Irreligiosos

Se você não sabe, aceita e não questiona, embota-se e acaba virando crente.

Para responder a esta pergunta, você precisará saber a exata diferença entre lenda, realidade e mito, é óbvio. Mas não é tão fácil assim como parece porque a "lenda" e o "mito", por exemplo, têm pontos em comum e às vezes se confundem. Já a realidade é mais fácil, porque seria aquilo que existe ou existiu e pode ser comprovado.

Mas apenas saber a diferença entre os termos não será o bastante. Você terá de conhecer muito bem o que está nos Evangelhos e fora dele; conhecer um pouco de história antiga e história das religiões também é fator importante. Conhecer um pouquinho do estudo do sincretismo religioso, de Filosofia e do pensamento filosófico também seria muito útil.

Até hoje a humanidade ainda não chegou a um consenso: há os que crêem piamente na existência de Cristo como ser divino, tal qual descrito nos Evangelhos; há os que sequer crêem na sua existência, considerando-o um mito forjado sobre um personagem ficcional; há os que crêem na sua existência, mas apenas como um mortal comum, que foi um messias revolucionário; há os que ficam em cima do muro e, finalmente, os indiferentes, que não sabem e nem querem saber.

E você, onde se situa e por quê?

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Respostas a este tópico

Ivo, só isso tens a dizer? Estou frustrado com o teu comentário inexistente à minha resposta.

Ivo S. G. Reis disse:
Ivani:
Bem a propósito dos seus comentários, e por ser oportuno, informo que estou criando um novo site para ser integrado à Rede DDD, denominado Mentiras Dominantes (já está funcionando experimentalmente, mas apenas com um post e um comentário). Seu objetivo é expor e dissecar as grandes mentiras triunfantes da humanidade que conseguiram se impor e, por isso, se tornaram "dominantes" (o objetivo de uma mentira é proporcionar vantagens ao autor e permitir uma certa dominação sobre aqueles que nela acreditam).

A grande maioria dessas mentiras foram e têm sido impostas pelos defensores da "Nova Ordem Mundial". Mas a religião também não fica atrás, porque usa da mentira como forma de dominação e de proselitismo. E nesse sentido Jesus Cristo foi uma das mentiras mais bem sucedidas da história da humanidade. Uma mentira tão forte, que assume ares de verdade e se torna difícil derrubá-la.

Visitem o novo site e comentem ou enviem sugestões. Afinal, a idéia da sua criação nasceu aqui dentro do "Irreligiosos", a pedido de alguns colegas.

Abraços a todos!

Ivani de Araujo Medina disse:
Jesus Cristo é um mito ou um modelo, na acepção de Mircea Aliade ─ reconhecido historiador da religião. Segundo este autor, o homem religioso primitivo expressa o sentimento de pertinência aos deuses criadores imitando-os. As atitudes dos deuses hão de ser as atitudes dos homens. Para o homem religioso existe o tempo mítico, que é um tempo que não decorre. É o tempo das festas, comemorações e ações relacionadas ao divino, um retorno imaginário ao tempo em que os deuses estavam ativos na Terra. O tempo mítico nada tem a ver com tempo profano, o tempo cronológico da história. A grande inovação do cristianismo, segundo o autor, foi trazer Jesus Cristo ─ a personificação do Logos, para mim ─ , para o tempo da história. Entretanto, a realidade decorrida reserva surpresas imprevisíveis. Claro que os elaboradores da crença cristã não o fizeram por estupidez, sim por uma necessidade político-cultural. Precisavam sintetizar um antídoto contra o judaísmo que avançava ameaçadoramente no primeiro século. Era-lhes fundamental a criação de uma ponte por intermédio da história que garantisse o direito de uso do Velho Testamento. A cultura helênica não formulou nenhuma política religiosa capaz de oferecer combate ao avanço judeu. O mundo hoje poderia ser judeu. O jeito foi inventar essa história com base nos conhecimentos que só eles, os gregos, com a sede de saber e interesse aprofundado na criatura humana, conseguiram amealhar através do tempo. Nenhum outro povo estava tão bem preparo e habilitado para tamanha façanha.
Caro Ivani:

Pelo que percebi, você esperava um comentário mais específico e aprofundado sobre os seus argumentos. Claro que teria como fazê-lo mas, como já esclareci aqui, alguns questionamentos dos membros já foram respondidos antes, mais de uma vez, por diversos outros colegas e torna-se necessário dar uma navegadinha pela rede e localizá-los. É de esperar-se também que outros membros se interessem pelo assunto e respondam, de forma a que nenhum filiado fique sem respostas. Rede social, entendo, é uma atividade interativa e colaborativa e se não houver a participação de todos algumas questões podem ficar sem resposta.

No meu caso particular, estou trabalhando contínua e dedicadamente ao desenvolvimento do novo site (do interesse desta comunidade) e espero que os membros interajam uns com os outros, suprindo a minha ausência. Temos vários membros bem mais preparados do que eu e que poderiam fazê-lo. Mas em redes sociais existem fatores ainda não estudados e que influenciam na maior ou menor receptividade de um tema e na velocidade das respostas: alguns deles conhecidos são: data e hora em que foram colocados, dia da semana, ser feriado, feriadão ou não; assuntos duplicados, existência, no mesmo dia, de outro tema que polariza a atenção dos usuários, etc.

De qualquer forma, prometo voltar aqui mais tarde e, nesse meio tempo, recomendo-lhe a leitura de um tema nosso que fala sobre a existência de 16 Cristos antes do Cristo dos Evangelhos (não me recordo exatamente do título do post, mas está entre um dos de mnha autoria. Veja o índice dos meus posts na minha página de blog). Paralelamente, recomendo-lhe o meu vídeo (Inri Cristo, o Jesus Reencarnado no Século XXI), inserto em nossa página de vídeos. Clique aqui para acessá-lo.

Espero temporariamente ter dado uma resposta mais razoável. Assim que o tempo permitir - e caso vc não localize - volto aqui mais tarde para lhe dizer onde está o post que contém as respostas que vc busca e que confirmam exatamente o que vc colocou em seus comentários, com os quais concordo na íntegra. A apreciação do historiador Mircea Aliade está corretíssima. Pelo que estudei sobre o assunto, a conclusão é aquela mesma. Mas existrem outros fatores, além dos citados pelo historiador.

Abraços a todos!

Ivani de Araujo Medina disse:
Ivo, só isso tens a dizer? Estou frustrado com o teu comentário inexistente à minha resposta.

Ivo S. G. Reis disse:
Ivani:
Bem a propósito dos seus comentários, e por ser oportuno, informo que estou criando um novo site para ser integrado à Rede DDD, denominado Mentiras Dominantes (já está funcionando experimentalmente, mas apenas com um post e um comentário). Seu objetivo é expor e dissecar as grandes mentiras triunfantes da humanidade que conseguiram se impor e, por isso, se tornaram "dominantes" (o objetivo de uma mentira é proporcionar vantagens ao autor e permitir uma certa dominação sobre aqueles que nela acreditam).

A grande maioria dessas mentiras foram e têm sido impostas pelos defensores da "Nova Ordem Mundial". Mas a religião também não fica atrás, porque usa da mentira como forma de dominação e de proselitismo. E nesse sentido Jesus Cristo foi uma das mentiras mais bem sucedidas da história da humanidade. Uma mentira tão forte, que assume ares de verdade e se torna difícil derrubá-la.

Visitem o novo site e comentem ou enviem sugestões. Afinal, a idéia da sua criação nasceu aqui dentro do "Irreligiosos", a pedido de alguns colegas.

Abraços a todos!

Ivani de Araujo Medina disse:
Jesus Cristo é um mito ou um modelo, na acepção de Mircea Aliade ─ reconhecido historiador da religião. Segundo este autor, o homem religioso primitivo expressa o sentimento de pertinência aos deuses criadores imitando-os. As atitudes dos deuses hão de ser as atitudes dos homens. Para o homem religioso existe o tempo mítico, que é um tempo que não decorre. É o tempo das festas, comemorações e ações relacionadas ao divino, um retorno imaginário ao tempo em que os deuses estavam ativos na Terra. O tempo mítico nada tem a ver com tempo profano, o tempo cronológico da história. A grande inovação do cristianismo, segundo o autor, foi trazer Jesus Cristo ─ a personificação do Logos, para mim ─ , para o tempo da história. Entretanto, a realidade decorrida reserva surpresas imprevisíveis. Claro que os elaboradores da crença cristã não o fizeram por estupidez, sim por uma necessidade político-cultural. Precisavam sintetizar um antídoto contra o judaísmo que avançava ameaçadoramente no primeiro século. Era-lhes fundamental a criação de uma ponte por intermédio da história que garantisse o direito de uso do Velho Testamento. A cultura helênica não formulou nenhuma política religiosa capaz de oferecer combate ao avanço judeu. O mundo hoje poderia ser judeu. O jeito foi inventar essa história com base nos conhecimentos que só eles, os gregos, com a sede de saber e interesse aprofundado na criatura humana, conseguiram amealhar através do tempo. Nenhum outro povo estava tão bem preparo e habilitado para tamanha façanha.
Caro Ivo, realmente eu esperva um comentário instigativo. Li os demais comentários deste fórum e os percebi carentes do ponto que mais me interessa: o porquê da criação ou recriação deste mito, naquele exato momento da história (século II). Tenho as minhas respostas e desejo compartilhá-lhas, evidentemente. Todavia, a minha expectativa é de troca de conhecimentos. Pesquiso o assunto há décadas utilizando únicamente as fontes oficiais, como o nosso amigo Alfredo. Vou dar uma olhada na sua página de blog, como me sugere. Assisti o video do patético Inri Cristo. Não concordo com a idéia de que o Homem criou os deuses a partir da sua incompreensão dos fenomenos naturais. É um conceito cerebral demais para tantas evidências. Por outro lado, não estou dizendo que acato a acepção religiosa do termo. Mas, isso é assunto para outra hora. Agradeço a sua atenção e delicadeza e me congratulo com o seu esforço no sentido de agir em favor do esclarecimento.
Forte abraço,
Ivani.
Ivani:

Consegui localizar um dos artigos (são dois os específicos) que talvez possam conter as respostas que você procura. O Título é "Cristo antes de Cristo? Seriam os evangelhos..." (Clique aqui para acessá-lo). Vale a pena ler também o artigo "Bíblia? As mentiras começam quando alguém diz que a leu por inteiro...".

Quanto à sua principal dúvida (o porquê da recriação do mito Jesus naquele exato momento da história), vale dizer que o cristianismo do século II era apenas um movimento e só foi oficialmente criado no século IV, pelo Imperador Constantino. Os motivos foram de natureza política e não religiosa. O Império Romano no século IV precisava fortalecer-se e continuar a expansão dos seus domínios e uma boa estratégia era arregimentar e dominar os cristãos, que embora sem ter a sua religião oficializada, já eram muitos. Daí a estratégia de criar-se o cristianismo e, com ele, fortalecer-se e governar. Então, como toda religião tem que ter um deus e já que eles não tinham, emprestaram toda a mitologia judaica e dos cultos pagãos e criaram o cristianismo, cujo líder maior nada mais era do que um mito emprestado e ressuscitado. Desculpe se o comentário está um tanto simplório, mas como estou sem tempo para me estender e entrar nos detalhes, deixei expressa, de maneira simples, a minha visão.

Já no século II, o cristianismo ainda não podia ser considerado propriamente uma religião, embora já tivesse seguidores. Mas ainda não estavam organizados como tal, porque não tinham "história nem um deus fundador". Daí talvez, - e esta segundo historiadores é a hipótese mais provável - a necessidade de se criar um. E assim nasceu "o Pai, o Filho e o Espírito Santo" , sendo escolhido o filho Jesus Cristo como fundador. Como não tinha existência real clonaram-no dos mitos pagãos e atribuiram ao personagem toda aquela coleção de milagres, história de vida (???) e ensinamentos. A idéia da trindade também já era antiga e frequente em outras religiões e só entrou na criação do personagem para ficar de acordo com as trradfições religiosas de outros povos.

Não há espaço para explicar num simples comentário tudo o que se relaciona à questão (seria preciso um livro ou, no mínimo, um ensaio). Evidentemente, se você for fundo no assunto, vai encontrar enorme riqueza de detalhes mas, ao final, acho que chegará a essa mesma conclusão. Experimente!

Ivani de Araujo Medina disse:
Caro Ivo, realmente eu esperva um comentário instigativo. Li os demais comentários deste fórum e os percebi carentes do ponto que mais me interessa: o porquê da criação ou recriação deste mito, naquele exato momento da história (século II). Tenho as minhas respostas e desejo compartilhá-lhas, evidentemente. Todavia, a minha expectativa é de troca de conhecimentos. Pesquiso o assunto há décadas utilizando únicamente as fontes oficiais, como o nosso amigo Alfredo. Vou dar uma olhada na sua página de blog, como me sugere. Assisti o video do patético Inri Cristo. Não concordo com a idéia de que o Homem criou os deuses a partir da sua incompreensão dos fenomenos naturais. É um conceito cerebral demais para tantas evidências. Por outro lado, não estou dizendo que acato a acepção religiosa do termo. Mas, isso é assunto para outra hora. Agradeço a sua atenção e delicadeza e me congratulo com o seu esforço no sentido de agir em favor do esclarecimento. Forte abraço, Ivani.
na minha opnião...
jesus cristo e um "MITO" mas diante da pergunta acho que pode ser um pouco de cada "lenda ,realidade e mito"pois cada um tem sua maneira de entender o que é de fato jesus cristo de forma religiosa,irreligiosa ou qualquer outra.....
mas em fim...pra mim é um mito pra outro pode ser uma lenda ou fabula........
o dificil mesmo e ser verdade....
"Realidade": So mesmo, no triste cerebro-lavado.
Lenda e mito: Para os que despertaram.

Foi no lar, onde os inocentes aprenderam a crer nessas coisas.
Na idade adulta, uns despertam da ignorancia, outros continuam "atolados".

Abracos.
Ivo,
Obrigado pela dica e facilitação de acesso. No entanto, baseado em minhas próprias pesquisas, discordo da sua explicação: vejo nela um pouco de Engels e um pouco da história da Igreja. Vejo o cristianismo como fruto de uma conspiração grega. Precisamente dos gregos orientais, os anatolianos. Vc sabe que o povo romano não queria o império, queria restaurar a república. Os gregos desprezavam os latinos e essa animosidade cresceu com a transferência da capital do império para Constantinopla. Esvaziaram Roma das suas tradições e importância. Constantino foi criado na ásia Menor e detestava Roma. Era filho de Constâncio Cloro, oficial grego a serviço do exército romano, com a sérvia de fala grega, Helena. Mesmo antes de tornar-se Augusto Universal cercava-se de cristãos, por ser o candidato natural do mundo grego. Tudo fez pelo cristianismo sem ter-se convertido. Constantino era grego, note-se bem. O que ele fez foi dar uma mãozinha aos seus compatriotas. Este imperador não era o jogador principal, sim uma das peças do tabuleiro. Aí está o equívoco de Engels.
Somente a história da Igreja diz que os cristãos eram muitos já no segundo século. Mentira, ainda eram inexpressivos numéricamente no século quatro. Por isso precisaram da ajuda do governo, que na realidade era o objetivo final. Era esse o interesse político por trás dos panos. Engels querendo justificar sua teoria de luta de classes no mundo antigo atropleou detalhes importantes nessa história e ainda de quebra criticou o lúcido Bruno Bauer (dando um desconto para a formação religiosa que o último teve). O cristianismo foi devorando elementos de outras religiões expressivas para não entrar em confronto com elas. A estratégia era angariar sempatizantes e não adversários. Até o século quatro a teologia cristã ainda não havia digerido Mitra de maneira satisfatória. Quanto aos judeus, já comentei. Todavia, posso ser mais específico se desejar.
Abraços.

Ivo S. G. Reis disse:
Ivani:

Consegui localizar um dos artigos (são dois os específicos) que talvez possam conter as respostas que você procura. O Título é "Cristo antes de Cristo? Seriam os evangelhos..." (Clique aqui para acessá-lo). Vale a pena ler também o artigo "Bíblia? As mentiras começam quando alguém diz que a leu por inteiro...".

Quanto à sua principal dúvida (o porquê da recriação do mito Jesus naquele exato momento da história), vale dizer que o cristianismo do século II era apenas um movimento e só foi oficialmente criado no século IV, pelo Imperador Constantino. Os motivos foram de natureza política e não religiosa. O Império Romano no século IV precisava fortalecer-se e continuar a expansão dos seus domínios e uma boa estratégia era arregimentar e dominar os cristãos, que embora sem ter a sua religião oficializada, já eram muitos. Daí a estratégia de criar-se o cristianismo e, com ele, fortalecer-se e governar. Então, como toda religião tem que ter um deus e já que eles não tinham, emprestaram toda a mitologia judaica e dos cultos pagãos e criaram o cristianismo, cujo líder maior nada mais era do que um mito emprestado e ressuscitado. Desculpe se o comentário está um tanto simplório, mas como estou sem tempo para me estender e entrar nos detalhes, deixei expressa, de maneira simples, a minha visão.

Já no século II, o cristianismo ainda não podia ser considerado propriamente uma religião, embora já tivesse seguidores. Mas ainda não estavam organizados como tal, porque não tinham "história nem um deus fundador". Daí talvez, - e esta segundo historiadores é a hipótese mais provável - a necessidade de se criar um. E assim nasceu "o Pai, o Filho e o Espírito Santo" , sendo escolhido o filho Jesus Cristo como fundador. Como não tinha existência real clonaram-no dos mitos pagãos e atribuiram ao personagem toda aquela coleção de milagres, história de vida (???) e ensinamentos. A idéia da trindade também já era antiga e frequente em outras religiões e só entrou na criação do personagem para ficar de acordo com as trradfições religiosas de outros povos.

Não há espaço para explicar num simples comentário tudo o que se relaciona à questão (seria preciso um livro ou, no mínimo, um ensaio). Evidentemente, se você for fundo no assunto, vai encontrar enorme riqueza de detalhes mas, ao final, acho que chegará a essa mesma conclusão. Experimente!

Ivani de Araujo Medina disse:
Caro Ivo, realmente eu esperva um comentário instigativo. Li os demais comentários deste fórum e os percebi carentes do ponto que mais me interessa: o porquê da criação ou recriação deste mito, naquele exato momento da história (século II). Tenho as minhas respostas e desejo compartilhá-lhas, evidentemente. Todavia, a minha expectativa é de troca de conhecimentos. Pesquiso o assunto há décadas utilizando únicamente as fontes oficiais, como o nosso amigo Alfredo. Vou dar uma olhada na sua página de blog, como me sugere. Assisti o video do patético Inri Cristo. Não concordo com a idéia de que o Homem criou os deuses a partir da sua incompreensão dos fenomenos naturais. É um conceito cerebral demais para tantas evidências. Por outro lado, não estou dizendo que acato a acepção religiosa do termo. Mas, isso é assunto para outra hora. Agradeço a sua atenção e delicadeza e me congratulo com o seu esforço no sentido de agir em favor do esclarecimento. Forte abraço, Ivani.
ele pode até ter existido, mas dizer que ele é um ser que fez milagres, que ressuscitou e subiu ao céu isso é que é imaginação. na minha opiniao ele pode ser considerado um desses grandes homens da história, que revolucionou o mundo com suas ideias, mais do que isso, não.
Jesus Cristo, mito ou realidade? A questão é pertinente e intrigante e curiosa. Veja em http://divagacoesligeiras.blogspot.com/2010/11/entrevista-jesus-cri... (Piergiorgio Odifreddi: Entrevista com Jesus Cristo)

A chamada "civilização cristã ocidental" nasce no dia em que os líderes de uma nascente religião se deram conta de ter um deus todo-poderoso, mas não uma espada com que levar o seu verbo pelo mundo; enquanto o imperador de Roma se deu conta de ter uma espada poderosa, mas não um ideal superior ao qual legá-la. Foi assim que numa noite Constantino… "sonhou" que um anjo lhe mostrou uma cruz e lhe disse "In hoc signo vinces". E o Sacro Império Romano nasceu. (Cfr.: In Hoc Signo Vinces em http://divagacoesligeiras.blogspot.com/2010/04/in-hoc-signo-vinces....

 

Origem do cristianismo segundo Bauer

 

[...] Naturalmente que, nesse trabalho, Bauer exagerou bastante, como acontece a todos que combatem preconceitos inveterados. Na intenção de determinar, mesmo do ponto de vista literário, a influência de Philon, e sobretudo de Sêneca, sobre o cristianismo nascente, e de representar formalmente os autores do Novo Testamento como plagiários desses filósofos, é obrigado a retardar o aparecimento da nova religião em meio século, a rejeitar as narrativas de historiadores romanos que a isso se opõem e, em geral, a tomar graves liberdades com a história conhecida. Segundo ele, o cristianismo como tal só aparece sob os imperadores Flavianos, a literatura do Novo Testamento só sob Adriano, Antonino e Marco Aurélio. Portanto, Bauer faz desaparecer todo o fundo histórico para as narrativas do Novo Testamento relativas a Jesus e aos seus discípulos; resolvem-se em lendas em que as fases de desenvolvimento interno e os conflitos morais das primeiras comunidades são transpostos e atribuídos a personagens mais ou menos fictícias. Não são a Galiléia nem Jerusalém, segundo Bauer, os lugares de nascimento da nova religião, mas sim Alexandria e Roma.  Naturalmente que, nesse trabalho, Bauer exagerou bastante, como acontece a todos que combatem preconceitos inveterados. Na intenção de determinar, mesmo do ponto de vista literário, a influência de Philon, e sobretudo de Sêneca, sobre o cristianismo nascente, e de representar formalmente os autores do Novo Testamento como plagiários desses filósofos, é obrigado a retardar o aparecimento da nova religião em meio século, a rejeitar as narrativas de historiadores romanos que a isso se opõem e, em geral, a tomar graves liberdades com a história conhecida. Segundo ele, o cristianismo como tal só aparece sob os imperadores Flavianos, a literatura do Novo Testamento só sob Adriano, Antonino e Marco Aurélio. Portanto, Bauer faz desaparecer todo o fundo histórico para as narrativas do Novo Testamento relativas a Jesus e aos seus discípulos; resolvem-se em lendas em que as fases de desenvolvimento interno e os conflitos morais das primeiras comunidades são transpostos e atribuídos a personagens mais ou menos fictícias. Não são a Galiléia nem Jerusalém, segundo Bauer, os lugares de nascimento da nova religião, mas sim Alexandria e Roma.

http://www.marxists.org/portugues/marx/1895/mes/cristianismo.htm

 

Esta é uma parte do comentário de Engels a respeito de Bruno Bauer. Coloquei em negrito a parte que mais me chamou atenção. Por acaso, alguém sabe que historiadores romanos são esses? Espero que não sejam Tácito, Plínio o Jovem, Suetônio e Flávio Josefo.

Vamos por partes. 

Primeiro, arqueologia. Os manuscritos mais antigos do Novo Testamento foram todos escritos em copta, todos encontrados no Egito e todos a partir da primeira ou segunda metade do século II d.e.c.

Pensando em Egito, biblioteca de Alexandria, não é difícil imaginar a grande salada de religiões e possibilidades de sincretismo religioso, desde alegorias como Isis sendo anunciada de que nasceria Horus filho do finado Osiris, que teve o corpo partido em 14 pedaços por Set, assim como Dionísio que transformava água em vinho, também era filho de um deus com uma mortal e também teve o corpo partido em 14 pedaços, assim como Jesus que consagrou pão em corpo e o partiu em 12 pedaços. Ou o espírito santo de Horus representado por Rá, olho com asas, a santíssima trindade egípcia, Horus, Osiris e Rá.

Não se deve esquecer o zoroastrismo que emprestou a lenda dos magos do Oriente (sacerdotes de Marduk), mas que segundo historiadores era a previsão do surgimento de Zaratustra, este que também é citado em um evangelho apócrifo de Pedro. Além é claro, da religião judaica.

O zoroastrismo também empresta suas idéias para a composição do Apocalipse, batalha final entre o deus do bem contra o (deus) mal.

Polindo todas as alegorias místicas de Jesus, sobra algo de humano no sermão das montanhas, nascido na Galiléia, reduto de tropas gregas e romanas. Não é difícil entender de onde surge o perfil de filósofo Cínico em Jesus. Mas se existiu esse tal filósofo Cínico religioso, ou se eram vários, se o primeiro evangelho era só de frases como no exemplar apócrifo de São Tomé, não se pode afirmar com certeza nenhuma.

Sem contar que todo o enredo do Novo Testamento é feito a partir de colagens de pequenos textos do Antigo Testamento, muitas vezes escolhidos sem ao menos fazer sentido como pseudo-profecias como a de Isaías sobre a "jovem" que daria a luz a Emanuel (na verdade filho do Rei Acaz), ou sobre Miquéias, de que o salvador nasceria em Belém (na verdade ele diz sobre um governante que nasceria e derrotaria a Assíria, nada a ver com o futuro Jesus que só nasceria uns trezentos anos depois.

 

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