Irreligiosos

Se você não sabe, aceita e não questiona, embota-se e acaba virando crente.

Tratado de Ateologia (Michel Onfray)

Livro discutido na Comunidade Irreligiosos.

Classificação:
  • Atualmente, 0/5 estrelas.

Exibições: 109

Comentar

Você precisa ser um membro de Irreligiosos para adicionar comentários!

Entrar em Irreligiosos

Comentário de Ivo S. G. Reis em 21 junho 2014 às 15:52

Obrigado, Assis, por ter acatado a minha sugestão. Espero que outros colegas também avaliem e comentem o livro. Isto só enriquece o nosso acervo e permite a troca de informações, impressões e outras sugestões de leitura.

A propósito, a sua indicação do Livro de Tom Harpur, O Cristo dos Pagãos, foi um sucesso total. Se não me engano, já conta com mais de 710 comentários - excelente. O que mais poderíamos esperar?

Que o exemplo seja seguido em relação a outros livros e daremos um banho de criatividade e objetividade nos sites congêneres. Valeu a sugestão, Assis.

Saudações Irreligiosas!

Comentário de Assis Utsch em 21 junho 2014 às 10:47

Um texto de Tratado de Ateologia - Ateísmo e Saída do Niilismo

 

A invenção do ateísmo.

Os primeiros questionadores: Cristóvão Ferreira, antigo jesuíta, autor de A Fraude Revelada (1636), onde ele afirma: “Deus não criou o mundo; aliás o mundo não foi criado; a alma é mortal; não existe nem inferno, nem paraíso, nem predestinação; ... o cristianismo é uma invenção; o decálogo [os Dez Mandamentos], tolice impraticável; o papa, personagem imoral e perigoso; o pagamento de missas, as indulgências, a excomunhão, as proibições alimentares, a virgindade de Maria, os reis magos, tudo lorotas; a ressurreição, conto despropositado, risível, escandaloso, uma enganação; os sacramentos, a confissão, bobagens; ... o juízo final, um delírio ...  A religião? Invenção dos homens para garantir o poder sobre seus semelhantes”. (p.18)

Jean Meslier (1664-1729) autor de Testamento, onde critica “a Igreja, a Religião, Jesus, Deus, mas também a aristocracia, a Monarquia, o Ancien Regime, denuncia com violência inominável a injustiça social, o pensamento idealista, a moral cristã ...”. Seus textos: Memória dos pensamentos e sentimentos e Demonstrações claras e evidentes da Vanidade e da Falsidade de todas as Divindades e de todas as Religiões do Mundo. (p.19)

Holbach, o desmistificador, autor de O Contágio Sagrado (1768) (p.21)

Ludwig Feuerbach, o desconstrutor, autor de A Essência do Cristianismo (1841). “A teologia, afirma Feuerbach, é uma “patologia psíquica”.”. Pergunta ele: “O que é esse Deus em que a maioria crê? uma ficção, uma criação dos homens, uma fabricação que obedece a leis particulares, ... os homens criam Deus à imagem deles invertida. ... inventam uma potência dotada exatamente das qualidades opostas: ... Eu sou mortal, Deus é imortal; sou finito? Deus é infinito; eu sou limitado? Deus é ilimitado; não sei tudo? Deus é onisciente; não posso tudo? Deus é onipotente; não sou dotado do talento da ubiqüidade? Deus é onipresente; sou criado? Deus é incriado; sou fraco? Deus encarna a Onipotência; estou na terra? Deus está no céu; sou imperfeito? Deus é perfeito; não sou nada? Deus é tudo, etc”.

“A religião torna-se portanto a prática da alienação por excelência: supõe a separação do homem de si e a criação de um mundo imaginário”. (p.21)

Friedrich W. Nietzsche (1844-1900), autor de volumosa obra, “abre uma brecha no edifício judaico-cristão”. (p.23) Ele propõe “Uma outra moral, uma nova ética, valores inéditos”. (p.24)

Comentário de Ivo S. G. Reis em 21 junho 2014 às 4:58

A bem da verdade, percebe-se após ler o livro ou simplesmente ao seu primeiro manuseio, que o seu título é meramente comercial e bastante apelativo, por não se tratar evidentemente de um "tratado" sobre alguma coisa, no sentido que se empresta à palavra "tratado". Mais ainda: o termo "ateologia" (Athéologie, em francês) é, tanto em francês, como na sua tradução para o português, um neologismo, pois não existe no dicionário de nenhuma das línguas, o que não significa, evidentemente, que o termo não seja válido e bem aplicado. Sobre a palavra, assim se expressa o jornal Le Monde: "L' athéologie est un mot imprononçable en l'état, étant par nature exposé à la confusion". Nota-se, pois, que nem no idioma francês o termo é conhecido, sendo então, como aqui, um "neologismo",

Na minha opinião, é um neologismo plenamente justificável e que deve ser aceito, porque permite inferir-se facilmente que "ateologia" só pode ser um estudo aprofundado do ateísmo.  

Ao jogar com a palavra "tratado" (o que claramente o livro não é) e com a palavra "ateologia" (neologismo criado para dar ideia do estudo) o autor (ou seria o seu editor?) parece ter conseguido seu objetivo: criar um livro com um título impactante, que desperta a curiosidade do leitor. As semelhanças do pensamento deste autor com Nietzsche não são meras coincidências, pois ele o cita várias vezes, bem como algumas de suas obras.

Se foi ou não uma jogada comercial, não importa, pois sabemos que isto sempre existiu no mercado livreiro e em outros. O que importa é que o livro é bom, bastante informativo, mesmo sem ser um "tratado". Michel Onfray já é considerado um dos grandes novos filósofos da atualidade, tendo escrito mais de 30 livros, todos bem recebidos pela crítica.

Sobre o conteúdo do livro, pode-se dizer que é uma obra que fornece um bom arsenal de  argumentos e inconsistências religiosas, especialmente no terceira parte (Cristianismo), capítulo "A Construção de Jesus" (págs 91-128 da versão brasileira, Editora WMF Martins Fontes, 2007), mas sem que se espere adquirir conhecimentos aprofundados sobre todos os temas que o livro enfoca. 

Sobre o ateísmo propriamente dito, o autor dá a sua visão pessoal, em forma de ensaios, abordando aspectos históricos, mas com uma forte ênfase filosófica, como não poderia deixar de ser, eis que esta é a sua formação acadêmica. O seu ateísmo militante fornece o viés humanista, porém, sem nenhum aspecto doutrinário. A combinação dessas duas visões dá um ritmo muito bom à leitura, que não se torna enfadonha, antes muito agradável, levando o leitor a permanecer preso aos textos, do início ao fim. Faz também uma boa descrição do controvertido personagem Paulo de Tarso, considerado o principal divulgador do cristianismo. É ponto comum entre quase todos historiadores que sem Paulo e sem Constantino o cristianismo não sobreviveria. Michel Onfray parece compartilhar deste ponto de vista, a despeito de alguns historiadores (uma minoria) questionarem até mesmo a existência de Paulo de Tarso.

E para quem quer conhecer as características, as práticas e absurdos de outras religiões, o autor também não se esqueceu de opinar criticamente, ainda que sem aprofundamentos.

Controvérsias e restrições à parte, é um livre interessante, que merece ser lido, e que recomendamos fortemente, com o nosso selo de "aprovado". Leiam e comentem!

Saudações Irreligiosas!

Sobre

Badge

Carregando...

Leia Isto!

Traduzir para/Translate to:


Visualizações

contador de visitas online

Se esta é a sua 1ª visita ou se passou por aqui, mas não quis comentar nem publicar nada, assine o nosso livro de visitas!

Irreligiosos.ning.com website reputation

Recados Rápidos

 

 

Links Indicados

Sites da Rede DDD: . . . . . . .Logo Rede DDD Acessar links dos sites Baú do Inexplicado Outros:
visit Skeptic.com

Sociedade Racionalista

ComunidadeO Outro Lado das ReligiõesBULE VOADORInternet Infidels Visitar o Observatório

GeraLinks

Badges do Irreligiosos

Nosso badge no seu blog:

Link o Irreligiosos


(Clique aqui para saber como!)


Enquete Jesus Cristo


Sua opinião sobre Jesus Cristo:
Acesse o post de apoio;

----------------
Acesse a nossa página PESQ para responder à enquete.

 


Notícias Cristãs

Atenção: As notícias aqui divulgadas não são nossas recomendações e são veiculadas apenas para informar os últimos acontecimentos e eventos do cristianismo.

(Se a exibição falhar, não é culpa nossa e sim do Widget. Não se preocupem, elas voltam depois)

Por Gospel+ - Gospel+ Noticias

Grupos

Principais Colaboradores

Abaixo, destacamos (em ordem alfabética) a 4ª lista dos nossos  mais eminentes e constantes colaboradores:

  • Alfredo Bernacchi
  • Assis Utsch
  • Carlos Dosivan
  • Divina J. Scarpim
  • Erijosé Oliveira
  • Gilberto Vieira
  • Jorge O. Almeida
  • Luísa L.
  • Márcia Zaros
  • Marilda Oliveira
  • Oiced Mocam
  • Paulo Luiz  
  • Paulo Rosas 
  • Rafael Rocha
  • Sergio M. Rangel

© 2017   Criado por Ivo S. G. Reis.   Ativado por

Badges  |  Relatar um incidente  |  Termos de serviço