Irreligiosos

Se você não sabe, aceita e não questiona, embota-se e acaba virando crente.

O que é?

"Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

A Prelatura da Santa Cruz e Opus Dei (em latim Obra de Deus) é uma instituição hierárquica da Igreja Católica, uma prelazia pessoal (prelatura pessoal em Portugal), composta por leigos, casados, solteiros e sacerdotes. Tem como finalidade participar da missão evangelizadora da Igreja. Concretamente, o Opus Dei procura difundir a vida cristã no mundo, no trabalho e na família, a chamada universal à santidade e o valor santificador do trabalho quotidiano.
O Opus Dei foi fundado no dia 2 de outubro de 1928 por Josemaría Escrivá de Balaguer, sacerdote espanhol canonizado em 2002. O termo latino "Opus Dei" significa "Obra de Deus". No dia 28 de novembro de 1982 o papa João Paulo II através da Constituição Apostólica Ut Sit constituiu o Opus Dei como prelazia pessoal."

" Origem: SuperInteressante.

Imagine sua mente sendo monitorada 24 horas por dia. Você está num lugar onde não é permitido ver televisão ou ir ao cinema. Até o jornal chega editado às suas mãos. Ninguém pode ter amigos do lado de fora e o contato com a família é restrito.

Pelo menos duas horas por dia, você tem de amarrar um cilício na coxa – espécie de instrumento de tortura com pontas metálicas que machucam a pele. Quanto maior for o seu desconforto, melhor: isso significa que a instituição está exercendo mais controle sobre você. Se doer demais, tudo bem, você poderá trocar de coxa na próxima vez. O importante é que a experiência não passe em branco. Tem de machucar, deixar marcas. Caso contrário, não “faz efeito”Uma vez por semana, você terá também de golpear suas nádegas ou suas costas com um chicote. E ainda passará pelo que é chamado de “sinceridade selvagem”: contar aos seus superiores cada pensamento que passa pela sua cabeça, principalmente aqueles segredos mais íntimos, sobre os quais não se comenta nem no banheiro, de porta fechada e luz apagada. Se você não revelar tudo, mas tudinho mesmo, estará mantendo um “segredo com Satanás”A influência que a “Obra de Deus” exerce sobre o Vaticano pode ser medida pelo processo incrivelmente rápido de canonização de Escrivá – o 2º mais breve na história da Igreja Romana, atrás apenas do de madre Teresa de Calcutá."

“A mais brutal forma de manipulação humana”


A seguir, trecho do livro Opus Dei – Os bastidores.

Após o seu ingresso, em princípio irrevogável, o numerário aos poucos vai se moldando à Obra até que, em palavras do seu fundador, tenha somente o fim corporativo. É nesse moldar-se (ou anular-se) que a violência moral e espiritual se processa, lenta mas poderosamente. Toda e qualquer espontaneidade é suprimida e substituída gradativamente pelo dever de servir à Obra, que é, como se pode depreender, sinônimo de servir a Deus e à Igreja. A vontade de Deus vai se manifestando concreta e paulatinamente ao numerário pelos diretores, que também são numerários. A obediência genérica vai sendo detalhada. Para aquele que mora nos centros da Obra, mesmo um simples telefonema aos pais será motivo de consulta, pela qual se estabelecerá a conveniência de se fazer ou não a chamada. As correspondências que chegam para o numerário são todas violadas pelos diretores, e as cartas escritas pelo numerário são lidas por esses mesmos diretores antes de lacradas nos envelopes e enviadas. O numerário vai descobrindo, assim, pouco a pouco, em que consiste ter dito sim a Deus. Trata-se de ter dito um sim definitivo à Obra, sempre, em qualquer assunto, pois nela “não existem desobediências pequenas” e já não existe uma vida propriamente individual.

A coerção exercida dentro da Obra, que consiste em fazer com que uma pessoa realize “livremente” e com “alegria”, mesmo não querendo, mesmo chorando, mesmo amargurada e aflita, o que lhe é ordenado, sempre em nome de Deus, é a mais sofisticada e brutal forma de manipulação perpetrada contra a dignidade humana. É uma coação, digamos assim, limpa e sem marcas, na qual não é necessária a força ou a tortura física. Os diretores assumem, perante o numerário, uma dignidade divina. Os diretores devem ser obedecidos sem pestanejar, e os que obedecem terão de dizer que obedecem porque queriam e querem sempre obedecer.

O Opus Dei é uma máquina manipuladora perfeita, perversa, sugadora da individualidade e da liberdade de seus membros e só poderá ser detida ou reformada se pessoas decentes dentro da Obra se revoltarem e não aceitarem as loucuras que dizem ser vontade de Deus.

Depoimento


Um dos depoimentos publicados no livro é de Marcio Fernandes da Silva. Ele descreve a trajetória típica de um numerário, segundo os autores: conheceu o Opus Dei muito cedo, com cerca de 10 anos de idade, quando passou a freqüentar atividades sociais promovidas pela prelazia num clube em Pinheiros, na zona oeste de São Paulo. Com 14 anos começou a ir ao centro do Opus Dei na região, onde recebia “formação”, que incluía palestras e uma conversa semanal com um sacerdote. “É claro que não foi do dia para a noite que passei a participar dessas atividades. O pessoal do centro foi me propondo participar de cada uma delas de maneira gradual”, relata Marcio Silva. Até mesmo visitas a hospitais e favelas ele foi levado a fazer, não com a finalidade de assistir aos pobres e doentes, mas sim de despertar nele sentimentos de generosidade, usados depois para fazê-lo tornar-se membro da instituição, segundo conta. Estava preparado o “plano inclinado”, o processo em que a pessoa é levada a descobrir sua suposta vocação para a Obra até “apitar” – ou seja, pedir sua admissão como membro da instituição.

O livro reproduz ainda uma “conversa fraterna”, também chamada de “confidência”. Trata-se de uma sessão de 45 minutos de conversa semanal, em que o numerário escancara sua alma diante do diretor do centro onde reside, revelando toda sua intimidade. O texto citado no livro é uma simulação “nada exagerada e altamente reveladora”, segundo os autores:

– Eu estava pensando em ir almoçar domingo com meus pais.
– Quando foi a última vez que você esteve com eles?
– Há um mês.
– Não convém criar hábitos nessas visitas à família de sangue. Espera umas duas semanas e aí você volta a me consultar.
Não à toa, o livro publica a carta da família de um numerário, em que, ironicamente, agradece ao Opus Dei “por mais um Natal triste, ao qual nosso filho não vai comparecer porque agora – segundo vocês – ele tem outra família” e “pela destruição da nossa família, que era feliz, normal e católica”.

Alucinações 


Submetidos a um regime de regras rígidas, obediência cega e autoritarismo, os numerários acabam tendo sérios problemas mentais, segundo o livro. “Houve um numerário que começou a sentir dores de cabeça terríveis, chegou a ser tratado na clínica de Navarra, na Espanha, e acabou absolutamente imprestável para viver na Obra, que o devolveu ‘caridosamente’ para os pais. Outro começou com sintomas de depressão, foi mal diagnosticado, mal medicado e chegou a ter alucinações”, exemplificam os autores. “Outro numerário tornou-se meio que alienado, e vive encostado no centro, ex-funcionário brilhante na Cesp. Outro ainda, depois de largar, aos 50 anos, um bom cargo na Telefônica, dedica-se hoje a assistir a aulas de filosofia como ouvinte e a divulgar o pensamento do filósofo Leonardo Pólo, do Opus Dei.” Prescrito por médicos do Opus Dei, o tratamento dado a essas pessoas inclui choques elétricos e antidepressivos.


Na política

O ex-secretário de Cultura de São Paulo, Andrea Matarazzo (PSDB), teria afirmado em conversa com diplomatas americanos que o governador Geraldo Alckmin pertencia à Opus Dei, segundo um telegrama obtido pelo WikiLeaks. 

No documento do WikiLeaks, o secretário teria definido Alckmin como um "católico conservador". Segundo o relato, Matarazzo vê Alckmin como um político de "orientação direitista", que só vê o mundo "da perspectiva de São Paulo.

Em artigo publicado no Jornal do Brasil, o advogado tributarista Ives Gandra Martins assume abertamente o apoio à Geraldo Alckmin e procura traçar os possíveis cenários do governo. Para quem não o conhece, Ives Gandra, que circula com desenvoltura nas esferas de poder e possui generosa exposição na mídia, é o principal supernumerário do Opus Dei no Brasil. Ele foi um dos primeiros brasileiros a ingressar nesta seita religiosa ultra-conservadora e é considerado o seu porta-vozes mais influente na política nacional, com a meta de fortalecer a ala conservadora da Igreja Católica e se contrapor ao avanço das idéias de esquerda no país.Ives começou a freqüentar as reuniões do Opus Dei em 1963. Ele fazia pregações semanais para o governador Geraldo Alckmin, no interior do próprio Palácio dos Bandeirantes, nas chamadas “palestras do Morumbi”.

Ives Gandra manifesta publicamente a sua simpatia por Geraldo Alckmin – o que não é comum na tradição desta seita, que cultua o anonimato e segue fielmente um dos principais ensinamentos do seu fundador, Josemaría Escrivá: “Acostuma-se a dizer não”.

O movimento católico Opus Dei tornou-se uma "presença significativa" na vida do candidato republicano à Presidência dos Estados Unidos Rick Santorum, que fez de sua fé um dos eixos de sua campanha, disse nesta terça-feira o jornal The Washington Post.

A publicação mostra uma evolução da fé de Santorum, que de uma postura mais liberal em sua juventude passou a praticar o catolicismo de maneira fervorosa.

Santorum, então senador pela Pensilvânia, começou um grupo de oração na Câmara Alta. Em 2002, viajou a Roma com McCloskey com o objetivo de participar de uma conferência para celebrar a canonização do fundador do Opus Dei, Josemaría Escrivá de Balaguer.

Em sua intervenção na conferência, Santorum apoiou a posição de Escrivá de Balaguer, que considerava "absurdo" alguém deixar a fé católica de lado ao se envolver com a política.

Nos debates legislativos sobre o aborto, disse Santorum na audiência em Roma, ele escutava Escrivá dizendo que "não é verdade que haja um conflito entre ser um bom católico e servir fielmente à sociedade civil".

Santorum enfrenta uma etapa difícil nas primárias republicanas 2012 em Illinois, mas obteve grandes vitórias nos estados de Alabama e Mississipi, onde o voto dos cristãos conservadores foi crucial.

Durante um de seus discursos, Santorum disse que a frase que mais escuta de seus eleitores é "rezo por você". Sua esposa, Karen, disse que o marido acredita que "Deus o chamou" para concorrer à Presidência dos Estados Unidos.

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O bispo de Guarulhos (SP), dom Luiz Gonzaga Bergonzini, disse em entrevista ao G1 que orientará os padres da cidade a pregar nas missas o voto contra os candidatos do PT.

"Vou mandar uma circular para os padres da diocese pedindo que eles façam o pedido na missa, para que os nossos fiéis não votem nos candidatos do PT.

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Com sua filiação à Obra(Opus Dei), um crescente número de intelectuais, médicos, parlamentares, juizes e jornalistas dão ao Vaticano uma força poderosa e oculta que pretende impor seu código moral não somente ao católicos, mas através das leis e da política.

O vínculo com os fascistas



Além do rigoroso fundamentalismo religioso, o Opus Dei sempre se alinhou aos setores mais direitistas e fascistas. Durante a Guerra Civil Espanhola, deflagrada em 1936, Escrivá deu ostensivo apoio ao general golpista Francisco Franco contra o governo republicano legitimamente eleito. Temendo represálias, ele se asilou na embaixada de Honduras, depois se internou num manicômio, "fingindo-se de louco", antes de fugir para a França. Só retornou à Espanha após a vitória dos golpistas. Desde então, firmou sólidos laços com o ditador sanguinário Francisco Franco. "O Opus Dei praticamente se fundiu ao Estado espanhol, ao qual forneceu inúmeros ministros e dirigentes de órgãos governamentais"


Há também fortes indícios de que Josemaría Escrivá nutria simpatias por Adolf Hitler e pelo nazismo. De forma simulada, advogava as idéias racistas e defendia a violência. Na máxima 367 do livro Caminho, ele afirma que seus fiéis "são belos e inteligentes" e devem olhar aos demais como "inferiores e animais". Na máxima 643, ensina que a meta "é ocupar cargos e ser um movimento de domínio mundial". Na máxima 311, ele escancara: "A guerra tem uma finalidade sobrenatural... Mas temos, ao final, de amá-la, como o religioso deve amar suas disciplinas". Em 1992, um ex-membro do Opus Dei revelou o que este havia lhe dito: "Hitler foi maltratado pela opinião pública. Jamais teria matado 6 milhões de judeus. No máximo, foram 4 milhões". Outra numerária, Diane DiNicola, garantiu: "Escrivá, com toda certeza, era fascista". 

No seu processo de ascensão no Vaticano, ele contou com a ajuda de notórios nazistas. Como descreve a jornalista Maria Amaral, num artigo à revista Caros Amigos, "ao se mudar para Roma, ele estimulou ainda mais as acusações de ser simpático aos regimes autoritários, já que as suas primeiras vitórias no sentido de estabelecer o Opus Dei com estrutura eclesiástica capaz de abrigar leigos e ordenar sacerdotes se deram durante o pontificado do papa Pio XII, por meio do cardeal Eugenio Pacelli, responsável por controverso acordo da Igreja com Hitler". Um outro texto, assinado por um grupo de católicas peruanas, garante que a seita "recrutou adeptos para a organização fascista ‘Jovem Europa’, dirigida por militantes nazistas e com vínculos com o fascismo italiano e espanhol". 

Pouco antes de morrer, Josemaría Escrivá realizou uma "peregrinação" pela América Latina. Ele sempre considerou o continente fundamental para sua seita e para os negócios espanhóis. Na região, o Opus Dei apoiou abertamente várias ditaduras. No Chile, participou do regime terrorista de Augusto Pinochet. O principal ideólogo do ditador, Jaime Guzmá, era membro ativo da seita, assim como centenas de quadros civis e militares. Na Argentina, numerários foram nomeados ministros da ditadura. No Peru, a seita deu sustentação ao corrupto e autoritário Alberto Fujimori. No México, ajudou a eleger como presidente seu antigo aliado, Miguel de La Madri, que extinguiu a secular separação entre o Estado e a Igreja Católica.

Na América Latina, a Opus Dei controla o jornal El Observador (Uruguai) e tem peso nos jornais El Mercúrio (Chile), La Nación (Argentina) e O Estado de S.Paulo (Brasil). Segundo várias denúncias, ela dirige a Sociedade Interamericana de Imprensa, braço da direita na mídia hemisférica. No Brasil, a Universidade de Navarra é comandada por Carlos Alberto di Franco, numerário e articulista do O Estado de S.Paulo.

O veterano jornalista Alberto Dines, do Observatório da Imprensa, há muito denuncia a sinistra relação do Opus Dei com a mídia. Num artigo intitulado "Estranha conversão da Folha", critica seu "visível crescimento na imprensa brasileira. A Folha de S.Paulo parecia resistir à dominação, mas capitulou". No mesmo artigo, garante que a seita "já tomou conta da Associação Nacional de Jornais (ANJ)", que reúne os principais monopólios da mídia do país. Para ele, a seita não visa a "salvação das almas desgarradas. É um projeto de poder, de dominação dos meios de comunicação. E um projeto desta natureza não é nem poderia ser democrático. A conversão da Folha é uma opção estratégica, política e ideológica".

Durante seus longos anos de atuação nos bastidores do poder, o Opus Dei constituiu uma enorme fortuna, usada para bancar seus projetos reacionários - inclusive seus planos eleitorais. Os recursos foram obtidos com a ajuda de ditadores e o uso de máquinas públicas. "O Opus Dei se infiltrou e parasitou no aparato burocrático do Estado espanhol, ocupando postos-chaves. Constituiu um império econômico graças aos favores nas largas décadas da ditadura franquista, onde vários gabinetes ministeriáveis foram ocupados integralmente por seus membros, que ditaram leis para favorecer os interesses da seita e se envolveram em vários casos de corrupção, malversação e práticas imorais", acusa um documento de católico do Peru. 

A seita também acumulou riquezas através da doação obrigatória de heranças dos numerários e do dizimo dos supernumerários e simpatizantes infiltrados em governos e corporações empresariais. Com a ofensiva neoliberal dos anos 90, a privatização das estatais virou outra fonte de receitas. Poderosas multinacionais espanholas beneficiadas por este processo, como os bancos Santander e Bilbao Biscaia, a Telefônica e empresa de petróleo Repsol, tem no seu corpo gerencial adeptos do Opus. 

O jornalista Emílio Corbiere cita os casos de fraude e remessa ilegal de divisas das empresas espanholas Matesa e Rumasa, em 1969, que financiaram a Universidade de Navarra. Há também a suspeita do uso de bancos espanhóis na lavagem de dinheiro do narcotráfico e da máfia russa. O Opus Dei esteve envolvido na falência fraudulenta do banco Comercial (pertencente ao jornal El Observador) e do Crédito Provincial (Argentina). Neste país, os responsáveis pela privatização da petrolífera YPF e das Aerolineas Argentinas, compradas por grupos espanhóis, foram denunciados por escândalos de corrupção, mas foram absolvidos pela Suprema Corte, dirigida por Antonio Boggiano, outro membro da Opus Dei. Outro numerário do Opus Dei, o banqueiro Gianmario Roveraro, esteve envolvido na quebra da Parlamat.

Durante a ditadura no Brasil, a seita também concentrou sua atuação no meio jurídico, o que rende frutos até hoje. O promotor aposentado e ex-deputado Hélio Bicudo revela ter sido assediado duas vezes por juízes fiéis à organização. O expoente nesta fase foi José Geraldo Rodrigues Alckmin, nomeado ministro do STF pelo ditador Garrastazu Médici em 1972, e tio do atual governador do Estado de São Paulo. Até os anos 70, porém, o poder do Opus Dei era embrionário. Tinha quadros em posições importantes, mas sem atuação coordenada. Além disso, dividia com a Tradição, Família e Propriedade (TFP) as simpatias dos católicos de extrema direita.

Seu crescimento dependeu da benção dos generais golpistas e dos vínculos com poderosas empresas. Ives Gandra e Di Franco viraram os seus "embaixadores", relacionando-se com donos da mídia, políticos de direita, bispos e empresários. É desta fase a construção da sua estrutura de fachada - Colégio Catamarã (SP), Casa do Moinho (Cotia) e Editora Quadrante. Ela também criou uma ONG para arrecadar fundos: OSUC (Obras Sociais, Universitárias e Culturais). Esta recebe até hoje doações do Itaú, Bradesco, GM e Citigroup. Confrontado com esta denúncia, Lizandro Carmona, da OSUC, implorou à jornalista Marina Amaral: "Pelo amor de Deus, não vá escrever que empresas como o Itaú doam dinheiro ao Opus Dei".

Como você pode ver, nos bastidores do poder, existe a grande influência desta organização religiosa, onde os que sedem ao seu assédio acabam por influenciar as leis que regem a população, ficando todos a mercê das conspirações enrustidas nos bastidores.

Exibições: 1898

Respostas a este tópico

OPUS DEI e mais revelações sobre Lavagem de Dinheiro.

Opus Dei (Obra de Deus), é uma ordem ultraconservadora dentro da igreja católica, fundada na Espanha em 1928 pelo padre espanhol José Maria Escrivá de Balaguer. Promove o retorno aos valores conservadores católicos. Tem sua sede em Nova York e é uma ordem religiosa de pessoas leigas e de padres. Não tem monges, mas seu responsável Diretor-Geral é um bispo. Sua sede nacional custou aproximadamente 47 milhões de dólares e tem 100 quartos de dormir, seis salas de jantar, bibliotecas, centro de conferências, salas de reuniões, estar, escritórios e andares inteiros com capelas. Encontra-se em 63 países, tem 85 mil membros, milhares de sacerdotes em 809 centros pastorais. Tem desenvolvido esforços para atrair novos membros em faculdades e universidades americanas.

Seus membros sofrem lavagem cerebral e praticam “mortificações corporais” - Gálatas 5:24 "(crucificação da carne – para “ liberação” do homem) com o uso de cintas com espinhos, tudo para ficar mais perto de Cristo ao partilhar seus sofrimentos. A autoflagelação com o uso  da cinta (cilício) é adotado por alguns homens e mulheres (chamados “numerários”), é uma extensão de uma prática tradicional da Igreja Católica filiados a  Opus Dei. O papa João Paulo 2 (Karol Wojtyla), conhecido por suas viagens pelo mundo, se flagelava com um cinto, segundo monsenhor Oder, e em várias ocasiões dormia no chão em ato de penitência. Segundo o autor, o papa desarrumava a cama de manhã para que seus assistentes não percebessem.

- Alguns de seus colaboradores conseguiam ouvir quando ele se flagelava, no Vaticano e inclusive durante uma viagem a Polônia.

A mortificação corporal, cuja intenção é levar à identificação com o sofrimento de Jesus por meio do sofrimento pessoal e, portanto, à resistência às tentações e a evolução espiritual. Apenas a dor física permitiria que o pecador se arrependesse. Não importa o desconforto físico que experimentam - tudo para a glória e Obra de Deus.  Muito bizarro. Balaguer em seu livro Caminho, escreveu:

“Louvada seja a dor. Amada seja a dor.

Santificada seja a dor...Glorificada seja a dor.”

 “Aquilo que foi perdido através da carne deve ser restituído pela carne: seja generoso em sua penitência (jejum, celibato)”.

A organização também é conhecida como a “A Máfia de Deus” ou “Culto de Cristo”, (muito rica) é acusada de ter ligações com a ditadura do governo Franco na Espanha. Teve um importante papel na decisão do perfil e do nome do novo pontífice eleito na eleição do último papa. Cardeais que resistem a mais abertura da Igreja. O fortalecimento das correntes mais conservadoras do papa foi uma das marcas de João Paulo II, que ficou evidenciado com a pressão da Opus Dei. Tanto na nomeação de cardeais quanto na escolha dos seus colaboradores mais próximos, como o alemão Ratzinger,  quando era prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé e “guardião” da moral e dos dogmas da Igreja, o espanhol Júlian Herrranz, presidente do Pontifício Conselho para os Textos Legislativos e o também espanhol Joaquim Navarro Valis, porta voz do pontífice por muitos anos, os últimos três membros da Opus Dei. Essa proximidade com João Paulo II, segundo o teólogo espanhol Juan José Tamayo,

“Permitiu que tanto a Doutrina da Fé quanto a Opus Dei, representantes do mais alto ultaconservadorismo da Igreja, manejassem a agenda do papa no sentido de dirigir a política do Vaticano a favor de um regresso dogmático ao passado, sem o menor interesse em modernizar a Igreja e adequá-la às demandas sociais dos últimos tempos”.

A maior influência da organização, especularam analistas italianos, estava na figura do espanhol Eduardo Martinez Somalo, cardeal-carmelengo, chefe do Colégio Cardenalício e responsável por oficializar a morte do papa, preparar o funeral, o Conclave e administrar os bens e propriedades da Santa Sé até a sucessão do mesmo.

Apesar de ter uma base de implantação social muito elevada, a Opus Dei a prelazia não é vista com bons olhos por parte da hierarquia católica, na medida em que funciona como se fosse uma espécie de Estado dentro da Igreja e do Vaticano. Opus Dei é criticada pelos católicos progressistas em função de suas ligações políticas, seu caráter reservado, quase secreto, elitista e tolerante com atos de auto-flagelação, praticados por seus membros.

Em 1992, a Santa Sé, concedeu a Opus Dei, o status de prelazia pessoal, uma diocese sem limites geográficos, podendo ser implantada no mundo inteiro, o que garantiu ao grupo independência sobre os cardeais locais. Também canonizou José Maria Escrivá Balaguer em 2002, apenas 27 anos depois de sua morte, durante uma cerimônia solene e com grande público presente na praça de São Pedro. Na Itália, a Opus Dei também esteve envolvida em um escândalo político quando o semanário L!Espresso publicou alguns dos 479 artigos de um suposto regulamento secreto da organização, que teria estado em vigor até a data em que foi elevada à categoria de prelazia pelo Papa. Parlamentares italianos solicitaram instauração de inquérito, pois, confirmada a veracidade das regras. A Opus Dei caíra no estatuto de sociedade secreta, proibida pela legislação italiana. A investigação não foi adiante.

Ao longo da década de 1990, a Opus Dei foi se transformando na base política do conservadorismo teológico, servindo como elo de contato entre o Vaticano e governos direitistas europeus e americanos. A Opus Dei deverá enfrentar dificuldades, porque suas articulações têm pouco de cristão, com a utilização de manobras, artimanhas e articulações e uso do poder. Vários “opusdeístas” ocuparam e ainda ocupam cargos chaves no Vaticano. Embora tenham feito aportes financeiros que tirou o Vaticano do vermelho, existe um apelo muito forte entre os católicos do mundo todo para por uma maior abertura da igreja, para falar de temas como homossexualismo, eutanásia, células-tronco,  e uma leitura mais aberta do evangelho e a inclusão da voz das comunidades e no processo de construção da fé. A eleição do papa Bento se deve às forças ocultas da Opus Dei.

Outro grande mistério foi a morte de Albino Luciani - João Paulo I “O Papa Sorriso” -  em 1978, após 33 dias de pontificado. Foi anunciado pelo Vaticano à imprensa mundial como tendo sido um “infarto do miocárdio”. David Yallop, autor do livro “Em nome de Deus” investigou a causa da morte e suas circunstancias durante três anos. Yallop descobriu a existência de uma cadeia de corrupção, ligando figuras de proa nos círculos financeiros, políticos, clericais e do crime numa conspiração de âmbito mundial. As revelações mostram em detalhes as atividades financeiras, criminosas que levaram ao suborno, chantagem. Um feroz inimigo da corrupção, Albino Luciani não chegou a viver para colocar em ordem a casa que chefiava. O novo papa havia iniciado uma revolução e ordenado uma investigação no Banco do Vaticano - com ligações com o Instituto para os Trabalhos da Religião (IOR) - é considerado uma das instituições financeiras mais secretas do mundo. A instituição tinha na época 114 empregados e um total de 5,4 bilhões de euros (ou mais de 14 bilhões de reais) em fundos e especialmente nos métodos empregados pelo seu Presidente, o Bispo Paul Marcinkus. Ele estava a ponto de efetuar uma radical mudança de postos no staff do Vaticano e havia discutido uma lista de remoções com o seu secretário de Estado, o cardeal Jean Villot (cujo nome constava na lista), na última noite da sua vida. Essa lista tinha relação direta com outra em poder do Papa – uma lista de cléricos (padres, bispos e até mesmo cardeais) dentro do Vaticano que pertenciam à Maçonaria (P2) – fato que por si só justificava imediata excomunhão da Igreja Católica Romana. Causava, porém alarme talvez ainda maior o fato de que Luciani estava planejando adotar uma posição liberal na controvertida questão do controle da natalidade. Havia planejado receber no mês seguinte uma delegação do Congresso americano enviado pelo Departamento de Estado para discutir a questão do controle populacional.

Especulou-se na época que teriam sido as ramificações dos Iluminatti ou por conveniência da Opus Dei que indicou e elegeu um novo papa mais conservador? Ou por que uma semana antes de morrer, havia convocado uma reunião para anunciar que a Igreja apoiava o controle de natalidade? Era um homem de compreensão, queria chamar a pílula de “a pílula católica”.  Mas antes que qualquer uma dessas ordens pudesse ser executada, foi encontrado morto em circunstâncias suspeitas. A declaração oficial é de que teria sido um ataque cardíaco; mas o seu próprio médico afirmou que ele não tinha problemas cardíacos embora o coração perfeito. O ponto principal é que, seu médico pessoal não foi chamado para atestar (autópsia não realizada) a sua morte.

Causa oficial da morte do Papa João Paulo I:

<Apagou-se, tão rápido como surgiu para o mundo, o sorriso de João Paulo I, o 261º papa dos 700 milhões de católicos. Mal iniciava o seu 34º dia de pontificado, por volta das 23 horas de quinta-feira da semana passada, quando morreu de um enfarte agudo do miocárdio. Segundo informa o comunicado oficial do Vaticano, o primeiro a saber de sua morte foi seu secretário particular, às 5h30 da manhã de sexta-feira. (…) A causa, na opinião da maioria dos médicos ouvidos em vários países, talvez seja o stress, o esgotamento, confirmado por uma queixa de João Paulo I, no início da semana.>

João Paulo II, o sucedeu. As suspeitas sobre a morte de João Paulo I se intensificaram. Um grupo conservador católico romano exigiu a realização de uma investigação completa sobre o assunto. Jornais italianos publicaram artigos, que colocaram em dúvida a decisão do Vaticano de não realizar a autópsia do cadáver do Papa. Muitos especularam que ele pode ter sido morto por autoridades eclesiásticas descontentes com seu estilo de conduzir a Igreja.

O papa João Paulo I – Albino Luciani teve um sonho. Imaginou uma Igreja Católica Romana que atenderia de verdade às necessidades de seus fiéis em questões vitais cruciais como o controle de natalidade. Sonhou com uma Igreja que dispensaria riqueza, o poder e o prestígio adquiridos através do Vaticano; uma Igreja que deixaria o mercado financeiro e abandonaria a agiotagem em que em nome de Cristo fora maculado; uma Igreja que voltaria a se apoiar no que sempre fora seu maior triunfo, sua fonte do verdadeiro poder, seu maior direito a um prestígio singular: o Evangelho. O sonho acabou na noite de 28 de setembro de 1978.

Emilio J. Corbiére, autor do livro “Opus Dei. El totalitarismo católico (Editorial Sudamericana), definiu a organização como sendo:

                    “A mais forte manifestação integralista de poder na Igreja”.

A Opus Dei esteve intimamente ligada ao regime de Franco, ocupando altos cargos no governo, a bancos, editoras, revistas e outras publicações. No Vaticano a influência política do grupo teria crescido quando da quebra do Banco Ambrosiano e da quase insolvência do Instituto de Obras Religiosas (IOR), instituição financeira da Santa Sé que mantinha negócios com o banco, o qual teve o auxilio financeiro da Opus (cerca de um bilhão de dólares) evitando a sua quebra. A organização financiava, entre outras coisas, o regime do ditador nicaragüense Anastásio Somoza.

Leia mais sobre as atrocidades da Opus Dei, no site em: www.odan.org na página da Rede de Alerta mantida por ex-participantes da organização em: www.rickross.com/groups/opus.html. www.crimelibrary.com/terrorist_spies/spies/hanssen/5.html?sect=23.

 "Parai de armazenar para vós tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem consomem, e onde os ladrões escavam e roubam. Antes, armazenai para vós tesouros no céu, onde a traça nem a ferrugem consomem, e onde ladrões nem arrombam nem furtam. Pois, onde estiver o teu tesouro, ali estará também o teu coração". (Livro de Mateus, 6:19 -21).

Imagine esse texto bíblico reescrito nos dias de hoje. Ele deveria incluir, além das pragas, da ação do tempo o dos larápios, os problemas terrenos do Vaticano.

Eles contribuíram de 2001 para cá, para solapar um dos grandes troféus dos 25 anos de João Paulo II: a saúde financeira do Vaticano. O legado econômico de Karol Wojtyla, depois de um quarto de século é positivo. Durante oito anos de 1982 a 2000, o caixa da Cúria foi saneado. O papa polonês tinha algo em mente: só poderia percorrer o planeta em sua campanha de evangelização, com as contas em ordem, e assim foi feito até 1993. O balanço financeiro da Igreja estava no vermelho, João Paulo II , arrumou a casa.

O patrimônio e metade dos esplêndidos prédios de Roma não teriam sido construídos se a venda de indulgências (entre outros pecados) não tivesse sido tão lucrativa. Inclusive a própria basílica de São Pedro foi financiada por uma oferta especial desse tipo. O patrimônio atual em ações, investimentos, obrigações, imobiliário, repleto de edifícios magníficos e mobiliários, obras de arte, são estimados em bilhões de dólares. A riqueza moderna do Vaticano está baseada na generosidade dos padres fascistas e de Benito Mussolini em liras entre outros.

As expressivas doações das igrejas católicas a Santa Sé são inteiramente direcionadas às despesas com atividades institucionais, que tiveram um aumento muito pequeno nos últimos anos. Os especialistas têm uma explicação, considerando o volume demasiadamente modesto: o escândalo dos padres americanos pedófilos, em 2000 e 2001. A Igreja dos Estados Unidos, Alemanha e da Itália, são as principais doadoras, porém a má postura dos prelados da terra de George W. Bush, investigados pelo Ministério Público, teria bloqueado o fluxo de dólares. Um rombo atrelado aos pedófilos de batina preta, onde o Vaticano teve que abrir mão de uma parte do dinheiro, transformada em indenização aos familiares dos menores violentados por padres. Em 8 de agosto de 2003, a Arquidiocese de Boston, na qual 130 menores teriam sido molestados pelo sacerdote John Geohan, de 66 anos, chegou a oferecer US$ 55 milhões às vítimas.

Os resultados financeiros da Santa Sé divulgados anualmente na Internet, não levam em conta as transações do Instituto para Obras Religiosas (IOR), conhecido (mas não é) como “Banco do Vaticano”. Seus ativos somam bilhões de dólares de investidores particulares. Trata-se da instituição que gera o cotidiano da Cúria (há caixas eletrônicos do IOR no interior da Santa Sé, com instruções em latim, italiano, inglês e francês), mas que também produziu uma das maiores confusões dos primeiros anos de João Paulo II. O Instituto para as Obras da Religião (IOR), registou em 2012 um lucro de 86,6 milhões de euros, o quádruplo do obtido no ano anterior.

No final da década de 70, a Santa Sé desembolsou US$ 250 milhões a credores do Banco Ambrosiano, que foi a maior instituição financeira privada da Itália e tinha o Vaticano como um dos maiores acionistas.

O Ambrosiano foi quase à bancarrota depois de desaparecimento de US$ 1,4 bilhão, e a Igreja se ofereceu para pagar os credores alegando “envolvimento moral” no caso.

Naquele tempo, o principal responsável era o arcebispo americano Paul Marcinkus, responsável pelo Instituto para as Obras Religiosas (IOR), acionista (como muitos), do Banco Ambrosiano. Foi para o Arizona/EUA, em exílio “voluntário” e faleceu em 2006 levando muito segredos. Marcinkus fora segurança particular do papa Paulo I, ganhou o apelido de “Gorila”, quando evitou que o pontífice fosse apunhalado por um artista boliviano nas Filipinas, em 1970. Chegou a governador da Cidade do Vaticano e, entre 1971 e 1989, esteve à frente do IOR. Acabou indiciado, mas absolvido pela justiça italiana, quando Roberto Calvi, presidente do Banco Ambrosiano, então um dos maiores da Itália, o executivo conhecido como o “Banqueiro de Deus”, foi assassinado e jogado de uma ponte em Londres, com pedaços de tijolos nos bolsos. A máfia italiana foi acusada de mandar matar Calvi, envolvido em um esquema bilionário de lavagem de dinheiro da Máfia e desvio de fundos.

A P2 é a designação mais comum para a Loja Maçônica Italiana Propaganda Due (Propaganda Dois. Tornou-se alvo das atenções na questão do colapso do Banco Ambrosiano, um dos principais bancos de Milão, cuja maior parte de ações era propriedade do Vaticano. A morte suspeita em 1982 do Presidente Roberto Calvi, um católico devoto, em Londres, de início tido como um suicídio mas mais tarde considerada como assassinato. Levantou – se a suspeição que muitos dos fundos desviados desse banco foram para a P2, políticos e respectivos membros, sob o Grande Oriente de Itália como uma Loja para membros que não poderiam freqüentar as suas próprias  Lojas onde foram iniciados. Na década de sessenta tinha apenas 14 membros permanentes mas quando Lício Gelli passou a administrar na década de sessenta e setenta, passou a mais de 1000 membros no espaço de um ano, a maior parte proveniente da elite italiana. A expansão era certamente ilegal, pois os funcionários públicos são geralmente proibidos de fazerem parte de sociedades secretas. Em 1976, as autoridades maçônicas retiraram o apoio à Loja expulsando Gelli da Maçonaria. As ligações do apelidado “Banqueiro de Deus”, Roberto Calvi, com o Arcebispo Paul Marcinkus do Banco Ambrosiano, Michele Sindona e com o Venerável Mestre Lício Gelli tornaram-se um foco de atenção da imprensa e da polícia, causando a descoberta da então secreta Loja P2.

A questão veio a público com a incriminação do banqueiro Michele Sindona no Escândalo do Banco Ambrosiano. A Loja esteve envolvida na Operação Gládio. Gládio era o nome das organizações paramilitares nos bastidores da OTAN. Entre 1985 e 1981, tentou condicionar o processo político italiano através da penetração de indivíduos da sua confiança no poder judicial, no Parlamento, no exército e na imprensa. Além da Itália, a P2 também tinha atividades no Uruguai, Brasil. Na Argentina especialmente na “Guerra Suja”, com Raúl Alberto Lastiri, Presidente por escasso tempo; Emilio Massera, que foi membro da Junta Militar de 1976 a 1978, liderada por Jorge Rafael Videla e José Lopez Rega, Ministro das Obras Sociais no governo de Perón e fundador da Aliança Anticomunista da Argentina. Foi alegado por diversas vezes que, a P2 esteve envolvida no assassinato do Primeiro Ministro Aldo Moro, morto pelas Brigadas Vermelhas, depois dos Serviços Secretos Italianos se terem recusado a fazer um acordo com os raptores. Contudo, nunca se encontraram provas concretas. Também estariam envolvidos no assassinato do Primeiro Ministro Sueco Olof Palme o qual até hoje não foi resolvido.

De acordo com uma entrevista dada pelo ex-agente da CIA, Richard Breneke e Ibraim Razin ao jornalista da RAI, Enio Remondino a P2 recebeu efetivamente fundos da CIA e esteve envolvida não só no caso Irã Contras como apoio a idéia em fabricar um Golpe-de-Estado caso o Partido Comunista subisse ao poder na Itália. A P2 de acordo com Razi,

P2 estava no cerne, era um dos principais intervenientes no tráfico ilegal de armamento que estava ligado ao tráfico de drogas desde o início, com a participação em lavagem de dinheiro proveniente destas atividades de país para país”. (suficiente para constatar como a P2 estava envolvida na questão do Banco Ambrosiano com Michel Sindona e de como a CIA esteve envolvida em diversas manipulações financeiras). Nos Estados Unidos o procurador do Estado do Texas, encontrou provas do envolvimento de Licio Gelli, Grão Mestre da P2, envolvendo em 1981 os bancos S&L.

Uma lista de aderentes foi encontrada pela polícia na casa de Gelli em Arezzo em Março de 1981, contendo mais de 900 nomes.  Outros 1000 nomes ainda são mantidos em segredo, entre os quais estão Michele Sindoma, banqueiro com ligações à Máfia; Roberto Calvi, Banqueiro de Deus”; Antonio D’Ali, proprietário do Banco Sicula e seu filho Senador; Silvio Berlusconi ( conhecido como: Il Cavaliere) primeiro ministro italiano durante muitos anos no poder, empresário e playboy, magnata dos meios de comunicação, 3ª maior fortuna (US$ 10 bilhões) da Itália; Vittorio Emanuele; Giancarlo Elia Valori, quatro ministros ou ex-ministros, 44 deputados, oficiais do exército, muitos deles envolvidos nos serviços secretos, importantes detentores de cargos públicos, magistrados, banqueiros, executivos de TV, editores de jornais, homens de negócios e professores universitários entre outros, todos querendo  uma nova democracia, mais autoritária e com uma perspectiva anti-comunista.

A Loja foi examinada por uma comissão especial do Parlamento Italiano, e a conclusão foi de que se tratava de uma organização criminosa secreta, mesmo não sendo encontradas provas específicas sobre os crimes cometidos. Alegações acerca das relações sub-reptícias internacionais, sobretudo porque Gelli repetidamente sugeriu ser amigo próximo de Juan Perón da Argentina e com algumas pessoas suspeitas da CIA, foram também parcialmente confirmadas, mas rapidamente um debate político ultrapassou o nível legal da análise.

O escândalo da maior máfia do mundo, que lavava dinheiro do tráfico de drogas em dinheiro válido. O acontecimento incomodou João Paulo II, e o levou a dar prioridade ao cofre do Vaticano. Escolheu novos cardeais especialistas em administração como quem elegia o CEO de uma multinacional. O mais celebrado deles Edmund Szoka, de Detroit, EUA, empossado em 1990 como secretário da Prefeitura para Assuntos Econômicos, logo cortou despesas e incentivou o aumento das contribuições de outros países. Ele instituiu também publicação anual de balanços financeiros auditados e exortou bispos de todo mundo a fazer o mesmo. Agora, todo pároco responsável tem noções de contabilidade, para ser mais transparente nas operações. A administração de cada paróquia é independente e o Vaticano não dá assistência àquelas que estão em dificuldades financeiras. No caso das paróquias americanas e européias que tiveram de indenizar vítimas de abusos sexuais, a orientação foi para que o dinheiro seja obtido por meio de empréstimos, “sem juros” junto a outras dioceses.

A Prefeitura para Assuntos Econômicos também administra as finanças do mundo em Roma. Ali funciona o comércio de produtos como roupas, artigos de perfumaria de farmácia e aparelhos eletrônicos, vendidos a preços mais baixos devido à isenção de impostos. Funcionam ainda agências bancárias, um posto de gasolina, um pequeno parque industrial voltado à produção de mosaicos e uniformes. A cidade ainda registra receitas sustentadas pela venda de selos e publicações e pelo dinheiro arrecadado com as entradas para museus que mostram o patrimônio artístico e as obras primas de grandes gênios. Para o cristianismo, onde tudo teria começado numa manjedoura... o Vaticano ainda continua sendo uma grande empresa e “belo exemplo” de investimento!

Esse foi o cenário perfeito para o ex- papa, João Paulo II, que ensinou aos fiéis uma lição: Zelar pelo dinheiro e movimenta-lo a juros não é pecado - Se for com a finalidade de bem estar de uma pequena minoria das populações. Porém existem contradições quando lemos em Deuteronômio: 23:19 e Levítico:25:37 e

“E Jesus entrou no templo de Deus, expulsou todos os que ali vendiam e compravam, derrubou as mesas dos cambistas e as cadeiras dos que vendiam pombos.E lhes disse: Está escrito, Minha casa será chamada a casa da oração, mas vós a transformastes num covil de ladrões”.(Mateus: 21:12/13)            

 Enquanto o padre, esse negador, caluniador e envenenador da vida por profissão for aceito como uma variedade de homem superior,

não poderá haver resposta à pergunta:

Que é a verdade? A verdade já foi posta de cabeça para baixo quando o advogado do nada foi confundido com o representante da verdade.” 

Nietzsche

Eu não invento, estou mostrando os fatos. Pesquise, leia mais na internet:      

http://novobloglimpinhoecheiroso.wordpress.com/2013/02/12/a-presenc...

Mais escândalos no Vaticano:

http://www.publico.pt/mundo/noticia/bispo-detido-na-sequencia-de-in...

http://www.opus-info.org/index.php?title=Ex-membros_pedem_%C3%A0_Sa...

http://pt.scribd.com/doc/40082934/A-Maior-Quadrilha-Do-Mundo

http://www.ibgf.org.br/index.php?data%5Bid_secao%5D=3&data%5Bid...

Documentário: http://megafilmeshd.net/maconaria-revelada/

Resenha do livro de Gone with the Wind, no Vaticano (Via Col Vento no Vaticano):

http://translate.google.com.br/translate?hl=pt-BR&sl=en&u=h...

Gone with the Wind in the Vatican or Shroud of Secrecy - Book ...

A riqueza oculta da OPUS DEI em Portugal:

http://opuslibros.org/html/sabado.htm

Saudaões Irreligiosas,

Oiced Mocam

PÉROLAS DO BALAGUER:
São às centenas, como as pragas de gafanhotos, e destroem tudo por onde passam.
"Não te esqueças de que és... o depósito do lixo. [...] Humilha-te; não sabes que és o caixote do lixo?" (Caminho, 592).
"Não desaproveites a ocasião de abater o teu próprio juízo: - Custa..., mas que agradável é aos olhos de Deus" (Caminho, 177).
"Não és humilde quando te humilhas, mas quando te humilham e o aceitas por Cristo" (Caminho, 594).
"Nenhum ideal se torna realidade sem sacrifício. Nega-te a ti mesmo, É tão belo ser vítima!" (Caminho, 175).
"Onde não há mortificação, não há virtude" (Caminho, 180).
"Bendita seja a dor. Amada seja a dor. Santificada seja a dor... Glorificada seja a dor!" (Caminho, 208).
"O teu maior inimigo és tu mesmo" (Caminho, 255).
"Que pouco vale a penitência sem a contínua mortificação" (Sulco, 223).
"Um dia sem mortificação é um dia perdido, porque não nos negámos a nós mesmos, não vivemos em holocausto" (Sulco, 988).c)

A Opus Dei faz-me lembrar uma mini-série que vi, há mais de 20 anos, chamada "La piovra", "O polvo" em português europeu. Penso que a saga ainda existe. Os tentáculos da máfia católica são como a hidra, corta-se um, nascem sete. Arrepiante.

Foi-se o tempo em que todos os caminhos levavam a Roma.....Hoje qualquer simples atalho dará em Israel. Entendedores entenderão,rs,rs,rs...mas quem não vê que hoje a Igreja Católica é só uma velha carcaça que serve de cortina de fumaça pra esconder bancos privados e toda a sua extensa rede de crimes?...especificamente Opus Dei(uma organização criminosa( sem dúvida) criada para tecer toda uma rede de proteção em volta de personalidades com poderes de decisões a defenderem os interesses da elite banqueira corporativista sionista(é só fazer uma triagem nos maiores acionistas ver a ligação da Opus com Israel(q tem até uma lojística curiosa para os peregrinos cristão q vão pra Jerusalém agora serem conduzidos para Israel kkkk pasmem)....a Opus Dei aqui no Brasil repetiu mais ou menos a mesma fórmula q aplicou na Espanha(políticos do PP(partido ligado a Opus nunca eram condenados o judiciário totalmente vendido(tipo o q ocorre aqui com o partido do PSDB... aqui a gente tem o Moro q é ligado a Opus e é agente(fantoche) da Cia)  para a  OPus( em todo lugar que agem simultaneamente  ocorre a mesma coisa: perda de direitos e privatizações pra todo lado em todo o globo está sendo colocado em curso a destruição de toda autonomia dos países para favorecimento dos privatizadores de toda a vida no planeta. Então na realidade é tudo por monopólio financeiro. Religião instituída, desde ontem e hoje e sempre: só um instrumento, uma ferramenta, um teatro pra esconder os jogos no tabuleiro do poder.

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