Irreligiosos

Se você não sabe, aceita e não questiona, embota-se e acaba virando crente.

Jesus existiu? Demolindo o Mito de Jesus

Não, nós, os irreligiosos, não somos insanos e nem estamos sozinhos. Além de vários cientistas, pensadores, historiadores, filósofos e escritores como Nietzsche, Einstein, Strauss, Emílio Bossi, Ernest Renan, José Saramago, Bertrand Russell, Richard Dawkins..., vários outros também não criam no "Deus" dos Cristãos, nem em Jesus Cristo e muito menos na Bíblia e nos Evangelhos, como "livros sagrados".
Nada é original no Cristianismo. Jesus só passou a ser visto com “Filho de Deus” no Concílio de Nicéia, depois que esse título foi proposto e aprovado por votação. O imperador romano Constantino transformou Jesus em uma divindade que existia além do alcance do mundo humano, uma entidade cujo poder era incontestável, para expandir o seu próprio poder. Constantino mandou fazer uma Bíblia novinha em folha, que omitia os evangelhos que falavam do aspecto humano de Cristo como um homem mero profeta mortal e enfatizava aqueles que o tratavam como divino. Os evangelhos anteriores foram considerados heréticos, reunidos e quase todos queimados. Alguns evangelhos foram encontrados e oVaticano, mantendo sua tradição de enganar os fiéis, tentou que estes do Mar Morto fossem divulgados. Dizem que são um falso testemunho. É compreensível.

E quanto à historicidade de Cristo, muitos foram os que se pronunciaram contrários, escreveram livros, ensaios e até sofreram perseguições em suas vidas, por terem a coragem de assumir publicamente suas posturas. Dentre alguns dos mais notórios que se manifestaram contra a historicidade de Cristo, segue, abaixo, uma relação cronológica, extraida do site:
Jesus Never Existed
(http://www.jesusneverexisted.com/scholars-portuguese.html),
na qual e segundo minhas fontes, poderia eu ainda, se quisesse, fazer inúmeras outras inserções, como, por exemplo e para citar só um nome, Bart D. Ehrman, uma lamentável ausência na lista, com 3 excelentes livros sobre o assunto
("Evangelhos Perdidos: As Batalhas pela Escritura e os Cristianismos que não Chegamos a Conhecer (2003)";
" O Que Jesus Disse e o que Jesus Não Disse:
Quem mudou a Bíblia e por quê?" (2006);
"Pedro, Paulo e Maria Madalena:
A verdade e a lenda sobre os seguidores de Jesus (2006)",
"O problema com Deus". Só não o fiz por respeitar a autoria e manter os créditos ao artigo original, aqui reproduzido, na íntegra, e apenas reformatado nos grifos.
Veja a matéria e a lista:

Demolindo o Mito de Jesus – Uma História

Por mais de duzentos anos, uma minoria de corajosos pesquisadores têm ousado questionar a historicidade de Jesus. Apesar dos riscos de ataque físico, ruína profissional e ostracismo, eles duvidaram seriamente da veracidade da saga dos evangelhos, descascaram as camadas de fraude e engano e finalmente desafiaram a própria existência do homem-deus.
Textos completos em:
http://livrodeusexiste.blogspot.com/2010/12/jesus-o-incomodo-silenc...

http://livrodeusexiste.blogspot.com/2010/12/capitulo-74-jesus-exist...

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Respostas a este tópico

Bem, pode até ser redundante, mas eu tenho essa lista no meu livro SMM Jesus Não Existiu, e acho que é a mais completa encontrada até agora:

# Hermann Samuel Reimarus – 1694 - Escritor, filósofo alemão e um dos promotores da corrente nacionalista que negava os milagres, mas ainda admitia a possibilidade da existência desse personagem, defendia que Jesus nada tinha de divino, era apenas um dos profetas. Quanto a ressurreição, dizia que os apóstolos a inventaram após esconderem o corpo de Jesus. Receando a perseguição da Igreja, o pensador não publicou a sua obra “Intenção de Jesus e Seu Ensinamento”, que só foi editada depois dele morto. Reimarus era um pensador iluminista e foi professor de línguas orientais do Ginásio de Hamburgo, sua extensa obra, publicada após sua morte, rejeita a “religião revelada” e defende um deísmo naturalista. Reimarus acusou os escritores dos evangelhos de fraude proposital e inumeráveis contradições. [Sumiu do mapa depois disso]

# Voltaire (François-Marie Aroue) – 1694 em Paris – A mais influente figura do Iluminismo, foi educado num colégio jesuíta e ainda assim concluiu “O cristianismo é a religião mais ridícula, absurda e sangrenta que jamais infectou o mundo... O verdadeiro Deus não pode ter sido dado à luz por uma garota, nem sido morto num cadafalso e nem ser comido numa porção de hóstia.” Preso, exilado, seus livros banidos e queimados, a grande popularidade de Voltaire na França assegurou-lhe um descanso final no Panteão, em Paris. Extremistas religiosos roubaram seus restos mortais e os atiraram numa pilha de lixo.
Junto a outros grandes filósofos franceses, combatia violentamente a Igreja Católica e publicavam: “Esmagar a infâmia”. Assinalou as coincidências até na terminologia entre o Evangelho segundo João e os escritos de Filon de Alexandria. Um polemista satírico, frequentemente usou suas obras para criticar a Igreja Católica e as instituições francesas do seu tempo. Ficou conhecido por dirigir duas críticas aos reis absolutistas e aos privilégios do clero e da nobreza.

# Thomas Paine – 1737 - A Idade da Razão 1795. Panfleteiro que fez o primeiro apelo à independência dos Estados Unidos (Bom Senso, 1776; Direitos do Homem,1791), Paine derramou sátiras virulentas nas contradições e atrocidades da Bíblia. Como muitos revolucionários americanos, Paine era deísta: "Eu não creio na fé professada pela igreja judaica, pela igreja romana, pela igreja grega, pela igreja turca, pela igreja protestante ou por qualquer outra de que tenha notícia... Cada uma destas igrejas acusa a outra de descrença; e de minha parte eu descreio de todas.”

# Georg Wilhelm Friedrich Hegel – 1770 – Filósofo alemão, escritor da escola de Tubingem, junto com Baur descobriram tendências opostas em síntese no Novo Testamento concluindo que, como conhecemos, não foi escrito antes do século II.

# Godfrey Higgins (1771-1834). 1836, "Anacalipse" – Uma Tentativa de Remover o Véu da Ísis Saíta ou um Inquérito da Origem das Línguas, Nações e Religiões. Pioneiro inglês da arqueologia e maçom. [A palavra ateu ainda não existia].

# Count Constantine Volney, 1787, As Ruínas; ou, Meditação sobre as revoluções dos impérios (Ruína dos Impérios). Pesquisador napoleônico, viu com seus próprios olhos evidências de precursores egípcios do cristianismo. [Apontando os caminhos falsos percorridos até Jesus]

# Ferdinand Christian Baur – 1792 - Professor de teologia na Universidade de Tubingen – Alemanha - Iniciou a aplicação de novos métodos de investigação histórica ao estudo dos Evangelhos e revelou a completa inconsistência dos dogmas tradicionais da Igreja. [E foi criado na Igreja!]

# Edward Evanson, 1792, A Dissonância dos Quatro Evangelistas Geralmente Percebidos e a Evidência de suas Respectivas Autenticidades. Racionalista inglês que contestou a autoria apostólica do Quarto Evangelho e denunciou como espúrias várias epístolas Paulinas. [Teve que mudar de país]

# Charles François Dupuis, 1794, Origem de todos os Cultos ou a Religião Universal. Interpretação astrológico-mítica do Cristianismo (e de toda religião). “Um grande erro é mais facilmente propagado que uma grande verdade, porque é mais fácil crer que raciocinar e porque as pessoas preferem o maravilhoso do romance à simplicidade da História.” Dupuis destruiu a maior parte de seu próprio trabalho por causa das violentas reações que causou. [Deu sorte de não ser estripado]

# David Friedrich Strauss – 1808 - Teólogo, escritor alemão, discípulo de Hegel. Em Setembro de 1825 iniciou os seus estudos de teologia no seminário protestante de Tübingen, sendo depois professor no seminário de Maulbroon. 1860 Escreveu "A Vida de Jesus Examinada Criticamente", e afirmou que os apóstolos foram buscar quase tudo o que dizem em religiões anteriores ao cristianismo. Foi criticado brutalmente e por vezes difamado pelos teólogos católicos e protestantes da Alemanha, embora pouco a pouco tivesse imposto suas opiniões. Para Strauss, o sucesso do cristianismo explicava-se por um "mito de Jesus", que teria sido forjado pela mentalidade judaica dos tempos apostólicos, e que não poderia ser sustentada pela ciência moderna. Era um Vigário luterano que se tornou estudioso, expôs magistralmente os milagres evangélicos como mito e, no processo, reduziu Jesus a um homem comum, e isso lhe custou sua carreira.[Claro!]

# Friedrich Engels – 1820 - Escritor - Obras sobre o cristianismo primitivo. Três foram importantes. “Bruno Bauer e o Cristianismo primitivo”- 1882 – “O Livro da Revelação” – 1883 e “Para a história do Cristianismo Primitivo” – 1894. Admite que os quatro Evangelhos são arranjos ulteriores de escritos perdidos. Elimina a narração histórica, considera inadmissível os milagres e contradições. E endossa os resultados de investigações da Universidade de Tubingen.

# Robert Taylor - 1828 - Sintagma de Provas da Religião Cristã; 1829 - Diegesis. Taylor foi aprisionado por afirmar as origens míticas do cristianismo. “Os primeiros cristãos entendiam as palavras como nada mais que a personificação do princípio da razão, da bondade, ou daquele princípio, seja qual for, que pode ser mais benéfico à humanidade durante o curso de uma vida.” [Deve ter morrido na prisão]

# Bruno Bauer, 1841 – Padre - Professor de Teologia da Universidade de Bona – Em 1840 e 1842 publicou dois livros críticos ao Evangelho de João e à história Evangélica. 1841, Crítica da História Evangélica dos Sinóticos. 1877, Cristo e os Césares, segundo o que para ele, o cristianismo era a síntese primitiva do estoicismo. A Formação da Cristandade entre os Romanos Helenizados. O iconoclasta original. Bauer contestou a autenticidade de todas epístolas paulinas (nas quais viu a influência de pensadores estóicos, como Sêneca) e identificou o papel de Fílon no cristianismo emergente. Bauer rejeitou a historicidade do próprio Jesus. "Tudo que se sabe sobre Jesus pertence ao reino da fábula.” Como resultado, em 1842, Bauer foi ridicularizado e removido de sua cátedra de Novo Testamento em Tübingen.
Demonstrou que os Evangelhos não são dignos de confiança como fontes documentais sobre a vida de Jesus. Tal conclusão levou-o à negação da realidade histórica de Jesus, o que provocou autêntica sublevação nos meios clericais. Teve que deixar o seu cargo na faculdade sofreu todo tipo de perseguições e teve seus escritos boicotados. [Deu sorte de não ser executado em praça pública]

# Ralph Waldo Emerson, 1841, Ensaios. Inicialmente cristão trinitário e posteriormente ministro unitário, defendeu que Jesus era um “verdadeiro profeta”, mas que o cristianismo institucionalizado era um “despotismo oriental”: “Nossas escolas dominicais, igrejas e ordens monásticas são jugos sobre nossos pescoços." [Pegou de leve... Não era bobo e ficou vivo]

# Mitchell Logan, 1842, escreveu A Mitologia Cristã Revelada. “A opinião predominante, embora infundada e absurda, é sempre a rainha das nações.” [Viveu escondido daí pra frente]

# Ferdinand Christian Baur, 1845, escreveu “Paulo, o Apóstolo de Jesus Cristo”. Estudioso alemão, iniciou a aplicação de novos métodos de investigação histórica ao estudo dos Evangelhos e revelou a completa inconsistência dos dogmas tradicionais da Igreja. Identificou como “inautênticas” não apenas as epístolas pastorais, mas também Colossenses, Efésios, Filêmon e Filipenses (deixando apenas as quatro principais epístolas paulinas consideradas genuínas). Baur foi o fundador da assim chamada “Escola de Tübingen” na Alemanha. [Tinha 3 guarda costas]

# Hegel, 1845 – Filósofo escritor da escola de Tubingem, junto com Baur descobriram tendências opostas em síntese no Novo Testamento concluindo que, como conhecemos, não foi escrito antes do século II. [Nem saía da escola]

# Ernest Renan, 1863, escreveu Vida de Jesus. Educado como padre católico, escreveu uma biografia romanceada do homem-deus, sob a influência dos críticos alemães. Custou-lhe seu emprego. [Foi falar a verdade, Rua!]

# Thomas Wittaker – Século XIX - Historiador inglês da Escola Mitológica, considerava que o culto Evangélico de Jesus deriva diretamente do culto Judaico pré-monoteísta de Josué.

# W. Smith – cientista americano – Por volta de 1870 procurou demonstrar que o nome que diziam ser Jesus era um epíteto (antiga inscrição em túmulos) aplicado ao deus hebraico Iahvé e se denominavam nazarenos. Para ele o mito Jesus é pura alegoria. [Era americano...]

# Robert Ingersoll, 1872, escreveu Os Deuses. Extraordinário orador de Illinois, seus discursos atacavam a religião cristã. “Sempre me pareceu que um ser vindo de outro mundo, com uma mensagem de infinita importância para a humanidade, deveria pelo menos ter escrito tal mensagem de seu próprio punho. Não é admirável que nenhuma palavra foi jamais escrita por Cristo?” [Cristo era analfabeto, esqueceu?]

# Kersey Graves, 1875, escreveu Os Dezesseis Salvadores Crucificados da Humanidade. Quacre da Pensilvânia que viu um fundo pagão através das invenções cristãs, embora raramente citasse fontes para suas conclusões avançadas.

# Allard Pierson, 1879, escreveu O Sermão da Montanha e outros Fragmentos Sinóticos. Historiador de arte, literatura e teologia que identificou o Sermão da Montanha como uma coleção de aforismos da literatura sapiençal judaica. Esta publicação foi o começo da Crítica Radical Holandesa. Não apenas a autenticidade das epístolas paulinas, mas a própria existência histórica de Jesus foi trazida à baila. [Escondeu-se depois disso]

# Bronson C. Keeler, 1881, escreveu Pequena História da Bíblia. Uma exposição clássica das fraudes cristãs. A Bíblia inteira está saturado com temas mitológicos comuns, desde a criação e mito dilúvio ao nascimento virgem e ressuscitou mitologia do herói. Do inglês:
*As histórias dos patriarcas do Antigo Testamento são conhecidos como "templo lendas" para melhorar a história do povo hebreu e são principalmente de ficção.
*Os evangelhos não foram escritos por alguém que conhecia Jesus pessoalmente.
* O 'Cristo' mitos e as fórmulas são cópias directas de mitos Zoroastrian adotado pela seita Jesus.
*Esses fatos, com os outros, são conhecidos há anos, e ensinado por estudiosos respeitados internacionalmente das principais universidades em todo o mundo.

# Friedrich Engels – Escritor - 1882, “Bruno Bauer e o Cristianismo primitivo”- 1883, “O Livro da Revelação” e 1894, “Para a história do Cristianismo Primitivo”Obras sobre o cristianismo primitivo. Essas três foram importantes. Admite que os quatro Evangelhos são arranjos ulteriores de escritos perdidos. Elimina a narração histórica, considera inadmissível os milagres e contradições. E endossa a os resultados de investigações da Universidade de Tubingen. [Cara inteligente...]

# Abraham Dirk Loman, 1882, escreveu "Quaestiones Paulinae," in Theologisch Tijdschrift. Professor de teologia em Amsterdã que declarou que todas as epístolas paulinas datam do segundo século. Loman explicou que o cristianismo era a fusão do pensamento judaico ao helenístico-romano. Ao perder a visão, Loman acabou enxergando através das trevas da história da igreja. [Criado dentro da Igreja, teve que sumir depois disso]

# Thomas William Doane, 1882, escreveu Os Mitos Bíblicos e seus Paralelos em Outras Religiões. Desatualizado, mas uma revelação clássica dos antecessores pagãos dos mitos e milagres bíblicos.

# Samuel Adrianus Naber, 1886, escreveu Verisimilia. Laceram conditionem Novi Testamenti exemplis illustrarunt et ab origine repetierunt. Classicista que viu mitos gregos escondidos dentro das escrituras cristãs. [Disse nada mas falou tudo]

# Gerald Massey, 1886, escreveu O Jesus Histórico e o Cristo Mítico. 1907, Antigo Egito-A Luz do Mundo. Outro clássico da pena de um inimigo precoce do clero. Esse egiptologista britânico escreveu seis volumes sobre a religião do antigo Egito. [Lá no Egito, dentro de uma pirâmide qualquer!]

# Prosper Alfaric (1886-1955) Ex-padre. - Professor de História da Religião na Universidade de Estrasburgo. Professor francês de teologia, abalado pela posição de Pio X. Estudou no Instituto católico. Sagrado padre, renunciou à sua fé e deixou a Igreja em 1909 para trabalhar em prol do racionalismo depois que Alfred Loisy foi excomungado. Em 1932 foi excomungado também por defender as teses da Escola Mitológica da França, da qual acabou representante. Considerava que a vida de Jesus apresentava muitas semelhanças com os mitos de Osiris, de Mithra e de Átis. Estudando as descobertas de Qumran concluiu que era o elo que faltava na história do cristianismo primitivo, que nasceu no seio da seita dos essênios. [Deu uma banana para a excomunhão, mas quase morreu de fome]

# Edwin Johnson, 1887, escreveu Antiqua Mater. Um Estudo das Origens Cristãs. Teólogo radical inglês identificou os primeiros cristãos como os primeiros cristãos como os “crestianos”, seguidores de um bom (Chrestos, em grego) Deus que havia se apossado do mito de Dionísio Eleutério (“Dionísio, o Libertador”) para produzir um homem-deus altruísta que se sacrificou. Denunciou que os doze apóstolos eram uma completa invenção. [Teve que se esconder nos EUA]

# Rudolf Steck, 1888, escreveu A Epístola aos Gálatas investigada quanto à sua pureza e uma Observação Crítica das Principais Epístolas Paulinas. Estudioso radical suíço que classificou todas as epístolas paulinas como falsas. [Falsas!]

# Franz Hartmann, 1889, escreveu A Vida de Johoshua: Profeta de Nazaré. Foi um célebre escritor teosófico alemão, estudioso das doutrinas de Paracelso, Jakob Böehme e a Tradição Rosacruz. Discípulo de Helena Blavatsky na Índia. Posteriormente fundou a Sociedade Teosófica na Alemanha em 1896.
“O maior obstáculo para a compreensão dos mistérios da religião do Cristo vivo é a visão bastante estreita que estamos acostumados a ter com relação a tais mistérios, sempre de acordo com a mera interpretação externa e superficial do Velho e do Novo Testamentos, tais como são ministrados pelas igrejas modernas e pelo clericalismo da moda, que se referem a estas doutrinas a partir de um ponto de vista meramente histórico ou emocional” - escreveu.

# Willem Christiaan van Manen, 1896, escreveu Paulus. Professor em Leiden e mais famoso dos Radicais Holandeses, um clérigo que não acreditava na ressurreição física de Jesus Cristo. Depois de resistir à conclusão por vários anos, van Manen admitiu que nenhuma das epístolas paulinas era genuína e que os Atos dos Apóstolos se baseiam nas obras de Josefo. [Certíssimo!]

# Joseph McCabe, 1897, escreveu Porque Deixei a Igreja. 1907, A Bíblia na Europa: Investigação da Contribuição da Religião Cristã à Civilização. 1914, As Origens da Moral Evangélica. Monge franciscano que se tornou evangélico e depois ateu. McCabe, prolífico autor, destroçou muitas partes da lenda cristã – "Não há uma "figura de Jesus" nos Evangelhos. Há uma dúzia de figuras" – mas continuou a admitir a plausibilidade de um fundador histórico, apesar disso. [Ex-padre, botou panos quentes para sobreviver]

# Louis Duchesne – Século XX, foi um francês sacerdote, filólogo , professor e crítico historiador do cristianismo e da liturgia católica romana e as instituições. Especialista em história do cristianismo primitivo. Tinha obras que figuravam no Index, proibidas aos leitores católicos por serem contundentes à crença em Jesus. [Foi proibido de tudo e seus livros censurados]

# Albert Schweitzer. O famoso teólogo e missionário alemão, padre protestante, eminente investigador contemporâneo em cristianismo primitivo, doutor em Teologia. Médico. Escritor – Em 1901, escreveu O Mistério do Reino de Deus. 1906, A Busca pelo Jesus Histórico - Obra sobre a vida de Cristo. Começou a duvidar da autenticidade dos relatos evangélicos. Em sua obra fez questão de afirmar que Jesus não era filho de deus coisa nenhuma e nem sequer o Messias. Disse que Straus passou uma certidão de óbito a uma série de interpretações racionalistas das lendas evangélicas e que hoje figuram como fantasmas. Que o Evangelho é um amálgama [mistura] de mitos e lendas sobrepostos em diversas épocas. (35 Anos nos Camarões) ridicularizou o Jesus humanitário dos liberais e teve, ao mesmo tempo, coragem para reconhecer o trabalho dos Radicais Holandeses. Sua conclusão pessimista foi a de que o super-herói foi um fanático apocalíptico que morreu desapontado. Autor da célebre frase: "aqueles que buscam um Jesus histórico apenas encontram um reflexo de si mesmos." [Ninguém mais ouviu falar dele depois disso]

# Wilhelm Wrede, 1901, em “O Segredo Messiânico” demonstrou como, no evangelho de Marcos, uma falsa história foi criada pelas crenças dos primeiros cristãos.

# George Robert Stowe Mead, 1903, foi um escritor, editor, tradutor, esoterista e um influente membro da Sociedade Teosófica. Escreveu “Jesus Viveu em 100 a.C”? Uma discussão das histórias judaicas sobre Yeshu que leva Jesus para uma época mais antiga, desacreditando a Igreja.

# Thomas Whittaker – 1904 - escreveu Origens da Cristandade. Historiador inglês da Escola Mitológica, considerava que o culto Evangélico de Jesus deriva diretamente do culto Judaico pré-monoteísta de Josué. Declarou que Jesus era um mito.
[Depois, se escondeu nos EUA]

# William Benjamin Smith, 1906, escreveu O Jesus Pré-Cristão. Em 1911, Os Ensinamentos Pré-Cristãos do Jesus Pagão. Defende a existência de um culto a um Jesus pré-cristão na ilha de Chipre, a exemplo de George Robert Stowe Mead.

# Albert Kalthoff, 1907, escreveu “Ascensão do Cristianismo”. Outro radical alemão que identificou o Cristianismo como uma psicose de massas. Cristo era essencialmente o princípio transcendental da comunidade cristã que buscava uma reforma social apocalíptica. [Mudou de país]

# Gerardus Bolland, 1907, escreveu O Josué Evangélico. Filósofo em Leiden, identificou a origem do cristianismo no antigo gnosticismo judaico. O super-astro do Novo Testamento é o “filho de Num” do Velho Testamento, o homem a quem Moisés renomeou como Josué. A virgem nada mais é que um símbolo do povo de Israel. De Alexandria, os "Netzerim" levaram seu evangelho até a Palestina. Escreveu desacreditando a estória bíblica. [E ficou desacreditado até o fim]

# Alfred Loisy – 1908 - Padre católico (Abade) – Fundador do modernismo católico – Fiel à Igreja, foi excomungado porque quis estudar as fontes cristãs, à luz da ciência. Suas obras foram para o Index e proibidas aos católicos. Concluiu depois de estudos das suas fontes que a escola de Tubingem coincidia em muitos pontos com a opinião dele e que os documentos que chegaram até a nossa época nada contem de comprovativo sobre a vida de Jesus. Ainda colocou em dúvida a autenticidade das cartas de Paulo. Segundo ele foram reescritas no Século II. [Antigamente, a moda era ser padre. Quando a verdade vem à tona eles se mandam]

# Mangasar Magurditch Mangasarian, 1909, Durante sua vida Mangasarian escreveu uma série de livros. Seus mais populares, incluindo “A verdade sobre Jesus - Ele é um mito” (1909) e “A Bíblia Unveiled” (1911), lidando com as provas contra a existência de um histórico Jesus. Ele também escreveu centenas de ensaios e palestras sobre as questões dos tempos. Seus livros e ensaios foram traduzidos para o francês, alemão, espanhol e outras línguas estrangeiras. O tema geral de sua escrita foi a crítica religiosa e a filosofia da religião. A Verdade Sobre Jesus? Ele É um Mito? Perspicaz ministro presbiteriano que enxergou o mito por trás da farsa. [São homens honrados que priorizam a verdade]


# Karl Kautsky, 1909, escreveu As Origens do Cristianismo. Teórico socialista que interpretou o cristianismo como uma manifestação da luta de classes. Essa profunda análise do Jesus histórico empreendida pelo autor é a base para o entendimento dos primórdios do Cristianismo, que segundo Kautsky ganhou força após a grande guerra ocorrida entre os judeus de Jerusalém e o Império. Este acontecimento determinou a expansão do Cristianismo, quando deixou de ser um partido político dentro do Judaísmo e tornou-se um partido dos não-judeus e, inclusive, hostil a eles.

# John E. Remsburg,(*) 1909, professor por 15 anos, em seguida, um escritor e conferencista em apoio à liberdade de pensamento. Em “O Cristo: Uma revisão crítica e análise de Sua existência”. Afirmou que os evangelhos estavam cheios de contradições, duvidou que Jesus tivesse existido e afirmou que o Cristo sobrenatural é apenas certamente um dogma cristão. Nas pgs 24-25), lista 40 escritores que viveram durante a época, ou até um século após a época, em que Jesus supostamente teria vivido. A referida lista detalhada e explicada é a que encontra-se nesse livro
[(*) Autor da lista anterior]
Segundo Remsburg, "o que resta dos escritos dos autores mencionados [No Século I] é suficiente para compor uma biblioteca. Apesar disso, nessa massa de literatura Pagã e Judia, fora duas passagens falsificadas de um autor judeu e duas passagens discutíveis em trabalhos de autores Romanos, não foi encontrada nenhuma menção a Jesus Cristo." E podemos acrescentar, nenhum desses autores faz qualquer menção aos Discípulos ou Apóstolos – aumentando o embaraço do silêncio da história concernente à fundação do cristianismo.

# Arthur Drews, 1910, Die Christusmythe (O Mito de Cristo). 1910, Die Petruslegende (A Lenda de Pedro). 1924, Die Entstehung des Christentums aus dem Gnostizismus (A Emergência do Cristianismo a partir do Gnosticismo). Eminente filósofo que foi o maior expoente da Alemanha na argumentação em favor do caráter mitológico de Cristo. Segundo Drews, os evangelhos historicizaram um Jesus mítico pré-existente cujo caráter foi derivado dos profetas e da literatura sapiençal judaica. A Paixão foi baseada em especulações de Platão.

Continua:
Continuação:



# Gustaaf Adolf van den Bergh van Eysinga, 1912, foi um teólogo holandês. De 1936 a 1944 foi professor no Novo Testamento a exegese na Universidade de Amsterdam. Ele pertencia à escola holandesa da Crítica Radical. Em Visões Radicais sobre o Novo Testamento. 1918, Cristandade Pré-Cristã. Van den Bergh contestou a autoria das epístolas paulinas . Refutando a autenticidade da Epístola de Clemente e Inácio de Antioquia , ele concluiu que não havia nenhuma evidência para a existência do paulinos antes de Marcion . Ele também listou evidência interna para estas epístolas sendo pseudepigraphs dos círculos Marcionita. Em vários lugares, a escrita não se encaixa com um fundo judaico do autor. Van den Bergh não encontrou nenhuma evidência de uma real crucificação de uma pessoa que afirma ser o Messias como a origem do cristianismo. [Abandonou o magistério para ser escritor ateu – morreu de fome]

# Alexander Hislop, 1916, escreveu As Duas Babilônias. Exaustiva exposição dos rituais e parafernálias pagãs do Catolicismo Romano, desacreditando a seriedade da Bíblia.

# Edward Carpenter, 1920, escreveu Credos Pagãos e Cristãos. Elaborou uma descrição das origens pagãs do Cristianismo, desmentindo toda a sua interpretação bíblica.

# Rudolf Bultmann, 1921, escreveu A História da Tradição Sinótica. 1941, Novo Testamento e Mitologia. Teólogo luterano e professor da Universidade de Marburgo, Bultmann foi o expoente da “crítica formal” e fez muito para desmistificar os evangelhos. Identificou as narrativas sobre Jesus como teologia expressa em linguagem mítica. Observou também que o Novo Testamento não é a história de Jesus, mas o registro da crença dos primeiros cristãos. Argumentou que a busca por um Jesus histórico era infrutífera: “Nós não podemos saber praticamente nada a respeito da vida ou da personalidade de Jesus.” (Jesus e a Palavra, pg. 8)

# James Frazer, 1922, Etnólogo, escreveu O Ramo Dourado [ou de Ouro], demonstrando pelo método comparativo a existência de um paralelismo entre os usos e costumes dos povos e as analogias da sua evolução espiritual. Segundo esse cientista, as raízes das religiões residem nos ritos mágicos das tribos primitivas e que muitas dessas tribos processavam o culto ao deus morto e ressuscitado. Assim comparando com a origem da religião cristã, concluiu que o mito evangélico é uma interpretação antropológica do progresso do homem a partir da magia, através da religião, até a ciência, afirmou: O Cristianismo nasceu de religiões anteriores. É um fenômeno cultural, ou seja, nada de sagrado ou divino. [Certo!]

# John Robertson – Investigador etnógrafo – Século XX - Prosseguiu as investigações de James Frazer que escreveu “O Ramo de Ouro e tentou demonstrar pelo método comparativo, um certo paralelismo entre os usos e costumes. Robertson ainda descobriu certos traços de um culto de Jesus anterior ao cristianismo e paixões pré-cristãs. [Ou seja, tudo uma baita mentira como as outras]

# John Robertson II, 1910, escreveu Christianismo e Mitologia. 1911, Cristos Pagãos. Estudos em Hagiografia Comparativa. E em 1917, O Problema de Jesus. Robertson chamou atenção para a universalidade de muitos dos elementos da biografia de Jesus e para a existência de rituais de crucifixão no mundo antigo. Identificou Jesus/Josué com um antigo deus efraimita em forma de cordeiro, não um ser humano.

# P. L. Couchoud, 1924, Teólogo da Escola Mitológica. Amigo de Anatole France deixou claro que a objeção mais séria à existência real de Jesus derivava da sua representação sob um aspecto divino nos mais antigos escritos cristãos. (Apoc. João e epist. Paulo). Em O Mistério de Jesus.1939, e A Criação de Cristo. Couchoud era adepto da historicidade de Pedro, mas não de Jesus, e defendeu que a Paixão foi modelada a partir da morte de Estêvão.
Para os primeiros cristãos, Jesus não era um homem, mas um cordeiro imolado, desde a criação do mundo. A biografia terrena de Jesus só surgiu no Século II. Jesus deus foi transformado em Jesus-homem no Século II. Portanto, não existia antes.


# Georg Brandes, 1926, escreveu Jesus – Um Mito. Identificou o Apocalipse como a parte mais antiga do Novo Testamento (ano 64). Na idade de 30, Brandes formulou os princípios de um novo realismo e naturalismo , condenando estética hiper-escrita e fantasia na literatura, referindo-se à Bíblia. De acordo com Brandes, a literatura deve ser um órgão "dos pensamentos grandes da liberdade e do progresso da humanidade." [subentendido: não feito de mentiras nem fantasias]

# Michael W. Smith – Década de 20, cientista americano da Escola de Tubingem, – Junto com J. Robertson, A. Niemojewski, A. Drews e P. Couchoud, estabeleceu que os Evangelhos datavam do Século II. Procurou demonstrar que o nome Jesus era um epíteto (inscrição em túmulos) aplicado ao deus hebraico Iahvé e se denominavam nazarenos. Para ele o mito Jesus é pura alegoria.

# Arthur Drews – Década de 20, Representante da escola Mitológica, colocou ao alcance dos leitores comuns as ideias e argumentos dos seus antecessores, tal como W. Smith e considerava que o cristianismo vinha do agnosticismo, doutrina mística da gnose, conhecimento da pretensa essência divina. Ou seja nada de divino era aceitável, senão como mitos. Jesus, no máximo era um homem comum, mas ainda tinha que provar isso.

# Joseph Wheless, um advogado americano de 1926, criado no “Cinturão da Bíblia”, destroçou as fantasias bíblicas. Escreveu “Palavra de Deus?” Uma Exposição das Fábulas e Mitologia da Bíblia e das Falácias da Teologia. Em 1930, escreveu Falsificações no Cristianismo. "As provas da minha acusação encontram-se na mais ampla retórica da história e credenciadas autoridades eclesiásticas, e em abundante admissões incautas feita pelos porta-vozes credenciados do Arguido. A minha tarefa é simplesmente reunir as provas documentais e expô-los diante dos olhos atônitos do leitor moderno, que é o principal mérito do meu trabalho"

# Henri Delafosse, 1927, escreveu “As Cartas de Inácio de Antióquia”. Em 1928, "Os Escritos de São Paulo" em Cristianismo. No livro as Epístolas de Inácio são denunciadas como falsificações tardias.

# L. Gordon Rylands, 1927, escreveu A Evolução do Cristianismo. Em 1935, e escreveu Jesus Viveu? Livros que criticam o cristianismo e levanta questiona a sua existência real. Nota: A biografia de Rylands está embutida nos referidos livros, sem acesso externo.

# I. Iaroslavski – Na década de 30 publicou Como Nascem e Morrem os Deuses, obra crítica de valor sobre a origem do cristianismo. Depois da separação da Igreja e o Estado soviético e a Grande Revolução Socialista, historiadores da religião e do cristianismo, tiveram pela primeira vez no mundo, a possibilidade de estudar esses problemas e escrever outras obras arquivadas em museus antirreligiosos. [Antes disso, seriam queimados vivos a mando da Igreja]


# Edouard Dujardin, 1938, escreveu Antiga História do Deus Jesus. (Histoire ancienne du dieu Jésus por Édouard Dujardin) 1927. Versão em Inglês resumido por A. Brodie Sanders – 1938 – Explica como Jesus já existia antes dele mesmo. Mitologia.

# John J. Jackson, 1938, escreveu “Cristianismo Antes de Cristo”, numa clara referência à nova invenção cristã, chamou atenção para precedentes egípcios das crenças cristãs, com histórias e até nomes muito semelhantes.

# Alvin Boyd Kuhn, 1944, escreveu Quem É o Rei da Glória? Em 1970 escreveu em Renascimento para o Cristianismo. “Jesus não foi uma pessoa, mas um símbolo da alma humana que existe em cada ser humano”.

# R. Vipper – Século XX Acadêmico – 1946, escreveu O Nascimento da Literatura Cristã e em 1956, Roma e o Cristianismo Primitivo, demonstrando a estreita ligação entre o Cristianismo e a ideologia mitológica do antigo mundo greco-romano. Demonstrou de modo convincente que o texto dos Evangelhos canônicos não podem ser anteriores a meados do Século II. E era firme na sua negação da existência do Cristianismo durante o Século I e na primeira metade do Século II.

# A. Ranovitch – Século XX - Escritor – Obras sobre o início do Cristianismo Primitivo de 1933 a 1941. Investigando à luz da ciência histórica. A melhor monografia soviética sobre as origens cristãs. Apreciador dos trabalhos de R. Vipper que julgava os textos escritos dos Evangelhos canônicos e a própria constituição da Igreja Cristã, nunca pudesse ser anterior a meados do Século II.

# Herbert Cutner, 1950, escreveu Jesus: Deus, Homem ou Mito? Natureza mítica de Jesus e o sumário do contínuo debate entre os mitologistas e os historicizantes. A hipótese mítica é uma tradição contínua, não nova. Cristo teve origens pagãs.

# Papa Pio XII – Intervindo num Congresso Internacional de Historiadores realizado em Roma – 1955 – disse: “Para os católicos a questão da existência de Jesus depende da fé e não da ciência”. [Ele sabe que é mentira!...]

# A. Domini – Por volta de 1955. Investigador italiano declara estar absolutamente convencido de que os escritos dos essênios encontrados em Qumran no Mar Morto, são o elo que faltava na longa cadeia de fatos que levou ao nascimento da religião cristã. Mesma opinião de P. Alfaric.

# Georges Las Vergnas, 1956, escreveu Porque Deixei a Igreja Romana. Vigário geral da diocese de Limoges, que perdeu sua fé, argumenta que a figura central do cristianismo não tinha existência histórica. [Comeu o pão que o diabo amassou para sobreviver depois disso]

# Georges Ory, 1961, escreveu Uma Análise das Origens de Cristo. 68 pp Secular Society edition Limited (1961) .- Hypothese sur le Jean Baptiseur. 24 pp Paris: Cahiers du Cercle Ernest Renan, n º 10 (1956). Este escritor radical e negligenciado produziu numerosos tratados (20-50 páginas) para o Cahiers du Cercle Ernest Renan. Já em meados do século, Ory identificou João Batista como sendo Jesus porque outra hipótese não existia, e afirmou outras teses radicais. Seu trabalho é em grande parte não traduzida e difícil de encontrar na América do Norte [e menos ainda aqui na terra tupiniquim, mas hoje, com a Internet, a gente vai lá!]

# Guy Fau, 1967, escreveu A Fábula de Jesus Cristo p. 235. Luigi Cascioli e Guy Fau, ambos partidários da não-existência de Jesus, escreveram: não acredito que Plínio estava se referindo aos cristãos mas aos essênios (de Chrestus), em sua carta ao Imperador Trajano pedindo conselhos sobre como lidar com os eles. [Isso mesmo].

# John Allegro, 1970, escreveu O Cogumelo Sagrado e a Cruz. 1979, Os Manuscritos do Mar Morto e o Mito de Cristo. “Jesus não foi mais que um cogumelo mágico e a sua vida, a interpretação alegórica de um estado alterado de consciência” – escreveu. [“Consciência católica”, eu acrescento].


# George Albert Wells, 1975, escreveu Jesus Existiu? 1988, A Evidência Histórica de Jesus. 1996, A Lenda de Jesus. 1998, Jesus Mito. 2004, Podemos Confiar no Novo Testamento? Considerações sobre a Confiabilidade dos Mais Antigos Testemunhos Cristãos. O Cristianismo surgiu da literatura sapiençal judaica. Em seus livros mais tardios, admite a possibilidade de influência de um pregador real. [Dançou...]

# Max Rieser, 1979, escreveu O Verdadeiro Fundador do Cristianismo e a Filosofia Helenística. O Cristianismo começou com os judeus da Diáspora e depois, retroativamente, ambientado na Palestina de antes de 70. O Cristianismo chegou por último à Palestina, e não primeiro – eis porque achados arqueológicos cristãos aparecem em Roma, mas não na Judéia, até o século IV.

# Abelard Reuchlin, 1979, escreveu A Verdadeira Autoria do Novo Testamento. Teoria de Conspiração do melhor tipo: o aristocrata romano Arius Calpurnius Pisus (alias, “Flavius Josephus”) conspirou para ganhar o controle de todo o Império Romano através da invenção de uma religião inteiramente nova.

# Iakov Lentsman, 1986, traduzido em Portugal, escreveu A Origem do Cristianismo. Livro que aborda detalhadamente os fatores que influíram diretamente na criação do cristianismo. Os personagens, escritores, teólogos, historiadores, escolas, as fontes, locais, fatos e literatura e conclui para o leitor sobre a impossibilidade da existência de Jesus Cristo ter sido real.

# Hermann Detering, 1992, escreveu Cartas de Paulo sem Paulo?: As cartas de Paulo segundo os críticos radicais holandeses. Ministro religioso holandês adepto da antiga tradição dos radicais diz: Nem Jesus nem Paulo existiram.

# Gary Courtney, 1992, 2004 escreveu Et tu, Judas? Então Caiu Jesus! A Paixão de Cristo é essencialmente a história de César sob um disfarce judaico, mesclada ao culto da morte/ressurreição de Átis. Fãs judaicos de César assimilaram do “salvador da humanidade” ao “servo sofredor” de Isaías.

# Michael Kalopoulos, 1995, escreveu A Grande Mentira. Historiador grego que descobriu paralelos notavelmente semelhantes entre os textos bíblicos e a mitologia grega. Denunciou a natureza astuta, mentirosa e autoritária da religião.
[Outros autores disseram o mesmo sobre a mitologia Egípcia e outros da mitologia Hindu. [Eu ainda acrescento a mitologia judaica dos essênios]. Haja cópias!]

# Gerd Lüdemann, 1998, escreveu A Grande Ilusão: E o que Jesus Realmente Disse e Fez. 2002, Paulo: O Fundador do Cristianismo. 2004, A Resurreição de Cristo: Uma Investigação Histórica. Depois de 25 anos de estudo, o professor alemão concluiu que Paulo, não Jesus, iniciou o Cristianismo. Lüdemann foi expulso da faculdade de teologia da Universidade de Göttingen por ousar dizer que a Ressurreição foi um “pio auto-engano”. Demais para a liberdade acadêmica.

# Alvar Ellegard, 1999, escreveu Jesus, Cem Anos Antes de Cristo. O Cristianismo visto como originário da Igreja Essênia de Deus, com Jesus sendo um protótipo do Mestre da Virtude. [Conheço também como Mestre da Retidão]


# D. Murdock (“Acharya S”) 1999, escreveu A Conspiração Cristã: A Maior Mentira Que Já Foi Vendida. 2004, Sóis de Deus: Krishna, Buda e Cristo Revelados. Adiciona uma dimensão astro-teológica à demolição do mito cristão. “Murdds a astro-theological dimension to christ-myth demolition”. Murdock identifica Jesus Cristo como uma divindade composta usada para unificar o Império Romano.

# Earl Doherty, 1999, escreveu O Enigma de Jesus. O Cristianismo Primitivo Começou com um Cristo Mítico? Poderosa afirmação de como o Cristianismo começou como uma seita mística judaica, sem necessidade de Jesus!

# Timothy Freke, Peter Gandy, 1999, escreveu Os Mistérios de Jesus. 2001, Jesus e a Deusa Perdida: Os Ensinamentos Secretos dos Cristãos Originais. Examina a relação próxima entre a história de Jesus e a de Osíris/Dionísio. Jesus e Maria Madalena são figuras míticas baseadas na dualidade Deus/Deusa do paganismo.

# Harold Liedner, 2000, escreveu A Criação do Mito Cristão. Anacronismos e erros geográficos dos evangelhos denunciados. O Cristianismo é uma das fraudes mais bem-sucedidas da História.

# Robert Price, 2000, escreveu Desconstruindo Jesus. 2003 O Incrível Encolhimento do Filho do Homem: Quão Confiável é a Tradição Evangélica? Ex-ministro e estudioso reputado, mostra como Jesus é o amálgama de diversos profetas do primeiro século, redentores de cultos de mistério e “aions” gnósticos.

# Hal Childs, 2000, escreveu O Mito do Jesus Histórico e a Evolução da Consciência. O ataque de um psicoterapeuta ao deus-homem.

# Michael Hoffman, 2000, filósofo e teórico da “morte do ego” que descartou completamente a existência de um Jesus histórico.

# Burton Mack, 2001, escreveu O Mito Cristão: Origens, Lógica e Legado. Formação social da criação do mito.

# Luigi Cascioli, 2001, escreveu A Fábula de Cristo. Indicia o Papado por lucrar com uma fraude! [E fazer o mundo de bobo].

# Frank R. Zindler, 2003, escreveu O Jesus que os Judeus Nunca Conheceram: Sepher Toldoth Yeshu e a Busca por um Jesus Histórico em Fontes Judaicas. Sem evidências em fontes Judaicas que corroborem o Messias espectral.

# La Sagesse – Século XXI. Escritor competente e detalhista, conta amiúde, os acontecimentos históricos que deram origem ao cristianismo, detalhando e demonstrando que a história de Jesus Cristo é totalmente mitológica, ou seja foi montada através de inspirações e mitos anteriores.

# Alfredo Bernacchi, 2003, escritor brasileiro, ateu racional, por 50 anos religioso, acreditava na existência de Jesus. Pesquisou profundamente sobre o assunto e escreveu o Livro “Sinto muito, mas Jesus Cristo não existiu”. Literatura investigativa. Uma reunião de fatos históricos apresentados por notórios escritores, historiadores, teólogos, professores, autoridades eclesiásticas, ex-religiosos, padres, abades, investigadores religiosos, institutos de pesquisas, bibliotecas, museus, cientistas, arqueólogos, e autoridades de todo o mundo, em de todos os tempos, analisando e demonstrando todos os fatos que envolvem esse personagem, conclui que o mesmo não passa de uma fraude alimentada por interesses políticos financeiros, inspirado e copiado de mitos anteriores, principalmente Chrestus dos judeus essênios. Em 2008 escreveu o noitório livro “A Bíblia do Ateu” e a seguir “Deus??? Jesus??? A maior MENTIRA!!!”, complementando seu trabalho e apresentando sua contundente conclusão.

# Daniel Unterbrink, 2004, escreveu Judas, o Galileu. Carne e Sangue de Jesus. Paralelos entre o líder da revolta fiscal de 6 AD e o fantasma dos Evangelhos explorados em detalhe. “Judas é Jesus”. Bem, pelo menos em parte, sem dúvida.

# Tom Harpur, 2005, escreveu O Cristo Pagão: Recuperando a Luz Perdida. Estudioso canadense do Novo Testamento e ex-padre anglicano que reafirma as idéias de Kuhn, Higgins e Massey. Jesus é um mito e as idéias originais do Cristianismo se originaram no Egito.

# Francesco Carotta, 2005, escreveu Jesus Era César: Sobre a Origem Juliana do Cristianismo. Exaustiva lista de paralelos. Estranhamente afirma que César era Jesus.

# Joseph Atwill, 2005, escreveu O Messias de César: A Conspiração Romana para Inventar Jesus. Outra análise das similaridades entre Josefo e os Evangelhos. Atwil argumenta que os conquistadores da Judéia, Vespasiano, Tito e Domiciano, usaram judeus helenizados para manufaturar os textos “Cristãos” para estabelecer uma alternativa pacífica ao judaísmo militante. Jesus foi Tito? Não creio.

# Michel Onfray, 2005, escreveu Tratado de Ateologia. Filósofo francês que defende o ateísmo positivo, desmistifica a existência histórica de Jesus, entre outras coisas.

# Kenneth Humphreys, 2005, escreveu Jesus Não Existiu. O livro deste site. Reúne as mais convincentes exposições sobre o suposto super-herói messiânico; O autor ambienta sua exegese dentro do contexto sócio-histórico de uma religião maligna em evolução.

# Jay Raskin, 2006, escreveu A Evolução de Cristo e dos Cristianismos. Acadêmico e ativo cineasta, Raskin olha além da cortina de fumaça oficial de Eusébio e encontra um Cristianismo fragmentário e um Cristo composto a partir de vários personagens históricos e literários. Especula que a camada mais antiga da criação do mito foi uma peça escrita por uma mulher chamada Maria. Talvez.

# Thomas L. Thompson, 2006, escreveu O Mito do Messias. Teólogo, deão e historiador da Escola de Compenhague que concluiu que tanto Jesus como Davi são amálgamas de temas mitológicos do Oriente Médio originados na Idade do Bronze.

Abçs.

Oiced

Aqui estou mais pela segunda questão: Deuses existem? Eu ia abrir um novo fórum a esse respeito, mas desisti depois que vi a existência do seu. Cheguei até iniciar um texto que pretendo repassar aqui aos poucos, na medida em que o assunto se desenvolver. O tema religião de tão amplo vai às estrelas. Mas respondendo a sua pergunta: sim, deuses existem. Claro que não no sentido fantasioso que acabou prevalecendo. A palavra latina religio, onis significa culto prestado aos deuses. Segundo Antenor Nascentes, que apresenta diversas possíveis formas para a sua etimologia, o termo divus, dius que significa brilhante, se ajustaria melhor na raiz da palavra deus. Por analogia podemos relacioná-lo ao Sol e ao culto que lhe era devotado.

 

Foi por intermédio da antropologia que diversas explicações para a existência dos deuses e da religião se desenvolveram tendo em comum como base a imaginação humana. O monoteísmo judaico precisava ser preservado e a filosofia já vinha desenvolvendo um trabalho nesse sentido, envolvendo o deus cultural de Israel com seu manto poderoso da razão. Aliás, desde Filon de Alexandria e do início do cristianismo. Por exemplo, no século dezenove, para o hegelianismo, “Deus é a essência eterna que só se realiza e adquire consciência de sua existência através do espírito humano”. Não havia distinção capaz de identificar um fato de tamanha subjetividade depois que os deuses haviam sido expulsos da história. A despeito de tudo o que até hoje se acumula relacionado a esses misteriosos seres a imaginação acabou sendo privilegiada, mas não sem motivo.

 

Os deuses têm muito em comum com os homens: podem nascer, envelhecer, morrer: possuem um corpo que deve ser alimentado, um nome, sentimentos. No entanto, estes aspectos muito humanos escondem uma natureza excepcional: seu corpo, composto de matérias preciosas, é dotado de um poder de transformação, suas lágrimas podem dar nascimento a seres ou minerais. Os poderes dos deuses são sempre comparados a algumas propriedades dos elementos da natureza ou dos animais, o que dá lugar a representações híbridas às vezes espantosas. http://www.imagick.org.br/pagmag/sistmag/deuses.html

 

As concepções antropológicas do gênero ganharam peso junto aqueles que reagiam contra o domínio cultural e social da religião. Todavia, tal atitude acabou por se reverter em favor da crença religiosa porque daí o estudo sobre os deuses não podia mais avançar. Mas se os homens não inventaram os deuses para explicarem os fenômenos da natureza, apenas super-dimensionavam seus poderes por temor e ignorância, quem eram esses caras? 

 

Abraços a todos.

Deus é a maior invenção comercial do homem (A frase não é minha). Transforma semi-analfabetos em milionários em poucos anos (Essa é minha). Não importa a explicação antropológica. Potencializa a ignorância dos homens a ponto da transformá-los em escravos psíquicos e à auto-flagelação (islâmicos). 

Não vou discutir essa matéria. Estaria andando de marcha à ré.

Abçs

Alfredo

Não proponho uma discussão daquele tipo que já encheu o saco e que em nada nos faz pensar. Tampouco me refiro a Deus, mas aos deuses, um simples nome que designa seres que teriam vindo do céu. Por tratar-se de uma referencia muito antiga e não necessariamente ligada a espoliação da humanidade, como muitos supõem, entendo que este não seja um assunto esgotado, ao contrário, sequer foi ainda discutido fora da instância do preconceito. 

Deus ou deuses são pura fantasia!  Devaneio, imaginação do homem, invenção dos inescrupulosos querendo levar vantagem nos trouxas. Misticismo por ignorância! É isso que você quer discutir?

Então diz aí alguma coisa nova pra gente começar. Fora da instância do preconceito, nada existe de interessante! Mas vou te ouvir com atenção. Manda.

(só estarei aqui novamente semana que vem, suponho)

Abç.

 

Alfredo

Deus é fantasia, deuses não, é história! A fantasia que se fez a respeito desses caras é outro papo. Nada a ver com misticismo, sim com biologia. E agora? Achas que já sabes de tudo? Sabe não. A questão principal não é Deus nem Jesus Cristo, somos nós. Há uma questão ainda sem explicação que nos diz respeito e a religião está ligada a ela: o surgimento do Homem sobre a face da Terra. A repentina aparição do Homo Sapiens, ou seja, o crescimento explosivo do neocórtex em fase tardia da filogenia significa que o volume do crânio cresceu tanto que a fêmea dessa nova espécie chegou ao limite do equilíbrio devido ao alargamento da passagem na pelve. Você tem alguma teoria nesse sentido? Pois os criacionistas estão a todo vapor http://www.montfort.org.br/old/cadernos/evolucionismo.html

Abraço.

Já tive oportunidade de manifestar-me sobre esta discussão que, aliás, nos mesmíssimos moldes, já havia proposto no meu outro site "Debata, Desvende e Divulgue!" e aqui mesmo, no Irreligiosos. E, sinceramente, penso que essa discussão nunca é demais e não acho que seja um retrocesso ou desnecessária, como pensa o nosso colega Alfredo.

O fato de alguns de nós já estarmos libertos e termos nossas convicções firmadas (sobre Deus, penso como o Alfredo e mais algumas coisa), não significa que tenhamos de guardar nossas opiniões e omitir-nos de discutir o assunto. Muito pelo contrário, aí é que devemos discuti-lo e expor nossos pontos-de-vista, que poderão ajudar outras pessoas a achar o caminho do esclarecimento. Não, enquanto houver no mundo essa imensa maioria que crê em deuses, o assunto terá de continuar a ser debatido, em várias fóruns e arenas, quantas vezes for necessário. É óbvio que os argumentos serão repetitivos, porque nem sei se ainda existe algum argumento novo a ser apresentado. O que existem são ângulos de visão diferentes, mas os fatos e os argumentos são os mesmos e já foram postos. Só é preciso entender e assumir uma posição.

Alegar que porque já fechamos a questão e temos os nosso elementos de convicção firmados em favor da não existência de Deus, impede-nos de reabrir ou participar das discussões relativas ao assunto é um erro. E acho que até, de certa forma, é uma posição egoísta. De que adianta saber, se não compartilhamos e nada fazemos com o que sabemos, a não ser em proveito próprio? A virtude não está no saber, mas no que se faz com aquilo que sabemos. O que eu sei pode ser útil para alguém? Se sim, eu compartilhei o meu conhecimento? Se guardei-o só para mim, muito pouco ou de nada valeu.

Gostaria até que alguém me contradissesse. Mas não adianta vir com aquela de que existem pessoas que não merecem e nem querem ser ajudadas porque, para cada uma dessas, haverá pelo menos mais uma que merece.

Ivo

 

"Não, enquanto houver no mundo essa imensa maioria que crê em deuses, [...]"

 

Que imensa maioria é essa? Estou falando de deuses.

Não entendi bem a sua colocação, Ivani, mas mesmo assim vou explicar: falei em deuses (plural) porque as maiores religiões do mundo, nem todas monoteístas, acreditam em deuses e mais uma porrada de santos ou divindades menores. Só no hinduísmo são milhares de deuses. Nas religiões, crê-se em deuses e mais uma santaiada danada, para todos os gostos. Isto, para ficar só no presente. Se formos para o passado então, no cemitério dos deuses mortos ou dos que ainda sobrevivem e considerarmos as antigas civilizações e seus deuses (Odin, Thor, Netuno, Ísis, Rá, etc), a coisa vai longe. Ou não será assim?

Será que as 3 grandes religiões monoteístas(cristianismo, islamismo, judaísmo), somadas ao hinduísmo (politeísta), às religiões chinesas e mais umas outras tantas que admitem um ou mais deuses (não incluo aqui o budismo nem o jainismo, porque não são propriamente religiões e não veneram deuses) não formam a imensa maioria da humanidade? E se quisermos ser simplistas dividindo essa humanidade entre os que crêem em deuses e os que não crêem, quem é a imensa maioria? Foi a isso que me referi. 

Habituamo-nos a discutir o deus cristão, mas há que se considerar os outros, adorados em várias religiões. Uma das perguntas do tópico foi "deuses existem?" Então, temos de considerar todos e não apenas o deus dos cristãos.

Ivo

A minha colocação está bem explicada e exemplificada: Mas respondendo a sua pergunta: sim, deuses existem. Claro que não no sentido fantasioso que acabou prevalecendo. A palavra latina religio, onis significa culto prestado aos deuses. Segundo Antenor Nascentes, que apresenta diversas possíveis formas para a sua etimologia, o termo divus,dius que significa brilhante, se ajustaria melhor na raiz da palavra deus. 

Inclusive me refiro implicitamente aos deuses que deram origem ao deus das três culturas religiosas conhecidas:

Foi por intermédio da antropologia que diversas explicações para a existência dos deuses e da religião se desenvolveram tendo em comum como base a imaginação humana. O monoteísmo judaico precisava ser preservado e a filosofia já vinha desenvolvendo um trabalho nesse sentido, envolvendo o deus cultural de Israel com seu manto poderoso da razão.

Deus é fantasia, deuses não, é história! A fantasia que se fez a respeito desses caras é outro papo. Nada a ver com misticismo, sim com biologia. 

E mais, os exemplos, a questão, a referência e o comentário que deixei sobre o criacionismo não deixam dúvidas. A sua explicação me parece desnecessária. Bolas, analfabeto funcional eu sei que você não é. 

Agora sim, Ivani, vc deixou mais claro e eu tenho de concordar com você que "deuses" (sua compreensão e estudo) é história. Perfeito! Mas você há de convir que mesmo para quem não seja "analfabeto funcional" sua resposta anterior foi extremamente lacônica e do tipo charada. Lá entre os meus 15 e 20 anos eu até era bom nisso, mas hoje!?... Desaprendi e nem tenho saco. Prefiro mais a clareza. E como nós aqui, digo nós, litealmente: eu, você, o Alfredo, o Assis, o Rodrigo, o Oiced, o William, o Nivaldo..., todos escrevemos para os nossos colegas-membros e também para aqueles curiosos que só vêm aqui de passagem, não é bom deixar os visitantes e os membros menos assíduos sem entender nada do que estão lendo.

Por isso, fui obrigado a explicitar. Obviamente, não para você, que sei que entende, mas para aqueles que pudessem estar chegando aqui pela primeira vez e que, certamente, ficariam na dúvida, parecendo que eu afirmei algo que não pude ou não sabia sustentar. Explicado e desculpado? Não se irrite, estamos aqui para aprender, trocando ideias. Mas temos de estar cientes de que outras pessoas alheias às nossas discussões podem as estar lendo pela primeira vez e, às vezes, só o último ou últimos comentários. Isso já aconteceu comigo, em outros sites. Peguei só os 3 últimos comentários e não entendi de onde vinha a raíz das discussões. Por que isto não iria acontecer conosco?

Só poderei voltar aqui à noitinha. Se houver necessidade de algum novo comentário, faço-o mais tarde.

Em tempo: Concordo igualmente com você quando diz que a antropologia e a lingüística também ajudam (e muito) a compreender essa parafernália toda. Aliás, para entender mesmo, é preciso um pouquinho de cada uma das várias áreas do conhecimento humano que podem contribuir para explicar por que as religiões ainda existem e continuam fortes em nossos dias. A parada é dura Ivani. Como falamos lá atrás (acho que foi você mesmo quem deu o exemplo), nosso trabalho é de formiguinhas.

Abraços a todos!

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