Irreligiosos

Se você não sabe, aceita e não questiona, embota-se e acaba virando crente.

Por que o ser humano, de um modo geral, expressa uma tendência religiosa?

Isso, de fato, estaria em seus gens?. . .

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Vou ser o primeiro a responder, concordando com Michael Shermer:  O cérebro humano está preparado originalmente parar crer e receber informações, em primeira mão. Duvidar é um esforço que vai contra a tendência natural do cérebro. Ou seja, o homem crê primeiro, para duvidar depois, quando for o caso e o cérebro interpretar as informações como insuficientes. Mas existem pessoas que não se importam com a insuficiência de informações e preferem ficar com a mais fácil, que não exige esforço de raciocínio. Em tal caso, estão as informações sobre a existência de Deus e a criação do mundo, falsamente respondidas pelas religiões.

O sentimento de religiosidade foi desenvolvido pelo primeiro homem, diante do desconhecido, e lá ficou, até hoje, estando presente em todos os homens, inclusive (pasme!) entre ateus e descrentes em geral. E sim, segundo Shermer, as pessoas têm tendências a acreditar em coisas absurdas e estranhas. As religiões perceberam isso e usaram essas tendências para manipular as pessoas, explorando também o fator medo. O resto da história, você já sabe: a grande maioria da humanidade possui uma crença religiosa e acredita na existência de um "deus", que tudo controla e que não pode ser contrariado, senão... Ora, quem tem "intimidade" com Deus possui respeito e poder. Os sacerdotes, pretensamente, teriam essa intimidade. Então, diante de mentes mais fracas e não inquisidoras, possuem credibilidade e podem ditar as suas regras comportamentais e morais que, infelizmente, os fiéis respeitam.

Acho que é mais ou menos por aí.

Concordo com suas observações Ivo. E mais.

Para mim o problema todo começa na infância, na doutrinação infantil e lavagem cerebral, por submissão e tradição familiar.  Todas as coisas erradas foram nutridas em você desde a infância.

"DE ONDE VIERAM AS CRENÇAS. Vieram da tradição. Tradição significa crenças passadas do avô para o pai, deste para o filho, e assim por diante. Ou por meio de livros passados através das gerações ao longo dos séculos. Crenças populares frequentemente começam de quase nada; talvez alguém simplesmente as invente, como as histórias sobre Thor e Zeus. Mas depois de terem sido transmitidas por alguns séculos, o simples fato de serem tão antigas as faz parecerem especiais. As pessoas acreditam em coisas simplesmente porque outras pessoas acreditaram nessas mesmas coisas ao longo dos séculos. ISSO É TRADIÇÃO".(Richard Dawkins)

Vários dos grandes teólogos sustentam sua teologia sobre a afirmação de que as pessoas nascem com a crença em Deus já implantada nelas. Isso é feito inclusive por teólogos liberais modernos como Paul Tillich. E essa crença no teísmo inato é simplesmente falsa para qualquer um que se proponha a investigar a diversidade de credos que já povoaram as mentes humanas. Nações inteiras vivem sem a noção de deuses, ou de um único deus, e religiões milenares sobrevivem até os dias de hoje  sem a noção de Deus (como Budismo, Jainismo, Confucionismo e Daoísmo). Sem contar que na esmagadora maioria das religiões teístas, a noção de deus nada tem em comum com o deus dos hebreus, cristãos e muçulmanos. O único recurso que esses teólogos poderiam ter para continuar afirmando que somos teístas de nascença seria negar a humanidade desses povos. Duvido que fariam isso.

A razão do sucesso de deuses invisíveis é que não há como refutá-los com evidências empíricas (aquela baseada na vivência do dia-a-dia, sem embasamento teórico, só com o aprendizado prático). Então, na ausência de explicações para fenômenos como transtornos psiquiátricos, ou mesmo a razão da existência humana e de emoções humanas como o amor, as pessoas aceitam a explicação de que foi Deus (ou deuses, ou espíritos) quem foi o responsável por aquilo, apenas porque é intuitivo pensar que existem mentes na natureza que não são a mente humana.

E assim as religiões colocam as pessoas contra seus instintos naturais. Por uma simples razão, para fazer as pessoas sentirem-se culpadas. E depois destruí-las, explorá-las, moldá-las, humilhá-las e criar desrespeito sobre elas. Uma vez criada a culpa, elas começam a sentir que são culpadas e pecadoras. O trabalho deles está feito. Mas primeiro eles criaram a doença e depois aplicam a medicação, que não pode ser auto-medicação, precisa haver um “assessor religioso” para realizar esta etapa de cura, você não pode se curar sozinho. Portanto, acho que isso podemos tirar como certo: o cristianismo é uma doença mental. As religiões e os sacerdotes são os vírus. Os crentes, os contaminados. O interessante é que doenças mentais, no geral, não são contagiosas, mas esta é uma curiosa exceção...

Analisando de onde vêm as crenças e as necessidades de fé religiosas. A religião se baseia principalmente, no medo. Trata-se, em parte, do terror ao desconhecido e em parte do desejo de sentir a existência de um irmão mais velho a proteger-nos em todos os problemas e disputas. O medo é  a base de todo o problema: medo da derrota, do misterioso e o medo da morte.

Por submissão, por ignorância e falta de informação científica, elas encontram na fé o caminho mais curto (ou mais fácil) para driblar o sofrimento pessoal.  Quando sofrem perdem a razão e acabam se apegando as fantasias.

Quanto mais supersticiosa e emocional é a pessoa, maior é a probabilidade por instinto, de ela aceitar essas novas manifestações sobrenaturais ou divinas, principalmente na questão da saúde, onde é mais evidente o número de pessoas que se livraram da dependência de vícios da bebida e de drogas.

Nossas mentes possuem uma predisposição natural para a transcendência, ou seja, temos ideias e experiências que estão além do alcance de nossa compreensão. Todos nós buscamos momentos de "êxtase" nos arquétipos, nos quais "ficamos de fora" do nosso eu. Se não encontrarmos isso no sobrenatural e na religião, muitas vezes vamos buscar tal sensação na arte, na música, na natureza, até no esporte.

O francês Pascal Boyer, utilizando conceitos da psicologia evolutiva, autor do livro Religion Explained (Religião Explicada), pretende provar que

As pessoas têm crenças religiosas, porque outros indivíduos de seu convívio as tiveram antes e as passaram adiante. Existe, uma predisposição de nosso cérebro a aceitar algumas dessas ideias”.

Sds,

Oiced Mocam

http://livrodeusexiste.blogspot.com.br/2010/10/capitulo52-neuroreli...

http://livrodeusexiste.blogspot.com.br/2010/05/capitulo-34-educando-as-criancas-sem.html

O ser humano é o único animal que consegue pensar previamente na sua própria morte. . . .

Isso teria alguma coisa a ver? . . .

Oiced:

Destacando esta parte do seu comentário:

"... 

Mas primeiro eles criaram a doença e depois aplicam a medicação, que não pode ser auto-medicação, precisa haver um “assessor religioso” para realizar esta etapa de cura, você não pode se curar sozinho. Portanto, acho que isso podemos tirar como certoo cristianismo é uma doença mental. As religiões e os sacerdotes são os vírus. Os crentes, os contaminados. O interessante é que doenças mentais, no geral, não são contagiosas, mas esta é uma curiosa exceção..."

Analisando de onde vêm as crenças e as necessidades de fé religiosas. A religião se baseia principalmente, no medo. "

Acho também que o negócio é mais ou menos por aí. Um exemplo simplório e bastante pitoresco: fale a uma criança com menos de 7 anos, sobre o Bicho-Papão e o Homem do Saco. Depois amedronte-a dizendo que se ela não fizer isto ou aquilo, se não obedecer, um deles virá pegá-la. Você acha que ela irá desobedecer, ainda mais sabendo que quem lhe alertou foram seus pais, em quem ela confia? O estranho é ver crentes comportando-se como crianças e vendo na figura dos sacerdotes a de seus pais. Para mim, isso é um misto de fraqueza, ignorância e preguiça mental.

Saudações Irreligiosas!



Oiced Mocam disse:

Concordo com suas observações Ivo. E mais.

Para mim o problema todo começa na infância, na doutrinação infantil e lavagem cerebral, por submissão e tradição familiar.  Todas as coisas erradas foram nutridas em você desde a infância.

"DE ONDE VIERAM AS CRENÇAS. Vieram da tradição. Tradição significa crenças passadas do avô para o pai, deste para o filho, e assim por diante. Ou por meio de livros passados através das gerações ao longo dos séculos. Crenças populares frequentemente começam de quase nada; talvez alguém simplesmente as invente, como as histórias sobre Thor e Zeus. Mas depois de terem sido transmitidas por alguns séculos, o simples fato de serem tão antigas as faz parecerem especiais. As pessoas acreditam em coisas simplesmente porque outras pessoas acreditaram nessas mesmas coisas ao longo dos séculos. ISSO É TRADIÇÃO".(Richard Dawkins)

Vários dos grandes teólogos sustentam sua teologia sobre a afirmação de que as pessoas nascem com a crença em Deus já implantada nelas. Isso é feito inclusive por teólogos liberais modernos como Paul Tillich. E essa crença no teísmo inato é simplesmente falsa para qualquer um que se proponha a investigar a diversidade de credos que já povoaram as mentes humanas. Nações inteiras vivem sem a noção de deuses, ou de um único deus, e religiões milenares sobrevivem até os dias de hoje  sem a noção de Deus (como Budismo, Jainismo, Confucionismo e Daoísmo). Sem contar que na esmagadora maioria das religiões teístas, a noção de deus nada tem em comum com o deus dos hebreus, cristãos e muçulmanos. O único recurso que esses teólogos poderiam ter para continuar afirmando que somos teístas de nascença seria negar a humanidade desses povos. Duvido que fariam isso.

A razão do sucesso de deuses invisíveis é que não há como refutá-los com evidências empíricas (aquela baseada na vivência do dia-a-dia, sem embasamento teórico, só com o aprendizado prático). Então, na ausência de explicações para fenômenos como transtornos psiquiátricos, ou mesmo a razão da existência humana e de emoções humanas como o amor, as pessoas aceitam a explicação de que foi Deus (ou deuses, ou espíritos) quem foi o responsável por aquilo, apenas porque é intuitivo pensar que existem mentes na natureza que não são a mente humana.

E assim as religiões colocam as pessoas contra seus instintos naturais. Por uma simples razão, para fazer as pessoas sentirem-se culpadas. E depois destruí-las, explorá-las, moldá-las, humilhá-las e criar desrespeito sobre elas. Uma vez criada a culpa, elas começam a sentir que são culpadas e pecadoras. O trabalho deles está feito. Mas primeiro eles criaram a doença e depois aplicam a medicação, que não pode ser auto-medicação, precisa haver um “assessor religioso” para realizar esta etapa de cura, você não pode se curar sozinho. Portanto, acho que isso podemos tirar como certo: o cristianismo é uma doença mental. As religiões e os sacerdotes são os vírus. Os crentes, os contaminados. O interessante é que doenças mentais, no geral, não são contagiosas, mas esta é uma curiosa exceção...

Analisando de onde vêm as crenças e as necessidades de fé religiosas. A religião se baseia principalmente, no medo. Trata-se, em parte, do terror ao desconhecido e em parte do desejo de sentir a existência de um irmão mais velho a proteger-nos em todos os problemas e disputas. O medo é  a base de todo o problema: medo da derrota, do misterioso e o medo da morte.

Por submissão, por ignorância e falta de informação científica, elas encontram na fé o caminho mais curto (ou mais fácil) para driblar o sofrimento pessoal.  Quando sofrem perdem a razão e acabam se apegando as fantasias.

Quanto mais supersticiosa e emocional é a pessoa, maior é a probabilidade por instinto, de ela aceitar essas novas manifestações sobrenaturais ou divinas, principalmente na questão da saúde, onde é mais evidente o número de pessoas que se livraram da dependência de vícios da bebida e de drogas.

Nossas mentes possuem uma predisposição natural para a transcendência, ou seja, temos ideias e experiências que estão além do alcance de nossa compreensão. Todos nós buscamos momentos de "êxtase" nos arquétipos, nos quais "ficamos de fora" do nosso eu. Se não encontrarmos isso no sobrenatural e na religião, muitas vezes vamos buscar tal sensação na arte, na música, na natureza, até no esporte.

O francês Pascal Boyer, utilizando conceitos da psicologia evolutiva, autor do livro Religion Explained (Religião Explicada), pretende provar que

As pessoas têm crenças religiosas, porque outros indivíduos de seu convívio as tiveram antes e as passaram adiante. Existe, uma predisposição de nosso cérebro a aceitar algumas dessas ideias”.

Sds,

Oiced Mocam

http://livrodeusexiste.blogspot.com.br/2010/10/capitulo52-neuroreli...

http://livrodeusexiste.blogspot.com.br/2010/05/capitulo-34-educando-as-criancas-sem.html

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