Irreligiosos

Se você não sabe, aceita e não questiona, embota-se e acaba virando crente.

Não temos nada com isso ou pode mesmo a política regular o comportamento sexual das pessoas?

Este tópico não é meu. Foi-nos enviado pelo colega Alfredo Bernacchi, pedindo que fosse encaixado na seção que fosse julgada mais adequada. Como o grupo "Política" acabou de ser criado e estando o assunto de certa forma ligado à política, que agora tenta produzir leis para regular e tentar dizer o que é certo ou errado na opção sexual das pessoas, pareceu-se ser aqui um bom lugar para publicar a discussão. O problema é que se o colega Alfredo quiser ele próprio comentar o seu tema, terá de filiar-se ao grupo (o convite já foi enviado). Segue a discussão:

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TEMOS NADA COM ISSO!

A Natureza não é perfeita. Quem ainda não sabe disso? Tire como exemplo as árvores. Várias são as espécies, e conforme caem em terra boa ou má, crescem mais ou menos, e mesmo as que foram geradas do mesmo fruto, são diferentes. Veja pelos frutos. "Bananas" maiores e menores, mais retas, mais tortas. As sementes de umas, geram plantas novas outras apodrecem na terra. São várias as espécies, e dentro da cada espécie tem diferenciações trazidas pela própria Natureza, melhor dizendo, misteriosas para nós, mas são fatos, nossos conhecidos.

Os homens também não escapam dessa diferenciação. Somos diferentes em função do clima e a região geográfica na qual nascemos e vivemos. Negros, asiáticos, índios, brancos, vermelhos, altos, baixos... Somos diferentes em função da saúde de nossos pais reprodutores, suas doenças e seus defeitos congênitos, e também não estamos excluídos das falhas da Natureza, haja vista que a consanguinidade é prejudicial a prole de um casal. Parentes de primeiro e segundo graus, não devem se acasalar e gerar filhos.

Seres humanos nascem grudados (siameses), sem cérebro, com deficiências mentais, com Síndrome de Down, hermafroditas (com os dois sexos completos no mesmo corpo) e os que chamamos de gays e lésbicas, cujos corpos se confundem entre o macho e a fêmea, e os hormônios desequilibrados, geram maior confusão ainda.

O que devemos fazer com esses seres humanos, de todos os exemplos que eu dei acima? Matar? Jogar na vala e incinerar? Fuzilá-los em praça pública porque não são perfeitos? Porque são umas degenerações da Natureza, embora comuns à própria natureza? Devemos confiná-los em locais reservados, de onde não possam sair para se relacionar com os demais, para que não procriem e não repassem geneticamente essa mutação? Tratá-los como doentes contagiosos, sem cura, como se todos fossem aidéticos, alijando-os totalmente do convívio social comum?

Ou devemos tratá-los com maior atenção, carinho, consideração e respeitando a suas diferenças?

Não é assim que tratamos os que têm Síndrome de Down? Não é assim que tratamos irmãos siameses? Não é assim que tratamos os que têm problemas mentais de nascença? Por que não aos que têm um desequilíbrio genético de natureza sexual?

Eles nascem em corpo de homem, mas com hormônios de mulher em demasia! Ou nascem com corpo de mulher, mas com hormônios masculinos acentuados! Ou nascem com corpo misturado de homem e mulher, mais pra lá ou mais pra cá, não faz diferença. Eles são diferentes, mas não são contagiosos.

Acho que eles têm direito a vida, assim como, as mesmas obrigações que todos nós temos na sociedade, de acordo com as características de cada um, mas igualmente têm direito à felicidade, à paz, à atenção, à amizade, ao carinho, ao amor, como qualquer outro. Eles estão aí e não são nocivos ou prejudiciais, tanto que está cheio de casos de relacionamentos entre esses e os ditos perfeitos. Por que? Porque mesmo como excepcionais, eles são capazes de viver, construir, amar, ter prazer e dar prazer. Seja do jeito deles! Como for possível a eles! Eles não são perfeitos, mas são naturais. Criados pela mesma Natureza que nos criou. Cabe a nós entender isso e tratá-los como iguais, na proporção do que seja possível a eles. Seres humanos. Não podemos cobrar de um rapaz com Síndrome de Down, que seja um excelente matemático, ou um atleta olímpico, como não podemos cobrar de um gay, que tenha os mesmos sentimentos, potências e atrações sexuais, conforme nós achamos que deveria ser o correto. Porque eles são diferentes! Pequenas e sutis diferenças que não os desmerecem na nossa sociedade como seres humanos. Muitos com sentimentos e qualidades morais e físicas até superiores à nossa! E os relacionamentos afetivos deles? TEMOS NADA COM ISSO! Caramba! Cada um que cuide da sua vida!...

Alfredo Bernacchi

 

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Respostas a este tópico

Depoimento:

Então Ivan, vou lhe contar uma história com “H” maiúscula. Um fato que aconteceu na minha família, com dois filhos universitários e muito bem criados (graças a nenhum Deus, rsr).

Casado sempre com a mesma esposa, mulher amorosa, batalhadora, inteligente, companheira, brilhante, tipo “mãe judia” simplesmente exemplar. Que quando mais nova fugia das procissões religiosas e confissões, que já conhecia a hipocrisia dos padres do interior.

Embora tenha tido a minha crise conjugal (ela no início era muito ciumenta, autoritária e possessiva), na “idade do lobo”, e tenha trocado a mesma por outra mais nova, por curto período. Nesse período ainda era cristão e frequentava a Maçonaria assiduamente. Que por sinal, me influenciou após a separação e de alguma forma me fez rever os valores familiares, e a importância da união familiar.

Quando me tornei Ateu me vi confrontado com uma dura realidade. Meus valores de ser uma pessoa “politicamente correta”, foram colocados em prova.

Qual não foi a minha surpresa ao descobrir, que meu filho, acima de qualquer suspeita de 30, apenas pela minha intuição, era homossexual (gay), desde pequeno? Eu relacionava o seu comportamento até aquele momento, apenas ao seu transtorno de pânico. Embora esse fato fosse de conhecimento da mãe e da irmã (psicóloga).

No começo, lhe confesso que não foi tão simples assim. Passei uma temporada em depressão, não sabia se abandonava a família ou me matava.

Foi aí que surgiu uma pergunta importante, a qual me fiz intimamente:

“Oiced, se Vc não ama o seu próximo, como que vais ser capaz de amar o seu semelhante, seu colega, seu vizinho, seu parente...?”

E foi isso que aconteceu. Como um verdadeiro a autêntico ateu com ideais humanistas, livre de preconceitos de qualquer tipo e natureza, eu teria que dar o exemplo, começando por mim e no meu lar. E foi o que fiz!.

Hoje somos uma família ateísta ainda mais unida e feliz da qual tenho muito orgulho. Sou um Pai exemplar amado e reconhecido pelos meus valores familiares, e pelos  que me são queridos.

Sinceramente

Oiced Mocam

OBS: Ficou só a mágoa de não poder ter um herdeiro. Rsrsrr!!!

 

Afff... Fico feliz em saber que não estou diante de um outro "exemplar" como aquele que me referi no comentário anterior, caro Oiced. Não que tivesse colocado em dúvida o seu caráter pelo comentário anterior, mas aquilo que vivenciei aconteceu há mais de 10 anos atrás, ainda permanece vivo na minha memória, e como uma coisa muito ruim porque o referido, além de colega éramos amigos, nos formamos juntos, um excelente profissional, e até o ocorrido admirava o seu caráter apesar de achá-lo um pouco radical em seus conceitos. Enfim, foi uma tremenda decepção para mim, especialmente se levarmos em conta a nossa profissão que não permite sequer qualquer 'espanto' com o que possa ocorrer como o gênero humano, imagine então, qualquer tipo de discriminação!

Caro Oiced, ganhou a minha admiração como pessoa de caráter reto, isto sim é que importa, o resto são ideologias que muitas das vezes não resistem a uma ínfima prova. Ninguém pode amar menos a um filho do que algo que não vê, e tbm não existe ateu dentro de um avião em queda (rsr); exemplos pequenos mas que ilustram a fraqueza das ideologias que tanto defendemos. Enquanto que um caráter reto, pode até vir a sofrer oscilações momentâneas, mas sempre prevalecerá a retidão, razão porque estará sempre apto a vencer qualquer prova que a vida ofereça. 

Vou ficar mais atento às suas colocações sobre este assunto em particular porque sobre isto, vc tem mais a ensinar do que aprender. (Sobre a Bíblia e Deus, não tem jeito. Vamos ter que continuar 'brigando'... rsrs)

Abraços.



Oiced Mocam disse:

Depoimento:

Então Ivan, vou lhe contar uma história com “H” maiúscula. Um fato que aconteceu na minha família, com dois filhos universitários e muito bem criados (graças a nenhum Deus, rsr).

Casado sempre com a mesma esposa, mulher amorosa, batalhadora, inteligente, companheira, brilhante, tipo “mãe judia” simplesmente exemplar. Que quando mais nova fugia das procissões religiosas e confissões, que já conhecia a hipocrisia dos padres do interior.

Embora tenha tido a minha crise conjugal (ela no início era muito ciumenta, autoritária e possessiva), na “idade do lobo”, e tenha trocado a mesma por outra mais nova, por curto período. Nesse período ainda era cristão e frequentava a Maçonaria assiduamente. Que por sinal, me influenciou após a separação e de alguma forma me fez rever os valores familiares, e a importância da união familiar.

Quando me tornei Ateu me vi confrontado com uma dura realidade. Meus valores de ser uma pessoa “politicamente correta”, foram colocados em prova.

Qual não foi a minha surpresa ao descobrir, que meu filho, acima de qualquer suspeita de 30, apenas pela minha intuição, era homossexual (gay), desde pequeno? Eu relacionava o seu comportamento até aquele momento, apenas ao seu transtorno de pânico. Embora esse fato fosse de conhecimento da mãe e da irmã (psicóloga).

No começo, lhe confesso que não foi tão simples assim. Passei uma temporada em depressão, não sabia se abandonava a família ou me matava.

Foi aí que surgiu uma pergunta importante, a qual me fiz intimamente:

“Oiced, se Vc não ama o seu próximo, como que vais ser capaz de amar o seu semelhante, seu colega, seu vizinho, seu parente...?”

E foi isso que aconteceu. Como um verdadeiro a autêntico ateu com ideais humanistas, livre de preconceitos de qualquer tipo e natureza, eu teria que dar o exemplo, começando por mim e no meu lar. E foi o que fiz!.

Hoje somos uma família ateísta ainda mais unida e feliz da qual tenho muito orgulho. Sou um Pai exemplar amado e reconhecido pelos meus valores familiares, e pelos  que me são queridos.

Sinceramente

Oiced Mocam

OBS: Ficou só a mágoa de não poder ter um herdeiro. Rsrsrr!!!

 

Eu acho que o artigo que eu escrevi já diz tudo sobre a minha posição. Se eu tivesse um filho, com qualquer deficiência que fosse iria lamentar muito, mas jamais abandoná-lo ou discriminá-lo. Se essa deficiência fosse sexual, qual a diferença? Não estou batendo palmas nem gritando viva! Porém maltratar por isso, deveria ser crime, assim como maltratar qualquer animal. Esse é o ponto básico da questão, as nuances e cores ficam por conta de cada um. Eles também têm esse direito. TODOS os direitos!

Eu não sou apenas politicamente correto, eu sou correto em tudo! Tem um ditado por aí que diz que quando a pessoa ficou com muita raiva de alguma coisa... rasgue-se... Sabem qual é?

Também acho que alguns setores principalmente evangélico deveria respeitar essas pessoas ; não é por religião que eles vão mudar , além homofobia é crime pela constituição ;que garante igualdade a todos cidadãos , se querem espaço deveriam respeitar o dos outros!

Senhor Ivo Reis disse:

Interessante este seu texto Alfredo, não tanto para discutir, mas para refletir. Seria muito bom se o Marco Feliciano pudesse lê-lo. Não só ele, como o Silas Malafaia, os evangélicos e os deputados da famigerada bancada evangélica, no Congresso. Os caras continuam achando que ser gay é opção e não admitem que a pessoa possa nascer com esse "defeito de fabricação", que nem tenho certeza se é mesmo defeito porque já é um caso comum na natureza. Não é pelo fato de se afastar do geral que deixa de ser comum. Você deu vários bons exemplos, como os casos das bananas e dos downs.

Valeu!

- Como o autor não está mais participando para responder por suas comparações INFUNDADAS, acho que o senhor dispõe da palavra MÉDICA para provar que a homossexualidade é "defeito de fabricação", conforme as suas palavras.

Qual a prova científica que embasa uma declaração irresponsável dessas:

"Seres humanos nascem grudados (siameses), sem cérebro, com deficiências mentais, com Síndrome de Down, hermafroditas (com os dois sexos completos no mesmo corpo) e os que chamamos de gays e lésbicas, cujos corpos se confundem entre o macho e a fêmea, e os hormônios desequilibrados, geram maior confusão ainda." 

Olá Alfredo, muito bom esse testo, praticamente está completo, não se acha muita coisa à acrescentar, antes de ler esse comentário, eu tinha duas opiniões contrárias, que a parti de agora  vou exclui-las, na minha opinião não deveriam oficializar e sim deixar como sempre foi desde o início do mundo, por outro lado tenho uma ligeira impressão que um casal de homossexual não somam para o todo, a não ser para eles mesmos. O que você acha?.

Olá Oiced. Exelente. Sem palavras!.

Oiced Mocam disse:

Depoimento:

Então Ivan, vou lhe contar uma história com “H” maiúscula. Um fato que aconteceu na minha família, com dois filhos universitários e muito bem criados (graças a nenhum Deus, rsr).

Casado sempre com a mesma esposa, mulher amorosa, batalhadora, inteligente, companheira, brilhante, tipo “mãe judia” simplesmente exemplar. Que quando mais nova fugia das procissões religiosas e confissões, que já conhecia a hipocrisia dos padres do interior.

Embora tenha tido a minha crise conjugal (ela no início era muito ciumenta, autoritária e possessiva), na “idade do lobo”, e tenha trocado a mesma por outra mais nova, por curto período. Nesse período ainda era cristão e frequentava a Maçonaria assiduamente. Que por sinal, me influenciou após a separação e de alguma forma me fez rever os valores familiares, e a importância da união familiar.

Quando me tornei Ateu me vi confrontado com uma dura realidade. Meus valores de ser uma pessoa “politicamente correta”, foram colocados em prova.

Qual não foi a minha surpresa ao descobrir, que meu filho, acima de qualquer suspeita de 30, apenas pela minha intuição, era homossexual (gay), desde pequeno? Eu relacionava o seu comportamento até aquele momento, apenas ao seu transtorno de pânico. Embora esse fato fosse de conhecimento da mãe e da irmã (psicóloga).

No começo, lhe confesso que não foi tão simples assim. Passei uma temporada em depressão, não sabia se abandonava a família ou me matava.

Foi aí que surgiu uma pergunta importante, a qual me fiz intimamente:

“Oiced, se Vc não ama o seu próximo, como que vais ser capaz de amar o seu semelhante, seu colega, seu vizinho, seu parente...?”

E foi isso que aconteceu. Como um verdadeiro a autêntico ateu com ideais humanistas, livre de preconceitos de qualquer tipo e natureza, eu teria que dar o exemplo, começando por mim e no meu lar. E foi o que fiz!.

Hoje somos uma família ateísta ainda mais unida e feliz da qual tenho muito orgulho. Sou um Pai exemplar amado e reconhecido pelos meus valores familiares, e pelos  que me são queridos.

Sinceramente

Oiced Mocam

OBS: Ficou só a mágoa de não poder ter um herdeiro. Rsrsrr!!!

 

Oiced Mocam !

Pensamentos fúnebres e insanos, desaparecem quando se está em pé e a ordem, separando o instinto da razão, é  quando a razão toma o seu verdadeiro lugar.  Assim, se fez a luz.

Saudações irreligiosas.

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