Irreligiosos

Se você não sabe, aceita e não questiona, embota-se e acaba virando crente.

Síndrome do Trauma Religioso (STR) deve ser reconhecida como doença pela ABP e CFP?

A Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) e o Conselho Federal de Psicologia (CFP) são as entidades credenciadas a opinar e regular essas questões. Primeiramente, elas devem dar uma definição exata do que se entende por STR e, depois, decidir se deve classificada como doença e ter um código CID ou não.

Pelo que pesquisei até aqui, a doença existe, de fato, mas não de direito. Não se tem ainda um parecer definitivo e aceito sobre se os acometidos dos sintomas podem ser considerados doentes ou não e, se sim, a partir de que gradação e como diagnosticar. Tudo isso precisa ser definido, reconhecido e regulado.

Antes de pedir a opinião dos leitores, vamos caracterizar o que, neste momento se entende por "Síndrome do Trauma Religioso (STR)":

"'Síndrome do Trauma Religioso' é o termo cunhado para classificar os sintomas de pacientes que sofrem de transtornos mentais em decorrência da lavagem cerebral de religiões fundamentalistas."

A psicóloga americana Marlene Winell, não só cunhou o termo, como trata, há mais de 20 anos, pacientes com esse distúrbio, tendo escrito o livro "Leaving the Fold". Segundo ela e conforme publicado no Jornal Extra Classe "alguns sintomas-chave são confusão mental, dificuldade em tomar decisões e pensar por si mesmo, falta de sentido ou direção na vida, baixa autoestima, ansiedade de estar no mundo, ataques de pânico, medo da condenação, depressão, pensamentos suicidas, distúrbios do sono e alimentares, abuso de substâncias, pesadelos, perfeccionismo, desconforto com a sexualidade, imagem corporal negativa, problemas de controle de impulso, dificuldade de desfrutar o prazer ou estar presente aqui e agora, raiva, amargura, traição, culpa, sofrimento e perda, dificuldade em expressar emoções, ruptura da rede familiar e social, solidão, problemas relacionados com a sociedade e questões de relacionamento pessoal". (grifos meus)

Essa sintomatologia não é difícil de reconhecer em um crente fanático, de qualquer religião fundamentalista, especialmente entre os evangélicos que sofrem fortes lavagens cerebrais, uma média de três vezes por semana. Mas as duas grandes perguntas que se faz são:

  1.  Os fanáticos se reconhecem como doentes?
  2. Quem se atreve a diagnosticá-los como doentes?

Petição pública para reconhecimento da STR como doença

Um pequeno grupo de pessoas preocupadas coma questão (dentre elas, algumas já se reconhecendo como acometidas da doença) organizou uma petição pública com o seguinte teor:

Reconhecimento da Síndrome do Trauma Religioso como transtorno Psiquiátrico e Psicológico para ser apreciado pela Associação Brasileira de Psiquiatria - ABP e o Conselho Federal de Psicologia - CFP

Para: Associação Brasileira de Psiquiatria - ABP e Conselho Federal de Psicologia - CFP

Essa petição encontra-se hospedada no site "Petição Pública" e pode ser acessada aqui. Uma curiosidade sobre a petição é o número de adesões muito baixo e merecendo uma análise sobre as possíveis causas. Acredito que dentre as principais causas estejam o fato de que os maiores beneficiados (os fanáticos com os sintomas) não se reconhecem como tal. A segunda é que as pessoas fora desse quadro querem que os fanáticos se explodam e não se interessam em ajudá-los.

Discordamos e achamos que essas pessoas precisam ser ajudadas (vejam que não usei o verbo "merecem"). Nesse sentido, transcrevo abaixo o texto de conclamação:

"Caros Amigos,

Acabei de ler e assinar o abaixo-assinado: «Reconhecimento da Sindrome do Trauma Religioso como transtorno Psiquiátrico e Psicológico para ser apreciado pela Associação Brasileira de Psiquiatria - ABP e o Conselho Federal de Psicologia - CFP» no endereço http://www.peticaopublica.com.br/pview.aspx?pi=BR83345

Concordo com este abaixo-assinado e cumpro com o dever de o fazer chegar ao maior número de pessoas.

Caso você concorde, agradeço que assine o abaixo-assinado e que ajudem na sua divulgação através de um email para os seus contatos.

Obrigado."

Espero que os colegas não só discutam o assunto, mas apoiem a petição, caso ela ainda esteja ativa.

Saudações Irreligiosas!

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Respostas a este tópico

Jorge:

Não posso responder pelo Sergio Rangel, mas acho que (hoje) ele mesmo rejeita o seu livro, arrepende-se de tê-lo escrito e não o divulga mais, apesar de poder ser adquirido (acho). Seria bom que ele mesmo respondesse. Quanto à sua participação, basta clicar no link http://www.peticaopublica.com.br/pview.aspx?pi=BR83345

Saudações Irreligiosas!

Jorge Oliveira de Almeida disse:

Caro Ivo, 

como aderir? Como adquirir o livro do Sérgio?

Um abraço, Jorge.

Prezado Ivo.

Jamais rejeito ou rejeitarei o livro que escrevi. Ao contrário, o livro "O PARTEIRO DOS DEUSES" é, de certa forma, o meu legado para a humanidade.  Nunca, em lugar algum, e, de forma alguma, jamais disse que me arrependo de tê-lo escrito, uma vez que foi exatamente esse livro que me libertou, definitivamente e resolvidamente, do Cristianismo.   Seria uma absurda e inconcebível ingratidão de minha parte, se assim o fizesse.

Sempre divulgo o meu livro, na medida do possível.  Banquei, com meus recursos, duas Edições da obra de 1000 exemplares cada uma.  Praticamente perdi meu casamento, justamente, porque investi neste livro tudo o que eu tinha e, por causa desse livro, até hoje eu vivo dificuldades financeiras.   Só não estou fazendo mais, por absoluta falta de patrocínio e recursos financeiros para prosseguir divulgando a minha obra, como o fazia antes.

Mas o livro continua livremente disponível na Internet para todos os interessados e quem quiser receber gratuitamente uma cópia (e-book em pdf) é só me mandar um e-mail válido que eu envio.

Não escrevi o livro, de forma linear a defender uma única tese, do princípio ao fim do livro.

O livro é aparentemente controverso, justamente porque eu comecei a escrevê-lo como cristão devoto, apologista e arraigado na fé e, termino de escrever o livro, já, como ateu convicto.

Renegar essa obra?!! . . .  Jamais! . . .  Jamais! . . .  Nunca! . . . Em tempo algum! . . .  Ao contrário! . . .  Penso que essa obra é de uma preciosidade, de uma particularidade, de uma situação praticamente única na história, pois, mesmo em sua atual 5ª Edição, ainda guarda o esboço original do pensamento de um cristão, até que esse mesmo cristão chega à conclusão sobre o pensamento ateísta.

Penso que esse livro é absolutamente sui generis, porque retrata, quase que passo a passo, a caminhada de meu pensamento, desde que eu era um fervoroso cristão evangélico até o momento em que optei pelo pensamento ateísta.

.

Esse livro, que hoje denomina-se "O PARTEIRO DOS DEUSES" já teve outros títulos.  Ele é resultado de um trabalho original que começou  a ser escrito sob o título: "ESTATUTOS DA IGREJA CRISTÃ UNIÃO",  "ESTATUTO DA IGREJA FRÁGIL DISPERSA E NÔMADE",  "ESTATUTOS PARA A IGREJA FRÁGIL, DISPERSA E NÔMADE" e, finalmente, quando, involuntariamente, desmascarei Cristo, juntamente com todo o Cristianismo do NT e todo o Judaismo do VT, a obra ganhou o seu título atual e definitivo de O PARTEIRO DOS DEUSES, ou seja: Deuses somos nós e esse livro não faz mais que nos dar plena consciência disso.

.

Amigo Ivo, se você não sabe, deixe-me dizer: Esse livro é a minha vida. . .  

Perdi quase tudo por ele. . .

Daria a minha própria vida, se pudesse, por sua mais ampla divulgação.

É destinado, basicamente, a cristãos que desejam saber mais sobre a real procedência de suas dúvidas sobre a doutrina bíblica, sobre as verdadeiras intenções de seus personagens, principalmente, aqueles biblicamente reconhecidos como os "mocinhos" da história. . .  Se estão sozinhos em suas dúvidas, se são, realmente, "hereges malditos", ou se já existe gente que conseguiu detectar a cruel e cínica má intenção bíblica, por trás de toda aquela "fachada de bondade".

Sinceramente, desculpe-me, mas pelo que você, tristemente, acaba de comentar sobre o meu livro, acho que você, nunca, nunca, nunca, sequer tocou nele e jamais se interessou por sua leitura, apesar de ter me garantido que o leu.  Talvez não tenha lido, sequer, uma única linha dele.  Talvez, pelo título: O PARTEIRO DOS DEUSES, não sei, mas, de qualquer forma,  acho que deveria lê-lo com um pouco mais de generosidade antes de se pronunciar assim, sobre ele. . .

Confesso que fiquei absolutamente chocado e surpreso, até, com esse seu comentário. . .

Desculpe amigo, mas sou obrigado a dizer-lhe que, na verdade, você nunca se interessou, o mínimo pelo livro.

Vou tentar me recuperar desse choque. . .



Ivo S. G. Reis disse:

Jorge:

Não posso responder pelo Sergio Rangel, mas acho que (hoje) ele mesmo rejeita o seu livro, arrepende-se de tê-lo escrito e não o divulga mais, apesar de poder ser adquirido (acho). Seria bom que ele mesmo respondesse. Quanto à sua participação, basta clicar no link http://www.peticaopublica.com.br/pview.aspx?pi=BR83345

Saudações Irreligiosas!

Jorge Oliveira de Almeida disse:

Caro Ivo, 

como aderir? Como adquirir o livro do Sérgio?

Um abraço, Jorge.

É só mandar um e-mail válido e eu envio o livro gratuitamente.  Peço, apenas, que repasse e divulgue, na medida do possível, claro.



Jorge Oliveira de Almeida disse:

Caro Ivo, 

como aderir? Como adquirir o livro do Sérgio?

Um abraço, Jorge.

Sergio:

Desculpe o mal-entendido. Então fui eu quem dei uma bola fora. Por alguns comentários seus que li e por ter você evitado mencionar ou divulgar o seu livro, antigo e de uma outra fase da sua vida, julguei, EQUIVOCADAMENTE, que fosse esse o caso. Ainda bem que frisei: "Seria bom que ele mesmo respondesse". E o fiz exatamente porque achava estranho, não tinha certeza e porque depois de ter-lhe perguntado duas vezes sobre o livro e pedido que o divulgasse, você nada falou. Como isso acontece com alguns autores, conclui ser o caso.

Confesso que a leitura do seu livro (assim me pareceu) não é para qualquer um. É uma leitura densa, que exige reflexões a cada dois ou três parágrafos. Começa mostrando as utopias religiosas do autor e seus ideais e esperanças de melhoramento da humanidade, dado a entender que o autor é (na realidade era) um religioso convicto. E assim vai até pelo menos a metade. A partir do terceiro terço começa a mostrar algumas dúvidas sobre a validade da religião e já no final (Capítulo 45) propõe a "Religião do Nada". E diz, ao final do capítulo, e referindo-se a essa religião: "[...] Por mais que se fizesse nova, era ela, em todo o tempo, "A Religião que Levava a Nada' " .

Para entender bem a mensagem deste livro, é preciso entender, antes, a alma do autor e o que ele tentou propor em ironia fina e dissimulada. Desculpe, Sergio, não é menosprezo aos crentes, mas estes jamais conseguiriam entender o seu livro. Eles não enxergariam a mensagem oculta nem a ironia. E se o seu objetivo era atingi-los, acho que, nesse sentido, não conseguiu. Você atingiu, sim, um outro público. E a explicação você mesmo a deu:

"[...] O livro é aparentemente controverso, justamente porque eu comecei a escrevê-lo como cristão devoto, apologista e arraigado na fé e, termino de escrever o livro, já, como ateu convicto."

Não Sergio, o livro não é "aparentemente" controverso. Para os crentes, principalmente, ele é controverso. Eles jamais o entenderiam. Essas são as minhas impressões. E o seu silêncio sobre o livro (de 1997), levou-me a crer, equivocadamente, que diante do que pensa hoje, não mais havia de sua parte interesse em divulgá-lo. Posso dar uma sugestão? Divulgue o livro, mas com uma nova sinopse, mais consentânea com a sua atual visão de mundo e com uma melhor explicação sobre os objetivos da obra. Para isso, estamos ao seu dispor e podemos ajudá-lo, se desejar. Use a sua página pessoal, as postagens, o fórum, as fotos, vídeos..., enfim, o que desejar. Temos por obrigação divulgar os livros dos nossos colegas, que estejam de acordo com os nossos objetivos.

Desculpe se me excedi ou errei na minha avaliação, mas é o que assimilei e o que penso.

Saudações Irreligiosas!

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Em tempo: Se precisar e quiser, conte com a nossa ajuda para divulgar o seu livro (só vamos precisar da sua autorização e que você mesmo faça a sinopse que deseja publicar). Envie-nos também uma imagem de capa. Só isso.

SERGIO MESQUITA RANGEL disse:

Prezado Ivo.

Jamais rejeito ou rejeitarei o livro que escrevi. Ao contrário, o livro "O PARTEIRO DOS DEUSES" é, de certa forma, o meu legado para a humanidade.  Nunca, em lugar algum, e, de forma alguma, jamais disse que me arrependo de tê-lo escrito, uma vez que foi exatamente esse livro que me libertou, definitivamente e resolvidamente, do Cristianismo.   Seria uma absurda e inconcebível ingratidão de minha parte, se assim o fizesse.

Sempre divulgo o meu livro, na medida do possível.  Banquei, com meus recursos, duas Edições da obra de 1000 exemplares cada uma.  Praticamente perdi meu casamento, justamente, porque investi neste livro tudo o que eu tinha e, por causa desse livro, até hoje eu vivo dificuldades financeiras.   Só não estou fazendo mais, por absoluta falta de patrocínio e recursos financeiros para prosseguir divulgando a minha obra, como o fazia antes.

Mas o livro continua livremente disponível na Internet para todos os interessados e quem quiser receber gratuitamente uma cópia (e-book em pdf) é só me mandar um e-mail válido que eu envio.

Não escrevi o livro, de forma linear a defender uma única tese, do princípio ao fim do livro.

O livro é aparentemente controverso, justamente porque eu comecei a escrevê-lo como cristão devoto, apologista e arraigado na fé e, termino de escrever o livro, já, como ateu convicto.

Renegar essa obra?!! . . .  Jamais! . . .  Jamais! . . .  Nunca! . . . Em tempo algum! . . .  Ao contrário! . . .  Penso que essa obra é de uma preciosidade, de uma particularidade, de uma situação praticamente única na história, pois, mesmo em sua atual 5ª Edição, ainda guarda o esboço original do pensamento de um cristão, até que esse mesmo cristão chega à conclusão sobre o pensamento ateísta.

Penso que esse livro é absolutamente sui generis, porque retrata, quase que passo a passo, a caminhada de meu pensamento, desde que eu era um fervoroso cristão evangélico até o momento em que optei pelo pensamento ateísta.

.

Esse livro, que hoje denomina-se "O PARTEIRO DOS DEUSES" já teve outros títulos.  Ele é resultado de um trabalho original que começou  a ser escrito sob o título: "ESTATUTOS DA IGREJA CRISTÃ UNIÃO",  "ESTATUTO DA IGREJA FRÁGIL DISPERSA E NÔMADE",  "ESTATUTOS PARA A IGREJA FRÁGIL, DISPERSA E NÔMADE" e, finalmente, quando, involuntariamente, desmascarei Cristo, juntamente com todo o Cristianismo do NT e todo o Judaismo do VT, a obra ganhou o seu título atual e definitivo de O PARTEIRO DOS DEUSES, ou seja: Deuses somos nós e esse livro não faz mais que nos dar plena consciência disso.

.

Amigo Ivo, se você não sabe, deixe-me dizer: Esse livro é a minha vida. . .  

Perdi quase tudo por ele. . .

Daria a minha própria vida, se pudesse, por sua mais ampla divulgação.

É destinado, basicamente, a cristãos que desejam saber mais sobre a real procedência de suas dúvidas sobre a doutrina bíblica, sobre as verdadeiras intenções de seus personagens, principalmente, aqueles biblicamente reconhecidos como os "mocinhos" da história. . .  Se estão sozinhos em suas dúvidas, se são, realmente, "hereges malditos", ou se já existe gente que conseguiu detectar a cruel e cínica má intenção bíblica, por trás de toda aquela "fachada de bondade".

Sinceramente, desculpe-me, mas pelo que você, tristemente, acaba de comentar sobre o meu livro, acho que você, nunca, nunca, nunca, sequer tocou nele e jamais se interessou por sua leitura, apesar de ter me garantido que o leu.  Talvez não tenha lido, sequer, uma única linha dele.  Talvez, pelo título: O PARTEIRO DOS DEUSES, não sei, mas, de qualquer forma,  acho que deveria lê-lo com um pouco mais de generosidade antes de se pronunciar assim, sobre ele. . .

Confesso que fiquei absolutamente chocado e surpreso, até, com esse seu comentário. . .

Desculpe amigo, mas sou obrigado a dizer-lhe que, na verdade, você nunca se interessou, o mínimo pelo livro.

Vou tentar me recuperar desse choque. . .



Ivo S. G. Reis disse:

Jorge:

Não posso responder pelo Sergio Rangel, mas acho que (hoje) ele mesmo rejeita o seu livro, arrepende-se de tê-lo escrito e não o divulga mais, apesar de poder ser adquirido (acho). Seria bom que ele mesmo respondesse. Quanto à sua participação, basta clicar no link http://www.peticaopublica.com.br/pview.aspx?pi=BR83345

Saudações Irreligiosas!

Jorge Oliveira de Almeida disse:

Caro Ivo, 

como aderir? Como adquirir o livro do Sérgio?

Um abraço, Jorge.

Caro Sérgio, 

li o pouco que você comentou de sua história e lamento muito. Vez por outra vemos casos como o seu, de pessoas que despertam da escuridão, e, como diz Oliver Sacks a respeito dos cegos, "a pior coisa que pode acontecer para os cegos é enxergar", também para os religiosos a mesma conclusão se destina.

O meu e-mail é: "increu2011@hotmail.com". O seu livro seria pesado, pelo que pude ler, mas certamente o lerei com prazer. 

Um grande abraço, Jorge.

Mandei o livro vê se consegue baixar.

Jorge Oliveira de Almeida disse:

Caro Sérgio, 

li o pouco que você comentou de sua história e lamento muito. Vez por outra vemos casos como o seu, de pessoas que despertam da escuridão, e, como diz Oliver Sacks a respeito dos cegos, "a pior coisa que pode acontecer para os cegos é enxergar", também para os religiosos a mesma conclusão se destina.

O meu e-mail é: "increu2011@hotmail.com". O seu livro seria pesado, pelo que pude ler, mas certamente o lerei com prazer. 

Um grande abraço, Jorge.

Caro Sergio:

Apresentei-lhe minhas desculpas pelo entendimento equivocado a respeito da sua clara convicção religiosa de hoje, em relação à que possuía nos anos 90, sendo a de hoje lúcida, claríssima e, no meu modesto entender, a mais acertada. Adquiri seu livro sim (impresso), li e está aqui na minha mesa, neste exato momento. Basta você me citar qualquer página e eu lhe digo o que está escrito.

Já expliquei os motivos que me levaram ao entendimento equivocado (justificáveis, diante das circunstâncias) e você não me disse se aceitou minhas desculpas, o que me preocupa porque você é um membro que muito prezo, pela identidade de pensamentos e por sua colaboração com a nossa comunidade. Sempre procurei ser honesto quando emito minhas opiniões, mesmo quando erro ou quando, sem ser esta a intenção, desagrado às pessoas, como parece ter sido o seu caso. Resumindo, o meu erro decorreu do seguinte: comparei o Sergio dos anos 90 com o de hoje e tive a impressão que o de hoje, em alguns aspectos, conflitava com o de ontem, reforçado pelo fato de ele raramente referir-se ao seu livro. Foi só isso e nada mais que isso.

Mais um motivo: Saber que essas coisas acontecem e que são muito mais comuns do que se pensa. O colega Alfredo Bernacchi (conhece alguém mais ateu do que ele?) já foi até pastor e hoje, se pudesse, passava uma borracha nessa fase da sua vida, renegando tudo o que pensava e pregava. Um outro colega daqui, ex-pastor e hoje agnóstico, passou pelo mesmo. Bart D. Ehrman, escritor agnóstico, Michael Shermer, escritor ateu, Tom Harpur, escritor agnóstico, todos passaram por isso. Eu mesmo, - só não fui pregador, nem pastor, nem fanático - cria em Deus e depois, na dúvida, passei por várias religiões (menos a evangélica, que sempre rejeitei) para ver se conseguia justificar minhas crenças.

Pensei que o espiritismo fosse o caminho e fui pra lá. Também não deu. Não consegui com as religiões tradicionais e fui ser Rosacruz, chegando a flertar com a Maçonaria. Também não deu. Nada, nada, conseguia justificar minhas antigas crenças. Daí, abandonei-as e comecei a pensar por mim mesmo e a pesquisar. Foi quando me libertei de vez. Essa fase negra da minha vida durou até os 23 anos. Poesias de louvor que eu escrevia entre os 16-20 anos, hoje eu as rejeito todas e me arrependo de tê-las escrito porque vi que não era eu quem as escrevia. Eu fui usado. Somente as palavras eram minhas, para dar um acabamento, mas as ideias e as mensagens que transmitia eram "deles", com as merdas que enfiaram na minha cabeça. Queimei todas elas e me libertei.

Achei que você pudesse ter passado por uma situação semelhante, como muitos de nós passamos. Foi só isso.

Em relação à STR:

Comprovadamente, em maior ou menor grau, temporária ou permanentemente, ela pode atingir a qualquer ex-religioso. Talvez, sem se dar conta, muitos de nós já tenhamos passado por ela. Alguns superaram, mas quantos ainda sentem seus efeitos?

Saudações Irreligiosas!

O livro O PARTEIRO DOS DEUSES é um livro sui generis.  Se hoje eu me dispusesse a escrevê-lo, com certeza eu não conseguiria.  É um livro único escrito num momento único.  Acho que é particularmente útil, porque, muito embora eu hoje seja ateu, contudo, não posso renegar a minha história e, assim, deixo à mostra, o caminho por mim percorrido, na esperança de que possa ser igualmente útil a quem estiver hoje nas mesmas condições em que eu me encontrava nos anos 90.

Um livro que, passo a passo, e observe, DOUTRINARIAMENTE, desmascara cada dogma bíblico que constrói a escravidão tendo, como ferramenta principal, a FARSA RELIGIOSA.

ÚNICA E EXCLUSIVAMENTE COM ESSE LIVRO já enfrentei um "conclave" de 25 pastores, todos exímios manipuladores da bíblia e saí vitorioso.  Não conseguiram contestar e nem refutar uma única tese desmascarante da bíblia colocada em meu livro.

Sei de várias e várias pessoas que, após a leitura do mesmo, abandonaram, de vez, a farsa da religião; não somente da cristã, mas de outras e outras também.

Não é atoa que o livro se chama "O PARTEIRO DOS DEUSES", porque é exatamente isso o que ele faz: Transforma ratos em leões; homens em deuses e donos absolutos de seu próprio pensamento.

Não há vergonha nenhuma nisso:  Um homem ter seu próprio pensamento, sentimento e percepção a respeito de qualquer coisa que queira examinar, conhecer, ver, presenciar, fazer ou comentar.

Talvez pra você o livro não signifique muito e não seja grande coisa, pois você já é ateu e muita coisa do que está escrito no livro simplesmente não lhe afeta. . .  Perfeitamente compreensível. . .  Mas tome esse livro e o leia para um cristão convicto, sincero e devotado e veja a reação! . . .

Em virtude desse livro, já recebi, até, várias ameaças de morte.

Nenhuma editora Iluminati quis imprimir a obra.

Já tive 3 patrocinadores dessa obra, que tinham plenas condições financeiras, amaram o livro e se dispuseram me ajudar, não só a publicar a obra, mas a distribuí-la e divulgá-la correta e efetivamente, o que é o mais dispendioso, mas que, infelizmente, faleceram, antes de consegui-lo. 

Hoje, o livro está, apenas, disponível na Internet, sem patrocínio, sem distribuição e sem condições de uma divulgação a altura do que merece. . .

Não desisti do livro.  Estou, apenas, aguardando uma semeadura mais consistente, deixando que mais alguns interessados simplesmente o leiam e percebam seu grande valor para a humanidade e que, algum dia, tenhamos melhores condições de divulgar a obra com mais força.

Nesse meio tempo, pretendo ainda, fazer algumas grandes reformulações na obra e deixá-la ainda melhor.

Acho que vou mudar algumas partes.  Principalmente na área científica, onde, a meu ver, estão algumas percepções minhas que se antecipam ao nosso tempo, que, como Faraday, ficarão à espera de alguém que as equacione matematicamente.

Com relação à STR, em nada me envergonho, de dizer que, mesmo hoje, ainda me sinto visivelmente afetado e, até mesmo, sequelado, por ela.  Sou um ser humano.  Não sou feito de ferro e a religião tem o objetivo deliberado de atrofiar e desestabilizar a mente humana, tornando-a robótica insensível e, simplesmente, servil/adorativa.

Não me envergonho de dizer que a religião simplesmente mutilou a minha capacidade para entender,  compreender e me relacionar corretamente com outras pessoas.  Mas estou me esforçando ao máximo, no sentido de retirar aqueles "óculos religiosos", através dos quais, de vez em quando, eu ainda me flagro usando quando me relaciono com as pessoas. . .  Religião é assim mesmo:  a ideologia, a gente consegue se desfazer, mas a "percepção" das pessoas, coisas e fatos, ainda continua sendo, de certa forma, aquela mesma percepção religiosa, truculenta e burra, por um bom tempo.  Só com muita atenção e esforço é que conseguimos identificar e ir mudando aos poucos.



Ivo S. G. Reis disse:

Caro Sergio:

Apresentei-lhe minhas desculpas pelo entendimento equivocado a respeito da sua clara convicção religiosa de hoje, em relação à que possuía nos anos 90, sendo a de hoje lúcida, claríssima e, no meu modesto entender, a mais acertada. Adquiri seu livro sim (impresso), li e está aqui na minha mesa, neste exato momento. Basta você me citar qualquer página e eu lhe digo o que está escrito.

Já expliquei os motivos que me levaram ao entendimento equivocado (justificáveis, diante das circunstâncias) e você não me disse se aceitou minhas desculpas, o que me preocupa porque você é um membro que muito prezo, pela identidade de pensamentos e por sua colaboração com a nossa comunidade. Sempre procurei ser honesto quando emito minhas opiniões, mesmo quando erro ou quando, sem ser esta a intenção, desagrado às pessoas, como parece ter sido o seu caso. Resumindo, o meu erro decorreu do seguinte: comparei o Sergio dos anos 90 com o de hoje e tive a impressão que o de hoje, em alguns aspectos, conflitava com o de ontem, reforçado pelo fato de ele raramente referir-se ao seu livro. Foi só isso e nada mais que isso.

Mais um motivo: Saber que essas coisas acontecem e que são muito mais comuns do que se pensa. O colega Alfredo Bernacchi (conhece alguém mais ateu do que ele?) já foi até pastor e hoje, se pudesse, passava uma borracha nessa fase da sua vida, renegando tudo o que pensava e pregava. Um outro colega daqui, ex-pastor e hoje agnóstico, passou pelo mesmo. Bart D. Ehrman, escritor agnóstico, Michael Shermer, escritor ateu, Tom Harpur, escritor agnóstico, todos passaram por isso. Eu mesmo, - só não fui pregador, nem pastor, nem fanático - cria em Deus e depois, na dúvida, passei por várias religiões (menos a evangélica, que sempre rejeitei) para ver se conseguia justificar minhas crenças.

Pensei que o espiritismo fosse o caminho e fui pra lá. Também não deu. Não consegui com as religiões tradicionais e fui ser Rosacruz, chegando a flertar com a Maçonaria. Também não deu. Nada, nada, conseguia justificar minhas antigas crenças. Daí, abandonei-as e comecei a pensar por mim mesmo e a pesquisar. Foi quando me libertei de vez. Essa fase negra da minha vida durou até os 23 anos. Poesias de louvor que eu escrevia entre os 16-20 anos, hoje eu as rejeito todas e me arrependo de tê-las escrito porque vi que não era eu quem as escrevia. Eu fui usado. Somente as palavras eram minhas, para dar um acabamento, mas as ideias e as mensagens que transmitia eram "deles", com as merdas que enfiaram na minha cabeça. Queimei todas elas e me libertei.

Achei que você pudesse ter passado por uma situação semelhante, como muitos de nós passamos. Foi só isso.

Em relação à STR:

Comprovadamente, em maior ou menor grau, temporária ou permanentemente, ela pode atingir a qualquer ex-religioso. Talvez, sem se dar conta, muitos de nós já tenhamos passado por ela. Alguns superaram, mas quantos ainda sentem seus efeitos?

Saudações Irreligiosas!

Irmão de ideias:

Só esta sua frase, ainda que você talvez não tenha compreendido minhas intenções, já justifica o nosso debate:

"[...]Com relação à STR, em nada me envergonho, de dizer que, mesmo hoje, ainda me sinto visivelmente afetado e, até mesmo, sequelado, por ela.  Sou um ser humano.  Não sou feito de ferro e a religião tem o objetivo deliberado de atrofiar e desestabilizar a mente humana, tornando-a robótica insensível e, simplesmente, servil/adorativa." (grifo meu)

Era isto, exatamente isto, o que precisávamos saber: Deixa ou não deixa sequelas? E com você, deixou ou não? Com você, não me preocupo porque tenho certeza de que sabe como lidar com isso e já até deu a volta por cima. Não creio haver perigo de "recaída" (rs,rs,rs,rs). Mas quantos conseguem superar e encontrar novos caminhos? Temos na humanidade muitos milhões de sequelados. E o que acontece aos que provocam e disseminam essa doença? Nada, absolutamente nada, exceto enriquecerem à custa dos fracos, ingênuos e incautos. Isto tem de parar. 

Quero a opinião sua e dos demais para a seguinte questão:

  1. Se os transtornos forem reconhecidos oficialmente como doença, podem ser identificadas as causas;
  2. se as causas podem ser identificadas é porque se conhece o vetor da transmissão;
  3. se o vetor transmissor é conhecido ele pode ser eliminado ou, senão, combatido;
  4. o vetor da STR já é conhecido. Então, por que não é eliminado e nem ao menos combatido?

Alguma semelhança com o mosquito da dengue? Este se prolifera em águas paradas e é combatido. O mosquito da fé religiosa se prolifera em mentes paradas ou preguiçosas, causa a STR e não é eliminado nem combatido. Por quê? Reflitam e respondam!

Saudações Irreligiosas!


SERGIO MESQUITA RANGEL disse:

O livro O PARTEIRO DOS DEUSES é um livro sui generis.  Se hoje eu me dispusesse a escrevê-lo, com certeza eu não conseguiria.  É um livro único escrito num momento único.  Acho que é particularmente útil, porque, muito embora eu hoje seja ateu, contudo, não posso renegar a minha história e, assim, deixo à mostra, o caminho por mim percorrido, na esperança de que possa ser igualmente útil a quem estiver hoje nas mesmas condições em que eu me encontrava nos anos 90.

Um livro que, passo a passo, e observe, DOUTRINARIAMENTE, desmascara cada dogma bíblico que constrói a escravidão tendo, como ferramenta principal, a FARSA RELIGIOSA.

ÚNICA E EXCLUSIVAMENTE COM ESSE LIVRO já enfrentei um "conclave" de 25 pastores, todos exímios manipuladores da bíblia e saí vitorioso.  Não conseguiram contestar e nem refutar uma única tese desmascarante da bíblia colocada em meu livro.

Sei de várias e várias pessoas que, após a leitura do mesmo, abandonaram, de vez, a farsa da religião; não somente da cristã, mas de outras e outras também.

Não é atoa que o livro se chama "O PARTEIRO DOS DEUSES", porque é exatamente isso o que ele faz: Transforma ratos em leões; homens em deuses e donos absolutos de seu próprio pensamento.

Não há vergonha nenhuma nisso:  Um homem ter seu próprio pensamento, sentimento e percepção a respeito de qualquer coisa que queira examinar, conhecer, ver, presenciar, fazer ou comentar.

Talvez pra você o livro não signifique muito e não seja grande coisa, pois você já é ateu e muita coisa do que está escrito no livro simplesmente não lhe afeta. . .  Perfeitamente compreensível. . .  Mas tome esse livro e o leia para um cristão convicto, sincero e devotado e veja a reação! . . .

Em virtude desse livro, já recebi, até, várias ameaças de morte.

Nenhuma editora Iluminati quis imprimir a obra.

Já tive 3 patrocinadores dessa obra, que tinham plenas condições financeiras, amaram o livro e se dispuseram me ajudar, não só a publicar a obra, mas a distribuí-la e divulgá-la correta e efetivamente, o que é o mais dispendioso, mas que, infelizmente, faleceram, antes de consegui-lo. 

Hoje, o livro está, apenas, disponível na Internet, sem patrocínio, sem distribuição e sem condições de uma divulgação a altura do que merece. . .

Não desisti do livro.  Estou, apenas, aguardando uma semeadura mais consistente, deixando que mais alguns interessados simplesmente o leiam e percebam seu grande valor para a humanidade e que, algum dia, tenhamos melhores condições de divulgar a obra com mais força.

Nesse meio tempo, pretendo ainda, fazer algumas grandes reformulações na obra e deixá-la ainda melhor.

Acho que vou mudar algumas partes.  Principalmente na área científica, onde, a meu ver, estão algumas percepções minhas que se antecipam ao nosso tempo, que, como Faraday, ficarão à espera de alguém que as equacione matematicamente.

Com relação à STR, em nada me envergonho, de dizer que, mesmo hoje, ainda me sinto visivelmente afetado e, até mesmo, sequelado, por ela.  Sou um ser humano.  Não sou feito de ferro e a religião tem o objetivo deliberado de atrofiar e desestabilizar a mente humana, tornando-a robótica insensível e, simplesmente, servil/adorativa.

Não me envergonho de dizer que a religião simplesmente mutilou a minha capacidade para entender,  compreender e me relacionar corretamente com outras pessoas.  Mas estou me esforçando ao máximo, no sentido de retirar aqueles "óculos religiosos", através dos quais, de vez em quando, eu ainda me flagro usando quando me relaciono com as pessoas. . .  Religião é assim mesmo:  a ideologia, a gente consegue se desfazer, mas a "percepção" das pessoas, coisas e fatos, ainda continua sendo, de certa forma, aquela mesma percepção religiosa, truculenta e burra, por um bom tempo.  Só com muita atenção e esforço é que conseguimos identificar e ir mudando aos poucos.



Ivo S. G. Reis disse:

Caro Sergio:

Apresentei-lhe minhas desculpas pelo entendimento equivocado a respeito da sua clara convicção religiosa de hoje, em relação à que possuía nos anos 90, sendo a de hoje lúcida, claríssima e, no meu modesto entender, a mais acertada. Adquiri seu livro sim (impresso), li e está aqui na minha mesa, neste exato momento. Basta você me citar qualquer página e eu lhe digo o que está escrito.

Já expliquei os motivos que me levaram ao entendimento equivocado (justificáveis, diante das circunstâncias) e você não me disse se aceitou minhas desculpas, o que me preocupa porque você é um membro que muito prezo, pela identidade de pensamentos e por sua colaboração com a nossa comunidade. Sempre procurei ser honesto quando emito minhas opiniões, mesmo quando erro ou quando, sem ser esta a intenção, desagrado às pessoas, como parece ter sido o seu caso. Resumindo, o meu erro decorreu do seguinte: comparei o Sergio dos anos 90 com o de hoje e tive a impressão que o de hoje, em alguns aspectos, conflitava com o de ontem, reforçado pelo fato de ele raramente referir-se ao seu livro. Foi só isso e nada mais que isso.

Mais um motivo: Saber que essas coisas acontecem e que são muito mais comuns do que se pensa. O colega Alfredo Bernacchi (conhece alguém mais ateu do que ele?) já foi até pastor e hoje, se pudesse, passava uma borracha nessa fase da sua vida, renegando tudo o que pensava e pregava. Um outro colega daqui, ex-pastor e hoje agnóstico, passou pelo mesmo. Bart D. Ehrman, escritor agnóstico, Michael Shermer, escritor ateu, Tom Harpur, escritor agnóstico, todos passaram por isso. Eu mesmo, - só não fui pregador, nem pastor, nem fanático - cria em Deus e depois, na dúvida, passei por várias religiões (menos a evangélica, que sempre rejeitei) para ver se conseguia justificar minhas crenças.

Pensei que o espiritismo fosse o caminho e fui pra lá. Também não deu. Não consegui com as religiões tradicionais e fui ser Rosacruz, chegando a flertar com a Maçonaria. Também não deu. Nada, nada, conseguia justificar minhas antigas crenças. Daí, abandonei-as e comecei a pensar por mim mesmo e a pesquisar. Foi quando me libertei de vez. Essa fase negra da minha vida durou até os 23 anos. Poesias de louvor que eu escrevia entre os 16-20 anos, hoje eu as rejeito todas e me arrependo de tê-las escrito porque vi que não era eu quem as escrevia. Eu fui usado. Somente as palavras eram minhas, para dar um acabamento, mas as ideias e as mensagens que transmitia eram "deles", com as merdas que enfiaram na minha cabeça. Queimei todas elas e me libertei.

Achei que você pudesse ter passado por uma situação semelhante, como muitos de nós passamos. Foi só isso.

Em relação à STR:

Comprovadamente, em maior ou menor grau, temporária ou permanentemente, ela pode atingir a qualquer ex-religioso. Talvez, sem se dar conta, muitos de nós já tenhamos passado por ela. Alguns superaram, mas quantos ainda sentem seus efeitos?

Saudações Irreligiosas!

Prezado amigo Ivo.

Quero a opinião sua e dos demais para a seguinte questão:

1 - Se os transtornos forem reconhecidos oficialmente como doença, podem ser identificadas as causas;

R: Como toda a doença de origem psicosomática é muito difícil de ser clinicamente identificável. Não é como a tuberculose, por exemplo, que pode ser identificada por um simples exame de sangue. Mas pode ser identificada através de comportamentos específicos.

Particularmente acho que a STR é uma derivação esquizofrênica e pode ser tratada da mesma maneira.

A imagem que gosto de fazer é a da “toca do coelho”, onde é bem ilustrada no livro “Alice no país das maravilhas”, onde pessoas aparentemente saudáveis, por uma razão ou outra são atraídas para esse tipo de experimento.

A mente humana é uma incógnita. . . Uma mente aparentemente saudável. . . De repente, ainda não se sabe como nem por que, um “gatilho mental” é acionado e a pessoa entra em loop.

2 - Se as causas podem ser identificadas é porque se conhece o vetor da transmissão;

R – As doenças mentais objetivas, ou seja, as clinicamente identificáveis em função de algum virus ou agente patológico são bem diferentes daquelas oriundas de algum “gatilho mental” disparado em função de algum acontecimento marcante. Nesse último quesito, enquadram-se as diversas psicoses.

A esquizofrenia ou a STR como queiram, creio que é de origem genética.

3 - se o vetor transmissor é conhecido ele pode ser eliminado ou, senão, combatido;

o vetor da STR já é conhecido. Então, por que não é eliminado e nem ao menos combatido?

R - Eu desconheço o vetor da STR. . . A menos que o amigo esteja falando figurativamente, é claro.

O grande problema das doenças psicossomáticas como, por exemplo, o alcoolismo é que o tratamento depende, fundamentalmente, da humildade do paciente. . . Se a pessoa não se auto-examina, se não faz uma auto-critica de seu comportamento, se não “cái em si” e não “dá a mínima” para as diversas críticas que recebe, das pessoas com as quais convive; essa pessoa nunca vai pensar que está com problemas, jamais vai se considerar doente e jamais vai procurar um tratamento. E, nesse campo, ninguém pode ser tratado compulsivamente.

No caso das religiões acho que a situação é ainda pior, porque, por exemplo, no caso do alcoolismo, que já é visto por todos como um quadro degradante, e possue organizações como os “acoólicos anônimos”, que é um grupo de pessoas que se reúnem e se apoiam mutuamente no sentido de combater a doença, as religiões, ao contrário, são vistas como virtuosas e, assim, possuem grupos de pessoas que se reúnem e se apoiam, no sentido de estimular, desenvolver e aprofundar a psicose religiosa, o que torna o tratamento, praticamente impossível.

Creio que em mil, apenas um ou outro consegue, de fato, discernir e identificar a doença em si mesmo e procurar tratamento.

Eu tiro por mim: Quando eu era crente, havia, em minha igreja um grupo chamado de “grupo de intersessão”, que se reunia para, através de sonhos, “visões” e “revelações” consultadas na “Palavra”, orientar sobre as coisas que o “Senhor” queria, de sua Igreja.

E vocês não vão acreditar, mas eu tinha visões, sonhos e revelações naquela época.

Minha mente me permitia isso. Minha mente, quando devidamente estimulada, criava imagens que eu pensava serem reais. Aquilo, na verdade, era um estímulo aberto e franco à manipulação mística e ao aparecimento da Esquizofrenia no indivíduo. As pessoas eram sujestionadas pelo pastor e acabavam mesmo “vendo” tudo o que ele queria que “vissem” e “sonhando” tudo o que ele queria que sonhassem.

Eu falo, porque hoje me recordo de como foi e tento compreender o processo pelo qual passei. Hoje eu consigo “juntar as peças” daquele quebra-cabeças, o que, pra mim, naquela época, seria simplesmente impossível. . .

Sergio,

Agora a discussão está ficando boa e mais técnica. Então, vamos prosseguir. Primeiramente, é claro que eu estava falando metaforicamente ou figurativamente, como você inferiu. Vou destacar algumas frases minhas, suas e do colega Gentil e comentá-las:

Antes de mais nada, vamos a essa frase sua: "A esquizofrenia ou a STR como queiram, creio que é de origem genética." Desculpe, mas tenho de discordar. A esquizofrenia até pode ser de origem genética, mas a STR não, porque seria uma doença adquirida somente após longos contágios com a  religião. Sem esse contágio, ela não se manifesta. Vamos supor (supor porque ainda não foi oficialmente definida como doença) que a STR seja mesmo uma doença, como acho que é: Ninguém pode, por hereditariedade, nascer com os sintomas da STR, mesmo que os pais ou avós tenham passado por isso. O indivíduo somente poderá adquirir os sintomas da doença após passar por longos processos de lavagens cerebrais religiosas e, depois, tentar limpar a sua mente e libertar-se das antigas crenças. É aí, nesse momento que começa a sofrer os transtornos denominados de STR. Então, ela não pode ser hereditária e, consequentemente, de origem genética. Resumindo: uma pessoa pode nascer com o genes da esquizofrenia, que irá se manifestar em algum momento da sua vida; mas ninguém nasce com STR, até porque ela só pode se manifestar em quem já adquiriu a plena capacidade de raciocinar, após ter passado por experiências religiosas. Se essa capacidade ficou comprometida por fatores religiosos e se isso causa desconforto e sofrimento ao indivíduo, ele seguramente está acometido da STR.

Você disse: "[...] Particularmente acho que a STR é uma derivação esquizofrênica e pode ser tratada da mesma maneira." Eu diria um pouco diferente: os sintomas da STR assemelham-se aos da esquizofrenia mas não derivam dela por que as causas são diferentes. Já os efeitos são, de fato, muito parecidos e o tratamento pode sim, ter pontos em comum, tenho de concordar. O comportamento de alguém acometido de STR é, sem dúvida, um comportamento esquizofrênico e nisto estamos de acordo (precisamos saber o que pensam os colegas).

Outra frase sua: "[...] Quando eu era crente, havia, em minha igreja um grupo chamado de “grupo de intersessão”, que se reunia para, através de sonhos, “visões” e “revelações” consultadas na “Palavra”, orientar sobre as coisas que o “Senhor” queria, de sua Igreja.

E vocês não vão acreditar, mas eu tinha visões, sonhos e revelações naquela época.

Minha mente me permitia isso."

Vou ter cuidado nesse comentário que, friso, é apenas a minha opinião pessoal e pode não estar necessariamente correta. É como eu vejo. O que você relatou é comuníssimo e ocorre por "contágio de grupo". A intenção é essa mesma: por contágio, induzir os membros do grupo a acreditarem e pensarem da mesma forma, viciando o seu cérebro e a sua capacidade de raciocinar e discernir. O que for diferente do pensamento grupal é errado; o que estiver de acordo é correto (mesmo que, fora do grupo, esteja errado). É o que o colega Gentil, em seu livro, chama de ECR (Estrutura Cognitiva de Referência). Naquela ECR na qual você estava inserido, o tal "grupo de intersessão", ter sonhos, visões e revelações que criam ser a palavra de Deus era normal. Sua mente e a dos demais estava receptiva a isso, trabalhada para isso, e você, com o cérebro bombardeado pelo grupo, acabava sonhando mesmo com essas coisas (processo normal) e acreditando que eram "revelações". Como você disse: "Minha mente me permitia isso".

Assim, ter essas "revelações" era o normal e não tê-las, anormal. Mas isso, somente naquele grupo, naquela ECR. Tal comportamento seria rejeitado e considerado anormal num outro grupo, como os de uma comunidade científica, ou de irreligiosos ou de ateus; e o seu cérebro jamais seria estimulado a produzir tais sonhos, imagens e visões. Pura relatividade de ECRs: O que é normal aqui não é lá e vice-versa.

Quanto a esta sua outra frase "[...] Eu desconheço o vetor da STR. . . A menos que o amigo esteja falando figurativamente, é claro.", você acertou: estou mesmo falando figurativamente, Usei uma linguagem irônica, jocosa e alegórica, comparando o mosquito da dengue (vetor) ao mosquito da fé religiosa fanatizada (vetor). A contaminação por aquele transmite a dengue; a contaminação por este, a STR. Aquele prolifera em águas paradas; o último, em mentes preguiçosas. Não sei se fui feliz na comparação, mas a intenção foi essa (às vezes exagero um pouco nessas coisas).

Agora, vamos a esta magistral frase, também irônica e figurativa, dita pelo colega Gentil em seu livro "O Deus Quântico":

"[...] os pastores, os padres, os teólogos, podem, fundamentados na Bíblia, provar o que eles bem entenderem; por oportuno, tenho dito que se um pastor quiser provar − fundamentado na Bíblia, reitero − que uma pedra é um sorvete, ele não apenas consegue esta proeza, como, ademais, não faltarão ovelhas para chupar a pedra e jurar que é um sorvete!"

Genial! Já imaginou o perigo que isto representa? Bastaria o pastor dizer que aquela pedra era milagrosa e que quem "lambesse o sorvete de Deus" teria prosperidade e formariam-se filas para dar uma lambidinha na pedra (rs.rs,rs,rs).

Agora mesmo (vou fazer um post sobre o assunto) existe um tal "pastor do saco de estopa" (porque ele se veste assim) fanatizando milhares de ovelhas com suas representações teatrais e farsas de palco. Pediu para as ovelhas doarem seu 13º salário para Jesus e muitas doaram, acreditando que Jesus iria recompensá-las 10 vezes mais. Fora dos cultos, o tal "pastor da humildade" anda de Porshe, e jato particular. Sua igreja cresce rápida e vertiginosamente e em breve (dizem) será mais uma concorrente das grandes, na mesma linha da escola iurdiana, de onde o pastor é egresso (ver reportagem da revista Época em: http://epoca.globo.com/vida/noticia/2015/12/apostolo-emergente-das-...).

Se um dia caírem as fichas dessas ovelhas e elas resolverem abandonar sua fé, serão mais outras vítimas da STR. E o pastor? Quer que as ovelhas se explodam! Com ele não vai acontecer nada porque as doações são "voluntárias" e isso é uma questão interna religiosa, que está amparada pela nossa CF. Dizem que nada se pode fazer (será?).

E assim vão crescendo as denominações evangélicas, em cada bairro, em cada esquina. É fácil e barato abrir uma igreja. Freguesia? Não precisa correr atrás. As ovelhas, como mariposas atraídas pela luz, vêm até as igrejas desses picaretas, principalmente, se prometerem "prosperidade", o que todas, é claro, prometem. Depois, se as ovelhas ficarem doentes, o resto do rebanho seguirá em frente, sob o comando do pastorzinho esperto, e as doentes, deixadas para trás, desassistidas e sem rumo. Isso é o que está ocorrendo aqui e no mundo, com o cristianismo.

Saudações Irreligiosas!


SERGIO MESQUITA RANGEL disse:

Prezado amigo Ivo.

Quero a opinião sua e dos demais para a seguinte questão:

1 - Se os transtornos forem reconhecidos oficialmente como doença, podem ser identificadas as causas;

R: Como toda a doença de origem psicosomática é muito difícil de ser clinicamente identificável. Não é como a tuberculose, por exemplo, que pode ser identificada por um simples exame de sangue. Mas pode ser identificada através de comportamentos específicos.

Particularmente acho que a STR é uma derivação esquizofrênica e pode ser tratada da mesma maneira.

A imagem que gosto de fazer é a da “toca do coelho”, onde é bem ilustrada no livro “Alice no país das maravilhas”, onde pessoas aparentemente saudáveis, por uma razão ou outra são atraídas para esse tipo de experimento.

A mente humana é uma incógnita. . . Uma mente aparentemente saudável. . . De repente, ainda não se sabe como nem por que, um “gatilho mental” é acionado e a pessoa entra em loop.

2 - Se as causas podem ser identificadas é porque se conhece o vetor da transmissão;

R – As doenças mentais objetivas, ou seja, as clinicamente identificáveis em função de algum virus ou agente patológico são bem diferentes daquelas oriundas de algum “gatilho mental” disparado em função de algum acontecimento marcante. Nesse último quesito, enquadram-se as diversas psicoses.

A esquizofrenia ou a STR como queiram, creio que é de origem genética.

3 - se o vetor transmissor é conhecido ele pode ser eliminado ou, senão, combatido;

o vetor da STR já é conhecido. Então, por que não é eliminado e nem ao menos combatido?

R - Eu desconheço o vetor da STR. . . A menos que o amigo esteja falando figurativamente, é claro.

O grande problema das doenças psicossomáticas como, por exemplo, o alcoolismo é que o tratamento depende, fundamentalmente, da humildade do paciente. . . Se a pessoa não se auto-examina, se não faz uma auto-critica de seu comportamento, se não “cái em si” e não “dá a mínima” para as diversas críticas que recebe, das pessoas com as quais convive; essa pessoa nunca vai pensar que está com problemas, jamais vai se considerar doente e jamais vai procurar um tratamento. E, nesse campo, ninguém pode ser tratado compulsivamente.

No caso das religiões acho que a situação é ainda pior, porque, por exemplo, no caso do alcoolismo, que já é visto por todos como um quadro degradante, e possue organizações como os “acoólicos anônimos”, que é um grupo de pessoas que se reúnem e se apoiam mutuamente no sentido de combater a doença, as religiões, ao contrário, são vistas como virtuosas e, assim, possuem grupos de pessoas que se reúnem e se apoiam, no sentido de estimular, desenvolver e aprofundar a psicose religiosa, o que torna o tratamento, praticamente impossível.

Creio que em mil, apenas um ou outro consegue, de fato, discernir e identificar a doença em si mesmo e procurar tratamento.

Eu tiro por mim: Quando eu era crente, havia, em minha igreja um grupo chamado de “grupo de intersessão”, que se reunia para, através de sonhos, “visões” e “revelações” consultadas na “Palavra”, orientar sobre as coisas que o “Senhor” queria, de sua Igreja.

E vocês não vão acreditar, mas eu tinha visões, sonhos e revelações naquela época.

Minha mente me permitia isso. Minha mente, quando devidamente estimulada, criava imagens que eu pensava serem reais. Aquilo, na verdade, era um estímulo aberto e franco à manipulação mística e ao aparecimento da Esquizofrenia no indivíduo. As pessoas eram sujestionadas pelo pastor e acabavam mesmo “vendo” tudo o que ele queria que “vissem” e “sonhando” tudo o que ele queria que sonhassem.

Eu falo, porque hoje me recordo de como foi e tento compreender o processo pelo qual passei. Hoje eu consigo “juntar as peças” daquele quebra-cabeças, o que, pra mim, naquela época, seria simplesmente impossível. . .

Acho que estou vendo a STR quando o cidadão ainda está na igreja, enquanto você está vendo a STR depois que o cidadão sái da Igreja.

Eu admito a hipótese de que a tendência à religiosidade seja uma característica genética passada a frente por mecanismos de seleção natural (ou seleção medieval, como queiram), onde sobrevivem aqueles que se melhor se adaptam.

No Islamismo vemos o mesmo fenômeno se repetindo.  Só conseguem passar os seus gens para a próxima geração os que melhor se adaptam geneticamente (possivelmente . . .) à intolerância religiosa.

.

Veja esse filme. . .

https://www.youtube.com/watch?v=62Oem-Rdsns

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