Irreligiosos

Se você não sabe, aceita e não questiona, embota-se e acaba virando crente.

Há os que creem que sim e os que creem que não. Para os religiosos, ele é de inspiração divina e uma questão de fé. Sendo questão de fé, é um dogma religioso que se aceita sem discussão e ponto final. Entretanto, para não religiosos, pesquisadores, historiadores, filósofos racionalistas, cientistas e exegetas bíblicos, os Evangelhos não merecem fé porque, conquanto alguns lugares e personagens possam ser comprovados, no todo, a maioria das narrativas não têm comprovação histórica, são divergentes, incoerentes e, quase todas, impossíveis de serem verificadas, tantas foram as alterações feitas pelos copistas, nos mais de 30 Evangelhos existentes, entre os apócrifos e os sinóticos. Até mesmo a existência e os feitos do seu personagem central, Jesus Cristo, é colocada em xeque.

Dê o seu ponto-de-vista, justifique, e inicie os debates.

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Perfeita a sua observação, Assis. O próprio Jesus, se pudesse ser comprovada a sua existência, falaria aramaico, que era a língua nativa da sua região e sua época. O mesmo se pode dizer em relação aos seus "apóstolos". Portanto, tudo indica, por isso e pelos fatos que você apontou, que os Evangelhos não foram escritos por judeus ou romanos. Quando muito, por gregos deslocados da sua região. Mas a salada é tão grande que nem isso pode ser comprovado. Como tudo daquela época, fica no terreno das suposições e teorias a serem comprovadas.

Os colegas ficam agradecidos pelo seu sempre oportuno retorno.

Saudações Irreligiosas!

Assis Utsch disse:

Os Evangelhos, que dão "existência" ao suposto Cristo, não são uma obra forjada na Palestina, mas na Grécia, conforme tem defendido muitos pensadores. A indicação disso é que os Evangelhos são traduções do grego e não do aramaico, e muito menos do hebraico. Outra indicação disso é que os Evangelhos estão em desacordo com a cultura judaica e trazem muitos erros  geográficos e históricos sobre a Judeia-Palestina.

A questão da discussão é:

Os Evangelhos Foram Mesmo Inspirados por "Deus"?

Ora os evangelhos são livros. Nesses livros são narradas histórias.

Não há evidências da existência de deuses. Então presumo que não existam, ou então se existirem, ainda somos ignorantes desse facto, visto nenhuma tecnologia avançada ter detectado algum.

A inspiração para escrever histórias, sejam versos ou prosa, pode vir de qualquer coisa. Um homem belo e inacessível, ou acessível. Uma bela mulher. A ideia do sofrimento de qualquer amor platónico. Um ideal social. Um ideal filosófico. Um ideal moral. Um ideal religioso, que naquele tempo também era um ideal social, uma forma de manter uma identidade cultural, mesmo que com rédea curta.

Respondendo à pergunta: Os evangelhos podem ter sido inspirados por "Deus", assim como poderiam ter sido inspirados pelas ondinas, ou pelas mouras. Há milhares de histórias absurdas inspiradas pelos ideais e figuras do imaginário humano. Porquê não haver histórias inspiradas por "Deus"?

Luísa L.

Como lembrou John Searle em seu livro O Mistério da Consciência, "Se o mundo sobrenatural existisse, ele seria parte do mundo natural". Efetivamente, se o tal mundo sobrenatural existisse, ele seria parte da realidade; e em sendo parte da realidade, mais uma vez, ele seria parte do mundo natural.

Ola Paulo boa tarde!

tenho acompanhado vocês, entrei aqui com curiosidade para saber como pensam sobre este assunto , e acabei passando um tempo com vocês

o que eu falava acima sobre o diluvio bíblico me parece que foi alguma coisa local , mas pelos relatos que tenho lido parece ter acontecido alguma coisa neste sentido a 6000 anos (é o que dizem)

e sobre os dinossauros (não sei porque entrou na conversa) a extinção se deu a uns 65 milhões de anos atrás então o povo da época nem imaginavam uma coisa destas

apesar de não responder tenho acompanhado

abraços



Paulo Rosas Moreira disse:

Ivo S.G.Reis !

O que é feito de nossos companheiros, Gilberto Vieira de Sousa (GIBA),  Cristiano Goes, Luis A. Sabino, que muito abrilhantaram com seus comentários as páginas do Irreligiosos.

A verdade bíblica é de que o homem surgiu em torno de 6000 ans atrás, mas a ciência nos mostra a cada dia fatos inusitados a esse respeito, como por exemplo a descoberta de uma arcada dentária humana com cerca de estranhos 2.800.000 anos, testada e comprovada.

Em  1990 na França, descobriram artefatos feitos possivelmente por neandertais, datado e testado com cerca de 176.000 anos.

Nosso companheiro Luis A.Sabino em seu post de 18/09/2012 disse :

"arca de nóe diluvio...bem tenho visto documentários a respeito existe uma certa dúvida onde pode ter havido alguma coisa local as pessoas tinham noção somente do espaço em viviam nem sabiam existir outros continentes quanto a dinossauros as contas falam coisa de 6000 anos se for não existiam ja tinham sido extintos mas convenhamos existe um  certo exagero no assunto quando se fala do mundo todo para mim somente as redondezas "

Provavelmente, a essa altura já dever ter tido contato com as histórias de Gilgamesh e do seu relato sobre o dilúvio, com o personagem Utnapishtim no lugar de Noé, que pelo fato, vê-se,  trata-se a estória de Noé    uma cópia pura e simples, adequando o nome dos personagens ao povo a que vai atender essa estória. O que diria ele sobre o dilúvio de Deucalião da estória grega de Atra-Hasis da mitologia suméria, e outros como o dilúvio chinês e o do povo Maia.

Desta forma,tomando conhecimento dessas histórias da humanidade, como pode alguém acreditar nas estórias após a primeira ? Há ! Talvez seja a fé a culpada. Ou será que é homem que é tolo e que não se presta a pesquisar sobre a verdade ou não de um relato, tido como verdade insofismável ?

A religião, foi criada para servir de fulcro político e a cada um poderoso que se apropria da ideia, criaram novas facetas religiosas, mundo afora, da mesma forma como se utilizaram das estórias do dilúvio.

Vemos hoje em nossos dias, nos cultos evangélicos como exemplo, na criação de diversos fracionamentos da cultura cristã, cada vez mais se dividindo, chegando até a cultos dentro dos lares do "pastores" com direito a publicação na porta de sua moradia, anúncios através de faixa comunicando dia e hora dos cultos.

O que dirá agora  Luis A.Sabino, a respeito das descobertas seguidas de diversos desses gigantes pré-históricos na América do Sul ? Continuaria achando que era só nas redondezas  ?

Saudações irreligiosas

A Bíblia e as razões para Humanistas negar a Inspiração Divina

Autor:  Joseph C. Sommer

Introdução

 Este artigo apresenta algumas razões pelas quais os Humanistas asseguram que a Bíblia não é a palavra de Deus

 Os Humanistas estão convencidos de que a Bíblia foi escrita basicamente por seres humanos que viviam numa época de ignorância, superstição e crueldade. Os Humanistas também acreditam que por ter sido escrita por pessoas que viveram numa era bárbara e de pouco esclarecimento, o livro produzido contém muitas afirmativas errôneas e ensinamentos prejudiciais.

       Muita crítica tem sido dirigida aos Humanistas pela posição que sustentam em relação à Bíblia. Alguns críticos da filosofia Humanista vão até a ponto de afirmarem que os Humanistas são o próprio Mal ou “agentes” do Demônio. A esperança é a de que esse artigo proporcione esclarecimentos quanto às reais opiniões dos Humanistas a respeito da Bíblia.

Contradições

O fato de a Bíblia apresentar contradições é uma das razões pelas quais os Humanistas consideram o livro como sendo de autoridade não confiável. Obviamente, se duas afirmativas na Bíblia se contradizem, pelo menos uma das afirmativas deve ser falsa. Pelo fato de que em numerosas passagens ocorrem versículos bíblicos contraditórios, deduz-se que a Bíblia contém muitas afirmativas falsas.

       As contradições aparecem já no início, quando relatos sobre a criação do mundo são apresentados. Por exemplo, Gênesis, capítulo 1, diz que o primeiro homem e a primeira mulher foram feitos ao mesmo tempo, depois dos animais ("Deus criou o homem à sua imagem, à imagem de Deus ele o criou, homem e mulher ele os criou" G 1,27). No entanto, Gênesis, capítulo 2, diz que a ordem da criação foi a seguinte: homem, depois os animais e depois a mulher ("Então Deus modelou o homem com a argila do solo, insuflou em suas narinas um hálito de vida e o homem se tornou um ser vivente"G 2,7 - "Deus modelou do solo todas as feras selvagens e todas as aves do céu e as levou ao homem para ver como ele as chamaria" G2,19 - "Depois da costela que tirara do homem, Deus modelou uma mulher e a trouxe ao homem" G2,22).

        A Terra é criada antes da luz e estrelas, pássaros e baleias antes de répteis e insetos, e florescem plantas antes de qualquer animal (1:1-2-3). Deus cria a luz e a separa da escuridão, o dia da noite, no primeiro dia, mas ele ainda não criou os objetos que produzem luz (o sol e as estrelas) até o quarto dia (1:14-19).

         Em Gênesis 1, as árvores frutíferas foram criadas antes do homem, mas no capítulo 2 há a indicação de que as árvores frutíferas foram criadas depois do homem. Em G 1:20 diz que as aves foram criadas das águas mas em G:19 diz-se que as aves foram criadas do solo. Também em G 1:2-3 afirma-se que Deus criou a luz e a separou da escuridão no primeiro dia, mas G1:14-19 diz que o sol, a lua e as estrelas só foram feitos no quarto dia. Como pôde haver “tarde e a manhã” no primeiro dia se não havia nenhum sol para marcá-los? Deus gasta 1/6 do esforço criativo dele (o segundo dia) trabalhando em um firmamento sólido. Essa estranha estrutura que Deus chama céu.

      Contradições também abundam nos relatos bíblicos de um dilúvio universal. Gen. 6:19-22 diz que Deus ordenou a Noé para trazer para a arca de 450 pés de comprimento, dois (ou sete?) seres de cada espécie. Todos os animais subiram a bordo da arca “no mesmo dia” (7:13-14) No entanto, em G 7:2-3 há que "de todos os animais puros e das aves dos céus, tomarás sete pares, o macho e sua fêmea; dos animais que não são puros, tomarás um casal, o macho e sua fêmea". G 7:17 diz que a inundação – o dilúvio-  durou quarenta dias, mas G 8:3 diz que durou cento e cinqüenta dias. G8:4, afirma que, conforme as águas desceram, a arca de Noé repousou sobre as montanhas de Ararate no sétimo mês mas no próximo versículo se afirma que o topo das montanhas não podia ser visto até o décimo mês. G 8:13 afirma que a terra estava seca e o solo enxuto no primeiro dia do primeiro mês, mas em G 8:14 temos que a terra estava seca até o 27º dia do segundo mês. Quando os animais deixaram a arca, o que teriam comido? Não teriam buscado nenhuma planta no chão que tinha ficado submerso durante meses. O que teriam comido os carnívoros? Qualquer presa teria sido extinta.  Leia o artigo: O Dilúvio e a Arca de Noé nunca existiram!

      O Antigo Testamento também apresenta significativas contradições na história do censo realizado pelo Rei David e a subsequente punição dos Israelitas por Deus. De acordo com a história, Deus estava tão enraivecido pelo censo que ele enviou uma praga que matou setenta mil homens. Samuel II 24:1 diz que Deus é que mandou David realizar o censo (Vai, disse Deus, e fazei o recenseamento de Israel e de Judá), mas nas Crônicas I 21:1 afirma-se que David foi influenciado por Satã para realizar o censo (Satã levantou-se contra Israel e induziu Davi a fazer o recenseamento de Israel).

       Além disso, há uma contradição no que diz respeito à questão sobre o castigo de Deus às crianças pelos crimes cometidos por seus pais. Em Ezequiel 18:20, o Senhor diz: "Sim, a pessoa que peca é a que morre! O filho não sofre o castigo da iniquidade do pai, como o pai não sofre o castigo da iniqüidade do filho". No entanto, em Êxodos 20-5, Deus diz:

"Sou um Deus ciumento, que puno a iniqüidade dos pais sobre os filhos até a terceira e a quarta geração dos que me odeiam".

      O Antigo Testamento é contraditório sobre o comando de Deus para que os Israelitas sacrificassem animais em seu louvor. Em Jeremias 7:22, Deus diz que não mandou os Israelitas fazerem qualquer sacrifício de animais. No entanto, em Êxodos 29:38-42 e em muitas outras passagens no Pentateuco, Deus é claro quanto ao pedido para que os Israelitas sacrifiquem animais.

       Passando para o Novo Testamento, há contradições quanto à genealogia de Jesus da forma como é apresentada no primeiro capítulo de Mateus e a genealogia do terceiro capítulo de Lucas. Ambas as genealogias apresentam o pai de Jesus como sendo José (o que é curioso, posto que Maria tivesse sido fecundada pelo Espírito Santo), mas Mateus afirma que o nome do pai de José era Jacó, enquanto que Lucas diz que seu nome era Heli. Também Mateus diz que houve vinte e seis gerações entre Jesus e o Rei David, porém, Lucas diz que o número foi de quarenta e uma gerações. Além disso, Mateus alega que Jesus era descendente de Salomão, filho de David, mas Lucas afirma que era de Natan, outro filho de David.

      Na história do nascimento de Jesus, Mateus 2:13 -15 diz que José e Maria partiram para o Egito imediatamente após a vinda dos magos do oriente com seus presentes. No entanto, Lucas 2:22-40 indica que, após o nascimento de Jesus, José e Maria permaneceram em Belém durante o tempo da purificação de Maria (que era de quarenta dias, de acordo com as leis da época) e que depois levaram Jesus para Jerusalém para apresentá-lo ao Senhor e depois retornaram para sua casa em Nazaré. Lucas não menciona a jornada para o Egito ou a visita dos sábios do oriente.

      Quanto à morte de Judas, Mateus 27:5 diz que Judas pegou o dinheiro que tinha obtido pela traição, atirou-o no templo, e depois foi  enforcar-se. No entanto, Atos 1:18 relatam que Judas usou o dinheiro para comprar um campo e que caindo de cabeça para baixo, arrebentou-se pelo meio, derramando todas as suas entranhas. Na descrição de Jesus sendo levado para a execução, João 19:17 diz que Jesus carregou sua própria cruz. No entanto, Marcos 15:21-23 diz que um homem chamado Simão Cireneu, pai de Alexandre e de Rufo, carregou a cruz de Jesus até o local da crucificação.

        Quanto à própria Crucificação, Mateus 27:44 nos diz que Jesus foi insultado pelos ladrões que estavam sendo crucificados junto dele. No entanto, Lucas 23:39-43 diz que somente um dos ladrões insultou Jesus e que o outro ladrão defendeu Jesus a quem Jesus teria dito: "Hoje ainda estarás comigo no Paraíso". Quanto às últimas palavras de Jesus na cruz, Mateus 27:46 e Marcos 15:34 afirmam que Jesus gritou: "Deus, meu Deus, por que me abandonastes?". Lucas 23:46 diz que as últimas palavras de Jesus foram: "Pai, em suas mãos eu entrego meu espírito". Segundo João 19:30 as últimas palavras de Jesus, foram: "está terminado".

      Há contradições inclusive nos relatos da Ressurreição - o evento que é a base da religião cristã. Marcos 16:2 diz que no dia da ressurreição certas mulheres chegaram ao túmulo ao nascer do sol, mas João 20:1 diz que quando chegaram já era noite. Lucas 24:2 nos diz que o túmulo estava aberto quando as mulheres chegaram, mas Mateus 28:1-2 diz que ele estava fechado. Marcos 16:5 diz que as mulheres viram um jovem rapaz no túmulo, Lucas 24:4 diz que viram dois homens, Mateus 28:2 alega que elas viram um anjo, e João 20:11-12 afirma que elas viram dois anjos.

       Sobre a colocação em cima das cruzes, a identidade de cada um dos condenados e a natureza do seu crime, há divergências na redação entre os quatro evangelistas. Qual deles acertou o texto INRI?

Marcos disse: “O Rei dos Judeus” (Mc. 15,26).

Mateus: “Este é Jesus, o rei dos Judeus” (Mt, 27,37).

Lucas: “Este é o rei dos Judeus” (Lc, 23,38).

João Zebedeu, chamado o Evangelista: “Jesus Nazareno, o Rei dos Judeus” ) Jo, 19,19).

Quem estava com a verdade, quem tinha razão?

       Nesse volume, também muito se fala nas mitologias e lendas (conheça mais em Grandes Lendas e Mitos Universais – Próximo Oriente” - de John Gray Ed. Verbo) sumérias e gregas e do povo hebreu e seus povos vizinhos, que se mostraram refletidos nos textos da Bíblia.

Como "ensina" a Igreja Católica, “para escrever os livros sagrados" Deus escolheu e serviu-se de homens na posse das suas faculdades e capacidades, para que agindo Ele neles e por eles, pusessem por escrito, como verdadeiros autores, tudo aquilo que Ele queria (Dei Verbum); portanto  “Deus, na Sagrada Escritura, falou por meio dos homens à maneira humana” (D.V.,12).

       Daí que não seja despropositado o estudo e análise literária, que aqui se faz , dos mitos narrados na Bíblia, de um ponto de vista  estritamente humano e a par de outras lendas de outros povos.

       Numa perspectiva religiosa, contudo, só se deve procurar na Bíblia a “verdade” que diz respeito à salvação do homem. Essa Verdade não se encontra num versículo, nem mesmo num livro, antes em toda a Escritura tomada globalmente (sem ignorar as descobertas científicas e arqueológicas).

        Para além dos mitos, são muitas e variadas as formas literárias utilizadas na Bíblia (por exemplo, crônicas ou parábolas). Livros há em que outro gênero de elementos (históricos, épicos, escatológicos, apocalípticos, etc.) se afastam do mito, e outros livros ainda como Deuteronômio ou dos Profetas, representam, em grande parte, uma reação também contra os mitos.

          O fato e a verdade é que os Evangelhos NÃO foram escritos pelos apóstolos. Não é a “palavra” ou a inspiração  de um Deus. A maioria dos livros do Novo Testamento leva nomes de pessoas que não testemunharam pessoalmente nenhum dos acontecimentos da vida Dele e não as escreveram. Motivações para produzir fraudes e textos literários havia muitas. Isso é bem conhecido dos estudiosos desde o século passado e é amplamente ensinado nos seminários e faculdades de teologia por todos os Estados Unidos. A maioria dos pastores no Brasil sabem disso. Mas para muitas pessoas das ruas e nos bancos de igreja isso é “novidade”, e é compreensível. Ainda hoje, muitos estudiosos relutam em  chamar os  documentos forjados do Novo Testamento de fraudes – afinal é da Bíblia que e estamos falando. Mas a realidade é que, por qualquer definição do termo, é isso que eles são.

       Um grande número de livros dos primórdios da Igreja foi escrito por autores que alegaram falsamente ser apóstolos para enganar os leitores e fazê-los aceitar seus livros e os pontos de vista que representavam. Assim não temos a "voz" de Jesus, mas sim a  "voz" da igreja primitiva.

Resumindo: anonimato, incerteza nos originais, seleção ao acaso e falta de critério na pretensa autenticidade conferida pela Igreja aos Evangelhos atuais – eis aí ao que se reduz a autenticidade do Novo Testamento!

Como se tudo isso fosse pouco, outras circunstâncias a diminuem ainda mais. Entre elas, as numerosas alterações a que estiveram sujeitos os Evangelhos atuais, devido à inépcia dos copistas, e m

                     "Não acreditaria nos Evangelhos... se não o fosse pela Igreja."

Colaborou, Oiced Mocam

Só mais uma coisa sobre este assunto o diluvio

"disseram" que não caberiam todos os casais de animais do planeta na arca, e falam também da logística de pegar casais de animais em outros continentes numa época onde se andava a pé ou no lombo de burros , camelos ...... ai um ateu numa conversa lá com um crente perguntou : o que comeu o casal de leões o casal de zebras? saiu até uma conversa onde os casais seriam filhotes vai saber a gente fica cada vez mais é confuso



Luis A. Sabino disse:

Ola Paulo boa tarde!

tenho acompanhado vocês, entrei aqui com curiosidade para saber como pensam sobre este assunto , e acabei passando um tempo com vocês

o que eu falava acima sobre o diluvio bíblico me parece que foi alguma coisa local , mas pelos relatos que tenho lido parece ter acontecido alguma coisa neste sentido a 6000 anos (é o que dizem)

e sobre os dinossauros (não sei porque entrou na conversa) a extinção se deu a uns 65 milhões de anos atrás então o povo da época (do diluvio) nem imaginavam uma coisa destas

apesar de não responder tenho acompanhado

abraços



Paulo Rosas Moreira disse:

Ivo S.G.Reis !

O que é feito de nossos companheiros, Gilberto Vieira de Sousa (GIBA),  Cristiano Goes, Luis A. Sabino, que muito abrilhantaram com seus comentários as páginas do Irreligiosos.

A verdade bíblica é de que o homem surgiu em torno de 6000 ans atrás, mas a ciência nos mostra a cada dia fatos inusitados a esse respeito, como por exemplo a descoberta de uma arcada dentária humana com cerca de estranhos 2.800.000 anos, testada e comprovada.

Em  1990 na França, descobriram artefatos feitos possivelmente por neandertais, datado e testado com cerca de 176.000 anos.

Nosso companheiro Luis A.Sabino em seu post de 18/09/2012 disse :

"arca de nóe diluvio...bem tenho visto documentários a respeito existe uma certa dúvida onde pode ter havido alguma coisa local as pessoas tinham noção somente do espaço em viviam nem sabiam existir outros continentes quanto a dinossauros as contas falam coisa de 6000 anos se for não existiam ja tinham sido extintos mas convenhamos existe um  certo exagero no assunto quando se fala do mundo todo para mim somente as redondezas "

Provavelmente, a essa altura já dever ter tido contato com as histórias de Gilgamesh e do seu relato sobre o dilúvio, com o personagem Utnapishtim no lugar de Noé, que pelo fato, vê-se,  trata-se a estória de Noé    uma cópia pura e simples, adequando o nome dos personagens ao povo a que vai atender essa estória. O que diria ele sobre o dilúvio de Deucalião da estória grega de Atra-Hasis da mitologia suméria, e outros como o dilúvio chinês e o do povo Maia.

Desta forma,tomando conhecimento dessas histórias da humanidade, como pode alguém acreditar nas estórias após a primeira ? Há ! Talvez seja a fé a culpada. Ou será que é homem que é tolo e que não se presta a pesquisar sobre a verdade ou não de um relato, tido como verdade insofismável ?

A religião, foi criada para servir de fulcro político e a cada um poderoso que se apropria da ideia, criaram novas facetas religiosas, mundo afora, da mesma forma como se utilizaram das estórias do dilúvio.

Vemos hoje em nossos dias, nos cultos evangélicos como exemplo, na criação de diversos fracionamentos da cultura cristã, cada vez mais se dividindo, chegando até a cultos dentro dos lares do "pastores" com direito a publicação na porta de sua moradia, anúncios através de faixa comunicando dia e hora dos cultos.

O que dirá agora  Luis A.Sabino, a respeito das descobertas seguidas de diversos desses gigantes pré-históricos na América do Sul ? Continuaria achando que era só nas redondezas  ?

Saudações irreligiosas

Luisa L. / Divina de Jesus Scarpim !

Ambas estão desenvolvendo um diálogo muito bem centrado e inteligente, que não carece reparos.

Parabéns as nossas brilhantes companheiras.

Na fala de Luisa, apenas uma observação para orientar os do lado de cá do Oceano Atlântico,  a sua menção às ondinas e as mouras, que são personagens mitológicos mais conhecidos em sua terra pátria, nosso avozinho Portugal.

https://pt.wikipedia.org/wiki/Ondina_(mitologia)

https://pt.wikipedia.org/wiki/Moura_encantada

Saudações irreligiosas



Luísa L. disse:

A questão da discussão é:

Os Evangelhos Foram Mesmo Inspirados por "Deus"?

Ora os evangelhos são livros. Nesses livros são narradas histórias.

Não há evidências da existência de deuses. Então presumo que não existam, ou então se existirem, ainda somos ignorantes desse facto, visto nenhuma tecnologia avançada ter detectado algum.

A inspiração para escrever histórias, sejam versos ou prosa, pode vir de qualquer coisa. Um homem belo e inacessível, ou acessível. Uma bela mulher. A ideia do sofrimento de qualquer amor platónico. Um ideal social. Um ideal filosófico. Um ideal moral. Um ideal religioso, que naquele tempo também era um ideal social, uma forma de manter uma identidade cultural, mesmo que com rédea curta.

Respondendo à pergunta: Os evangelhos podem ter sido inspirados por "Deus", assim como poderiam ter sido inspirados pelas ondinas, ou pelas mouras. Há milhares de histórias absurdas inspiradas pelos ideais e figuras do imaginário humano. Porquê não haver histórias inspiradas por "Deus"?

Luísa L.

Luiz A.Sabino !

Boa noite Luiz A.Sabino. !

O que a Bíblia relata sobre o Dilúvio, atribuindo ao personagem Noé, a proeza da confecção da arca, foi desmascarada, quando encontraram a placa com escritos de Gilgamesh, contando a mesma proeza que o relato bíblico, não obstante, a história de Deucalião,  da mitologia grega e outras como a história do dilúvio Maia, do dilúvio Chines, veja o comentário simplificado no link abaixo, que não relaciona todos, mas se quiser é só consultar ao Google, sobre cada um deles.

Isto significa, em outras palavras, que o relato bíblico não é original.

http://historialivre.com/univerzo/diluvio.htm

Saudações irreligiosas



Luis A. Sabino disse:

Ola Paulo boa tarde!

tenho acompanhado vocês, entrei aqui com curiosidade para saber como pensam sobre este assunto , e acabei passando um tempo com vocês

o que eu falava acima sobre o diluvio bíblico me parece que foi alguma coisa local , mas pelos relatos que tenho lido parece ter acontecido alguma coisa neste sentido a 6000 anos (é o que dizem)

e sobre os dinossauros (não sei porque entrou na conversa) a extinção se deu a uns 65 milhões de anos atrás então o povo da época nem imaginavam uma coisa destas

apesar de não responder tenho acompanhado

abraços



Paulo Rosas Moreira disse:

Ivo S.G.Reis !

O que é feito de nossos companheiros, Gilberto Vieira de Sousa (GIBA),  Cristiano Goes, Luis A. Sabino, que muito abrilhantaram com seus comentários as páginas do Irreligiosos.

A verdade bíblica é de que o homem surgiu em torno de 6000 ans atrás, mas a ciência nos mostra a cada dia fatos inusitados a esse respeito, como por exemplo a descoberta de uma arcada dentária humana com cerca de estranhos 2.800.000 anos, testada e comprovada.

Em  1990 na França, descobriram artefatos feitos possivelmente por neandertais, datado e testado com cerca de 176.000 anos.

Nosso companheiro Luis A.Sabino em seu post de 18/09/2012 disse :

"arca de nóe diluvio...bem tenho visto documentários a respeito existe uma certa dúvida onde pode ter havido alguma coisa local as pessoas tinham noção somente do espaço em viviam nem sabiam existir outros continentes quanto a dinossauros as contas falam coisa de 6000 anos se for não existiam ja tinham sido extintos mas convenhamos existe um  certo exagero no assunto quando se fala do mundo todo para mim somente as redondezas "

Provavelmente, a essa altura já dever ter tido contato com as histórias de Gilgamesh e do seu relato sobre o dilúvio, com o personagem Utnapishtim no lugar de Noé, que pelo fato, vê-se,  trata-se a estória de Noé    uma cópia pura e simples, adequando o nome dos personagens ao povo a que vai atender essa estória. O que diria ele sobre o dilúvio de Deucalião da estória grega de Atra-Hasis da mitologia suméria, e outros como o dilúvio chinês e o do povo Maia.

Desta forma,tomando conhecimento dessas histórias da humanidade, como pode alguém acreditar nas estórias após a primeira ? Há ! Talvez seja a fé a culpada. Ou será que é homem que é tolo e que não se presta a pesquisar sobre a verdade ou não de um relato, tido como verdade insofismável ?

A religião, foi criada para servir de fulcro político e a cada um poderoso que se apropria da ideia, criaram novas facetas religiosas, mundo afora, da mesma forma como se utilizaram das estórias do dilúvio.

Vemos hoje em nossos dias, nos cultos evangélicos como exemplo, na criação de diversos fracionamentos da cultura cristã, cada vez mais se dividindo, chegando até a cultos dentro dos lares do "pastores" com direito a publicação na porta de sua moradia, anúncios através de faixa comunicando dia e hora dos cultos.

O que dirá agora  Luis A.Sabino, a respeito das descobertas seguidas de diversos desses gigantes pré-históricos na América do Sul ? Continuaria achando que era só nas redondezas  ?

Saudações irreligiosas

Oiced Mocam !

Maravilhosa apresentação sobre o tema, meus parabéns, depois disto o que comentar ?

Saudações irreligiosas

Oiced Mocam disse:

A Bíblia e as razões para Humanistas negar a Inspiração Divina

Autor:  Joseph C. Sommer

Introdução

 Este artigo apresenta algumas razões pelas quais os Humanistas asseguram que a Bíblia não é a palavra de Deus

 Os Humanistas estão convencidos de que a Bíblia foi escrita basicamente por seres humanos que viviam numa época de ignorância, superstição e crueldade. Os Humanistas também acreditam que por ter sido escrita por pessoas que viveram numa era bárbara e de pouco esclarecimento, o livro produzido contém muitas afirmativas errôneas e ensinamentos prejudiciais.

       Muita crítica tem sido dirigida aos Humanistas pela posição que sustentam em relação à Bíblia. Alguns críticos da filosofia Humanista vão até a ponto de afirmarem que os Humanistas são o próprio Mal ou “agentes” do Demônio. A esperança é a de que esse artigo proporcione esclarecimentos quanto às reais opiniões dos Humanistas a respeito da Bíblia.

Contradições

O fato de a Bíblia apresentar contradições é uma das razões pelas quais os Humanistas consideram o livro como sendo de autoridade não confiável. Obviamente, se duas afirmativas na Bíblia se contradizem, pelo menos uma das afirmativas deve ser falsa. Pelo fato de que em numerosas passagens ocorrem versículos bíblicos contraditórios, deduz-se que a Bíblia contém muitas afirmativas falsas.

       As contradições aparecem já no início, quando relatos sobre a criação do mundo são apresentados. Por exemplo, Gênesis, capítulo 1, diz que o primeiro homem e a primeira mulher foram feitos ao mesmo tempo, depois dos animais ("Deus criou o homem à sua imagem, à imagem de Deus ele o criou, homem e mulher ele os criou" G 1,27). No entanto, Gênesis, capítulo 2, diz que a ordem da criação foi a seguinte: homem, depois os animais e depois a mulher ("Então Deus modelou o homem com a argila do solo, insuflou em suas narinas um hálito de vida e o homem se tornou um ser vivente"G 2,7 - "Deus modelou do solo todas as feras selvagens e todas as aves do céu e as levou ao homem para ver como ele as chamaria" G2,19 - "Depois da costela que tirara do homem, Deus modelou uma mulher e a trouxe ao homem" G2,22).

        A Terra é criada antes da luz e estrelas, pássaros e baleias antes de répteis e insetos, e florescem plantas antes de qualquer animal (1:1-2-3). Deus cria a luz e a separa da escuridão, o dia da noite, no primeiro dia, mas ele ainda não criou os objetos que produzem luz (o sol e as estrelas) até o quarto dia (1:14-19).

         Em Gênesis 1, as árvores frutíferas foram criadas antes do homem, mas no capítulo 2 há a indicação de que as árvores frutíferas foram criadas depois do homem. Em G 1:20 diz que as aves foram criadas das águas mas em G:19 diz-se que as aves foram criadas do solo. Também em G 1:2-3 afirma-se que Deus criou a luz e a separou da escuridão no primeiro dia, mas G1:14-19 diz que o sol, a lua e as estrelas só foram feitos no quarto dia. Como pôde haver “tarde e a manhã” no primeiro dia se não havia nenhum sol para marcá-los? Deus gasta 1/6 do esforço criativo dele (o segundo dia) trabalhando em um firmamento sólido. Essa estranha estrutura que Deus chama céu.

      Contradições também abundam nos relatos bíblicos de um dilúvio universal. Gen. 6:19-22 diz que Deus ordenou a Noé para trazer para a arca de 450 pés de comprimento, dois (ou sete?) seres de cada espécie. Todos os animais subiram a bordo da arca “no mesmo dia” (7:13-14) No entanto, em G 7:2-3 há que "de todos os animais puros e das aves dos céus, tomarás sete pares, o macho e sua fêmea; dos animais que não são puros, tomarás um casal, o macho e sua fêmea". G 7:17 diz que a inundação – o dilúvio-  durou quarenta dias, mas G 8:3 diz que durou cento e cinqüenta dias. G8:4, afirma que, conforme as águas desceram, a arca de Noé repousou sobre as montanhas de Ararate no sétimo mês mas no próximo versículo se afirma que o topo das montanhas não podia ser visto até o décimo mês. G 8:13 afirma que a terra estava seca e o solo enxuto no primeiro dia do primeiro mês, mas em G 8:14 temos que a terra estava seca até o 27º dia do segundo mês. Quando os animais deixaram a arca, o que teriam comido? Não teriam buscado nenhuma planta no chão que tinha ficado submerso durante meses. O que teriam comido os carnívoros? Qualquer presa teria sido extinta.  Leia o artigo: O Dilúvio e a Arca de Noé nunca existiram!

      O Antigo Testamento também apresenta significativas contradições na história do censo realizado pelo Rei David e a subsequente punição dos Israelitas por Deus. De acordo com a história, Deus estava tão enraivecido pelo censo que ele enviou uma praga que matou setenta mil homens. Samuel II 24:1 diz que Deus é que mandou David realizar o censo (Vai, disse Deus, e fazei o recenseamento de Israel e de Judá), mas nas Crônicas I 21:1 afirma-se que David foi influenciado por Satã para realizar o censo (Satã levantou-se contra Israel e induziu Davi a fazer o recenseamento de Israel).

       Além disso, há uma contradição no que diz respeito à questão sobre o castigo de Deus às crianças pelos crimes cometidos por seus pais. Em Ezequiel 18:20, o Senhor diz: "Sim, a pessoa que peca é a que morre! O filho não sofre o castigo da iniquidade do pai, como o pai não sofre o castigo da iniqüidade do filho". No entanto, em Êxodos 20-5, Deus diz:

"Sou um Deus ciumento, que puno a iniqüidade dos pais sobre os filhos até a terceira e a quarta geração dos que me odeiam".

      O Antigo Testamento é contraditório sobre o comando de Deus para que os Israelitas sacrificassem animais em seu louvor. Em Jeremias 7:22, Deus diz que não mandou os Israelitas fazerem qualquer sacrifício de animais. No entanto, em Êxodos 29:38-42 e em muitas outras passagens no Pentateuco, Deus é claro quanto ao pedido para que os Israelitas sacrifiquem animais.

       Passando para o Novo Testamento, há contradições quanto à genealogia de Jesus da forma como é apresentada no primeiro capítulo de Mateus e a genealogia do terceiro capítulo de Lucas. Ambas as genealogias apresentam o pai de Jesus como sendo José (o que é curioso, posto que Maria tivesse sido fecundada pelo Espírito Santo), mas Mateus afirma que o nome do pai de José era Jacó, enquanto que Lucas diz que seu nome era Heli. Também Mateus diz que houve vinte e seis gerações entre Jesus e o Rei David, porém, Lucas diz que o número foi de quarenta e uma gerações. Além disso, Mateus alega que Jesus era descendente de Salomão, filho de David, mas Lucas afirma que era de Natan, outro filho de David.

      Na história do nascimento de Jesus, Mateus 2:13 -15 diz que José e Maria partiram para o Egito imediatamente após a vinda dos magos do oriente com seus presentes. No entanto, Lucas 2:22-40 indica que, após o nascimento de Jesus, José e Maria permaneceram em Belém durante o tempo da purificação de Maria (que era de quarenta dias, de acordo com as leis da época) e que depois levaram Jesus para Jerusalém para apresentá-lo ao Senhor e depois retornaram para sua casa em Nazaré. Lucas não menciona a jornada para o Egito ou a visita dos sábios do oriente.

      Quanto à morte de Judas, Mateus 27:5 diz que Judas pegou o dinheiro que tinha obtido pela traição, atirou-o no templo, e depois foi  enforcar-se. No entanto, Atos 1:18 relatam que Judas usou o dinheiro para comprar um campo e que caindo de cabeça para baixo, arrebentou-se pelo meio, derramando todas as suas entranhas. Na descrição de Jesus sendo levado para a execução, João 19:17 diz que Jesus carregou sua própria cruz. No entanto, Marcos 15:21-23 diz que um homem chamado Simão Cireneu, pai de Alexandre e de Rufo, carregou a cruz de Jesus até o local da crucificação.

        Quanto à própria Crucificação, Mateus 27:44 nos diz que Jesus foi insultado pelos ladrões que estavam sendo crucificados junto dele. No entanto, Lucas 23:39-43 diz que somente um dos ladrões insultou Jesus e que o outro ladrão defendeu Jesus a quem Jesus teria dito: "Hoje ainda estarás comigo no Paraíso". Quanto às últimas palavras de Jesus na cruz, Mateus 27:46 e Marcos 15:34 afirmam que Jesus gritou: "Deus, meu Deus, por que me abandonastes?". Lucas 23:46 diz que as últimas palavras de Jesus foram: "Pai, em suas mãos eu entrego meu espírito". Segundo João 19:30 as últimas palavras de Jesus, foram: "está terminado".

      Há contradições inclusive nos relatos da Ressurreição - o evento que é a base da religião cristã. Marcos 16:2 diz que no dia da ressurreição certas mulheres chegaram ao túmulo ao nascer do sol, mas João 20:1 diz que quando chegaram já era noite. Lucas 24:2 nos diz que o túmulo estava aberto quando as mulheres chegaram, mas Mateus 28:1-2 diz que ele estava fechado. Marcos 16:5 diz que as mulheres viram um jovem rapaz no túmulo, Lucas 24:4 diz que viram dois homens, Mateus 28:2 alega que elas viram um anjo, e João 20:11-12 afirma que elas viram dois anjos.

       Sobre a colocação em cima das cruzes, a identidade de cada um dos condenados e a natureza do seu crime, há divergências na redação entre os quatro evangelistas. Qual deles acertou o texto INRI?

Marcos disse: “O Rei dos Judeus” (Mc. 15,26).

Mateus: “Este é Jesus, o rei dos Judeus” (Mt, 27,37).

Lucas: “Este é o rei dos Judeus” (Lc, 23,38).

João Zebedeu, chamado o Evangelista: “Jesus Nazareno, o Rei dos Judeus” ) Jo, 19,19).

Quem estava com a verdade, quem tinha razão?

       Nesse volume, também muito se fala nas mitologias e lendas (conheça mais em Grandes Lendas e Mitos Universais – Próximo Oriente” - de John Gray Ed. Verbo) sumérias e gregas e do povo hebreu e seus povos vizinhos, que se mostraram refletidos nos textos da Bíblia.

Como "ensina" a Igreja Católica, “para escrever os livros sagrados" Deus escolheu e serviu-se de homens na posse das suas faculdades e capacidades, para que agindo Ele neles e por eles, pusessem por escrito, como verdadeiros autores, tudo aquilo que Ele queria (Dei Verbum); portanto  “Deus, na Sagrada Escritura, falou por meio dos homens à maneira humana” (D.V.,12).

       Daí que não seja despropositado o estudo e análise literária, que aqui se faz , dos mitos narrados na Bíblia, de um ponto de vista  estritamente humano e a par de outras lendas de outros povos.

       Numa perspectiva religiosa, contudo, só se deve procurar na Bíblia a “verdade” que diz respeito à salvação do homem. Essa Verdade não se encontra num versículo, nem mesmo num livro, antes em toda a Escritura tomada globalmente (sem ignorar as descobertas científicas e arqueológicas).

        Para além dos mitos, são muitas e variadas as formas literárias utilizadas na Bíblia (por exemplo, crônicas ou parábolas). Livros há em que outro gênero de elementos (históricos, épicos, escatológicos, apocalípticos, etc.) se afastam do mito, e outros livros ainda como Deuteronômio ou dos Profetas, representam, em grande parte, uma reação também contra os mitos.

          O fato e a verdade é que os Evangelhos NÃO foram escritos pelos apóstolos. Não é a “palavra” ou a inspiração  de um Deus. A maioria dos livros do Novo Testamento leva nomes de pessoas que não testemunharam pessoalmente nenhum dos acontecimentos da vida Dele e não as escreveram. Motivações para produzir fraudes e textos literários havia muitas. Isso é bem conhecido dos estudiosos desde o século passado e é amplamente ensinado nos seminários e faculdades de teologia por todos os Estados Unidos. A maioria dos pastores no Brasil sabem disso. Mas para muitas pessoas das ruas e nos bancos de igreja isso é “novidade”, e é compreensível. Ainda hoje, muitos estudiosos relutam em  chamar os  documentos forjados do Novo Testamento de fraudes – afinal é da Bíblia que e estamos falando. Mas a realidade é que, por qualquer definição do termo, é isso que eles são.

       Um grande número de livros dos primórdios da Igreja foi escrito por autores que alegaram falsamente ser apóstolos para enganar os leitores e fazê-los aceitar seus livros e os pontos de vista que representavam. Assim não temos a "voz" de Jesus, mas sim a  "voz" da igreja primitiva.

Resumindo: anonimato, incerteza nos originais, seleção ao acaso e falta de critério na pretensa autenticidade conferida pela Igreja aos Evangelhos atuais – eis aí ao que se reduz a autenticidade do Novo Testamento!

Como se tudo isso fosse pouco, outras circunstâncias a diminuem ainda mais. Entre elas, as numerosas alterações a que estiveram sujeitos os Evangelhos atuais, devido à inépcia dos copistas, e m

                     "Não acreditaria nos Evangelhos... se não o fosse pela Igreja."

Colaborou, Oiced Mocam

Luiz A. Sabino !

Para você ver que nós não brincamos com a verdade, nós lutamos para que todos adquiram conhecimentos e que através deles, possam aceitar a verdade com naturalidade.

O trabalho apresentado sobre este tema por nosso companheiro Oiced Mocam, é altamente esclarecedor.

É preciso ter fé demais para acreditar nos escritos bíblicos. Uma pessoa de bom senso, não se deixa enganar facilmente por escritos feitos muitos milênios atrás, numa época em que a comunicação era feita boca a boca, e pouquíssimos, reduzidíssimo número de pessoas, sabiam ler e escrever.

O amigo já conseguiu livrar-se desse jugo religioso ?

Saudações irreligiosas

Luis A. Sabino disse:

Só mais uma coisa sobre este assunto o diluvio

"disseram" que não caberiam todos os casais de animais do planeta na arca, e falam também da logística de pegar casais de animais em outros continentes numa época onde se andava a pé ou no lombo de burros , camelos ...... ai um ateu numa conversa lá com um crente perguntou : o que comeu o casal de leões o casal de zebras? saiu até uma conversa onde os casais seriam filhotes vai saber a gente fica cada vez mais é confuso



Luis A. Sabino disse:

Ola Paulo boa tarde!

tenho acompanhado vocês, entrei aqui com curiosidade para saber como pensam sobre este assunto , e acabei passando um tempo com vocês

o que eu falava acima sobre o diluvio bíblico me parece que foi alguma coisa local , mas pelos relatos que tenho lido parece ter acontecido alguma coisa neste sentido a 6000 anos (é o que dizem)

e sobre os dinossauros (não sei porque entrou na conversa) a extinção se deu a uns 65 milhões de anos atrás então o povo da época (do diluvio) nem imaginavam uma coisa destas

apesar de não responder tenho acompanhado

abraços



Paulo Rosas Moreira disse:

Ivo S.G.Reis !

O que é feito de nossos companheiros, Gilberto Vieira de Sousa (GIBA),  Cristiano Goes, Luis A. Sabino, que muito abrilhantaram com seus comentários as páginas do Irreligiosos.

A verdade bíblica é de que o homem surgiu em torno de 6000 ans atrás, mas a ciência nos mostra a cada dia fatos inusitados a esse respeito, como por exemplo a descoberta de uma arcada dentária humana com cerca de estranhos 2.800.000 anos, testada e comprovada.

Em  1990 na França, descobriram artefatos feitos possivelmente por neandertais, datado e testado com cerca de 176.000 anos.

Nosso companheiro Luis A.Sabino em seu post de 18/09/2012 disse :

"arca de nóe diluvio...bem tenho visto documentários a respeito existe uma certa dúvida onde pode ter havido alguma coisa local as pessoas tinham noção somente do espaço em viviam nem sabiam existir outros continentes quanto a dinossauros as contas falam coisa de 6000 anos se for não existiam ja tinham sido extintos mas convenhamos existe um  certo exagero no assunto quando se fala do mundo todo para mim somente as redondezas "

Provavelmente, a essa altura já dever ter tido contato com as histórias de Gilgamesh e do seu relato sobre o dilúvio, com o personagem Utnapishtim no lugar de Noé, que pelo fato, vê-se,  trata-se a estória de Noé    uma cópia pura e simples, adequando o nome dos personagens ao povo a que vai atender essa estória. O que diria ele sobre o dilúvio de Deucalião da estória grega de Atra-Hasis da mitologia suméria, e outros como o dilúvio chinês e o do povo Maia.

Desta forma,tomando conhecimento dessas histórias da humanidade, como pode alguém acreditar nas estórias após a primeira ? Há ! Talvez seja a fé a culpada. Ou será que é homem que é tolo e que não se presta a pesquisar sobre a verdade ou não de um relato, tido como verdade insofismável ?

A religião, foi criada para servir de fulcro político e a cada um poderoso que se apropria da ideia, criaram novas facetas religiosas, mundo afora, da mesma forma como se utilizaram das estórias do dilúvio.

Vemos hoje em nossos dias, nos cultos evangélicos como exemplo, na criação de diversos fracionamentos da cultura cristã, cada vez mais se dividindo, chegando até a cultos dentro dos lares do "pastores" com direito a publicação na porta de sua moradia, anúncios através de faixa comunicando dia e hora dos cultos.

O que dirá agora  Luis A.Sabino, a respeito das descobertas seguidas de diversos desses gigantes pré-históricos na América do Sul ? Continuaria achando que era só nas redondezas  ?

Saudações irreligiosas

As palavras que escrevo não me pertencem. Elas são resultado da minha curiosidade e interação com o mundo. Como não consigo guardar segredo, retransmito o que tento aprender com os sábios para renascerem nos olhos de quem as lê.

Segue mais sobre o assunto:

Chamar a Bíblia com suas contradições de livro inspirado santo ou de guia moral é uma questionável. Pretender que ela seja a verdade absoluta é subestimar o intelecto humano.

 Vejamos o que INGERSOLL tem a dizer sobre a Bíblia :

 http://livrodeusexiste.blogspot.com.br/2010/12/capitulo-73-ingersol...

http://livrodeusexiste.blogspot.com.br/2010/12/capitulo-72-ingersoll-0-que-substitui.html

De qualquer forma Muito Obrigado pelo incentivo amigo Paulo,

Fraternal Abraço, extensivo a todos

Oiced Mocam

 

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