Irreligiosos

Se você não sabe, aceita e não questiona, embota-se e acaba virando crente.

Síndrome do Trauma Religioso (STR) deve ser reconhecida como doença pela ABP e CFP?

A Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) e o Conselho Federal de Psicologia (CFP) são as entidades credenciadas a opinar e regular essas questões. Primeiramente, elas devem dar uma definição exata do que se entende por STR e, depois, decidir se deve classificada como doença e ter um código CID ou não.

Pelo que pesquisei até aqui, a doença existe, de fato, mas não de direito. Não se tem ainda um parecer definitivo e aceito sobre se os acometidos dos sintomas podem ser considerados doentes ou não e, se sim, a partir de que gradação e como diagnosticar. Tudo isso precisa ser definido, reconhecido e regulado.

Antes de pedir a opinião dos leitores, vamos caracterizar o que, neste momento se entende por "Síndrome do Trauma Religioso (STR)":

"'Síndrome do Trauma Religioso' é o termo cunhado para classificar os sintomas de pacientes que sofrem de transtornos mentais em decorrência da lavagem cerebral de religiões fundamentalistas."

A psicóloga americana Marlene Winell, não só cunhou o termo, como trata, há mais de 20 anos, pacientes com esse distúrbio, tendo escrito o livro "Leaving the Fold". Segundo ela e conforme publicado no Jornal Extra Classe "alguns sintomas-chave são confusão mental, dificuldade em tomar decisões e pensar por si mesmo, falta de sentido ou direção na vida, baixa autoestima, ansiedade de estar no mundo, ataques de pânico, medo da condenação, depressão, pensamentos suicidas, distúrbios do sono e alimentares, abuso de substâncias, pesadelos, perfeccionismo, desconforto com a sexualidade, imagem corporal negativa, problemas de controle de impulso, dificuldade de desfrutar o prazer ou estar presente aqui e agora, raiva, amargura, traição, culpa, sofrimento e perda, dificuldade em expressar emoções, ruptura da rede familiar e social, solidão, problemas relacionados com a sociedade e questões de relacionamento pessoal". (grifos meus)

Essa sintomatologia não é difícil de reconhecer em um crente fanático, de qualquer religião fundamentalista, especialmente entre os evangélicos que sofrem fortes lavagens cerebrais, uma média de três vezes por semana. Mas as duas grandes perguntas que se faz são:

  1.  Os fanáticos se reconhecem como doentes?
  2. Quem se atreve a diagnosticá-los como doentes?

Petição pública para reconhecimento da STR como doença

Um pequeno grupo de pessoas preocupadas coma questão (dentre elas, algumas já se reconhecendo como acometidas da doença) organizou uma petição pública com o seguinte teor:

Reconhecimento da Síndrome do Trauma Religioso como transtorno Psiquiátrico e Psicológico para ser apreciado pela Associação Brasileira de Psiquiatria - ABP e o Conselho Federal de Psicologia - CFP

Para: Associação Brasileira de Psiquiatria - ABP e Conselho Federal de Psicologia - CFP

Essa petição encontra-se hospedada no site "Petição Pública" e pode ser acessada aqui. Uma curiosidade sobre a petição é o número de adesões muito baixo e merecendo uma análise sobre as possíveis causas. Acredito que dentre as principais causas estejam o fato de que os maiores beneficiados (os fanáticos com os sintomas) não se reconhecem como tal. A segunda é que as pessoas fora desse quadro querem que os fanáticos se explodam e não se interessam em ajudá-los.

Discordamos e achamos que essas pessoas precisam ser ajudadas (vejam que não usei o verbo "merecem"). Nesse sentido, transcrevo abaixo o texto de conclamação:

"Caros Amigos,

Acabei de ler e assinar o abaixo-assinado: «Reconhecimento da Sindrome do Trauma Religioso como transtorno Psiquiátrico e Psicológico para ser apreciado pela Associação Brasileira de Psiquiatria - ABP e o Conselho Federal de Psicologia - CFP» no endereço http://www.peticaopublica.com.br/pview.aspx?pi=BR83345

Concordo com este abaixo-assinado e cumpro com o dever de o fazer chegar ao maior número de pessoas.

Caso você concorde, agradeço que assine o abaixo-assinado e que ajudem na sua divulgação através de um email para os seus contatos.

Obrigado."

Espero que os colegas não só discutam o assunto, mas apoiem a petição, caso ela ainda esteja ativa.

Saudações Irreligiosas!

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Respostas a este tópico

O fato é que para tudo na vida existe um limite do razoável, e o que passa disso é uma anomalia. Portanto, um indivíduo que resume sua vida unicamente ao trabalho, religião, esporte, artes etc, sem dúvida é um doente e, como tal, dependendo do estágio em que se encontra, necessita de tratamento com ajuda profissional.

A vida pode ser maravilhosa quando obedecemos aos nossos próprios limites de razoabilidade, um tempo para o trabalho, outro para o lazer, outro para a admiração, outro para a introspecção... Tudo isso realizado com muito amor, porém com desprendimento; um indivíduo obcecado por algo em particular está acometido por um distúrbio mental, e em muitos casos isso se somatiza em algum órgão vital.

Numa palavra: a vida precisa ser vivida com moderação.

Abraços.



Carlos Dosivan disse:

O fato é que para tudo na vida existe um limite do razoável, e o que passa disso é uma anomalia. Portanto, um indivíduo que resume sua vida unicamente ao trabalho, religião, esporte, artes etc, sem dúvida é um doente e, como tal, dependendo do estágio em que se encontra, necessita de tratamento com ajuda profissional.

A vida pode ser maravilhosa quando obedecemos aos nossos próprios limites de razoabilidade, um tempo para o trabalho, outro para o lazer, outro para a admiração, outro para a introspecção... Tudo isso realizado com muito amor, porém com desprendimento; um indivíduo obcecado por algo em particular está acometido por um distúrbio mental, e em muitos casos isso se somatiza em algum órgão vital.

Numa palavra: a vida precisa ser vivida com moderação.

Abraços.



Jorge Oliveira de Almeida disse:

Concordo. É isso mesmo!!

Carlos Dosivan disse:

O fato é que para tudo na vida existe um limite do razoável, e o que passa disso é uma anomalia. Portanto, um indivíduo que resume sua vida unicamente ao trabalho, religião, esporte, artes etc, sem dúvida é um doente e, como tal, dependendo do estágio em que se encontra, necessita de tratamento com ajuda profissional.

A vida pode ser maravilhosa quando obedecemos aos nossos próprios limites de razoabilidade, um tempo para o trabalho, outro para o lazer, outro para a admiração, outro para a introspecção... Tudo isso realizado com muito amor, porém com desprendimento; um indivíduo obcecado por algo em particular está acometido por um distúrbio mental, e em muitos casos isso se somatiza em algum órgão vital.

Numa palavra: a vida precisa ser vivida com moderação.

Abraços.

Me digam se isso é Síndrome do Trauma Religioso, ou se é um típico e clássico exemplo de esquizofrenia religiosa, praticamente irreversível.

.

https://www.facebook.com/oreidasheresias/videos/469508599924238/

Sergio Mesquita Rangel !

É digno de pena esse cidadão. É caso para internação e tratamento.

Saudações irreligiosas.

SERGIO MESQUITA RANGEL disse:

Me digam se isso é Síndrome do Trauma Religioso, ou se é um típico e clássico exemplo de esquizofrenia religiosa, praticamente irreversível.

.

https://www.facebook.com/oreidasheresias/videos/469508599924238/

Sergio:

O caso desse rapaz é muito mais sério. Não é um caso de STR; ultrapassa até a esquizofrenia e beira as raias da loucura. Internação nele! Se a família não cuidar ele vai piorar e pirar de vez, se é que já não pirou.

SERGIO MESQUITA RANGEL disse:

Me digam se isso é Síndrome do Trauma Religioso, ou se é um típico e clássico exemplo de esquizofrenia religiosa, praticamente irreversível.

.

https://www.facebook.com/oreidasheresias/videos/469508599924238/

Não se pode negar que Sigmund Freud, o pai da psicanálise, por ser brilhante em desvendar os mistérios da mente humana, mais precisamente da psique humana, tenha com muita propriedade analisado a mente de uma criatura humana que está envolvida com alguma crença religiosa.

A esse respeito ele escreve no seu livro "O futuro de uma ilusão" o seguinte: "não se pode privar uma pessoa de sua crença nem por meio de ameaça ou argumentos. Se conseguir isso com alguma delas seria uma tremenda crueldade porque uma pessoa que tomou remédios durante décadas quando se vê privada de seu sonífero não poderá mais pegar no sono". Brilhante! Enfrentar a realidade pode ser cruel demais!

 O que leva pessoas de alta capacidade intelectual a continuar se prendendo aos dogmas absurdos das religiões?

Muitas vezes ser inteligente e ter cultura não é o suficiente para o crente deixar de ser crente. Elas não traem sua inteligência. Sua crença é sincera e suas motivações aceitas como racionais. Elas só não chegaram à conclusão de que Deuses não existem, porque ainda não examinaram e aprofundaram a questão ou, se examinaram, não deram o passo decisivo de ruptura com suas convicções íntimas, que acalentaram por toda a vida. Isso não é fácil e, de fato, é traumatizante, porque promove a ruína de ilusões muito confortantes. Isso porque estão sob o efeito de lavagem cerebral e eu acrescentaria, sob o efeito do MEDO criado pela lavagem cerebral.

De repente, uma vez plantada a semente somente um choque de furiosa revolta vai conseguir despertá-las da ‘hipnose’ ou então prover a coragem necessária. Por isso é que insistimos em dizer que haverá de existir um outro caminho através, quem sabe, de uma Compreensão/ Conhecimento maior, filosofia, história, conhecimento científico. E aí seria necessário se dedicarem a uma reflexão profunda, para que conheçam melhor a si mesmas e o Universo. Uma reflexão que transcenda os fatos e as experiências do cotidiano já que estes não têm sido suficientes para demovê-las de sua quimera. 

Para ser mais claro: a humanidade está diante de questões importantes para as quais não é fácil encontrar uma resposta adequada.

E então se abrem duas possibilidades:

podemos simplesmente enganar a nós mesmos e ao resto do mundo como se soubéssemos de tudo o que vale a pena saber acreditando numa conversa da idade do bronze. Ou então podemos simplesmente fechar os olhos para questões importantes e desistir para sempre de ir em frente.

Um ateu e cético tem grande confiança na razão humana e na ciência enquanto fonte de conhecimento do mundo. Por meio da razão, que de certa forma é o oposto de achar e sentir, o indivíduo isolado pode sair das trevas das cavernas e buscar a luz e a realidade do mundo.

Somos felizes porque desenvolvemos e utilizamos todas as nossas capacidades e possibilidades. Através do equilíbrio e da moderação alcançamos à harmonia.

Saudações Irreligiosas,

Oiced

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