Irreligiosos

Se você não sabe, aceita e não questiona, embota-se e acaba virando crente.

Perguntaram-me se creio em deus.

 

Respondi não, não creio em deus, prefiro crer nos meus semelhantes, principalmente naqueles honestos, trabalhadores e cumpridores dos seus deveres. Estes sim, creio firmemente, eles existem, posso vê-los, posso tocá-los e posso sentir sua presença; são reais, são partes da minha existência na terra. É deles que sempre dependi, para que minha vida tivesse êxito e conseguisse chegar na idade em que cheguei.

Tudo além disso, não passa de fantasias, para amenizar o medo que todos os humanos têm do grande mistério da morte.

 

Paulo Luiz Mendonça.

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Comentário de Oiced Mocam ontem

  O mundo parece estar melhor, e o futuro será de mais solidariedade, compreensão e aceitação das diferenças. No futuro singular dos humanos, as velhas certezas, como a morte, passarão a ser relativas. Se aceitarmos a responsabilidade coletiva para a criação de um futuro em que a inovação e a tecnologia servem às pessoas, elevaremos a humanidade a novos níveis de consciência moral e espiritual.  Enfim, O MELHOR DA HUMANIDADE ESTÁ POR VIR.

 O filósofo e ex-teólogo alemão Ludwig Feuerbach (1804-1872) considerava a religião uma fase infantil da humanidade. Ele acreditava que um dia o Homem perceberá, com a ajuda de outros, que adorou a sua própria essência e criou a fantasia de um ser semelhante a si infinitamente perfeito, sempre disposto a protegê-lo, consolá-lo e conduzi-lo em segurança nos momentos mais angustiantes da vida. A religião será futuramente substituída pela cultura, pela ética, pelo humanismo. Somente a cultura pode unir os homens, não a religião. A fé separa, cria cisões por conta da rivalidade das crenças. (FEUERBACH, 2007, p. 9).

 

“Temos que desmistificar toda essa ideia que nós fazemos de um Deus criador, um Deus autoritário, um Deus pai, um Deus que governa. E mostro como, no exagero, isso pode levar a situações absurdas, como criar-se ou inventar-se uma religião que está toda ela assente no sofrimento, na renúncia, nas lágrimas, no sangue e em tudo aquilo que é negativo. Em vez de se levar para o homem o caminho da felicidade, da solidariedade, submete-se constantemente o homem ao que se pode e ao que não se pode fazer, à punição, ao tribunal, ao juiz. Além daquilo que temos dentro de nós, que é nossa consciência, inventou-se uma espécie de supra consciência, que julga todos os nossos atos e nos espera para o tribunal não sei quando e para nos condenar, pelo visto em alguns casos, por toda a eternidade. Isso é um absurdo... Acontece que inventamos deuses, vivemos sob o temor dos deuses e depois tentamos criar um deus que não seja temor, mas que seja amor… E andamos nesse vaivém, sem saber realmente que  pessoas somos, não é?...” (Blog  da Boitempo com entrevista de José Saramago à editora Ivana Jinkingsta : (parte 1) Publicado em 13/04/2011)).

 O conhecimento pode mudar o mundo. Em realidade é isso mesmo, o conhecimento pode alterar o curso da humanidade. Muito mais que os discursos de religiosos que se estendem por séculos sem resultado algum. Conhecimento e razão traz um poder que é mais forte do que a lealdade O conhecimento é mais forte do que fé.

       No futuro, a força dos grupos terroristas não virá da disposição de morrer por uma causa, e sim do domínio tecnológico que eles possuírem. Essa é a previsão segundo o Google.


 As pessoas podem não gostar ou discordar das nossas verdades ou princípios, mas se quisermos, o ideal é termos outro ideal no bolso das calças. Ou deveremos ter um monte deles de reserva para ofertar ao prezado público.     

        Dizem os filósofos que o maior dever do homem na Terra é buscar a felicidade. E "eu" refuto os filósofos. Eu penso que:

“Não, pois se vocês mesmos nos ensinaram que a felicidade é efêmera e não existe permanentemente, então não é a busca da felicidade a maior meta do homem na Terra”. A maior meta do homem na Terra, filósofos (incluído o nosso amigo IVO S. Reis), permitam-me que eu ouse discordar de vós, é a busca possível, isto é, de ser menos infeliz. Isto é, nós temos na Terra o dever de ser menos infelizes, e não de ser sempre felizes.

Tudo nas religiões que coincidir com o humanismo é positivo. Todo o resto é superstição, mistificação, rituais, crendices, alienação, dogma, intolerância. A mesma intolerância que gerou as Cruzadas, a Inquisição, as Guerras Papais, a Guerra dos Trinta Anos – entre católicos e protestantes – os milhares de conflitos religiosos ao logo de decênios, séculos e milênios, inclusive em nossos tempos, gerou o obscurantismo.   

  “A escolha que temos pela frente é simples: podemos ter uma do século XXI acerca da moral e do bem-estar humano – uma conversa na qual recorremos a todas as descobertas científicas e argumentos filosóficos acumulados nos últimos dois mil anos de discurso humano – ou então podemos nos confinar a uma conversa do século I, tal como preservados na Bíblia. Por que alguém haveria de querer adotar a segunda opção?” (Sam Harris).

Para leitores religiosos, os meus comentários nas redes sociais (facebook e...)são sempre  um teste saudável para sua fé. Na minha proposta de conscientizar e despertar, se esse meu livro (em forma inicial de E-Book "rascunho"),  funcionar do modo como espero, ao lerem serão, agnósticos, ateus  ou irreligiosos, com orgulho quando terminarem ou simplesmente Livres Pensadores, livres  de superstições e do sobrenatural. Com todo o respeito a Eles, não aos seus dogmas e doutrinas que contesto. Eu despertei da ilusão religiosa na leitura de livros (Bíbla, Darwin ...Código da Vinci...) antes de virar "rato de biblioteca".

Fui crente de ir aos cultos todos os domingos de manhã, muito ativo e grande doador e patrocinador durante 50 anos. Sei bem como é participar dessa bolha/matrix, quando não se aprofunda nada biblicamente. Olha, meus amigos e lhes confesso que fomos muito felizes nesses anos pois numa cidade do interior  participar dos almoços e bailes da comunidade evangélica (não confundir com as novas igrejas tele franquias mercadores da fé) é algo alegre e salutar, até para cativar clientes, vizinhos e parentes em um ambiente salutar. 

Um grande abraços a todos os amigos que se pronunciaram ou estão lendo esse comentário,

Oiced Mocam

Porto Alegre/RS

https://www.google.com.br/search?q=oicedmocam%2B&oq=oicedmocam%...

Comentário de Carlos Dosivan ontem

Ivo S. G. Reis: "Às vezes chego a pensar que estamos malhando em ferro frio;"


O assunto "religião" não me empolga muito, aliás não só a mim mas a um número muito grande de pessoas. E isso tem muito a ver com a declaração inicial do seu post.


Penso que assuntos religiosos prestam-se apenas para estabelecer discussões de ideias, sem esperar disso qualquer resultado prático, objetivo. Vc mesmo citou Nietzche, combateu com toda a sua inteligência e força o cristianismo. Convenceu? Pelo contrário, o cristianismo cresceu desde o seu tempo até agora. E a razão é muito simples: os religiosos não têm ouvidos para os "de fora", encaram-nos apenas como mais um inimigo. Quem acata conselhos de inimigos?


Quanto ao natal, há muito já deixou de ser uma festa de cunho religioso, é mais uma grande oportunidade do comércio incrementar suas vendas, assim como dia das mães, dos pais, páscoa etc. Os presépios montados em shoppings e lojas são apenas apelos comerciais para atrair os consumidores cristãos. Com quantas pessoas vc já se deparou rezando em frente a alguns desses símbolos natalinos? Eu nunca vi isso. Talvez aconteça no interior de alguma igreja católica, nem em ambientes evangélicos e espíritas - que também dizem ser cristãos - depararemos com tal quadro.


Ainda acho que, a despeito das grandes dificuldades para se realizar mudanças, a política é um caminho mais viável para obter-se algum resultado objetivo. Aliás, existe uma relação direta entre política e religião. Quanto mais corrupta a política de um país, mais forte é a sua religião. Sabe por que? Primeiro porque os religiosos são ensinados a serem submissos às autoridades que, por sua vez, são escolhidas politicamente; em segundo lugar - não que seja menos importante do que o primeiro - porque a quantidade de religiosos servem como um termômetro estatístico para os políticos corruptos, seu resultado é mais exato do que qualquer outro órgão especializado nesse tipo de serviço, porque revelam quantos iguais a eles existem no país. Dessa forma, podem avaliar a viabilidade para continuarem com suas falcatruas políticas, roubalheiras etc.


ARRISCO-ME A AFIRMAR QUE NO AMBIENTE RELIGIOSO ENCONTRAM-SE AS PESSOAS MAIS PERNICIOSAS PARA A SOCIEDADE! Pessoas hipócritas, mentirosas, soberbas, egoístas, mesquinhas, desonestas, enfim, TUDO o que de pior pode existir no caráter de uma pessoa encontramos com mais fartura dentro dos ambientes religiosos do que fora deles. Excetuam-se apenas os que entraram e saíram porque não se sentiram bem naquele antro, alguns que frequentam "socialmente" porque não encontraram nada melhor para fazerem - esses são mais comuns nas cidades pequenas - e, por fim, excetua-se também aquelas pessoas que encontram-se em fase de iniciação, portanto, ainda não se deram conta do mal que estão causando a si mesmas, e no futuro distribuirão esse mal para toda a sociedade. Mas somando-se todos esses, constituem-se numa parcela muito pequena, desprezível numericamente. Enquanto que a maioria esmagadora é constituída de pessoas com as (des)qualificações humanas já enumerados acima.


Para finalizar esse (longo) post, e sem qualquer intenção de defender qualquer religião, sinto-me obrigado a reconhecer que jamais ouvi de um líder religioso ordem para matar, roubar, ser corrupto e tudo o mais que já citei anteriormente. Isso é prova cabal de que as pessoas que ali estão carregam em seu próprio caráter uma vontade incontrolável de serem como são. Ninguém as instruiu para isso, pelo contrário o que ouço desses líderes é que todos devem amar uns aos outros, não devem entregar-se aos vícios e outras coisas com que todas as pessoas de bem concordam. Mesmo que em sua intimidade, os próprios líderes não pratiquem o que de bom ensinam.


Por tudo o que discorri, se depender de mim, quero mais que aqueles "fiéis" se explodam! Não acho que valha à pena tentar "salvar" alguém da religião, em especial da cristã. Se não são sinceros nem mesmo com o aquele que dizem seguir, o que esperar de tais pessoas?


Abs.

Comentário de Ivo S. G. Reis em 7 janeiro 2018 às 1:51

Meu amigo Oiced, meu amigo Paulo Mendonça:

Às vezes chego a pensar que estamos malhando em ferro frio; e só não desisto de escrever, mostrar e denunciar porque, como vocês e muitos outros colegas daqui, sou teimoso, persistente e esperançoso. Esse assunto da religiosidade das pessoas e as razões que levam alguém a ser ateu ou irreligioso, já foi ampla e brilhantemente discutido aqui. Alguns foram parar em livros, jornais e publicações avulsas. Mas as dúvidas continuam. As pessoas ainda se espantam quando você se diz ateu e querem porque querem entender as razões, para nós, tão simples e evidentes.

Acho que, como dizia o grande filósofo Nietzsche, que abominava o cristianismo, a solução é martelar, martelar e martelar, até o exaurimento das forças. Depois, é descansar e voltar a martelar, martelar, martelar, para completar outro ciclo de marteladas. É o que estamos fazendo. Mas, vejam só: as pessoas não conseguem se libertar nem das crendices e enganações idiotas do Natal!... Como vão ter coragem de rever suas posições religiosas sobre assuntos mais sérios?

Quem sabe, no futuro, possamos reunir todos os melhores escritos dos nossos colegas e publicá-los em livro? Será que assim nossas ideias encontrariam eco? Vamos acompanhar e aguardar.

Saudações Irreligiosas!

Comentário de Oiced Mocam em 5 janeiro 2018 às 16:03

Por que as pessoas se tornam ateus?

O que leva uma pessoa ao ateísmo e à irreligiosidade?

Esta é uma pergunta muito boa, mas, infelizmente, pode não ser muito fácil de responder, mas fácil de entender.  Há, talvez, como muitas razões para ser ateu, pois há ateus e o “fator deus”.  O que quero dizer com isto é que o caminho para o ateísmo tende a ser muito pessoal e individual, com base nas circunstâncias específicas da vida de uma pessoa, experiências e atitudes. 

No entanto, é possível descrever algumas semelhanças gerais que tendem a ser bastante comum entre alguns ateus, especialmente os ateus no Brasil.  É, no entanto, importante lembrar que nada nestas descrições gerais é necessariamente comum a todos os ateus, e mesmo quando ateus fazem partilham características, não se pode presumir que elas são compartilhados com a mesma intensidade.


A razão particular pode desempenhar um papel muito grande para um ateu, um papel muito pequeno para outro, e absolutamente nenhum papel para um terceiro.  Você pode razoavelmente assumir que estas generalidades pode ser verdade, mas para saber se elas são verdadeiras e como verdadeiro. Fazem as perguntas básicas que devem ser feitas sobre qualquer religião: "É verdade?" "É moral?" "É a melhor resposta possível?" 

Na opinião do escritor Assis Utsch. Por Que o Ateu é Ateu ?

“ É porque para um ateu Deus é apenas um conceito. A suposta Divindade não é um ser real, mas apenas ideal, pois só existe no plano das ideias. As divindades foram criadas pelo homem desde o primeiro momento em que adquirimos consciência de nossos tormentos – a morte, os perigos, nossas angústias, etc. E a partir daquele instante precisamos de uma Proteção e buscamos uma divindade que nos resguardasse. Nossos primeiros protetores eram os fetiches, totens, xamãs e outros. Depois essas entidades foram se transformando em deuses e finalmente no Deus único.


Para um ateu os chamados livros santos são fábulas mitológicas; são lendas que foram sendo recontadas e recriadas durante milênios. Primeiro de forma oral, depois escritos; eram textos sobre couros, pedras, folhas, numa linguagem precária e recriados ao longo dos vários momentos históricos, sempre variando conforme aquela regra: “Quem conta um conto lhe acrescenta um ponto”.

Surgiram então os profetas e as religiões. Mas estas não passam de superstições mais elaboradas. As crenças alicerçadas sobretudo nos medos mantiveram-se por toda a história da humanidade graças aos costumes, tradições, doutrinação, educação e conveniências de poder. Seus dogmas levaram aos morticínios, dezenas de milhões morreram em conflitos como nas Cruzadas, na Inquisição, nas guerras papais e em milhares de outros desatinos, maiores ou menores.

Para um ateu, se o Universo é eterno, não precisamos de um criador. E ainda que o Universo tenha sido criado, sua criação só poderia ser através de um processo natural, e não teria qualquer relação com o Deus antropomorfo que inventamos. Já as supostas provas de Deus não vão além de alegações, todas elas desmoralizadas.

E só estamos aqui porque o arranjo cosmológico aleatoriamente estabelecido permitiu que na Terra moléculas pré-biológicas se tornassem biológicas, e evoluíram ".

Uma razão comum para o ateísmo é o contato com uma variedade de religiões.  Não é incomum para um ateu ter sido criado em uma família religiosa e de ter crescido vivendo com a suposição de que sua tradição religiosa representava uma fé verdadeira no Deus Único e Verdadeiro.  No entanto, depois de aprender mais sobre outras tradições religiosas, esta mesma pessoa pode adotar uma atitude muito mais crítica em relação à sua própria religião e até mesmo a religião em geral, acabando e chegando a rejeitar não só essas, mas também a crença na existência de quaisquer deuses. Eu considero que sem estudar história das religiões e a origem do cristianismo é difícil entender o mundo.

Outra possível razão para o ateísmo podem ser originários de más experiências com uma religião.  Uma pessoa pode crescer com ou converter-se para uma fé religiosa que, eventualmente, sentir-se oprimido, hipócrita, mal, ou de outro modo indigno de seguir.  A conseqüência disso para muitos é tornar-se crítica, mas em alguns casos, uma pessoa pode tornar-se crítico de todas as religiões e, como acontece com a explicação anterior, mesmo crítico da crença na existência de deuses. Considere a observação do que ocorre no mercado da fé, aqui e no mundo.

Muitos ateus encontram o seu caminho para a descrença através da ciência. Ao longo dos séculos a ciência tem vindo a oferecer explicações de aspectos da nossa existência, que antes eram de domínio exclusivo da religião. Porque explicações científicas têm sido mais produtivos do que explicações religiosas ou teístas, a capacidade da religião de exigir fidelidade enfraqueceu.  Os  ateus estão em sintonia com a ciência de hoje. A ciência vem rasgando com unhas e dentes esse véu negro e inútil das superstições.  Como resultado, algumas pessoas rejeitam totalmente não só a religião, mas também a crença na existência de um deus. Os ateus assumem responsabilidade por suas próprias vidas e apreciam a aventura de participar de novas descobertas, buscar novo conhecimento, explorar novas possibilidades. Em vez de se satisfazerem com respostas pré-fabricadas para as grandes questões da vida, os  ateus apreciam o caráter aberto de uma busca a liberdade de descoberta que esse proceder traz como sua herança.

A linha mais famosa do ateísmo é a naturalista que, é o contraste da teologia da revelação natural criada pela ortodoxia. Esse tipo de ateísmo afirma que não tem provas na natureza para a existência de Deus, pelo contrário a natureza caminha por si só e é independente da ação ou força sobrenatural. Qualquer relato acerca da natureza deve passar pelos testes da demonstração científica.

Para eles, os deuses são inúteis como uma explicação para qualquer característica do universo. Consideremos o estudo imparcial dos trabalhos de historiadores, filósofos e cientistas (mitólogos, apologéticos ou neutros) e o confronto de suas conclusões.

Há também argumentos filosóficos que muitos consideram como bem sucedido em refutar a maioria das concepções comuns dos deuses.  Por exemplo, muitos ateus pensam que o argumento do mal torna a crença em um  onipresente (o que significa que o seu deus é em todos os lugares em todos os momentos), onisciente e onipotente deus completamente irracional e ilógico. Embora deuses sem tais atributos, há também uma ausência de boas razões para não acreditar em tais deuses.  Sem uma boa razão, a crença é impossível ou simplesmente não vale a pena ter.

Esse último ponto é, em muitos aspectos são mais importantes. Descrença é a posição padrão - ninguém nasce com uma crença.  Crenças são adquiridos por meio da cultura e da educação (tradição e submissão familiar religiosa). 

     Frequentemente irreligiosos e ateus dizem mesmo que não existe nenhum deus. Nós baseamos essa posição na observação, na razão e nas evidências. Existem tantas "evidências" sobre a existência de fadas quanto sobre a existência de deuses, contudo não se espera que acreditemos em fadas. Ninguém nos diz que devemos abrir nossos corações para a realidade das fadas antes que vejamos que elas são bem reais. E mais importante: não se espera que provemos que fadas não são reais quando dizemos que não acreditamos nelas. 
Não temos nenhum conhecimento sobre fadas ― nenhuma evidência sobre sua existência. Temos estórias sobre fadas, mas é tudo. Como não provados e primitivos, sobrenaturais sobre deuses, demônios, anjos, magia, vida pós-morte, almas e "milagres". Quando você não tem conhecimento sobre algo, das duas uma: ou você permanece sem resposta ou ponto de vista em relação a isso; ou você apenas acredita no que lhe foi ensinado, no que você ouviu, ou no que você sonhou. Sómente quando você tem conhecimento, você pode honestamente ter um posição, ou alegar ter uma resposta. Ambos os ateus e céticos rejeitam o paranormal, sobrenatural, e pensamento mágico que se encontra na religião teísta e superstições populares paranormais. O ceticismo e do ateísmo tem muito mais em comum do que muitos imaginam.

     É por isso que a crença em deuses é falsa, e o ateísmo é mais honesto. Porque é mais verdadeiro, mais coerente, mais responsável, mais racional, mais evidente, mais justo, mais simples, mais honrado, mais lúcido, mais inteligente, mais consciente, mais caridoso, mais comprometido com a pratica do bem e a erradicação do mal, sem outorgar isso a nenhum hipotético preposto. Mais livre!

Não há evidências para a existência de deuses, apesar das alegações dos crentes. A  hipótese de crença por fé num deus Super Humano Imaginário, para os  ateus é dispensável. Ateus tem fé em si mesmos.

    Não acreditamos, em um Deus Pai, que existe fora do tempo e do espaço, que veio para a Terra, engravidar uma virgem.  Que Deus teve um garoto chamado Jesus (genérico de Apolônio) e o mandou para uma missão suicida.

    A leitura e estudo da Bíblia: este é, sem dúvida, o mais poderoso fator de conversão ao ateísmo. O ensino religioso é cheio de falhas? É tendencioso? Sim, não resta a menor dúvida quanto a isso. Muitos desses ensinos estão em desacordo com o texto bíblico; o que nos leva a concluir que onde a religião falha. Aliás, o texto bíblico é a maior prova da hipocrisia religiosa, é através dele que se pode comprovar as mentiras que são pregadas nos templos. Ler teologia, os dogmas, ver as acrobacias e os arabescos colaterais que os teólogos fizeram para justificar o injustificável. Jesus e Javé (Javé, o Deus judaico, NÃO compartilhou sua divindade com quem quer que seja), a unificação destes três em um só, isto é, o dogma da Trindade. Javé, o deus ancestral dos judeus, passa a partilhar sua divindade com o Jesus dos cristãos e mais um terceiro personagem imaterial, o Espírito Santo. Os chamados "unitaristas", discordam dessa crença "trinitarista", logo se percebe que a Trindade não é um consenso mesmo no cristianismo. Os ateus são pessoas que lêem muito sobre religião. O crente crê e basta. O ateu procura entender.


Na opinião do agnóstico Ivo S. Reis. “A leitura e estudo da Bíblia: este é, sem dúvida, o mais poderoso fator de conversão ao ateísmo. Antes de se tornarem ateus, agnósticos, irreligiosos ou antiteístas, aqueles que adotaram essas posturas filosóficas dedicaram-se ao intenso estudo da Bíblia, não para descrer, mas para ver se podiam crer, porque precisavam convencer-se. Antes mesmo de concluir os estudos, já estavam plenamente convictos de que não havia nenhum motivo para crer e sim para descrer e condenar. Fora do cristianismo, essas pessoas procuraram Deus em outras religiões e a frustração foi a mesma.

[…]Por tudo isso, continuo achando que, estudando a Bíblia convenientemente , só não abandona a fé quem já estava predisposto a não fazê-lo ou quem, mesmo tendo estudado, não teve coragem ou capacidade para enxergar as impossibilidades e absurdidades bíblicas. Assim vejo eu. Mas as pessoas podem ter uma visão diferente (comentários na Comunidade Irreligiosos).

Quanto a Deus, diria que se o Deus cristão existisse e pudesse ser julgado pela justiça dos homens, teria de ser condenado à prisão perpétua ou à morte, eis que nenhum ser humano jamais conseguiu superá-Lo em atrocidades, injustiças e assassinatos, por Ele cometidos diretamente ou em seu nome ou sob sua ordem e condescendência. Mas deuses não podem ser enjaulados nem mortos. Então, a solução mais sensata que as pessoas encontram é ignorá-Lo e não dar ouvidos à sua voz. Assim nascem os ateus, agnósticos e livres-pensadores irreligiosos”.

A responsabilidade social como cidadão: cidadãos têm a obrigação de zelar pelo seu bem-estar e o das pessoas que com eles convivem em seu país; têm o dever de alertar sobre os desmandos políticos e religiosos e sobre as injustiças cometidas contra os cidadãos; têm o dever de defender a liberdade de opinião e de expressão; têm o dever de alertar sobre as falcatruas e mentiras utilizadas para enganar e explorar as pessoas; têm o dever de contribuir para o crescimento do país e, finalmente e acima de tudo, têm o dever de serem patriotas e zelar pela segurança nacional. Deuses, crendices e religiões não permitem que as pessoas possam exercer seus plenos direitos de cidadania.


“- Cidadãos têm a obrigação de zelar pelo seu bem-estar e o das pessoas que com eles convivem em seu país; têm o dever de alertar sobre os desmandos políticos e religiosos e sobre as injustiças cometidas contra outros cidadãos; têm o dever de defender a liberdade de opinião e de expressão; têm o dever de alertar sobre as falcatruas e mentiras utilizadas para enganar e explorar as pessoas no mercado da fé; têm o dever de dizer não ao conformismo e subserviência ensinado pelas religiões e utilizados como instrumentos de dominação e pacificação política; têm o dever de contribuir para o crescimento do país e, finalmente e acima de tudo, têm o dever de serem patriotas e zelar pela segurança nacional. Deuses, crendices e religiões não permitem que as pessoas possam exercer seus plenos direitos de cidadania. Religiões são fabulescas e superprotegidas constitucionalmente, de tal maneira que criticá-las pode configurar-se como crime. Somente um ateu, livre-pensador, irreligioso, humanista secular ou racionalista, liberto do jugo religioso, pode exercer seus direitos sem pressões ou interferências dessas instituições, mesmo correndo riscos. Religiões não favorecem o exercício da liberdade de pensamento e a justa rebeldia.

Vou dar um exemplo hipotético, mas fundamentado em circunstâncias reais e na legislação vigente: se uma escola de samba desejasse apresentar o enredo “Lendas e Mitos Religiosos: As Religiões e suas Práticas”, poderia? O Código Penal diz que não, a CF é contraditória, o regulamento dos desfiles diz que não. Na dúvida, a orientaçao é NÃO AUTORIZAR, à priori.

Alguém tem dúvidas de que os desfiles carnavalescos das escolas de samba são atividades artísticas e de comunicação? Alguém tem dúvida de que um enredo com o tema citado é uma forma de “manifestação do pensamento”? Acho que não. Seria permitido a uma escola de samba sair com esse enredo e ter um carro alegórico denominado Inquisição Católica, mostrando bruxas sendo queimadas, instrumentos de torturas e pessoas sendo torturadas das mais diversas formas? Sendo uma manifestação artística, de comunicação e manifestação do pensamento, de acordo com a constituição, SIM.

Não é certo aí que, por um ato de censura e proibição anticonstiucional, um simples regulamento, sem força de lei, obsta os mandamentos constitucionais? E não é certo também que, apesar disso, ele consegue manter a proibição? Então, uma escola de samba que desejasse fazer humor inteligente e criticar qualquer tipo de religião em seu desfile não o conseguiria. É possível fazer humor e criticar a política e até mesmo o(a) Presidente da República, mas não as religiões. Por quê?

São essas as coisas que causam indignação, levam à descrença e nos faz lembrar da famosa frase do filósofo Voltaire: “Para saber quem o está dominando e oprimindo, simplesmente descubra quem você está proibido de criticar”. (Ivo S. Reis)

Somente um ateu, livre-pensador, humanista secular ou racionalista liberto do jugo religioso, pode exercer seus direitos sem pressões ou interferências. Religiões não favorecem isto. Ateus são responsáveis ​​por suas próprias ações, e não atribuem ou dão crédito ao sobrenatural, ou respondem a subornos de uma "vida após a morte" ou ameaças de fogo do inferno. Logo, essas razões somadas às citadas levam as pessoas responsáveis a optar pelo ateísmo. Os ateus são compromissados com as liberdades civis, os direitos humanos, a separação entre Igreja e Estado, a extensão da democracia participativa, não só no governo, mas no local de trabalho e na escola.

Conforme o legado de Alfredo Bernacchi, pesquisador e autor de diversos livros (Ateu, Graças a Deus) sobre religiões. Recomendo também o livro “COMO PODE UM DEUS NASCER E NINGUÉM SABER?, disponivel na Web em:

http://pt.scribd.com/doc/210019382/COMO-PODE-UM-DEUS-NASCER-E-NINGU...


É bom ser livre. Ficar livre de regrinhas fantasiosas, ficar livre de medos infundados, temores divinos, ficar livre de acreditar em ajudas imaginárias, de proteções irreais, aguardando milagres que não virão jamais. Hoje, eu tenho uma sensação de poder, de liberdade, de capacidade de discernimento e autocontrole, de uma força que vem de dentro de mim, um orgulho interior, uma sensação interna de crescimento, da descoberta de um enigma, uma sensação semelhante a uma criança que acabou de descobrir que Papai Noel é o nosso próprio pai de carne e osso! Ao mesmo tempo, uma desilusão pela fantasia rompida, ao mesmo tempo uma satisfação de haver descoberto o mistério e se tornar um igual, uma sensação de que você deu um passo importante na direção do seu crescimento: “-Deixei de ser criança. Agora estou crescendo para ser um adulto. Não vão mais me enganar com essas bobagens. Agora sou capaz e inteligente”.

Quando concluí que Deus não existia, houve um sentimento ambíguo: Em princípio uma frustração, pela fantasia quebrada. Um lamento, uma lástima. Poxa!... Quem não gostaria que tudo fosse verdade?! Em seguida, o temor de se sentir sozinho nesse mundo, quando as dúvidas te assolam. Há um temor pela desobediência (e se eu estiver errado? – pensava no início) um medo de desrespeitar um Deus!... Claro! Porque assim foi enfiado na minha cabeça. Com o tempo, tudo isso se acabou. Em seguida veio a confiança no meu acerto, o orgulho de ter vencido o preconceito, por me sentir mais
capaz. Sentir que a vida dependia “agora”, principalmente, de mim mesmo. Como se o comandante de um navio tivesse morrido no meio da viagem e você tivesse assumido o comando. E se me perguntarem: Você quer voltar à sua crença anterior? – Não. É a resposta”. (Alfredo Bernacchi)


Como cético e ateu, estou aberto a evidências, qualquer coisa que mostre com provas suficientes. Me mostrem um deus intervencionista, capaz de ouvir pensamentos, criar, conservar ou aniquilar qualquer coisa e se sua existência é possível. Ser ateu exige uma fibra que muitos não possuem. O cristão se porta com honestidade para merecer a recompensa eterna. Nós somos honestos sem esperança de recompensa alguma. Não nos apoiamos em bengalas. Na hora de morrer, não pedimos água à nenhuma divindade. Isto não é para todos.

Saudações Irreligiosas,

Oiced Mocam

(Artigo, tambem disponível no meu modesto Blog, publicado em Março de 2014)

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