Irreligiosos

Se você não sabe, aceita e não questiona, embota-se e acaba virando crente.

Origens do cristianismo: dos pré-cristãos, aos cristãos primitivos, aos pós-apostólicos, aos Evangelhos e à instituição da versão oficial

Este tema é um desafio, pois é um longo período da história a analisar, que abrange desde o pré-cristianismo até o ano de 391 d.C quando, com o Imperador Teodósio, foram proibidos os cultos a outras religiões que coexistiam no Império Romano e o cristianismo foi finalmente declarado e adotado como religião oficial, portanto, a única reconhecida e permitida.

Pelo que se propõe, a discussão deveria terminar neste momento, mas prossegue até a cristalização da versão oficial consolidada nos Evangelhos que, até hoje, têm sido retocados e alterados, admitindo variadas interpretações. Começando por Jesus Cristo (ou de Nazaré), seu personagem central, o que é verdadeiro e o que é falso nos Evangelhos?

Segundo o "Jesus Seminar" e alguns grupos de historiadores (inclusive cristãos) de várias partes do mundo, estudos indicam que apenas 18% do que consta dos Evangelhos podem ser considerados como verdadeiros. Historiadores cristãos ortodoxos e o clero, contestam.

Tudo no cristianismo é artificial e controverso, a começar pelos seus símbolos: peixe com as cinco letras gregas (cristianismo primitivo) e cruz (versão moderna, oficial). Uns querem que seja o peixe, por ter sido o primeiro símbolo e que representava melhor os primeiros cristãos e outros entendem que deva ser mesmo a cruz. No peixe as 5 letras representam, pela ordem: "Jesus-Cristo-Deus-Filho-Salvador".

Já na cruz, diz o Clero, é representada a (falsa) trindade: a parte superior seria Deus (Pai); a inferior, seria Jesus Cristo, o Filho e os braços (meio forçadamente), o "Espirito Santo". E ambos são usados (???).

Aqui, cabe a pergunta: Não seria melhor fundir os dois? Enfia-se uma cruz no peixe e pronto! Agrada-se a gregos e troianos. E fica até mais sugestivo.

As questões a considerar nessa discussão são muitas e focam-se, principalmente, na autenticidade dos Evangelhos. O que se buscará entender é como e a partir de quando ele foi sendo forjado até chegar à sua versão definitiva. Os irreligiosos entendem que toda a história foi montada no período pós-apóstólico e veio sendo retrabalhada até os nossos dias. O poder político, as guerras de conquista, a Santa Inquisição, a Igreja, o poder econômico e a mídia encarregaram-se de fixar os mitos, transformando-os em falsas verdades, hoje aceitas por 1/3 da população mundial. A quem aproveita isso?

Pontos controversos a serem examinados:

  • Semelhança com mitos religiosos pagãos, antes do cristianismo;
  • O domínio e influência dos gregos antes do século I d.C
  • Os deuses gregos, romanos e egípcios
  • João Batista e o batismo de Cristo
  • Jesus de Nazaré x Jesus Cristo
  • Cristo antes de Cristo
  • O personagem Paulo, considerado "o pai do Cristianismo"
  • Historiadores do Século I
  • O Testimonium Flavianum
  • Nero e o Incêndio de Roma
  • Eusébio, o bispo de Cesaréia
  • Os cristãos primitivos e as seitas existentes entre os séculos I a.C e 4 d.C
  • Os "irmãos de Jesus"
  • A trindade "Pai, Filho e Espírito Santo", inventada e introduzida arbitrariamente pela Igreja
  • Os Imperadores César, Constantino e Teodósio
  • O personagem Pilatos e os registros das execuções romanas
  • As línguas e dialetos ao tempo do pretenso Cristo e os originais dos Evangelhos
  • Os verdadeiros autores dos Evangelhos (alguém sabe?)
  • A Cidade de Nazaré (existia mesmo ao tempo de Cristo?)
  • Os 12 apóstolos e o 13º apóstolo (Paulo)
  • Os milagres, a crucificação e a ressurreição de Jesus
  • O paganismo romano
  • A possibilidade da origem grega do cristianismo

Paro por aqui porque, os que pesquisam, sabem quais os pontos fundamentais a considerar. Os pontos destacados servem apenas como lembrete de questões importantes a serem examinadas nessas discussões, com destaques para os negritados, sem menosprezar os demais.

A discussão está colocada. Vou transferir para cá os últimos comentários dos debatedores Ivani Medina, Oiced Mocam, Assis Utsch e do representante da ala crente, o colega Erijosé. Daí pra frente a discussão é pública, ou seja, aberta a todos quantos possam se interessar.Mas, por favor, não fujam do tema, como aconteceu na discussão anterior (Ateus possuem alguma proposta para tornar o mundo melhor?), onde excelentes comentários ficaram perdidos, fora do tema ao qual deveriam se ligar.

Bom debate!

 

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Respostas a este tópico

Resposta, sobre sua pergunta: - “De onde eu vim?”

Vim de um longo processo de evolução, muito mais fabuloso, que qualquer lenda bíblica que nada tem a ver com a criação teológica, sobre um boneco de barro transformado pelo sopro daquele senhor de barbas brancas e cara de poucos amigos.

“A idéia de que Deus é um gigante barbudo de pele branca     sentado no céu é ridícula. Mas, se com esse conceito, você se referir a um conjunto de leis físicas que regem o Universo, então claramente existe um Deus. Só que Ele é emocionalmente frustrante: afinal, não faz muito sentido rezar para a tal lei da gravidade”

Carl Sagan

 

Hoje eu sou, aquele que não acredita no mito do “pai nosso que está no Céu” – Deus que "fala, Projetista Invisível - (no suposto nascimento virginal de Jesus, seus milagres, crucificação e sua ressurreição) e no qual bilhões ainda acreditam, assim como recorrem  a magia negra, cartomancia (tarôs), necromancia (consulta aos mortos), adivinhos, astrólogos, para saber a sorte, o futuro e receber ajuda de primitivas formas de adoração e crenças em qualquer coisa.

Capítulo 7

Guerra entre Aretas, rei de Petra, e Herodes, o tetrarca, que, tendo

desposado a filha daquele, queria repudiá-la para casar-se com

Herodias, filha de Aristóbulo e mulher de Herodes, seu irmão por

parte de pai. O exército de Herodes é totalmente derrotado, e os

judeus atribuem ao fato de ele ter colocado João Batista na prisão.

Posteridade de Herodes, o Grande.

 

780.  Nesse mesmo tempo, aconteceu, pelo motivo que passo a descrever, uma grande guerra entre Herodes, o tetrarca, e Aretas, rei de Petra. Herodes, que havia desposado a filha de Aretas e vivera muito tempo com ela, passou, numa viagem a Roma, pela casa de Herodes, seu irmão por parte de pai, filho da filha de Simão, sumo sacerdote, e concebeu tal paixão pela mulher dele, Herodias — filha de Aristóbulo, irmão de ambos e irmã de Agripa, que depois foi rei —, que propôs desposá-la logo que estivesse de volta de Roma e repudi­asse a filha de Aretas.

Ele continuou a sua viagem e voltou após cumprir as incumbências de que fora encarregado. A sua mulher veio a saber de tudo o que se havia passado entre ele e Herodias, mas nada demonstrou e rogou-lhe que permitisse ir a Maquera, fortaleza situada na fronteira dos dois territórios, que então pertencia ao rei seu pai. Como Herodes não julgava que ela soubesse de seu projeto, não teve dificuldade em atendê-la. O governador da praça recebeu-a muito bem, e um grande número de soldados escoltou-a até a corte do rei Aretas.

Ela contou-lhe da resolução tomada por Herodes, e ele sentiu-se muito ofen­dido. Havendo já surgido algumas divergências entre os dois príncipes, por causa dos limites do território de Gamala, eles entraram em guerra; todavia, nem um nem outro tomou parte dela em pessoa. A batalha travou-se, e o exército de Herodes foi completamente derrotado, devido à traição de alguns refugiados que, expulsos da tetrarquia de Filipe, se alistaram nas tropas de Aretas. Herodes escreveu a Tibério, contando o que havia acontecido, e este ficou tão enfurecido contra Aretas que ordenou a Vitélio que lhe declarasse guerra e o trouxesse vivo, se possível, ou lhe mandasse a cabeça, caso ele viesse a morrer na luta.

781. Vários judeus julgaram a derrota do exército de Herodes um castigo de Deus, por causa de João, cognominado Batista. Era um homem de grande piedade que exortava os judeus a abraçar a virtude, a praticar a justiça e a receber o batismo, para se tornarem agradáveis a Deus, não se contentando em evitar o pecado, mas unindo a pureza do corpo à da alma. Como uma grande multidão o seguia para ouvir a sua doutrina, Herodes, temendo que ele, pela influência que exercia sobre eles, viesse a suscitar alguma rebelião, porque o povo estava sempre pronto a fazer o que João ordenasse, julgou que devia prevenir o mal, para depois não ter motivo de se arrepender por haver esperado muito para remediá-lo. Por esse motivo, mandou prendê-lo numa fortaleza em Maquera, de que acabamos de falar, e os judeus atribuíram a derrota de seu exército a um castigo de Deus, devido a esse ato tão injusto.

A mesma passagem de Flávio Josefo é registrada no documento histórico do Novo testamento do cristianismo

E ouviu isto o rei Herodes (porque o nome de Jesus se tornara notório), e disse: João, o que batizava, ressuscitou dentre os mortos, e por isso estas maravilhas operam nele.

Outros diziam: É Elias. E diziam outros: É um profeta, ou como um dos profetas.

Herodes, porém, ouvindo isto, disse: Este é João, que mandei degolar; ressuscitou dentre os mortos.

Porquanto o mesmo Herodes mandara prender a João, e encerrá-lo maniatado no cárcere, por causa de Herodias, mulher de Filipe, seu irmão, porquanto tinha casado com ela.

Pois João dizia a Herodes: Não te é lícito possuir a mulher de teu irmão.

E Herodias o espiava, e queria matá-lo, mas não podia.

Porque Herodes temia a João, sabendo que era homem justo e santo; e guardava-o com segurança, e fazia muitas coisas, atendendo-o, e de boa mente o ouvia.

E, chegando uma ocasião favorável em que Herodes, no dia dos seus anos, dava uma ceia aos grandes, e tribunos, e príncipes da Galiléia,

Entrou a filha da mesma Herodias, e dançou, e agradou a Herodes e aos que estavam com ele à mesa. Disse então o rei à menina: Pede-me o que quiseres, e eu to darei.

E jurou-lhe, dizendo: Tudo o que me pedires te darei, até metade do meu reino.

E, saindo ela, perguntou a sua mãe: Que pedirei? E ela disse: A cabeça de João o Batista.

E, entrando logo, apressadamente, pediu ao rei, dizendo: Quero que imediatamente me dês num prato a cabeça de João o Batista.

E o rei entristeceu-se muito; todavia, por causa do juramento e dos que estavam com ele à mesa, não lha quis negar.

E, enviando logo o rei o executor, mandou que lhe trouxessem ali a cabeça de João. E ele foi, e degolou-o na prisão;

E trouxe a cabeça num prato, e deu-a à menina, e a menina a deu a sua mãe.

E os seus discípulos, tendo ouvido isto, foram, tomaram o seu corpo, e o puseram num sepulcro. Marcos 6:14-29

Minhas considerações:

Ninguém pode negar que o novo testamento é um documento histórico. Tem-se provas suficientes que João batista existiu e ele fala do personagem em questão.

Flávio Josefo documentou: Era um homem de grande piedade que exortava os judeus a abraçar a virtude, a praticar a justiça e a receber o batismo,

O novo testamento afirmou:

E no ano quinze do império de Tibério César, sendo Pôncio Pilatos presidente da Judéia, e Herodes tetrarca da Galiléia, e seu irmão Filipe tetrarca da Ituréia e da província de Traconites, e Lisânias tetrarca de Abilene,

Sendo Anás e Caifás sumos sacerdotes, veio no deserto a palavra de Deus a João, filho de Zacarias.

E percorreu toda a terra ao redor do Jordão, pregando o batismo de arrependimento, para o perdão dos pecados; Lucas 3:1-3

Produzi, pois, frutos dignos de arrependimento;

E não presumais, de vós mesmos, dizendo: Temos por pai a Abraão; porque eu vos digo que, mesmo destas pedras, Deus pode suscitar filhos a Abraão. Mateus 3:8-9

Então ia ter com ele Jerusalém, e toda a Judéia, e toda a província adjacente ao Jordão;

E eram por ele batizados no rio Jordão, confessando os seus pecados. Mateus 3:5-6

Minhas considerações:

Agora eu pergunto: O histórico livro do novo testamento está afirmando uma mentira? Claro que não.

A versão é a mesma, mas os céticos possuem uma única crítica em afirmar que a seita do cristianismo foi encaixada em João batista para promover o início do cristianismo no primeiro século.

A história está aí e os pesquisadores precisam descobrir se é verdade o que os céticos afirmam a respeito desta verdade histórica descrita no Novo testamento. Enquanto não se prova o contrário o Novo testamento continua sendo uma verdade. O cristianismo nasceu no primeiro século. Ponto final.

O ceticismo só acontece porque alguns querem trocar a história pelo ceticismo religioso.

História é história. História se resolve com história e se prova com história. Construir uma teoria cética por questões céticas não provam nada e a história precisa ser combatida e provada com a história. A história já foi construída e chegou até nós. Se for verdade ou mentira a história é que tem que trazer as contra provas.

Para mim não interessa se o NT é um livro religioso e sim que ele é histórico.

Esta é a minha opinião.

Abraços.

Poel

 

Eu não ia responder a sua provocação, mas não vejo por que não fazê-lo.

não sei de onde voce arrancou tantos detalhes da Estórinha contada acima...

deixa eu ver se eu entendi ,pois tenho a MENTE LAVADA COM O SANGUE DE CRISTO!

 

 Para mim e muitos outros, estorinha é aquela que o Novo Testamento conta a respeito do surgimento do cristianismo na Palestina. Grosso modo, os detalhes que apresento foram colhidos de 66 livros ao longo de um bom tempo de trabalho. Nada vem de graça. Você, como a grande maioria, optou pela estorinha pronta de um único livro que lhe faz sentir bem. É mais fácil. Se recorreu a outros livros foi para defendê-la ou à sua sensação de bem estar.

 

Esta estorinha só é considerada porque veio por intermédio da tradição e em defesa da tradição lutam para mantê-la. Diz-se que independente da estória da sua origem o conteúdo deste livro é muito bonito. Não entro nesse tipo de análise porque o meu interesse termina antes, ou seja, na simplicidade da história. Quando a história parece muito complicada e misteriosa é porque algo não vai bem, tem interesses manipulando por trás.

 

É ai que surge uma divisão básica: uns preferem desconhecer a verdade pela beleza que encontraram no livro que lhes acalenta a vida, e outros preferem bisbilhotar (no sentido de buscar, examinando com minúcia; esquadrinhar um pouco mais). Por isso os primeiros desprezam os segundos, receosos de que a bisbilhotice deles, indiretamente, lhes traga grande prejuízo emocional.

 

           A sua frase dramática, pois tenho a MENTE LAVADA COM O SANGUE DE CRISTO! Explica por que você a pesar de ter lido a “minha estorinha” deu a ela uma “interpretação de mercado”. Claro que estou me referindo ao mercado das ideias, no qual as pessoas se apossam de concepções alheias e as utilizam como se fossem suas. Não faço parte dessa tribo que pensa que Constantino foi o inventor do cristianismo, que já existia desde o século II. O pior foi que você insistiu nisso descuidadamente e me fez perguntas descabidas.

 

Saudações.

Entendeu errado sim ou "fingiu que entendeu errado", o que é mais provável (crente só entende o que já está pré-disposto a aceitar).

Você sabe ao menos qual é a diferença entre "mito" e "lenda" e como os mitos se subdividem, quais os seus tipos e o que significam? Estude um pouquinho isso e depois volte à arena.

Abs!

Poel:

Não se ofenda, mas tenho de lhe dizer: Bem se vê que você não entende nada de filosofia e lógica, técnicas de raciocínio e investigação, etc, pois parte de uma premissa verdadeira, para tirar conclusões falsas. Aqui o seu exemplo, onde você parte de uma afirmação verdadeira, no geral (quem conta um conto aumenta um ponto) para tirar conclusões falsas:  que os livros apócrifos eram todos falsos e que os canônicos eram todos verdadeiros. Você tem como demonstrar isso? Reproduzo o que disse:

(...)  portanto foi levado as Histórias  de boca a boca; e é lógico que quem conta um conto , sempre aumenta um ponto!

       e  sendo assim, chega num ponto que tem que fazer uma limpeza(Livros Apócrifos)

e escrever o que mais chega perto da verdade(Livros Canônicos)

O que você tentou fazer foi um silogismo, mas como não sabe, veja o que ocorreu: A afirmação principal, a "premissa maior", embora no caso admita umas raras exceções, pode ser considerada como verdadeira (quem conta um conto aumenta um ponto).

Mas as inferências dela decorrente (premissa menor e conclusão) são apenas parcialmente verdadeiras e, portanto, falsas, levando a uma conclusão falsa: a de que os livros canônicos são verdadeiros e os apócrifos falsos. Não há no seu pretenso silogismo nada que justifique essa "genial" conclusão, digna de um raciocínio crente fanático. Estude o caso!

Caraca, Poel, como você é cabeçudo!... Parece pior do que o Erijosé porque este, pelo menos, faz perguntas mais racionais, algumas até plausíveis, fundamentadas em pesquisas em que ele quebra a cabeça para entender. Mas suas perguntas... francamente, são puerís demais, para quem diz que "estudou a Bíblia a fundo". Sua pergunta "De onde vc veio?", nem mereceria resposta. Você por acaso sabe? Ou será que acha, como todo crente, que fomos criados por "deus", em algum momento, em algum lugar? Quer dizer então que quando não se tem a resposta é porque foi Deus?!!!!

Vou te dar uma resposta a la crente: Vim do mesmo lugar que você veio. Sua oergunta chega a ser desrespeitosa, uma ofensa à nossa inteligência, parece coisa daquela memninada do Orkut e do Facebook. Olha, Poel (falando por mim): eu posso não saber de onde vim, mas sei muito bem de onde não vim; e não foi de nenhuma "mão de deus", nem eu, nem você, nem ninguém. E como não posso provar de onde vim ( e nem você), só posso dizer que "não sei". Eu, pelo menos, sou humilde de reconhecer. Por que os crentes não fazem o mesmo e por que se acham os "donos da verdade", sabendo que existe um deus, que fala com eles, lhes orienta, lhes dá dicas, lhes protege, etc, etc, etc. Poel, sabe d euma cisa? Vá catar coquinhos. Se quiser debater conosco, estude mais um pouquinho, mas não fique só na Bíblia, senão você não vai a lugar nenhum, falou?

Bjocas! Não repare, eu sou assim mesmo.

Estive pesquisando sobre a possibilidade de o cristianismo ter surgido através de boatos. É totalmente impossível inventar uma mitologia sem que alguma contradição não apareça de forma bem escandalosa. Seria preciso com tempo fazer ajustes para que não houvesse nenhuma contradição aparente para o povo perceber. As coisas teriam que ser inventadas de forma bem silenciosa para que o escândalo da mentira não se tornasse público e fosse aceito pelos convertidos.

Roma pegou fogo por exatos nove dias e a culpa colocada nos cristãos não iria fazer alarme para que a mentira fosse descoberta?

Quem na época não iria saber deste grande acontecimento a ponto de Nero mandar os cristãos para arena e servirem de espetáculo para o público.

Tácito escreveu: Por conseguinte, para se livrar da acusação, Nero culpou e infligiu as mais terríveis torturas em uma classe odiada por suas abominações, chamada pelo populacho de Cristãos. Christus, de quem o nome teve sua origem, sofreu a penalidade extrema durante o reinado de Tibério às mãos de um de nossos procuradores, Pôncio Pilatos, e uma superstição muito perniciosa, portanto, marcada para o momento, mais uma vez surgiu, não só na Judeia, a primeira fonte do mal, mas também em Roma, onde todas as coisas horríveis e vergonhosas de toda parte do mundo encontram o seu centro e se tornam popular. Assim, de primeiro apenas os que confessavam ser culpados foram presos e, em seguida, com base em suas informações, uma imensa multidão foi condenada, não tanto do crime de incendiar a cidade, mas por ódio contra a humanidade. Zombaria de toda espécie foi adicionada às suas mortes. Cobertos com as peles dos animais, eles foram dilacerados por cães e assim pereceram, ou foram pregados em cruzes, ou foram condenados ao fogo e queimados, para servir como uma iluminação noturna quando a luz do dia já tinha expirado. Nero oferecia seus jardins como um espetáculo e exibia um show no circo, enquanto ele se misturava com as pessoas vestido de cocheiro de carruagem, ou ficava apenas em pé, um tanto distante, em uma de suas carruagens. Por conseguinte, até por criminosos que mereciam punição extrema havia um sentimento de compaixão, pois estavam sendo punidos não pelo bem da maioria, mas para alimentar a crueldade de um só homem.

Mais tarde, Suetônio escreveu sobre o grande incêndio de Roma em 64 DC:

Punição por Nero foi infligida aos Cristãos, uma classe de homens dada a uma superstição nova e travessa

Quem iria brincar com Nero e inventar um incendio e afirmar que ele colocou culpa nos cristãos?

Esta farsa de tamanhas proporções iria gerar com certeza a descoberta de uma mentira e não se precisaria ir muito além para descobrir a farsa do cristianismo.

 

 

http://pt.wikipedia.org/wiki/Nero#O_grande_inc.C3.AAndio_de_Roma

Mais detalhes:

Durante a noite de 31 de julho de 64, ocorreu em Roma um incêndio que devastou a cidade. O fogo começou a sudeste do Circo Máximo, onde se localizavam uns postos que vendiam produtos inflamáveis.67

Segundo Tácito, o fogo estendeu-se depressa e durou cinco dias.110 Foram destruídos por completo quatro dos quatorze distritos da cidade e outros sete ficaram muito danificados.110 O único historiador que viveu durante essa época e que descreveu o incêndio foi Plínio o Velho,111 enquanto os demais historiadores da época Flávio Josefo, Dião Crisóstomo, Plutarco e Epiteto, não mencionem o acontecimento nas suas obras.

Não está claro qual foi a causa do incêndio, quer um acidente, quer premeditado.67 Suetônio e Dião Cássio defendem a teoria de que foi o próprio Nero que o causou com o objetivo de reconstruir a cidade ao seu gosto.112 Tácito menciona que os cristãos foram declarados culpáveis do delito, embora não se saiba se esta confissão teria sido induzida sob tortura.113 Contudo, os incêndios acidentais foram comuns na Roma Antiga.114 Sob os reinados de Vitélio (69)109 e de Tito Flávio Sabino Vespasiano (80),115 estouraram outros dois mais.

 e Dião Cássio, enquanto Roma ardia, Nero estava cantando o Iliupersis.116 Contudo, segundo Tácito, Nero estava em Anzio durante o incêndio117 e, ao ter notícias do mesmo, viajou depressa para Roma para se encarregar do desastre, utilizando o seu próprio tesouro para entregar ajuda material.117 Após a catástrofe, abriu as portas do seu palácio às pessoas que perderam o seu lar e abriu um fundo para pagar alimentos que seriam entregues entre os sobreviventes.117 A partir do incêndio, Nero desenvolveu um novo plano urbanístico84 dentro do qual projetou a construção de um novo palácio, conhecido como a Domus Aurea, em uns terrenos que o fogo despejara.86 Para conseguir os fundos necessários para a construção do suntuoso complexo, Nero aumentou os impostos das províncias imperiais.85

Tácito relata que, depois do incêndio, a população buscou um bode expiatório e começaram a circular rumores de que Nero era o responsável.113 Para afastar as culpas, Nero acusou os cristãos113 e ordenou que alguns fossem jogados aos cães, enquanto outros fossem queimados vivos e crucificados.113

Pesquisa de Oiced: ....Em torno do século IV, o termo paganus começou a ser utilizado entre os cristãos no Império Romano, para se referir a uma pessoa que não era um cristão e que ainda acreditava nos antigos deuses romanos.  Em torno do século IV, o termo paganus começou a ser utilizado entre os cristãos no Império Romano, para se referir a uma pessoa que não era um cristão e que ainda acreditava nos antigos deuses romanos.

Quem foram os perseguidos os “Chrestianis” ou “Paganis/Paganus”???

Erijosé, comentou: “Na antiguidade, tanto no mundo grego quanto no latino, os cristãos (“christiani”) eram muitas vezes chamados de “Chrestiani”, isso porque confundiam a palavra “Christus” com “Chrestus” ".[3], que era mais comum”.

Sobre as vidas de Césares (minha pesquisa Wikipedia), tradução literal do latim De vita Caesarum, mais conhecido em português como Vidas dos Doze Césares, é o conjunto de doze biografias que inclui a de Júlio César e os onze primeiros imperadores do Império Romano:

  • Caio Júlio César Otaviano  ( Octaviano) Augusto (em latim Gaius Iulius Caesar Octavianus Augustus; de 63 a.C.14 d.C.) foi um patrício e o primeiro imperador romano. Foi o soberano com maior tempo de mandato de Roma, com 44 anos. Quando César, que adotara Otaviano como filho em testamento, foi assassinado por um grupo de senadores, em 15 de Março de 44 a.C., Otaviano estava na Ilíria, servindo no exército. Ao retornar para a Itália, foi informado de que era o herdeiro adotivo de     César. Começa então a busca de Otaviano pelo poder. Nessa época, adotou a efige de Filho de Deus (Divi filius, em latim). O termo aparece daí para frente em moedas com a efígie de Otávio (ele queria que o seu pai adoptivo, Júlio César fosse glorificado como um deus e ele próprio fosse considerado uma figura divina (ver nota no final). Em 29 a.C., recebeu o título de imperator (comandante-em-chefe das forças armadas). Em 28 a.C., recebeu o título de Nota princeps senatus. No ano 27 a.C., o senado romano deu a Otaviano o título de augusto — "consagrado" ou  "santo" — que mais tarde se converteu em sinônimo de imperador. O título passou desde então a identificar seu próprio nome e como "augusto" tem sido reconhecido pela história. Em Roma e na Itália esforçou-se para fazer reviver as virtudes esquecidas das antigas tradições e religião. Deu privilégios aos pais de família e combateu o celibato. Construiu o fórum de Augusto que leva seu nome e, no campo de Marte, ergueu as primeiras termas, o Panteão de Roma e outros templos. Seu amor pela arquitetura foi revelado por seu orgulho em "ter encontrado Roma com tijolos e a ter deixado coberta de mármore". Elevaram-se templos à deusa Roma e a Augusto em todo o império. Após a morte de Augusto, o senado romano decretou a sua divinização, passando a ser adorado como "Divus Augustus" ("Divino Augusto"), e abrindo um precedente em Roma que seria seguido pela maioria dos seus sucessores. A apoteose consiste em elevar alguém ao estatuto de divindade, ou seja, endeusar ou deificar uma pessoa devido a alguma circunstância excepcional. No mundo antigo esta circunstância era geralmente considerada para os heróis. Júlio César foi o primeiro a receber a apoteose segundo a decisão do senado. Mais tarde, o senado decidiu aplicar a apoteose para a maior parte dos seus sucessores, incluindo Constantino I e o seu filho Constâncio II, .http://pt.wikipedia.org/wiki/Augusto
  • Tibério
  • Quando Augusto morreu, em Nola, na Campânia, em 19 de agosto do ano 14, Tibério já era o enteado quem de fato governava Roma. Os descendentes de Augusto e Tibério continuariam a governar o      império durante os próximos quarenta anos, até a morte de Nero.
  • Gradualmente, o sucesso do cristianismo junto das elites romanas fez deste um rival da religião estabelecida. Embora desde 64, quando supostamente Nero mandou supliciar os cristãos de Roma, se tivessem verificado perseguições ao cristianismo, estas eram irregulares. As perseguições organizadas contra os cristãos surgem a partir do século II: em 112 Trajano fixa o procedimento contra os cristãos. Para além de Trajano, as principais perseguições foram ordenadas pelos imperadores Marco Aurélio, Décio, Valeriano e Diocleciano. Os cristãos eram acusados de superstição e de ódio ao género humano. Se fossem cidadãos romanos eram decapitados; se não, podiam ser atirados às feras ou enviados para trabalhar nas minas.
  • Durante a segunda metade do século II assiste-se também ao desenvolvimento das primeiras heresias. Tatiano, um cristão de origem síria convertido em Roma, cria uma seita gnóstica que reprova o casamento e que celebrava a eucaristia com água em vez de vinho. Marcião rejeitava o Antigo Testamento, opondo o Deus vingador dos judeus, ao Deus bondoso do Novo Testamento, apresentado por Cristo; ele elaborou um Livro Sagrado, o Evangelho de Marcião, feito a partir de passagens retiradas do Evangelho de Lucas e das epístolas paulinas. À medida que o cristianismo criava raízes mais fortes na parte ocidental do Império Romano, o latim passa a ser usado como língua sagrada (nas comunidades do Oriente usava-se o grego).
  • Durante o século III, com o relaxamento da intolerância aos cristãos, a Igreja havia conseguido muitos donativos e bens. Porém com o fortalecimento da perseguição pelo imperador Diocleciano, esses bens foram confiscados. Posteriormente com a derrota de Diocleciano e a ascensão do imperador romano Constantino, o cristianismo foi legalizado pelo Édito de Milão de 313, e os bens da Igreja devolvidos
  • A primeira proibição efectiva dos cultos pagãos foi decretada no Império Romano em 392. Por essa altura, deu-se a última séria tentativa da aristocracia apresentar um pretendente pagão à chefia do Império.

Em 435 as medidas contra o paganismo foram reforçadas com a pena de morte para quem continuasse a fazer rituais pagãos, que envolviam sacrificios humanos e de animais. As dificuldades da Igreja ainda cresceram com as invasões bárbaras do século V. Entre os habitantes do campo e nos estratos mais baixos da sociedade, porém, o paganismo continuou de forma mais ou menos mitigada. Os pagãos não se tornaram cristãos do dia para a noite. Os sacerdotes cristãos passaram a cristianizar muitas festas pagãs, dando-lhes um novo sentido. A maioria dos templos Pagãos foram sendo derrubados e no seu lugar erigidas igrejas da nova fé. O que a Igreja não conseguía destruir das antigas práticas religiosas, adaptava, transformando-as em práticas cristãs. No Natal, por exemplo, mantiveram-se ao lado do culto associado ao nascimento de Jesus, as fogueiras e as festas dos caretos (no nordeste transmontano de Portugal), etc. Nessa época os Romanos festejavam Satur e o nascimento do deus Mitra - cultuado entre os soldados romanos. Os camponeses começaram a aceitar a religião que falava de Jesus, um homem que havia sido pregado na cruz pelos romanos. Ele lembrava o deus Odin que havia se pendurado em uma árvore para adquirir a sabedoria das Runas.[carece de fontes] Com o tempo passaram a associar Mari, mãe de Jesus, à Mãe Terra.

Importante:

Em torno do século IV, o termo paganus começou a ser utilizado entre os cristãos no Império Romano, para se referir a uma pessoa que não era um cristão e que ainda acreditava nos antigos deuses romanos.  Em torno do século IV, o termo paganus começou a ser utilizado entre os cristãos no Império Romano, para se referir a uma pessoa que não era um cristão e que ainda acreditava nos antigos deuses romanos.

Os estudiosos ofertam três explicações para a utilização da palavra.[8] A primeira é que a população cristã era geralmente concentrada nas cidades de Roma e Constantinopla, enquanto as pessoas das áreas rurais - os pagani - geralmente eram adeptos da "velha religião", adorando Júpiter e Apolo em vez de Cristo.[9][10]; cf. Orosius Histories 1. Prol. "Ex locorum agrestium compitis et pagis pagani vocantur." A segunda possível explicação é a de que os cristãos referiam-se a si próprios como milites - soldados de Cristo; e chamavam os não-cristãos de pagani - os civis. Uma terceira explicação é que paganus pode significar simplesmente um estranho, não parte da comunidade, e os primeiros cristãos utilizavam essa palavra desta maneira.

Paganus passado em eclesiástico latino, quando chegou ao longo do tempo para se referir à fiel de qualquer religião que não sejam o cristianismo.

Durante um longo período, houve uma fé dupla: acreditavam em Jesus, mas não abandonavam inteiramente as suas crenças e práticas pagãs. Isso foi mais claro nas regiões germânicas onde a influência do cristianismo faz-se sentir nas inscrições em que se nota uma clara mistura das duas crenças quando lemos em uma mesma pedra a invocação de protecção ao deus Thor e, ao mesmo tempo, ao Cristo.

Algumas orações cristãs de gosto popular, apresentam paralelismos em recitações de encantamentos pagãos. Algumas invocavam Jesus e diversos deuses Celtas a um só tempo. Não vamos pensar que tal dominação ocorreu de forma pacífica ou rápida. Na verdade, a Igreja Católica nunca conseguiu extinguir, de fato, as crenças classificadas pagãs.

Escrito em 121, durante o reinado do imperador Adriano, foi o trabalho mais popular do secretário pessoal de Adriano, Suetônio, e o mais longo entre seus estritos remanescentes. Ele foi dedicado a seu amigo, o prefeito do pretório Gaius Septicius Clarus, em 119.

Vidas dos Doze Césares é considerado muito significante em antiguidade e permanece como uma das principais fontes sobre a história romana. O livro discute o importante e crítico período do principado, do início da República até o reinando de Domiciano; comparações são geralmente feitas com Tácito cujos trabalhos remanescentes documentam um período similar.

Com vimos.É extremamente difícil analisar todos as implicações da História no contexto atual com calma e precisão, porque é obrigado a ser ator, bem como espectador da história de sua própria geração. Opiniões e comentários serão bem vindos!

Sds, Oiced Mocam

Nota: um novo Livro em Inglês (pesquisar no Google):

César Messias - A Conspiração Romana para Inventar Jesus!
"The Roman Emperor had many titles - one of them was Jesus Christ.""O imperador romano tinha muitos títulos - um deles era Jesus Cristo". -- Joseph Atwill, author of the book "Caesar's Messiah"- Joseph Atwill, autor do livro "O Messias de César" . .. César Messias é o livro que mostra que Jesus foi a invenção da corte imperial romana. Seu objetivo: oferecer uma visão de um "Messias pacífico", que serviria como uma alternativa aos líderes revolucionários que estavam balançando Israel do primeiro século e ameaçando Roma. Esta descoberta é baseada nas semelhanças encontradas entre os Evangelhos e as obras do historiador... Flávio Josefo, que ocorrem em seqüência.

Brinde:  http://pt.wikipedia.org/wiki/Mito_de_Jesus

Meu prezado Poel, nesse tópico, não estamos discutindo Criacionismo e Evolucionismo! Mais uma vez, pisou na "bola"

Oiced

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