Irreligiosos

Se você não sabe, aceita e não questiona, embota-se e acaba virando crente.

O real propósito das religiões, hoje em dia. . .

A religião judaica, cristã e muçulmana, basicamente, serve ao propósito de destruir as defesas morais intrínsecas do indivíduo e instalar, em seu cérebro, uma mistura estranha, confusa, indefinida e incompreensível, de sentimentos sobre o "certo" e o "errado", com a finalidade de, através de enganos superpostos e sobrepostos, destruir sua identidade própria e manipular as suas ações.
A Bíblia, o Talmud e o Corão não passam de abomináveis instrumentos que servem unicamente a esse maligno propósito.

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Comentário de Oiced Mocam em 6 dezembro 2016 às 7:41

 Na América - as últimas nações indígenas foram dizimadas, assim como os Astecas, Maias, Incas, nos Brasil índios Guaranis, Tamoios....O principal interesse da coroa portuguesa, no sentido de "descobrir" (ou seria invadir?) novas terras, era o de estabelecer novas rotas comerciais. O Brasil, Terra de Santa Cruz, Terra de Vera Cruz, carregava esses nomes não por acaso. Os portugueses, desde a tomada de Celta em 1415, carregavam consigo o espírito das cruzadas. As embarcações da expedição cabralina traziam a cruz da Ordem de Cristo estampada em suas velas. D. Manuel I, então rei de Portugal, era também Grão -- Mestre da Ordem de Cristo. Em 1500, sob o comando de Pedro Álvares Cabral, o Brasil foi batizado com a fixação em terra da primeira cruz, seguida da reza da primeira missa, proferida, na ocasião, pelo frei Henrique de Coimbra, um franciscano. Portanto, a religiosidade sempre esteve presente no processo de colonização dos portugueses.
Bahia, na primeira metade do século XVI: Os navegadores portugueses, além da beleza, encontraram também os homens gentios, assim denominados por Manuel da Nóbrega, que representava um dos quadros da Companhia de Jesus, fundada em 1534 por Inácio de Loyola. Era da incumbência de Nóbrega a Missão no Brasil, além da educação dos filhos de colonos. Todas as atividades que a Companhia de Jesus realizava era para a “glória de Deus”, um lema dos soldados de Cristo. A primeira impressão deixada pelos nativos na visão dos viajantes era de que esses homens gentios não possuíam qualquer vínculo religioso, ou seja, não adoravam nenhum tipo de Deus, nenhuma santidade, ou até mesmo um ídolo. Padre Antônio Vieira, afirmou  em seus Sermões (XI e XXVII):

"É melhor ser escravo no Brasil e salvar sua alma que viver livre na África e perdê-la.”

A África é o inferno de onde Deus se digna retirar os condenados para, pelo purgatório da escravidão nas Américas, finalmente alcançarem o paraíso”.

No entanto, não demoraria muito tempo para que esse conceito elaborado pelos portugueses caísse por terra. Ronaldo Vainfas - (A heresia dos índios - Catolicismo Rebeldia no Brasil Colonial – Editora Companhia das Letras) um renomado estudioso de assuntos coloniais do Brasil, trata dessa dimensão da religiosidade dos índios desse período. Com muito brilhantismo e competência, o autor reúne fontes fidedignas que nos revela a preocupação, por parte dos portugueses - jesuítas, após terem se apercebidos da estrutura ritual religiosa contida nos Tupinambás – Tupi. Os adeptos da santidade ameaçavam os "nativos traidores" (índios) com as piores penas. Na verdade, uma metamorfose punitiva, como chamou Vainfas. Ameaçavam transformar os resistentes em animais, pedras, paus, etc. O mito da Terra sem Mal, conta o autor, revela os maiores inimigos do índio: o homem branco, os portugueses, o cativeiro, a Igreja dos padres, a lei dos cristãos...

Se pensarmos nos Dez Mandamentos “recebidos por Moisés” no monte Sinai (conforme a bíblia, embora esses fatos e o monte não existiram), percebemos as inumeráveis contradições éticas que perpassaram o modelo colonialista que, justamente, matava em prol do respeito às leis cristãs, princípios como não matar e não roubar! O culto a Deus foi relegado ao esquecimento diante do valor material que as minas de prata e ouro do Novo Mundo podiam oferecer.  A espada e a cruz marchavam juntas na conquista e na espoliação colonial e conforme o preceito de Maquiavel de que “os fins justificam os meios”. O Chefe índio Pontiac nos disse: 

Eles vieram com uma Bíblia e sua religião – roubaram a nossa terra, esmagaram nosso espírito... e agora nos dizem que devemos ser agradecidos ao “Senhor”, por sermos salvos”.

Um nativo brasileiro estava amarrado em troncos para ser queimado quando um padre tentou orientá-lo para rezar e conquistar o céu no último minuto.

 Os espanhóis vão para o céu?”, perguntou o índio. “Então quero ir para o inferno, para ficar bem longe deles”. No século XVII, o padre Gregório Garcia sustentava que os índios eram de ascendência judaica, porque, como os judeus “... não creem nos milagres de Jesus Cristo...e não descendiam de Adão e Eva”.  Já os índios preferiam ir ao inferno para não se encontrarem com os cristãos.

Devemos lembrar dos negros escravos batizados antes de embarcarem trazidos da África, talvez o maior terror da humanidade.

“Senhor Deus dos desgraçados! Dizei-me Vós. Senhor Deus!

Tanto horror perante os céus!

Era o navio negreiro e a escravidão, num genocídio da alma negra liberta?”.

Mas, ampliando um pouco mais o assunto, seguem mais curiosidades.

 Desde o século IV da Era Cristã os senhores do conhecimento impuseram sua verdade ao ensino.

“A humanidade teve uma história comum e uma direção única: a vitória romana e a salvação cristã. A história da salvação romano-cristã reúne tempo e eternidade, história e Cristo. Foi uma ideia absolutamente nova, que nem os judeus haviam chegado a formular, obcecados com a ideia de “um povo eleito”.[...] Os eventos históricos eram manifestação de Deus, cuja vontade devia ser decifrada. O destino das nações, as lutas políticas se submetiam à vontade divina. Essa ideia nova criou uma história nova – a história universal”. (REIS, José Carlos. História & Teoria: historicismo, modernidade, temporalidade e verdade. Rio de Janeiro: FGV, 2003, 2003, p. 19).

     Fundaram, aos milhares, colégios e seminários na Europa e na América e insinuaram-se também em instituições mais antigas. Tinha posição destacada nas cortes com professores, pregadores e confessores e um certo predomínio científico manifestado tanto nos colégios como nas publicações. Durante séculos, detiveram o monopólio da educação na Espanha e um quase monopólio na França. (CÂMARA, Jaime de Barros. Apontamentos de História Eclesiástica'. Editora Vozes, Petrópolis: 1957, p.275 – 278).

      Havia missionários jesuítas na África, no Japão e na China, na América do Norte e do Sul. Os métodos de coerção utilizados por milênios fundaram o atual e lacunar conceito de verdade, histórica inclusive.

       Inácio de Loyola (1491-1556), por exemplo, fundador com outros da ordem religiosa Companhia de Jesus (jesuítas), ensinava que, se a Igreja decidisse que o branco era preto, o dever de seus filhos era acreditar. “Acredito que o branco que eu vejo é negro, se a hierarquia da igreja assim o tiver  determinado “.

      Lutero liderou a reforma religiosa e traduziu a Bíblia para o alemão. Mas para ler livros, teriam que saber ler. E assim junto a cada igreja a escola era construída ao lado (com seu anexo o cemitério).

      “A universidade contemporânea é fruto de instituições religiosas, como monastérios e seminários. Esses eram ativamente preocupados em tornar a educação algo prático: eles queriam salvar sua alma, ensinar a se tornar sábio e bom. Mas conforme nos tornamos uma sociedade mais secular, nos tornamos mais envergonhados sobre a sabedoria do mythos ou sobre idéias de certo ou errado, de bem ou mal”. (Alain de Botton, em entrevista, acessada no link http://transforme.is/so-a-arte-salva-conheca-as-ideias-de-alain-de-...).

       A Companhia de Jesus ainda caracteriza-se pela sua forte ligação ao ensino, com numerosos estabelecimentos de ensino, incluindo ensino superior. Nas escolas e universidades nunca houve lugar para a rebeldia. Professores de História, assalariados pelo sistema e envolvidos ideologicamente por ele, muitas vezes fazem o que lhes é exigido, como sempre foram da cultura dominante. O pensamento crítico deveria ser disciplina obrigatória nas escolas e faculdades.

http://www.universoracionalista.org/o-surgimento-das-universidades/

Grande e Fraternal Abraço a todos,

Oiced Mocam

Conforme a opinião do agnóstico e irmão, Paulo Rosas Moreira (RJ),

“Não se constrói castelo em areia; penso que a felicidade de nossas crianças está ligada ao amor e atenção que recebem, não só de seus pais, mas dá sociedade como um todo. Afinal, qual a finalidade de incutir mentiras na cabeça das crianças? Onde pode existir felicidade, incutindo-lhes o medo a um Deus imaginário, que as castigará por não cumprir alguns dos seus mandamentos ? Eu acho isto uma insanidade. Acho ainda que,  é preparar a cama na intenção de explorá-la financeiramente no futuro, por agentes "religiosos". Complementando: é o círculo do medo”

       Quanto à questão da existência de um deus, será necessário se colocar frente a esse conceito para que possa emitir um juízo e, apenas quando formular: "Isso é verdadeiro" ou "Isso é falso", é que poderemos dizer que essa criança é crente ou descrente, que acredita em divindades ou é irreligiosa.     

Comentário de Ivo S. G. Reis em 5 dezembro 2016 às 22:19

Religião é também instrumento de dominação (sempre foi). Basta lembrar um exemplo bastante conhecido, para ficar só nele: na época das explorações de conquistas espanholas, todas as vezes que os espanhóis conquistavam um país, a primeira coisa que faziam era desembarcar uma missão jesuíta para catequizar os nativos e convertê-los à religião dos conquistadores. Alias, os padres jesuítas já vinham junto com os invasores nos navios. Os conquistadores deixavam os padres trabalhar e quando a população dominada já estava catequizada, impunham suas leis, sem resistência. Está aí uma das utilidades da religião.

Comentário de Paulo Rosas Moreira em 4 dezembro 2016 às 8:56

Sergio Mesquita Rangel !

Interessante ! Sinto necessidade de ser resumido, por imposições do dia a dia, mas não posso deixar a oportunidade de comentar essa sua publicação.

Todas as religiões destinam-se a submeter mentalmente o ser humano, para servir-se dele na política, e de seus recursos  financeiros, recursos esses, fundamentais para as suas subsistência.

Deuses não existem, mas eles garantem que sim, e o tecem como um deus bondoso para os que nele acreditam ao tempo em que esse mesmo deus, se transforma em um demônio, quando o ser humano nele não acredita, condenando-o a eternidade, ao que chamam de inferno, local de sofrimento  atroz  e eterno, como se isso fosse possível.

A grande pergunta: Como o ser humano pode ser tão tolo, acreditando nessas sandices ?

Saudações irreligiosas. 

Comentário de Edsonaldo Costa Santos em 11 outubro 2016 às 23:03

E tudo isso unido a uma tendencia natural que os humanos têm de criar e cultivar deuses. Não tenho dúvidas das inúmeras perdas quando se deixa submeter as religiões. 

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