Irreligiosos

Se você não sabe, aceita e não questiona, embota-se e acaba virando crente.

10 mitos e 10 verdades sobre o Ateísmo, por Sam Harris

The Los Angeles Times, 2006

Várias pesquisas indicam que o termo “ateísmo” tornou-se tão estigmatizado nos EUA que ser ateu virou um total impedimento para uma carreira política (de um jeito que sendo negro, muçulmano ou homossexual não é). De acordo com uma pesquisa recente da revista Newsweek, apenas 37% dos americanos votariam num ateu qualificado para o cargo de presidente.

Ateus geralmente são tidos como intolerantes, imorais, deprimidos, cegos para a beleza da natureza e dogmaticamente fechados para a evidência do sobrenatural.

Até mesmo John Locke, um dos maiores patriarcas do Iluminismo, acreditava que o ateísmo “não deveria ser
tolerado” porque, ele disse, “as promessas, os pactos e os juramentos, que são os vínculos da sociedade humana, para um ateu não podem ter segurança ou santidade.”

Isso foi a mais de 300 anos. Mas nos Estados Unidos hoje, pouca coisa parece ter mudado. Impressionantes 87% da população americana alegam “nunca duvidar” da existência de Deus; menos de 10% se identificam como ateus — e suas reputações parecem estar deteriorando.

Tendo em vista que sabemos que os ateus figuram entre as pessoas mais inteligentes e cientificamente
alfabetizadas em qualquer sociedade, é importante derrubarmos os mitos que os impedem de participar mais ativamente do nosso discurso nacional.

1) Ateus acreditam que a vida não tem sentido.

Pelo contrário: são os religiosos que se preocupam frequentemente com a falta de sentido na vida e imaginam que ela só pode ser redimida pela promessa da felicidade eterna além da vida. Ateus tendem a ser bastante seguros quanto ao valor da vida. A vida é imbuída de sentido ao ser vivida de modo real e completo. Nossas relações com aqueles que amamos têm sentido agora; não precisam durar para sempre para tê-lo. Ateus tendem a achar que este medo da insignificância é… bem… insignificante.

2) Ateus são responsáveis pelos maiores crimes da história da humanidade.

Pessoas de fé geralmente alegam que os crimes de Hitler, Stalin, Mao e Pol Pot foram produtos inevitáveis da descrença. O problema com o fascismo e o comunismo, entretanto, não é que eles eram críticos demais da religião; o problema é que eles era muito parecidos com religiões. Tais regimes eram dogmáticos ao extremo e geralmente originam cultos a personalidades que são indistinguíveis da adoração religiosa. Auschwitz, o gulag e os campos de extermínio não são exemplos do que acontece quando humanos rejeitam os dogmas religiosos; são exemplos de dogmas políticos, raciais e nacionalistas andando à solta. Não houve nenhuma sociedade na história humana que tenha sofrido porque seu povo ficou racional demais.

3) Ateus são dogmáticos.

Judeus, cristãos e muçulmanos afirmam que suas escrituras são tão imprescindíveis para as necessidades humanas que só poderiam ter sido registradas sob orientação de uma divindade onisciente. Um ateu é simplesmente uma pessoa que considerou esta afirmação, leu os livros e descobriu que ela é ridícula. Não é preciso ter fé ou ser dogmático para rejeitar crenças religiosas infundadas. Como disse o historiador Stephen Henry Roberts (1901-71) uma vez: “Afirmo que ambos somos ateus. Apenas acredito num deus a menos que você. Quando você entender por que rejeita todos os outros deuses possíveis, entenderá por que rejeito o seu”.

4) Ateus acham que tudo no universo surgiu por acaso.

Ninguém sabe como ou por que o universo surgiu. Aliás, não está inteiramente claro se nós podemos falar
coerentemente sobre o “começo” ou “criação” do universo, pois essas ideias invocam o conceito de tempo, e
estamos falando sobre o surgimento do próprio espaço-tempo. 

A noção de que os ateus acreditam que tudo tenha surgido por acaso é também usada como crítica à teoria da evolução darwiniana. Como Richard Dawkins explica em seu maravilhoso livro, “Deus, um Delírio”, isto representa uma grande falta de entendimento da teoria evolutiva. Apesar de não sabermos precisamente como os processos químicos da Terra jovem originaram a biologia, sabemos que a diversidade e a complexidade que vemos no mundo vivo não é um produto do mero acaso. Evolução é a combinação de mutações aleatórias e da seleção natural. Darwin chegou ao termo “seleção natural” em analogia ao termo “seleção artificial” usadas por criadores de gado. Em ambos os casos, seleção demonstra um efeito altamente não-aleatório no desenvolvimento de quaisquer espécies.

5) Ateísmo não tem conexão com a ciência.

Apesar de ser possível ser um cientista e ainda acreditar em Deus — alguns cientistas parecem conseguir isto —, não há dúvida alguma de que um envolvimento com o pensamento científico tende a corroer, e não a
sustentar, a fé. Tomando a população americana como exemplo: A maioria das pesquisas mostra que cerca de 90% do público geral acreditam em um Deus pessoal; entretanto, 93% dos membros da Academia Nacional de Ciências não acreditam. Isto sugere que há poucos modos de pensamento menos apropriados para a fé religiosa do que a ciência.

6) Ateus são arrogantes.

Quando os cientistas não sabem alguma coisa — como por que o universo veio a existir ou como a primeira
molécula autorreplicante se formou —, eles admitem. Na ciência, fingir saber coisas que não se sabe é uma
falha muito grave. Mas isso é o sangue vital da religião. Uma das ironias monumentais do discurso religioso
pode ser encontrado com frequência em como as pessoas de fé se vangloriam sobre sua humildade, enquanto alegam saber de fatos sobre cosmologia, química e biologia que nenhum cientista conhece. Quando consideram questões sobre a natureza do cosmos, ateus tendem a buscar suas opiniões na ciência. Isso não é arrogância. É honestidade intelectual.

7) Ateus são fechados para a experiência espiritual.

Nada impede um ateu de experimentar o amor, o êxtase, o arrebatamento e o temor; ateus podem valorizar
estas experiências e buscá-las regularmente. O que os ateus não tendem a fazer são afirmações injustificadas (e injustificáveis) sobre a natureza da realidade com base em tais experiências. Não há dúvida de que alguns cristãos mudaram suas vidas para melhor ao ler a Bíblia e rezar para Jesus. O que isso prova? Que certas disciplinas de atenção e códigos de conduta podem ter um efeito profundo na mente humana. Tais experiências provam que Jesus é o único salvador da humanidade? Nem mesmo remotamente — porque hindus, budistas, muçulmanos e até mesmo ateus vivenciam experiências similares regularmente.

Não há, na verdade, um único cristão na Terra que possa estar certo de que Jesus sequer usava uma barba,
muito menos de que ele nasceu de uma virgem ou ressuscitou dos mortos. Este não é o tipo de alegação que experiências espirituais possam provar.

8) Ateus acreditam que não há nada além da vida e do conhecimento humano.

Ateus são livres para admitir os limites do conhecimento humano de uma maneira que nem os religiosos podem. É óbvio que nós não entendemos completamente o universo; mas é ainda mais óbvio que nem a Bíblia e nem o Corão demonstram o melhor conhecimento dele. Nós não sabemos se há vida complexa em algum outro lugar do cosmos, mas pode haver. E, se há, tais seres podem ter desenvolvido um conhecimento das leis naturais que vastamente excede o nosso. Ateus podem livremente imaginar tais possibilidades. Eles também podem admitir que se extraterrestres brilhantes existirem, o conteúdo da Bíblia e do Corão lhes será menos impressionante do que são para os humanos ateus.

Do ponto de vista ateu, as religiões do mundo banalizam completamente a real beleza e imensidão do universo. Não é preciso aceitar nada com base em provas insuficientes para fazer tal observação.

9) Ateus ignoram o fato de que as religiões são extremamente benéficas para a sociedade.

Aqueles que enfatizam os bons efeitos da religião nunca parecem perceber que tais efeitos falham em
demonstrar a verdade de qualquer doutrina religiosa. É por isso que temos termos como “wishful thinking” e
“auto-enganação”. Há uma profunda diferença entre uma ilusão consoladora e a verdade.

De qualquer maneira, os bons efeitos da religião podem ser certamente questionados. Na maioria das vezes,
parece que as religiões dão péssimos motivos para se agir bem, quando temos bons motivos atualmente
disponíveis. Pergunte a si mesmo: o que é mais moral? Ajudar os pobres por se preocupar com seus sofrimentos, ou ajudá-los porque acha que o criador do universo quer que você o faça e o recompensará por fazê-lo ou o punirá por não fazê-lo?

10) Ateísmo não fornece nenhuma base para a moralidade.

Se uma pessoa ainda não entendeu que a crueldade é errada, não descobrirá isso lendo a Bíblia ou o Corão — já que esses livros transbordam de celebrações da crueldade, tanto humana quanto divina. Não tiramos nossa moralidade da religião. Decidimos o que é bom recorrendo a intuições morais que são (até certo ponto) embutidas em nós e refinadas por milhares de anos de reflexão sobre as causas e possibilidades da felicidade humana.

Nós fizemos um progresso moral considerável ao longo dos anos, e não fizemos esse progresso lendo a Bíblia ou o Corão mais atentamente. Ambos os livros aceitam a prática de escravidão — e ainda assim seres humanos civilizados agora reconhecem que escravidão é uma abominação. Tudo que há de bom nas escrituras — como a regra de ouro, por exemplo — pode ser apreciado por seu valor ético, sem a crença de que isso nos tenha sido transmitido pelo criador do universo.

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Comentário de Oiced Mocam em 24 outubro 2014 às 9:13

Sam Harris (1967) é um escritor, filósofo, e neurocientista americano. É o autor de O Fim da Fé (2004) (no português brasileiro, "A Morte da Fé"), laureado com o prêmio PEN/Martha Albrand em 2005, e de Carta a Uma Nação Cristã (2006), uma resposta elaborada às críticas que o livro anterior recebeu. Em 2009, ele completou o seu doutorado em neurociência na Universidade da Califórnia em Los Angeles.


Biografia


Após ter sido intensamente criticado em consequência de suas críticas à dogmática religiosa, Harris é cauteloso em revelar detalhes sobre sua vida pessoal e sobre seu passado. Ele disse ter sido criado por uma mãe judia e por um pai Quaker, e disse para a revista Newsweek que quando era criança, teria recusado fazer a cerimônia Bar mitzvá. Ele frequentou a Universidade de Stanford, na condição de aluno de graduação (major) em língua inglesa, mas deixou os estudos depois de uma experiência com a droga LSD, que lhe alterou a perspectiva de vida. Durante este período estudou o budismo e a meditação, e proclama ter lido centenas de livros sobre religião. Após onze anos, retornou para Stanford onde obteve a sua graduação em filosofia. Mais tarde obteve o seu doutorado em neurociência na Universidade da Califórnia em Los Angeles, utilizando imagens de ressonânci magnética para conduzir pesquisas sobre a base neurológica das crenças, descrenças, e incertezas.


Visão de Mundo


A mensagem básica de Harris é a de que chegou a hora de questionar livremente a ideia de fé religiosa. Ele entende que a sobrevivência da civilização está em perigo devido ao tabu de não se permitir questionar as crenças religiosas. Enquanto realça o que ele considera como um problema particular posto pelo Islã neste momento com relação ao terrorismo internacional, Harris diretamente critica as religiões de todos os tipos e tendências. Ele enxerga a religião como um impedimento para o progresso em relação a abordagens mais esclarecidas da ética e da espiritualidade.


Embora um ateísta por definição, Harris afirma que o termo é desnecessário. Sua posição é a de que o ateísmo não é uma visão de mundo ou filosofia, mas a "destruição de ideias más". Declara que a religião é especialmente cheia de ideias más, chamando de "um dos mais perversos maus usos de inteligência que nós já inventamos. Ele compara as crenças religiosas modernas com os mitos dos antigos gregos, que foram uma vez aceitos como verdadeiros, mas que atualmente estão obsoletos. Em uma entrevista em janeiro de 2007, Harris disse:


"Nós não temos uma palavra para não acreditar em Zeus, o que é dizer que nós somos todos ateístas em respeito a Zeus. E nós não temos uma palavra para não ser um astrólogo. Ele então diz que o termo será aposentado apenas quando "nós todos alcançarmos um nível de honestidade intelectual onde nós não mais fingiremos estar certos sobre coisas de que nós não estamos certos”.


Ele também rejeita a alegação de que a Bíblia foi inspirada por um Deus omnisciente. Ele declara que, se esse fosse o caso, o livro iria "fazer predições específicas, falseáveis, sobre os eventos humanos". Em vez disso, a Bíblia "não contém uma única frase que não poderia ter sido escrita por um homem ou uma mulher vivendo no primeiro século"


No livro O Fim da Fé, Harris dedica um capítulo à "Natureza da Crença". Sua principal sugestão é que todas as crenças, exceto aquelas relacionadas aos dogmas religiosos, são baseadas em provas e experiências. Ele diz que a religião permite que visões que, de outra forma, seriam um sinal de loucura, se tornem aceitas e, em alguns casos, veneradas como "sagradas". Ele dá especial atenção a doutrinas tais como a transubstanciação, a doutrina adotada pela Igreja Católica de que, durante a missa, o pão e vinho da eucaristia mudam de substância para o corpo e sangue de Jesus Cristo.


Harris sugere que se alguém isoladamente desenvolvesse essa crença, iria ser considerado "louco". Ele entende ser "meramente um acidente da história ser considerado normal em nossa sociedade acreditar que o “criador do universo” possa ouvir os seus pensamentos, enquanto que é demonstrativo de doença mental acreditar que ele está se comunicando com você por batidas de chuva em código Morse na janela de seu quarto" .


Para ele, apesar de existirem várias formas de obter conhecimento, aceitar mentiras apenas por serem emocionalmente agradáveis não é algo saudável. Harris acredita que no contexto de um século XXI, com tecnologias militares de um poder inimaginável, continuar relegando a razão a fantasias religiosas constitui um sério perigo ao futuro da humanidade.


Estados Unidos religioso


Harris centra muitas de suas críticas sobre o estado contemporâneo das coisas religiosas nos Estados Unidos. Harris preocupa-se de que muitas áreas da cultura americana estão danificadas pelas opiniões que são guiadas pelo dogma religioso. Por exemplo, ele cita pesquisas de opinião pública mostrando que 44% dos americanos acreditam que é "certo" ou "provável" que Jesus retornará à Terra dentro dos próximos cinquenta anos, e que o mesmo número percentual de pessoas acredita que o Criacionismo deve ser ensinado em escolas públicas, e que Deus prometeu literalmente a terra de Israel aos atuais judeus.


Quando o ex-presidente estadunidense George W. Bush publicamente invocou Deus em discursos sobre questões de política interna e externa, Harris nos propôs considerar como nós poderíamos reagir se ele tivesse mencionado Zeus ou Apolo na mesma situação.


Tais opiniões e manifestações sem lógica são frequentemente protegidas contra um criticismo objectivo, o que nos impede de planejar um futuro sustentável e construir uma sociedade realmente global, diz Harris.


Ética e moralidade


Em consideração a moralidade, Harris considera que estamos há muito atrasados para adotarmos o humanismo secular. Harris afirma que a suposta ligação entre fé religiosa e moralidade é um mito, que não está baseado em provas estatísticas. Ele observa, por exemplo, que os países escandinavos, altamente secularizados, estão dentre os mais generosos para com o terceiro mundo.


Harris vai além e coloca que, longe de ser a fonte de nossa boa moral, a religião pode render posições éticas altamente problemáticas. Ele cita diversos exemplos, incluindo a proibição da Igreja Católica do uso de preservativos, alegadamente agravando a epidemia global de SIDA, as tentativas feitas por grupos de pressão religiosos estadunidenses para impedir pesquisas com células-tronco, e a natureza punitiva da "guerra contra as drogas" estadunidense. Ele vê nesses exemplos a tendência da religião separar os juízos morais do foco no sofrimento humano real. Harris também vê a influência da religião na maioria das leis estadunidenses sobre "vícios". Ele entende que a maioria das leis marginalizando a pornografia, sodomia e prostituição têm, na verdade, a intenção de combater o "pecado", e não o "crime".


Harris sustenta que a moralidade e a ética podem ser estudadas, e melhoradas, sem "pressupor qualquer coisa com base em provas insuficientes" ("presupposing anything on insufficient evidence"). Ele declara que os humanos devem "decidir o que é bom nos bons livros" ,em vez de derivar o nosso código moral das escrituras. Ele elogia a regra de ouro como um ensinamento moral que é "ótimo, sábio, e compassivo". Ele contrasta isso com as passagens bíblicas que declaram que atos como sexo pré-marital, desobediência aos pais e a adoração de "outros deuses" devem ser punidos com morte. Harris declara que nós evoluímos em nosso pensamento de uma maneira que nós compreendemos que a Regra de Ouro vale a pena ser seguida, enquanto que outros mandamentos em outras partes da Bíblia não. Ele também ressalta que a Regra de Ouro não é exclusiva de uma religião em particular, e que ela foi ensinada por figuras tais como Confúcio e o Buda séculos antes do Novo Testamento ser escrito.


Fonte da biografia: http://pt.wikipedia.org/wiki/Sam_Harris


Leiam sua argumentação e forme a sua própria opinião, mas não ignore o seu texto e a sua mensagem.


Recomendo a leitura desse livro simples e bem escrito: “Carta a uma nação cristã


Entrevista: http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia/nao-acreditar-em-deus-e-um...


http://pt.wikipedia.org/wiki/Sam_Harris


http://pt.wikipedia.org/wiki/Carta_a_Uma_Na%C3%A7%C3%A3o_Crist%C3%A3

Colaborou,

Oiced Mocam

Comentário de SERGIO MESQUITA RANGEL em 20 julho 2014 às 20:18

Caio Fábio.

Arrogante, presunçoso, zombeteiro, pseudo-cultura, ignorante, mentiroso.

"A ciência está se voltando para Deus. . ."

Ninguém merece. . .

Comentário de Luísa L. em 7 junho 2014 às 9:17

Boa tarde, companheiros.

Tenho reparado que o membro do Irreligiosos, T. P. Sigurd, posta vídeos aqui e ali, assim à laia de resposta, mas não debate, pois eu fiquei confusa com um que ele apresentou aqui neste post e deixei-lhe em resposta uma meia dúzia de questões, às quais ele ainda não respondeu.

Não tenho nada contra este tipo de atuação pois cada um apresenta as suas ideias da forma que considera melhor. No entanto esta maneira silenciosa de resposta não me satisfaz, para além de considerá-la desagradável pois dá-me a sensação de algo furtivo, clandestino.

Assim sendo, como não vejo nenhuma mais valia neste tipo de participação, se T. P. Sigurd voltar a postar vídeos em posts meus e não argumentar, eu irei exclui-los da lista de comentários.

Saudações.

Comentário de Luísa L. em 30 maio 2014 às 12:34

Olá Paulo,

O direito à associação é constitucional. As pessoas que fizeram este vídeo também sabem disso é por isso que demonstram o seu desagrado ridicularizando, ou talvez também porque não o saibam fazer de forma correta, que sei eu?

Excelente exposição, companheiro, "quem está no meio delas é que sabe como elas mordem".

Saudações.

Comentário de Ivo S. G. Reis em 29 maio 2014 às 19:53

Concordo plenamente com o Paulo. Gostemos ou não , política é um mal necessário, diferentemente das religiões, que também são um mal, mas absolutamente desnecessário. O que é preciso é ter uma política decente e honrada e não essa pouca-vergonha que vemos por aí.

É dever de todo cidadão responsável, preocupar-se com a política de seu país. Ateus ou irreligiosos de qualquer corrente, devem sim engajar-se politicamente, alertar, denunciar e reivindicar. Se não for assim, não é digno de considerar-se um verdadero cidadão, porque seria simplesmente um alienado social e político, um omisso.

Este parece ser o caso do cidadão que postou o vídeo. Ele não entendeu nada; não tomou conhecimento do seu papel na sociedade. É um ateu festivo, que talvez nem saiba o que é ser um verdadeiro ateu. Se todo mundo pensar como esse carinha, o país está fudido e os religiosos é que irão nos manobrar.


"Se você não gosta de política, será comandado pelos que gostam", disse uma certa vez, não exatamente com estas palavras, um filósofo
Comentário de Paulo Rosas Moreira em 29 maio 2014 às 11:59

Luisa L. !

O vídeo apresentado por nosso companheiro T.P.Sigurd, sem comentários, o que eu tenho a dizer, é: plagiando Newton, cientista do século XVII, é que toda ação gera reação de igual força e intensidade, de mesma direção e em sentido contrário.

Como podemos ficar alheios às manobras insidiosas do evangélicos, especialmente, para enganar os cidadãos do meu País, que por desconhecerem os fatos deixam-se levar, por esses que se dizem representantes de Deus, mas na verdade estão em busca de recursos financeiros, e poder político, os quais, se não forem combatidos, mergulharão nosso País, numa teocracia radical, envolvendo a todos indistintamente, desfigurando a nossa atual Constituição, que se diz laica.

Havemos todos nós brasileiros de abrir os olhos para o que está ocorrendo. Observem com atenção, pois não falo em detrimento de nenhum dos que se enquadram no que vejo e provavelmente todos nós, mas que, com raras exceções, não estão qualificados. Por falta de cultura, e conhecimentos necessários. Esses servirão de fonte de manobra em suas atuações parlamentares, por outros experientes e capacitados a ludibriá-los, exercendo a liderança partidária, levando-os a compor  o número de votos em importantes decisões, que poderão ser benéficas ou muito ruins para o povo.  

Nosso País aceita candidatos ao pleito eleitoral, candidatura de cidadãos, semianalfabetos, pipoqueiros, jogadores de futebol, palhaços de circo, seu Joaquim da padaria, outro que cumpriu pena condenado por associação ao tráfico, etc... Esses candidatos, aliados a outros políticos de carteirinha, doutores em burlar a lei e a dar nós em pingo d'água, se eleitos, ditarão normas para nossas sublimes (pelo menos deveriam ser) Instituições Governamentais, como por exemplo, o nosso Poder Judiciário, a obedecer e seguir as leis, que esses tipos de cidadãos, determinam que sejam cumpridas.

Vamos ficar parados assistindo a banda passar? É esse o ponto ! Idiotas, os comentaristas desse vídeo. Extremamente perigoso para a maioria de nosso povo, que não se informa, que acha que política é para os políticos. Mal sabem eles que a sua omissão, facilita a vida dos corruptos.

Temos que agir sim ! Por quê os Evangélicos podem formar bancada no Congresso, visando nos botar "arreios" e nós irreligiosos, não podemos nos organizar, vendo o perigo para o País ?

Nossa Constituição tem que ter regras severas na escolhas dos candidatos. Não só os candidatos aos pleitos, mas aos participantes dos Partidos Políticos, na sua formação. Imperdoável, a participação de cidadãos impuros, determinando o que os seus políticos eleitos, as ordens a cumprir.

Enquanto permanecer essa imbecilidade, de criar dificuldades para gerar facilidades, (nós assistimos todos os dias na mídia), a respeito da saúde, da educação, dos transportes etc..., não deixaremos de ser considerados, País do Terceiro Mundo. E ainda vem um imbecil, fazer um vídeo destes.

Saudações Irreligiosas

Comentário de Luísa L. em 29 maio 2014 às 6:27

Bom dia T. P. Sigurd.

Meu caro, colocou aqui um vídeo, que, na ausência de qualquer comentário ou ressalva ao conteúdo do mesmo, eu vou pressupor que seja a sua opinião sobre os ateus e ateísmo. No entanto devo lembrá-lo que fez um comentário anterior, ao qual eu pedi para definir umas palavras, pedido esse que, ou não viu ou não teve oportunidade de satisfazer, mas eu gostaria muito que respondesse.

Por favor defina:

- Presunçoso 

- Ímpio

----------

Quanto ao video que postou, vou deixar-lhe algumas questões, pois não ficaram claras para mim:

- O que é a espiritualidade?

- O que é a natureza espiritual supra, ultra, transquântica do Universo?

- O que é o sentido/significado da vida?

- O que é a consciência?

- Quais são os parâmetros(?) da humanidade?

- O que é o bem?

- O que o fundamentalismo?

-----------

Saudações.

Comentário de T. P. Sigurd em 28 maio 2014 às 23:10

Comentário de JORLANDO NATALINO DURANTE em 26 maio 2014 às 14:01

Luiza: parabéns pelo artigo. Ja fui perseguido até pela minha família por discordar de suas doutrina católica. Na verdade fugi em 1979 daquele esgoto familiar onde vivi até os 20 anos.

Comentário de Paulo Rosas Moreira em 20 maio 2014 às 14:41

Luiza L.

Como não têm moral alguma, para impor suas doutrinas, as religiões que tanto desejam e fantasiam a paz!

Saudações irreligiosas.

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