Irreligiosos

Se você não sabe, aceita e não questiona, embota-se e acaba virando crente.

Há os que creem que sim e os que creem que não. Para os religiosos, ele é de inspiração divina e uma questão de fé. Sendo questão de fé, é um dogma religioso que se aceita sem discussão e ponto final. Entretanto, para não religiosos, pesquisadores, historiadores, filósofos racionalistas, cientistas e exegetas bíblicos, os Evangelhos não merecem fé porque, conquanto alguns lugares e personagens possam ser comprovados, no todo, a maioria das narrativas não têm comprovação histórica, são divergentes, incoerentes e, quase todas, impossíveis de serem verificadas, tantas foram as alterações feitas pelos copistas, nos mais de 30 Evangelhos existentes, entre os apócrifos e os sinóticos. Até mesmo a existência e os feitos do seu personagem central, Jesus Cristo, é colocada em xeque.

Dê o seu ponto-de-vista, justifique, e inicie os debates.

Exibições: 685

Responder esta

Respostas a este tópico

Ivo desculpe minha ignorancia ja respondi um questionário a respeito mas vai lá...duvidas

sobre IRRELIGIOSOS seriam ATEUS ou acreditam em algo tipo pode ser que exista alguma coisa além dos 5 sentidos

quanto ao seu conselho obrigado ja li bastante sobre o assunto vou procurar saber mais

abçs

Luís:

Muitas pessoas ainda confundem IRRELIGIOSOS com ATEUS e isto até faz algum sentido, mas não é a mesma coisa. A  a maioria dos irreligiosos são mesmo ateus, mas não necessariamente. Todo ateu é, por conseqüência, um irreligioso, mas nem todo irreligioso é ateu. Em essência, assim poderíamos definir os irreligiosos:

"Irreligiosos são pessoas sem e contra as religiões (este é o ponto comum), em sua maioria descrentes em deuses de qualquer espécie, mas não necessariamente antiteístas." 

Visite a página PESQ e veja a pesquisa "Irreligiosos são:". A pesquisa, com opiniões dos nossos próprios colegas, deve responder à sua pergunta (valem as duas respostas de maior percentual, fundidas, eis que alguns também fazem uma certa confusão).

Antes que vc faça nova confusão, uma explicação:

Sem-religião e irreligiosos não são a mesma coisa.

Uma pessoa pode ser sem-religião por displicência e falta de compromisso, sem ser contrário a elas, e crendo em algum deus. Já o irreligioso, não só é contrário e não-praticante de nenhuma religião, como combate ferrenhamente todas as religiões, umas mais outras menos. Esta é a diferença.

Saudações Irreligiosas!

Grato ivo pela resposta deu para entender pelas respostas de alguns foristas dava para se ver que podiam crer em alguma coisa (tipo se existir) mas todos acompanham uma linha de raciocinio

nao sei se vai soar contrario ao que venho dizendo mas de uma certa forma creio que ser religioso demais não é conveniente

abçs

Eu já cansei de detalhar isso nos meus livros. Todos tiveram a oportunidade de ler, porque eu não coloquei nenhum empecilho para isso

Hoje retirei todos os meus livros do domínio público. Ficaram por aí, os que já são existentes. Quem quiser que se esforce muito para consegui-los. Parei de dar mamadeira na boca de religiosos.

Ivo,

Você conhece meu pensamento sobre o assunto, e já coloquei aqui boa parte das minhas compreensões, mas muita gente não teve acesso aos textos que produzi, depois que li algumas poucas dezenas dos melhores livros que abordam essas questões. Minha constatação é essa que está logo abaixo:

Os livros sagrados de todos os credos são coleções de fábulas, mitologias, lendas e fragmentos de culturas antigas. A prova de que esses livros são mitologias está em seu próprio conteúdo fabulesco. Eram narrativas sujeitas àquela regra: quem conta um conto lhe acrescenta um ponto. Mais as supressões, adições, reinterpretações e recriações que esses textos foram recebendo. Não houve nenhuma revelação.

Todo esse discurso de Revelação, como em geral todo o discurso religioso - de milagre, vida eterna, salvação, etc, etc, foi construído para aliciar seu rebanho.

Plenamente de acordo. Pretendemos reformular essa questão, reforçar este entendimento e discuti-la em um tópico especial em torno do livro do colega Alfredo Bernacchi e das contestações a ele feitas. Tão logo estruturado e construído o tópico, aviso a todos.

Saudações Irreligiosas

Assis Utsch disse:

Ivo,

Você conhece meu pensamento sobre o assunto, e já coloquei aqui boa parte das minhas compreensões, mas muita gente não teve acesso aos textos que produzi, depois que li algumas poucas dezenas dos melhores livros que abordam essas questões. Minha constatação é essa que está logo abaixo:

Os livros sagrados de todos os credos são coleções de fábulas, mitologias, lendas e fragmentos de culturas antigas. A prova de que esses livros são mitologias está em seu próprio conteúdo fabulesco. Eram narrativas sujeitas àquela regra: quem conta um conto lhe acrescenta um ponto. Mais as supressões, adições, reinterpretações e recriações que esses textos foram recebendo. Não houve nenhuma revelação.

Todo esse discurso de Revelação, como em geral todo o discurso religioso - de milagre, vida eterna, salvação, etc, etc, foi construído para aliciar seu rebanho.

Assis !

Em absoluta harmonia com seu pensamento, só tenho uma coisa a dizer : AMÉM!
Saudações irreligiosas.


Assis Utsch disse:

Ivo,

Você conhece meu pensamento sobre o assunto, e já coloquei aqui boa parte das minhas compreensões, mas muita gente não teve acesso aos textos que produzi, depois que li algumas poucas dezenas dos melhores livros que abordam essas questões. Minha constatação é essa que está logo abaixo:

Os livros sagrados de todos os credos são coleções de fábulas, mitologias, lendas e fragmentos de culturas antigas. A prova de que esses livros são mitologias está em seu próprio conteúdo fabulesco. Eram narrativas sujeitas àquela regra: quem conta um conto lhe acrescenta um ponto. Mais as supressões, adições, reinterpretações e recriações que esses textos foram recebendo. Não houve nenhuma revelação.

Todo esse discurso de Revelação, como em geral todo o discurso religioso - de milagre, vida eterna, salvação, etc, etc, foi construído para aliciar seu rebanho.

Ivo e demais,

Creio ser uma atitude de imprudência afirmar que "Irreligiosos são pessoas sem e contra as religiões". Pois apesar dos séculos e milênios de intolerância, torturas, fogueiras, massacres e outros morticínios que as religiões têm atrás de si, alguma coisa se depurou.

As religiões, influenciadas pelo Iluminismo, têm um forte legado na cultura, especialmente, na cultura ocidental. Conforme lembra Alain de Botton em seu livro Religião Para Ateus, as crenças inspiraram um enorme acervo das artes - na pintura, arquitetura, escultura e também na construção da ética e da moral, a despeito do seu outro legado de intolerância e alienação.

Então, eu teria receio em dizer que sou antirreligioso, conquanto seja contrário à exploração religiosa, da mesma forma que devemos combater também esse aspecto reverencial das religiões; elas não podem ficar imunes a questionamentos, nenhum religioso deveria ficar sensibilizado pelas indagações que fazemos sobre as crenças. Aliás esta barreira de imunidade que eles reclamam reflete justamente a vulnerabilidade das crenças.     

Ivo S. G. Reis disse:

Luís:

Muitas pessoas ainda confundem IRRELIGIOSOS com ATEUS e isto até faz algum sentido, mas não é a mesma coisa. A  a maioria dos irreligiosos são mesmo ateus, mas não necessariamente. Todo ateu é, por conseqüência, um irreligioso, mas nem todo irreligioso é ateu. Em essência, assim poderíamos definir os irreligiosos:

"Irreligiosos são pessoas sem e contra as religiões (este é o ponto comum), em sua maioria descrentes em deuses de qualquer espécie, mas não necessariamente antiteístas." 

Visite a página PESQ e veja a pesquisa "Irreligiosos são:". A pesquisa, com opiniões dos nossos próprios colegas, deve responder à sua pergunta (valem as duas respostas de maior percentual, fundidas, eis que alguns também fazem uma certa confusão).

Antes que vc faça nova confusão, uma explicação:

Sem-religião e irreligiosos não são a mesma coisa.

Uma pessoa pode ser sem-religião por displicência e falta de compromisso, sem ser contrário a elas, e crendo em algum deus. Já o irreligioso, não só é contrário e não-praticante de nenhuma religião, como combate ferrenhamente todas as religiões, umas mais outras menos. Esta é a diferença.

Saudações Irreligiosas!

O prefixo "I" quer dizer não. Pra mim, Irreligiosos é a mesma coisa que "não religiosos". Querem definição melhor do que essa? Acho impossível um ateu ser, ao mesmo tempo, um religioso. Mas o resto?... Tenho minhas dúvidas... Tem muita gente por aí, em cima do muro. De um lago do muro, com medo do Capeta. Do outro, medo dos castigos divinos. 

Sinto-me livre como um passarinho... Sem medo de voar...

abç

Ivo S.G.Reis !

O que é feito de nossos companheiros, Gilberto Vieira de Sousa (GIBA),  Cristiano Goes, Luis A. Sabino, que muito abrilhantaram com seus comentários as páginas do Irreligiosos.

A verdade bíblica é de que o homem surgiu em torno de 6000 ans atrás, mas a ciência nos mostra a cada dia fatos inusitados a esse respeito, como por exemplo a descoberta de uma arcada dentária humana com cerca de estranhos 2.800.000 anos, testada e comprovada.

Em  1990 na França, descobriram artefatos feitos possivelmente por neandertais, datado e testado com cerca de 176.000 anos.

Nosso companheiro Luis A.Sabino em seu post de 18/09/2012 disse :

"arca de nóe diluvio...bem tenho visto documentários a respeito existe uma certa dúvida onde pode ter havido alguma coisa local as pessoas tinham noção somente do espaço em viviam nem sabiam existir outros continentes quanto a dinossauros as contas falam coisa de 6000 anos se for não existiam ja tinham sido extintos mas convenhamos existe um  certo exagero no assunto quando se fala do mundo todo para mim somente as redondezas "

Provavelmente, a essa altura já dever ter tido contato com as histórias de Gilgamesh e do seu relato sobre o dilúvio, com o personagem Utnapishtim no lugar de Noé, que pelo fato, vê-se,  trata-se a estória de Noé    uma cópia pura e simples, adequando o nome dos personagens ao povo a que vai atender essa estória. O que diria ele sobre o dilúvio de Deucalião da estória grega de Atra-Hasis da mitologia suméria, e outros como o dilúvio chinês e o do povo Maia.

Desta forma,tomando conhecimento dessas histórias da humanidade, como pode alguém acreditar nas estórias após a primeira ? Há ! Talvez seja a fé a culpada. Ou será que é homem que é tolo e que não se presta a pesquisar sobre a verdade ou não de um relato, tido como verdade insofismável ?

A religião, foi criada para servir de fulcro político e a cada um poderoso que se apropria da ideia, criaram novas facetas religiosas, mundo afora, da mesma forma como se utilizaram das estórias do dilúvio.

Vemos hoje em nossos dias, nos cultos evangélicos como exemplo, na criação de diversos fracionamentos da cultura cristã, cada vez mais se dividindo, chegando até a cultos dentro dos lares do "pastores" com direito a publicação na porta de sua moradia, anúncios através de faixa comunicando dia e hora dos cultos.

O que dirá agora  Luis A.Sabino, a respeito das descobertas seguidas de diversos desses gigantes pré-históricos na América do Sul ? Continuaria achando que era só nas redondezas  ?

Saudações irreligiosas

O cristianismo, como há muito reconhecido pelos historiadores críticos, é uma religião sobre Jesus, não a religião de Jesus. Talvez muito mais embasado nas doutrinas atribuídas  ao suposto Paulo de Tarso e Pedro, do que na do suposto próprio Jesus Cristo. E “a criação do Cânone” não foi a única invenção da Igreja inicial. Entre elas estão algumas das mais importantes doutrinas cristãs, como Messias sofredor, a divindade de Cristo, a incoerente Trindade e a existência de céu e inferno. Bem essas invenções e fabricações você já sabia. Temos algumas dezenas de causas que levam o homem à religiosidade, inclusive a ambição por poder, pelo controle das massas e a acumulação de fortunas.

       Assim como o Velho Testamento (começando pelo mito de Genesis), o “Novo” também é obra de carpintaria ruim, encaixado muito depois dos supostos acontecimentos e cheio de tentativas improvisadas de fazer as coisas parecerem certas e mostram sinais inequívocos de ter sido adulterado. Não há, pois, nos Evangelhos, nada que já não estivesse no Antigo Testamento: nada há de novo debaixo do Sol, como dizia Salomão. Todos as designações de Cristo tinham já sido usados no Antigo Testamento, mais ou menos metaforicamente, enquanto que no Novo Testamento adquiriram o carácter sobrenatural próprio de um mito.

       Seus muitos autores, nenhum dos quais publicou qualquer coisa até muitas décadas após a suposta  crucificação do personagem Jesus, não conseguem concordar em nada importante. Mateus e Lucas não chegam a um acordo sobre o Nascimento Virginal ou a genealogia de Jesus. Jesus nasce de uma virgem, porque esse caso encontra-se  em Isaías (VII, 14), e é prenunciado por Isaac, José e Sansão. O anjo Gabriel é  conhecido no Antigo Testamento.  Eles se contradizem completamente na “Fuga para o Egito”, com Mateus dizendo que José foi “avisado em um sonho” a fugir imediatamente e Lucas dizendo que os três permaneceram em Belém até a “purificação de Maria de acordo com as leis de Moisés”, o que demoraria quarenta dias, e então retornaram a Nazaré através de Jerusalém.

O quadro é alterado ainda mais quando sabemos que a palavra traduzida como virgem, especificamente almah, significa apenas “uma mulher jovem”. 

       Há ainda a questão extraordinária da grande prole de Maria. Mateus nos informa (13:55-57) que havia quatro irmãos de Jesus e também algumas irmãs. No Evangelho de Tiago que não é canônico, mas também não é descartado, temos o relato de um irmão de Jesus do mesmo nome, que evidentemente era muito mais atuante nos círculos religiosos da mesma época. Vamos aceitar que Maria pudesse ter “concebido” como virgo intacta e dado à luz a um bebê, o que certamente a teria deixado menos intacta nesse sentido. Mas como ela continuou produzir filhos com o homem José, que só existe no discurso registrado e assim criou filhos, uma família sagrada tão grande que as “testemunhas oculares” continuam a chamar atenção para ela?

Por mais “inspirada” que seja a resolução da Igreja, é um insulto à “divindade” e a nossa inteligência alegar que tal inspiração foi de alguma forma divina, assim como a Santíssima Trindade criada pela Igreja e não encontrada na Bíblia.

 Os Evangelhos Apócrifos e a definição dos evangelhos que seriam verdadeiros e os tidos apócrifos começaram com o Imperador Constantino,  “um império, um imperador” (272-337) e terminaram com o Decreto Gelasiano (492-496). Constantino queria “um Deus, uma religião”.
Um dos maiores protagonistas dessa operação foi Constantino. Havia pouca informação disponível.  Um personagem chamado Eusébio (empregado de Constantino),  no início do século IV, compilou, lendas, invenções e em sua imaginação, a única história das origens do cristianismo. Todas as narrativas subsequentes foram obrigadas a seguir as duvidosas afirmações de Eusébio porque havia pouca informação disponível. Aqueles que apresentassem uma perspectiva diferente a respeito do cristianismo eram rotulados de heréticos e eliminados. Constantino recrutou e financiou uma equipe para manipular os textos existentes, com o fim de divinizar um Cristo humano. Desse modo, falsidades reunidas no século IV chegaram até nós como se fossem comprovadas.

O Fundamentalismo religioso da Igreja Católica varreu e queimou grande parte desses evangelhos tidos então como apócrifos e perseguiu implacavelmente no decorrer dos séculos os ensinamentos que eram contra a Cúria Romana.

     A origem dos Livros Apócrifos (também chamados de Evangelhos Gnósticos; do grego Gnosis, que significa Conhecimento) nos remete ao ano 367 d.E.C. Por ordem do Bispo Atanásio de Alexandria, que seguia a resolução do Concílio de Nicéia ocorrido em 325 d.E.C, foram destruídos inúmeros manuscritos dos primórdios do Cristianismo.

      O mais interessante, é que a própria Igreja Católica reconhece que muitos desses textos foram escritos por “autores sagrados”. E por que então não reconhecê-los como canônicos? E por que tais textos foram perseguidos e condenados durante séculos?

        Os resultados falam por si mesmos: os livros incluídos na Bíblia como são aceitos hoje permitiram que o cristianismo prosperasse, perdurasse e floresce em todo mundo. A criação de uma história conveniente fez parte do arsenal de manipulação política, mesmo tendo semelhanças e mitos entre as histórias (relatos imortais) de Osíris, Dioniso, Atis, Adônis, Baco, Mitra... E o Jesus Cristo mítico substituído pelo “histórico” Jesus de Nazaré. O maior acobertamento da história!

Atualmente, a Igreja Católica reconhece como parte da tradição os Evangelhos Apócrifos de Tiago, Matheus, O Livro sobre a Natividade de Maria, o Evangelho de Pedro e o Armênio e Árabe da Infância de Jesus. Mas a maioria dos livros não é reconhecida. Ao todo são 112 livros, 52 referentes ao Antigo Testamento e 60 em relação ao Novo Testamento. Dentre eles estão Evangelhos (como o de Maria Madalena, Tomé e Filipe), Atos (como o de Pedro e Pilatos), Epístolas (como a de Pedro à Filipe e a Terceira Epístola aos Coríntios) e Apocalipses (como de Tiago, João e Pedro) Testamentos (como de Abraão, Isaac e Jacó), além de A Filha de Pedro, Descida de Cristo aos Infernos, etc.

      Diante de tudo isso, é difícil compreender como é possível um livro considerado sagrado, ser além de escrito, formulado pelos homens conforme suas ideias retrógradas e conveniências políticas e sociais. É apenas mais um motivo para se contestar a Antiga Igreja Católica, já tão bem conhecida pela sua "Autoridade Divina".

 O mesmo silêncio da História acerca de Jesus revela-se também a respeito dos apóstolos, sobre os quais não existem outros documentos senão os eclesiásticos, destituídos de todo o valor provativo, pois que nô-los apresentam, não como homens naturais, mas como personagens sobrenaturais, ou pelo menos, taumaturgos, o que vem a dar na mesma.

     Emílio Ferriére, no seu excelente livro “Os Apóstolos” demonstra a impossibilidade de S. Pedro ter estado em Roma, impossibilidade essa confirmada pelo silêncio dos mais antigos escritores da Igreja, até a segunda metade do século IV. Porém, o autor comete o equívoco de tomar como fonte histórica os Atos dos Apóstolos, escolhendo as poucas notas que esses nos deixaram, como se fossem notícias verdadeiras. A simples consideração de que nada do que narram os Atos está conforme com qualquer dos autores profanos deveria bastar para nos pôr em guarda a respeito dessa fonte, que não pertence de modo algum à Bíblia porque, até na compilação dos livros canônicos da Bíblia, a Igreja teve o astucioso cuidado de se descartar de todos os documentos que falavam de Cristo, Maria ou dos Apóstolos que pudessem ser facilmente impugnados pela crítica histórica, evitando, assim, o perigo de se pô-lo a descoberto desde o seu princípio.

      Os únicos fatos históricos que se atribuem aos apóstolos, são a viagem de S. Pedro a Roma e as suas disputas com Simão Mago, o encontro de S. Pedro com Jesus e o famoso Quo vadis, Domine?, morte de S. Pedro. Outros fatos, são narrados exclusivamente em livros declarados apócrifos pela própria Igreja. Outro tanto pode afirmar-se de José e de Maria, progenitores de Cristo, e bem assim de seus irmãos e de toda a sua família. Todas essas circunstâncias aumentam a significação do silêncio da história em volta de Cristo, circunstâncias que adquirem maior valor quando se vê que Cristo, Maria e os Apóstolos são puras criações místicas.

Se os Evangelhos não são “inspirados” e verdadeiros como fatos (se contrapõem aos Evangelhos Gnósticos), como história, não consigo ver como poderiam ser verdadeiros de alguma maneira, ou de algum valor. Acreditar em um ser superior é mais do que simples perda de tempo: pode ser uma tremenda irresponsabilidade. É um sentimento que muitos compartilham hoje e chegam sempre à mesma conclusão: Deuses não existem!

CRENTES ACREDITAM QUE TUDO ISSO É VERDADE. MAS NÃO ACREDITAM POR CAUSA DE EVIDÊNCIAS HISTÓRICAS. Mas tambem é compreensível e inevitável que diante de tanta especulação fantasiosa e interpretações bíblicas, os próprios crentes cristãos se ataquem e se agridam entre eles defendendo cada lado a sua própria infalibilidade e crença como a única verdadeira. Essas diferenças entre as diferentes facções cristãs os tem dividido de forma vergonhosa e definitiva causando, não poucas vezes, enfrentamentos severos entre eles.

 Assim, portanto, deixemos os crentes defensores e partidários da religião confiar apenas na fé, e que eles sejam corajosos o bastante para admitir que é isso o que estão fazendo.

Saudações,

Oiced Mocam
https://pt-br.facebook.com/people/Oiced-Mocam/100009117703624
https://pt.scribd.com/user/232936058/Oiced-Mocam

https://plus.google.com/103575022222702953994/posts

Os Evangelhos, que dão "existência" ao suposto Cristo, não são uma obra forjada na Palestina, mas na Grécia, conforme tem defendido muitos pensadores. A indicação disso é que os Evangelhos são traduções do grego e não do aramaico, e muito menos do hebraico. Outra indicação disso é que os Evangelhos estão em desacordo com a cultura judaica e trazem muitos erros  geográficos e históricos sobre a Judeia-Palestina.

Responder à discussão

RSS

Sobre

Badge

Carregando...

Leia Isto!

Traduzir para/Translate to:


Visualizações

contador de visitas online

Se esta é a sua 1ª visita ou se passou por aqui, mas não quis comentar nem publicar nada, assine o nosso livro de visitas!

Irreligiosos.ning.com website reputation

Recados Rápidos

 

 

Links Indicados

Sites da Rede DDD: . . . . . . .Logo Rede DDD Acessar links dos sites Baú do Inexplicado Outros:
visit Skeptic.com

Sociedade Racionalista

ComunidadeO Outro Lado das ReligiõesBULE VOADORInternet Infidels Visitar o Observatório

GeraLinks

Badges do Irreligiosos

Nosso badge no seu blog:

Link o Irreligiosos


(Clique aqui para saber como!)


Enquete Jesus Cristo


Sua opinião sobre Jesus Cristo:
Acesse o post de apoio;

----------------
Acesse a nossa página PESQ para responder à enquete.

 


Notícias Cristãs

Atenção: As notícias aqui divulgadas não são nossas recomendações e são veiculadas apenas para informar os últimos acontecimentos e eventos do cristianismo.

(Se a exibição falhar, não é culpa nossa e sim do Widget. Não se preocupem, elas voltam depois)

Por Gospel+ - Gospel+ Noticias

Grupos

Principais Colaboradores

Abaixo, destacamos (em ordem alfabética) a 4ª lista dos nossos  mais eminentes e constantes colaboradores:

  • Alfredo Bernacchi
  • Assis Utsch
  • Carlos Dosivan
  • Divina J. Scarpim
  • Erijosé Oliveira
  • Gilberto Vieira
  • Jorge O. Almeida
  • Luísa L.
  • Márcia Zaros
  • Marilda Oliveira
  • Oiced Mocam
  • Paulo Luiz  
  • Paulo Rosas 
  • Rafael Rocha
  • Sergio M. Rangel

© 2017   Criado por Ivo S. G. Reis.   Ativado por

Badges  |  Relatar um incidente  |  Termos de serviço