Irreligiosos

Se você não sabe, aceita e não questiona, embota-se e acaba virando crente.

Livre-arbítrio e responsabilidade humana

O que pensam os companheiros, deste texto?

_______

A minha tese é a seguinte: a pessoa que está convencida que tem liberdade de escolha ou livre-arbítrio tem um maior sentido de responsabilidade do que a pessoa que pensa que o determinismo absoluto governa o universo e a vida humana. O determinismo no sentido clássico significa que todo o fluir da história, incluindo todas as escolhas humanas e as acções, estão completamente determinadas desde o início dos tempos. Quem quer que acredite que “o que tem que ser, será” pode tentar escapar à responsabilidade moral apesar de ter agido erradamente defendendo que tal estava predestinado por leis rígidas de causa e efeito.

Mas se a livre escolha realmente existe na altura de escolher, os homens têm claramente responsabilidade moral por decidirem entre duas ou mais alternativas genuínas, e o álibi determinista não tem qualquer peso. Assim, o coração da nossa discussão radica na questão de saber se é verdade que temos livre escolha ou se é verdadeiro o determinismo universal. Tentarei resumir brevemente as razões principais que apontam para a existência de livre-arbítrio.

Primeiro: há uma intuição vulgar imediata e poderosa, que é partilhada por virtualmente todos os seres humanos de que existe liberdade de escolha. Esta intuição parece-me tão forte como a sensação de prazer ou de dor; e a tentativa dos deterministas provarem que esta intuição é falsa é tão artificial como a pretensão […] de que a dor não é real. Claro que a existência desta intuição não prova por si a existência da liberdade de escolha, mas justamente por ser uma intuição tão forte, coloca o ónus da prova do lado dos deterministas, que têm que provar que se baseia numa ilusão.

Segundo: podemos recusar o argumento determinista admitindo, ou até insistindo, que há uma grande quantidade de determinismo no mundo. O determinismo na forma de leis causais do tipo “se…então…” governa não só o funcionamento de inúmeros movimentos corporais como o funcionamento de grande parte do universo. Podemos estar contentes com o facto dos sistemas respiratório, digestivo, circulatório, e dos batimentos cardíacos, funcionarem deterministicamente — pelo menos até avariarem. O determinismo versus livre-arbítrio é uma falsa questão; o que nós sempre tivemos foi um determinismo e um livre-arbítrio relativos. O livre-arbítrio sempre esteve limitado pelo passado e por um conjunto vasto de leis causais do tipo “se…então…”. Ao mesmo tempo, os seres humanos usam o livre-arbítrio para tirarem partido daquelas leis determinísticas que fazem parte da ciência e das máquinas que produziram. A maioria de nós guia carros, e somos nós e não estes quem decide quando e para onde vão. O determinismo usado de forma sábia e controlada — o que nem sempre se verifica — pode tornar-nos mais livres e felizes.

Terceiro: o determinismo é algo relativo, não apenas porque os seres humanos têm liberdade de escolha, mas também porque a contingência e o acaso são um traço fundamental do cosmos. A contingência percebe-se melhor na intersecção de sequências de eventos independentes entre si sem qualquer conexão causal prévia. O meu exemplo favorito é o da colisão do transatlântico Titanic com um iceberg, a meio da noite de 14 de Abril de 1912. Foi um acidente terrível em que morreram mais de 1500 pessoas. A deriva do iceberg desde o norte e o percurso do Titanic de oeste a partir de Inglaterra representam claramente duas sequências causais de eventos independentes.

Se, por hipótese, um grupo de especialistas tivesse sido capaz de identificar as duas sequências causais e assegurar que tal catástrofe estava predeterminada desde o momento em que o transatlântico deixou o porto de Southampton, ainda assim isso não perturbaria a minha teoria. A relação espaço-tempo do iceberg e do Titanic, desde que este iniciou a sua viagem, seria, em si, uma relação de contingência, já que não haveria qualquer causa relevante para a explicar.

Como referi, a presença constante da contingência no mundo é igualmente provada pelo facto de todas as leis naturais assumirem a forma de sequências ou relações do tipo “se…, então…”. O elemento se é obviamente condicional e demonstra a coexistência habitual da contingência com o determinismo. A actualidade da contingência nega a ideia de uma necessidade total e universal a operar em todo o universo. No que diz respeito as escolhas humanas, a contingência assegura que as alternativas de que temos experiência são indeterminadas relativamente ao acto de escolher, o que faz depois que uma delas seja determinada.

A minha quarta razão é que o significado aceite de potencialidade, nomeadamente, de que todo o objecto e acontecimento no cosmos têm possibilidades plurais de comportamento, interacção e desenvolvimento, deita por terra a tese determinista. Se quiseres realizar uma viagem de férias no próximo Verão, pensarás sem qualquer dúvida em inúmeros destinos possíveis antes de te decidires. O determinismo implica que isso não seja mais do que teatro, pois estás determinado escolher precisamente o destino que escolheste. Quando relacionamos o padrão causal com a ideia de potencialidade, verificamos que a causalidade mediada pela escolha livre pode ter o seu efeito apropriado na actualização de qualquer uma das diversas possibilidades existentes.

Quinto: os processos normais do pensamento humano estão ligados à ideia de potencialidade tal como a descrevi, e do mesmo modo tendem a mostrar que a liberdade de escolha é real. Pensar envolve constantemente concepções gerais, universais ou abstractas sob as quais são classificados os diferentes particulares. No caso que discuti na minha quarta razão, “viagem de férias” era a concepção geral e os diferentes lugares que poderias visitar eram os particulares, as alternativas, as potencialidades, que alguém podia livremente escolher. Se de facto não houver liberdade de escolha, então a função do pensamento humano de resolver problemas torna-se supérflua e numa máscara de faz-de-conta.

Sexto: é esclarecedor para o problema da liberdade de escolha perceber que apenas existe o presente, e que é sempre alguma actividade presente que dá origem ao passado, no mesmo sentido em que um esquiador deixa atrás de si um trilho na neve quando desce uma colina. Tudo o que existe — o vasto conjunto agregado de matéria inanimada, a imensa profusão de vida anterior, o ser humano em toda a sua diversidade — existe ou existem apenas como acontecimentos quando ocorrem neste instante exacto, que é agora. O passado está morto e passado; existe apenas na medida em que se exprime nas estruturas e actividades presentes.

A actividade do presente imediatamente anterior estabelece os fundamentos através dos quais opera o presente imediato. O que aconteceu no passado tanto cria limitações como possibilidades, que condicionam sempre o presente. Mas condicionar neste sentido não significa o mesmo que determinar; cada dia se desenvolve a partir de agora no seu próprio momento, actualizando novos padrões de existência, mantendo e destruindo outros. Portanto, quando um homem escolhe e age no presente não é inteiramente controlado pelo passado, mas parte da evolução interminável do poder cósmico. É um agente activo e iniciador, que, montado na onda de um dado presente, delibera entre alternativas abertas para alcançar decisões relativamente às muitas e diversas fases da sua vida.

A minha sétima razão é que a doutrina do determinismo universal e eterno se auto-refuta quando consideramos, por redução ao absurdo, todas as suas implicações. Se as nossas escolhas e acções de hoje estivessem determinadas ontem, então estariam igualmente determinadas antes de ontem, no dia do nosso nascimento, no dia do nascimento do nosso sistema solar e da terra há biliões de anos. Considere-se então a consequência: para o determinismo, o chamado impulso irresistível que os sistemas jurídicos reconhecem quando julgam crimes cometidos por pessoas insanas, deve ser considerado com o mesmo vigor para as acções realizadas por pessoas sãs e virtuosas. Segundo a filosofia determinista, o homem bom sente um impulso irresistível para dizer a verdade, para ser bom para os animais e para expor a corrupção na política.

Oito: são inúmeras as palavras que perdem o seu significado normal no novo dialecto do determinismo. Refiro-me a palavras como abstenção, proibição, moderação e remorso. Uma vez provada a verdade do determinismo, teríamos que rasurar grande parte dos dicionários existentes e redefinir uma grande quantidade de coisas. Por exemplo, que significado deveria ter proibição quando já está determinado que irás recusar o segundo cocktail de Martini? Em boa verdade, só se pode proibir quando se quer impedir alguém de fazer alguma coisa que esteja no seu alcance fazer. Mas segundo o determinismo não poderias aceitar o segundo cocktail por já estar predeterminado que dirás “Não”. Não estou a dizer que a natureza deva conformar-se aos nossos usos linguísticos, mas os hábitos linguísticos dos seres humanos, que evoluíram ao longo da imensidão dos tempos, não podem ser negligenciados na análise do livre-arbítrio e do determinismo.

Finalmente, não penso que o termo “responsabilidade moral” possa manter o seu significado tradicional, a não ser que exista liberdade de escolha. Segundo a perspectiva da ética, da lei e do direito criminal, é difícil entender como um determinista consistente possa ter um sentido de responsabilidade pessoal adequado relativamente ao desenvolvimento de padrões éticos decentes. Mas a questão permanecerá independentemente de terem sido ou de alguma vez poderem vir a ser deterministas consistentes, ou até do facto de o livre-arbítrio ser um traço inato e tão profundamente característico da natureza humana, como sugeriu Jean-Paul Sartre ao afirmar “Não somos livres para deixar de ser livres”.

Corliss Lamont

Retirado de “Freedom of the Will and Human Responsibility”, in Louis P. Pojman, Philosophy: The Quest for Truth (Nova Iorque, Oxford University Press, 6.ª ed., 2006), pp. 367–368.

in http://criticanarede.com/leit_corliss.html

Exibições: 361

Comentar

Você precisa ser um membro de Irreligiosos para adicionar comentários!

Entrar em Irreligiosos

Comentário de Ivo S. G. Reis em 24 março 2016 às 0:51

Respondendo à Luísa:

Preliminarmente, quero dizer que EU não creio em determinismo (outros podem crer) e que reafirmo a minha opinião de que ele vai contra a razão e as leis da natureza. Digo também que concordo em quase tudo com o autor do texto, sendo apenas mais radical que ele, pois não aceito nem o tal do "determinismo relativo", que ele admite. No mais, tirando isso, concordo com tudo, arrazoado numa exposição bastante clara e objetiva em seu texto.

Isto posto, colega, só vou responder ao seu comentário porque você se dirigiu a mim e, assim, suponho que esteja querendo ouvir a minha resposta. Mas espero não ser xingado nem acusado de "colocar palavras em sua boca", nem de ser "velhaco",  porque vou responder de acordo com o que eu li e entendi das suas colocações. Se eu interpretar errado mais uma vez, a culpa é sua, porque vou me ater estritamente ao que você disse e como você escreveu.

Como você verá, vou ter de discordar de dois pontos que você levantou, mas lembre-se: "estou discordando apenas dos seus argumentos e não do seu direito de expressá-los. Então, vamos lá! Os argumentos são esses:

1 - "As Leis da natureza são deterministas, na minha opinião. Não podemos escolher a velocidade dos ventos ou a erupção de um vulcão, pois esses fenómenos já estão previamente determinados quando se atingem certos parâmetros de pressão, por exemplo. É por isso que hoje em dia se fazem previsões de certos eventos naturais, com muito rigor." (grifos meus)

Meu comentário: Você generalizou e, pelo meu ponto de vista, não concordo que "leis da natureza" sejam deterministas e sim probabilísticas. E também não concordo que nenhum fenômeno que ainda vai acontecer esteja previamente determinado para uma determinada ocasião. Para ser determinista, é preciso que tudo aconteça SEMPRE igual, desde que as mesmas condições se verifiquem. E não é assim que acontece, principalmente porque as variáveis tempo e localização geográfica não são as mesmas. Uma tempestade, a erupção de um vulcão, um tornado, um ciclone, um furacão etc, não se verificam em condições iguais; e mesmo que alguns fatores sejam comuns, esses fenômenos podem acontecer ou não e, quando acontecem, não são exatamente com a mesma intensidade porque até a localização geográfica (latitude e longitude) e altitude em relação ao nível do mar influem. Por exemplo, se um vulcão (escolhi vulcão porque você enfatizou ele) fica inativo por 400 anos de anos e de repente volta a entrar em erupção, não é porque estava "determinado" que aquele vulcão voltaria a entrar em erupção daqui a 400 anos ou quando as mesmas condições da última erupção se verificassem. Essa condições jamais se verificariam exatamente iguais porque os fatores geológicos, em função do tempo decorrido, não seriam iguais. Então o que temos são "probabilidades", quando condições semelhantes se verificam, mas nunca uma certeza. E determinismo envolve uma certeza: uma coisa vai acontecer quando a combinação de alguns fatores se repetirem. Isso ocorre? Não. Talvez por isso tenhamos tantas previsões de tempo erradas, com toda a tecnologia e métodos científicos ao nosso dispor. Então, Luísa, previsão do tempo não é rigorosa; é probabilística. E se é probabilística, não pode ser determinista. Vamos, agora, ao seu segundo argumento:

2 - "Também não podemos escolher não ser baixos, ter os olhos castanhos em vez de azuis, ser ou não hemofílicos, ou míopes, pois estes e muitos outros factores já estão definidos no nosso ADN quando somos gerados."

Meu comentário: Aqui também é caso de probabilidade e não de determinismo. Quem não existe não pode escolher nada. Ou alguém escolhe por nós ou o acaso escolhe. Num processo de reprodução normal, i.é, fora de laboratório, nosso DNA não pode ser escolhido por nossos pais. É o acaso e a combinação de gens paternos e maternos, em um determinado momento, que o formam. E numa mesma família (a não ser no caso de gêmeos univitelinos) os irmãos têm DNA e até tipos sanguíneos diferentes. O que tem de "determinismo" nisso? Se alguém nasce masculino, feminino, hermafrodita, preto, branco, mulato ou amarelo; se vai parecer mais com a mãe, com o pai ou com um dos avós; se nasce perfeito ou com defeito, isso é resultado das probabilidades e de uma combinação de fatores no momento da fecundação da célula-ovo; esse mesmo casal, se vier a copular de novo, produzirá um outro ser, diferente do anterior, e sobre o qual eles não tem e nem podem ter qualquer influência quanto ao que o novo ser gerado vai ser. Mais uma vez, será o momento e a combinação de fatores que vai determinar.

-x-x-x-x-x-x-

Bem, Luísa, é isso. Poderia encher páginas e páginas de argumentos para justificar minhas convicções, mas acho desnecessário. Para não dizer que radicalizei demais, só tem um determinismo no qual acredito, porque é fato e pode ser provado: todo o ser vivo morre. Fora desse, preciso ser convencido e tudo que sei, li, vi, estudei e vivi não me convencem.

Finalizando, e após minhas explicações, ratifico a minha frase, que tanto lhe causou estranheza:

"Particularmente, também penso que não existe e nem pode existir nenhum determinismo, nem absoluto, nem relativo. Vai contra a razão e as leis da natureza."

Aguardo suas críticas e dos demais colegas e aviso que não ficarei magoado ou ofendido com quem, com argumentos, discordar do meu posicionamento. Muito pelo contrário, ficarei agradecido porque vou aprender, observar outros ângulos de análise e, quem sabe, mudar minha opinião.

Saudações Irreligiosas!

Comentário de Luísa L. em 23 março 2016 às 16:41

Ivo,

Fui agora alertada para um erro. No meu comentário, abaixo, onde está "de terminado" por favor leia determinado.

Cpts.

Comentário de Luísa L. em 23 março 2016 às 10:18

Respondendo ao IVO

Você pediu opinião ("O que pensam os companheiros deste texto?") e é como "opinião" que vou dizer o que penso do que li: estão corretíssimas as conclusões do autor, no sentido de negar a existência de um determinismo. Particularmente, também penso que não existe e nem pode existir nenhum determinismo, nem absoluto, nem relativo. Vai contra a razão e as leis da natureza.

Vou responder-lhe apenas por causa da sua frase “Vai contra a razão e as leis da natureza.” referida no parágrafo acima.

As Leis da natureza são deterministas, na minha opinião. Não podemos escolher a velocidade dos ventos ou a erupção de um vulcão, pois esses fenómenos já estão previamente determinados quando se atingem certos parâmetros de pressão, por exemplo. É por isso que hoje em dia se fazem previsões de certos eventos naturais, com muito rigor.

Também não podemos escolher não ser baixos, ter os olhos castanhos em vez de azuis, ser ou não hemofílicos, ou míopes, pois estes e muitos outros factores já estão definidos no nosso ADN quando somos gerados.

O que me parece é que não podemos levar o determinismo para todo o lado. Na nossa sociedade vemos que a ideia natural de já estar de terminado é aproveitada pelas religiões ou outras formas de crença no sentido de destino, fado ou fatalidade. Isso leva à quietude e anuência das populações, ou pelo menos tem levado. Mas nós, na verdade, podemos escolher, mesmo que muito relativamente. Podemos escolher, para começar, não aceitar o destino.

Cumprimentos.

Comentário de Luísa L. em 22 março 2016 às 21:08

Penso que o determinismo pode não colidir com a livre escolha, nem a livre escolha é tão livre como gostamos de pensar, como já aqui foi dito.

Quando uma criança é gerada fica determinado, pelo seu ADN, como ela virá a ser e, neste caso, não há escolha. Quando esse ser cresce e se torna adulto pode escolher agir de uma forma em detrimento de outra, mas só até certos limites, pois a nossa sociedade está repleta de causa-efeito.

Concordo com o autor quando ele diz que a livre escolha é uma intuição, que é algo que nos faz sentir mais responsáveis. Quando vivemos com a ideia de que não temos alternativas, somos levados mais facilmente à irresponsabilidade, desespero e infelicidade.

No mais gostei bastante do artigo.

Comentário de Luísa L. em 18 março 2016 às 11:22

Rafael, 

Obrigada pelo comentário e pelos links dos vídeos. São muito instrutivos. :)

Cumprimentos.

Comentário de Rafael em 17 março 2016 às 20:32

Concordo com o Ivo. Nós podemos "escolher" até certo ponto. Mas em várias situações ficamos limitados. A vida meio que nos leva por caminhos que as vezes não escolhemos. Mas mesmo assim não é nada determinado. Como acreditar que estaríamos vivendo uma reprise? sendo meros fantoches representando o que já teria sido determinado por uma "entidade" superior. Qual o sentido de um ser supremo criar algo para apenas se "divertir"?

É como eu digo: façamos a nossa parte, se vai dar certo ou não vai depender de diversos outros fatores.

Esse video (link abaxo) fala sobre um outro exemplo parecido com o que o Ivo deu. Uma pessoa que é estuprada teria livre arbítrio onde??? (em inglês)
https://youtu.be/Z1BzP1wr234

Steven Hawking já levantou uma teoria onde mostra a possibilidade do universo ter sido surgido, digamos, "espontaneamente", sem a necessidade de um criador.

Video do Hawking - tem que colocar a velocidade em 2 vezes mais rápido. Pena que é em Inglês. Não procurei ainda, mas deve ter com legendas
https://www.youtube.com/watch?v=vj0NL2r6cnU&index=47&list=P...

Cordialmente
Rafael

Comentário de Paulo Rosas Moreira em 16 março 2016 às 8:44

Ivo S. G. Reis !

Sua opinião, está absolutamente correta, imagine se fosse certeza.

Saudações irreligiosas.

Comentário de Luísa L. em 15 março 2016 às 17:45

Ivo,

Obrigada por comentar.

Saudações.

Comentário de Ivo S. G. Reis em 14 março 2016 às 4:47

Luísa:

Você pediu opinião ("O que pensam os companheiros deste texto?") e é como "opinião" que vou dizer o que penso do que li: estão corretíssimas as conclusões do autor, no sentido de negar a existência de um determinismo. Particularmente, também penso que não existe e nem pode existir nenhum determinismo, nem absoluto, nem relativo. Vai contra a razão e as leis da natureza.

Apenas discordo de alguns dos argumentos que ele usou para concluir ao referir-se a "determinismo relativo". Concordo plenamente que existe um livre-arbítrio relativo, mas jamais um determinismo relativo. A explicação talvez esteja nesta frase do próprio autor: "A actividade do presente imediatamente anterior estabelece os fundamentos através dos quais opera o presente imediato. O que aconteceu no passado tanto cria limitações como possibilidades, que condicionam sempre o presente."

Ocorre que esta explicação nem outras que ele deu ao longo do texto são suficientes para explicar a possibilidade de um "determinismo relativo" (???). Isso não existe. Talvez o que ele chama de "determinismo relativo" seja o que conhecemos por causalidade e imponderável. Isso sim, existe, e não pode ser previsto nem evitado. Mas não tem nada a ver com destino. O imponderável sempre esteve presente na natureza e independe das ações e escolhas do homem. É uma lei natural ainda não compreendida, não se podendo determinar as causas nem a época da ocorrência. Isso é uma realidade com a qual temos de conviver até que se descubram as explicações, se é que vão descobrir. Muito a contragosto, nesse caso específico, sou "conformista", aceitando o que existe, sem saber por que existe. Se desde o surgimento do homem, até hoje, ninguém conseguiu descobrir o que ocasiona a imponderabilidade e o acaso, tenho de me conformar com a minha ignorância, mesmo que isso me incomode. Sabemos o que é, mas não sabemos por que é nem o que causa a existência desses fenômenos.

Já quanto ao "livre-arbítrio relativo", igualmente estou de acordo com o autor. Ele também existe porque o "livre-arbítrio" não é total e nem possível para qualquer caso. Existem situações em que não nos restam escolhas ou, as que existem, não podem ser selecionadas. Então o meu livre-arbítrio seria relativo. Vou dar alguns exemplos bem simplórios

  1. Sou um mendigo, estou três dias sem comer e disponho de apenas R$ 10,00 no bolso. Sinto que não dá mais para esperar até amanhã para juntar mais dinheiro. Estou fraco e preciso comer hoje, urgente. Percorro as redondezas e vejo nos restaurantes e carrinhos de lanche os preços mais baratos: cachorro quente a R$ 4,50, marmitex a R$ 8,90, PF a R$ 15,00 e executivo a R$ 27,00 (incluindo 8 variações de prato). Nesse caso, o meu livre-arbítrio é relativo, pois eu só posso escolher ou o cachorro quente ou o marmitex, senão terei de esperar até o próximo dia para juntar mais dinheiro e tentar comprar o prato executivo, que é o que eu quero comer;
  2. ladrões invadem a minha casa e descobrem que eu tenho um cofre, chumbado na parede e que eles querem abrir. Ali estão todas as minhas economias que consegui guardar para a família, em dólar. Decido que não vou lhes dar a chave, nem que me torturem. Então eles pegam meu filho de 8 anos, apontam um revólver para a cabeça dele e dizem: "Decida: ou você me dá a chave ou estouramos a cabeça dele". Nesse caso, o meu livre-arbítrio foi para o espaço, pois eu sou obrigado, pelo bom senso, inteligência e sentimentos paternais, a dar a chave para o ladrão. Aqui o meu livre-arbítrio foi relativo, pois embora eu pudesse dizer "não", as circunstâncias me obrigavam a dizer "sim".

Podem criticar à vontade, mas é desta forma que interpreto e me posiciono em relação ao assunto.

Saudações Irreligiosas!

Comentário de Luísa L. em 12 março 2016 às 19:24

Paulo Rosas,

O texto é de Corliss Lamont, um humanista do séc. XX, não é meu.

Agradeço o seu comentário. :)

Saudações.

Sobre

Badge

Carregando...

Leia Isto!

Traduzir para/Translate to:


Visualizações

contador de visitas online

Se esta é a sua 1ª visita ou se passou por aqui, mas não quis comentar nem publicar nada, assine o nosso livro de visitas!

Irreligiosos.ning.com website reputation

Recados Rápidos

 

 

Links Indicados

Sites da Rede DDD: . . . . . . .Logo Rede DDD Acessar links dos sites Baú do Inexplicado Outros:
visit Skeptic.com

Sociedade Racionalista

ComunidadeO Outro Lado das ReligiõesBULE VOADORInternet Infidels Visitar o Observatório

GeraLinks

Badges do Irreligiosos

Nosso badge no seu blog:

Link o Irreligiosos


(Clique aqui para saber como!)


Enquete Jesus Cristo


Sua opinião sobre Jesus Cristo:
Acesse o post de apoio;

----------------
Acesse a nossa página PESQ para responder à enquete.

 


Notícias Cristãs

Atenção: As notícias aqui divulgadas não são nossas recomendações e são veiculadas apenas para informar os últimos acontecimentos e eventos do cristianismo.

(Se a exibição falhar, não é culpa nossa e sim do Widget. Não se preocupem, elas voltam depois)

Por Gospel+ - Gospel+ Noticias

Grupos

Principais Colaboradores

Abaixo, destacamos (em ordem alfabética) a 4ª lista dos nossos  mais eminentes e constantes colaboradores:

  • Alfredo Bernacchi
  • Assis Utsch
  • Carlos Dosivan
  • Divina J. Scarpim
  • Erijosé Oliveira
  • Gilberto Vieira
  • Jorge O. Almeida
  • Luísa L.
  • Márcia Zaros
  • Marilda Oliveira
  • Oiced Mocam
  • Paulo Luiz  
  • Paulo Rosas 
  • Rafael Rocha
  • Sergio M. Rangel

© 2017   Criado por Ivo S. G. Reis.   Ativado por

Badges  |  Relatar um incidente  |  Termos de serviço