Irreligiosos

Se você não sabe, aceita e não questiona, embota-se e acaba virando crente.

Reencarnação: verdade ou mito ? (texto retirado da revista superinteressante)

O texto abaixo, extraído de uma matéria publicada na revista Super Interessante, foi-nos enviado pelo colega Carlos Anderson Rodrigues, que também postou em seu blog a matéria "Vida Após a Morte e Reencarnação", convidando-nos ao debate e à reflexão.

Como o espiritismo é visto pela maioria dos nossos membros, não como religião, mas como uma pseudociência (para uns) ou ainda um conjuntos de doutrinas filosóficas (para outros), entendemos que as discussões sobre tudo o que envolve a fenomenologia espírita são oportunas e de bastante utilidade para todos, mesmo quando nada se consegue concluir, ficando na base do "não sei", "pode ser", "talvez", "acredito", "não acredito". Segue a matéria:


Reencarnação: Memórias de outras vidas

O conceito de reencarnação está impregnado de fé e misticismo. Mas a multiplicação de relatos impressionantes de lembranças e marcas de supostas vidas passadas atrai cada vez mais o interesse da ciência

por Marcos de Moura e Souza

Em uma das mais prestigiosas universidades públicas dos Estados Unidos, a Universidade de Virgínia, pesquisadores da área de saúde mental dedicam-se há décadas a desafiar os céticos. Ali são estudados, entre outros casos que ultrapassam os contornos da ciência convencional, relatos sobre reencarnação, muitos deles submetidos à checagem. Resultados conclusivos não há, mas eles são, no mínimo, intrigantes. À frente da Divisão de Estudos da Personalidade está o mais famoso pesquisador sobre o assunto, o já octogenário Ian Stevenson. Seus livros e textos em publicações científicas descrevem casos de crianças que se recordariam de vidas passadas e de pessoas com marcas de nascença que teriam sido originadas por cicatrizes de existências anteriores.

Stevenson e sua equipe avaliam casos de reencarnação da forma que consideram a mais acurada possível. Fazem entrevistas, confrontam a versão narrada com documentações, comparam descrições com fatos que só familiares da pessoa morta poderiam saber. Por tudo isso, ele se tornou um dos maiores responsáveis por ajudar a deslocar – ainda que apenas um pouco – o conceito de reencarnação do campo da fé e do misticismo para o campo da ciência.

Mas o que leva esse renomado médico, com mais de 60 anos de carreira, e tantos outros pesquisadores a encararem a reencarnação como uma hipótese válida?

Bem, são histórias como, por exemplo, a de Swarnlata Mishra, uma menina nascida em 1948 de uma rica família da Índia e que se tornou protagonista de um dos casos clássicos – digamos assim – da literatura médica sobre vidas passadas. A história é descrita em um dos livros de Stevenson, Twenty Cases Suggestive of Reincarnation (“Vinte Casos Sugestivos de Reencarnação”, sem versão brasileira), e se assemelha a outros registrados pelo mundo sobre lembranças reveladoras ocorridas, principalmente, na infância. Mas, ao contrário da maioria, não está relacionado a mortes violentas, confrontos ou traumas.

A história de Swarnlata é simples. Aos 3 anos de idade, viajava com seu pai quando, de repente, apontou uma estrada que levava à cidade de Katni e pediu ao motorista que seguisse por ela até onde estava o que chamou de “minha casa”. Lá, disse, poderiam tomar uma xícara de chá. Katni está localizada a mais de 160 quilômetros da cidade da menina, Pradesh. Logo em seguida, Swarnlata começou a descrever uma série de detalhes sobre sua suposta vida em Katni. Disse que lá seu nome fora Biya Pathak e que tivera dois filhos. Deu detalhes da casa e a localizou no distrito de Zhurkutia. O pai da menina passou a anotar as “memórias” da filha.

 

Recordações de mãe

Sete anos depois, em 1959, ao ouvir esses relatos, um pesquisador de fenômenos paranormais, o indiano Sri H. N. Banerjee, visitou Katni. Pegou as anotações do pai de Swarnlata e as usou como guia para entrevistar a família Pathak. Tudo o que a menina havia falado sobre Biya (morta em 1939) batia. Até então, nenhuma das duas famílias havia ouvido falar uma da outra.

Naquele mesmo ano, o viúvo de Biya, um de seus filhos e seu irmão mais velho viajaram para a cidade de Chhatarpur, onde Swarnlata morava. Chegaram sem avisar. E, sem revelar suas identidades ou intenções aos moradores da cidade, pediram que nove deles os acompanhassem à casa dos Mishra. Stevenson relata que, imediatamente, a menina reconheceu e pronunciou os nomes dos três visitantes. Ao “irmão”, chamou pelo apelido.

Semanas depois, seu pai a levou para Katni para a casa onde ela dizia ter vivido e morrido. Swarnlata, conta Stevenson, tratou pelo nome cada um dos presentes, parentes e amigos da família. Lembrou-se de episódios domésticos e tratou os filhos de Biya (então na faixa dos 30 anos) com a intimidade de mãe. Swarnlata tinha apenas 11 anos.

As duas famílias se aproximaram e passaram a trocar visitas – aceitando o caso como reencarnação. O próprio Stevenson testemunhou um desses encontros, em 1961. Ao contrário de muitos casos de memórias relatadas como de vidas passadas, as da menina continuaram acompanhando-a na fase adulta – quando Swarnlata já estava casada e formada em Botânica.

Assim como esse, há milhares de outros episódios intrigantes, alguns mais e outros menos verificáveis. Somente na Universidade da Virgínia há registros de mais de 2500 casos desse gênero. Acontece que, para a ciência, a ocorrência de casos isolados, ainda que numerosos, não prova nada. Os céticos atribuem essas histórias a fraudes, coincidências ou auto-induções às vezes bem intencionadas.

Mas, embora a ciência duvide da reencarnação, a humanidade convive com a crença nela faz tempo. De acordo com algumas versões, o conceito de reencarnação chegou ao Ocidente pelas mãos do matemático grego Pitágoras. Durante uma viagem que fizera ao Egito, ele teria ouvido diversas histórias e assistido a cerimônias em que espíritos afirmavam que vinham mais de uma vez à Terra, em corpos humanos ou de animais. O mesmo conceito – com variações aqui e ali – marcou religiões orientais, como o bramanismo e o hinduísmo (e, mais tarde, o budismo), e também religiões africanas e de povos indígenas, segundo Fernando Altmeier, professor de Teologia da PUC de São Paulo. Na verdade, “a reencarnação nasce quase ao mesmo tempo que a idéia religiosa tanto no Ocidente quanto no Oriente, com os egípcios, os gregos, os africanos e os indígenas”, diz Altmeier. A idéia, porém, não deixou traços – pelo menos não com a mesma força – nas três religiões surgidas de Abraão: o judaísmo, o cristianismo e o islamismo.

No século 19, o francês Hippolyte Leon Denizard Rivail – ou Allan Kardec – e outros estudiosos dedicaram-se a um tema então em voga na Europa: os fenômenos das mesas giratórias, em que os sensitivos alegavam que espíritos se manifestavam com o mundo dos vivos. Kardec escreveu uma série de livros sobre as experiências mediúnicas que observou e, tendo como base a idéia da reencarnação, fundou a doutrina espírita. Para os espíritas, reencarnação é um ponto pacífico. Mas muitos deles preferem dar crédito a relatos embasados no cientificismo. “Dirijo a área de assistência espiritual na Federação Espírita do Estado de São Paulo, por onde passam 200 mil pessoas por mês, mas, no que diz respeito à fenomenologia, sou mais pé no chão, sou muito rigoroso”, afirma o advogado Wlademir Lisso, de 58 anos.

 

Terapias e evidências

Nas aulas que dá na federação sobre espiritismo e ciência, Lisso – que é autor de três livros – se baseia, sobretudo, nas pesquisas feitas por universidades estrangeiras, que considera mais confiáveis. Lisso diz que já perdeu as contas das vezes que ouviu pessoas lhe dizendo que tinham lembranças de outras vidas, algumas, talvez, por meio das chamadas terapias de vidas passadas. “Terapias, por si só, não provam nada”, diz Lisso, referindo-se a uma prática que supostamente leva a pessoa a escarafunchar memórias tão remotas quanto as de duas, três encarnações anteriores. Os espíritas não recomendam a experiência. “Até os anos 50, flashes ou outras manifestações eram considerados distúrbios mentais”, diz Lisso. Com o tempo, ganhou eco a explicação de que muitos desses sintomas poderiam ser evidências de existências passadas.

No Brasil, um dos poucos que seguiram a linha da investigação mais científica foi Hernani Guimarães Andrade, que morreu há quase dois anos. Autor de diversos livros, entre eles Reencarnações no Brasil (O Clarim, sem data), Andrade conta o caso de uma menina paulistana, identificada apenas como Simone. Nos anos 60, quando tinha então pouco mais de 1 ano, ela começou a pronunciar palavras em italiano, sem que ninguém a tivesse ensinado. Passou também a relatar lembranças que remontavam à Segunda Guerra Mundial. Seu relato era tão vívido que familiares se renderam à idéia de que fragmentos de uma encarnação passada ainda pairavam em sua mente. A avó da menina registrou, em um diário, mais de 30 palavras em italiano pronunciadas pela neta e histórias de explosões, médicos, ferimentos e morte. As recordações pararam de jorrar quando a menina tinha por volta de 3 anos.

Mas as supostas memórias de crianças como Simone e Swarnlata não são os únicos sinais que chamam a atenção dos estudiosos. Em várias universidades ao redor do mundo, os pesquisadores passaram a examinar também marcas de nascença – associadas a lembranças – como possíveis evidências de reencarnação. O mesmo Stevenson reuniu um punhado desses casos num estudo divulgado em 1992. Segundo o levantamento feito com 210 crianças que alegavam ter lembranças de outras vidas, cerca de 35% apresentavam marcas de nascimento na pele. Em 49 casos, foi possível obter um documento médico, geralmente um laudo de necropsia, das pessoas que as crianças haviam supostamente sido em outra encarnação. A correspondência entre o ferimento que causara a morte e a marca de nascença foi considerada, no mínimo, satisfatória em 43 casos (88%), segundo Stevenson.

Um exemplo citado por ele é o de uma criança da antiga Birmânia que dizia se lembrar da vida de uma tia que morrera durante uma cirurgia para corrigir um problema cardíaco congênito. Essa menina tinha uma longa linha vertical hipopigmentada no alto do abdome. A marca correspondia à incisão cirúrgica da tia. Stevenson recorre a uma frase do escritor francês Stendhal para se referir a casos de memórias e de marcas que, às vezes, podem passar despercebidos: “Originalidade e verdade são encontradas somente nos detalhes”.

 

Tinta fresca

Para pesquisador, há fortes indícios de que muitas crianças conseguem se lembrar de suas vidas anteriores

O professor Jim B. Tucker, da Divisão de Estudos da Personalidade do Departamento de Psiquiatria da Universidade da Virgínia, nos Estados Unidos, estuda e atende casos de depressão e outros distúrbios em crianças e adolescentes. Tem especial interesse por casos de crianças que alegam ter lembranças de vidas passadas. Nesta entrevista, concedida por e-mail à SUPER, Tucker fala das características mais freqüentes desses relatos e de fatos que mais o impressionaram.

 

Quantos casos de crianças que alegam lembrar de vidas passadas o senhor já observou?

Temos mais de 2 500 casos registrados em nossos arquivos. Eu, pessoalmente, vi vários.

 

Quais são as principais características desses casos?

Os casos geralmente envolvem crianças pequenas que dizem se lembrar de uma vida passada. Elas podem descrever a vida de um membro falecido da família ou um amigo da família ou podem descrever a vida de um estranho num outro local. Outros fatos incluem marcas de nascença que combinam com os ferimentos no corpo da pessoa falecida e comportamentos que parecem ligados à vida anterior.

 

Há uma explicação para o fato de as lembranças ocorrerem principalmente durante a infância?

As crianças começam a fazer seus relatos numa idade precoce, logo que começam a falar. Isso faz sentido, porque parecem ser memórias que elas carregam consigo desde a vida anterior.

 

Quais tipos de evidências mais impressionaram o senhor?

Ainda acho que a mais forte evidência envolve declarações documentadas que alguma criança tenha feito e que se provaram verdadeiras em relação a uma pessoa que viveu a uma distância significativa. O dr. Jünger Keil (pesquisador da Universidade de Tasmânia, na Austrália) investigou um caso na Turquia no qual um garoto deu muitos detalhes sobre um homem que tinha vivido a 850 quilômetros e morrido 50 anos antes de o menino ter nascido.

 

Como médico, o senhor considera possível explicar esses relatos de uma perspectiva científica?

Nenhum desses casos é “prova” da reencarnação, e um cético pode sempre encontrar um ponto fraco em um caso ou, como objetivo de desacreditá-lo, em qualquer estudo médico. Entretanto, como um todo, os casos mais significativos constituem um forte argumento de que algumas crianças parecem, sim, possuir memórias de vidas anteriores.

Fonte: Revista Super Interessante (http://super.abril.com.br/cotidiano/reencarnacao-memorias-outras-vi...)


Sobre o texto acima queria a opinião sincera de vocês e se possível uma explicação ou teoria sobre o tema.
   

 

Exibições: 769

Responder esta

Respostas a este tópico

É necessário que haja uma flexibilização do entendimento, tanto entre os religiosos quanto entre os céticos. Tanto uns quanto outros tendem a ridicularizar a ideia da reencarnação por não ser uma coisa cujo processo é acompanhado do início ao fim por uma tribuna, dada a extensão do processo.

Os que criam em doutrinas reencarnacionistas eram muitas vezes tidos por hereges e feiticeiros, e perseguidos e mortos por autoridades eclesiásticas, vide a perseguição aos Cátaros ("Matem todos, Deus escolherá os seus"). Hoje, já não há tanta violência, mas ainda assim, há perseguição e demonização das doutrinas e paraciências reencarnacionistas, tanto por parte de "cristãos" ("É coisa do diabo!"), quanto por parte de céticos ("É uma fraude!").

Quando uma revista de curiosidades científicas começa a lançar uma luz sobre a doutrina reencarnacionista, me dá uma certa esperança de que alguém sério possa levar essa investigação a sério. Sem delírios, sem ceticismo extremado.

Da minha parte, desde bem jovem, eu creio em reencarnação, indiferente das crenças pelas quais passei, e apesar da minha fase agnóstica. E, mesmo que um dia eu seja ateu, eu ainda acreditarei, pois é coisa de instinto, ninguém me doutrinou sobre isso. E os instintos são confiáveis, pois determinam nossa sobrevivência como os animais que somos.

Falei besteira?

Não falou besteira não, Jairo. A fenomenologia espírita situa-se numa área de conhecimento ainda não desvendada pela humanidade e nem mesmo pela ciência. E não há nenhuma incompatibilidade entre ser ateu e acreditar ou admitir a possibilidade da existência de alguns desses fenômenos, inclusive a reencarnação, uma vez que não se correlacione isto com Deus, milagres e religião.

Encarado assim, como um conjunto de fenômenos naturais ainda não decifrados pelo homem, é possível a qualquer um, seja ele ateu ou religioso, interessar-se por essas investigações, onde a ciência nem a religião conseguiu dar respostas. É claro que os fenômenos espíritas, pela sua natureza, se prestam a mistificações e, nesse sentido, ateus, irreligiosos e céticos,serão muito mais rigorosos no seu exame e aceitação.

Consultem as matérias, discussões e vídeos já publicados neste site. Consultem também o caso Jennie Cooker e Shanti Deva, clássicos e não explicados pela ciência. Uma coisa é certa: os fenômenos existem e aí estão a desafiar-nos. O que não se sabe são as explicações que possam dizer quando, por que e em que circunstâncias ocorrem.

Teorias? Sim existem, mas muito frágeis. Por exemplo, as EQM são atribuídas aos estados de confusão mental do cérebro, no estágio intermediário entre a vida e a morte. As reencarnações seriam memórias de vidas passadas, contidas nos genes dos antepassados que nos teriam sido transmitidos. E por aí vai.

Portanto, ser agnóstico, ateu, cético ou mesmo cientista, e interessar-se pelos fenômenos espíritas e até admitir a possibilidade da existência da reencarnação, não é tão incomum como se pensa, pelo menos, até que se tenham explicações mais científicas e convincentes. E elas não existem.

Saudações Irreligiosas!

Jairo Navarro Dias disse:

É necessário que haja uma flexibilização do entendimento, tanto entre os religiosos quanto entre os céticos. Tanto uns quanto outros tendem a ridicularizar a ideia da reencarnação por não ser uma coisa cujo processo é acompanhado do início ao fim por uma tribuna, dada a extensão do processo.

Os que criam em doutrinas reencarnacionistas eram muitas vezes tidos por hereges e feiticeiros, e perseguidos e mortos por autoridades eclesiásticas, vide a perseguição aos Cátaros ("Matem todos, Deus escolherá os seus"). Hoje, já não há tanta violência, mas ainda assim, há perseguição e demonização das doutrinas e paraciências reencarnacionistas, tanto por parte de "cristãos" ("É coisa do diabo!"), quanto por parte de céticos ("É uma fraude!").

Quando uma revista de curiosidades científicas começa a lançar uma luz sobre a doutrina reencarnacionista, me dá uma certa esperança de que alguém sério possa levar essa investigação a sério. Sem delírios, sem ceticismo extremado.

Da minha parte, desde bem jovem, eu creio em reencarnação, indiferente das crenças pelas quais passei, e apesar da minha fase agnóstica. E, mesmo que um dia eu seja ateu, eu ainda acreditarei, pois é coisa de instinto, ninguém me doutrinou sobre isso. E os instintos são confiáveis, pois determinam nossa sobrevivência como os animais que somos.

Falei besteira?

livro do Jim tucker sobre reencarnação Vida antes da vida:https://docs.google.com/open?id=0B_HexCd9-3XbdW9jMVFTZUpLZUE

Ivo S. G. Reis disse:

Não falou besteira não, Jairo. A fenomenologia espírita situa-se numa área de conhecimento ainda não desvendada pela humanidade e nem mesmo pela ciência. E não há nenhuma incompatibilidade entre ser ateu e acreditar ou admitir a possibilidade da existência de alguns desses fenômenos, inclusive a reencarnação, uma vez que não se correlacione isto com Deus, milagres e religião.

Encarado assim, como um conjunto de fenômenos naturais ainda não decifrados pelo homem, é possível a qualquer um, seja ele ateu ou religioso, interessar-se por essas investigações, onde a ciência nem a religião conseguiu dar respostas. É claro que os fenômenos espíritas, pela sua natureza, se prestam a mistificações e, nesse sentido, ateus, irreligiosos e céticos,serão muito mais rigorosos no seu exame e aceitação.

Consultem as matérias, discussões e vídeos já publicados neste site. Consultem também o caso Jennie Cooker e Shanti Deva, clássicos e não explicados pela ciência. Uma coisa é certa: os fenômenos existem e aí estão a desafiar-nos. O que não se sabe são as explicações que possam dizer quando, por que e em que circunstâncias ocorrem.

Teorias? Sim existem, mas muito frágeis. Por exemplo, as EQM são atribuídas aos estados de confusão mental do cérebro, no estágio intermediário entre a vida e a morte. As reencarnações seriam memórias de vidas passadas, contidas nos genes dos antepassados que nos teriam sido transmitidos. E por aí vai.

Portanto, ser agnóstico, ateu, cético ou mesmo cientista, e interessar-se pelos fenômenos espíritas e até admitir a possibilidade da existência da reencarnação, não é tão incomum como se pensa, pelo menos, até que se tenham explicações mais científicas e convincentes. E elas não existem.

Saudações Irreligiosas!

Jairo Navarro Dias disse:

É necessário que haja uma flexibilização do entendimento, tanto entre os religiosos quanto entre os céticos. Tanto uns quanto outros tendem a ridicularizar a ideia da reencarnação por não ser uma coisa cujo processo é acompanhado do início ao fim por uma tribuna, dada a extensão do processo.

Os que criam em doutrinas reencarnacionistas eram muitas vezes tidos por hereges e feiticeiros, e perseguidos e mortos por autoridades eclesiásticas, vide a perseguição aos Cátaros ("Matem todos, Deus escolherá os seus"). Hoje, já não há tanta violência, mas ainda assim, há perseguição e demonização das doutrinas e paraciências reencarnacionistas, tanto por parte de "cristãos" ("É coisa do diabo!"), quanto por parte de céticos ("É uma fraude!").

Quando uma revista de curiosidades científicas começa a lançar uma luz sobre a doutrina reencarnacionista, me dá uma certa esperança de que alguém sério possa levar essa investigação a sério. Sem delírios, sem ceticismo extremado.

Da minha parte, desde bem jovem, eu creio em reencarnação, indiferente das crenças pelas quais passei, e apesar da minha fase agnóstica. E, mesmo que um dia eu seja ateu, eu ainda acreditarei, pois é coisa de instinto, ninguém me doutrinou sobre isso. E os instintos são confiáveis, pois determinam nossa sobrevivência como os animais que somos.

Falei besteira?

A maior alegação por parte dos céticos é que as lembranças de vidas passadas em crianças só ocorrem em paises em que as pessas já acreditam na reencarnação o que não é verdade pois e só dar um pesquisada no google que já achamos casos até no brasil segue o link de um livro sobre um caso no brasil:https://docs.google.com/open?id=0B_HexCd9-3XbV0VwcGVnSTA2RHc

Lendo esse livro logo reparamos que os personagens não eram espiritas e sim católicos e sem nenhum motivo para alegar ou inventar um caso de reencarnação inclusive nem seus nomes veradeiros foram publicados e só isso já invalida oa argumento que eles queriam fama ou dinheiro(alegar que tudo é mentira é muito fácil) então como eles induziriam um criança de 2 anos a uma crença que nem eles acreditavam?alegar que todo mundo esta mentindo é muito fácil mas também è um ato de ceticismo forçado  sem nem ao menos investigar esses casos.Acho que é isso  que a ciência faz ignora tudo  e todos inclusive  seus pesquisadores relegandando tudo a supertição ou mentira sem nem mesmo dar uma chance aos mesmos de explica-los ou pelo menos tentar.Em resumo são muitos relatos e nos mais diversos paises e a alegação que os casos são devido a religião  das  pessoas não convence e se o caso fosse na sua familia o que você faria? simplesmente ignoraria ou tentaria achar uma resposta? e se a melhor resposta for a reencarnação isso não tem nada a ver com religião porque seria uma lei da natureza sem nada de misticismo,carma ou deus.

Conforme Wikipedia, (pode se concluir sim)

...Acrescenta-se, por último, que a reencarnação é, no fundo, objeto de crença dos fiéis de determinados segmentos religiosos, da mesma forma que o é a ressurreição em outros segmentos religiosos.

A ciência, como se sabe, não se presta a provar ou não a reencarnação ou a ressurreição. Isto porque, entre outros argumentos, a ciência se faz sobre um determinado recorte da realidade que pode ser provado, demonstrado, testado, etc.

O aspecto subjetivo que sustenta as ideias da ressurreição e da reencarnação dificulta eventuais demonstrações, fazendo tais ideias aportarem então no âmbito da fé e da crença, o que não significa necessariamente qualquer falta de mérito de qualquer uma delas, senão que se limitam ao campo da fé e da experiência individual. Por mais evidentes que possam parecer alguns relatos, cientificamente, sob os atuais domínios do conhecimento científico, não podem ser provados.

Oiced Mocam o problema é que as lembranças de reencarnação em muitos casos não está ligada a religião a pessoa passa a crer na religião que apoia a reencarnção pois a ciencia se nega a estuda-la,desse modo como ela pode sair da religião se é relegada só a fé e a sincretismo?segue um link sobre o assunto:http://parapsi.blogspot.com.br/search/label/Reencarna%C3%A7%C3%A3o

E alêm do mais a crença na  ressureição essa sim e uma coisa que a ciência não consegue provar pois é uma crença absurda e nem evidencia subjetiva tem.

Oiced Mocam disse:

Conforme Wikipedia, (pode se concluir sim)

...Acrescenta-se, por último, que a reencarnação é, no fundo, objeto de crença dos fiéis de determinados segmentos religiosos, da mesma forma que o é a ressurreição em outros segmentos religiosos.

A ciência, como se sabe, não se presta a provar ou não a reencarnação ou a ressurreição. Isto porque, entre outros argumentos, a ciência se faz sobre um determinado recorte da realidade que pode ser provado, demonstrado, testado, etc.

O aspecto subjetivo que sustenta as ideias da ressurreição e da reencarnação dificulta eventuais demonstrações, fazendo tais ideias aportarem então no âmbito da fé e da crença, o que não significa necessariamente qualquer falta de mérito de qualquer uma delas, senão que se limitam ao campo da fé e da experiência individual. Por mais evidentes que possam parecer alguns relatos, cientificamente, sob os atuais domínios do conhecimento científico, não podem ser provados.

Olá, Carlos,

Embora possamos tolerar pontos de vista contrastantes, isto não significa que eles são imunes a exame crítico.  Sou cético sobre alegações sobrenaturais.  Referente ao link citado,

- Há vários problemas com o método de Stevenson. Ele sempre trabalhou com tradutores de países sobre os quais ele conhecia muito pouco. Questionar não é complicado, mas questionando as crianças é especialmente complicado.  "Viés de entrevistador é a força motriz central na criação de entrevistas sugestivas" (Bruck, Ceci, e Helmsbrooke 1998, citado em Mills e Lyon: 303).  Questionando crianças e adultos por meio de um tradutor introduz outro elemento de incerteza sobre o viés da técnica de interrogatório. A maioria das entrevistas ocorreu em países onde a reencarnação é uma crença aceita.Assim, o tradutor seria "tipicamente imbuído das expectativas culturais que uma vida passada recall é um fenômeno válido" (Mills e Lynn: 303).  Stevenson, sendo não-fluente na língua e na cultura, não estava em condições de avaliar a confiabilidade do questionamento pelo tradutor.

Finalmente, há a alegação de que Stevenson ...Nós já notamos que ele não era especialista em problemas de viés experimentador e viés expectativa em interrogatório.  Nem era um especialista nas línguas e culturas onde suas histórias se originaram, necessitando o uso de tradutores cujos defeitos ele não estava qualificado para observar ou identificar. Ele não era um especialista em línguas. Em qualquer caso, não é incomum para alguém de falar várias línguas em um país que é povoada por pessoas de grupos diversos idiomas. Uma pessoa pode ser capaz de pronunciar 100 ou mais palavras de uma língua não-nativa, mas isso não conta como falar ou compreender essa linguagem. Stevenson ouviu uma fita onde uma mulher proferiu algumas palavras em alemão, enquanto hipnotizada, mas não podia responder a perguntas em alemão e não indicaram qualquer conhecimento de gramática, e ele declarou que esta é uma evidência para a reencarnação.  Ele culpou seus conhecimentos linguísticos pobres em sua pobreza e do analfabetismo em uma vida anterior.Um linguista ouviu a mesma fita e notou que mesmo os pobres e analfabetos usaram alguma gramática. Ela declarou que o entendimento da mulher do alemão foi mínima e consistente com um conhecido com a linguagem (Kelly 2004: 95).

O que possui um homem de inteligência de Stevenson para perseguir quimeras e produzir milhares de páginas de relatórios detalhados que equivale a uma pilha de racionalizações? Como Michael Shermer sucintamente: "Pessoas inteligentes acreditam em coisas estranhas, porque eles são hábeis em defender crenças que chegaram para razões não-inteligentes." * Stevenson gastou cerca de metade de sua vida tentando encontrar apoio para suas crenças na reencarnação e sua relação com medicamento.  As crenças vieram primeiro.  A inteligência foi aplicada a confirmar as crenças. Eu não acho que ele é único a este respeito. Aqueles de nós que são céticos sobre o trabalho de Stevenson gostaria de pensar que estamos exercendo o julgamento mais crítico sobre essas investigações do que ele fez, porque temos escolhido para ser desinteressados e objetivos em nossa pesquisa e que ele escolheu para ser tendencioso.  Qualquer um de nós poderia ter acabado como Stevenson fez, no entanto, teve que sua inteligência e se não tivéssemos sido levado por um caminho diferente, muitos acidentes sobre as quais não tinha controle. Só posso especular que outro caminho Stevenson podem ter viajado teve a Sociedade Americana de Pesquisas Psíquicas rejeitou seu ensaio em 1958, quando ele entrou em uma competição para o trabalho sobre a sobrevivência da personalidade após a morte (Wilson, 1982: 2). Se, em vez de atribuir-lhe o primeiro prémio para a sua entrada com base no trabalho de outros fizeram coleta de histórias de experiências de vidas passadas, a Sociedade lhe tinha dito que essa linha de investigação foi um colossal desperdício de tempo e que era tolice mesmo considerando estas histórias provas credíveis para a vida após a morte, ele teria sido inspirado a passar o resto de sua vida rastrear essas histórias?

 Poucos críticos estarão dispostos a gastar muito tempo debruçado sobre suas anedotas e relatórios detalhados tediosas. (Um jornalista, Tom Shroeder do Washington Post,passou um ano após Stevenson volta, auxiliando-o em suas investigações, e voltou a escrever um livro sobre ele e como isso fez dele um crente. Almas antigas é uma leitura interessante, mas o autor não é muito crítico em suas observações.Ele tem um monte no valor de cara e parece não compreender os perigos de viés de confirmação. Mary Roach foi ao local com um dos coletores de Stevenson história colegas PLE e voltou a perguntar: "ele está investigando reencarnação, ou simplesmente procurando por evidências em seu favor.  Como pode ele permanecer imparcial? " (2005: p. 48).) (2005: p 48.)).

Aqueles que querem acreditar na sobrevivência de uma personalidade após a morte, provavelmente, ignorar as fraquezas nos métodos de Stevenson e elogiá-lo por sua meticulosidade, sua devoção ao detalhe, o seu zelo para se cada reivindicação verificadas ou refutadas.De minha parte, eu tenho que concordar com a avaliação própria de Stevenson de seu trabalho: ele forneceu evidências, mas nenhuma evidência convincente para a reencarnação. Eu não vejo nenhuma maneira de avançar com os seus métodos ou seus dados, assim que eu vejo o seu trabalho como um colossal desperdício de tempo. No lado positivo, no entanto, eu concordo com ele que a terapia de vidas passadas regressiva , que utiliza a hipnose , é repleto de problemas metodológicos, não menos do que é o problema com a sugestão de contaminar qualquer evidência de que pode ser descoberto por uma vida passada. Assim, regressão a vidas passadas não pode fornecer uma boa evidência para a reencarnação. Nem pode coletar mais histórias de crianças que alegam ter vivido vidas anteriores, a menos que melhores métodos de documentação, interrogar testemunhas e experimentos alegadas, e verificando reivindicações são desenvolvidas.

Fonte: http://www.skepdic.com/stevenson.html

Finalizando, Stevenson está desacreditado e descartado como melhor evidência e testemunho....

Enquanto as religiões ofereceram, sem dúvida, conforto aos despojados e moribundos exibindo a promessa de uma vida imortal, elas também levantaram medo mórbido e pavor. Nós não encontramos nenhuma evidência convincente de que exista uma "alma" separável ou que ela exista antes do nascimento ou sobreviva à morte.

Nós (céticos, racionalistas) temos portanto, que concluir que a vida ética pode ser vivida sem as ilusões da imortalidade ou reencarnação. Não acredito em reencarnação  (até prova convincente em contrário), nem em alma,  espíritos,  céu ou inferno.

Saudações Irreligiosas

Oiced Mocam

Certas coisas pra mim, só presenciando ao vivo. Ainda assim vou desconfiar do que estou vendo. mentiras rodam soltas por aí. Quem já leu Carl Sagan, sabe o quanto a mente humana é criativa. Esses casos contados, que nos chegam, podem muito bem terem sido inventados ou vocês acham que Fakes só têm na internet? Coisas que aconteceram comigo, dariam ótimas histórias fantásticas devidamente documentadas. Era só manter a história e mudar a visão, de cética para fanática. Acredito que no meu lugar, muita gente preferisse o lado místico e provocasse muita confusão na mente dos desavisados. Aliás, a Índia é campeã de casos fantásticos como esse. E não é à toa que é o país mais místico do mundo. Ou seja, campeão de mentiras.

Eu acredito na nossa vida como ela é visível a todos nós. Coisas evidentes e indubitáveis. Nascemos da barriga da nossa mãe, crescemos, temos um cérebro evoluído que nos dá a capacidade de raciocinar, ficamos doentes ou velhos e morremos, sem que nada ou ninguém possa evitar isso. Tanto faz o mais inteligente e culto, como o mais simplório analfabeto. Após a morte, precisamos ser enterrados, ou cremados, do contrário ninguém suportaria o nosso cheiro de podre. Exatamente como qualquer outro animal, seja ovíparo, mamífero, carnívoro ou herbívoro, roedor, réptil, voador e até aquáticos. Todos nascemos, crescemos, morremos e ficamos podres. Essa é a nossa indiscutível realidade. Quem não concordar, que não aceite isso, mas nada vai mudar mesmo assim. Espíritos não existem.

Abç

Não li todos comentários. Mas acho importante publicar a doença classificada pela OMS (Organização Mundial de Saúde) em 2011, a CID 10 F 44.3, estado de transe e possessão. Em breve vou fazer uma TVP (Terapia de Vida Passada) para ter uma experiência e tentar entender a minhas paranormalidades. Acho importante também encontrar as explicações para a existência de uma carta psicografa e assinada, como exame grafotécnico que confirmou a assinatura e agora a aceitação do uso de carta psicografadas em julgamento pelo crime de homicídio, agora a pessoa é assassinada e conta depois como foi. rsrs

Responder à discussão

RSS

Sobre

Badge

Carregando...

Leia Isto!

Traduzir para/Translate to:


Visualizações

contador de visitas online

Se esta é a sua 1ª visita ou se passou por aqui, mas não quis comentar nem publicar nada, assine o nosso livro de visitas!

Irreligiosos.ning.com website reputation

Recados Rápidos

 

 

Links Indicados

Sites da Rede DDD: . . . . . . .Logo Rede DDD Acessar links dos sites Baú do Inexplicado Outros:
visit Skeptic.com

Sociedade Racionalista

ComunidadeO Outro Lado das ReligiõesBULE VOADORInternet Infidels Visitar o Observatório

GeraLinks

Badges do Irreligiosos

Nosso badge no seu blog:

Link o Irreligiosos


(Clique aqui para saber como!)


Enquete Jesus Cristo


Sua opinião sobre Jesus Cristo:
Acesse o post de apoio;

----------------
Acesse a nossa página PESQ para responder à enquete.

 


Notícias Cristãs

Atenção: As notícias aqui divulgadas não são nossas recomendações e são veiculadas apenas para informar os últimos acontecimentos e eventos do cristianismo.

(Se a exibição falhar, não é culpa nossa e sim do Widget. Não se preocupem, elas voltam depois)

Por Gospel+ - Gospel+ Noticias

Grupos

Principais Colaboradores

Abaixo, destacamos (em ordem alfabética) a 4ª lista dos nossos  mais eminentes e constantes colaboradores:

  • Alfredo Bernacchi
  • Assis Utsch
  • Carlos Dosivan
  • Divina J. Scarpim
  • Erijosé Oliveira
  • Gilberto Vieira
  • Jorge O. Almeida
  • Luísa L.
  • Márcia Zaros
  • Marilda Oliveira
  • Oiced Mocam
  • Paulo Luiz  
  • Paulo Rosas 
  • Rafael Rocha
  • Sergio M. Rangel

© 2018   Criado por Ivo S. G. Reis.   Ativado por

Badges  |  Relatar um incidente  |  Termos de serviço