Irreligiosos

Se você não sabe, aceita e não questiona, embota-se e acaba virando crente.

Origens do cristianismo: dos pré-cristãos, aos cristãos primitivos, aos pós-apostólicos, aos Evangelhos e à instituição da versão oficial

Este tema é um desafio, pois é um longo período da história a analisar, que abrange desde o pré-cristianismo até o ano de 391 d.C quando, com o Imperador Teodósio, foram proibidos os cultos a outras religiões que coexistiam no Império Romano e o cristianismo foi finalmente declarado e adotado como religião oficial, portanto, a única reconhecida e permitida.

Pelo que se propõe, a discussão deveria terminar neste momento, mas prossegue até a cristalização da versão oficial consolidada nos Evangelhos que, até hoje, têm sido retocados e alterados, admitindo variadas interpretações. Começando por Jesus Cristo (ou de Nazaré), seu personagem central, o que é verdadeiro e o que é falso nos Evangelhos?

Segundo o "Jesus Seminar" e alguns grupos de historiadores (inclusive cristãos) de várias partes do mundo, estudos indicam que apenas 18% do que consta dos Evangelhos podem ser considerados como verdadeiros. Historiadores cristãos ortodoxos e o clero, contestam.

Tudo no cristianismo é artificial e controverso, a começar pelos seus símbolos: peixe com as cinco letras gregas (cristianismo primitivo) e cruz (versão moderna, oficial). Uns querem que seja o peixe, por ter sido o primeiro símbolo e que representava melhor os primeiros cristãos e outros entendem que deva ser mesmo a cruz. No peixe as 5 letras representam, pela ordem: "Jesus-Cristo-Deus-Filho-Salvador".

Já na cruz, diz o Clero, é representada a (falsa) trindade: a parte superior seria Deus (Pai); a inferior, seria Jesus Cristo, o Filho e os braços (meio forçadamente), o "Espirito Santo". E ambos são usados (???).

Aqui, cabe a pergunta: Não seria melhor fundir os dois? Enfia-se uma cruz no peixe e pronto! Agrada-se a gregos e troianos. E fica até mais sugestivo.

As questões a considerar nessa discussão são muitas e focam-se, principalmente, na autenticidade dos Evangelhos. O que se buscará entender é como e a partir de quando ele foi sendo forjado até chegar à sua versão definitiva. Os irreligiosos entendem que toda a história foi montada no período pós-apóstólico e veio sendo retrabalhada até os nossos dias. O poder político, as guerras de conquista, a Santa Inquisição, a Igreja, o poder econômico e a mídia encarregaram-se de fixar os mitos, transformando-os em falsas verdades, hoje aceitas por 1/3 da população mundial. A quem aproveita isso?

Pontos controversos a serem examinados:

  • Semelhança com mitos religiosos pagãos, antes do cristianismo;
  • O domínio e influência dos gregos antes do século I d.C
  • Os deuses gregos, romanos e egípcios
  • João Batista e o batismo de Cristo
  • Jesus de Nazaré x Jesus Cristo
  • Cristo antes de Cristo
  • O personagem Paulo, considerado "o pai do Cristianismo"
  • Historiadores do Século I
  • O Testimonium Flavianum
  • Nero e o Incêndio de Roma
  • Eusébio, o bispo de Cesaréia
  • Os cristãos primitivos e as seitas existentes entre os séculos I a.C e 4 d.C
  • Os "irmãos de Jesus"
  • A trindade "Pai, Filho e Espírito Santo", inventada e introduzida arbitrariamente pela Igreja
  • Os Imperadores César, Constantino e Teodósio
  • O personagem Pilatos e os registros das execuções romanas
  • As línguas e dialetos ao tempo do pretenso Cristo e os originais dos Evangelhos
  • Os verdadeiros autores dos Evangelhos (alguém sabe?)
  • A Cidade de Nazaré (existia mesmo ao tempo de Cristo?)
  • Os 12 apóstolos e o 13º apóstolo (Paulo)
  • Os milagres, a crucificação e a ressurreição de Jesus
  • O paganismo romano
  • A possibilidade da origem grega do cristianismo

Paro por aqui porque, os que pesquisam, sabem quais os pontos fundamentais a considerar. Os pontos destacados servem apenas como lembrete de questões importantes a serem examinadas nessas discussões, com destaques para os negritados, sem menosprezar os demais.

A discussão está colocada. Vou transferir para cá os últimos comentários dos debatedores Ivani Medina, Oiced Mocam, Assis Utsch e do representante da ala crente, o colega Erijosé. Daí pra frente a discussão é pública, ou seja, aberta a todos quantos possam se interessar.Mas, por favor, não fujam do tema, como aconteceu na discussão anterior (Ateus possuem alguma proposta para tornar o mundo melhor?), onde excelentes comentários ficaram perdidos, fora do tema ao qual deveriam se ligar.

Bom debate!

 

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Respostas a este tópico

Aos colegas que vão participar desta discussão:

Todos os assuntos deste tópico já foram discutidos em blogs e fóruns nesta rede e, ultimamente, estavam se concentrando (indevidamente) no tópico "Ateus possuem alguma proposta pata tornar um mundo melhor sem religião? ", do colega Erijosé. Examinando os comentários, verificamos que eles ficariam melhor situados aqui. Daí a razão da criação deste tópico.

Como não é possível transferir todos os comentários de lá para cá, para que os que aqui chegam não fiquem perdidos, optei por transferir apenas os dois últimos comentários de cada debatedor. Daqui para a frente, vocês prosseguem e se não conseguirem pegar o fio da meada, ou seja, de onde o comentário se originou, é só retornar ao tópico "Ateus possuem alguma proposta...", para melhor se situarem.

Seja feito!

Do colega Oiced Mocam (último comentário):

Testimonium Flavianum. A Mentira tem pernas curtas!

Flávio Josefo, que viveu de 37 d.C. até o ano 100, de acordo com os textos que chegaram até nós teria se referido a Jesus como o Cristo em seu livro Antiguidades Judaicas, livro 18, parágrafos 63 e 64, escrito em 93 em grego koiné:

"Havia neste tempo Jesus, um homem sábio [, se é lícito chamá-lo de homem, porque ele foi o autor de coisas admiráveis, um professor tal que fazia os homens receberem a verdade com prazer]. Ele fez seguidores tanto entre os judeus como entre os gentios.[Ele era o Cristo.] E quando Pilatos, seguindo a sugestão dos principais entre nós, condenou-o à cruz, os que o amaram no princípio não o esqueceram;[ porque ele apareceu a eles vivo novamente no terceiro dia; como os divinos profetas tinham previsto estas e milhares de outras coisas maravilhosas a respeito dele]. E a tribo dos cristãos, assim chamados por causa dele, não está extinta até hoje."

( Indicado acima em negrito possíveis interpolações.)

Argumentos contra a autenticidade do texto

Embora esta passagem encontra-se assim redigida nos manuscritos de Josefo do terceiro século (tão cedo quanto o historiador da igreja Eusébio), os estudiosos já suspeitavam deuma interpolação cristã, uma vez que Josefo não poderia ter acreditado que Jesus era o Messias ou em sua ressurreição e manter-se, como ele fez, um judeu não-cristão.

Nenhum autor faz alusão ao texto antes de Eusébio de Cesareia, (século IV), quando os escritos de Josefo vieram à luz através de fontes cristãs.

Muitos historiadores modernos tem argumentado que a passagem quebra a continuidade da narrativa e que são usadas palavras incomuns nos textos de Josefo, por exemplo Emilio Bossi escreve o seguinte:

"Esta passagem, ou período, está como que a esmo, em meio de um capítulo, sem conexão alguma com quanto a precede ou se lhe segue, alinhavada, por assim dizer, na descrição de um castigo militar infligido à populaça de Jerusalém e a dos amores de uma dama romana e de um homem que obtém os seus favores, fazendo-se passar, graças aos sacerdotes de Isis, por uma personificação do Deus Anúbis. Estes dois acontecimentos estão ligados pelo mesmo historiador com um outro, porque ao relatar o segundo chama-o outro acidente deplorável, de onde se depreende que esse outro acidente só pode relacionar-se com o primeiro, isto é, com a sedição popular e a repressão que se lhe seguiu."

A passagem também foi encontrada em um manuscrito da obra anterior de Josefo: A Guerra dos Judeus, contudo é óbvio que se trata de uma falsificação.

Orígenes, polemizando contra Celso, um dos mais cultos escritores romanos de seu tempo, e que mais combateram as bases falsas da Igreja e de Jesus Cristo, acusa Flávio Josefo por não haver admitido a existência de Jesus. Flávio não poderia referir-se a Jesus nem ao cristianismo porque ambos foram arranjados depois de sua morte. Assim, os livros de Flávio que falam de Jesus foram compostos, ou melhor, falsificados muito tempo após sua morte, no decorrer do século III, conforme as conclusões alcançadas pelos mestres da Escola de Tubingen.

Os anos ocultos de Jesus. O que ele fez antes dos 30 anos? A Bíblia não conta. Jesus só volta a aparecer no relato bíblico já adulto, por volta dos 30 anos, ao “ser batizado” no rio Jordão por João Batista. Jesus só volta a aparecer no relato bíblico já adulto, por volta dos 30 anos, ao ser batizado no rio Jordão por João Batista. Da vida adulta, o ajuntamento dos supostos  apóstolos e a pregação na Galileia, além do julgamento e da morte em Jerusalém. Mas o que aconteceu com Jesus entre os 12 e os 30 anos? Qual foi sua formação, o que moldou seu pensamento nesses 18 "anos ocultos"? Afinal, o que ele fez antes de profetizar na Galileia? Então Jesus aparece pedindo para ser batizado. Na Bíblia, esse é o primeiro momento em que vemos o suposto Messias após aqueles 18 anos de ausência. Depois de purificado nas águas do rio Jordão, Jesus “parte”  para sua vida de pregação, curas e milagres impossiveis. A vida do mito que todos conhecem pela bíblia.

Outros textos clássicos também foram adulterados. No importante Antiguidades Judaicas, que fornece informações importantes sobre Jesus e o cristianismo, o historiador Flávio Josefo , lá pelas tantas, afirma que Jesus “fazia milagres” e que “apareceu, três dias depois da sua morte, de novo vivo”, afirmação pouco crível. “Claro que esse trecho foi distorcido”, explica Maria Luiza Corassim, professora de História Antiga na Universidade de São Paulo. “Josefo não podia acreditar que Jesus fosse o Messias. Isso é coisa dos monges copistas. Do século II ao século XV as únicas cópias existentes dos livros estavam nos conventos. Eles agregavam o que queriam”.

Os Gregos, os romanos e os hindus dos séculos I e II jamais ouviram falar na existência física de Jesus Cristo. Nenhum dos historiadores ou escritores, judeus ou romanos, os quais viveram ao tempo em que pretensamente teria vivido Jesus, ocupou-se dele expressamente. Nenhum dedicou-lhe atenção. Todos foram omissos quanto a qualquer movimento religioso ocorrido na Judeia, chefiado por Jesus.

A história não só contesta a tudo o que vem nos Evangelhos, como prova que os documentos em que a Igreja se baseou para formar o cristianismo foram todos inventados ou falsificados no todo ou parte, para esse fim. A Igreja sempre dispôs de uma equipe de falsários, os quais dedicaram-se afanosamente a adulterar e falsificar os documentos antigos com o fim de pô-los de acordo com os seus cânones.

O piedoso e culto bispo de Cesareia, Eusébio, como muitos outros, receberam ordens papais para realizar modificações em importantes papéis da época, adulterando-os e emendando-os segundo suas conveniências. Graças a esses criminosos arranjos, a Igreja terminaria autenticando impunemente sua novela religiosa sobre Jesus Cristo, sua família, seus discípulos e o seu tempo.

O problema, incontornável, é que faltam fontes. Do nascimento de Jesus até seu batismo, na fase adulta, não há nada, nem nos Evangelhos. Não há nenhuma descoberta arqueológica associada diretamente à vida de Jesus. As historiografias grega e judaica, tão copiosas sobre outros vultos da Antigüidade, simplesmente ignoram Jesus Cristo. As fontes romanas são posteriores à sua morte. E muitas foram adulteradas pela propaganda religiosa. É notável o contraste entre a importância de Jesus para a posteridade e sua insignificância nos registros da época. Se a Bíblia sozinha prova a existência de Jesus, o Alcorão sozinho prova a existência de Alá e assim por diante. Um livro não pode ser usado para provar a si mesmo.

Bem poucos são os que conseguem reunir os conhecimentos necessários que lhe permitam enxergar mais longe e romper as invisíveis cadeias que os prendem aos dogmas e preconceitos ultrapassados pela razão e pela ciência. Associar "batismo no Espírito Santo" com "falar em outras línguas" é uma interpretação específica dos pentecostais, uma ramificação recentíssima do cristianismo em termos históricos.

O mais cômodo para aqueles deserdados será esperar a recompensa das agruras da vida no céu, após a morte. Afinal de contas, os padres e os pastores estão aí para isto: vender Deus e o céu a grosso e no varejo.  E há um provérbio popular que diz: “A mentira tem pernas curtas”. Significa que ela não vai muito longe, sem que não seja apanhada. Em relação ao cristianismo, isto já aconteceu. Um número crescente de pessoas vai, a cada dia que passa, tomando conhecimento da verdade. E, assim, restam baldados os esforços da Igreja, no que concerne aos ardis empregados na camuflagem da verdade, visando alcançar escusos objetivos.

Inspirado, também por Ateusnet e Wilkipedia.

Alfredo Bernacchi, em:

http://ateismopelomundo.blogspot.com.br/2011/04/jesus-cristo-uma-fa...

Colaborou, Oiced Mocam

Do colega Erijosé (último comentário):

Me tragam provas que foram os cristãos de serápis que foram acusados pelo incêndio em Roma.

Me tragam provas que a igreja adulterou para inventar que os cristãos serápis é que existiram no primeiro século e foram acusados de colocar fogo em Roma.

Porque a igreja iria forjar documentos históricos para colocar os cristãos serápis como os acusados pelo incêndio se não existe nenhuma evidencia que Roma tinha algo contra a seita Serápis?

Já que a seita cristã de nazaré não existia no primeiro século quem eram aqueles cristãos acusados?

Tudo isto é pesquisa histórica. Logo mais quando voltar do trabalho gostaria de ver algumas respostas.

Tenham um bom dia e uma boa semana para todos.

Do colega Ivani Medina (último comentário)

Se quer mesmo provas dê o exemplo apresentando as suas e bons argumentos bem explicados. Exigir é fácil, né?

Do colega Assis Utsch (último comentário):

Ivo,

Você e o Oiced se afastaram dessas discussões [NA: referindo-se à discussão anterior e não a esta] porque elas, realmente, são inúteis. O rapaz não consegue atingir certas compreensões. Pelo teor das questões que ele apresenta abaixo pode-se perceber isto:

Ele diz: "evidencias nenhuma existem em lugar nenhum que dos gregos partiram a invenção do cristianismo de Jesus de nazaré"

Ora, o Ivani colocou aqui, e eu reiterei, que ao examinarmos os livros do Novo Testamento constata-se que ele foi escrito por autores de fora das Terras Santas, que se dirigiam especialmente a povos gregos, conforme está lá nas Epístolas atribuídas a um certo Paulo, textos mil vezes revisados e recriados.

O rapaz ignora também que não existe na história romana qualquer referência de um Pilatos recebendo um Cristo. E dentre vários autores - romanos, judeus, da Ása Menor ou outros - nenhum deles, com exceção dos inventores do Mito, menciona um Jesus no século I, conforme documentou o Oiced.

O rapaz fala também em "prova arquelógica". Eu já havia dito há poucos dias que prova arqueológica busca artefatos. O caso aqui, sobre esses livros, a prova é de natureza literária mesmo, não tem qualquer relação com prova arqueológica.

Mas o essencial é que o Mito - tenha sido ele criado por gregos ou qualquer outro povo - isto é irrelevante. O que não se pode admitir, racionalmente, é que tenha existido um personagem fazendo todas aquelas proezas de que falam os livros forjados, e nenhum outro documento fora desses livros atesta as proezas. É o próprio conteúdo deles que prova sua condição mitológica.

Os ateus não inventaram os mitos, nós apenas os refutamos, por não serem essas crendices dignas de homens de pensamento livre.

Acho que é por isso, a quantidade enorme de controvérsias e caminhos a perseguir, que ninguém consegue montar uma história linear e confiável do cristianismo. Só para varrer o chão e tirar as sujeiras e mentiras vai um tempão.

Uma coisa, geralmente desprezada pelos historiadores e pesquisadores, sempre me intrigou: a participação da mãe do imperador Constantino, (Helena de Constantinopla), depois conhecida como "Santa Helena", na fundação do cristianismo. Sabemos que ela teria influenciado Constantino a defender o cristianismo e que também teria sido ela quem descobriu, no século IV, o local da crucificação de Jesus Cristo (???). Que história maluca é esta? Como "descobriu" o local de crucificação de Jesus Cristo, se todo mundo já deveria saber onde foi?!... Em pleno século IV? Quem explica isto?

Outra coisa: Helena (Flávia Júlia Helena), uma cristã fanática, era muito amiga do bispo de Cesaréia (Eusébio) um dos principais artífices do cristianismo, pois era quem selecionava os textos que poderiam ser considerados válidos ou julgados apócrifos, além de ser ele mesmo, um dos tradutores copistas. É muito esquisito e acho que aí tem muita coisa não esclarecida nesse episódio. Vale lembrar que Helena, de origem turca, viveu numa cidade fundada pelos gregos em VII a. C, ainda sob forte influência desta cultura, e que depois recebeu o nome de Constantinopla, em homenagem ao imperador Constantino. Por que oficializaram o cristianismo e quando, de fato, ele nasceu? Quem eram os principais interessados? Seriam os próprios gregos e não os romanos? Por quê?

Não estou 100% certa das minhas próprias informações, mas foi isso o que, alguns tempos atrás, eu pesquisei e pirei. Alguém pode clarear?

Bjocas!

Quero deixar bem claro uma verdade antes de qualquer começo: O meu único propósito neste debate é buscar evidencias históricas sobre o personagem Jesus de Nazaré. O Cristo da fé ou Jesus da fé não me interessa, pois é uma questão de fé e não histórica.

O Jesus Cristo da fé inventado pelos gregos não me interessa e sim o personagem Jesus Cristo que eles moldaram e trouxeram-no para a história como um personagem histórico como qualquer outro existente na época. Para mim não interessa se o Jesus histórico foi um fantasma em consequência do Jesus da fé. Os pesquisadores querem saber se o Jesus de Nazaré foi realmente histórico e viveu entre nós no primeiro século conforme conta os evangelhos. O livro grego conforme alguns interpretam trouxe o Jesus da fé para ser encaixado na história do primeiro século e agora ficou mais fácil de desvendar se Jesus foi um mito ou um personagem verdadeiro. O que tem haver a história de um personagem com fé? Estou separando o Jesus histórico do Jesus da fé e muitos por causa da minha fé em Deus entendem que estou fazendo proselitismo. Isto é uma fantasia criada na mente de alguns. Se eu quisesse fazer proselitismo eu estava usando versos bíblicos para pregar aos ateus. Nunca fiz isto e o que me interessa é só história. O novo testamento pode não ser um livro confiável para provarmos alguma coisa, mas ele é uma fantástica referência para detonarmos o Jesus Histórico e um suposto cristianismo do primeiro século. Isto é indiscutível para mim.

Abraços ao Ivo e a todos os participantes.

Pra começar eu desconheço que os cristãos de Serápis tinham alguma bronca ou queixa do Império romano a ponto de serem acusados de colocarem fogo em Roma.

Se houvesse dois cristianismos em paralelo no primeiro século (Cristãos de serápis e cristãos da seita de Nazaré) o autor da carta faria uma observação à parte. Não acham?

Acontece que esta OBS não existe e tudo leva a crer que eram os cristãos da seita de Jesus de Nazaré, pois os cristãos de Serápis não tinham nenhuma acusação feita ao império romano. Como disse nada na história revela tal coisa, além do mais os serápis não eram pregadores a ponto de perturbar aos judeus

Os céticos afirmam que o texto é uma interpolação dos cristãos em tempos posteriores, mas diante desta desconfiança eu faria perguntas na qual nada de indiferente observei. São elas:

1º) Esta interpolação pode ser provada sem termos em mãos os originais? Em minha opinião não tem como provar.

2º) Porque razão os falsificadores não mencionaram o nome de Jesus Cristo que era o vilão da história e só trouxeram a farsa da escrita aos seus seguidores da acusação do incêndio em roma? Em minha opinião não tem intenções de fraudes.

3º) Qual o interesse dos cristãos interpolarem o cristianismo para o primeiro século?

Onde existem evidencias históricas para tal fato?

4°) Se a intenção da igreja era trazer fraudes para o primeiro século não seria muito pouco uma página e meia de textos falsificados?

Agora peço aos debatedores que observem que estou mencionando apenas a história e não existe nenhum proselitismo em trazer versículos do novo testamento e afins...

Eu espero ser bem recebido.

Abraços a todos.

Depois que eu tiver resposta das minhas pesquisas acima gostaria de comentar sobre esta cartas do Imperador adriano

http://www.paralerepensar.com.br/paralerepensar/texto.php?id_public...

Aguém tem alguma explicação sobre farsa nesta questão?

Sobre a mãe de constantino sei que ela achou a cruz onde Cristo foi crucificado e não o local da crucificação.

http://www.cademeusanto.com.br/santa_helena.htm

A segunda questão não entendi perfeitamente.

 

Caro Erijosé:

Não posso falar sobre os outros, mas não há por que você não ser bem recebido. No que se refere às suas dúvidas, são muitas e eu não seria a pessoa qualificada a respondê-las, até porque muitos aqui possuem muito mais conhecimentos do que eu nesses assuntos, talvez até você mesmo. Mas vou responder nas partes que sei e nas partes em que tenho uma opinião e peço que você assim considere. Vamos por etapas:

Referindo-se à interpolação nos textos de Flávio Josefo, na parte que se referia a Jesus Cristo você disse:

"1º) Esta interpolação pode ser provada sem termos em mãos os originais? Em minha opinião não tem como provar."

Resposta: Pode sim, Erijosé, mesmo sem os originais. A ciência, de há muito, já dispõe de meios para atestar a autenticidade ou a falsidade de um documento, mesmo sem possuir os originais. Para isso, utiliza-se de vários métodos de investigação histórica e científica. Através da História, do contexto, dos usos e costumes de um povo e de uma época, da comparação, da historiografia, da filologia, da diplomática e da paleografia epigráfica e bibliográfica isto é possível. Por esses métodos, saber se um texto foi ou não adulterado não é difícil.

Outra pergunta sua:

"3º) Qual o interesse dos cristãos interpolarem o cristianismo para o primeiro século?"

Resposta: Esta é muito fácil Erijosé. Flavio Josefo foi o mais conceituado historiador do Século I e o que mais se ocupou em escrever a história dos judeus. Nenhuma obra seria melhor do que a dele para forjar-se uma referência (falsa) a Jesus Cristo. Como ele e os seus escritos eram do século I dC era ali que as falsificações deveriam ser feitas, para não levantar suspeitas.

E agora o comentário a outra pergunta sua, no comentário anterior:

"(...)O novo testamento pode não ser um livro confiável para provarmos alguma coisa, mas ele é uma fantástica referência para detonarmos o Jesus Histórico e um suposto cristianismo do primeiro século. Isto é indiscutível para mim."

Resposta: Aqui eu acho que você se atrapalhou amiguinho. Não entendi. Parece que você quis dizer uma coisa e disse outra, porque está concordando conosco. De fato, o NT é uma fantástica referência para detonarmos o Jesus histórico e um suposto cristianismo do primeiro século. Se isso é indiscutível para você, ótimo, pois estamos concordando em tudo. Se você realmente pensa assim, então por que estamos discutindo?

Não escreva tão rápido quanto pensa ou você vai se atrapalhar. Talvez seja por isso que alguns colegas ficam irritados com as suas colocações: eles não entendem o que você quer dizer e pensam que estão sendo gozados. Pense bem: se você fala em "detonar o Jesus histórico" é porque admite que não existe um Jesus histórico, o único que poderia dar consistência às histórias fabulescas dos Evangelhos. E se você fala que havia "um suposto cristianismo no primeiro século" é porque não admite que ele existisse no primeiro século. É isto ou estou enganada?

Observação: sou viciada, por profissão, em interpretar textos.

Oô Poel, a sua pergunta é muito infantil. Primeiro, politicamente, era interessante para os romanos acabar com o paganismo e criar uma religião com um deus único, aliado deles, obviamente. Como o cristianismo, ainda em formação, começava a se difundir mais que o mitraísmo e os outros cultos, e com tendências de crescimento, foi o escolhido. Em matéria de religião, a máxima "dividir para governar" não funciona, pois é exatamente o contrário.

Sua segunda pergunta " SE JESUS CRISTO É REALMENTE SÓ UM MITO , ENTÃO PORQUE AINDA NÃO CAIU NO ESQUECIMENTO COMO OS DEUSES GREGOS , ROMANOS E EGÍPCIOS?" também é bastante... deixa pra lá.

Você sabe onde fica o cemitério dos deuses mortos? No imaginário popular, Jesus Cristo ainda está vivo, mas mais dia menos dia, também irá para aquele cemitério, fazer companhia a outros deuses tão ou mais poderosos do que ele, e também "imortais", onipotentes e oniscientes, como Júpiter, Hórus, Huitzilopochti, Marte, Odin, Plutão, Netuno, Vesta, Juno, Tammuz, Vênus... É só uma questão de tempo, mas não é para a nossa geração. Não existe e jamais existiu nenhum "deus" único e eterno. Eles nascem e morrem com a extinção dos povos que os veneraram. E outros tomam os seus lugares... Já havia pensado nisto?

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