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Se você não sabe, aceita e não questiona, embota-se e acaba virando crente.

Pergunto aos meus amigos e aos demais semelhantes:Qual é a vantagem de desejar ter vida eterna?

Alguém já parou para pensar nesse assunto? Nossa vida na terra, se não existissem as dificuldades e os problemas do

 dia a dia, seria maçante, enfadonha e difícil de ser vivida. O que nos faz suportar esta vida é o fato dela ter as dificuldades e também seus atrativos, tais como o sexo, o instinto de sobrevivência e a busca incessante da felicidade.

Falemos agora da vida eterna. Já pensaram como seria enfadonha, monótona e desprovida de qualquer sentido? Pensem bem: viver apenas em contemplação no paraíso, em meio a anjos, arcanjos e até querubins, teria esta vida alguma graça? Tem ainda uma agravante: seria eterna e tudo que é eterno perde o sentido de esperança em alguma coisa; não teria objetividade. Sendo assim, prefiro eu não participar de nenhuma vida eterna. Quero minha vida terminada no ultimo suspiro, na ultima batida do meu coração.

 

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Comentário de Luísa L. em 27 outubro 2016 às 6:22

Acho essa equipa de comediantes o máximo! 

Aqui há tempos havia um programa na nossa televisão onde passavam sketches deles; eu via todos os que podia!

Comentário de Oiced Mocam 10 horas atrás

"Pergunto aos meus amigos e aos demais semelhantes: Qual é a vantagem de desejar ter vida eterna?"

Paulo Luiz Mendonça, segue um vídeo com muito humor e a explicação:

https://youtu.be/rGvuPnHvUIc

Comentário de Oiced Mocam em 26 outubro 2016 às 20:13

"Pergunto aos meus amigos e aos demais semelhantes: Qual é a vantagem de desejar ter vida eterna?"

Paulo Luiz Mendonça, segue um vídeo com muito humor e a explicação:

https://youtu.be/rGvuPnHvUIc

Comentário de Luísa L. em 24 outubro 2016 às 10:31

Olá, Divina!

Como zangar-me, ou aborrecer-me contigo!? Nada disso, moça! :)

Primeiro porque não me zango apenas porque outras pessoas pensam de forma diferente da minha, nem as julgo; segundo porque considero que aquilo que disse não entra em contradição com o sonharmos, ou imaginarmos situações que que nos dão prazer, ou lutarmos pelos nossos ideais.

Eu sou fã do Tolkien e das sua personagens, gosto de me imaginar na pele de algumas enquanto leio, mas, nem por um momento, acredito na existência de Ents quando passeio numa floresta ou num parque. E também sou fã do P. Auster e revejo-me, amiúde, em muitas situações dramáticas que ele cria e sinto o peso da existência que ele tão bem sabe colocar em palavras; mas nem por isso sou uma pessoa angustiada.

Disseste: “Mas esse seu comentário ficou estranho, como algo que uma pessoa extremamente retrógrada diria a um jovem que tem sonhos... você não é assim!”

Eu sou assim, sim!

Continuo a pensar que a vida eterna é um pensamento fútil (é esse o tema do texto que comentei), seja ele uma crença de religiosos, de alquimistas, ou de qualquer pessoa. É sempre um pensamento estéril. Isso não significa que os seres humanos não o tenham com frequência. Também não significa que os seres humanos que os têm sejam estéreis ou fúteis. Talvez esses pensamentos sejam formas de aliviarmos os fardos de viver. Também posso conjecturar que essas crenças às vezes são uma forma preguiçosa de mascararmos a realidade, ou de nos alienarmos dela em alturas desesperadas.

Pensar em vida eterna é mais fútil do que acreditar (e fazer projectos) que se irá ganhar o euromilhões (mega-sena para vocês), pois, por muito ínfima que seja a hipótese de ganhar o euromilhões, essa hipótese existe. E podemos fazer projectos lógicos, imaginar, traçar rotas, mesmo que, no fim, se revelem castelos de vento.

Parece-me que o texto é claro, não se trata de “sonhar” com uma vida eterna, onde o sonho dá aso a especulações e devaneios, e, depois, nos trás de volta à terra; mas sim acreditar na existência de uma vida que não acaba, uma vida sem tempo nem dimensão perfeitamente antinatural e aberrante. Foi isso que comentei.

Disseste: “Mas daí a se revoltar contra quem ousa brincar com o tema... desculpe, menina linda, mas não faz sentido!”

Mas eu não me revoltei! Concordei, de uma maneira geral, com o texto que comentei, o qual não me pareceu uma brincadeira, mas uma reflexão. Dei a minha visão generalista, não tão focada na religião, mas apoio o texto que comentei. Não percebo de onde vem essa ideia.

No mais aceito e concordo contigo, Divina, apesar de não compreender a tua indignação.

Beijos! :)

Comentário de Divina de Jesus Scarpim em 23 outubro 2016 às 12:39

Oiced, como sempre nos ensinando sobre o tema colocado! Adoro isso!

Mas eu, quando falo em vida eterna, nunca penso nas respostas dadas pelas muitas religiões que trataram e tratam do tema. Penso sempre em uma vida eterna que não existe, nunca existirá, mas que, se existisse, seria mais do que aceitável, desejável! Claro que faço isso como brincadeira... gosto muito de sonhar utopias!

Pincei do seu texto duas frases para comentar, dentro da maneira como vejo a vida:

A primeira: "Envelhecer não é nada mais do que ir morrendo aos poucos. Não tem nada de pessimista nisso".

Concordo, como não há opção que não fazê-lo, com a primeira parte, mas discordo muito da segunda parte. Acho que sim, há muito de pessimista nisso! É a realidade que não posso e ninguém pode mudar, é a realidade que não tenho opção que não seja aceitar. Mas essa realidade é tudo de ruim, de pessimista, de terrível! Como digo sempre: "A velhice é uma merda!" não há nada de otimista nisso. É assim que é, mas o fato de ser assim não torna isso de forma nenhuma agradável ou louvável. Sou uma velha que aceita a velhice como natural mas que a odeia. Na minha opinião, estar consciente da realidade não implica em vê-la como algo bom. Nem a vida é uma maravilha, nem a velhice é algo em que "não há nada de pessimista".

Desculpe, é que sou chata mesmo...

Segunda frase: "Ninguém sabe o que precede o nascimento ou o que vem depois da morte".

Pode ser uma tremenda prepotência da minha parte dizer isso, mas eu sei sim. O que precede o nascimento e o que vem depois da morte é o mesmo nada. O nada da consciência, o nada comparável àquele tempo em que estamos totalmente "apagados" por uma anestesia bem dada, aquele tempo depois do qual, quando acordamos, temos a nítida consciência de que não existiu. Mesmo que muitas vezes já tenhamos acordado sentindo a dor do corte que fizeram em nosso corpo enquanto nós "não éramos".

Isso é o que, para mim, melhor define o que foi nossa vida antes do nascimento e o que será ela depois da morte: Nada.

Mas isso não me impede, de maneira nenhuma, de brincar de imaginar como seria uma vida eterna que eu gostaria de viver!

Beijos, meu lindo!

Comentário de Divina de Jesus Scarpim em 23 outubro 2016 às 11:38

Elisa, minha linda, você sabe que eu sou sua fã! Mas dessa vez discordei muitíssimo de você!

Você é uma linda menina, inteligente, com a mente aberta, respeitosa e sem preconceito. Mas esse seu comentário ficou estranho, como algo que uma pessoa extremamente retrógrada diria a um jovem que tem sonhos... você não é assim!

Claro que a vida eterna não existe! Claro que estamos falando de uma impossibilidade! Claro que até onde sabemos não há eternidade no universo, nem mesmo do próprio universo!

Mas daí a se revoltar contra quem ousa brincar com o tema... desculpe, menina linda, mas não faz sentido!

Eu ADORO brincar de pensar impossibilidades! Acho muito legal e muito produtivo levar a mente para além de todas as possibilidades. Para sonhos e desejos, não acho que tenhamos que impor limites. Somos já tão limitados, prisioneiros de uma vida que não pedimos, atores de uma peça na qual não escolhemos atuar, possuídos por um corpo-cárcere que de forma muito enganosa denominamos "nosso". Será mesmo que, além e apesar de todas essas limitações, temos também que limitar nossa imaginação?

Desculpe, linda! Posso ter entendido mal seu comentário. Sou falha, sou errada e muitas vezes tomo consciência de que sou muito burra, mas o que senti no seu comentário foi uma vontade de limitar a imaginação das pessoas. Algo do tipo: "Isso não existe, então temos que proibir e nos proibir de pensar e falar a respeito!".

Fiquei surpresa, esse tipo de raciocínio não ficou parecido com você!

O que seria dos escritores de ficção e dos poetas se todos acatassem o que você escreveu?

Eu, como alguém que simplesmente adora pensar absurdos, acho que a vida de muitos bons escritores, pintores, poetas... consiste justamente em "mascarar a realidade com ideias absurdas"... eu as chamo de "utopias" e gosto demais delas!

Não tenho qualidades suficientes para ser uma escritora ou poeta de valor, mas não quero nunca me ancorar teimosamente na realidade para me impedir de imaginar impossíveis. Para mim, imaginar impossíveis ajuda a aceitar a estreiteza do que temos à mão e da realidade sobre a qual pouco podemos atuar.

Ter consciência de que são utopias, imaginações, extrapolações e não realidades, na minha visão, nos torna pessoas ao mesmo tempo realistas e sonhadoras. E eu ADORO ser assim!

Gosto demais de você, espero e peço que não se zangue comigo.

Beijos!

Comentário de Oiced Mocam em 22 outubro 2016 às 22:28

Vivemos uma vida inconsciente e acabamos morrendo inconscientemente também. Tudo isso é muito pobre. Mas, sabe por que não suportamos esse momento? Porque vivemos muito pouco. Amamos pouco, transamos pouco, temos poucas amizades. A maior parte das pessoas só se importa com superficialidades, então, não consegue encarar a morte, porque é um desespero se dar conta que não realizou nada. Deveríamos na hora da morte querer estar presente. Olhar para nossos filhos, rir com eles, chorar junto deles, abraçá-los, relembrar os momentos bonitos. Estar com nossos amores, ex. atuais, amigos, poder olhar e dizer: “que legal isso que fizemos juntos, isso que vivemos”. Enfim, nos despedir de verdade. O que ser mais rico do que isso?  Vamos parar de ter medo, medo, medo. Conscientes de que a morte vai chegar algum dia, podemos experimentar a vida como um verdadeiro imperador, um bem aventurado, encarando as dores, as raivas, os amores, a alegria de uma maneira profunda. Querendo ou não, vamos morrer. Envelhecer não é nada mais do que ir morrendo aos poucos. Não tem nada de pessimista nisso.É apenas a verdade. Percebermos a nossa mortalidade é a melhor forma de vivermos na plenitude. E, só depende de nós, se essa será uma despedida bonita e profunda ou aquela desgraça e desespero habitual. Quando ninguém mais lembrar quem fomos e do que fizemos, eis o dia da nossa morte, a definitiva. Porque quando morremos deixamos para trás o que possuímos e a memória do que significamos. E levamos o que merece ser esquecido, e será.

 “Daqui a alguns anos, ou poucas horas, não existirá outro “você” para continuar o que você deixou incompleto hoje. E o Universo inteiro será insensível perante à carne em decomposição, e surdo perante os batimentos cardíacos que aquecem o nosso sangue. Bilhões e bilhões de anos que estão por vir serão sete palmos de areia sobre nós. O tempo se torna um juiz imprevisível e caprichoso que condena até a mais doce das criaturas”. (Ricardo Silas  em artigo para Universo Racionalista)

“Eu adoraria acreditar que quando eu morrer, eu vou viver outra vez. Que alguma parte pensante, sensível e memorável de mim continuará. Mas por mais que eu queira acreditar nisso, e apesar de antigas tradições culturais mundiais falarem sobre vida após a morte eu não sei de nada que possa sugerir que isso é mais do que simplesmente pensamento positivo. O mundo é tão primoroso, com tanto amor e profundidade moral que não há razão para nos enganarmos com histórias bonitas para as quais existem poucas evidências boas. Parece muito melhor para mim, em nossa vulnerabilidade olhar a morte nos olhos. E ser grato todos os dia pela breve, mas magnífica oportunidade que a vida nos dá”. (- Carl Sagan).

       No Cristianismo os seres humanos teriam direito à ilusão da vida eterna ou à salvação após a morte na medida que seguissem seus ensinamentos. E existem diversas concepções a respeito do inferno, correspondentes às diferentes correntes cristãs. A ideia de que o inferno é um lugar de condenação eterna, tal como se apresenta hoje para diversas correntes cristãs, nem sempre foi assim e ainda não é consenso entre os cristãos. Nos primeiros séculos do cristianismo, houve quem defendesse que a permanência da alma no inferno era temporária, uma vez que inferno significa "sepultura", de onde, segundo os Evangelhos, a pessoa pode sair quando da ressurreição. Essa ideia é defendida hoje por várias correntes cristãs.  Para a corrente católica, conduzida pela Igreja Católica Apostólica Romana, o inferno é eterno e corresponde a um dos chamados novíssimos: a morte, o juízo final, o inferno e o paraíso

 Não há céu ou inferno depois de uma única só vida. Não faz sentido que um Deus – ou qualquer outra força reguladora que contenha o conteúdo desse nome – nos jogue aqui na Terra e nos faça néscio ou sábio, faminto ou regalado, oprimido ou poderoso, saudável ou doente, desde o nosso nascimento, tornando-nos assim tão facilmente condenados ou premiados, saudáveis ou enfermos. Mesmo com todos os esclarecimentos, conhecimentos e descobertas da ciência muitos ainda acreditam ser “salvos” por pedaços de “hóstias” ingeridas.

O que nos espera além deste mundo material?

 Para onde seguiria a “alma” depois que termina sua jornada na Terra? Essa, é talvez, uma grande indagação do ser humano, em todas as épocas e em todas as culturas desde os primórdios da civilização. Vejamos como as principais religiões e filosofias mundiais definem o céu e o que aguarda ali os fiéis “recompensados” por sua devoção.                       

                                      O que a Alma não é,

 A mente pode ser explicada sem que se insiram referências a Deus. Os cientistas que estudam o funcionamento do organismo humano não encontraram, nos últimos 200 anos, ali nenhuma alma. Hoje sabemos que o comportamento humano é determinado por hormônios, genes e sinapses. As emoções superiores nada mais são do que a predominância de certos neurotransmissores como a serotonina e dopamina.

A mente está situada no cérebro e não em deus e não há indícios de que haja alguma coisa no cérebro além de um conjunto de atividades químicas e elétricas.

Se modificarmos o cérebro a mente muda ao mesmo tempo.

Nenhuma parte nossa é espiritual.

O corpo, por ser o centro de toda a atividade química, cria a mente.

Ninguém sabe o que precede o nascimento ou o que vem depois da morte.

Tudo o que podemos estudar é aqui e agora.

 A religião judaica excetuando alguns pontos poéticos e controversos, jamais fez referência a uma vida além da morte, nem a um céu ou inferno. Os saduceus posteriormente rejeitavam essas doutrinas. Porém após o exílio na Babilônia, os judeus assimilaram as doutrinas da imortalidade da alma, da ressurreição e do juízo final. Tudo isso constituía importante ensino por parte dos fariseus.

        Nas atuais correntes do Judaísmo, as afirmações sobre o que acontece após a morte são postulados e não afirmações e varia a interpretação dada ao que ocorre na morte se existe ou não ressurreição. A maioria das correntes crê em uma ressurreição no mundo vindouro (Olam Habá), incluindo os caraítas, enquanto outra parcela do Judaísmo crê na reencarnação, e o sentido do que seja ressurreição ou reencarnação varia de acordo com a ramificação. O entendimento dos conceitos do corpo, alma e espírito, no Judaísmo varia conforme as épocas e as diversas seitas e grupos judaicas As interpretações dos diversos grupos são muitas vezes conflitantes, e muitos estudiosos preferem não discorrer sobre o tema.

Após deixar este mundo, a alma é levada perante a Corte Celestial para prestar contas de seus dias e ações (ou falta de ações) durante seu tempo de vida mortal.

A tradição judaica fala de uma "Balança Celestial" na qual são pesados os atos positivos e os negativos. A alma recebe sua recompensa ou punição segundo essa pesagem.

 Na religião judaica - na sua concepção original, após a morte, todos ressuscitarão quando o Messias vier a terra para o Juízo Final. Depois o destino da alma será ir para o Sheol, espécie de limbo para aguardar o Juízo Final quando seriam ressuscitados pelo messias que estabeleceria o reino de Deus na Terra. Na visão judaica atual, ao morrer, as pessoas seguem para o Sheol, um lugar de descanso eterno, onde estão os seus antepassados. A morte não transmite ao judeu um aspecto aterrador. Ao contrário, ela vem apaziguar toda a dor e a tristeza. Os judeus consideravam-se meros hóspedes temporários dessa vida. A morte não significa o fim, mas o começo de uma nova fase e festivo encontro com o Criador. Quanto à reencarnação, alguns ramos acham possível a reencarnação de alguém necessário para a humanidade e a comunicação com os mortos não está na doutrina principal do Judaísmo, mas algumas interpretações admitem essa possibilidade.

         No Cristianismo - católicos e protestantes - dizem que após a morte a “alma” (conhecimento) fica no céu ou no inferno até o Juízo final e o destino da alma: o inferno é para sempre para os que não cumpriram os mandamentos. Depois do Juízo Final, as almas do céu e do purgatório irão ressuscitar. Os cristãos acreditam na ressurreição do corpo físico quando o seu Cristo voltar e não acreditam na comunicação com os mortos. São contra a doutrina espírita. A pessoa que não tiver essa confiança em Cristo, não pode ser salva; permanece sob a escravidão de Satanás, sob a ira divina e caminha para a condenação infernal. A adesão à fé cristã, segundo o Cristianismo, possibilita a salvação da “alma”, é uma escadinha para o céu, como prêmio final, a ressurreição, quando se poderá desfrutar da vida eterna, sentar à direita junto ao Pai. Como “aconteceu” com o próprio personagem Jesus, que teria voltado do reino dos mortos e ascendido ao céu. Há cristãos e cristãos. Cristãos dizem que Cristo disse, e cristãos dizem que Cristo não disse. Cristãos crêem que os mortos estão inertes e inconscientes, e cristãos afirmam que os mortos estão vivos no céu ou no inferno.

     Até o século XIV, tanto para os escravos como para os sofridos religiosos, a MORTE era bem mais importante do que o NASCIMENTO, já que a morte significava o fim transitório das provações, e a passagem para a vida eterna... Mas como isso ia contra o propósito do cristianismo, que seria o de usar a morte para ameaçar as pessoas, lhes causar temor, e as manter submissas ao clero... Com o passar dos anos as milenares festividades daboa morte, que chegavam a durar dias, terminaram sendo substituídas pelo “conto do vigário” ou seja  pelas festividades do nascimento de Jesus.

        Refletindo sobre a história absurda da “Queda” de Adão (o caso original de alguém ser criado livre e então sufocado com proibições impossíveis de obedecer). Visto que Adão se tornou imperfeito quando pecou, todos os seus descendentes herdaram dele o pecado (Romanos 5:12). Da mesma maneira, todo ser humano herda um “defeito” causado pela “imperfeição de Adão”. É por isso que todos os humanos envelhecem e morrem (Romanos 3:23). Se Adão (suposto filho de deus) foi condenado à morte por pecar, sua morte deve ter sido adiada, já que ele conseguiu criar uma grande posteridade antes de realmente morrer. Tendo plantado o pensamento subversivo – que proibir Adão de comer de uma árvore por risco de morte e de outra por risco de viver para sempre é absurdo e contraditório. Algo saiu errado, pois muitas pessoas adoecem e morrem outras se agridem e matam umas às outras!

        As pessoas morrem não porque os deuses o decretaram, mas em decorrência de uma série de falhas “técnicas”: infecção, câncer ou um ataque do coração. O DNA em nossas células é com freqüência danificado sob condições rotineiras, mas nossas células têm diversos sistemas de reparo de DNA. Se um gene crucial for permanentemente danificado, há normalmente cópias extras do gene por perto. E se a célula inteira morrer, outras podem substituí-la., Temos um rim extra, um pulmão extra, uma gônoda extra, dentes extras. Ainda conforme Leonid Gavrilov, pesquisador da Universidade de Chicago, argumenta. No entanto, conforme os defeitos de um sistema complexo vão aumentando, chega um momento em que apenas um defeito a mais é suficiente para danificar o todo, resultando na condição conhecida como fragilidade. Acontece com carros, grandes organizações e com usinas, nunca instante a coisa toda deixa de funcionar. E tambem acontece conosco: mais cedo ou mais tarde, o número de articulações e de artérias calcificadas é simplesmente grande demais. Não há mais backups. Nós nos desgastamos até não termos mais o que desgastar. (Livro, “Mortais: Nós,a Medicina e o que Realmente Importa no Final”,  de Atul Gawande, editora Objetiva).

         Tomando por base a alegoria do Gênesis (cap. 3), na interpretação, — a Teologia engendrou e vem sustentando, através dos séculos, o dogma do “pecado original”, segundo o qual to­dos os homens, gerações pós gerações, inclusive aqueles que virão a nascer daqui a séculos ou milênios, são atingidos inexoravelmente por uma falta que não é sua! 

       Ora, mesmo que a referida alegoria bíblica (tentação de Eva e queda do homem) fosse um fato histórico, real, que culpa teríamos nós outros, da desobediência praticada por “nossos primeiros pais” num passado cuja ancianidade remonta à noite dos tempos? 
  
 Se a responsabilidade pessoal é princípio aceito universalmente; se nenhum Código Penal do mundo admite que se puna alguém por um crime praticado por seus ancestrais; como poderia Deus castigar-nos por algo de que não fomos participantes, ou melhor, que teria ocorri­do quando nem sequer existíamos? 
Não é possível! 

       Se Deus criou, mesmo, com esse estigma, expondo-nos, consequentemente, às mui­tas misérias da alma e do corpo, por causa do erro de outrem, então a Justiça Divina é menos perfeita que a justiça humana, posto que esta, não permite tal aberração. 

      Como é óbvio, o Criador não pode deixar de ser soberanamente justo e bom, pois sem esses atributos não seria Deus. E como o dogma do “pecado original” não se coaduna com a Bondade e a Justiça Divina, não há como fugir à conclusão, de que é falso e insustentável, sendo cada um responsável apenas pelos seus próprios atos, e não pelos deslizes de seus avoengos, ainda que eles se chamem Adão e Eva... 

Filósofos e pagãos sabiam mais e melhor!

      A noção de que o dispositivo simples de "acreditar em Jesus" irá suspender todas as leis do universo e ganhar para o crente a "vida eterna" pode confortar os fracos de espírito, mas os pagãos eram muito mais realistas. Sócrates, Catão, Epicteto, Sílio, Sêneca e Plutarco estavam entre muitos que enfrentaram uma morte nobre com coragem. Agostinho bispo de Hipona, na África do Norte (354-430), havia estudado retórica e de início sentiu-se decepcionado com a Bíblia, que parecia inferior aos grandes poetas e oradores latinos. A vida que existe depois da morte é essa que você está vivendo agora. Mas da qual não vais poder aproveitar mais e nem menos.

“É claro que existe vida após a morte. Pessoas morrem todos os dias e ainda assim o sol nasce no dia seguinte. As pessoas se perguntam se existe vida após a morte. Mas é claro que existe vida após a morte. Depois que você morre, alguém pega um ônibus do outro lado da cidade. Um senhor de idade compra um jornal. Três amigos bebem no Centro. Um bebê que vai ser famoso nasce do outro lado do mundo. Um avião decola com uma senhora apreensiva. Uma criança brinca com areia na praia. Um cachorro passeia feliz. Existe vida depois da morte. Só não pra quem morre. Pra quem morre, acabou.” (Marcos Piangers).

Pagãos

"Imperturbável por medos, imaculada por desejos, não vamos ter medo da morte nem dos Deuses. Devemos perceber que a morte é, de modo algum mal, e nem são os deuses.” (-( - (Sêneca, Epistulae Morales 75).

"O dia em que nós tememos que nossa última seja apenas o aniversário da eternidade."      (–Sêneca, Epistulae Morales 102).

"O que é, então, aquilo que é capaz de conduzir um homem? Filosofia... mantendo a divindade dentro de um homem livre de violência e ileso... e, finalmente, à espera da morte com uma mente alegre como sendo nada mais do que uma dissolução dos elementos, da qual todos os seres vivos são compostos. "  (Marco Aurélio, Meditações II.17).

“Só se morre uma vez. E é por muito tempo”. (Molière)

Jesus . "E esta é a vontade daquele que me enviou: que todo aquele que vê o Filho, e crê nele, tenha a vida eterna e eu o ressuscitarei no último dia." - João 6.40.

"Há alguns aqui que não provarão a morte até que o Filho do Homem vier em seu reino."   – Mateus 16.28.

"E o irmão entregará à morte o irmão, e o pai da criança, e os filhos se levantarão contra os pais e levá-los a ser condenado à morte." - Mateus 10.21.

"Mas os filhos do reino serão lançados nas trevas exteriores: ali haverá choro e ranger de dentes.". ( - Mateus 8.12). Ranger de dentes tambem para banguelas?

         No Budismo - A religião fundada por Sidharta Gautama, a vida após a morte.  Até alcançarem o nirvana as pessoas estão condenadas a retornar sempre. A alma passa por metamorfoses ainda durante a vida e também depois da morte. O renascimento acontece enquanto a pessoa permanecer presa a seu carma, que é o acúmulo de ações negativas. Prega os conceitos de reencarnação e carma: ações e pensamentos, positivos e negativos, praticados durante a vida geram uma bagagem capaz de determinar os futuros renascimentos. Esse ciclo só termina quando a alma, livre de todo o sofrimento, chega ao nirvana (que não é Deus), um estado de completa iluminação, ou à Terra Pura, segundo as diferentes tradições. Segundo o estágio da evolução, pode-se reencarnar em um dos seus reinos: dos seres humanos, animais, fantasmas famintos, seres dos infernos, deuses mundanos e seres dos reinos superiores. A coisa mais surpreendente que o Buda disse sobre o eu humano é que ele não tem alma, ele era um crítico da reencarnação. Budistas não acreditam na comunicação com os mortos.  Gautama – o Buda, praticamente nada tinha a dizer a respeito de Deus; tampouco alguma vez afirmou ser Deus. De fato, consta que ele disse a seus discípulos:

 

 “Se existe Deus, é inconcebível que Ele esteja interessado em meus assuntos do dia-a-dia”, e

Não existem deuses que podem ou que irão ajudar o homem”. Conforme no Budismo Theravada:

 

A alma se perde e só se salva a si mesmo,

Ninguém nos salva a não ser nós mesmos,

Ninguém pode e ninguém tem permissão,

Devemos trilhar o Caminho nós mesmos;

Os Budas só mostram a direção.

     

         No Budismo Tibetano – depois de virmos ao mundo como um bebê plenamente formado, começamos a crescer a cada momento, para nos tornarmos adultos. Esse processo físico ocorre semana a semana, mês a mês, até que chega um tempo em que percebemos que as coisas estão ficando um pouco piores e não pouco melhores. Não estamos mais crescendo; estamos envelhecendo.  Perdemos certas capacidades: nossa vista enfraquece, nossa audição falha, nosso raciocínio se embaralha. É a impermanência cobrando seu preço.

          Se vivermos a duração normal de uma vida e tivermos uma morte natural, ficaremos mais e mais enfraquecidos até, um dia, não conseguiremos mais sair da cama. Talvez não sejamos mais capazes de nos alimentar, de evacuar ou de reconhecer as pessoas à nossa volta. Em um dado momento, morreremos. Nosso corpo será como uma casca vazia, e nossa mente estará vagando pela experiência do pós-morte. Este corpo, que foi tão importante por tanto tempo, será queimado ou enterrado. Em um dado momento, nada restará para fazer lembrar aos outros que um dia estivemos aqui. Nós nos tornaremos nada mais do que uma lembrança. Existe também a tradição – no 49º dia – após a perda de um ente querido, de realizar um almoço numa forma de agradecer aos amigos pela ajuda dada em dinheiro no momento do velório e do funeral. Nesse dia os japoneses acreditam que o “espírito” que estava na terra “sobe” ao céu.

Precisamos incutir em nós uma consciência contínua da impermanência, porque a vida é uma corrida contra a morte e a hora da morte é desconhecida. Contemplar a aproximação da morte muda as nossas prioridades e nos ajuda a abrir mão do envolvimento obsessivo em coisas ordinárias. Se permanecermos sempre conscientes de que cada momento pode ser o último, intensificaremos a prática para não desperdiçar nem fazer mau uso da nossa preciosa oportunidade humana. À medida que amadurece a contemplação dessa verdade, chegaremos a alguma compreensão de como  funciona o mundo, de como as aparências surgem e se transformam. Começaremos a ver que tudo é ilusório, como um sonho ou uma miragem. Temos que morrer sós, mesmos que sejamos ricos ou famosos. A única coisa que irá nos beneficiar seria a prática do Darma (os ensinamentos do Buda Shakiamuni para atingir a iluminação); a única coisa que nos seguirá na morte será nosso carma positivo e negativo. O Buda ensinou que a iluminação e a salvação - a perfeição do Nirvana -  vem, não de algum Deus ou força exterior, mas sim de dentro da pessoa através de seus próprios empenhos em boas ações e pensamentos corretos. O aqui e agora que pode ser vivenciado, não num céu. Nada mais!

No Islamismo, o conceito de vida após a morte é de que: a “alma” espera no inferno ou no paraíso pelo Juízo Final. O destino da alma é o céu ou o inferno dependendo do comportamento em vida. Um jardim das delícias, com muitas flores, frutas e rios de água límpida: eis o prêmio na vida eterna para os fiéis que seguem estritamente as leis da religião muçulmana, fundada pelo profeta Maomé.

        Nessa moradia celeste, é permitido até mesmo desfrutar de alguns prazeres proibidos na Terra pelas leis do Alcorão, como provar de bebidas alcoólicas e fazer amor livremente com um número incontável de virgens, sempre disponíveis. Para receber essa recompensa, o fiel precisa seguir as principais obrigações religiosas do livro sagrado. Não existe purgatório. Quanto à reencarnação, para eles morrer é passar para a vida eterna. Não acreditam na comunicação com os mortos. A crença no Paraíso (Jannat) um lugar repleto de belezas tem considerável valor militar, no sentido de reforçar a  combatividade natural. Deveríamos, por conseguinte, admitir que os fanáticos religiosos sejam bem avisados ao encorajar a crença na imortalidade. No islã, o Inferno (Jahannam) um lugar sombrio, de miséria, terror  é eterno, consistindo em sete portões pelos quais entram as várias categorias de condenados, sejam eles muçulmanos injustos ou não-muçulmanos. Como na crença judaica, para o islamismo o inferno também é um lugar de purificação das almas, onde aqueles que, se ao menos um dia de suas vidas acreditaram que Deus (Allah) é único, não gerou e nem foi gerado, terão suas almas levadas ao Paraíso um dia. Não raro, é comum a crença de que no islã o castigo é eterno, por ter bases fundamentalistas de alguns praticantes, pelo fato de o Alcorão mencionar diversas vezes a palavra castigo e sofrimento no fogo do inferno. Porém é fato que o mesmo texto deixa claro que existem condições para se pagar os pecados e sofrer as consequências, como também existem meios de se alcançar o perdão para o banimento do inferno por meio de aplicações de condutas que condizem com os bons costumes e a maneira de enxergar Deus, a vida e a forma de como deverá cada ser conduzi-la, a ponto de pagarem seus pecados post mortem, ou alcançarem a graça do perdão divino.

 No Hinduísmo - A vida após a morte - As pessoas estão condenadas ao eterno retorno, inclusive no corpo de animais, e o destino da alma, a reencarnação, ocorre imediatamente após a morte, e a alma não volta ao mesmo corpo, mas carrega o carma (karma) das vidas passadas. A vida terrena faz parte de um ciclo eterno de nascimentos, mortes e renascimentos. Ao deixar o corpo, a alma não morre e reencarna quantas vezes forem necessárias para que possa aprender as lições essenciais a seu aperfeiçoamento. Essas experiências são definidas pela lei do carma, ou de causa e efeito, que afirma que todas as ações e os pensamentos condicionam nossa vida e as existências futuras.

        Ao final desse círculo de reencarnações, chamado de samsara, a alma atinge um estado de pureza pura e chega ao Parandham, um mundo incorpóreo, que significa “região suprema” em hindu. É um lugar de paz e silêncio, feito de uma energia puríssima, de coloração vermelho-dourada, chamada Brahman. Os hinduístas creem que levar uma vida voltada para o bem, praticar as virtudes e o amor ao próximo, orar, meditar e não comer  carne são formas de desenvolver um bom carma. Não acreditam na comunicação com os mortos. O carma (em sânscrito significa “ato”) é considerado uma lei natural e não é associado a uma punição ou recompensa por ações. Todas as atitudes (“atos”) produzem conseqüências , passaportes para outra vida.  Aliás, a Índia é campeã de casos fantásticos como esses. E não é à toa que é o país mais místico do mundo. Ou seja, campeão de deuses, avatares e... mentiras.

 No Espiritismo - a vida após a morte: a alma passa por sucessivas encarnações até atingir a perfeição. O destino da alma vaga entre os vivos até voltar em um novo corpo. Ela retorna quantas vezes for necessário para, por meio de boas ações, atingir o estágio superior. Pode renascer em outros planetas. A reencarnação é a ideia segundo a qual os espíritos (energia) em seu processo evolutivo vivem muitas vidas, em diferentes corpos, assumindo, portanto distintas personalidades. Quanto à comunicação com os mortos podem contatar os espíritos, mas alguns desenvolvem melhor essa habilidade como os Médiuns -  o que está no meio -. A necromancia, a comunicação com os mortos, é um dos hábitos mais antigos que existe.

          O líder bíblico do cristianismo, Moisés, “falou” diretamente com Deus e ‘recebeu’ os Dez Mandamentos. Para os sociólogos da religião, o fenômeno foi o que chamamos de mediunidade.   

 “Eu acredito na nossa vida como ela é, visível a todos nós. Coisas evidentes e indubitáveis. Nascemos da barriga da nossa mãe, crescemos, temos um cérebro evoluído que nos dá a capacidade de raciocinar, ficamos doentes ou velhos e morremos, sem que nada ou ninguém possa evitar isso. Tanto faz o mais inteligente e culto, como o mais simplório analfabeto. Após a morte, precisamos ser enterrados, ou cremados, do contrário ninguém suportaria o nosso cheiro de podre. Exatamente como qualquer outro animal, seja ovíparo, mamífero, carnívoro ou herbívoro, roedor, réptil, voador e até aquáticos. Todos nascemos, crescemos, morremos e ficamos podres. Essa é a nossa indiscutível realidade. Quem não concordar, que não aceite isso, mas nada vai mudar mesmo assim. Espíritos não existem”.  (Alfredo Bernacchi).

 Índios do Alto Xingu (Camaiurás) - Vida após a morte: os mortos vivem uma vida parecida com a dos vivos num mundo semelhante e os rituais ajudam o morto a chegar ao outro mundo. Quanto à reencarnação, o pajé da tribo entra em contato com os espíritos para saber quem o recém-nascido foi na vida anterior e o fumo é usado pelo Pajé para entrar em transe e controlar a relação da aldeia com os espíritos. Os pajés guaranis conversavam com deuses, assim como os feiticeiros do candomblé.

É difícil acreditar que uma pessoa sobreviva à morte. Ninguém pode provar que isso acontecerá. Nossas lembranças e hábitos estão ligados à estrutura do cérebro. O cérebro, como estrutura, decompõe-se com a morte, e é de esperar-se, por conseguinte, que a memória, a mente e a estrutura cerebral também se dissolvam. Não há razão para se pensar de outro modo, assim como não há razão para que se espere que um rio continue em seu antigo curso depois que um terremoto ergueu uma montanha no lugar em que antes costumava haver um vale. Todos nós sabemos que a memória pode ser extinta por um ferimento ou lesão no cérebro, que uma pessoa virtuosa pode tornar-se corrupta devido à encefalite letárgica e que uma criança inteligente pode transformar-se em idiota devido à falta de iodo. Diante de fatos assim familiares, parece pouquíssimo provável que o “espírito” sobreviva à destruição total da estrutura do cérebro, que ocorre com a morte.

Comentário de Luísa L. em 19 outubro 2016 às 18:39

A vida eterna não faz sentido, pois, no mundo que conhecemos, a eternidade é coisa que não existe.

Falar na vida eterna é uma futilidade. É algo perfeitamente estéril e balofo. Parece-me até que as pessoas que desejam a eternidade, todo o sempre, ou algo semelhante, o fazem sem pensar ou sem na verdade desejar essa "coisa" tão extravagante e antinatural.

Desejar viver eternamente é a mesma coisa que desejar ser sempre jovem, só que sem plásticas. É mascarar a realidade com ideias absurdas. Deve ser difícil para um ser humano imaginar a eternidade, pois tudo o que conhecemos, grosso modo, começa e acaba. Algo eterno, não deverá ter dimensão nem tempo e não creio que os seres humanos sejam capazes de imaginar tal coisa mais do que um milésimo de segundo. Eu não sou capaz de certeza.

Comentário de Divina de Jesus Scarpim em 26 agosto 2016 às 20:37

PS: Esse "você citou no seu vídeo" está aí porque esse texto foi, a princípio foi escrito como resposta a um vídeo sobre esse tema.

Comentário de Divina de Jesus Scarpim em 26 agosto 2016 às 20:17

Uma vez, já faz alguns anos, comecei a me perguntar de quanto tempo eu precisaria para aprender todas as línguas, ler todos os livros, conhecer todos os lugares, conversar com todas as pessoas, aprender e praticar todas as profissões, todas as artes, todos os esportes. Achei que o tempo seria muito longo mas bem longe do infinito. Além disso percebi que meus desejos estavam muito restritos, afinal, aprender todas as línguas que são faladas hoje seria aprender bem poucas línguas comparado à quantidade de línguas que já foram faladas. Ler todos os livros também tem restrições, muitos já se perderam na história e muitos dos que existem hoje eu não quero ler porque não prestam. Conhecer todos os lugares não significa conhecer todos os lugares porque cada lugar já foi vários lugares e provavelmente será muitos outros ainda. Para as pessoas valem as mesmas restrições que apontei para os lugares e ainda mais. Conversar com todas as pessoas tem também mais ou menos as mesmas restrições dos livros, tantas e tantas já morreram e tantas há que eu preferia não conhecer. Aprender todas as profissões parece legal, mas tem algumas que eu não gostaria de saber, como a profissão de pastor evangélico por exemplo. Quanto às artes e ao esporte não consegui pensar em nenhuma restrição, principalmente porque alguns absurdos que uns ou outros chamam de arte ou de esporte não entrariam na minha definição, como a "arte" de explorar pessoas e o "esporte" da caça, por exemplo. Daí que, diante disso, concluí que para fazer tudo isso de maneira satisfatória eu precisaria viajar no tempo para frente e para trás a meu bel prazer. E mesmo "esticando" tanto assim, o tempo para fazer tudo isso seria menor do que a eternidade. Nesse ponto fiquei com dois problemas: O primeiro é a impossibilidade da viagem no tempo; o segundo você citou no seu vídeo, é o sem graça de estar sozinha. Então pensei em possíveis soluções para esses problemas: primeiro eu poderia viajar por planetas, galáxias e universos e encontrar outras línguas, livros, lugares, pessoas, profissões, artes e esportes. Talvez cada um deles em número infinito. Segundo eu poderia também, nesses passeios, encontrar pessoas que têm os mesmos poderes (ou desejos) que eu, e então não estaria sozinha. Daí sobraram apenas duas dificuldades insuperáveis: Primeiro, esse corpo que tenho não poderia fazer isso e essa mente que tenho não existe sem ele. Segundo, não há como saber se existem outros lugares habitados em outras galáxias, ou outros universos, ou pessoas com os poderes que, até agora, só existem na minha imaginação. Diante dessas impossibilidades - embora tenha certeza de que nessas condições eu aceitaria a vida eterna feliz da vida - acho melhor ficar quietinha e morrer tranquila quando chegar minha hora.

Comentário de Paulo Rosas Moreira em 14 agosto 2016 às 10:39

Paulo Luiz Mendonça !

A minha opinião a respeito, penso que é um tremendo egoísmo e falta de bom senso de alguém que deseje a vida eterna.

Imagine um ser humano envelhecendo chegando aos 100 anos, quanto a natureza já não lhe tirou de força, saúde e beleza, projete mais 100 anos, e mais e mais. Já pensou se fosse possível a vida eterna para todos ? O planeta já teria implodido, não teria mais comida para todos.

A propósito, por ser uma imaginação, não sabemos que tipo de vida eterna : morreria o ser humano em caso de assassinato, ou seria mais um personagem da ficção como o Wolverine ?  Seria ele imune a doenças ? Se não, para que medicina e Hospitais, não é mesmo ? Um mundo de perguntas inúteis, e um mundo de cretinice em pensar em vida eterna.

Saudações irreligiosas.

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