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Se você não sabe, aceita e não questiona, embota-se e acaba virando crente.

EXAMINE SUA FÉ, SE. . .

 

Sua “fé” é um cárcere. . .

Sua “fé” é uma prisão. . .

Sua “fé” é um quarto escuro. . .

Sua “fé” é cega. . .

Sua “fé” não é conclusiva. . .

Sua “fé” é oclusiva. . .

Sua “fé” não é abrangente. . .

Sua “fé” não contempla espíritos investigativos. . .

Sua “fé” não contempla olhos abertos. . .

Sua “fé” é amarga e cruel demais para com quem não a aceita. . .

Sua “fé” admite o absurdo de precisar ser aceita!...

Sua “fé” restringe a opinião. . .

Sua “fé” restringe o pensamento. . .

Sua “fé” restringe o raciocínio. . .

Sua “fé” restringe o diálogo. . .

Sua “fé” estabelece o monólogo. . .

Sua “fé” reprime a sede pelo saber. . .

Sua “fé” restringe o saber. . .

Sua “fé” restringe o que pode ser lido. . .

Sua “fé” restringe opiniões. . .

Sua “fé” restringe opiniões dos que escrevem o que não pode ser lido. . .

Sua “fé” pratica a censura, porque...

Sua “fé” tem medo do óbvio, porque. . .

Sua “fé” sobrevive das mentiras que prega. . .

Sua “fé” tem medo de opiniões próprias. . .

Sua “fé” tem medo de quem pensa. . .

Sua “fé” tem medo de quem sente. . .

Sua “fé” tem medo de quem sabe o que sente...

Sua “fé” tem medo de quem sabe traduzir em palavras o que sente. . .

Sua “fé” contempla a ignorância. . .

Sua “fé” contempla a escravidão. . .

Sua “fé” contempla a exploração do homem pelo seu semelhante. . .

Sua “fé” é um criadouro de morcegos e vampiros chupadores de sangue. . .

Sua “fé” inclui um “Deus” que gosta de beber sangue. . .

Sua “fé” inclui um “Deus” que gosta de beber sangue inocente. . .

Sua “fé” inclui um “Deus” capaz de beber o sangue de seu próprio filho. . .

Sua “fé”, assim, inclui sacrifício humano. . .

Sua “fé” inclui sangue. . .

Sua “fé” inclui morte provocada. . .

Sua “fé” contempla o fanatismo cruel e a obliteração das mentes. . .

Sua “fé” é a apologia da ignorância. . .

Sua “fé” é o império da ignorância. . .

Sua “fé” é uma ditadura. . .

Sua “fé” é uma aberração do comportamento humano. . .

Sua “fé” teve seu auge na Idade Média. . .

Sua “fé” teve seu auge no “Index Librorum Prohibitorum”. . .

Sua “fé” é uma imposição vertical. . .

Sua “fé” é uma opressão cotidiana. . .

Sua “fé” é uma impostura. . .

Sua “fé” é a mentira da felicidade de quem é feliz em mentir. . .

Sua “fé”, não obstante ser uma mentira, se impõe como única verdade. . .

Sua “fé” é como “antolhos”. . .

Portanto, se. . .

Sua “fé” não é lá, algo assim, que desperte, digamos, admiração, por parte de mentes centradas e equilibradas.

Sua “fé” encaixa-se como uma luva em mentes distorcidas, doentias, homicidas fraticidas e suicidas.

Sua “fé” encaixa-se como uma luva em mentes distorcidas, doentias, que gostam de gritar, esbravejar e cuspir ameaças como um vulcão cospe sua lava.

Sua “fé” concorda em que seu “Deus” destrua as pessoas sem sequer querer ler os seus livros ou saber suas opiniões e sentimentos...

Sua “fé” transforma seres humanos em monstros sem escrúpulos, sem opinião e sem sensibilidade.

Sua “fé” faz pessoas terem, apenas, “fé”...

E absolutamente nada mais que isso...

 

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Comentário de Oiced Mocam em 3 setembro 2017 às 18:50

ATEÍSMO E RELIGIÃO

Muitos cristãos parecem acreditar que o ateísmo é uma religião , mas ninguém com uma compreensão justa de ambos os conceitos comete tal erro. Por ser uma afirmação tão comum, porém, vale a pena demonstrar a profundidade e amplitude dos erros que estão sendo feitos. Apresentamos aqui as características que melhor definem as religiões, distinguindo-as de outros tipos de sistemas de crenças , e como o ateísmo absolutamente não consegue combinar remotamente qualquer um deles.

CRENÇA EM SERES SOBRENATURAIS

Talvez a característica mais comum e fundamental da religião seja a crença em seres sobrenaturais - geralmente, mas não sempre, incluindo deuses. Poucas religiões não possuem essa característica e a maioria das religiões se baseia nela. O ateísmo é a ausência de crença nos deuses e, assim, exclui a crença nos deuses, mas não exclui a crença em outros seres sobrenaturais. Mais importante, no entanto, é que o ateísmo não ensina a existência de tais seres e a maioria dos ateus no Ocidente não acredita neles....

SACRED VS PROFANE OBJECTS, PLACES, TIMES

A diferenciação entre objetos e lugares sagrados e profanos, lugares e tempos ajuda os fiéis religiosos a se concentrar em valores transcendentais e / ou na existência de um reino sobrenatural. O ateísmo exclui acreditar em coisas que são "sagradas" com o propósito de adorar deuses , mas, de outra forma, não tem nada a dizer sobre o assunto - nem promovendo nem rejeitando a distinção.

Muitos ateus provavelmente têm coisas, lugares ou momentos que eles consideram "sagrados" na medida em que são venerados ou estimados altamente.

ATOS RITUAIS FOCADOS EM OBJETOS SAGRADOS, LUGARES, TEMPOS

Se as pessoas acreditam em algo sagrado, provavelmente eles têm rituais associados.Contudo, com a própria existência de uma categoria de coisas "sagradas", no entanto, não há nada sobre o ateísmo, que quer mandar essa crença ou necessariamente exclui - é simplesmente uma questão irrelevante.

Um ateu que detém algo como "sagrado" pode se envolver em algum tipo de ritual ou cerimônia associada, mas não há tal como um "ritual ateu".

CÓDIGO MORAL COM ORIGENS SOBRENATURAIS

A maioria das religiões prega algum tipo de código moral que se baseia tipicamente em suas crenças transcendentais e sobrenaturais. Assim, por exemplo, as religiões teístas geralmente afirmam que a moral é derivada dos comandos de seus deuses. Os ateus têm códigos morais, mas eles não acreditam que esses códigos sejam derivados de qualquer deus e seria incomum acreditar que sua moral tenha uma origem sobrenatural. Mais importante ainda, o ateísmo não ensina nenhum código moral particular.

CARACTERISTICAMENTE SENTIMENTOS RELIGIOSOS

Talvez a característica mais vaga da religião seja a experiência de "sentimentos religiosos" como admiração, sensação de mistério, adoração e até culpa. As religiões encorajam esses tipos de sentimentos, especialmente na presença de objetos e lugares sagrados, e os sentimentos geralmente estão ligados à presença do sobrenatural. Os ateus podem experimentar alguns desses sentimentos, como admirar o próprio universo, mas eles não são promovidos nem desencorajados pelo próprio ateísmo.

ORAÇÃO E OUTRAS FORMAS DE COMUNICAÇÃO

A crença em seres sobrenaturais, como deuses, não o leva muito longe se você não pode se comunicar com eles, então as religiões que incluem essas crenças naturalmente também ensinam como conversar com eles - geralmente com alguma forma de oração ou outro ritual.

Os ateus não acreditam em deuses tão obviamente não tentam se comunicar com nenhum; um ateu que acredita em algum outro tipo de ser sobrenatural pode tentar se comunicar com ele, mas essa comunicação é completamente acessória ao próprio ateísmo.

UMA VISÃO MUNDIAL E ORGANIZAÇÃO DA VIDA DE ALGUÉM BASEADA NA VISÃO DO MUNDO

As religiões nunca são apenas uma coleção de crenças isoladas e não relacionadas; Em vez disso, eles constituem visões mundiais inteiras baseadas nessas crenças e em torno das quais as pessoas organizam suas vidas. Os ateus, naturalmente, têm visões de mundo, mas o próprio ateísmo não é uma visão de mundo e não promove nenhuma visão de mundo. Os ateus têm idéias diferentes sobre como viver porque têm diferentes filosofias sobre a vida. O ateísmo não é uma filosofia ou ideologia, mas pode ser parte de uma filosofia, ideologia ou visão de mundo.

UM GRUPO SOCIAL UNIDO POR CIMA

Algumas pessoas religiosas seguem sua religião de maneiras isoladas, mas geralmente, as religiões envolvem organizações sociais complexas de crentes que se juntam para adoração, rituais, orações, etc. Muitos ateus pertencem a uma variedade de grupos, mas relativamente poucos ateus pertencem especificamente grupos ateístas - os ateus são notórios por não serem marcadores. Quando eles pertencem a grupos ateus, porém, esses grupos não estão vinculados por nenhum dos itens acima.

COMPARANDO E CONTRASTANDO ATEÍSMO E RELIGIÃO

Algumas dessas características são mais importantes do que outras, mas nenhuma é tão importante que só pode fazer uma religião. Se o ateísmo faltasse uma ou duas dessas características, então seria uma religião. Se faltasse cinco ou seis, então pode ser qualificado como metafóricamente religioso, no sentido de como as pessoas seguem o beisebol religiosamente.

A verdade é que o ateísmo carece de todas essas características da religião. No máximo, o ateísmo não exclui explicitamente a maioria deles, mas o mesmo pode ser dito por quase qualquer coisa. Assim, não é possível chamar o ateísmo de uma religião. Pode ser parte de uma religião, mas não pode ser uma religião por si só. São categorias completamente diferentes: o ateísmo é a ausência de uma crença particular, enquanto a religião é uma rede complexa de tradições e crenças. Eles nem sequer são comparáveis ​​remotamente.

Então, por que as pessoas afirmam que o ateísmo é uma religião? Normalmente, isso ocorre no processo de criticar ateísmo e / ou ateus. Pode às vezes ser politicamente motivado, porque se o ateísmo é uma religião, eles pensam que podem forçar o Estado a parar de "promover" o ateísmo, eliminando os endossos do cristianismo. Às vezes, a suposição é que se o ateísmo é simplesmente outra "fé", então as críticas dos ateus às crenças religiosas são hipócritas e podem ser ignoradas.

Uma vez que a afirmação de que o ateísmo é uma religião baseia-se em um mal entendido de um ou ambos os conceitos, ele deve proceder de premissas imperfeitas. Este não é apenas um problema para os ateus; Dada a importância da religião na sociedade, deturpar o ateísmo como uma religião pode minar a capacidade das pessoas de entender a própria religião.

Como podemos discutir sensivelmente assuntos como a separação da igreja e do estado, a secularização da sociedade ou a história da violência religiosa, se não definimos adequadamente o que é a religião?

A discussão produtiva exige um pensamento claro sobre conceitos e premissas, mas um pensamento claro e coerente é prejudicado por falsas declarações como essa.

Leia artigo completo no Link abaixo:

http://translate.google.com.br/translate?hl=pt-BR&sl=en&u=h...

http://atheism.about.com/b/2006/07/07/warren-buffett-atheist-philan...

Comentário de Oiced Mocam em 17 junho 2014 às 19:07

Parte final: Como as crenças evoluem

QUAL A DIFERENÇA ENTRE A CULTURA E O RACIOCÍNIO?

As Opiniões e a Crença

Assim, não obstante a aparente estabilidade das crenças formuladas em dogmas, elas são obrigadas a evoluem, de modo que se adaptem às variações de mentalidade dos seus sectários e dos meios em que se movem.

Essas transformações são lentas, mas, depois de terem sido por muito tempo acumuladas, observa-se que já não existe nenhum parentesco entre os livros escritos na época da fundação de uma crença e a sua pátria atual. O bramanismo, por exemplo, só tem muito vaga relação com os livros védicos que o inspiraram. O mesmo se diria do budismo.

As leis que regem a evolução das crenças estão longe de ser nitidamente determinadas. Podem-se, entretanto, formular, creio eu, as indicações seguintes:

1º. Muitas crenças conciliáveis postas em presença umas das outras tendem a fundir-se ou, pelo menos, a sobrepor-se. Assim sucedeu no tocante aos deuses e às crenças do mundo pagão.

2º. Se as crenças forem muito diferentes, a mais forte, o que significa, muitas vezes, a mais simples tende a eliminar as outras. O islamismo converteu, por esse motivo, não só as tribos selvagens da África, como também povos muito civilizados da Índia.

3º. Uma crença triunfante acaba sempre por fragmentar-se em seitas, cada uma das quais mantém apenas os elementos fundamentais da crença primitiva.

Só nesta última lei é útil insistir agora. Ela basta, com efeito, para mostrar o mecanismo da evolução das crenças.

A sua divisão em seitas é um fato observado sempre, logo depois do triunfo alcançado pelas grandes religiões, tais como o cristianismo e o islamismo. Sendo a primeira mais complicada, produziu o maior número de seitas e de cismas: maniqueus, arianos, nestorianos, pelagianos, etc., não cessaram de se disputar durante séculos. Essas lutas recomeçaram, mais violentamente ainda, com a Reforma. Apenas formulado, o protestantismo logo se ramificou, também, em seitas numerosas; anglicanos, luteranos, calvinistas, liberais, etc.

Cada uma dessas seitas, precedentes de uma grande crença, tinha, naturalmente, a ambição de dominar por seu turno, tornando-se, por isso, tão intolerante quanto à religião de que se originavam. Considerar a Reforma, como frequentemente se faz, como uma vitória da liberdade do pensamento é não compreender absolutamente a natureza de uma crença. O protestantismo foi, primeiramente, mais rígido do que o catolicismo, e se ele evolveu, em seguida, para formas por vezes um pouco liberais, não ficou, por isso, menos intolerante. Lutero e os seus sucessores professavam doutrinas muito decisivas, destituídas de todo o espírito filosófico e impregnadas de uma intransigência absoluta. Tendo dividido os homens em eleitos e réprobos, Calvino julgava que os primeiros não devem ter nenhuma consideração para os segundos. Tendo-se tornado senhor de Genebra, impôs à cidade a mais terrível tirania e organizou um tribunal tão sanguinário quanto o Santo-Ofício. Na época da matança de S. Bartolomeu, resultado de todas essas querelas em França, os protestantes foram os massacrados; mas, em todos os países em que eles eram os mais fortes, tornaram-se massacradores. A intolerância era a mesma dos dois lados.

A perpétua subdivisão das crenças é devida à circunstância de que cada qual adota os elementos que o impressionam com mais força e não é influenciado pelos outros. Certos fiéis que possuem o temperamento de apóstolos procuram logo formar uma pequena igreja. Se o conseguem, funda-se um cisma ou uma heresia e o contágio mental logo intervém para propagá-la.

A divisão de uma crença em seitas foi sempre favorecida pela extrema imprecisão dos livros sacros. Cada teólogo pode, se desde então, interpretá-los ao seu modo.

É útil percorrer obras como as que foram consagradas às discussões sobre a graça, entre tomistas e congruístas, jansenistas e jesuítas, etc., a fim de ver a que grau de aberração podem descer mentalidades influenciadas pela fé.

Aprendem-se, aliás, aí, coisas surpreendentes. Segundo o autor, “Deus sente, pensa e atua em nós, move mesmo o nosso braço quando nós nos utilizamos deste contra as suas ordens. Não é a minha vontade que ergue o meu braço, porém Deus que o move, por ocasião da minha vontade. O homem não se pode desprender de Deus, que lhe permite, contudo, um pouco de bondade. Quando praticamos o bem, é Deus que o pratica em nós. O homem não tem a responsabilidade das suas boas ações, porém das que são más. Se há mal no mundo, é porque Deus negligenciou um pouco a sua obra; assim era, aliás, preciso, porquanto o mundo é a morada dos pecadores”.

Tais afirmações se afiguram, hoje, infantis. Não esqueçamos, entretanto, que análogas concepções abalaram o mundo.

Essas aberrações teológicas não pertencem exclusivamente a um passado desaparecido, porém ainda ao presente e muito provavelmente também ao futuro. As atuais crenças políticas que nos corroem são de ordem igualmente inferior e serão colocadas pelos nossos descendentes no mesmo nível que as precedentes. As vistas muito curtas dos seus defensores são, muitas vezes, sustentadas por uma fé idêntica à dos teólogos, dos quais eles são continuadores. Só os guiam impulsões sentimentais e místicas, e isso os torna temíveis. Um país pode viver independentemente deles, mas não graças a eles.

Os crentes de todos os tempos têm procurado racionalizar a sua fé, sem compreender que a sua força era devida justamente à circunstância de não ser influenciada pelo raciocínio. A única ação possível que a razão exerce na crença religiosa é fazer-lhe considerar como simples símbolos as narrações dos livros sacros, em contradição demasiado flagrante com a ciência moderna. Menos adstritos que os católicos a dogmas rígidos, muitos protestantes conseguiram assaz facilmente esse resultado. Conhece-se, ao contrário, que a tentativa, chamada modernista, de certos teólogos católicos não teve o menor êxito. Os verdadeiros crentes não o devem lamentar. Nada é absurdo para a fé, e quando um conjunto de crenças forma um bloco, cumpre não o tocar em demasia.

A desagregação de uma crença em seitas rivais perpetuamente em luta não se poderia produzir nas religiões politeístas. Elas também evolveram, mas por simples anexação, depois por fusão de deuses novos, todos considerados como muito poderosos e, conseguintemente, muito respeitados. Eis porque as guerras de religião que devastaram a Europa ficaram mais ou menos ignoradas na antiguidade pagã.

Foi, pois, um grande beneficio para os povos terem começado pelo politeísmo. Considero, contrariamente a uma opinião muito generalizada, que eles lucrariam muito se permanecessem nesse terreno. Longe de favorecer o progresso, o monoteísmo os atrasou, pelas lutas sanguinolentas com que encheu o mundo. Moderou durante séculos a evolução das artes, da filosofia e das letras, desenvolvidas pelos gregos politeístas a um ponto tal que eles são tidos como nossos mestres.

Não se pode tão pouco contar como um elemento favorável ao monoteísmo à unidade de sentimentos que ele, finalmente, criou à força de guerras, fogueiras e proscrições. O culto da pátria tinha bastado para dotar os romanos politeístas, na época da sua grandeza, de uma identidade de sentimentos que nunca foi ultrapassada.

Se, conforme o juízo de tantos historiadores e de meio-filósofos como Renan, o monoteísmo houvesse constituído uma superioridade, seria preciso colocar acima de todas as outras religiões o islamismo, a única mais ou menos monoteísta.

Digo “mais ou menos” porquanto as religiões realmente monoteístas só existiram nos livros. O cristianismo, por exemplo, logo anexou legiões de anjos, santos e demônios, que correspondem exatamente às divindades secundárias do mundo antigo e são venerados ou temidos como aquelas.

Essa multiplicidade de deuses secundários nas crenças monoteístas e a divisão rápida destas últimas em seitas mostram claramente que o monoteísmo é um conceito teórico, que não satisfaz às nossas necessidades afetivas e místicas.

As mudanças e crenças indicadas neste capítulo apresentam grande importância histórica em virtude do papel que têm representado; mas, no ponto de vista filosófico, a sua narração é destituída de interesse. A crença constitui o alimento reclamado pela nossa necessidade de crer. O alimento mudou e mudará ainda, mas a necessidade permanecerá indestrutível enquanto a natureza humana não tiver sido transformada.

Como Morrem as Crenças

Assim, depois de terem lentamente envelhecido, os dogmas se vêm submetidos à lei comum. Eles se esvaecem e se extinguem. O seu desaparecimento ou, antes, na realidade, a sua transformação, manifesta-se primeiramente por uma fase crítica, muitas vezes geradora de perturbações.

Os últimos defensores dos dogmas desfeitos a eles se prendem desesperadamente, sem que neles acreditem muito. Parece recearem “esse incurável tédio”, segundo Bossuet, “que constitui o fundo da vida dos homens, desde que perderam o gosto de Deus”.

De fato, eles jamais o perderam, pois novos deuses vêm sempre substituir os que morreram ou vão morrer.

Mas essa passagem de uma divindade a outra não se opera sem muitas dificuldades. Isso pode ser observado, por exemplo, no declínio do Paganismo.

Atravessamos precisamente um desses períodos de instabilidade em que os povos se sentem vacilantes entre as influências das divindades antigas e as que se acham em via de formação. A nossa época constitui um dos pontos críticos da história das crenças.

Enquanto se espera a adoção de uma grande fé nova, a alma popular flutua entre pequenos dogmas momentâneos, sem duração, mas não sem força. Defendidos por grupos, comissões ou partidos, eles exercem, muitas vezes, um poder considerável.

Conquanto, por vezes, bastante efêmeras, essas pequenas crenças determinam, na sua curta duração, uma fé robusta. Nelas se acha concentrada a irresistível necessidade de crer, cuja força mostramos precedentemente.

Elas não podem substituir, contudo, definitivamente, as crenças gerais. Enquanto as capelas de grupos vivem em incessante rivalidade, os grandes dogmas têm o poder de dissipar o interesse individual perante o interesse coletivo.

É visível que não são essas as condições atuais. Os imperativos categóricos gerais de outrora se tornaram pequenos imperativos de seitas, tendo de comum apenas um ódio intenso contra a ordem de coisas estabelecidas. As tábuas da lei já não são as mesmas para todas as tribos de Israel. Os fiéis dos velhos cultos lamentam a diminuta fé das novas gerações. A crença no milagre, a mística adoração de forças sobrenaturais permaneceu idêntica. A providência estadista herdou da antiga providência divina.

Uma crença ordinária é um ato de fé. Aplicado a um ente superior ou a uma divindade, ele se complica com a necessidade de submissão e de adoração. Crer e adorar são, muitas vezes, sinônimos. Crer e adorar são, muitas vezes, sinônimos. O crente tende sempre a divinizar o objeto da sua adoração. Napoleão representava para os seus soldados um deus invencível.

E já que o sábio é obrigado a aceitar como crenças uma grande parte das verdades da ciência, não nos surpreendamos de que, por vezes, ele manifeste tanta credulidade quanto os ignorantes. Nos assuntos estranhos à sua especialidade, ele os ultrapassa pouco.

Essas considerações explicam por que eminentes sábios são, por vezes, vítimas das maiores ilusões. Depois de os termos observado no tocante a fatos científicos ordinários, desprendidos de toda paixão, estaremos preparados para compreender como certas crenças ocultistas, análogas às praticas da antiga feitiçaria, puderam ser aceitas por ilustres especialistas.  Um sábio jamais anuncia uma coisa que ele julga ser inexata.

Fundadores de religiões, feiticeiros, magos, adivinhos, propagadores de tantas ilusões que têm encantado ou aterrado nossos país e sempre reaparecem, são os sacerdotes de uma deusa poderosa que domina todas as outras e cujo culto parece eterno.

Consideremos pelo pensamento, através do tempo e do espaço, os milhares de edifícios sacros erguidos em 8000 anos nas grandes cidades e procuremos discernir que forças misteriosas fizeram edificar sem tréguas esses templos, esses pagodes, essas mesquitas, essas catedrais, em que se acumulam as maravilhas da arte.

Descobre a explicação disso quem pesquisa o que pediam os homens aos deuses, de aspectos tão diversos, que eles aí invocaram. Um sentimento idêntico visivelmente sempre os animou. Os povos de todas as raças adoraram, sob nomes diversos, uma única divindade: a Esperança. Todos os seus deuses eram, pois, um só Deus”.

Texto resumido: Fonte: Ateus. Net

http://kdfrases.com/autor/gustave-le-bon/

 

Colaborou, e abraços aos comentaristas,

Oiced Mocam

De onde vem a fé ? A palavra fé pode ter vários usos, no seu maior significado é equivalente a “acreditar” e “confiar”. Pode se ter fé tanto numa pessoa ou até mesmo em um objeto inanimado, numa ideologia ou em um credo (base de propostas/dogmas de uma dada religião). Podemos definir de modo mais claro a palavra “fé” dentro do contexto cristão: Fé é acreditar naquilo que a Bíblia, Torá, Vedas, Alcorão declaram, independentemente daquilo que vemos ou ouvimos. Em outras palavras: Fé é acreditar que  um “Deus cumprirá” aquilo que prometeu.

http://livrodeusexiste.blogspot.com.br/2010/10/capitulo52-neuroreligiao-de-onde-vem-fe.html

http://livrodeusexiste.blogspot.com.br/2011/02/cap-ciencia-x-religiao.html

Comentário de Oiced Mocam em 17 junho 2014 às 19:03

QUAL A DIFERENÇA ENTRE A CULTURA E O RACIOCÍNIO?

Autor: Gustave Le Bon

Pesquisa sobre como certas crenças, que nenhum argumento racional poderia defender, foram admitidas sem dificuldade por espíritos esclarecidos de todos os tempos. Se a razão não origina a crença, ela pode, ao menos, discuti-la e descobrir os seus aspectos errôneos. Por que, entretanto, consegue uma crença imporem-se, a despeito das mais claras demonstrações.

O papel fundamental exercido no inconsciente por certos fatores:

prestígio, afirmação, repetição, sugestão e contágio independentes da razão, eles atuam facilmente contra ela e a impedem de reconhecer a própria evidencia.

O problema da crença, por vezes confundido com o do conhecimento é, entretanto, muito distinto dele. Saber e crer são coisas diferentes, que não têm a mesma gênese.

Das opiniões e das crenças deriva, com a concepção da vida, o nosso modo de proceder, e por conseguinte a maior parte dos acontecimentos da história. Elas são, como todos os fenômenos, regidas por certas leis, mas essas leis não estão ainda determinadas.

O domínio da crença sempre pareceu repleto de mistérios. É por isso que os livros sobre as origens da crença são tão pouco numerosos, ao passo que são inúmeros os que se referem ao conhecimento.

As raras tentativas empreendidas no sentido de elucidar o problema da crença bastam, aliás, para mostrar que ele tem sido pouco compreendido.

Como, por exemplo, se estabelecem as opiniões e as crenças religiosas ou políticas?

Por que se observam, simultaneamente, em certos espíritos, ao lado de elevadíssima inteligência, superstições muito ingênuas?

Por que é tão fraca a razão para modificar as nossas convicções sentimentais? Sem uma teoria da crença, essas questões e muitas outras ficam insolúveis. Somente com o auxílio da razão, não poderiam ser explicadas.

A crença se me afigura ser, na realidade, o principal fator da história. Como, porém, poderiam ser explicados fatos tão extraordinários qual as fundações de crenças, que determinam a criação ou o desaparecimento de civilizações pujantes?

Tribos nômades, perdidas no fundo da Arábia, adotam uma religião que um iluminado lhes ensina, e graças a ela fundam, em menos de cinquenta anos, um império tão vasto quanto o de Alexandre, ilustrado por uma esplêndida manifestação de maravilhosos monumentos.

Poucos séculos antes, povos semibárbaros se convertiam à fé pregada por apóstolos que vinham de obscuros lugares da Galileia, e sob a luz regeneradora dessa crença, o velho mundo desabava, substituído por uma civilização inteiramente nova, de que cada elemento permanece impregnado da lembrança do Deus que o originou.

Cerca de vinte séculos mais tarde, a antiga fé é abalada, estrelas luminosas surgem no céu do pensamento, um grande povo se subleva, pretendendo romper os elos do passado. A sua fé destruidora, porém possante, confere-lhe, a despeito da anarquia em que essa grande Revolução o submerge, a força necessária para dominar a Europa armada e atravessar vitoriosamente todas as suas capitais.

Como se explica esse estranho poder das crenças? Por que se submete o homem, subitamente, a uma fé que ignorava na véspera, e porque o eleva ela tão prodigiosamente, acima de si mesmo? De que elementos psicológicos surgem esses mistérios? É o que procuraremos elucidar.

O problema do estabelecimento e da propagação das opiniões, e sobretudo das crenças, apresenta aspectos tão maravilhosos que os sectários de cada religião invocam a sua origem e a sua difusão como provas de uma procedência divina. Observam também que essas crenças são adotadas a despeito do mais evidente interesse daqueles que as aceitam. Compreende-se, por exemplo, sem dificuldade, que o Cristianismo se haja propagado facilmente entre os escravos e todos os deserdados, ao quais prometia uma felicidade eterna. Mas, que forças secretas podiam determinar um cavalheiro romano, um personagem consular, a despojar-se dos seus bens e afrontar vergonhosos suplícios, para adotar uma religião nova e vedada pelas leis?

Seria impossível evocar a fraqueza intelectual dos homens que voluntariamente se submetiam a tal jugo, porquanto, desde a antiguidade até aos nossos dias, se têm observado os mesmos fenômenos nos espíritos mais cultos.

Uma teoria da crença pode unicamente ser viável quando fornece a explicação de todas essas coisas. Deve, sobretudo, fazer compreender como sábios ilustres e reputados pelo seu espírito crítico aceitam lendas cuja infantil ingenuidade desperta o sorriso. Facilmente concebemos que Newton, Pascal, Descartes, vivendo num meio social saturado de certas convicções, sem discussão aí tenham admitido, como admitiam as leis inelutáveis da natureza.

Mas como, nos nossos dias, em meios sobre os quais a ciência projeta tanta luz, não se acham essas mesmas crenças inteiramente desagregadas? Por que as vemos nós, quando por acaso se desagregam, originar outras ficções, maravilhosas, como prova a propagação das doutrinas ocultas, espirituais etc., entre sábios eminentes? A todas essas perguntas deveremos, igualmente, responder.

Em que a crença difere do conhecimento

Procuremos primeiramente precisar o que constitui crença e em que ela se distingue do conhecimento. Uma crença é um ato de fé de origem inconsciente, que nos força a admitir em bloco uma ideia, uma opinião, uma explicação, uma doutrina. A razão é alheia, como veremos, à sua formação. Quando ela tenta justificar a crença, esta já se acha formada.

Tudo quanto é aceito por um simples ato de fé deve ser qualificado de crença. Se a exatidão da crença é verificada mais tarde pela observação e a experiência, cessa de ser uma crença e torna-se um conhecimento.

Crença e conhecimento constituem dois modos de atividade mental muito distintos e de origem muito diferentes: A primeira é uma intuição inconsciente provada por certas causas independentes da nossa vontade; a segunda representa uma aquisição consciente, edificada por métodos exclusivamente racionais, tais como a experiência e a observação Foi somente numa época adiantada da sua história que a humanidade, imersa no mundo da crença, descobriu o conhecimento. Quando aí se penetra, reconhece-se que todos os fenômenos atribuídos outrora às vontades de seres superiores se apresentavam sob a influência de leis inflexíveis.

Pela simples circunstância de que o homem se iniciava no ciclo do conhecimento, todas as suas concepções do universo se transformaram.

Mas, nessa nova esfera, não foi ainda possível penetrar muito longe. A ciência reconhece cada dia que nas suas descobertas há muitas coisas desconhecidas. As realidades mais precisas ocultam mistérios. Um mistério é a alma ignorada das coisas. A ciência se acha ainda envolta nessas trevas e, atrás dos horizontes que ela atinge, outros aparecem, perdidos num infinito que parece recuar sempre.

Nesse grande domínio, que nenhuma filosofia pode ainda elucidar, jaz o reino dos sonhos, repleto de esperanças que nenhum, raciocínio poderia destruir. Crenças religiosas, crenças políticas, crenças de toda espécie aí haurem uma força ilimitada. Os fantasmas-temidos que o habitam, são criados pela fé.

Saber e crer permanecerão sempre como coisas distintas. Ao passo que a aquisição da menor verdade científica exige enorme labor, a posse de uma certeza baseada unicamente na fé não pede nenhum trabalho. Todos os homens possuem crenças; muito poucos se elevam até ao conhecimento.

O mundo da crença possui a sua lógica e as suas leis. O sábio tem sempre tentado em vão penetrar nessa esfera com os seus métodos. Ver-se-á nesta obra porque perde ele todo o espírito crítico, quando se insinua no ciclo da crença e aí se vê somente perante as mais falazes ilusões.

Papéis respectivos de crença e do conhecimento

O conhecimento constitui um elemento essencial da civilização, o grande fator dos seus progressos materiais. A crença orienta os pensamentos, as opiniões e, por conseguinte, a maneira de proceder.

Supostas, outrora, de origem divina, as crenças eram aceitas sem discussão. Sabemos hoje que provem delas mesmas, e isso não obsta que ainda se imponham. O raciocínio influi, em geral, tanto nas crenças como na fome ou na sede. Elaborada nas regiões subconscientes a que a inteligência não poderia chegar, uma crença se implanta no espírito, mas não se discute

Essa origem inconsciente e, portanto, involuntária das crenças torna-as muito fortes. Religiosas, políticas ou sociais, têm sempre desempenhado na história um papel preponderante.

Quando se generalizam, constituem pólos atrativos, em torno dos quais gravita a existência dos povos de uma civilização. Claramente se qualifica a civilização, dando-lhe o nome da fé que a inspirou. Civilização búdica, civilização muçulmana, civilização cristã são designações muito justas, porquanto, ao tornar-se um centro de atração, a crença se transforma num centro de deformação. Os vários elementos da vida social: filosofia, artes, literatura, modificam-se para que a ela se possam adaptar.

As únicas verdadeiras revoluções são as que despertam as crenças fundamentais de um povo. Têm sido sempre muito raras. Ordinariamente, só o nome da convicção se transforma; a fé muda de objeto, mas nunca morre.

Não poderia morrer, pois a necessidade de crer constitui um elemento psicológico tão irredutível quanto o prazer ou a dor. A alma humana tem aversão à duvida e à incerteza. O homem atravessa, por vezes fases de ceticismo, mas nelas não se detém longamente; sente a ânsia de ser guiado por um credo religioso, político ou moral que o domine e lhe evite o esforço de pensar. Os dogmas, que se dissipam, são sempre substituídos. A razão nada pode contra essas indestrutíveis necessidades.

A idade moderna contém tanta fé quanto tiveram os séculos precedentes. Nos novos templos pregam-se dogmas, tão despóticos quanto os do passado, e eles contam fiéis igualmente numerosos. Os velhos credos religiosos que outrora escravizavam a multidão, são substituídos por credos socialistas ou anarquistas, tão imperiosos e tão pouco racionais como aqueles, mas não dominam menos as almas. A igreja é substituída muitas vezes pela taverna, mas aos sermões dos agitadores místicos que aí são ouvidos, atribui-se a mesma fé.

Se a mentalidade dos fieis não tem evoluído muito desde a época remota em que, às margens do Nilo, Isis e Hathor atraíam aos seus templos milhares de fervorosos peregrinos, é porque, no decurso das idades, os sentimentos, verdadeiros alicerces da alma, mantêm a sua fixidez. A inteligência progride, mas os sentimentos não mudam.

A fé num dogma qualquer é, sem dúvida, de um modo geral, apenas uma ilusão. Cumpre, contudo, não a desdenhar. Graças à sua mágica pujança, o irreal torna-se mais forte do que o real. Uma crença aceita dá a um povo uma comunhão de pensamentos de que se originam a sua unidade e a sua força.

Sendo o domínio do conhecimento muito diverso do terreno da crença, opô-los um ao outro é inútil tarefa, embora diariamente tentada.

Desprendida cada vez mais da crença, a ciência mantém-se, no entanto, ainda impregnada dela. Em todos os assuntos mal conhecidos, como, por exemplo, os mistérios da vida ou da origem das espécies, ela lhe é submissa, as teorias que nesses assuntos se aceitam, são meros artigos de fé, que só têm em seu favor a autoridade dos mestres que as formularam.

As leis que regem a psicologia da crença não se aplicam somente às grandes convicções fundamentais, que deixam uma marca indelével na trama da história. São também aplicáveis à maior parte das nossas opiniões quotidianas relativamente aos seres e às coisas que nos cercam.

A observação mostra que, na sua maioria, essas opiniões não têm por sustentáculos elementos racionais, porém elementos afetivos ou místicos, em geral de origem inconsciente. Se nós as vemos discutidas com tanto ardor, é precisamente porque elas pertencem ao domínio da crença e são formadas do mesmo modo. As opiniões representam geralmente pequenas crenças, mais ou menos transitórias.

Seria, pois, um erro supor que se sai do terreno da crença, quando se renuncia às convicções ancestrais. Teremos ensejo de mostrar que, as mais das vezes, ainda mais se aprofundou nesse domínio.

Sendo as questões suscitadas pela gênese das opiniões da mesma natureza que as relativas à crença, devem ser estudadas de modo análogo. Muitas vezes distintas nos seus esforços, crenças e opiniões pertencem, no entanto, à mesma família, ao passo que o conhecimento faz parte de um mundo inteiramente diverso.

Vemos a grandeza e a dificuldade dos problemas tratados nesta obra. Neles pensei, durante anos, em vários pontos da terra, ora contemplando esses milhares de estátuas erigidas, há 80 séculos, à gloria de todos os deuses que encarnaram os nossos sonhos; ora, perdido entre as gigantescas pilastras dos templos de estranhas arquiteturas, refletidos nas águas majestosas do Nilo ou edificados às margens tortuosas do Ganges. Como se admirariam essas maravilhas, sem pensar nas forças secretas que as fizeram, surgir do nada, donde nenhum pensamento racional as teria podido originar? ...O conhecimento e a crença, eis toda a nossa civilização e toda a nossa história.

Lógica mística

Esta forma de lógica é o resultado de um estado particular do espírito, chamado místico. Universal nos primeiros tempos da humanidade, parece ainda muito vulgar. Para as mentalidades místicas o encadeamento das coisas não oferece nenhuma regularidade, mas depende de seres ou de forças superiores, cujas vontades nos são simplesmente impostas. A lógica mística determinou e determina sempre grande número de atos da imensa maioria dos homens. Ela difere, como veremos, da lógica inconsciente dos sentimentos, não só porque é consciente e comporta uma deliberação, como, sobretudo, porque a sua influência pode determinar ações diametralmente contrárias às que seriam ditadas pela lógica afetiva.

O espírito místico se manifestará então mediante uma superstição qualquer... Dá-se uma prova de espírito místico quando se atribui a um amuleto, a um número, a uma água milagrosa, a uma peregrinação, a uma relíquia, certas propriedades sobrenaturais. Esse espírito se manifesta ainda quando se supõe que tal ou qual instituição política ou social tem o poder de transformar os homens. Indiferente a qualquer crítica, o misticismo suscita nos seus adeptos uma credulidade ilimitada. Muitos homens que se qualificam de livres-pensadores porque rejeitam os dogmas religiosos, firmemente creem nos pressentimentos, nos presságios, na força mágica...À medida que o homem se civiliza, o espírito místico, universal em todos os selvagens, gradualmente se circunscreve e se localiza em certos assuntos. E, nesse ponto, a mentalidade do civilizado não se distingue absolutamente da do primitivo, pois nenhum argumento científico lhe abala a fé. Esse fato de observação contribuirá para que apreendamos a gênese das crenças ocultistas adotadas por certos sábios eminentes.

Os progressos da razão não hão de poder, sem dúvida, abalar o misticismo, porquanto ele terá sempre como refúgio o domínio do além-túmulo, inacessível à ciência. Os espíritos curiosos desse além-túmulo são, naturalmente, inumeráveis.

O misticismo como base das crenças

É no misticismo que germinam as crenças religiosas e todas aquelas que, sem trazerem esse nome, revestem as mesmas formas, principalmente certas crenças políticas.

As consequências da lógica mística se observam, sobretudo, entre os selvagens. Desprovidos de qualquer noção de leis naturais, vivem num mundo povoado de espíritos, que cumpre conjurar incessantemente.

Atrás de cada realidade visível, imaginam sempre uma potência invisível que a determina.

No homem civilizado, as crenças são menos rudimentares, porque a noção de leis necessárias lhe é imposta por toda a sua educação. Ele não as poderia negar, mas admite que as preces podem determinar as potências naturais a interromperem a ação dessas leis. A lógica mística e a lógica racional subsistem, assim, por vezes, simultaneamente, no mesmo espírito, sem que se possam fundir.

A credulidade do verdadeiro crente é geralmente ilimitada, e nenhum milagre o poderia surpreender, porquanto é infinito o poder do Deus que ele invoca. Vê-se na catedral de Orviedo um cofre que, diz a notícia distribuída aos visitantes, foi instantaneamente transportado de Jerusalém através dos ares. Encerra: “o leite da mão de Jesus Cristo, os cabelos com que Maria Madalena enxugou os pés do Salvador, a vara com que Moisés separou as águas do mar Vermelho, a carteira de S. Pedro, etc.”.

Esse documento, análogo a milhares de outros, mostra até que ponto o fetichismo místico permanece vivo. Se considerarmos que ele é independente da qualidade do seu objeto, incluiremos na mesma família , a relíquia encerrada no cofre de ouro de uma majestosa catedral e a corda do enforcado. Devem esses documentos ser contemplados com indulgência, primeiramente porque são criadores de uma esperança de felicidade, depois porque correspondem a certas necessidades indestrutíveis do espírito.

Como as regiões em que a ciência pode penetrar permanecem muito limitadas, ao passo que não têm limites as nossas aspirações, a lógica mística dominará, sem dúvida, ainda muito tempo, a humanidade.

Criadora das leis, dos costumes, das religiões, ela fez surgir todas as ilusões que até aqui têm guiado a humanidade. O seu poder é bastante vasto para transformar o irreal em real. Sob a sua ação, milhões de homens conheceram o júbilo, a dor ou a esperança. Todo o ideal saiu do seu seio.

Lógica mística, lógica sentimental e lógica racional representam três formas da atividade mental irredutíveis uma na outra. Seria, portanto, inútil pô-las em conflito.

É sobretudo a preponderância da lógica mística que produz os grandes abalos da humanidade. As Cruzadas, as guerras de religião, a Revolução francesa fornecem exemplos disso. Tais movimentos representam crises desse misticismo sempre poderoso, aos quais os povos, como os indivíduos, não se poderiam subtrair.

Do conflito das várias formas da lógica resulta a maior parte das oscilações da história. Quando predomina o elemento místico, são as lutas religiosas com a sua imperiosa violência. Quando sobressai o elemento afetivo, notam-se, conforme o fator sentimental mais evidente, ou os grandes empreendimentos guerreiros ou, ao contrário, a florescência do humanitarismo e do pacifismo, cujas consequências finais não são menos mortíferas. As guerras civis e religiosas são lutas entre lógicas diferentes, uma das quais se torna, momentaneamente, preponderante em extremo.

Nos nossos dias, as multidões e os seus agitadores mostram-se, como já dissemos, tão saturados de misticismo quanto os seus mais remotos antepassados. Palavras e fórmulas dotadas de um poder mágico herdaram a força atribuída às divindades que nossos pais adoravam. Não parece a alucinante esperança de encantadores paraísos.

O meio social atua de maneira geral, mas o que principalmente atua é o grupo ao qual pertencemos.

Em matéria de opiniões e de crenças individuais, deduzidas das nossas próprias observações e dos nossos raciocínios, temos geralmente muito pouco. Os homens só possuem, na maioria, as opiniões e as crenças do grupo: casta, seita, partido, profissão, a que pertencem, e em massa as adotam.

Cada classe de um povo: operários, magistrados, políticos professam, pois, as opiniões fundamentais do seu grupo profissional. Elas são o critério dos seus julgamentos. Eles consideram as coisas verdadeiras ou falsas conforme se adaptam ou não às opiniões desse grupo. Cada grupo forma uma espécie de tribo fechada, que possui opiniões comuns tão aceitas que nenhuma discussão se trava sobre elas. Quem não adota as ideias do seu grupo não poderia viver nele.

O costume, forma do hábito, faz a força da sociedade e dos indivíduos. Ele os dispensa de refletir em cada caso que se apresenta, para que se forme uma opinião.

O lado místico da alma das multidões é, muitas vezes, mais desenvolvido ainda do que o seu lado afetivo. Daí resulta uma intensa necessidade de adorar alguma coisa: deus, feitiço, personagem ou doutrina.

Essa necessidade se expande hoje em favor da fé socialista, religião nova, cujo poder sobrenatural deve regenerar os homens.

O misticismo popular foi, aliás, observado em todos os tempos. Quando se manifestou nas crenças religiosas, reinou nas concepções políticas. A história da Revolução mostra-o em cada página.

O ponto mais essencial, talvez, da psicologia das multidões é a nula influência que a razão exerceu nelas. As ideias suscetíveis de influenciar as multidões não são ideias racionais, porém sentimentos expressos sob forma de ideias.

Tais verdades deveriam ser banais desde muito tempo, mas a maneira de agir dos políticos de raça latina indica que eles não as compreendem ainda. Eles só se libertarão da anarquia depois de a terem compreendido.

Pelo contágio, burgueses, letrados, professores e outros acabaram sempre por sofrer, mais ou menos, a influência das opiniões populares. O contágio mental pode, portanto, escravizar todas os inteligências. À semelhança do contágio pelos micróbios, ele poupa apenas naturezas muito resistentes e pouco numerosas.

Os grandes movimentos religiosos da história foram sempre o resultado do contágio mental. A sua ação jamais se exerceu tanto quanto na nossa época. Os governos enfraquecidos nada podem fazer contra o contágio. Não somente eles tomaram o hábito de ceder a todas as injunções populares, como também essas injunções são imediatamente apoiadas por legiões de intelectuais que o contágio mental, reforçando as impulsões dos seus interesses, leva a considerar como equitáveis as mais iníquas reivindicações. As extravagantes fantasias das multidões tornam-se, para eles, dogmas tão respeitáveis quanto o eram outrora, para os cortesãos das monarquias absolutas, as vontades dos soberanos. As opiniões propagadas por contágio só se destroem por meio de opiniões contrárias propagadas do mesmo modo.

Durante séculos, as crenças foram os guias únicos que teve a humanidade. Elas lhe forneceram, com explicações fáceis para todos os problemas, um guia diário da conduta. Provisórias ou efêmeras, as crenças constituíram sempre os grandes moveis de ação dos homens.

As crenças religiosas formam apenas uma parte. A necessidade de fé não foi absolutamente provocada pelas religiões; foi ela, ao contrário, que as suscitou As divindades não fazem mais do que fornecer um objeto ao nosso desejo de crer.

A intolerância das crenças

Um dos mais constantes caracteres gerais das crenças é a sua intolerância. Ela é tanto mais intransigente quanto mais forte é a crença. Os homens dominados por uma certeza não podem tolerar aqueles que não a aceitam.

Verificada em todos os tempos, essa lei continua a manifestar-se. Sabe-se a que grau de furor religioso chegam os crentes ou devotos. As guerra de religião, a Inquisição, a matança de S. Bartolomeu, a revogação do edito de Nantes, o Terror, as atuais perseguições contra o clero, etc., são exemplos disso.

As raras exceções a essa lei são facilmente interpretáveis. Se os romanos aceitaram as divindades de todos os povos estrangeiros, foi porque elas constituíam para eles uma hierarquia de seres poderosos, que cada qual devia atrair em seu favor pela adoração.

Conquanto animado de princípios diferentes, o budismo triunfante não foi mais perseguidor. Ensinando a indiferença ao desejo e considerando os deuses e os entes como vãs ilusões sem importância, ele não tinha nenhuma razão para ser intolerante.

Essas exceções explicam-se, portanto, por si mesmas e por forma alguma contradizem a regra geral, isto é, que uma crença é necessariamente intolerante.

Os sectários modernos da deusa Razão são tão violentos, tão intolerantes, tão sequiosos de sacrifícios quanto os seus predecessores. A regra de todo o verdadeiro crente será sempre a que foi ensinada na Suma de S. Tomaz: “A heresia é um pecado pelo qual se merece ser excluído do mundo pela morte”.

Destruidoras algumas vezes, frequentemente criadoras, irresistíveis sempre, as crenças constituem as mais formidáveis forças da história, os verdadeiros sustentáculos das civilizações. Os povos jamais sobreviveram muito tempo à morte dos seus deuses.

Uma crença forte inspira certezas que nada abala. De tais certezas derivam-se a maior parte dos grandes acontecimentos históricos.

Maomé tinha certeza de que Deus lhe ordenava fundasse uma religião nova destinada a regenerar o mundo, e conseguiu perturbá-lo. Pedro o Eremita tinha certeza de que Deus queria retomar aos infiéis ao túmulo de Cristo e, para reconquistá-lo, milhões de homens miseravelmente pereceram. Lutero tinha certeza de que o papa era o Anti-Cristo, que não existia purgatório e, em nome de verdades dessa ordem, a Europa foi posta a fogo e sangue, durante muitos séculos. Os padres da Inquisição tinham certeza de que Deus queria ver queimados os hereges, e eles despovoaram a Espanha com as suas fogueiras.

Uma crença é um ato de fé que não exige provas e, aliás, não é, as mais das vezes, verificável por nenhuma. Se a fé se impusesse somente por argumentos racionais, poucas crenças se teriam podido formar no decurso dos séculos.

Os argumentos invocados pelos crentes se afiguram, muitas vezes, infantis para a razão. Esta não tem, entretanto, a faculdade de julgá-los, porquanto eles derivam de elementos místicos ou afetivos que escapam à sua ação. A sugestão e o contágio mental pelos quais se propagam as crenças são independentes da razão.

Não entrando na gênese das crenças nenhum elemento racional, é infinita a credulidade do crente. Ele não imagina admitir as causas sem provas, porquanto sempre, ao contrário, as invoca; é pela natureza das provas com as quais ele se contenta, que a sua credulidade se revela profunda.

Se as cartomantes e as pitonizas modernas referissem as visitas que recebem, ver-se-ia que a credulidade humana não tem diminuído. Eu poderia citar um ex-ministro, conhecido pelo seu rígido anticlericalismo, que nunca sai sem ter no bolso o pedaço de uma corda de enforcado. Um dos nossos mais eminentes embaixadores imediatamente se levanta de uma mesa em que se acham treze convivas. É o fetichismo desses ilustres homens de Estado verdadeiramente superior às crenças religiosas que eles proscrevem com tanto vigor? Duvido um pouco.

Os crentes, por mais convencidos que sejam, têm sempre sentido a necessidade, pelo menos para converter os incrédulos, de achar na sua fé razões justificativas. As numerosas elucubrações dos teólogos provam com que perseverança essa tarefa é empregada.

O argumento de que eles mais se servem, afora os milagres e as asserções dos seus livros sacros, é o assentimento universal.

Se os fenômenos anunciados pelos taumaturgos modernos fossem possíveis, a ciência deveria docilmente retroceder às épocas em que os deuses decidiam do destino das batalhas, e em que legiões de espíritos, de fadas e de demônios incessantemente intervinham na vida quotidiana. As conjurações, as preces, os sacrifícios, as formulas mágicas constituíram, então, hoje como outrora, os únicos meios de obter o favor dessas potências caprichosas.

Não se pode recear muito essa regressão. Uma mentalidade religiosa indestrutível nos fará voltar sempre os olhos para o sobrenatural, mas o estudo atento dos fatos milagrosos sempre mostrará também que eles são apenas alucinações criadas pelo nosso espírito.

Os raros estudos publicados sobre a formação das crenças proclamaram geralmente que elas são voluntárias e racionais. Esse erro persistente provém da velha ilusão atinente ao papel da inteligência em psicologia.

Se as crenças fossem acessíveis à influência da razão, teríamos visto desaparecer, há muito tempo, todas as que são absurdas. Ora, a observação demonstra a sua persistência.

Vemo-nos, pois, forçados a admitir que não há absurdos para um crente e que o homem não tem a liberdade de crer ou de descrer.

As influências afetivas e místicas que determinam a crença são, já várias vezes o dissemos, muito diferentes dos encadeamentos racionais que suscitam o conhecimento. Em matéria de conhecimento, a possibilidade de uma verificação ao contrário a regra e destrói, então, todas as objeções. Ninguém pensou jamais em contestar as propriedades de um triângulo ou de uma seção cônica. Para o sábio, a verdade é a mesma, aquém ou além dos Pirineus. Para os crentes, ela muda, ao contrário, quando se transpõem as fronteiras ou o tempo.

As crenças possuem a faculdade maravilhosa de criar quimeras (ilusões, sonhos, utopias, fantasias) e, depois, de lhes submeter os espíritos. Pode, às vezes, o homem subtrair-se ao domínio dos tiranos, porém nunca ao das crenças. Milhares de indivíduos estão sempre prontos a sacrificar a vida na defesa delas, mas nenhum exporia a existência para que triunfasse uma verdade racional.

A idade da razão em que os progressos das ciências têm feito entrar a humanidade, não diminuiu por forma alguma a força das crenças nem a faculdade de forjar novas outras. Nenhuma época, talvez, viu surgir tão numerosas crenças: políticas, religiosas ou sociais. Assim, na maior parte das vezes, o homem se limita a submeter-se às crenças, sem as discutir. Procedimento muito sensato. O mundo envelhecerá, sem dúvida, muito tempo antes que razão e a fé se equilibrem.

Como as crenças se mantêm

Sendo, ao contrário, pessoais e baseadas em concepções sentimentais ou místicas, as crenças são submetidas a todos os fatores suscetíveis de impressionar a sensibilidade. Deveriam, portanto, ao que parece,  modificar-se incessantemente.

As suas partes essenciais se mantêm, contudo, mas cumpre que sejam constantemente alentadas. Qualquer que seja a sua força no momento do seu triunfo, uma crença que não é continuamente defendida logo se desagrega. A história está repleta de destroços de crenças que, por essa razão, tiveram apenas uma existência efêmera.

A codificação das crenças em dogmas constitui um elemento de duração que não poderia bastar. A escrita unicamente modera a ação destruidora do tempo.

Uma crença qualquer, religiosa, política, moral ou social mantém-se, sobretudo pelo contágio mental e por sugestões repetidas. Imagens, estátuas, relíquias, peregrinações, cerimônias, cantos, música, prédicas, etc., são os elementos necessários desse contágio e dessas sugestões.

Confinado num deserto, privado de qualquer símbolo, o crente mais convicto veria rapidamente declinar a sua fé. Se, entretanto, anacoretas e missionários a conservam, é porque incessantemente releem os seus livros religiosos e, sobretudo, se sujeitam a uma multidão de ritos e de preces. A obrigação para o padre de recitar diariamente o seu breviário foi imaginada pelos psicólogos que conheciam bem a virtude sugestiva da repetição.

Nenhuma fé é durável se dela se eliminam os elementos fixos que lhe servem de apoio. Um Deus sem tempestades, sem imagens, sem estátuas, perderia logo os seus adoradores. Os iconoclastas eram guiados por um instinto seguro, quando quebravam as estátuas e os templos das divindades, que eles queriam destruir.

segue, parte final

Comentário de Divina de Jesus Scarpim em 17 junho 2014 às 15:22

"Sua “fé” transforma seres humanos em monstros sem escrúpulos, sem opinião e sem sensibilidade." É exatamente o que o cristianismo faz.

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