir e ser uma pessoa totalmente narcisista e insegura de si mesma e ser, também, uma pessoa tão hipócrita, falsa e fingida, a ponto de “acatar” que QUALQUER SER HUMANO QUEIRA, DE FATO, SER DELETADO, pelo simples fato de não seguir algo que, em sua limitação humana, achou, simplesmente uma sandice.

Independentemente da natureza de Deus, o senhor não considerou que assim como é na Terra pode ser no "céu". Em razão disso, e por ter considerado tal possibilidade, desenvolvi a minha teoria segundo a natureza conhecida em que na água só podem viver animais aquáticos. 

Não, senhor Sérgio, não acho que eu seja um "monstro insensível", nem sei de onde o senhor extraiu elementos para pensar assim a meu respeito mas... enfim, sou apenas uma pessoa bem resolvida com aquilo que acredito, apenas isso.

SERGIO MESQUITA RANGEL disse:

Sr. Sigurd.

Não me faça acreditar, que o Sr. é um monstro de total insensibilidade.

Não me faça acreditar que o seu deus-psicopata o transformou num monstro, cujo único objetivo é manter essa fé insana. . .

T. P. Sigurd  !

Prezado companheiro Sigurd, em relação ao Fórum, a que V.Sª se referiu, algo semelhante aconteceu comigo, tempos atrás e por incrível que possa parecer, teve efeito contrário em meus conceitos sobre a divindade.

O ser humano é dotado de um cérebro capaz de coisas incríveis, que em alguns casos, como no seu, não dá para explicar o que ocorre.

Reconheço os elevados sentimentos que uma pessoa tenha em estado mental voltado para a ideia de Deus.     É um transe ! Mas daí eu admitir a existência real desse Deus imaginário, é inadmissível, por "n"  razões pelas quais a minha maneira de raciocinar, levam-me a desacreditar em ser um ente real, mas imaginário.

Experiência forte como o amigo mencionou, tive tempos atrás, como também, a coragem de expô-las aqui no Irreligiosos, da maneira mais fiel possível.

Leia-a no link abaixo :

http://irreligiosos.ning.com/profiles/blogs/como-tudo-mudoupara-mim

Saudações irreligiosas.


 
T. P. Sigurd disse:

Sr. Paulo Rosas Moreira, antes de mais nada, obrigado por sua observação. Realmente, admito estar "inçado" de Deus.

Senhor Paulo Rosas, neste ano de 2014, aconteceu em Curitiba o II Fórum Mundial de Contatados. Muitas das pessoas que lá estavam presentes jamais tinham admitido, sequer, a mais ínfima possibilidade da existência de ET's, até que iriam passar por alguma experiência que lhes fariam mudar suas concepções. Algo similar ocorre com a fé em Deus.

Não basta seguir uma religião, seja ela qual for, para crer SINCERAMENTE em Deus. Também não basta ler a Bíblia, ou qualquer outro livro religioso, mesmo que o faça repetidas vezes, nenhum livro é capaz de mudar uma concepção já enraizada na mente. Tampouco é válida qualquer tentativa de colocar Deus dentro de uma "caixa", racionalizando-O através de conceitos essencialmente materiais; porque, crer, é uma questão espiritual.

Os crentes sinceros que conheço, ANTES creram, e depois, sim, alguns passaram a adotar práticas religiosas em suas vidas; nestes, me incluo.

O que torna alguém crente, senhor Paulo, é alguma EXPERIÊNCIA pessoal muito forte que conduz o indivíduo a um dilema, às vezes até inquietante: existe Algo, isto passa a ser uma certeza; mas trata-se de Algo que está além da sua total compreensão. Então, o indivíduo empreende uma longa caminhada de estudos e reflexões que o colocam diante de outras experiências que se apresentam como respostas às suas inquietudes, e lhe permitem alcançar uma paz jamais experimentada antes; tudo isso o faz crer que aquele Algo é, indubitavelmente, o Deus de quem, até então, somente ouvira falar.

Paulo Rosas Moreira disse:

T. P. Sigurd !

Respeito seus conceitos, mas ao que publicastes, só tenho uma pequena frase a dizer a respeito :

" O AMIGO ESTÁ ABSOLUTAMENTE INÇADO ".

Saudações irreligiosas.

O DIABO  “FUNCIONÁRIO E SECRETÁRIO” DE DEUS

Inferno “parece” ser coisa séria (para os crentes), pois todas as religiões têm o seu. Para os antigos gregos, ele era tártaro.

Se a versão pagã é controversa, a cristã não deixa dúvidas: o Diabo é do mal. Conforme o texto bíblico, o Diabo é um anjo, um querubim ungido que, movido pela soberba, se revoltou contra Deus. Derrotado, foi “banido” do Céu dos Céus, junto com os que seguiram em sua rebelião, que viraram os demônios. Na Bíblia, o nome pessoal do Diabo é Satanás, derivado do hebraico "satan", que significa adversário e qualquer forma.

A descrição da “morada do capeta”, a idéia de inferno existe em todas as religiões. A descrição mais vivida do INFERNO talvez seja a de Dante Alighiere no clássico “A Divina Comédia”, de 1321. O “Inferno de Dante”, como ficou conhecido, é composto de 9 círculos.

O 1º destina-se a cristãos não batizados e pagãos virtuosos (aqueles que não tiveram “a sorte de aceitar o cristianismo em vida). Abaixo dele, há círculos para adúlteros, glutões, avarentos e preguiçosos.  A coisa começa a esquentar, literalmente no 6º círculo, o dos heréticos. O 7º círculo, reservado aos violentos, é terrível: suas vítimas são banhadas, num rio de sangue fervente. No 8º, para fraudadores, o “pecador” fica imerso num mar de excrementos. E o último é gelado, surpreendentemente gelado, Nele ficam os traidores – a escória da escória humana (todos que o seu deus criou). Dante também colocou o Profeta no oitavo círculo do Inferno, submetido a um castigo de rara crueldade.

Até o início do século 18, a oração de Pai-Nosso dizia "livrai-nos do Demônio". Hoje os católicos pedem simplesmente que Deus os livre "do mal". Mas isso não quer dizer que a existência do Diabo tenha sido totalmente abolida das encíclicas papais. Já a presença de LÚCIFER no Inferno, torturando almas de pecadores, é uma criação da literatura cristã medieval, pois a Bíblia diz que o Diabo anda solto pelo mundo.  A “difamação” começou lá atrás, nos primeiros séculos do cristianismo, por “obra” de patriarcas da Igreja como São Jerônimo.

No Judaísmo, a Torá afirma várias vezes que foi Deus quem criou o bem e o mal. Para o pesquisador americano Henry Ansgar Kelly, a Bíblia “revela” que o demônio era uma espécie de “EMPREGADO DE DEUS” – uma entidade moralmente correta, encarregada de PERSEGUIR E ACUSAR OS PECADORES. No século 2, porém, os pais da Igreja, ao interpretar o episódio mítico bíblico de Adão e Eva no jardim do Éden, associaram no à imagem da traiçoeira serpente “falante”. A partir daí, ELE foi transformado em inimigo de deus, até virar a representação máxima do mal. A Bíblia conta que Jesus expurgou do corpo de Madalena “sete demônios”.

E hoje, qual o papel do "príncipe deste mundo" (João 12.31) e "pai da mentira" (João 8.44)? Desde o Iluminismo, ele deixou de ser uma entidade e passou a ser interpretado como o lado obscuro de cada um. Estou convencido de que o termo “abuso infantil” não é exagero quando usado para descrever o que os professores de religião e padres estão fazendo com crianças que incentivam a acreditar em coisas como a punição de pecados mortais inconfessos num inferno eterno. E muitas vezes nos adultos, o medo do fogo do inferno pode ser muito real, mesmo entre pessoas em princípios racionais. Como é tão improvável, precisa ser anunciado como muitíssimo assustador, para compensar a sua implausibilidade, e reter algum poder de dissuasão. É estranho, não é?

E há também a Bíblia Satânica. Essa eclética coleção de ensaios, comentários e rituais básicos do satanismo é best seller desde que foi lançada em 1969 pelo malucão americano Anton Szandor LaVey. Os teólogos a consideram uma brincadeira do mal (ou mau gosto).

O matemático Gildo Magalhães comanda na Faculdade de História da USP um curso sobre ideologia nas ciências. Ele aponta que, na cultura européia, o misticismo e a bruxaria já andaram próximos dos cientistas. Pesquisas anatômicas feitas com cadáveres, por exemplo, eram facilmente identificadas com feitiços. Médicos na Idade Média poderiam ser presos e acusados de práticas demoníacas, conforme seus métodos curativos fossem muito ruins ou, paradoxalmente, bons demais para serem aceitos por crenças obscurantistas.

Na Renascença, houve uma fusão de teorias esotéricas da Antiguidade, como o "Corpo Hermético", atribuído a Hermes Trimegisto, com experimentos de cunho científico: era a alquimia, que serviria de base para a química moderna. Um notável exemplo dessa mistura é o alquimista, médico, astrólogo e ocultista Paracelso, cujas pesquisas a ciência bem puderam aproveitar. Mas esses progressos eram vistos com suspeita pela Igreja. "Alguns cientistas eram associados com o Demônio, heresiarcas sempre sujeitos às tentações que o diabo fez a Cristo no deserto", diz Gildo Magalhães.

Não causa espanto que figuras fundamentais como Kepler e Descartes tenham causado suspeitas entre doutores da Igreja. O alemão Goethe, que além de escritor e poeta romântico era homem de ciência, mostra essa conexão intelectual em seu "Fausto". Na peça, um cientista tentado pelo demônio troca o árduo caminho das pesquisas pelas facilidades de dinheiro, poder e rejuvenescimento - uma fábula que encontra vários exemplos paralelos na história da ciência.

No entender de Gildo Magalhães, o perigo do misticismo é que ele não pode se adequar ao uso da razão. "Pelo menos desde o Iluminismo, só a razão pode criticar a razão, que é o que a ciência tenta fazer", diz. Por esse motivo, há cientistas que esconjuram o ocultismo, como Carl Sagan em seu livro "O Mundo Assombrado por Demônios". Por outro lado, muitos consideram o evolucionismo, mesmo o não-darwiniano, coisa do Capeta.

Darwin já ensinou: QUEM NÃO SE ADAPTA SE EXTINGUE!

                           “Diem ultimam non quasi poenam, sed quasi naturae legem aspice”.

                “Considera o teu último dia não como um castigo, mas como uma lei da natureza”.

                           “Diem ultimam non quasi poenam, sed quasi naturae legem aspice”.

              “Considera o teu último dia não como um castigo, mas como uma lei da natureza”.

Vá fundo para saber mais, ler:
• "Satã: uma Biografia", Henry Ansgar Kelly. Ed. Globo. 2007
• "A História do Diabo", Vilem Flusser. Annablume. 2005

A balburdia divina sobre o céu e o inferno: http://pt.wikipedia.org/wiki/Inferno

Ensaio e capítulo que fará parte do meu livro, sem título definido

Oiced

Divina de Jesus Scarpim disse:

Primeiro, tudo o que você escreveu me pareceu uma porção de exercícios mentais elaborados cuidadosamente para tornar o tal deus mais e mais difícil de ser contestado. Dá a impressão até de que ele foi criado ponto por ponto a partir de todo e qualquer comentário, dúvida ou pergunta que algum cético, irreligioso ou ateu teimosinho (como sou) tenha feito algum dia. Chego a imaginar o processo: “Ah, ele perguntou quem criou deus? Então é só dizer que ele é o incriado?”, “Ele perguntou onde deus estava antes de criar o universo? Então é só eu dizer que deus existe fora do tempo e do espaço”... e por aí vai. E mais, consciente ou não, no texto não foi esquecida a postura extremamente “humilde” colocada de uma forma que parece, a mim, estar dizendo para deus: “Tá vendo, senhor, como eu sou legal? Viu como mereço o “prêmio” maior?”

E eu, assim como meus colegas, só posso fazer uma pergunta bem comum e óbvia: E as provas?

- A fé não é um exercício de matemática, senhora Divina. Quem necessita de "provas" para crer deve procurá-las por si mesmo, até encontrar àquelas que lhe satisfaçam. (Eu já encontrei as minhas!)

E, enquanto isso, fico me lembrando da historinha do elefante rosa na garagem, conhece? É mais ou menos assim: Eu digo que tem um elefante rosa na minha garagem, aí você diz: “Vamos lá ver”. Eu te levo até minha casa, entramos na garagem e você não vê elefante nenhum. Então você pergunta: “Cadê o elefante que não vejo?” Eu respondo: “Está aqui, mas ele é invisível”, Você estende a mão para apalpar o elefante e não sente nada, então diz: “Mas eu não toquei nada”, eu respondo: “O elefante é imaterial”... e por aí vai, a cada observação sua eu respondo com um “O elefante não pode ser...” Sua definição está MUITO parecida com o elefante na minha garagem.

- Faz algum sentido a sua comparação. Apenas não considerou que eu, no meu texto, NÃO convidei quem quer que seja para ir "ver" ou "conhecer" algo.

O que às vezes me deixa feliz nos discursos dos religiosos não radicais como você é a “definição” que vocês costumam dar de céu e inferno. Vocês esquecem o “gemido e ranger de dentes” mostrando que são mais decentes e éticos do que o seu “Mestre dos mestres, Jesus”, vocês desconstruíram e negaram o inferno porque apesar de toda a fé e de toda a força com que se aplicam em não duvidar, a decência que têm não permitiu que deixassem de perceber o quanto esse conceito é absurdamente abominável. Sei que isso exigiu muito esforço mental de vocês para negar sem negar e, sinceramente, eu os admiro por isso.

- Talvez o "inferno" do qual Jesus falou, não tenha sido bem compreendido pelos primeiros doutrinadores. Já pensou nessa possibilidade?

Mas, infelizmente, como vocês são humanos e como não conseguem deixar o orgulho e a sensação de superioridade - que negam ter e que, quero crer, sequer têm consciência de que têm - vocês não conseguem perceber que não tornaram o inferno assim tão melhor e menos injusto do que aquele que tão dolorosamente negaram.

- Nem foi essa a minha intenção! Não quis amenizar nada, apenas expus a minha versão acerca daquilo que ficou conhecido como "inferno".

Você coloca as coisas em termos de escolha, como se na verdade e de fato todas as pessoas do mundo em todos os tempos realmente tivessem escolha. Eu, por exemplo, não tive escolha; duvidei porque pensei, pensei porque tenho cérebro e, como todo mundo, não tenho total controle sobre os meus pensamentos. Você coloca em termos de escolha como se o seu deus fosse tão pouco poderoso que não soubesse, antes da existência das pessoas, o que e como cada uma delas pensaria e sentiria.

- Claro que eu creio que DEUS é poderoso, por tudo o que já expus. Mas creio, também, que fomos dotados de todas as condições para fazermos nossas próprias escolhas. A senhora mesmo parece não ter dúvidas a esse respeito disso, já que 'pensa', 'duvida'...

O pleno conhecimento da Divindade ("Todo") NÃO se dá na mesma forma que conosco. A Divindade, por ser um "Todo", É... Não foi, e não será! Portanto, TUDO para a Divindade acontece num "eterno-presente".

As duas “leis” então? São de tal forma sem sentido que parecem coisa de quem de verdade não pensou a fundo nelas: “amar a Deus sobre todas as coisas”, como se amar fosse algo voluntário e consciente, como se os desejos fossem tão voluntários quanto escolher se agora vou tomar banho ou mais uma cerveja. E a segunda: “amar ao próximo a exemplo do amor com que o Primogênito nos amou” cai novamente na mesma enroscada. Amor não é voluntário e NINGUÉM consegue amar todo mundo da mesma forma. Como alguém pode achar que isso é razoável?

- Amar a Deus não está relacionado a desejo. É querer estar por todo o sempre no "Todo" por livre iniciativa e vontade próprias, sem se afastar dele nem por um instante.

No meu texto referi-me a "tipos" de amor. Pois bem, o amor com que Cristo nos amou, Ágape, e que os seus seguidores devem fazer o mesmo, é abrangente, incondicional e com SACRIFÍCIO. Além desse amor que deve ser estendido a todas as pessoas, existem mais DOIS tipos de amor mais específicos. O Eros que é o amor sexual. E o Philos que é o amor fraterno, de amizade que não monopoliza,

Num parênteses posso dizer que eu, Divina, simplesmente não posso, não sei e não sou capaz de amar NINGUÉM, por mais deus que fosse, tanto quanto amo o meu filho. E acho que não sou assim tão diferente das outras milhões de mulheres que são e merecem o nome de mãe.

- Não. Você não é diferente. Imagino que a minha resposta anterior, ajude a elucidar essa questão.

Como seria esse manter a individualidade vivendo no Todo? Me parece extremamente vaga essa ideia. Fico me perguntando o que seria essa individualidade “livre” e ao mesmo tempo subjugada da forma mais humilhante que posso imaginar. Ser uma parte insignificante de um ser assim tão “Isso tudo” que você definiu não parece muito com o que eu chamaria de “estar no céu”, ainda mais eternamente! Acho que nesse caso eu escolheria sim, voluntariamente e com toda a certeza, ficar fora dessa.

- Basta observar uma família harmoniosa, e fica fácil compreender como manter a individualidade no "Todo". NINGUÉM é insignificante para Deus.

A coisa que mais - desculpe a palavra mas não sei outra que caiba - me repugnou em toda essa sua historinha foi a “saída” que você achou para negar o amor real, o único que temos com certeza aqui e agora: “Os que estão no “Todo” não sentem a falta dos entes queridos que não estão por ali; porque o “apagão” que será dado àqueles, os apagará até mesmo da memória dos salvos.”

Apagar em mim a memória do meu filho? E eu ainda devo me sentir feliz com essa aberração? Eu me sentiria muito mal, pequena e indigna se conseguisse perceber algum bem nessa possibilidade. Um deus, “todo” ou coisa que o valha poderia ser mais desprezível do que isso?

Decididamente, se você estivesse certo, eu ficaria muito feliz de estar entre os não escolhidos!

- Não se preocupe. A senhora não vai estar onde nunca quis estar.

Uma coisa eu tenho CERTEZA: eu, meu filho e minha esposa estaremos para sempre no mesmo "lugar", porque acreditamos LIVREMENTE nas mesmas coisas.

"Aberração" , a meu ver não é um termo que se encaixe neste assunto, se bem compreendido, mas admitindo-se o seu uso, então, seria melhor aplicado nos casos em que envolvam famílias desarmoniosas. Nestes casos, sim, haverá "separação"; isto, obviamente, se as coisas acontecerem conforme creio.

Por outro lado, se nada existe após a morte, conforme os ateus afirmam, TUDO será apagado. E aí, senhora Divina, onde estará a memória de seu amado filho? Não será apagada da mesma forma??? 

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