Irreligiosos

Se você não sabe, aceita e não questiona, embota-se e acaba virando crente.

Por que as pessoas são levadas ao ateísmo ou à irreligiosidade?

Por uma feliz sugestão de Oiced Mocam, membro da Comunidade Irreligiosos e que nos enviou a maior parte do material a ser publicado, sua composição final deveria ser feita a várias mãos, incorporando ao texto original mais cinco excertos dos colegas de comunidade, Assis Utsch, Alfredo Bernacchi, Rafael Rocha, Divina de Jesus Scarpim e Ivo S. G. Reis ("este autor que vos fala"), tratando do mesmo assunto.

Para que o leitor entenda os porquês da sugestão é preciso entender, antes, como se originou a ideia. Vamos tentar explicar: o tema “Ateus possuem alguma proposta para terem um mundo melhor, sem religião?”, foi colocado em discussão, numa espécie de desafio, por um membro cristão (excepcionalmente e sob determinadas condições, a comunidade os admitem), obtendo 670 respostas, até esta data. Dentre as respostas dadas, diretamente no tópico ou fora dele, as desses seis debatedores foram convergentes, complementando-se. Fora da discussão, havia também os textos de Alfredo Bernacchi, publicados em seu livro “Ateu, Graças a Deus”, várias vezes citado ao longo dos debates.

Concluindo que ficaria cansativo buscar esses comentários e links, situados em páginas e datas diferentes, não conectados diretamente aos dos outros colegas, verificou-se que ficaria difícil para alguém que desejasse acompanhar as discussões localizá-los e colocá-los em sequência, prejudicando a visão global dos argumentos. Daí surgiu a ideia de reuni-los, editá-los, estruturá-los e colocá-los em sequência, de forma que o leitor pudesse acompanhar o desenvolvimento do tema, sob enfoques diferentes. Que fique claro, porém, que os comentários e/ou excertos de matérias dos autores citados jamais poderiam esgotar o assunto, pois são muitas as razões que conduzem alguém para o ateísmo. Mas cremos que as principais e mais comuns são as que estão aqui elencadas.

Dito isto, segue o texto editado, com as inclusões - em destaque – dos seis autores selecionados (acompanhe pelo índice abaixo, clicando no assunto de sua preferência, deixando de fazê-lo, se preferir ler o texto sequencialmente e por inteiro):

 

ÍNDICES:

 

POR AUTORES:

Oiced Mocam ***Ivo S. G. Reis *** Assis Utsch ***Rafael Rocha *** Alfredo Bernacchi *** Divina de Jesus Scarpim

 

POR ASSUNTO:

 

Introdução *** A razão particular *** O contato com outras religiões *** As decepções com outras religiões*** A Investigação científica*** O estudo dos trabalhos de historiadores, filósofos, pensadores e pe...*** A natureza cética *** A leitura e estudo da Bíblia *** A responsabilidade social como cidadão *** A indignação com a opressão e a discriminação *** A visão de mundo ***As reflexões e razões de ordem pessoal *** A comparação do IDH do Brasil com os dos países menos religiosos *** Análise simples da (in)existência de Deus *** Outras razões

 

OICED MOCAM:

 

Não acrediteis numa coisa, apenas por ouvir dizer. Não acrediteis na fé das tradições, só porque foram transmitidas por longas gerações. Não acrediteis numa coisa só porque é dita e repetida por muita gente. Não acrediteis numa coisa só pelo testemunho de um sábio antigo. Não acrediteis numa coisa só porque as probabilidades a favorecem ou porque um longo hábito vos leva a tê-la por verdadeira. Não acrediteis no que imaginastes, pensando que um ser superior a revelou. Não acredite em coisa alguma apenas pela autoridade dos mais velhos ou dos vossos instrutores. Mas, aquilo que vós mesmos experimentastes, provastes e reconhecestes verdadeiro, aquilo que corresponde ao vosso bem e ao bem dos outros. Isso deveis aceitar, e por isso moldar a vossa conduta.” Siddharta Gautama (Buda)

Introdução

 

Por que as pessoas são levadas ao ateísmo?

Esta é uma pergunta muito boa, mas, infelizmente, pode não ser muito fácil de responder, mas mais fácil de entender. Há, talvez, muitas razões para ser ateu, pois há ateus. O que quero dizer com isto é que o caminho para o ateísmo tende a ser muito pessoal e individual, com base nas circunstâncias específicas da vida de uma pessoa, experiências e atitudes.

No entanto, é possível descrever algumas semelhanças gerais que tendem a ser bastante comuns entre alguns ateus, especialmente os ateus no Brasil. É, no entanto, importante lembrar que nada nestas descrições gerais é necessariamente comum a todos os ateus, e mesmo quando ateus compartilham características, não se pode presumir que elas são compartilhados com a mesma intensidade.

 

 

A razão particular 

Esta pode desempenhar um papel muito grande para um ateu, um papel muito pequeno para outro, e absolutamente nenhum papel para um terceiro. Você pode razoavelmente assumir que estas generalidades podem ser verdade, mas para saber se elas são verdadeiras e como são verdadeiras, fazem as perguntas básicas que devem ser feitas sobre qualquer religião: "É verdade?" "É moral?" "É a melhor resposta possível?"

 

O contato com outras religiões

Uma razão comum para o ateísmo é o contato com uma variedade de religiões.

Não é incomum para um ateu ter sido criado em uma família religiosa e de ter crescido vivendo com a suposição de que sua tradição religiosa representava uma fé verdadeira no Deus Único e Verdadeiro. No entanto, depois de aprender mais sobre outras tradições religiosas, esta mesma pessoa pode adotar uma atitude muito mais crítica em relação à sua própria religião e até mesmo à religião em geral, acabando e chegando a rejeitar não só essas, mas também a crença na existência de quaisquer deuses. Eu considero que sem estudar história das religiões é difícil entender o mundo e o modo de pensar dos religiosos.

 

As decepções com outras religiões

 

Outras possíveis razões para o ateísmo podem ser originárias de más experiências com uma ou mais religiões.

Uma pessoa pode crescer com ou converter-se para uma fé religiosa ou, eventualmente, sentir-se oprimido, hipócrita, mal, ou de outro modo indigno de segui-la. A conseqüência disso para muitos é tornar-se crítico, mas em alguns casos, uma pessoa pode tornar-se crítico de todas as religiões e, como acontece com a explicação anterior, mesmo crítico da crença na existência de deuses. Considere a observação do que ocorre no mercado da fé, aqui e no mundo.

 

A investigação científica

 

Muitos ateus encontram o seu caminho para a descrença através da ciência. Ao longo dos séculos a ciência tem vindo a oferecer explicações de aspectos da nossa existência, que antes eram de domínio exclusivo da religião. Porque explicações científicas têm sido mais produtivas do que explicações religiosas ou teístas, a capacidade da religião de exigir fidelidade enfraqueceu. Os ateus estão em sintonia com a ciência de hoje. A ciência vem rasgando com unhas e dentes esse véu negro e inútil das superstições. Como resultado, algumas pessoas rejeitam totalmente não só a religião, mas também a crença na existência de um deus. Os ateus assumem responsabilidades por suas próprias vidas e apreciam a aventura de participar de novas descobertas, buscar novos conhecimentos, explorar novas possibilidades. Em vez de se satisfazerem com respostas pré-fabricadas para as grandes questões da vida, os ateus apreciam o caráter aberto de uma busca à liberdade de descoberta que esse proceder traz como sua herança. Para eles, os deuses são inúteis como uma explicação para qualquer característica do universo.

O estudo de trabalhos de historiadores, filósofos e pensadores

 

Consideremos o estudo imparcial dos trabalhos de historiadores, filósofos e cientistas (mitólogos, apologéticos ou neutros) e o confronto de suas conclusões.

Há argumentos filosóficos que muitos consideram como bem sucedidos em refutar a maioria das concepções comuns dos deuses. Por exemplo, muitos ateus pensam que o argumento do mal torna a crença em um onipresente (o que significa que o seu deus é em todos os lugares e em todos os momentos), onisciente e onipotente deus completamente irracional e ilógico. Embora deuses sem tais atributos, há também uma ausência de boas razões para não acreditar em tais deuses. Sem uma boa razão, a crença é impossível ou simplesmente não vale a pena ter.

Este último ponto é, em muitos aspectos, mais importante. Descrença é a posição padrão - ninguém nasce com uma crença. Crenças são adquiridos por meio da cultura e da educação (tradição e submissão familiar religiosa).

Frequentemente irreligiosos e ateus dizem mesmo que não existe nenhum deus. Nós baseamos essa posição na observação, na razão e nas evidências. Existem tantas "evidências" sobre a existência de fadas quanto sobre a existência de deuses; contudo, não se espera que acreditemos em fadas. Ninguém nos diz que devemos abrir nossos corações para a realidade das fadas antes que vejamos que elas são bem reais. E mais importante: não se espera que provemos que fadas não são reais quando dizemos que não acreditamos nelas.

Não temos nenhum conhecimento sobre fadas ― nenhuma evidência de sua existência. Temos estórias sobre fadas, mas é tudo. Quando você não tem conhecimento sobre algo, das duas uma: ou você permanece sem resposta ou ponto de vista em relação a isso; ou você apenas acredita no que lhe foi ensinado, no que você ouviu, ou no que você sonhou. Somente quando você tem conhecimento, pode honestamente ter um posição, ou alegar ter uma resposta.
 

A natureza cética

Ateus e livres-pensadores são céticos e curiosos, aceitam o mundo natural, e rejeitam os mitos não provados e primitivos, sobrenaturais sobre deuses, demônios, anjos, magia, vida pós-morte, almas e "milagres".

É por isso que a crença em deuses é falsa, e o ateísmo é mais honesto. Porque é mais verdadeiro, mais coerente, mais responsável, mais racional, mais evidente, mais justo, mais simples, mais honrado, mais lúcido, mais inteligente, mais consciente, mais caridoso, mais comprometido com a pratica do bem e a erradicação do mal, sem outorgar isso a nenhum hipotético preposto. Mais livre!

Não há evidências para a existência de deuses, apesar das alegações dos crentes. A hipótese de um deus Super Humano Imaginário, para os ateus é dispensável.

Ateus não acreditam, em um Deus Pai, que existe fora do tempo e do espaço, que veio para a Terra, engravidar uma virgem. Que Deus teve um garoto chamado Jesus (genérico de Apolônio) e o mandou para uma missão suicida.

 


 

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 IVO S. G. REIS:  

A leitura e estudo da Bíblia

 

A leitura e estudo da Bíblia: este é, sem dúvida, o mais poderoso fator de conversão ao ateísmo. Antes de se tornarem ateus, agnósticos, irreligiosos ou antiteístas, aqueles que adotaram essas posturas filosóficas dedicaram-se ao intenso estudo da Bíblia, não para descrer, mas para ver se podiam crer, porque precisavam convencer-se. Antes mesmo de concluir os estudos, já estavam plenamente convictos de que não havia nenhum motivo para crer e sim para descrer e condenar. Fora do cristianismo, essas pessoas procuraram Deus em outras religiões e a frustração foi a mesma.

Não se trata apenas das mais de duas mil contradições existentes nos textos bíblicos. São as absurdidades, as inconsistências históricas e geográficas, as lendas e mitos pagãos incorporados, as injustiças, as atrocidades, os assassinatos e incestos permitidos pelo deus cristão, a falta dos originais, as adulterações por supressão, alteração ou acréscimo, que nos leva a crer , ou melhor, a ter certeza, de que a Bíblia é uma obra de ficção de mitologias pagãs, feita a várias mãos desconhecidas, que a Igreja tentou transformar em realidade, recomendando a sua aceitação como a legítima portadora das "regras morais" divinas a que o mundo cristão deveria submeter-se.

Fosse a Bíblia considerada apenas como "obra de ficção mitológica", como realmente é, talvez continuasse ainda a ser o livro mais lido do planeta, porém, sem os danos que causou e ainda causa à humanidade. O grande erro cometido, repita-se, foi a Igreja tê-la deturpado com a inclusão de novas mentiras e,  pelo poder da força e da persuasão, tê-la apresentado à cristandade e ao mundo como realidade, conforme concluiu Tom Harpur, em seu livro "O Cristo dos Pagãos".

[…]Por tudo isso, continuo achando que, estudando a Bíblia convenientemente , só não abandona a fé quem já estava predisposto a não fazê-lo ou quem, mesmo tendo estudado, não teve coragem ou capacidade para enxergar as impossibilidades e absurdidades bíblicas. Assim vejo eu. Mas as pessoas podem ter uma visão diferente (comentários na Comunidade Irreligiosos).

Quanto a Deus, diria que se o Deus cristão existisse e pudesse ser julgado pela justiça dos homens, teria de ser condenado à prisão perpétua ou à morte, eis que nenhum ser humano jamais conseguiu superá-Lo em atrocidades, injustiças e assassinatos, por Ele cometidos diretamente ou em seu nome ou sob sua ordem e condescendência. Mas deuses não podem ser enjaulados nem mortos. Então, a solução mais sensata que as pessoas sensatas encontram é ignorá-Lo e não dar ouvidos à sua voz. Assim nascem os irreligiosos, ateus, agnósticos, humanistas seculares e livres-pensadores.

 

A responsabilidade social como cidadão:

 

Cidadãos têm a obrigação de zelar pelo seu bem-estar e o das pessoas que com eles convivem em seu país; têm o dever de alertar sobre os desmandos políticos e religiosos e sobre as injustiças cometidas contra outros cidadãos; têm o dever de defender a liberdade de opinião e de expressão; têm o dever de alertar sobre as falcatruas e mentiras utilizadas para enganar e explorar as pessoas no mercado da fé; têm o dever de dizer não ao conformismo e subserviência ensinado pelas religiões e utilizados como instrumentos de dominação e pacificação política; têm o dever de contribuir para o crescimento do país e, finalmente e acima de tudo, têm o dever de serem patriotas e zelar pela segurança nacional.

Deuses, crendices e religiões não permitem que as pessoas possam exercer seus plenos direitos de cidadania. Religiões são tabulescas e superprotegidas constiucionalmente, de tal maneira que criticá-las pode configurar-se como crime. Somente um ateu, livre-pensador, irreligioso, humanista secular ou racionalista, liberto do jugo religioso, pode exercer seus direitos sem pressões ou interferências dessas instituições, mesmo correndo riscos. Religiões não favorecem o exercício da liberdade de pensamento e a justa rebeldia.

A indignação com a opressão e a discriminação

Só não vê quem não quer: o tratamento dispensado pela sociedade aos ateus e irreligiosos é preconceituoso e discriminatório, até mesmo no que se refere à aplicação de leis. Enquanto os nossos códigos de leis, e principalmente a Constituição Federal, dão uma superproteção às atividades religiosas e seus praticantes, o mesmo não ocorre com os ateus e irreligiosos.

Vários segmentos da sociedade são protegidos por lei (gays, afrodescendentes, índios, idoso, adolescente, mulher, deficientes físicos, religiões e fiéis, empregadas domésticas...). Que leis protegem os ateus e irreligiosos? Se um réu, declaradamente ateu, tiver de enfrentar um tribunal na condição de suspeito, ele já terá mais de 50% de chances de ser condenado, por duvidar-se do seu caráter. Mas se o réu, for um pastor, um sacerdote qualquer, um carola ou um simples "obreiro", haverá, na certa, a presunção de inocência, já de início. Existem sim, discriminações sociais e legais contra os ateus.

Vou dar um exemplo hipotético, mas fundamentado em circunstâncias reais e na legislação vigente: se uma escola de samba desejasse apresentar o enredo “Lendas e Mitos Religiosos: As Religiões e suas Práticas Nefastas”, poderia? O Código Penal diz que não, a CF é contraditória, o regulamento dos desfiles diz que não. Na dúvida, a orientaçao é NÃO AUTORIZARà priori. Como ficam, pois, respeitados os incisos IV e IX, do artigo 5º da nossa CF, que diz:

Art. 5º –…

IV – é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato;

IX – é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independemente de censura ou licença;

 

Alguém tem dúvidas de que os desfiles carnavalescos das escolas de samba são atividades artísticas e de comunicação? Alguém tem dúvida de que um enredo com o tema citado é uma forma de “manifestação do pensamento”? Acho que não. Seria permitido a uma escola de samba sair com esse enredo e ter um carro alegórico denominado Inquisição Católica, mostrando bruxas sendo queimadas, instrumentos de torturas e pessoas sendo torturadas das mais diversas formas? Sendo uma manifestação artística, de comunicação e manifestação do pensamento, de acordo com a constituição, SIM.

Mas em flagrante desrespeito à CF, na prática a coisa é outra. E no Regulamento Específico do Desfile das Escolas de Samba do Grupo Especial (RJ) da LIESA – Carnaval/2014 (clique aqui para acessar!), está lá, destacado em negrito, no inciso XV, do artigo 27, do Título II (Das Obrigações das Escolas de Samba e Outras Recomendações):

 

Art 27 – Recomenda-se, ainda, a cada Escola de Samba, que a observa a necessidade de:

[…]

XV - cumprir o que determina o Artigo 208 do Código Penal Brasileiro (não "...vilipendiar publicamente ato ou objeto de culto religioso"); (grifos nossos)

 

Um enredo como o proposto seria considerado ofensivo e um “vilipêndio público a ato ou objeto religioso”. Atente-se que este mandamento legal é do Código Penal e não da CF. Ora, mas pode uma lei menor (Código Penal) ou um decreto municipal ou um simples regulamento de instituição organizadora de eventos contrariar uma lei maior (Constituição Federal)? Não deveria, mas no Brasil, pode. Tanto é, que segundo os incisos I, II e IV do mesmo regulamento, as escolas são obrigadas a apresentar à censura da LIESA (Liga das Escolas de Samba do Rio de Janeiro):

Até o dia 31 de julho, do ano anterior ao desfileentregar à LIESA a sinopse do enredo para o próximo Carnaval.

- Até o dia 22 de outubro, do ano anterior ao desfileentregar à LIESA a letra do samba-enredo e os nomes dos compositores.

- Até o dia 6 de janeiro do mesmo ano do desfileentregar à LIESA o Histórico  e “Justificativa” do Enredo e outros documentos exigidos pelo regulamento. (grifos nossos)

Não é certo aí que, por um ato de censura e proibição anticonstitucional, um simples regulamento, sem força de lei, obsta os mandamentos constitucionais? E não é certo também que, apesar disso, ele consegue manter a proibição? Então, uma escola de samba que desejasse fazer humor inteligente e criticar qualquer tipo de religião e as crendices populares em seu desfile não o conseguiria. Pela aplicação direta do regulamento, a autorização para apresentação do enredo não seria concedida, por infringência aos dispositivos citados. A censura se daria nos seguintes pontos: veto à letra do samba-enredo; veto às alegorias com imagens religiosas consideradas “ofensivas”; veto ao “histórico e justificativa do enredo”, todos apresentados previamente para análise. Mas se, por outro lado, fosse um tema religioso que fizesse homenagens a santos, padroeiros, festas e instituições religiosas, poderia, porque seria considerado uma “autêntica manifestação artística popular”.  Dois pesos, duas medidas: elogiar, enaltecer e fazer apologia, pode; criticar, não.

É possível fazer humor e criticar o país, a política e até mesmo o(a) Presidente da República, mas não as religiões. Isso pode resultar até em processo e condenação. Por quê?

São essas as coisas que causam indignação, levam à descrença e nos faz lembrar da famosa frase do filósofo Voltaire: “Para saber quem o está dominando e oprimindo, simplesmente descubra quem você está proibido de criticar”. Ateus e livres-pensadores irreligiosos não aceitam calar-se; não aceitam a subserviência, o tolhimento à liberdade de pensamento e de expressão, nem a alienação social e política.

 

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ASSIS UTSCH:

 

Visão de Mundo:

 

"Por Que o Ateu é Ateu 


1. Deus. Para um ateu Deus é um conceito. A suposta Divindade não é um ser real, mas apenas ideal, já que só existe no plano das ideias. As divindades foram criadas pelo homem desde o primeiro momento em que adquirimos consciência de nossos tormentos: a morte, os perigos, nossas angústias, etc. A partir daquele instante precisamos de uma Proteção e buscamos uma Divindade que nos resguardasse. Nossos primeiros protetores eram os fetiches, totens, xamãs, etc, etc. Depois essas entidades foram se transformando em deuses e finalmente no Deus único. (Algumas sociedades ainda mantêm o politeísmo)
2. Os Livros Sagrados. Os livros santos de todos os credos são fábulas mitológicas, são narrações que foram sendo recontadas, recriadas, expurgadas, adicionadas, reinterpretadas durante milênios. Primeiro de forma oral, depois escritos. Eram textos sobre pedras, madeira, folhas, couros ou peles, numa linguagem precária, sempre variando conforme aquela regra: Quem conta um conto lhe acrescenta um ponto.
3. As Religiões. As religiões são superstições mais elaboradas. Mais elaboradas porque no decorrer de sua formação elas foram criando seus livros, sua literatura, doutrina, teologia, sua própria cultura, o que serviu para o estabelecimento de sua respeitabilidade. As crenças, alicerçadas sobretudo no autoengano e nos medos, mantiveram-se por toda a história da humanidade graças aos costumes, tradições, doutrinação, educação e conveniências de poder. Seus dogmas então estabelecidos levaram a muitos morticínios, dezenas de milhões morreram em seus conflitos, desde as guerras mais antigas, como também nas Cruzadas, na Guerra dos Trinta Anos, na Inquisição, na Noite de São Bartolomeu, nas guerras papais e em outros milhares de lutas religiosas, maiores ou menores. (Os conflitos entre shiitas e sunitas há séculos matam milhares a cada ano).
4. Jesus Cristo. Se um homem chamado Jesus Cristo viveu há dois mil anos dizendo e fazendo todas as proezas que lhe atribuem, por que ele só figura nos Evangelhos? Por que ele não aparece na história nem na literatura romana, grega, judaica ou outra da mesma época? Não seria ele um personagem imaginado pelos muitos místicos daquele tempo, conforme muitos afirmam? Ademais, todas as narrativas sobre esse Homem-Deus têm todas as características das mitologias.
5. O Universo. Por que existe o Ser ao invés do Nada? Se o Ser não pode ser criado do Nada; se o Nada não existe; se qualquer nicho do Universo está repleto de partículas; se cada partícula está permanentemente em movimento; então o Universo, de alguma forma, sempre existiu por sua própria contingência imanente. Se o Universo é eterno, não precisamos de um criador. E ainda que o Universo tenha sido criado, sua criação só poderia ser através de um processo natural, e não teria qualquer relação com o Deus antropomorfo que inventamos.
6. As Provas de Deus. As supostas provas de Deus não vão além de alegações, todas elas refutadas.
7. A Moral. Os religiosos costumam evocar Deus como fonte da moral, o fundamento da ética. Mas este argumento torna-se inconsistente se confrontado com os inumeráveis horrores praticados pelo homem por inspiração dos livros santos e de seu Deus. E os mandamentos divinos são tão contraditórios que os próprios crentes são obrigados a selecionar quais devem prevalecer ou que interpretações devem ter. Já a ética é um imperativo decorrente da própria necessidade da convivência humana.
8. A Vida. Só estamos aqui porque o arranjo cosmológico aleatoriamente estabelecido permitiu que na Terra moléculas pré-biológicas se tornassem biológicas e depois evoluíram."

 

 

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ALFREDO BERNACCHI:

 

Reflexões:

Sou um escritor ateu. E daí?... Por que escrevo sobre ateísmo e não fico quieto na minha, curtindo os meus 70 anos, nas praias, nos parques, nos jardins ou jogando Sueca nas pracinhas?

Porque gosto de escrever?! Pode ser... Já escrevi 12 livros, 7 sobre ateísmo, então devo gostar de escrever. [...] E isso foi muito bom porque quando me tornei ateu, depois de 50 anos religioso (diria crédulo), tive uma imensa vontade de divulgar as minhas descobertas, mostrar a todo mundo o que eu havia concluído, que todos estávamos vivendo uma mentira contumaz! Enraizada até no sangue! Em toda a sociedade, mas era mentira!... Uma grossa mentira!


E nessa hora aflorou o meu dom da escrita. Já havia escrito outros três antes, e foi um bom treinamento. Quando eu escrevi "ATEU GRAÇAS A DEUS", já dominava bem a "caneta" e fiz um trabalho muito bom. Recebi tantos elogios, o meu livro disparou na Net, praticamente sem divulgação, ou ele se auto-divulgou e foi parar no exterior, traduzido até para o sistema Braille! E lá no site da ACAPO colocaram o meu nome ao lado de sumidades da literatura de todos os tempos! Imagine:

AGATHA CHRISTIE
ALEXANDRE DUMAS
ALFREDO BERNACCHI
ANNE FRANK
ANTERO DE QUENTAL
ARTHUR SCHOPENHAUER
CARLOS DRUMONN DE ANDRADE
CASTRO ALVES

... (a lista prossegue, com muitos nomes)

 

É bom ser livre. Ficar livre de regrinhas fantasiosas, ficar livre de medos infundados, temores divinos, ficar livre de acreditar em ajudas imaginárias, de proteções irreais, aguardando milagres que não virão jamais. Hoje, eu tenho uma sensação de poder, de liberdade, de capacidade de discernimento e autocontrole, de uma força que vem de dentro de mim, um orgulho interior, uma sensação interna de crescimento, da descoberta de um enigma, uma sensação semelhante a uma criança que acabou de descobrir que Papai Noel é o nosso próprio pai de carne e osso! Ao mesmo tempo, uma desilusão pela fantasia rompida, ao mesmo tempo uma satisfação de haver descoberto o mistério e se tornar um igual, uma sensação de que você deu um passo importante na direção do seu crescimento: “-Deixei de ser criança. Agora estou crescendo para ser um adulto. Não vão mais me enganar com essas bobagens. Agora sou capaz e inteligente”.

Quando concluí que Deus não existia, houve um sentimento ambíguo: Em princípio uma frustração, pela fantasia quebrada. Um lamento, uma lástima. Poxa!... Quem não gostaria que tudo fosse verdade?! Em seguida, o temor de se sentir sozinho nesse mundo, quando as dúvidas te assolam. Há um temor pela desobediência (e se eu estiver errado? – pensava no início) um medo de desrespeitar um Deus!... Claro! Porque assim foi enfiado na minha cabeça. Com o tempo, tudo isso se acabou. Em seguida veio a confiança no meu acerto, o orgulho de ter vencido o preconceito, por me sentir mais capaz. Sentir que a vida dependia “agora”, principalmente, de mim mesmo. Como se o comandante de um navio tivesse morrido no meio da viagem e você tivesse assumido o comando. E se me perguntarem: Você quer voltar à sua crença anterior? – Não. É a resposta.

(Do livro do mesmo autor “Ateu, Graças a Deus”)

 

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A comparação do IDH do Brasil com os dos países menos religiosos 

(Ivo S. G. Reis)

IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) é a referência mundial para avaliar o desenvolvimento humano a longo prazo. O índice, que vai de 0 a 1, é feito a partir de três variáveis: vida longa e saudávelacesso ao conhecimento e um padrão de vida decente. O ranking divide os países em quatro categorias: nações com índice de desenvolvimento "muito elevado", "elevado", "médio" e "baixo". Decepciona-nos ver que, entre 187 nações avaliadas, o Brasil, com IDH 0,730 (dados de 2012, divulgados em 2013), ocupava a nada honrosa posição do 85ª lugar no ranking mundial, estando atrás de  4 países da América do Sul: Chile (40º lugar), Argentina (45º lugar), Uruguai (51 º lugar) e Peru (77º lugar) e de dois da América Central (Panamá e Costa Rica). Um dos possíveis motivos, dentre outros, é o alto índice de religiosidade do país (Estados Unidos, um país altamente cristão e o 3º maior IDH mundial, é a grande exceção). Estudos mostram que a religiosidade de um país é inversamente proporcional ao seu desenvolvimento econômicio e IDH.

Não dá para dizer ainda que os estudos realizados sobre a correlação IDH x Religiosidade sejam científicos, principalmente, em função da zebra Estados Unidos. Mas por uma estranha coincidência, a observação tem mostrado que dentre os países do bloco de maior religiosidade (O Brasil está entre os 10 mais religiosos do mundo, com 85% de população religiosa), praticamente todos são os de menor IDH. Este é o caso de Nigéria, Gana, Armênia, Brasil e Peru que ocupam, respectivamente, os 156º, 135º 86º, 85º e 80º lugar no ranking mundial de IDH. Na outra ponta - a dos países menos religiosos e com maior índice de ateísmo -, estão também os países mais desenvolvidos e de maior IDH do mundo: Noruega, Suécia, Japão, Alemanha ... A Noruega ocupa o 1º lugar no ranking de IDH e possui 72% de ateus; A Suécia possui 85% de ateus e ocupa a 8ª posição no ranking mundial de IDH; o Japão, com 65% de ateus, ocupa a 10ª posição. Será apenas coincidência? E não é estranho que Deus premie com abundância e felicidade quem o rejeita e que deixe ficar em sofrimento e pobreza as populações dos países que O adoram? Assim, ou Ele não existe, ou existe e é ingrato ou não está nem aí para o que estamos fazendo. Já que é assim, melhor conquistar nossa liberdade, ser ateu e ser feliz.

Segundo o sociólogo norte-americano Phil Zuckerman e de acordo com uma pesquisa por ele realizada e publicada em seu livro `Society Without God – What the Least Religious Nations Can Tell Us About Contentment' (Sociedades sem Deus – O que as nações menos religiosas podem nos dizer a respeito da satisfação), os países menos religiosos do mundo são os mais justos, mais éticos, possuem forte economia, baixa taxa de criminalidade, os mais altos índices de qualidade de vida, altos padrões de vida e igualdade social(ver nossa matéria a esse respeito clicando aqui!) . 

Vejam o que, sobre o assunto, também diz...

RAFAEL ROCHA

[...] Lembrando o cientista Richard Dawkins, aqui salientamos que “um dos efeitos verdadeiramente negativos da religião é que ela nos ensina que é uma virtude satisfazer-se com o não-entendimento”. Claro, a religião permite, de acordo com esse princípio, que as pessoas imaginem que suas preocupações são morais quando não são. Ou seja, quando elas não têm nada a ver com o sofrimento ou com o alívio do sofrimento. “A religião permite que as pessoas imaginem que suas preocupações são morais, quando na verdade são altamente imorais - isto é, quando insistir nessas preocupações inflige sofrimento atroz e desnecessário em seres humanos inocentes”, salienta o cientista.

Pelo que aprendi e conheci, sociedades com menos religião ou sem religião são mais saudáveis. Mesmo assim, ser ateu não é tão fácil como se pensa. A população precisa saber mais sobre o ateísmo. Sabemos que dar um fim à religião é algo impossível, mas é importante notar que isso está se tornando realidade em muitos países desenvolvidos do mundo, como a Noruega, Islândia, Austrália, Canadá, Suécia, Suíça, Bélgica, Japão, Holanda, Dinamarca e Reino Unido, incluídos atualmente entre as sociedades menos religiosas do planeta. Já deu para perceber e até o Relatório do Desenvolvimento Humano das Nações Unidas publicou em 2005, que essas sociedades também são as mais saudáveis, no tocante aos indicadores de expectativa de vida, alfabetização, renda per capita, educação, igualdade entre os sexos, taxa de homicídios e mortalidade infantil.

Enfim, no mesmo relatório, os 50 países a ocupar os lugares mais baixos, são religiosos. O Brasil, infelizmente está entre eles [os mais religiosos]. Portanto, gostaria de ressaltar neste pequeno texto que quem desejar ficar à altura da nova época e do novo tempo tem de mergulhar no estudo e no conhecimento sobre o que vem a ser a ideia dos sem religião e sem deus. Tem de olhar mais atentamente para as mentiras que as seitas e as religiões organizadas estão tentando impermeabilizar a torto e a direito na mente humana. E observar que o ateísmo retira o homem de prisões invisíveis e abre espaço para uma busca mais consistente da verdade nua e crua.

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DIVINA DE JESUS SCARPIM

Análise simples do problema da (in)existência de Deus

Às vezes eu fico "encasquetada" com essa insistência tanto de crentes quanto de ateus de que "Não dá pra provar a inexistência de deus". Não sou expert em lógica e nunca sequer tentei decorar todo aquele papo de "Falácia disso e falácia daquilo", mas eu acho que dá sim para provar a inexistência de deus. Claro que dependendo de qual deus estão afirmando que existe. Quero dizer que, quando você fala em paradoxos, pelo menos até onde eu sei, você pode dizer que aquilo não existe porque sua existência contrariaria sua própria definição. Por exemplo, acho que qualquer matemático pode provar a inexistência de um quadrado redondo, basta dar a definição de quadrado, dar a definição de redondo e mostrar que não é possível um objeto que tenha ao mesmo tempo a presença e a ausência de ângulos e lados retos (por exemplo).

Da mesma forma, a meu ver, é possível provar a inexistência de deus quando esse deus é definido como um "quadrado redondo", ou seja, algo que tem e não tem determinada característica em sua essência. Eu acho que isso se chamaria impossibilidade lógica. E, ainda dentro do meu "achômetro", eu diria que basta ler a bíblia para constatar que o deus presente nesses livros é "um quadrado redondo", portanto, se o deus cuja existência o crente afirma é o deus bíblico, basta usar o argumento da impossibilidade lógica e está provado que ele não existe.

Acontece que os crentes têm essa tal fé que não aceita nenhum tipo de argumento lógico e vê como natural e verdadeira a existência do quadrado redondo, daí que, mesmo provando que o deus bíblico não existe, a gente vai continuar vendo, ouvindo e lendo crentes tentando "provar" que nós não podemos provar que deus não existe. E a gente engole isso.

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Outras razões:

 

OICED MOCAM(2)

 

Ler teologia, os dogmas, ver as acrobacias e os arabescos colaterais que os teólogos fizeram para justificar o injustificável. Jesus e Javé, a unificação destes três em um só, isto é, o dogma da Trindade. Javé, o deus ancestral dos judeus, passa a partilhar sua divindade com o Jesus dos cristãos e mais um terceiro personagem imaterial, o Espírito Santo. Os ateus são pessoas que leem muito sobre religião. O crente crê e basta. O ateu procura entender.

Como céticos, os ateus estão abertos a evidências, qualquer coisa que mostre com provas suficientes. Que mostrem um deus intervencionista, capaz de ouvir pensamentos, criar, conservar ou aniquilar qualquer coisa e se sua existência é possível. Ser ateu exige uma fibra que muitos não possuem. O cristão se porta com honestidade para merecer a recompensa eterna. Nós somos honestos sem esperança de recompensa alguma. Não nos apoiamos em bengalas. Na hora de morrer, não pedimos água à nenhuma divindade. Isto não é para todos.

Aí está a matéria, sob os pontos de vista de seis diferentes autores. Que os demais colegas opinem e manifestem os seus!

 

 

Atualizado em 06/03/2014

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Respostas a este tópico

Ivo e demais,

Já que você, Ivo, pediu sugestões, vamos tentar oferecê-las. Primeiro, gostaria de lembrar que a página, ao invés de ser apresentada com essa dimensão muito ampliada, talvez devesse ser divida em vários tópicos. Como você sabe, as pessoas sempre se assustam quando se defrontam com longos textos.

Nesse caso, seria melhor que após o título fossem apresentados os diversos tópicos, como um sumário. Então, cada um clicaria sucessivamente nesses tópicos para continuar a leitura.

Abraços, Assis Utsch

Gostei das explicações sobre o porquê as pessoas são levadas ao ateísmo, somente achei um pouco longa as explanações, pois brasileiros não gostam muito de ler, dão mais preferência a textos mais curtos.

     A pergunta feita é como as pessoas passam a ser ateus, eu prefiro responder como as pessoas podem deixar as religiões e optar pelo ateísmo.

     Qualquer ser humano que quiser sair da grande unanimidade religiosa que se nota em todo o planeta, é muito fácil, basta ser inteligente e pesquisar todas as religiões que existe na terra, desde os tempos remotos até os dias de hoje, são tantas correntes e crenças diferentes que as pessoas no final das pesquisas não terão outro caminho a não ser não crer em nada e optar pelo ateísmo.

 

Boa sugestão, Assis.

Até porque, Ivo, muitos desses tópicos já foram bastante discutidos. Assim, segundo a sugestão do Assis, cada um poderia escolher o tópico que gostaria de comentar.

Abs.

Assis Utsch disse:

Ivo e demais,

Já que você, Ivo, pediu sugestões, vamos tentar oferecê-las. Primeiro, gostaria de lembrar que a página, ao invés de ser apresentada com essa dimensão muito ampliada, talvez devesse ser divida em vários tópicos. Como você sabe, as pessoas sempre se assustam quando se defrontam com longos textos.

Nesse caso, seria melhor que após o título fossem apresentados os diversos tópicos, como um sumário. Então, cada um clicaria sucessivamente nesses tópicos para continuar a leitura.

Abraços, Assis Utsch

Assis e Paulo:

Gostei da sugestão de ambos e concordo com elas porque também já havia chegado a essa conclusão:  pessoas não gostam de textos longos e preferem ler pequenos textos (em blocos) de, no máximo, uma página. O mesmo se dá em relação aos livros: livros com mais de 160 páginas têm menor aceitação. Já os livros no formato "bolso" ou os pequenos, de até 160  páginas, são os mais procurados, independentemente do tema que abordem.

Possuo 3 livros meus, semiprontos, todos com mais de 200 páginas (250, em média) e ainda não dei publicação porque, em entendimentos e por sugestão das editoras, estou tentando reformatá-los nos padrões sugeridos e reduzi-los aos limites desejados. E isto, por incrível que pareça, está me dando muito mais trabalho do que me deu escrever os próprios livros, eis que são assuntos interligados em diversos pontos, como um software aplicativo para computador. Quem já escreveu um programa para computador (principalmente os que utilizam bancos de dados) sabe o que acontece quando se corta um módulo ou apenas umas duas ou três linhas de código: o programa fica instável, parece estar funcionando mas, em um determinado ponto, lá na frente... buuuuum!, o bug aparece e trava o programa, às vezes emitindo aquelas chatas mensagens de erro e outras... pior, sem qualquer explicação. Só depois de dois ou três meses de correções e testes o problema é eliminado.

Em literatura acontece a mesma coisa. Reduzir mais de 20% do total de páginas de um livro equivale quase a ter de reescrevê-lo. Sei que é assim, porque estou passando por isso. Na montagem inicial dos meus, não houve muita preocupação com o número de páginas e sim com a qualidade e necessidade de conteúdo. Quando o resultado final se apresentou, vi que os livros excediam aos limites máximos ideais e agora estão sendo todos revisados e reformatados.

No caso do texto em questão, vou acatar as sugestões e corrigi-lo, colocando um índice introdutório, para que os colegas possam ler em blocos, indo diretamente à parte que lhes interessam, podendo voltar ou ir para qualquer parte do texto, quantas vezes quiserem. Falta ouvir o Oiced.

Grato pelas sugestões, completamente procedentes.

Saudações Irreligiosas!

Ivo, quanto aos seus livros, vc já procurou maneiras para dividi-los em dois cada? Assim, vc não precisaria cortar nada.

Abs.

Ivo S. G. Reis disse:

Assis e Paulo:

Gostei da sugestão de ambos e concordo com elas porque também já havia chegado a essa conclusão:  pessoas não gostam de textos longos e preferem ler pequenos textos (em blocos) de, no máximo, uma página. O mesmo se dá em relação aos livros: livros com mais de 160 páginas têm menor aceitação. Já os livros no formato "bolso" ou os pequenos, de até 160  páginas, são os mais procurados, independentemente do tema que abordem.

Possuo 3 livros meus, semiprontos, todos com mais de 200 páginas (250, em média) e ainda não dei publicação porque em entendimentos e por sugestão das editoras estou tentando reformatá-los nos padrões sugeridos e reduzi-los aos limites desejados. E isto, por incrível que pareça, está me dando muito mais trabalho do que me deu escrever os próprios livros, eis que são assuntos interligados em diversos pontos como um aplicativo para computador. Quem já escreveu um programa para computador sabe o que acontece quando se corta um módulo ou apenas umas duas ou três linhas de código: o programa fica instável, parece estar funcionando mas, em um determinado ponto, lá na frente... buuuuum! o bug aparece e trava o programa. Só depois de dois ou três meses de correções e testes o problema é eliminado.

Em literatura acontece a mesma coisa. Reduzir mais de 20% do total de páginas de um livro equivale quase a ter de reescrevê-lo. Sei que é assim, porque estou passando por isso. Na montagem inicial, não houve muita preocupação com o número de páginas e sim com a qualidade e necessidade de conteúdo. Quando o resultado final se apresentou, vi que os livros excediam aos limites máximos ideais e agora estão sendo todos revisados e reformatados.

No caso do texto em questão, vou acatar as sugestões e corrigi-lo, colocando um índice introdutório, para que os colegas possam ler em blocos, indo diretamente à parte que lhes interessam, podendo voltar ou ir para qualquer parte do texto, quantas vezes quiserem.

Grato pelas sugestões, completamente procedentes.

Saudações Irreligiosas!

Pensei nisto sim, Ivan, e vi que, infelizmente, não daria certo. Vou sofrer mais um pouco, mas vou deixá-los no jeito. Ou é isso, ou ficam mesmo na gaveta ou talvez publicados em capítulos, nos sites. Grato pelo interesse em ajudar.

Quanto aos tópicos já terem sido abordados antes, isto não importa tanto, primeiro porque sempre há novos leitores e, segundo, porque esses comentários estão "espalhados", até em tópicos diferentes, e o leitor não tem uma visão global. A ideia é resumir o essencial numa única publicação (agora, por sugestão, com índice).

Ivan C. Santos disse:

Ivo, quanto aos seus livros, vc já procurou maneiras para dividi-los em dois cada? Assim, vc não precisaria cortar nada.

Abs.

Ivo S. G. Reis disse:

Assis e Paulo:

Gostei da sugestão de ambos e concordo com elas porque também já havia chegado a essa conclusão:  pessoas não gostam de textos longos e preferem ler pequenos textos (em blocos) de, no máximo, uma página. O mesmo se dá em relação aos livros: livros com mais de 160 páginas têm menor aceitação. Já os livros no formato "bolso" ou os pequenos, de até 160  páginas, são os mais procurados, independentemente do tema que abordem.

Possuo 3 livros meus, semiprontos, todos com mais de 200 páginas (250, em média) e ainda não dei publicação porque em entendimentos e por sugestão das editoras estou tentando reformatá-los nos padrões sugeridos e reduzi-los aos limites desejados. E isto, por incrível que pareça, está me dando muito mais trabalho do que me deu escrever os próprios livros, eis que são assuntos interligados em diversos pontos como um aplicativo para computador. Quem já escreveu um programa para computador sabe o que acontece quando se corta um módulo ou apenas umas duas ou três linhas de código: o programa fica instável, parece estar funcionando mas, em um determinado ponto, lá na frente... buuuuum! o bug aparece e trava o programa. Só depois de dois ou três meses de correções e testes o problema é eliminado.

Em literatura acontece a mesma coisa. Reduzir mais de 20% do total de páginas de um livro equivale quase a ter de reescrevê-lo. Sei que é assim, porque estou passando por isso. Na montagem inicial, não houve muita preocupação com o número de páginas e sim com a qualidade e necessidade de conteúdo. Quando o resultado final se apresentou, vi que os livros excediam aos limites máximos ideais e agora estão sendo todos revisados e reformatados.

No caso do texto em questão, vou acatar as sugestões e corrigi-lo, colocando um índice introdutório, para que os colegas possam ler em blocos, indo diretamente à parte que lhes interessam, podendo voltar ou ir para qualquer parte do texto, quantas vezes quiserem.

Grato pelas sugestões, completamente procedentes.

Saudações Irreligiosas!

Tenho 67 anos, nasci  numa fazenda no interior do estado da Bahia, respectivamente em Serrinha. Passei por todos os rituais católicos, visto que a minha família é católica. Quando comecei a entender  alguma coisa do mundo, começou também os meus questionamentos. Eu ouvia as pessoas afirmando que deus era quem mandava a chuva, que deus era isso, deus era aquilo. Existe uma cidade perto de Serrinha em que não chovia há cinco anos e na época e eu me perguntava: se é deus quem manda  a chuva, por que não chove em Araci(esse é o nome da cidade)? As pessoas falam que deus é quem dá força e saúde para podermos trabalhar e eu pergunto: e as pessoas que nascem sem braços, sem pernas, cegos, como explicar essa situação? Não sou ateu, simplesmente não acredito em algo que não sei se existe. Não aceito a afirmação que uma pessoa para ser ética tem que necessariamente ser religiosa. Quando frequentava igreja, nunca ouvi nenhum padre pregando ética. Naquela época a Bíblia era escrita em latim e o padre rezava a missa de costa para os fiéis.

Procuro viver a minha vida em harmonia com as pessoas, respeitando as individualidades e colaborando para um mundo melhor. Respeito quem pensa diferente de mim.

Parabéns pelo texto Gilberto, Você deixou de ser religioso porque observou que a história de de um tal deus que protegia a todos, nunca protegeu ninguém. Você sendo inteligente viu logo que a história não procedia era totalmente falsa. As pessoas que não notam a falta de provas e coerência é porque não querem ver, preferem se auto enganar e  viver sua vidinha de escravo religioso. 

Ivo amigo, sobre brasileiros não gostarem de ler eu já sabia a muito tempo. O meu livro publicado com o titulo de (Crônicas indagações e teorias). Fiz este livro por uma satisfação pessoal, não para visar lucro fiz 250 exemplares vendi para parentes e amigos metade deles, a outra metade estou doando grátis para divulga-lo.

Fiz Duas histórias de 50 paginas cada, também tem crônicas, pensamentos e poesias. Esta foi a maneira que achei melhor para pessoas que não gosta de ler. Posso enviar meu livro grátis a quem quiser o problema é a taxa do correio.

Nota, no meu livro da para ver o meu perfil e também notar que progredi muito em direção ao ateísmo depois de iniciar na internet e tambem conhecer os irreligiosos. 

Ivo,

ando sumido e assumido no meu ateísmo, até porque não existe praticamente muita diferença entre o ateu e o crente. Segundo Pascal, tanto o crente quanto o descrente, ambos são produtos da imaginação, ou seja, um imagina que Deus existe e o outro, não. Daí, é uma questão de opção, todavia tem uma coisa, ser ateu leva mais vantagem, ao contrário do que dizia Pascal, digo isso porque, caso Deus não exista no além-túmulo, se tiver como, o ateu não vai se surpreender, já o crente ficará decepcionado. Agora, se for o contrário, ou seja, Deus existir realmente, o ateu ficará feliz porque no fundo todo ateu gostaria muito que ele existisse e, pelo fato dele ser a bondade suprema, será acolhido em seu Reino da mesma forma que o crente, que, por sua vez, ficará desapontado com a atitude do Criador.

Abraços.

PASCAL A aposta!

Alguém que oferece Aposta de Pascal está argumentando que acreditar em Deus é uma aposta melhor do que não acreditar em Deus.

Se você acredita e Deus existe, você vai para o céu e evitará o inferno , se você acredita e está errado, você não perde nada. Se você não acredita em Deus e Deus não existe, você vai perder o céu e ir para o inferno, se você está certo, então você não ganha nada. Há uma série de problemas com esse argumento.

O primeiro problema reside no pressuposto implícito ainda não declarada de que já sabemos que Deus, devemos acreditar dentro. Essa suposição, no entanto, não é necessário para o argumento, e, portanto, o argumento em si não explica qual a religião de uma pessoa deve seguir. Isto pode ser descrito como a "evitar o inferno errado" dilema. Se acontecer de você seguir a religião certa e deus certo, você pode realmente "ir para o céu e evitar o inferno." No entanto, se você escolher a religião e deus errado errada, você ainda irá para o inferno.

Um segundo problema é que isto não é verdade que a pessoa que as apostas não perde nada. Se uma pessoa aposta no deus errado, então o Deus verdadeiro  só poderia puni-los por seu comportamento tolo. Além do mais, o Deus Verdadeiro  não se importe que as pessoas não se incomodam acreditar nela quando eles usam razões racionais - assim, não acreditar em tudo pode ser a aposta mais segura.  Você simplesmente não pode saber.

 Além disso, algumas escolhas, de fato, vem com grandes riscos.  Muitos morreram porque confiaram em oração, em vez de medicina. Outros já morreram devido ao manuseio de serpentes venenosas (já comentado aqui) e ingestão de líquidos letais, porque Jesus disse que eles seriam capazes de fazê-lo sem danos. Assim, a escolha de crenças pseudocientíficas e místicas pode acarretar consequências muito negativas.

Um terceiro problema é a premissa não declarada de que as duas opções apresentadas são igualmente prováveis. É somente quando as escolhas dois são iguais em probabilidade de que não faz sentido ir com a alegada " aposta segura" . "No entanto, se a escolha de um deus é revelado para ser muito menos provável do que a escolha de não Deus, então Deus deixa de ser a "aposta segura". Ou, se ambos são igualmente prováveis, então, nem é na verdade uma "aposta segura."

Um problema final é a conclusão do argumento, onde uma pessoa decide acreditar em um deus, porque é a escolha que oferece mais benefícios e menos perigos. No entanto, isso requer que o deus em questão importa que você acredita que apenas a fim de ganhar uma entrada para o céu e / ou para evitar a punição no inferno.

Mas isso significa que esse Deus não é realmente um deus justo ou razoável, já que o destino eterno de uma pessoa não está sendo decidido com base em suas ações, mas apenas na sua decisão de fazer uma escolha pragmática e egoísta.

Eu não sei sobre você Anibal, mas que, certamente, não é o tipo de deus que eu jamais iria considerar ser adorado.

Saudações

Oiced Mocam

 

 

Sugestões atendidas e promessa cumprida! O texto foi reeditado para incluir um índice de navegação por assunto. Aproveitamos para aperfeiçoá-lo, incluindo mais dois autores: Rafael Rocha e Divina de Jesus Scarpim que, por um lapso, foram omitidos no primeiro post.

Agora ficou fácil navegar, ir e voltar para qualquer tópico e retornar ao índice. A leitura pode, assim, ser feita de forma corrida e sequencial ou apenas pelos assuntos de interesse.

Esperamos agora que os colegas deem  o reetorno, deixando suas impressões, principalmente o Erijosé, que indiretamente e com as suas constantes perguntas, foi o principal motivador dessa nova discussão. O Erijosé é mestre em insistência e lançamento de desafios (nenhuma resposta lhe satisfaz). Mas, por outro lado, é mestre também em apimentar e trazer participantes para as discussões.

Esperamos que ele faça isso aqui e que nos conteste, se puder. Quem aposta que ele, apesar de todo o nosso esforço, não vai se satisfazer com as respostas ou - é uma possibilidade -, nem dar as caras por aqui?

Saudações Irreligiosas!

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