Irreligiosos

Se você não sabe, aceita e não questiona, embota-se e acaba virando crente.

Origens do cristianismo: dos pré-cristãos, aos cristãos primitivos, aos pós-apostólicos, aos Evangelhos e à instituição da versão oficial

Este tema é um desafio, pois é um longo período da história a analisar, que abrange desde o pré-cristianismo até o ano de 391 d.C quando, com o Imperador Teodósio, foram proibidos os cultos a outras religiões que coexistiam no Império Romano e o cristianismo foi finalmente declarado e adotado como religião oficial, portanto, a única reconhecida e permitida.

Pelo que se propõe, a discussão deveria terminar neste momento, mas prossegue até a cristalização da versão oficial consolidada nos Evangelhos que, até hoje, têm sido retocados e alterados, admitindo variadas interpretações. Começando por Jesus Cristo (ou de Nazaré), seu personagem central, o que é verdadeiro e o que é falso nos Evangelhos?

Segundo o "Jesus Seminar" e alguns grupos de historiadores (inclusive cristãos) de várias partes do mundo, estudos indicam que apenas 18% do que consta dos Evangelhos podem ser considerados como verdadeiros. Historiadores cristãos ortodoxos e o clero, contestam.

Tudo no cristianismo é artificial e controverso, a começar pelos seus símbolos: peixe com as cinco letras gregas (cristianismo primitivo) e cruz (versão moderna, oficial). Uns querem que seja o peixe, por ter sido o primeiro símbolo e que representava melhor os primeiros cristãos e outros entendem que deva ser mesmo a cruz. No peixe as 5 letras representam, pela ordem: "Jesus-Cristo-Deus-Filho-Salvador".

Já na cruz, diz o Clero, é representada a (falsa) trindade: a parte superior seria Deus (Pai); a inferior, seria Jesus Cristo, o Filho e os braços (meio forçadamente), o "Espirito Santo". E ambos são usados (???).

Aqui, cabe a pergunta: Não seria melhor fundir os dois? Enfia-se uma cruz no peixe e pronto! Agrada-se a gregos e troianos. E fica até mais sugestivo.

As questões a considerar nessa discussão são muitas e focam-se, principalmente, na autenticidade dos Evangelhos. O que se buscará entender é como e a partir de quando ele foi sendo forjado até chegar à sua versão definitiva. Os irreligiosos entendem que toda a história foi montada no período pós-apóstólico e veio sendo retrabalhada até os nossos dias. O poder político, as guerras de conquista, a Santa Inquisição, a Igreja, o poder econômico e a mídia encarregaram-se de fixar os mitos, transformando-os em falsas verdades, hoje aceitas por 1/3 da população mundial. A quem aproveita isso?

Pontos controversos a serem examinados:

  • Semelhança com mitos religiosos pagãos, antes do cristianismo;
  • O domínio e influência dos gregos antes do século I d.C
  • Os deuses gregos, romanos e egípcios
  • João Batista e o batismo de Cristo
  • Jesus de Nazaré x Jesus Cristo
  • Cristo antes de Cristo
  • O personagem Paulo, considerado "o pai do Cristianismo"
  • Historiadores do Século I
  • O Testimonium Flavianum
  • Nero e o Incêndio de Roma
  • Eusébio, o bispo de Cesaréia
  • Os cristãos primitivos e as seitas existentes entre os séculos I a.C e 4 d.C
  • Os "irmãos de Jesus"
  • A trindade "Pai, Filho e Espírito Santo", inventada e introduzida arbitrariamente pela Igreja
  • Os Imperadores César, Constantino e Teodósio
  • O personagem Pilatos e os registros das execuções romanas
  • As línguas e dialetos ao tempo do pretenso Cristo e os originais dos Evangelhos
  • Os verdadeiros autores dos Evangelhos (alguém sabe?)
  • A Cidade de Nazaré (existia mesmo ao tempo de Cristo?)
  • Os 12 apóstolos e o 13º apóstolo (Paulo)
  • Os milagres, a crucificação e a ressurreição de Jesus
  • O paganismo romano
  • A possibilidade da origem grega do cristianismo

Paro por aqui porque, os que pesquisam, sabem quais os pontos fundamentais a considerar. Os pontos destacados servem apenas como lembrete de questões importantes a serem examinadas nessas discussões, com destaques para os negritados, sem menosprezar os demais.

A discussão está colocada. Vou transferir para cá os últimos comentários dos debatedores Ivani Medina, Oiced Mocam, Assis Utsch e do representante da ala crente, o colega Erijosé. Daí pra frente a discussão é pública, ou seja, aberta a todos quantos possam se interessar.Mas, por favor, não fujam do tema, como aconteceu na discussão anterior (Ateus possuem alguma proposta para tornar o mundo melhor?), onde excelentes comentários ficaram perdidos, fora do tema ao qual deveriam se ligar.

Bom debate!

 

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Respostas a este tópico

Poe

Ok. Perdão pela brincadeira. Foi só pra descontrair. Antes de tudo, devo lhe dizer que não aceito a bíblia como referência histórica para coisa alguma porque aquilo é pura invenção. Assim sendo, do ponto de vista do meu interesse não tem valor algum e lhe peço não insistir nisso comigo. Ok?

PORQUE OS GREGOS E ROMANOS INVENTARIAM O MITO JESUS CRISTO, SE ELES JÁ TINHAM OS SEUS PRÓPRIOS MITOS?

No século I e.c. culmina uma situação que se arrastava há muito tempo. São duas histórias que caminhavam em paralelo. A primeira: desde a invasão romana ao mundo grego, no século II a.e.c., o sentimento anti-romano se manifestava em surdina, pois os gregos asiáticos haviam aprendido uma dura lição. No final do ultimo século, por volta do ano 80, se não me engano, o rei do Ponto Euxino, Mitridates IV, promoveu uma revolta contra o domínio romano assassinando cerca de 80.000 deles que exploravam as finanças dos vencidos, na Ásia Menor. Mitridates a pesar de se encontrar em idade avançada deu muito trabalho aos romanos.

A resposta romana foi a escravização e o translado para a Itália de milhares de gregos asiáticos e descendentes miscigenados (quando digo “grego” me refiro a esses também). O detalhe é que essa massa se compunha em sua maioria de indivíduos das classes altas e de fina educação. Outros, especializados nas mais valorizadas atividades profissionais fizeram parte do pacote: engenheiros, arquitetos, agrônomos, médicos, artistas, músicos, escritores etc. e técnicos aprimorados como cinzeladores, marceneiros, carpinteiros, pedreiros etc.

Essas pessoas cultas chegam para servir a senhores de uma Roma rude e ignorante. Não é difícil imaginar o que aconteceu. A Roma deslumbrada não tardou nas concessões a essa gente que inundara suas ruas, como um rio que sobe silenciosamente seu nível até a consumação, jamais abdicou do seu desprezo pelos latinos. Foram eles que transformaram a antiga Roma de madeira e palha na esplendorosa Roma que passamos a conhecer. Porque se pensar que um povo experiente e antigo, que havia acumulado conhecimentos desde sempre por amor a essa prática se deixaria dominar docemente por gente casca grossa permitindo que sua devotada cultura acumulada pelos séculos sucumbisse em mão de bárbaros?

Esses gregos escravizados escravizavam na Ásia Menor. Suas indústrias manufatureiras eram tocadas por mãos escravas indígenas. Para esses povos da terra vender os filhos não era feio e os gregos aproveitavam. Com o tempo e a experiência acumulada, os gregos passaram a obter bons resultados com o sincretismo religioso, que, aliás, era uma prática que fazia parte do processo de aculturação dos povos conquistados no período helenístico. Não só fundiram seus deuses aos deuses locais como lhes ergueram suntuosos templos franqueados aos seus trabalhadores. Entrar num templo daqueles para homenagear os novos deuses haveria de ser o único momento de glória na vida daquela gente miserável e tosca. Os gregos sabiam e isso nunca foi novidade alguma, que a religião era um elemento importantíssimo de fomento no sentido amplo do termo.

Os antigos mitos estavam constantemente vestindo roupa nova de acordo com as condições do lugar em que se encontravam. O mesmo aconteceu no Egito e na Síria. Era uma característica das chamadas monarquias helenísticas. O mesmo aconteceu com os antigos deuses romanos, mas isso não resolvia questão porque havia uma pedra de tropeço no caminho: os judeus.

A segunda história: os judeus haviam recusado o convite grego de se fundirem ás novas sociedades para a formação de um mundo de um único povo, como era o desejo de Alexandre Magno (o ideal universal helenístico). Tal recusa pelo desejo de fidelidade ás próprias tradições, que implicava em isolamento social, gerou o ódio grego pelos judeus. No início das conquistas alexandrinas, no século IV a.e.c.. não havia problemas com os judeus. Ptolomeu I, general de Alexandre que se tornou o monarca do Egito, tinha os judeus em alta conta. Até construiu para eles um bairro próprio vizinho ao seu palácio, em Alexandria. Considerava-os bons trabalhadores e cidadãos fiéis e ordeiros.

No entanto, essa concessão a um povo que insistia em viver a parte foi azedando com tempo. Pelo que se conta os ataques intelectuais contra os judeus vêm do século III a.e.c., com Maneton. No final do último século a.e.c., Júlio Cesar e o Senado romano haviam concedido ao judaísmo o status de religio licita ao judaísmo, o que indignou ainda mais os gregos. Para piorar um pouco mais, agora no inicio do primeiro século da e.c., Augusto, amplia os direitos dos judeus concedendo isenção do serviço militar, direito de coletar e enviar doações ao templo etc. Quando o governo romano resolveu alterar o status social das populações de Alexandria, o que significava uma sensível alteração nos impostos de cada uma, os socialmente mais baixos pagavam mais, os egípcios, o caldeirão ferveu porque os judeus que já tinham conquistado tantas concessões reivindicavam pagar o mesmo que pagavam os gregos.  Confrontos sangrentos se registraram ao tempo que intelectuais gregos escreviam insuflando o povo contra os judeus.

Augusto achava os gregos piores do que os judeus por serem altamente politizados. Estavam sempre provocando uma arenga qualquer que aborrecia a administração romana.

“Enquanto os judeus assim desfrutavam de governo próprio, pareceu a Roma que, lisonjeando-os nessa posição, eles seriam menos cansativos que os gregos e mais aptos a suportar o poder administrativo. Por isso, Augusto, ao mesmo tempo em que refreava os gregos alexandrinos, confirmava os privilégios judaicos.” (GRANT, 1977, p. 61)

Podendo exercer livremente sua crença os judeus aceitavam o domínio romano como a vontade de deus. Viviam bem e permeavam o governo com certa desenvoltura. Importante não confundir judeus com galileus, samaritanos ou idumeus. Esses povos convertidos não eram considerados judeus pelos próprios. Portanto, quando digo “judeus” me refiro a estes e não a generalização que bíblia faz. Do mesmo modo, quando digo “grego” não estou me referindo àqueles da Grécia continental (apenas) e do período clássico. Os gregos, como os judeus, estavam espalhados pelo mundo inteiro. Por isso, o proselitismo judaico que estava ganhando corpo junto às classes baixas do mundo grego era um grande inconveniente para. Além de não se misturarem ainda estavam arrebanhando outros para o lado deles. Alguma coisa precisava ser feita.

Essa atitude salvadora para os gregos só poderia vir da religião, pois no assunto haviam se tornado mestres. Seus antigos mitos não resolviam mais. Era preciso um novo que ultrapassasse o judaísmo, envolvesse os romanos e o resto do mundo. Os primeiros romanos que entraram nessa história foram como sócios minoritários. Com o andar da carruagem e os constantes atritos internos entre gregos e latinos acabaram se separando.

SE JESUS CRISTO É REALMENTE SÓ UM MITO, ENTÃO PORQUE AINDA NÃO CAIU NO ESQUECIMENTO COMO OS DEUSES GREGOS, ROMANOS E EGÍPCIOS??

Porque mitos precisam dos homens para existir. Quando são substituídos ou reinventados, as formas antigas caem no esquecimento e ponto final. A propaganda (a pregação religiosa, a obrigação do ensino dessa estória, a difusão de crenças associadas etc.) manteve o mito de Jesus vivo.

 

Pergunte sempre.

“A única diferença entre o código da Vinci e os evangelhos, é que os evangelhos são ficção antiga inventada e fabricada, enquanto o livro  Código da Vinci é ficção moderna”

A falta absoluta de historiadores verídicos, a multidão de livros apócrifos em grego e em latim impede-nos de julgar por nós mesmos os primeiros séculos do cristianismo.” 

Maurice LACHATRE

Para os cristãos, o problema da existência de Jesus Cristo concerne à fé, e não à História”.

Papa Pio XII, durante o Congresso Internacional de Ciências Históricas, em Roma, no ano de 1955, oito anos após os primeiros achados em Qumran. Com registro na Unesco.

Se a bíblia está errada ao nos dizer de onde viemos, como podemos confiar nela ao dizer pra onde iremos?

— Justin Brown

Ivani:

Não sou cristã, mas não aceito que Jesus não tenha existido. Por “n” razões.

Como sei que você é um expert em História, venho perguntar-lhe o seguinte. É muito argumentado que nas únicas fontes históricas que citam a Jesus houve interpolações posteriores aos escritos, portanto não críveis. Pois bem, mas quem é que garante que a biblioteca secreta do Vaticano não contém outros tantos textos considerados históricos ou críveis, que deem testemunho da existência de Jesus?

A igreja católica esconde dos fiéis muita coisa que não lhe convém, por exemplo: o tema reencarnação foi excluído da bíblia no Concílio de Nicéia. Os livros considerados apócrifos é outro exemplo do muito que a igreja quer esconder. E por aí vai.

Não refute de saída por medo da “sua” verdade estar errada rsrs peço apenas que leve em consideração a possibilidade. Até porque não teremos como tirar nossas dúvidas, a biblioteca vai continuar secreta sob pena da igreja vir abaixo em caso contrário.

Falta sim

O assunto aqui é sobre outro tema. Eu me nego a responder.

Poe

Ok. Perdão pela brincadeira. Foi só pra descontrair. Antes de tudo, devo lhe dizer que não aceito a bíblia como referência histórica para coisa alguma porque aquilo é pura invenção. Assim sendo, do ponto de vista do meu interesse não tem valor algum e lhe peço não insistir nisso comigo. Ok?

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Eu não entendo por que o novo testamento não pode ser considerado um livro histórico como eu tenho abordado muitas vezes. O NT é um livro histórico de quase 2000 mil anos atrás que revela personagens que existiram na história do primeiro século, e de diversas cidades de Israel existentes na época. Agora se alguns céticos pensam que o cristianismo montou uma farsa para encaixar uma mitologia na história cabe aos responsáveis provarem as farsas e trazer a público. Mesmo ele sendo considerado um livro de extrema desconfiança ele é serve como uma referência para subtrair as mentiras do que é verdade. Não entendo por que alguns tendem a não aceita-lo. Com certeza ele não inspira confiança por causa da fé de alguns porque ele tem conteúdo de milagres e coisas sobrenaturais que cabe a um Deus divino. Tudo bem, mas deixando esta fé de lado o livro contém registros históricos e não tudo que está escrito pode ser de fato mentira. Exemplo: João batista, Herodes, Poncios Pilatos, etc..., são todos personagens históricos.

Jesus Cristo pode ter sido um personagem histórico independente se a mentira o mistificou, pois uma coisa independe da outra. Se alguém não acredita que Jesus fez milagres é uma questão de fé e não tem nada a ver com a verdade do Jesus histórico. Esta ideia que Jesus não existiu é algo recente e antes disto nada se questionava. Num debate para se descobrir o Jesus histórico não se deve misturar uma questão de fé com a razão histórica. O novo testamento por ser considerado um livro que não merece confiança, mas não pode ser descartado, pois existem verdades incluídas neles.

Veja um exemplo:

Flávio josefo diz que JB existiu que foi preso porque se meteu com Herodes. O novo testamento fala a verdade. A história fala da crucificação pelos romanos e o novo testamento fala estas verdades. Então não pode ser descartado como um livro totalmente mentiroso.

Por fim o que pode ser considerado verdade vai estar lá escrito e o que for mentira também estará lá escrito para servir de testemunho mentiroso. Por que então descartar o Novo testamento? Não vejo nenhuma lógica racional nisto.

Atena

 

Pois bem, mas quem é que garante que a biblioteca secreta do Vaticano não contém outros tantos textos considerados históricos ou críveis, que deem testemunho da existência de Jesus?

Claro que nada existe lá porque Jesus nunca existiu. Além da absoluta falta de evidências e referências confiáveis, da afirmação do judaísmo de que o cristianismo é de origem pagã etc. etc. etc. a conclusão é que não é só Jesus que não existiu, mas toda aquela estória contada pelo Novo Testamento referente ao surgimento do cristianismo no século I, na Palestina. Uma bela invenção grega.

A descoberta dos evangelhos apócrifos esclareceu algo a esse respeito. A premiada historiadora cristã Elaine Pages, que inclusive participou da tradução da biblioteca de Nag hammadi, na sua discrição disse o seguinte se referindo aos cristãos primitivos: Quem alcança a gnose torna-se “não mais um cristão, mas um Cristo”. (PAGELS, p. 155)

Gnose, como você sabe, significa “conhecimento”. O que não se sabia e sempre se procurou esconder é que “Cristo” não era uma pessoa, mas um estado ideal que o homem deveria atingir. O mito do Cristo era muito antigo e no Egito, em Alexandria, havia o templo de Serápis, cujo culto datava do século III a.e.c. Serápis era um deus sincrético a partir de divindades gregas e egípcias. Era ele o Cristo. Aqueles que eram seus devotos eram chamados de cristãos e os que cuidavam do templo eram chamados bispos de Cristo. “Bispo” significa administrador. O culto a Serápis havia se espalhado por todo o Mediterrâneo, inclusive em Portugal existem ruínas de um desses templos.

Logo no início do cristianismo, no século II, que era uma ação para conter o judaísmo, houve um desentendimento que resultou numa cisão que deu início a duas facções principais: a gnóstica, que defendia um Jesus espiritual como uma ponte ao conhecimento, e a outra que passou a se chamar ortodoxa (reto pensar) que defendia um Jesus histórico, porque a concepção gnóstica não se prestava eficazmente a utilização política contra os judeus.

A ortodoxia queria sair com o Velho Testamento debaixo do braço forjando uma legitimidade que não tinha. Com isso pretendiam resgatar os gregos das classes baixas desviados para o judaísmo receosos de que o mundo judaizasse de vez. Um judaísmo falso era a única solução. Daí eles inventaram a nova aliança com o argumento de que consternado com a morte do seu filho unigênito, Jesus Cristo, o salvador da humanidade, assassinado pelos judeus, Deus rompeu com aquele povo malévolo e estabeleceu uma nova aliança com os cristãos, que daí em diante teriam a verdadeira autoridade sobre o Velho Testamento, ultrapassando o judaísmo. Que gente pode ser essa que assassina logo o salvador da humanidade?

 

           “No entanto, os cristãos ortodoxos insistem que Jesus era de fato um ser humano, e que todo cristão de “reto pensar” deve tomar a crucificação como acontecimento histórico e literal. Para assegurarem-se disso incluíram no credo, como elemento fundamental da fé, a afirmação de que “Jesus Cristo padeceu sob Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado”. (PAGELS, 1995, p. 100)

 

Não refute de saída por medo da “sua” verdade estar errada rsrs peço apenas que leve em consideração a possibilidade. Até porque não teremos como tirar nossas dúvidas, a biblioteca vai continuar secreta sob pena da igreja vir abaixo em caso contrário.

Cara Atena, não sou expert em história não. Apenas me dediquei algumas décadas a pesquisar a história do cristianismo na história secular. Eu não tenho a minha verdade como você e muitos imaginam apartada de um estudo sólido. Minhas dúvidas eu tirei utilizando um método simples. Chama-se método dedutivo. Sabe aquelas revistinhas infantis que traziam em suas páginas uns pontinhos numerados para que a criança os fosse unindo com um lápis os tais pontinhos para ver o que formavam? Um ursinho, um gato, um cavalo acabava aparecendo aos olhos infantis. No método dedutivo os pontinhos são notícias históricas e os números são as datas de suas ocorrências montadas na linha do tempo. No final, como na brincadeira infantil, a gente vê com que cara o objeto da nossa pesquisa fica. Simples, mas dá trabalho.

Isso nada tem a ver com palpites da imaginação como se pensa. Até alguém aqui, que tem QI de samambaia de plástico, disse que qualquer pode fazer aleatoriamente uma “pesquisa” e chegar a qualquer conclusão. Quem diz isso não sabe o que é pesquisa. O que eu souber, respondo. O que não souber digo que não sei. Apenas não respondo perguntas idiotas originadas na bíblia. 

Os ateus muitas vezes sabem mais sobre os preceitos e as origens da crença religiosa do que os próprios crentes. Nós estudamos mais do que apenas o aceitar o "livro dito sagrado", e nós gostamos de ler as partes que as igrejas ignoram, ou convenientemente reescreveram em um esforço inútil para tornar o texto religioso mais palpável. Aqui estão apenas alguns itens para você ler, contemplar, e até mesmo rir de novo.

Poel, já que citaste a bíblia, faltou acrescentar a continuação de Atos 2:7-11: Aqui vai!

2:12 - E todos se maravilhavam e estavam suspensos, dizendo uns para os outros: Que quer isto dizer?

2:13 - E outros, zombando, diziam: Estão cheios de mosto.

Comentário: Aqueles que ouviram os apóstolos falar em outras línguas pensaram que eles estivessem bêbados. Talvez estivessem mesmo.

E em:

17 - E nos últimos dias acontecerá, diz Deus, que do meu Espírito derramarei sobre toda a carne; e os vossos filhos e as vossas filhas profetizarão, os vossos jovens terão visões, e os vossos velhos sonharão sonhos;

Comentário: Pedro diz que o comportamento estranho deles (falando em línguas, etc.) seria esperado desde que eles estavam vivendo "os últimos dias."

E mais, em Atos dos Apóstolos 3:

23 - E acontecerá que toda alma que não escutar esse profeta será exterminada dentre o povo.

Citação do [Dt 18:18-19] se referindo erroneamente a Jesus, dizendo que aqueles que se recusam a segui-lo (todos os não-cristãos) devem ser mortos.

Atos dos Apóstolos 4:

12 - E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos.

Comentário: Deus torturará para sempre aqueles que não conhecem a senha para entrar no céu!

Poel. Saudações, com todo respeito sobre a sua pessoa, mas não sobre os seus dogmas, doutrinas, mitos, lendas e fábulas do seu livro falho, contraditório dito sagrado  que não prova a existência de Jesus nem do seu Deus!.

Oiced Mocam

Montar uma teoria e encaixar dentro da história é algo não muito difícil de fazer.  É assim que alguns fazem subtraindo os resultados para favorecer suas ideias céticas ou religiosas. É apenas uma liberdade de pensamento onde o pesquisador encaixa seus pensamentos dentro da historicidade. Por exemplo: O historiador Flávio Josefo não afirma qual era a seita que João batista pertencia ao pregar um batismo e pedindo aos judeus que praticassem a justiça. Alguns pesquisadores estudando a história poderiam afirmar que João pertencia à seita dos essênios, já outros poderiam afirmar que JB pertencia a uma nova seita chamada de seita de Nazaré, pois o batismo que ele realizava não coincidia com as seitas judaicas. Isto seria uma pesquisa histórica onde poderia encaixar a interpretação de cada para criar uma teoria que precisaria ser provada.

O Novo testamento por se um livro escrito há quase 2000 mil anos atrás ele é histórico independente se alguém julga não ser confiável por questões de fé. É um livro que merece respeito por ser histórico e se alguém duvida de sua historicidade que tragam as provas. É o grande ditado: O ônus da prova cabe a quem cria a teoria. Independente disto ele conta uma verdade histórica que precisa ser aceita queiram ou não queiram.

Se alguns não acreditam que Jesus não fez milagres é uma questão de fé e não que por causa disto que toda uma mentira esteja incluída por causa da mistificação de Jesus. O primeiro passo é separar o que é histórico do que é místico e provar a veracidade histórica de Jesus de Nazaré.

Muitos ateus misturam falta de fé com história. Criam teorias com um gosto temperado de certo ceticismo em coisas históricas que não podem ser provadas. Aliás onde estão minhas respostas?

Debatedores como eu posso continuar um debate se a ciência histórica ainda não tem provas dos que afirmam as teoria céticas?

Já provei que o Novo testamento é um livro histórico independente do conteúdo de fé e nada do que está escrito nele foi substituído por alguma teoria cética.

Se nada foi provado não é justo dizer que o Novo testamento ainda é o correto?

Poel, bom-dia

 

Você tem razão certa razão, pois nesse enredo os samaritanos não recebem Jesus (Lc 9, 51-56). No entanto, em Mt. 15, 24, Jesus diz que só veio pregar aos judeus: “E ele respondendo, disse: Eu não fui enviado senão às ovelhas perdidas da casa d’Israel.” Portanto, subentende-se que o cristianismo se desenvolvia num contexto judaico, quando os galileus não eram judeus. Porém, este não é um detalhe de maior relevância em nossa discussão, creio eu.

 - Vc quer dizer que um poderoso império inventou um mito só pra tentar ganhar a cabeça de meia-dúzia de Judeus?

Eu não, quem diz isso é você. Se você leu as postagens endereçadas aos demais não vejo motivo algum para essa confusão. Eu disse que o mito Cristo era muito antigo, o que ele significava e seu aproveitamento pela ortodoxia cristã para a construção do Jesus histórico. O cristianismo foi uma invenção grega e não romana.

-Não era mais fácil massacrar eles como fez Adriano na Revolta de Bar koChbá?

Segundo o que eu afirmei até agora esta questão não faz o menor sentido para mim.

-Já que os Judeus não aceitaram tal Mito...Então porque levaram a Estória adiante?

Explique-se melhor, por favor. Está me parecendo que você pensa que os primeiros cristãos eram judeus.

agora leia abaixo o que eu encontrei num site Judeu....bem diferente do que vcs Ateus andam falando por ai...principalmente de Flávio Joséfo , que nesse site diz , que Flávio se uniu  com os Romanos...e ainda por cima, segundo vcs Ateus não escreveu nada sobre Jesus.

            Essa guerra é bastante conhecida por intermédio de Josefo e não entendi o propósito de tal referência. Existem detalhes importantes pouco explorados nessa investigação. Por exemplo: há muito os judeus se davam bem com os romanos e gozavam de regalias que enciumavam outros povos dominados. Essa guerra foi provocada pelos galileus que conduziram os fatos de forma suicida. Os judeus preferiram o suícidio a caírem prisioneiros. Esta era uma característica dos galileus que nada tinham mais a perder senão a vida, e não dos judeus. De um lado os galileus eram explorados pelos romanos com impostos abusivos sobre suas atividades agrárias, do outro pelos judeus com os impostos do templo. Josefo conta a história de um bandido galileu que foi refugiar-se nas montanhas fugido com a família das tropas romanas. Quando encurralado não hesitou em passar a própria família no fio da espada e suicidar-se para não se tornarem cativos. Hoje alguns judeus usam isso como indevida bravata. Por enquanto nada mais tenho a dizer a respeito.

Saudações.

 

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