Irreligiosos

Se você não sabe, aceita e não questiona, embota-se e acaba virando crente.

Amigos, boa noite!

Tenho este texto que poderá servir para o início da minha contribuição para o grupo.

Gostaria que me ajudassem a relevar as lacunas do próprio texto e a apontar outros pontos que poderiam ser abordados.

Assim à primeira vista eu vi que falta:

- A homossexualidade dentro das próprias igrejas. confesso que conheço melhor o que se passa na igreja católica, por isso os colegas que tiverem conhecimento de sites ou bibliografia sobre homossexualidade noutras religiões e igrejas cristãs, por favor deixem aqui uma nota.

Texto

Se o ser é limitado são também o seu sentimento e a razão limitados. Mas para um ser limitado não é a inteligência limitada uma limitação, ao contrário, sente-se completamente feliz e satisfeito com ela; ele sente-a e louva-a como uma força majestosa, divina; e a inteligência limitada louva por sua vez o ser limitado de quem ela é inteligência. Ambos combinam da melhor maneira; como poderiam entrar em atrito? A inteligência é o horizonte de um ser. Quão longe vejas, tão longe se estende a tua essência e vice versa.[Ludwing Feuerbach, in A Essência do Cristianismo, Editora Vozes, pg. 41]

As limitações da nossa sociedade, regida por padrões sociais e morais, mais ou menos limitados por dogmas e normas pouco maleáveis, são o reflexo das limitações da nossa inteligência individual. A sexualidade, de uma maneira geral, até há bem pouco tempo, era socialmente vista como um tabu. Este era um assunto particular, encerrado entre quatro paredes, mudo, escondido para o bem e para o mal. Quantas delícias vividas, quantas crianças violadas, quantas mulheres maltratadas, quantos adolescentes estuprados; pessoas que viveram aterradas, envergonhadas, com os sonhos mutilados pelo medo de experiências penosas, pessoas que vergavam sob essa agonia calada e pessoas que foram felizes.

Mas, à medida que cada indivíduo vai subindo a montanha, o seu horizonte vai-se alargado, consequentemente, a sua visão individual toma consciência de realidades antes desconhecidas (consciente ou inconscientemente) da sua razão. Este facto vai influenciar os padrões sociais e morais da sociedade, colocando as suas limitações numa fasquia mais baixa. Assim, lentamente, a sexualidade, passou a ser vista à luz de outras realidades e hoje é possível denunciar qualquer atrocidade sem medo de retaliações, em algumas sociedades é até possível, dois indivíduos do mesmo sexo, viverem abertamente um grande amor ou mesmo casarem, sem serem discriminados ou marginalizados. Mas estas sociedades são uma minoria.

Possivelmente, a homossexualidade existe desde os primórdios da humanidade; mas nas atuais sociedades conservadoras, regidas por um conjunto de valores morais hipócritas e dogmas religiosos, insistem em discriminar (mesmo em países onde a legislação é igual para homossexuais e heterossexuais) estas pessoas, porque elas se recusam a viver as suas paixões escondidas. Muita tinta já correu sobre a questão da homossexualidade, desde as religiões, no seu linguarejar bíblico e dogmático sem nexo, até à hilariante classificação da homossexualidade como doença, distúrbio psicológico ou perversão, por diversas Organizações Saúde pelo mundo fora – esta classificação foi abolida pela OMS em 1990.

Curiosamente, na natureza – não nos podemos esquecer que a humanidade também faz parte dela –, há centenas de espécies onde foram observados comportamentos homossexuais em alguns indivíduos. Em 2006 o Museu de História Natural de Oslo levou a cabo uma exposição intitulada “Contra Natura?”. Esta mostra, baseada num estudo científico, pretendeu pôr em causa a premissa de que a homossexualidade não é natural. Baleias, girafas, golfinhos, escaravelhos, cisnes e leões são apenas seis das 1500 espécies, onde já foram observados comportamentos homossexuais. Estarão também os animais a pecar, será que, quando morrerem vão arder eternamente no inferno dos animais? É possível… mas só na mente perturbada dos religiosos, pois estes animais não são excluídos dos seus grupos, apenas porque é agradável relacionarem-se sexualmente com indivíduos do mesmo sexo.

Com os seres humanos, a tolerância à homossexualidade parece ser inversamente proporcional ao desenvolvimento económico e social. Há cerca de 10 mil anos, algumas tribos da Nova Guiné perecem ter praticado certas formas de homossexualidade ritual. Este povo acreditava que o conhecimento sagrado, só poderia ser transmitido por meio de práticas sexuais, entre pessoas do mesmo sexo.

Na civilização Suméria (4000 a.e.c. – 2350 a.e.c.), práticas sexuais que hoje se entendem como extravagantes ou imorais – casamentos fictícios em honra aos deuses, estranhos rituais de fertilidade, prostituição divina (mulheres e homens que se entregavam a terceiros, em troca de dádivas para determinado templo), homens e jovens do mesmo sexo que se davam a práticas rituais, que hoje chamamos homossexualidade –, parece que eram entendidas num contexto espiritual, pois eram praticadas por sacerdotes e sacerdotisas e desprovidas dos conceitos morais que hoje lhe imprimimos.

Mais tarde, por volta 1750 a.e.c., na Babilónia, surgiu uma das mais antigas e complexa compilação de leis, elaborada pelo imperador Hammurabi, onde constam alguns privilégios, que deveriam ser dados aos prostitutos e às prostitutas, que participavam nos cultos religiosos. Isto significa que, de algum modo, estas pessoas já começavam a sofrer algum tipo de pressão social.

Os escribas da civilização egípcia (3200 a.e.c. – 250 a.e.c.), não foram pródigos em registar (o papiro erótico de Turim é um dos raros documentos escritos) ou mostrar a sua sexualidade em pinturas, baixo relevos ou esculturas – salvo alguns artefactos fálicos encontrados em túmulos e umas poucas pinturas, de valor real dúbio. No entanto, segundo o historiador espanhol José Miguel Parra Ortiz, em “A vida amorosa no Antigo Egito”, os egípcios interessavam-se por sexo, tanto como qualquer outro povo. As práticas homossexuais não eram de modo algum tabu, embora fosse dada uma grande importância ao casamento e à procriação, independentemente dos membros do casal terem ligações com indivíduos do mesmo sexo, fora de casa ou até debaixo do teto familiar. Apesar da discrição dos egípcios, quanto à vertente sexual, podemos deduzir, que a organização social era baseada nas relações heterossexuais, sendo a homossexualidade tolerada enquanto fonte de prazer.

Na Grécia da Antiguidade, era socialmente aceite, um homem mais velho ter relações sexuais com outro mais jovem. Sócrates (469 a.e.c. – 399 a.e.c.), adepto do amor homossexual, dizia que este era a fonte de inspiração por excelência. O sexo heterossexual, na sua perspetiva, servia apenas para procriar. De notar que os antigos gregos, não entendiam a ideia de orientação sexual como um identificador social, a sociedade grega não diferenciava desejo e comportamento sexual, com base no facto dos seus participantes serem masculinos ou femininos, mas sim pelas normas sociais a adotar consoante cada caso. A prática sexual entre homens tinha como objetivo a educação do jovem, a sua preparação para a vida adulta e a contemplação do amor que só entre os homens poderia ter lugar, já que as mulheres, segundo a filosofia da época, eram desprovidas de intelecto e sabedoria. Há, no entanto, pelo menos uma mulher que foi exceção: Safo A Poetisa (nascida entre 630 e 612 a.e.c. – falecida em data desconhecida a.e.c.). Pouco se sabe desta mulher magnífica – política, poetisa e professora –, cuja personalidade, ousadia e talento deram origem às mais fantásticas lendas. Pelo que nos resta da sua obra, queimada em 1073 em Constantinopla e Roma, por ter sido considerada herética, pode perceber-se o amor que devotava a uma discípula da sua escola, na ilha de Lesbos, mas nada que seja claro no que respeita à aceitação, comportamento ou regras sociais para a homossexualidade feminina.

Entre os romanos, os ideais amorosos eram equivalentes aos dos gregos. A pederastia (relação entre um homem adulto e um rapaz ou jovem) era encarada como um sentimento puro. No entanto, se um homem mais velho mantivesse relações sexuais com outro de idêntica idade, estava estabelecida sua desgraça – os adultos passivos eram encarados com desprezo por toda a sociedade, ao ponto de serem impedidos de exercer cargos públicos.

Dando uma vista de olhos pela história e pela biologia, mesmo superficialmente, não é difícil perceber que, na Antiguidade, o sexo tinha como objetivo a preservação da espécie, o amor, o prazer e até o aperfeiçoamento espiritual. Mas tudo isto ficou votado ao esquecimento com o aparecimento do cristianismo. Então foi aperfeiçoada e refinada a fórmula: sexo para procriar.

O judaísmo, cujos primórdios se situam entre 2000 a.e.c. e 1800 a.e.c., de uma maneira geral não considera o sexo, enquanto realidade humana, como perverso, pelo contrário, no AT, ele é incentivado em diversas situações, ainda que no sentido de procriar: “crescei e multiplicai-vos”. À exceção de Isac e José, todos os patriarcas foram poligâmicos, como era uso na época, o que faz supor uma intensa atividade sexual, mesmo que, hipoteticamente, esta fosse praticada com o intuito único de aumentar a descendência.

Adão e Lilith, Adão e Eva – enfim, macho e fêmea –, ao serem colocados como atores principais nos mitos da criação, legitimam, com a autoridade divina, a única forma possível da gestão do sexo: a heterossexualidade. O exercício da sexualidade fica então restrito ao quadro da instituição matrimonial, com a finalidade única de propagar a espécie. Deste modo, a legislação bíblica sobre esta matéria destina-se a regulamentar o exercício da sexualidade em função do matrimónio. Fá-lo no contexto de uma sociedade patriarcal, na qual as mulheres estão submetidas aos homens em todos os aspetos da vida e, de maneira especial, no domínio sexual – repare-se que Adão rejeitou Lilith por esta recusar a deitar-se por debaixo dele, ou seja a ser dominada por ele.

A par da bestialidade, adultério e incesto, a homossexualidade entra na categoria dos interditos sexuais, mas o AT só tem em conta a homossexualidade masculina. Em Génesis 19, 4-8, parece referir-se a uma violação homossexual coletiva. Talvez seja também o caso de Juízes 19, 22-25. No entanto ela só é formalmente proibida em Levitício 18, 22, que a considera uma abominação (toeba). Em Levetício 20, 13 é estipulada a pena capital para ambos os culpados.

Mas os preceitos da lei judaica, até o início do século IV, estavam restritos à comunidade judaica e aos poucos cristãos que existiam na altura. Foi então que o imperador romano Constantino abraçou a fé cristã, ao que parece em paralelo com a adoração ao deus Sol Invicto, mas essa história não interessa para aqui, franqueando as portas ao desenvolvimento do cristianismo. Data de 390, no reinado de Teodósio, o Grande, o primeiro registo de castigos físicos aplicados aos homossexuais.

A primeira legislação que proibia claramente a homossexualidade foi promulgada em 533, pelo imperador cristão Justiniano. Ele sujeitou todas as relações homossexuais ao adultério, para o qual se previa a pena de morte. Mais tarde, em 538 e 544, foram criadas outras leis que obrigavam os homossexuais a arrepender-se dos seus pecados e a fazer penitência. O nascimento e a expansão do islamismo, a partir do século VII, em uníssono com a cristandade, que começava a formar corpo e a alargar fronteiras, reforçaram a teoria do sexo para procriação.

Até meados do século XIV, embora a fé condenasse a luxúria, na realidade a homossexualidade, a bissexualidade e a prostituição continuaram a ser praticados, mais ou menos clandestinamente, à boa maneira cristã. Desde que praticado, longe do olhar curioso dos criados e vizinhos… não existiam represálias. A Igreja passa então por uma série de crises até que o clero se vê confrontado com os protestantes após a Reforma de Lutero. O humanismo renascentista, iniciado em Florença, espalha-se por toda a Europa. Os ideais clássicos reavivam-se e, deste modo, a liberdade sexual é acarinhada. Pintores, escritores, dramaturgos e poetas fazem questão de não esconder a sua homossexualidade. A Nobreza acompanha esta corrente e rema também contra a avalanche conservadora e retrógrada da Igreja. É célebre o caso de Frederico II da Prússia (1712-1786).

Voltando um pouco atrás, no curto intervalo entre 1347 e 1351, a peste negra devastou a Europa matando cerca de 25 milhões de pessoas. Desconhecida a causa da doença, a igreja aproveitou para a apontar, como causa direta da corrupção dos costumes. Deste modo, judeus, hereges de todas as qualidades, prostitutas e homossexuais eram a causa de todos os males terrenos. A Inquisição encarregou-se, com extrema eficácia, na erradicação desses grupos. No que respeita aos homossexuais, foram tomadas medidas enérgicas, só em Florença, entre 1432 e 1502, mais de dezassete mil homens foram incriminados e três mil condenados por sodomia.

Duras leis foram aprovadas em vários países europeus e na América. Na Inglaterra, o século XIX começou com o enforcamento de vários indivíduos acusados de sodomia. Entre 1800 e 1834, oitenta homens foram condenados pela prática da homossexualidade. Só em 1861 o país aboliu a pena de morte para a prática de sodomia, substituindo-a por penas de trabalhos forçados.

Em meados do Séc. XIX a sodomia passou a chamar-se homosexualidade e a ser considerada uma doença do sistema nervoso, congénita e hereditária, que afetava o comportamento sexual. Esta ideia viria a ser considerada válida até 1979, quando a Associação Americana de Psiquiatria a retirou da lista das doenças mentais. No entanto a OMS, só em 1990 viria a tomar a mesma atitude.

Os grupos minoritários, quando pouco coesos e sem tradições comuns, como é o caso dos homossexuais, que podem surgir de qualquer cultura ou estrato social, têm mais dificuldade em combater as injustiças e desigualdades, pois não são uma “classe” em si. Deste modo, ficam muito mais vulneráveis às pressões sociais. No entanto são os cristãos e islâmicos que, na sua imensa hipocrisia e falta de humanidade, escudados por leis de há 2000 e 3000 anos, arrogantes e completamente desenquadradas da nossa realidade sociocultural, fazem uma guerra absurda aos homossexuais, vedando-lhe inclusivamente o acesso à prática da religião.

Mas não é apenas a nível da sociedade que os homossexuais encontram problemas. A família, o grupo de amigos, os colegas de trabalho, que constituem o seu mundo mais próximo e íntimo são, no entanto, os que se têm revelado mais hostis e os primeiros a segregarem. Muitas vezes fazem-no sem base em valores definidos, quase inconscientemente, apenas porque intimamente não aceitam a diferença. Esta estigmatização dificulta a natural integração social dos homossexuais, levando-os muitas vezes – principalmente adolescentes e jovens – a optarem por estilos de vida de maior risco ou mesmo marginais.

Fontes consultadas:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Homossexualidade http://pt.wikipedia.org/wiki/Homossexualidade_na_Gr%C3%A9cia_Antiga http://pt.wikipedia.org/wiki/Homossexualidade_na_Roma_Antiga

Forum rede ex aequo

Exibições: 1667

Respostas a este tópico

Luíza, este problema é como diz seu texto, muito antigo e apenas é um problema por conta do preconceito religioso.

Na Roma antiga, era uma honra para os soldados, terem relações com seus colegas de pelotão.

A homossexualidade passou a ser um crime, mas não trouxe nenhuma vantagem para a sociedade, mas o que chama a atenção é o fato de ser considerado "pecado" pela igreja de Roma e termos cada vez mais notícias de padres homossexuais. Me parece muito com aquela história da sujeira jogada embaixo do tapete.

Outro ponto negativo nesta questão é o fator consumo, pois se a maioria dos casais homos não tem filhos, a falta de gastos com as crianças acaba virando bens de consumo, onde um trabalho bem feito para captar este público, traria um lucro comercial importante.

Se a relação homossexual não tivesse sido criminalizada, principalmente pelas doutrinas Islâmicas, judaicas e cristãs, talvez não tivéssemos hoje tantos problemas de saúde pública gerados pela falta de informação e cautela daqueles que clandestinamente nunca foram o alvo de informações precisas para o bem estar e prevenção de doenças.

No final das contas, por esta omissão, toda a sociedade paga a conta, seja por ter um amigo e/ou parente doente, seja por perder um profissional produtivo seja por pagar impostos para manter o tratamento de saúde que poderia não ter sido requerido se pudessemos tratar deste assunto com mais clareza.

Hoje no Brasil, foi aprovada a lei que criminaliza o preconceito contra os homossexuais, incluindo os homo-afetivos. Já vi muito protesto de igrejas cristãs, que não concordam em dar aos participantes desta classe, os direitos de cidadania plena, ou seja, ainda resistem e em pleno século 21, continuam a pregar pensamentos e costumes da era medieval.

Este é um bom exemplo da má influencia da religião na sociedade, pregando o preconceito medieval e gerando mau estar.

Bom texto, Luísa. Mas quero alertar duas coisinhas a você, ao Gilberto e aos demais: 1) Grupos são muiito bons, pois aproximam pessoas com afinidades. Mas têm um inconveniente quanto aos comentários: ficam restritos aos componentes do grupo e, assim, perdem muito o alcance e restringem a participação de outras pessoas que não sejam do grupo. Em conseqüência, um bom artigo pode muitas vezes ficar sem comentários ou pouquíssimos comentários; 2) este seu artigo, por exemplo, é muito bom, mas não se enquadra muito com as propostas e objetivos do grupo. Teria maior visibilidade nos fóruns ou nas mensagens de blog. Fiquem atentos!

Indo agora para o texto: Quando eu era jovem, conheci um famoso padre, desses que vivem em televisão divulgando a sua obre e pedindo doações,  e ele convidou eu e um amigo meu para visitarmoso orfanato que ele mantinha. Ofereceu-nos um lauto jantar, conversou sobre vários assuntos interessantes e como passava da meia-noite e não havia mais condução (ele armou isso), convidou-nos para dormir lá. De madrugada revelou-se: era uma bichona enrustida e passamos o maior sufoco, aí sim (naquela época), "rezando para o dia amanhecer". Nossa vontade era ir à televisão e desmascará-lo, mas até explicar que nada tivemos e resistimos aos seus ataques, ficaria a dúvida e a malícia na cabeça do povo e talvez passássemos até por mentirosos. Resolvcemos deixar para lá. Nessa época eu tinha 16 anos e já estava começando a mudar minha cabeça quanto às religiões.

Como gratidão por não denunciá-lo ele ofereceu-nos todos os tipos de mordomia: almoços gratuitos diários, refinadíssimos, num convento no centro do Rio de Janeiro, e as chaves de um apartamento mobiliado, vazio, que ficou à nossa disposição. Se insistissemos, talvez ele mandasse as freiras puladoras de cerca transar com a gente. jovens, é claro que enchemos o AP dele de meninhas e demos as maiores festas, especialmente no Carnaval. As garotas pensavam que o apartamento era nosso (era um belo AP de 3 quartos ricamente mobiliados) e por conta disso, faziam a nossa propaganda e traziam outras. O incidente até que foi bom para nós - naquele tempo e para rapazes de 16 anos. Hoje, acho isso um caso de polícia e se soubesse denunciaria, tranqüilamente.

O que acontece por detrás dos muros dos orfanatos e seminários só eles sabem, os hipócritas.

Bom dia Ivo!

Realmente a tua experiência deixou-me de boca aberta, não pelos factos em si, pois hoje sabemos de todo o tipo de abusos que as crianças e adolescentes foram e são vítimas, mas por por ser um caso tão "perto" de mim.

Cá em Portugal, temos alguns casos muito graves, não só junto de instituições religiosas, mas também de outras, como é o caso "Casa Pia", que envolveu no seu processo figuras públicas, principalmente ligadas à política e televisão. Alguns foram presos, outros foram ilibados e continuam por aí alegremente. Agora surgiu-me a ideia de um elo com o poder económico: os pedófilos, a quem eram enviadas as crianças, de algum modo financiavam, pelo menos os guardas que facilitavam a saída das crianças. Vou averiguar se a Casa Pia ganhava diretamente alguma coisa com isso.

Eu também penso que este artigo é um tanto marginal aqui, no entanto, através dele poderá surgir outro que tenha mais a ver com os objetivos propostos. Na verdade ele está postado no blog desde 10 de janeiro deste ano e qualquer membro poderá discuti-lo se tiver interesse.

Abraços e super obrigada pelo teu relato!

Ivo S. G. Reis disse:

Bom texto, Luísa. Mas quero alertar duas coisinhas a você, ao Gilberto e aos demais: 1) Grupos são muiito bons, pois aproximam pessoas com afinidades. Mas têm um inconveniente quanto aos comentários: ficam restritos aos componentes do grupo e, assim, perdem muito o alcance e restringem a participação de outras pessoas que não sejam do grupo. Em conseqüência, um bom artigo pode muitas vezes ficar sem comentários ou pouquíssimos comentários; 2) este seu artigo, por exemplo, é muito bom, mas não se enquadra muito com as propostas e objetivos do grupo. Teria maior visibilidade nos fóruns ou nas mensagens de blog. Fiquem atentos!

Indo agora para o texto: Quando eu era jovem, conheci um famoso padre, desses que vivem em televisão divulgando a sua obre e pedindo doações,  e ele convidou eu e um amigo meu para visitarmoso orfanato que ele mantinha. Ofereceu-nos um lauto jantar, conversou sobre vários assuntos interessantes e como passava da meia-noite e não havia mais condução (ele armou isso), convidou-nos para dormir lá. De madrugada revelou-se: era uma bichona enrustida e passamos o maior sufoco, aí sim (naquela época), "rezando para o dia amanhecer". Nossa vontade era ir à televisão e desmascará-lo, mas até explicar que nada tivemos e resistimos aos seus ataques, ficaria a dúvida e a malícia na cabeça do povo e talvez passássemos até por mentirosos. Resolvcemos deixar para lá. Nessa época eu tinha 16 anos e já estava começando a mudar minha cabeça quanto às religiões.

Como gratidão por não denunciá-lo ele ofereceu-nos todos os tipos de mordomia: almoços gratuitos diários, refinadíssimos, num convento no centro do Rio de Janeiro, e as chaves de um apartamento mobiliado, vazio, que ficou à nossa disposição. Se insistissemos, talvez ele mandasse as freiras puladoras de cerca transar com a gente. jovens, é claro que enchemos o AP dele de meninhas e demos as maiores festas, especialmente no Carnaval. As garotas pensavam que o apartamento era nosso (era um belo AP de 3 quartos ricamente mobiliados) e por conta disso, faziam a nossa propaganda e traziam outras. O incidente até que foi bom para nós - naquele tempo e para rapazes de 16 anos. Hoje, acho isso um caso de polícia e se soubesse denunciaria, tranqüilamente.

O que acontece por detrás dos muros dos orfanatos e seminários só eles sabem, os hipócritas.

Gilberto, pelo que me pude aperceber quando fiz a pesquisa para este texto, os reais problemas contra os homossexuais só começam com a cristandade e com a universalidade da religião cristã e da difusão dos seus preconceitos, tal como a assimilação dessas normas cristãs por outras religiões. Não falo do judaísmo, pois ainda não tenho noção da sua real influência nesta questão.

Possivelmente se não fosse este preconceito ridículo, o mundo não estava tão superpovoado. A natureza é sábia, meu amigo, os seres humanos é que não lhe ligam nenhuma importância!

Abração!

Gilberto Vieira disse:

Luíza, este problema é como diz seu texto, muito antigo e apenas é um problema por conta do preconceito religioso.

Na Roma antiga, era uma honra para os soldados, terem relações com seus colegas de pelotão.

A homossexualidade passou a ser um crime, mas não trouxe nenhuma vantagem para a sociedade, mas o que chama a atenção é o fato de ser considerado "pecado" pela igreja de Roma e termos cada vez mais notícias de padres homossexuais. Me parece muito com aquela história da sujeira jogada embaixo do tapete.

Outro ponto negativo nesta questão é o fator consumo, pois se a maioria dos casais homos não tem filhos, a falta de gastos com as crianças acaba virando bens de consumo, onde um trabalho bem feito para captar este público, traria um lucro comercial importante.

Se a relação homossexual não tivesse sido criminalizada, principalmente pelas doutrinas Islâmicas, judaicas e cristãs, talvez não tivéssemos hoje tantos problemas de saúde pública gerados pela falta de informação e cautela daqueles que clandestinamente nunca foram o alvo de informações precisas para o bem estar e prevenção de doenças.

No final das contas, por esta omissão, toda a sociedade paga a conta, seja por ter um amigo e/ou parente doente, seja por perder um profissional produtivo seja por pagar impostos para manter o tratamento de saúde que poderia não ter sido requerido se pudessemos tratar deste assunto com mais clareza.

Hoje no Brasil, foi aprovada a lei que criminaliza o preconceito contra os homossexuais, incluindo os homo-afetivos. Já vi muito protesto de igrejas cristãs, que não concordam em dar aos participantes desta classe, os direitos de cidadania plena, ou seja, ainda resistem e em pleno século 21, continuam a pregar pensamentos e costumes da era medieval.

Este é um bom exemplo da má influencia da religião na sociedade, pregando o preconceito medieval e gerando mau estar.

Amigos, boa tarde!

Estive a pensar melhor e considerei que este texto está aqui francamente desenquadrado, uma vez que o grupo tomou um rumo temático mais específico, então vou retirá-lo da discussão.

Temos assuntos muito interessantes em cima da mesa. Vamos a eles!

Abraços.

Luísa,

Eu já conhecia este teu texto, muito bom por sinal. Como bem colocas, a questão da restrição à homossexualidade é cristã, mas nem por isso o próprio cristianismo se viu ou se vê livre dela. Maldita sina rsrs Na tentativa de explicar o inexplicável ou torná-lo mais palpável, como se possível fosse, falou-se até em opção sexual. Mas quem optou por nascer branco, negro ou amarelo, por exemplo? As coisas são o que são. Em sua ânsia de domínio, a inteligencia humana foi buscar amparo onde a natureza despreza, para justificar o injustificável. No fundo, só rindo mesmo.

Parabéns.

Cara Luísa,

o texto é excelente! Gostaria outrossim de apresentar o lado racional da questão, de um ponto de vista anatômico. Acontece que nós não somos quem queremos ser. Se assim fosse, todos seríamos pessoas lindas, boas, inteligentes e saudáveis. Todos somos o resultado imediato (sem apelar para a teoria da Evolução) de uma mistura de genes provenientes de nossos ancestrais. Nascemos, entretanto, com muitas características individuais, entre elas as impressões digitais e a constituição de nosso cérebro. As diversa pluralidade de nossas impressões digitais não nos trazem qualquer incômodo, mas com os nossos cérebros a situação é totalmente outra. Já há hoje muitos cientistas que consideram muito difícil determinar se existe uma fronteira entre a sanidade e a insanidade. Aliás, a sabedoria popular já diz há muito, que "de músico, poeta e louco todos nós temos um pouco".  

O que é o dom? O maestro de um coral onde canto comentou que se Deus lhe desse um dom, ele queria ter o dom de curar. As pessoas religiosas assim pensam, que o dom é dado por Deus; entretanto, o dom é o resultado da conformação dos lóbulos cerebrais. Não há dois cérebros iguais. Uma pessoa nasce com mais aptidão para a música, ou para a pintura, ou para a matemática, por exemplo, porque determinados pontos do cérebro são mais ativados nessas pessoas. Com as pessoas portadoras de distúrbios sexuais e mentais, ocorre a mesma coisa. Ninguém é canhoto, ou autista, ou homossexual porque quer! Já nasceu assim!

Os psicólogos, na ânsia de justificar os seus estudos, declaravam (não sei se o fazem ainda) que o homossexualismo é uma opção sexual e não uma doença. Bem, erraram redondamente na primeira e acertaram na segunda! Quando se pergunta a uma criança o que quer ser quando crescer, ela normalmente responde que quer ser médico, escritor, advogado, escritor, etc. Entretanto, há aqueles que respondem diferentemente. Por exemplo, soube de um caso de uma que declarou que queria ser "aposentado", isto porque o aposentado ganha sem precisar trabalhar. Agora, alguém já ouviu alguma criança dizer: "Eu quero ser viado!". Quero crer que não!

Então o homossexualismo não pode ser uma opção. Dependendo dos aspetos morais de quem esteja a julgar (normalmente religiosos), pode até ser considerada uma perversão, mas a grande verdade é que ninguém tem nada a ver com o que acontece entre quatro paredes, claro, desde que esteja havendo consentimento mútuo.

Não pretendo continuar discutindo esse tema sob esse ponto de vista, porque não sou médico. Deixo o espaço aberto para aqueles que tem esta competência. O que sei, devo a muitos livros que li. Um livro que eu indicaria para aqueles que queiram se aprofundar no assunto é: "O homem que confundiu sua mulher com um chapéu". O livro é seriíssimo e escrito por um neuro-cientista norte-americano, cujo nome não me recordo no momento, e trata de inúmeros distúrbios mentais, por exemplo, de irmãos autistas, de pessoas que ouvem ou que veem o que não existe, e um caso que me tocou profundamente foi o caso de um homem que tinha um distúrbio cerebral e matou sua namorada, sem ter consciência disso, e esse fato nunca lhe pesou na consciência, justamente por isso. Entretanto, um dia ele caiu da bicicleta, bateu com a cabeça e ficou bom! Aí é que começaram os seus problemas de consciência!

Bem espero que meus comentários abram uma nova janela para os demais companheiros. 

Um abração!

Puxa até o leão que achei tão macho dando uma de bichinha

nao sei explicar o porque acontece isto levando em conta que um dos motivos de macho e femea é a procriação e foi colocado o prazer no negócio para ficar mais interessante

os do mesmo sexo "talvez" sejam pessoas que nascem em corpos trocados "opinião  minha" dizem que tem hormonios sei lá que fazem com que haja atração pelo outro sexo

Bem animais se acasalarem sendo do mesmo sexo , vai lá, a gente ve cachorros por ai , mas me parece que a femea no cio tem algum hormonio lá que faz com que os machos fiquem alvoraçados, uma coisa interessante a respeito deste assunto é o caso das espécies não se misturarem, caso contrário nasceriam verdadeiras obras de arte , ja imaginaram : cruzamento do jacaré com um jabuti, ou um leão com um veado, cobra com largato, não seria isto uma prova da existencia de Deus????

Abuso Sexual , Pedofilia e os crimes de batina!

Olá, Luísa , excelente a sua opinião e fontes fornecidas, sobre o assunto. Obrigado por podermos compartilharar com os seus conhecimentos! E lembrando, Feuerbach:

“Sempre que a moralidade baseia-se na teologia, sempre que o correto torna-se dependente da autoridade divina, as coisas mais imorais, injustas e infames podem ser justificadas e estabelecidas”.

Recentemente no mundo todo , padres católicos foram denunciados e duramente criticados pela sociedade, por violarem o XI Mandamento de Deus. A imprensa divulgou milhares de  crimes contra abusos e tortura sexual de crianças e adolescentes. Nos Estados Unidos da América, foram 4392 casos denunciados. Só 14,32% foram levados à polícia conforme o relatório Jonh Jay. O resto do assunto morreu dentro das dioceses, acobertados pelos líderes. Como por exemplo o cardeal Bernard Law. Contra os sacerdotes católicos, por esses tipos de crimes entre 1950 e 2002,  a arquidiocese de Boston foi condenada  a pagar US$ 85 milhões  a 552 vítimas. Em Los Angeles ela desembolsou US$ 600 milhões, para 500 pessoas molestadas pelos sacerdotes.  Na Áustria o cardeal Hans Hermann Gröer, chefe da Igreja de seu país, foi afastado. Na Austrália muitos foram afastados dos cargos nos últimos anos após as acusações de pedofilia. Muitos países tiveram problemas como, Alemanha, Austrália, Espanha, França, Inglaterra, Canadá, Suiça, Holanda e Brasil.
         Na Irlanda do Norte, os tribunais decidiram que a igreja como instituição é tão responsável quanto os padres pelos crimes que eles cometeram. No ano passado, 14700 crianças irlandesas receberam um total de 1,3 bilhão de euros em indenizações por terem sofrido Violência sexuais nas mãos dos padres, vítimas por abusos sexuais. Muitas dessas denuncias resultaram em condenações com acordo entre a instituição e os queixosos. Foram indenizadas pelo Vaticano em milhões de dólares onde mais de cinco padres estiveram envolvidos.
       

Como pode uma instituição religiosa, durante tantos e tantos anos, abrigar pederastas sádicos, desajustados, torturadores perversos e criminosos de batina ? A quem os seus pais confiaram o ensino da religião dos seus filhos que de religioso não tinha nada? Os milhões de dólares que  a Igreja pagou, jamais serão suficientes para reparar o mal causado!
Após investigações levadas a cabo, ficou provado que alguns bispos, abafavam os casos e transferiram diversas vezes os padres suspeitos de abuso em detrimento de medidas mais drásticas. 
 O atual papa Bento XVI, deu ordens expressas aos bispos, para não transmitirem informações às autoridades oficiais. Em visita aos EUA afirmou ter “vergonha profunda” por aqueles atos.
      

Existem também casos em outras religiões.Nos EUA a Igreja dos Mórmons Fundamentalista, um dos ramos dissidente dos mórmons. Seu líder foi preso por abuso sexual em crianças. No Sri Lanka um monge budista se matou após ser condenado a 20 de prisão por pedofilia. Nos EUA, um rabino de Nova York foi preso em 2006, acusado de molestar crianças, mas nada comparado com o monopólio dos escândalos sexuais da Igreja Católica.

Conforme pesquisa realizada sobre como anda a vida dos padres católicos, foi revelado que mais de 40% dos presbíteros já tiveram relações sexuais com mulheres. Deveriam deixar o sacerdócio para constituir família. Existem devido à frustração, milhares que largam a batina e os votos sacerdotais a cada ano para casar e ter filhos.
Existem denúncias de casos em que até dentro do Vaticano existe uma comunidade gay, com chefões da igreja fazendo sexo sadomasoquista. Muitos devem ter assistido às imagens de uma câmera escondida que um jornalista gravou colocado dentro do Vaticano. Eles haviam se conhecido em um  chat de sadomasoquismo, na TV. Aparecem  as imagens do monsenhor Tomasso Stenico, alto funcionário da Congregação para o Clero Dizendo: “Você é muito gostoso...”, estão lembrados desse flagrante ?

 O escritor e cronista de O Globo, Arnaldo Jabor, relembrando a infância num colégio de padres em “Amor é prosa sexo é poesia”:
No velho colégio de padres onde estudei, a entrada dos alunos já era um desfile de velada pedofilia. O padre-reitor – ahh...tempos antigos de batinas negras, rosários nas mãos, panos roxos nos ombros, tristeza infinita nas clausuras – postava-se imóvel, na porta do colégio, numa pose severa, com os braços erguidos e as mãos oferecidas para os alunos que chegavam. Passavam por ele duas fileiras de dezenas de meninos, beijando servilmente suas mãos abençoadas. Havia algo de vadiagem naquilo, aquela negra batina imóvel, divina, como um manequim, as mãos beijadas com chilreios e devoção por mais de 500 meninos de calças curtas”.

E mais, sobre  um passado recente, em outra ocasião Jabor declarou:

“O padre parecia nervoso e começou a criticar meu cabelo, despenteado, eriçado. Pegou o pente e me penteou com mãos trêmulas e de repente me agarrou e me deu um beijo na boca.”

Há outros, que largam os filhos, mas não largam a batina. Por que , num ambiente que prega a castidade e a retidão moral, isso acontece tanto ? Nos ensinamentos morais e éticos a fé cristã, diz que: Não faça a outro, o que não queres que façam a ti !  Seria  falta de crença nos ensinamentos divinos? Um criminoso de batina se aproveita do poder e é figura respeitável no seu círculo social. Quando padres que dedicam a sua vida para fazer o bem, cometem crimes hediondos e se comportam muito mal, como fica a moral , a ética a reputação da Igreja e dos representantes de Deus ? Sacerdotes, predadores desprezíveis, destruidores da vida, provocam no povo a falta de fé. Atos escandalosos que fazem os homens cair, ao invés de seguirem o caminho da religião. A criança molestada passa a ser um adulto infeliz e muitas vezes neurótico e também num outro predador sexual.

A pedofilia na Igreja também é conseqüência direta do celibato. É óbvio que se a força máxima da vida é esmagada, a Igreja, vira uma máquina de perversões e de homossexualismo, visível em qualquer internato religioso. Ensinar celibato é contra a natureza, pois as pessoas mais criativas são as pessoas mais sexuais. Colocar monges em monastérios e freiras em lugares separados não permitindo que eles se encontrem é criar o homossexualismo, é criar o lesbianismo. A pedofilia não está só na carne do jovem assediado. A pedofilia é mais geral, abstrata, no prazer do domínio sobre os corpos e a mente dos mais fracos, jovens ovelhas, que são obrigadas a jurar, perante Jesus  Cristo e pastores de Deus. A Igreja insiste com a pregação de abstinência sexual que sabem ser impossível, entre os que fazem voto de celibato vitalício.          

 Celibato, se tornar eunuco, não casar, viver sem desejo e não realizar sexo para o resto da vida até é possível dizem os psicoterapeutas sexuais e certamente  existem muitos religiosos que vivem felizes dessa maneira por  motivos pessoais, ora por motivos religiosos. ´E  preciso assumir o compromisso de permanecer solteiro, celibatário e casto pelo resto da vida. Ter um projeto de vida,  encontrando ali a sua realização, o equilíbrio. Mas, em muitas religiões não é uma imposição, uma “prisão perpétua”, mas sim uma opção.
       No inicio da Idade Média houve pontífices casados e no final desse período alguns deles tinham amantes. O Papa Santo Hormidas, que morreu em 523, era o pai do Papa São Silvério (537). Durante a Renascença e no período seguinte, alguns papas “tios” criavam “sobrinhos cardeais” que, por fim, eram eleitos por direito próprio. Quando os clérigos tinham filhos, eles eram bastardos e eram criados em monastérios, para tornarem-se sacerdotes. O mais famoso, o papa Alexandre VI, envenenava os inimigos e depois lhes abençoava as almas. César Bórgia, seu filho, matou seu irmão mais velho, seu cunhado e inúmeras outras pessoas, apunhalando-os quando os abraçava, como um legítimo discípulo de Maquiavel ou  envenenava seus convidados oferecendo-lhes o pão de sua mesa. 
Não se casam, será que é para estarem mais disponíveis para atender as pessoas que os procuram ou guardar melhor os segredos de confissão ? Estes homens não podem se apaixonar para poder viver o amor de Jesus, Deus e seu rebanho ? Ou será o medo de que os recursos do clero sejam usados com sua esposa e filhos ? Nada disso procede! Serão vitimas de seus pecados, escândalos, desvios de personalidade e sua vocação nunca será verdadeira para dispensar os mistérios de Deus e funcionários do sagrado.
       Na verdade, antes que houvesse igreja, houve família, e os sacerdotes do antigo testamento, só eram admitidos se fossem casados, bons maridos, bons pais. A natureza humana aponta para uma vida a dois. No início do cristianismo os padres podiam casar e ter filhos, com o passar do tempo começaram a defender o celibato (não ter relação amorosa). Mas o pontífice Alexandre VI teve nove filhos com três mulheres diferentes e não escondia sua atração por sua amante Giulia. Isto, sim posso chamar de pecado da luxúria, além ser de ser um papa cheio de “infalibilidade”.
Bento XVI, prega a castidade (que seria uma virtude) não só entre os sacerdotes, mas entre os fiéis antes do casamento, também. Ou seja, todo homem só deveria fazer sexo para se reproduzir.
         

Rabinos, pastores protestantes, budistas, maronitas, muçulmanos, xintoístas,  com algumas exceções, todos casam e os pobres padres trêmulos de desejos cometendo seus pecados. As outras religiões continuam aumentando o seu rebanho de fiéis. Crescem e agradecem. Sou a favor que  sacerdotes casem, só não consigo imaginar é a vida de um padre casado, cuidando do lar. Imaginem a cena, ela agora mulher do padre, morena, seios fartos, fogosa, ex-dançarina arrependida, beata, ex-amante do pároco, acendedora de velas no altar e agora de fogo na cama. E quando ele chegar tarde em casa, já imaginaram a esposa reclamando e desconfiando, fazendo cenas de ciúmes. Pensaria ela que ele tenha ficado ouvindo aquelas sacanagens no confessionário? Ciúmes da outra “santinha” que beija as suas mãos na sacristia ou daquela que vai a missa metade dos seios de fora e vestindo saia curta  no que isso daria ?
      Falando em mulheres, existe a proibição definitiva da igreja católica  de não admiti-las à ordenação sacerdotal, alegando que devido à doutrina de sucessão apostólica os padres e bispos são os sucessores dos Apóstolos. Jesus Cristo escolheu apenas homens para seu grupo de apóstolos (existe controvérsia, se considerarmos Maria Madalna). Esse dogma irreformável da igreja, e “infalível” está sendo contestado e atingiu o coração da igreja.
     

Existem também os casos de abusos de padres contra mulheres . Uma compilação deles está no estudo e conteúdo explosivo, feito  pela socióloga Regina Soares Jukewicz, que trabalhou durante 8 anos no Instituto de Teologia da Diocese de Santo André em São Paulo, chamado: Desvendando a Política do Silêncio: Abuso Sexual de Mulheres por Padres Brasileiros.

O problema da Igreja em condenar o Sexo antes do casamento,  que segundo ela é porque instrumento “divino e abençoado” por Deus, que concede aos casais de namorados o poder da vida e porque precisa da devida benção  “divina”, que é dada no ato do casamento. Isto, quer dizer que, nada de Sexo, antes. Somente após com o “testemunho” no altar com a “benção” da autoridade competente o assessor do Divino.

A Igreja insiste com a pregação de abstinência sexual, embora saiba  ser impossível. Entre os que fizeram voto de celibato vitalício, dos 400 mil padres no mundo, 150 mil abandonaram a batina, para casar e buscar outras ordens religiosas. Há o caso do padre mexicano Dagoberto Arriaga. Sua fuga do celibato lhe rendeu 55 anos de cadeia. Ele matou seu próprio filho em 2005.
 O Vaticano alega que o celibato é questão fechada e não está em discussão. Isso explica plenamente, a queda em especial da igreja católica, maioria neste país. 
 Já eu acho que, todos os governos do mundo deveriam declarar o celibato um crime, e qualquer pessoa que prega o celibato deveria ser preso imediatamente.
 

É muito estranho para nós que Deus tenha "criado" o sexo e seus representantes sejam contra. Embora não me surpreenda, quando leio algumas sacanagens relatadas na Bíblia, como em

Gênesis 19:31. Após a destruição de Sodoma, os únicos sobreviventes eram Ló e suas duas filhas. As filhas de Lot embebedaram o pai e tiveram com ele a noite mais incestuosa da Bíblia. Em Gênesis 6:2, os anjos do Senhor tiveram chamegos ilícitos, com mulheres mortais. “Vendo os filhos de Deus que as filhas dos homens eram formosas, tomaram-nas como mulheres, tantas quanto desejarem”. Em Gênesis 38:9, o hebreu Onã casou com a viúva de seu irmão, mas não conseguia fazer sexo com ela – preferia o prazer solitário. Do nome dele vem o termo “onanismo”, que significa masturbação.  Em Ezequiel 23:20. A Bíblia diz que os antigos egípcios eram muito bem-dotados. Após a fuga para Canaã, a judia Ooliba tem saudades dos tempos em que se prostituía no Egito. Tudo porque “seus amantes (...) ejaculavam como cavalos”. Em Cânticos 7:7, o Cântico dos Cânticos, atribuído ao rei Salomão, é altamente erótico. Um dos trechos: “Teu corpo é como palmeira, e teus seios, como cachos de uvas”.
Na evolução da Bíblia, foram aparecendo vários trechos machistas e suspeitos. È o caso de uma passagem atribuída ao apóstolo Paulo “A mulher aprenda(...) com toda a sujeição. Não permito à mulher que ensine, nem que tenha domínio sobre o homem (...) porque Adão foi formado primeiro, e depois Eva”. É provável que Paulo jamais tenha escrito essas palavras, porque na época em que ele viveu, o cristianismo não pregava a submissão da mulher. Acredita-se que essa parte tenha sido adicionada por algum escriba por volta do século 2.

O pior característico da religião cristã, é sua atitude para com o sexo – uma atitude tão mórbida e tão contrária à natureza que só pode ser compreendida quando  considerada em relação com a enfermidade do mundo civilizado ao tempo em que o Império Romano estava em decadência. E não é somente quanto ao que se refere ao procedimento sexual, mas também quanto ao que diz respeito ao conhecimento relativo aos assuntos sexuais, que a atitude dos cristãos é perigosa para o bem-estar humano, para a saúde física e mental. Afirmando que as pessoas devem ser celibatárias. Quem puder compreender, compreenda !

 

Oiced

muito boa suas colocações, não sei o porque dos padres terem esta história ai de celibato , quem sabe seria bom uma castração química ja que querem isto rsrsr quem sabe assim não abusariam das crianças

só uma contribuição ref a um texto que colocou sobre ezequiel fui la conferir pois me chamou a atenção

tem mesmo uma história lá de uma comparação com um jumento e com um cavalo urinando no dicionário biblico  diz tratar-se de uma parabola , mas não deixa de ser meia "estranha"  esta comparação

[Sua Barraca] Na parábola de Ez 23, a mulher que representa Samaria, o Reino do Norte. Ela e sua irmã OOLIBA, que representa Jerusalém e o Reino do Sul, foram acusadas de serem infiéis a Javé.

Geniais seus comentários! Parabéns!

Oiced Mocam disse:

Abuso Sexual , Pedofilia e os crimes de batina!

Olá, Luísa , excelente a sua opinião e fontes fornecidas, sobre o assunto. Obrigado por podermos compartilharar com os seus conhecimentos! E lembrando, Feuerbach:

“Sempre que a moralidade baseia-se na teologia, sempre que o correto torna-se dependente da autoridade divina, as coisas mais imorais, injustas e infames podem ser justificadas e estabelecidas”.

Recentemente no mundo todo , padres católicos foram denunciados e duramente criticados pela sociedade, por violarem o XI Mandamento de Deus. A imprensa divulgou milhares de  crimes contra abusos e tortura sexual de crianças e adolescentes. Nos Estados Unidos da América, foram 4392 casos denunciados. Só 14,32% foram levados à polícia conforme o relatório Jonh Jay. O resto do assunto morreu dentro das dioceses, acobertados pelos líderes. Como por exemplo o cardeal Bernard Law. Contra os sacerdotes católicos, por esses tipos de crimes entre 1950 e 2002,  a arquidiocese de Boston foi condenada  a pagar US$ 85 milhões  a 552 vítimas. Em Los Angeles ela desembolsou US$ 600 milhões, para 500 pessoas molestadas pelos sacerdotes.  Na Áustria o cardeal Hans Hermann Gröer, chefe da Igreja de seu país, foi afastado. Na Austrália muitos foram afastados dos cargos nos últimos anos após as acusações de pedofilia. Muitos países tiveram problemas como, Alemanha, Austrália, Espanha, França, Inglaterra, Canadá, Suiça, Holanda e Brasil.
         Na Irlanda do Norte, os tribunais decidiram que a igreja como instituição é tão responsável quanto os padres pelos crimes que eles cometeram. No ano passado, 14700 crianças irlandesas receberam um total de 1,3 bilhão de euros em indenizações por terem sofrido Violência sexuais nas mãos dos padres, vítimas por abusos sexuais. Muitas dessas denuncias resultaram em condenações com acordo entre a instituição e os queixosos. Foram indenizadas pelo Vaticano em milhões de dólares onde mais de cinco padres estiveram envolvidos.
       

Como pode uma instituição religiosa, durante tantos e tantos anos, abrigar pederastas sádicos, desajustados, torturadores perversos e criminosos de batina ? A quem os seus pais confiaram o ensino da religião dos seus filhos que de religioso não tinha nada? Os milhões de dólares que  a Igreja pagou, jamais serão suficientes para reparar o mal causado!
Após investigações levadas a cabo, ficou provado que alguns bispos, abafavam os casos e transferiram diversas vezes os padres suspeitos de abuso em detrimento de medidas mais drásticas. 
 O atual papa Bento XVI, deu ordens expressas aos bispos, para não transmitirem informações às autoridades oficiais. Em visita aos EUA afirmou ter “vergonha profunda” por aqueles atos.
      

Existem também casos em outras religiões.Nos EUA a Igreja dos Mórmons Fundamentalista, um dos ramos dissidente dos mórmons. Seu líder foi preso por abuso sexual em crianças. No Sri Lanka um monge budista se matou após ser condenado a 20 de prisão por pedofilia. Nos EUA, um rabino de Nova York foi preso em 2006, acusado de molestar crianças, mas nada comparado com o monopólio dos escândalos sexuais da Igreja Católica.

Conforme pesquisa realizada sobre como anda a vida dos padres católicos, foi revelado que mais de 40% dos presbíteros já tiveram relações sexuais com mulheres. Deveriam deixar o sacerdócio para constituir família. Existem devido à frustração, milhares que largam a batina e os votos sacerdotais a cada ano para casar e ter filhos.
Existem denúncias de casos em que até dentro do Vaticano existe uma comunidade gay, com chefões da igreja fazendo sexo sadomasoquista. Muitos devem ter assistido às imagens de uma câmera escondida que um jornalista gravou colocado dentro do Vaticano. Eles haviam se conhecido em um  chat de sadomasoquismo, na TV. Aparecem  as imagens do monsenhor Tomasso Stenico, alto funcionário da Congregação para o Clero Dizendo: “Você é muito gostoso...”, estão lembrados desse flagrante ?

 O escritor e cronista de O Globo, Arnaldo Jabor, relembrando a infância num colégio de padres em “Amor é prosa sexo é poesia”:
No velho colégio de padres onde estudei, a entrada dos alunos já era um desfile de velada pedofilia. O padre-reitor – ahh...tempos antigos de batinas negras, rosários nas mãos, panos roxos nos ombros, tristeza infinita nas clausuras – postava-se imóvel, na porta do colégio, numa pose severa, com os braços erguidos e as mãos oferecidas para os alunos que chegavam. Passavam por ele duas fileiras de dezenas de meninos, beijando servilmente suas mãos abençoadas. Havia algo de vadiagem naquilo, aquela negra batina imóvel, divina, como um manequim, as mãos beijadas com chilreios e devoção por mais de 500 meninos de calças curtas”.

E mais, sobre  um passado recente, em outra ocasião Jabor declarou:

“O padre parecia nervoso e começou a criticar meu cabelo, despenteado, eriçado. Pegou o pente e me penteou com mãos trêmulas e de repente me agarrou e me deu um beijo na boca.”

Há outros, que largam os filhos, mas não largam a batina. Por que , num ambiente que prega a castidade e a retidão moral, isso acontece tanto ? Nos ensinamentos morais e éticos a fé cristã, diz que: Não faça a outro, o que não queres que façam a ti !  Seria  falta de crença nos ensinamentos divinos? Um criminoso de batina se aproveita do poder e é figura respeitável no seu círculo social. Quando padres que dedicam a sua vida para fazer o bem, cometem crimes hediondos e se comportam muito mal, como fica a moral , a ética a reputação da Igreja e dos representantes de Deus ? Sacerdotes, predadores desprezíveis, destruidores da vida, provocam no povo a falta de fé. Atos escandalosos que fazem os homens cair, ao invés de seguirem o caminho da religião. A criança molestada passa a ser um adulto infeliz e muitas vezes neurótico e também num outro predador sexual.

A pedofilia na Igreja também é conseqüência direta do celibato. É óbvio que se a força máxima da vida é esmagada, a Igreja, vira uma máquina de perversões e de homossexualismo, visível em qualquer internato religioso. Ensinar celibato é contra a natureza, pois as pessoas mais criativas são as pessoas mais sexuais. Colocar monges em monastérios e freiras em lugares separados não permitindo que eles se encontrem é criar o homossexualismo, é criar o lesbianismo. A pedofilia não está só na carne do jovem assediado. A pedofilia é mais geral, abstrata, no prazer do domínio sobre os corpos e a mente dos mais fracos, jovens ovelhas, que são obrigadas a jurar, perante Jesus  Cristo e pastores de Deus. A Igreja insiste com a pregação de abstinência sexual que sabem ser impossível, entre os que fazem voto de celibato vitalício.          

 Celibato, se tornar eunuco, não casar, viver sem desejo e não realizar sexo para o resto da vida até é possível dizem os psicoterapeutas sexuais e certamente  existem muitos religiosos que vivem felizes dessa maneira por  motivos pessoais, ora por motivos religiosos. ´E  preciso assumir o compromisso de permanecer solteiro, celibatário e casto pelo resto da vida. Ter um projeto de vida,  encontrando ali a sua realização, o equilíbrio. Mas, em muitas religiões não é uma imposição, uma “prisão perpétua”, mas sim uma opção.
       No inicio da Idade Média houve pontífices casados e no final desse período alguns deles tinham amantes. O Papa Santo Hormidas, que morreu em 523, era o pai do Papa São Silvério (537). Durante a Renascença e no período seguinte, alguns papas “tios” criavam “sobrinhos cardeais” que, por fim, eram eleitos por direito próprio. Quando os clérigos tinham filhos, eles eram bastardos e eram criados em monastérios, para tornarem-se sacerdotes. O mais famoso, o papa Alexandre VI, envenenava os inimigos e depois lhes abençoava as almas. César Bórgia, seu filho, matou seu irmão mais velho, seu cunhado e inúmeras outras pessoas, apunhalando-os quando os abraçava, como um legítimo discípulo de Maquiavel ou  envenenava seus convidados oferecendo-lhes o pão de sua mesa. 
Não se casam, será que é para estarem mais disponíveis para atender as pessoas que os procuram ou guardar melhor os segredos de confissão ? Estes homens não podem se apaixonar para poder viver o amor de Jesus, Deus e seu rebanho ? Ou será o medo de que os recursos do clero sejam usados com sua esposa e filhos ? Nada disso procede! Serão vitimas de seus pecados, escândalos, desvios de personalidade e sua vocação nunca será verdadeira para dispensar os mistérios de Deus e funcionários do sagrado.
       Na verdade, antes que houvesse igreja, houve família, e os sacerdotes do antigo testamento, só eram admitidos se fossem casados, bons maridos, bons pais. A natureza humana aponta para uma vida a dois. No início do cristianismo os padres podiam casar e ter filhos, com o passar do tempo começaram a defender o celibato (não ter relação amorosa). Mas o pontífice Alexandre VI teve nove filhos com três mulheres diferentes e não escondia sua atração por sua amante Giulia. Isto, sim posso chamar de pecado da luxúria, além ser de ser um papa cheio de “infalibilidade”.
Bento XVI, prega a castidade (que seria uma virtude) não só entre os sacerdotes, mas entre os fiéis antes do casamento, também. Ou seja, todo homem só deveria fazer sexo para se reproduzir.
         

Rabinos, pastores protestantes, budistas, maronitas, muçulmanos, xintoístas,  com algumas exceções, todos casam e os pobres padres trêmulos de desejos cometendo seus pecados. As outras religiões continuam aumentando o seu rebanho de fiéis. Crescem e agradecem. Sou a favor que  sacerdotes casem, só não consigo imaginar é a vida de um padre casado, cuidando do lar. Imaginem a cena, ela agora mulher do padre, morena, seios fartos, fogosa, ex-dançarina arrependida, beata, ex-amante do pároco, acendedora de velas no altar e agora de fogo na cama. E quando ele chegar tarde em casa, já imaginaram a esposa reclamando e desconfiando, fazendo cenas de ciúmes. Pensaria ela que ele tenha ficado ouvindo aquelas sacanagens no confessionário? Ciúmes da outra “santinha” que beija as suas mãos na sacristia ou daquela que vai a missa metade dos seios de fora e vestindo saia curta  no que isso daria ?
      Falando em mulheres, existe a proibição definitiva da igreja católica  de não admiti-las à ordenação sacerdotal, alegando que devido à doutrina de sucessão apostólica os padres e bispos são os sucessores dos Apóstolos. Jesus Cristo escolheu apenas homens para seu grupo de apóstolos (existe controvérsia, se considerarmos Maria Madalna). Esse dogma irreformável da igreja, e “infalível” está sendo contestado e atingiu o coração da igreja.
     

Existem também os casos de abusos de padres contra mulheres . Uma compilação deles está no estudo e conteúdo explosivo, feito  pela socióloga Regina Soares Jukewicz, que trabalhou durante 8 anos no Instituto de Teologia da Diocese de Santo André em São Paulo, chamado: Desvendando a Política do Silêncio: Abuso Sexual de Mulheres por Padres Brasileiros.

O problema da Igreja em condenar o Sexo antes do casamento,  que segundo ela é porque instrumento “divino e abençoado” por Deus, que concede aos casais de namorados o poder da vida e porque precisa da devida benção  “divina”, que é dada no ato do casamento. Isto, quer dizer que, nada de Sexo, antes. Somente após com o “testemunho” no altar com a “benção” da autoridade competente o assessor do Divino.

A Igreja insiste com a pregação de abstinência sexual, embora saiba  ser impossível. Entre os que fizeram voto de celibato vitalício, dos 400 mil padres no mundo, 150 mil abandonaram a batina, para casar e buscar outras ordens religiosas. Há o caso do padre mexicano Dagoberto Arriaga. Sua fuga do celibato lhe rendeu 55 anos de cadeia. Ele matou seu próprio filho em 2005.
 O Vaticano alega que o celibato é questão fechada e não está em discussão. Isso explica plenamente, a queda em especial da igreja católica, maioria neste país. 
 Já eu acho que, todos os governos do mundo deveriam declarar o celibato um crime, e qualquer pessoa que prega o celibato deveria ser preso imediatamente.
 

É muito estranho para nós que Deus tenha "criado" o sexo e seus representantes sejam contra. Embora não me surpreenda, quando leio algumas sacanagens relatadas na Bíblia, como em

Gênesis 19:31. Após a destruição de Sodoma, os únicos sobreviventes eram Ló e suas duas filhas. As filhas de Lot embebedaram o pai e tiveram com ele a noite mais incestuosa da Bíblia. Em Gênesis 6:2, os anjos do Senhor tiveram chamegos ilícitos, com mulheres mortais. “Vendo os filhos de Deus que as filhas dos homens eram formosas, tomaram-nas como mulheres, tantas quanto desejarem”. Em Gênesis 38:9, o hebreu Onã casou com a viúva de seu irmão, mas não conseguia fazer sexo com ela – preferia o prazer solitário. Do nome dele vem o termo “onanismo”, que significa masturbação.  Em Ezequiel 23:20. A Bíblia diz que os antigos egípcios eram muito bem-dotados. Após a fuga para Canaã, a judia Ooliba tem saudades dos tempos em que se prostituía no Egito. Tudo porque “seus amantes (...) ejaculavam como cavalos”. Em Cânticos 7:7, o Cântico dos Cânticos, atribuído ao rei Salomão, é altamente erótico. Um dos trechos: “Teu corpo é como palmeira, e teus seios, como cachos de uvas”.
Na evolução da Bíblia, foram aparecendo vários trechos machistas e suspeitos. È o caso de uma passagem atribuída ao apóstolo Paulo “A mulher aprenda(...) com toda a sujeição. Não permito à mulher que ensine, nem que tenha domínio sobre o homem (...) porque Adão foi formado primeiro, e depois Eva”. É provável que Paulo jamais tenha escrito essas palavras, porque na época em que ele viveu, o cristianismo não pregava a submissão da mulher. Acredita-se que essa parte tenha sido adicionada por algum escriba por volta do século 2.

O pior característico da religião cristã, é sua atitude para com o sexo – uma atitude tão mórbida e tão contrária à natureza que só pode ser compreendida quando  considerada em relação com a enfermidade do mundo civilizado ao tempo em que o Império Romano estava em decadência. E não é somente quanto ao que se refere ao procedimento sexual, mas também quanto ao que diz respeito ao conhecimento relativo aos assuntos sexuais, que a atitude dos cristãos é perigosa para o bem-estar humano, para a saúde física e mental. Afirmando que as pessoas devem ser celibatárias. Quem puder compreender, compreenda !

 

RSS

Sobre

Badge

Carregando...

Leia Isto!

Traduzir para/Translate to:


Visualizações

contador de visitas online

Se esta é a sua 1ª visita ou se passou por aqui, mas não quis comentar nem publicar nada, assine o nosso livro de visitas!

Irreligiosos.ning.com website reputation

Recados Rápidos

 

 

Links Indicados

Sites da Rede DDD: . . . . . . .Logo Rede DDD Acessar links dos sites Baú do Inexplicado Outros:
visit Skeptic.com

Sociedade Racionalista

ComunidadeO Outro Lado das ReligiõesBULE VOADORInternet Infidels Visitar o Observatório

GeraLinks

Badges do Irreligiosos

Nosso badge no seu blog:

Link o Irreligiosos


(Clique aqui para saber como!)


Enquete Jesus Cristo


Sua opinião sobre Jesus Cristo:
Acesse o post de apoio;

----------------
Acesse a nossa página PESQ para responder à enquete.

 


Notícias Cristãs

Atenção: As notícias aqui divulgadas não são nossas recomendações e são veiculadas apenas para informar os últimos acontecimentos e eventos do cristianismo.

(Se a exibição falhar, não é culpa nossa e sim do Widget. Não se preocupem, elas voltam depois)

Por Gospel+ - Gospel+ Noticias

Grupos

Principais Colaboradores

Abaixo, destacamos (em ordem alfabética) a 4ª lista dos nossos  mais eminentes e constantes colaboradores:

  • Alfredo Bernacchi
  • Assis Utsch
  • Carlos Dosivan
  • Divina J. Scarpim
  • Erijosé Oliveira
  • Gilberto Vieira
  • Jorge O. Almeida
  • Luísa L.
  • Márcia Zaros
  • Marilda Oliveira
  • Oiced Mocam
  • Paulo Luiz  
  • Paulo Rosas 
  • Rafael Rocha
  • Sergio M. Rangel

© 2017   Criado por Ivo S. G. Reis.   Ativado por

Badges  |  Relatar um incidente  |  Termos de serviço