Irreligiosos

Se você não sabe, aceita e não questiona, embota-se e acaba virando crente.

Ateísmo Hoje: Como e Quando Surgiu? Quem Foram os Precursores?

Nota do autor: Esta matéria não tem por objetivo definir o ateísmo, suas diferenças conceituais ou suas divisões, mas tão somente estudar a evolução do ateísmo a partir do século XVIII, tentando identificar quem são os seus possíveis precursores e os que lhes sucederam, até chegar à forma conceitual hoje estabelecida. Evidentemente que, para este fim, faz-se referências ao ateísmo, desde as suas primitivas origens, mas sem ser este o foco principal. Trata-se, portanto, de uma visão pessoal do autor, a ser compartilhada com os leitores e oferecida em discussão pela comunidade dos irreligiosos.

--------------------------------------------------------------------------------------------------

O homem só será livre quando o último rei for enforcado nas tripas do último padre (Pe. Jean Meslier)

Muitos dos que se dizem ateus, sequer sabem a verdadeira história do ateísmo como, por exemplo, quando, como e por que surgiu, quem foram os seus precursores, quem foi o primeiro ateu e o que se podia entender como ateísmo até o século XVIII. Poderíamos dizer que não existiam ateus antes do século XVIII? A bem da verdade, há que se dizer que não existe consenso acadêmico sobre como e quando surgiu o ateísmo que hoje conhecemos, mas pode-se afirmar com alguma segurança que esse ateísmo surgiu em oposição ao cristianismo. Que dizer então dos filósofos da Antiguidade, Epícuro, Demócrito e Lucrecius, que já em seu tempo questionavam a existência de Deus? Seriam eles ateus? O que a história nos conta sobre isso?

“Na cultura ocidental, assume-se frequentemente que os ateus são irreligiosos, embora alguns ateus sejam espiritualistas. Ademais, o ateísmo também está presente em certos sistemas religiosos e crenças espirituais, como o jainismo, o budismo e o hinduísmo. O jainismo e algumas formas de budismo não defendem a crença em deuses, enquanto o hinduísmo mantém o ateísmo como um conceito válido, mas difícil de acompanhar espiritualmente” (Wikipédia).


Então, simplificando, podemos dizer que o ponto comum do ateísmo é a descrença em deuses e/ou a sua não-aceitação. Oficialmente, o ateísmo, tal como o conhecemos hoje, só surgiu no século XVIII, com o Barão D’Holbach (1723-1789), um profundo conhecedor da Bíblia e autor da obra “O Sistema da Natureza” (1770). É considerado o primeiro ateu que assim se assumiu, embora também se diga que as bases do ateísmo foram lançadas antes pelo padre francês Jean Meslier (1664-1729), em uma obra somente publicada postumamente (Memória dos Pensamentos e dos Sentimentos de Jean Meslier, 1720). Nessa obra, Meslier negava veementemente o dogma da criação do universo, bem como as idéias de divindade, e tecia duras críticas à religião cristã, ao catolicismo e às religiões, em geral. Na sua visão, todos os deuses, inclusive o deus judaico-cristão, são falsos e fabricados, utilizados como instrumentos de dominação, e Jesus Cristo foi um louco, fanático, ignorante e charlatão, um messias fracassado mas que astutamente se aproveitou da credulidade e do desespero das pessoas ignorantes para estabelecer o seu ministério, cabendo à Igreja mitificá-lo e endeusá-lo, criando o cristianismo. Seguramente este homem era o que poderia se chamar de “um verdadeiro ateu”, mas não chegou a pôr em prática o seu ativismo, mantendo suas ideias ocultas, eis que só vieram a ser divulgadas após a sua morte. Presume-se que não o tenha feito em vida, devido à perseguição religiosa que ainda existia em sua época.

Não obstante, estudando-se profundamente a história do ateísmo pode-se inferir tranquilamente ter sido D’Holbach, possivelmente com a colaboração do filósofo Denis Diderot, o primeiro a sistematizar o ateísmo, da forma como hoje é entendido. Suas posições acerca do cristianismo não diferiam muito das de Meslier. Antes dele e ainda seu contemporâneo, o filósofo David Hume (1711-1776) também já revelava fortes inclinações ateístas, porém, sem se definir como tal. Depois, tivemos outros pensadores e filósofos como Thomas Paine (1737-1809), Robert G. Ingersoll, Auguste Comte, Ludwig Feuerbach, Friedrich Nietzsch e, Kant, Schpenhauer e Bertrand Russell, dentre outros, vieram a defender ideias semelhantes, apesar de alguns destes não serem propriamente ateus, mas agnósticos. Para compreender melhor este assunto, veja-se o  vídeo abaixo (3 horas de duração), sobre a história da descrença, que corrobora em parte o que é dito acima, especialmente, no vídeo 3, minutos 6 a 9 e a partir do minuto 25:

ATEÍSMO – A BREVE HISTÓRIA DA DESCRENÇA

-------------------------------------------------------------------------------------

Fontes: - Ateísmo e Revolta – Os Manuscritos do Padre Jean Meslier (Paulo Jonas de Lima Piva); Sistema da Natureza (Barão de Holbach, Editora Martins Fontes, 2011); Wikipédia; MESLIER, J. Mémoire des pensées et des sentiments de Jean Meslier. Oeuvres complètes. Paris: Anthropos, 1970/71/72 (Tomes I,II et III)

Exibições: 13859

Comentar

Você precisa ser um membro de Irreligiosos para adicionar comentários!

Entrar em Irreligiosos

Comentário de Erijosé Oliveira em 21 outubro 2014 às 16:16

Podemos perceber, segundo as teorias de Howard Gardner que os ateus sofrem de um problema de inteligência. Ao que parece, os ateus têm um problema sério de inteligência lógica-matemática e visio-espacial.

http://fcomario.blogspot.com.br/2011/01/o-problema-de-inteligencia-...

Comentário de Luísa L. em 8 julho 2014 às 21:47

Caro T. P. Sigurd, boa noite.

O senhor disse: Vou lhe dar um exemplo bem simples de opinião "comprada". A senhora admite a possibilidade da existência de Deus? Penso que não, do contrário não seria atéia. Agora me diga POR QUE? Se a senhora responder a isso, certamente não conseguirá ser original porque os ateus não conseguem fugir da mesmice nesse tema. Enquanto que as respostas mais honestas e aceitáveis acerca disso seria: NÃO SEI!!! Ou: SE DEUS EXISTE AINDA NÃO PERCEBI. Ou ainda: NÃO TENHO FÉ PARA ACREDITAR NA EXISTÊNCIA DE DEUS. E por que eu afirmo isso?

O senhor é crente porquê?

Certamente que me irá dizer o que todos os crentes dizem, porque os crentes não conseguem fugir da mesmice nesse tema. Meu caro, somos todos seres humanos, com imensas limitações e nenhuma originalidade. Tudo o que dizemos ou pensamos já foi dito ou pensado por alguém. O mais provável é neste momento estarem 50.000 pessoas por este mundo fora a dizer ou a descrever uma ideia idêntica à nossa.

Houve um tempo da minha vida em que não me fazia sentido discutir algo que não conhecia de todo. Deus. Discutia religiões, a sua influência nas sociedades e tudo o mais, mas o Deus dos livros, não.

com o passar dos anos fui solidificando a minha própria opinião sobre Deus. Acredito que ele existe na teia do pensamento de quem nele crê. Mais, estou consciente de que foi assim que ele nasceu e será assim que ele se irá perpetuar, por isso passei a não discutir Deus pessoal das pessoas que nele acreditam.

O facto de não discutir a existência de um Deus pessoal não me inibe a discussão das diversas mitologias, incluindo a Bíblia e o Alcorão. Também gosto de analisar as religiões no contexto social e histórico.

Então, para mim a existência de Deus é um facto: ele existe na estrutura de raciocínio de cada crente. É por isso que algumas pessoas crentes deixam de acreditar em Deus, ou seja, elas próprias, e aqui é indiferente o motor ou a causa, chegam à conclusão que Deus não faz sentido na sua própria existência e consequentemente na existência do universo. Se Deus existisse de facto, os crentes não poderia deixar de acreditar e os não crentes não existiriam, pois Deus era existente. Ninguém no seu juízo perfeito deixa de acreditar na existência do Sol ou dos Pirenéus ou da Amazónia. Então, só essa crença tão inocente quanto cega a que chamam fé, pode dar origem a Deus e a crença é própria dos homens. A partir daqui concluo que Deus existe na imaginação e forma de pensar dos crentes.

Como vê, eu não só admito a possibilidade de Deus existir, como até acredito porque é que ele existe. Isto no que respeita a um Deus pessoal. Também admito poder estar enganada nesta minha convicção, por isso digo que sou agnóstica.

Quanto ao Deus da Bíblia, meu amigo, eu tenho uma posição diferente... quanto a esse Deus sou absolutamente cética, pois considero que a Bíblia é um livro de histórias antigas, algumas muito antigas, adaptadas da mitologia dos povos do Médio Oriente, absorvida pelo povo judeu e mais tarde posta em papiro.

Nada na Bíblia é original, nem as histórias do AT, nem as histórias do NT. Nem os deuses Jeová e El são específicos dos hebreus. Enfim, se gostar de História estude a antiguidade da Assíria, Babilónia, Israel e Pérsia e as respetivas mitologias. Ao longo dos anos fui lendo mitologias e de seguida fiz-me à História e formei a minha opinião no que respeita à Bíblia.

Eu não me tornei ateia ou agnóstica, sempre fui, ou pelo menos assim considero, por isso Deus na minha razão não faz parte da natureza e é perfeitamente dispensável como motor primeiro (Aristóteles, Tomás de Aquino, etc.). Sou completamente descrente de Deus, ou se quiser, não preciso de Deus para viver, amar, criar os meus filhos, ser boa profissional, ser ética, agir com moral e ter a minha própria “espiritualidade”. Estas aspas servem para perceber que a palavra, nada tem a ver com Deus nem com alguma ideia metafísica.

Eu não discuto o Deus pessoal de ninguém, pois considero que ele faz parte da intimidade de quem nele crê.

Eu discuto os Livros porque são públicos e interessantes de discutir. Penso até que têm que ser discutidos e denunciados pois são usados para sustentar o enorme logro que são as igrejas cristã e islâmica.

Espero ter respondido à sua pergunta. 

- - - - - - - - 

T. P. Sigurd: A senhora ficaria cansada e desistiria de ler se eu citasse apenas um pequeno percentual dos bons feitos da Igreja católica para a humanidade. Então, vou lhe dar apenas UM exemplo bem conhecido da senhora que, salvo engano, li que a senhora é de Portugal.

Garanto-lhe que não ficaria nada cansada, ficaria encantada, se me citasse os benefícios sociais, tecnológicos, filosóficos, políticos e científicos da igreja católica no mundo. Acredite, seria um prazer.

- - - - - - - - - 

T. P. Sigurd: A senhora sabe quem intermediou e CONFIRMOU o documento que deu fundação a UNIVERSIDADE DE COIMBRA (dentre muitas outras)?

Confesso que não sei. Sei que a UC foi mandada construir por D. Dinis no final do séc. XIII, mas efetivamente não sei quem confirmou a sua fundação. Quem foi?

- - - - - - - - - 

Saudações.

Comentário de SERGIO MESQUITA RANGEL em 8 julho 2014 às 18:55

Senhor Sérgio Mesquita Rangel:

Parabéns pelo BELO POEMA! (Isso NÃO é uma ironia!)

Noutra ocasião podemos até "partir para o pau" (rsr) sobre o tema que estamos tratando. Por ora, vou me abster de qualquer refutação ao que o senhor escreveu antes desse, repito, belo [MESMO] poema. Parabéns!

Em primeiro lugar, muito obrigado por sua sensibilidade.

O Sr. é uma pessoa que, definitivamente, tem sensibilidade e consciência.

Só gostaria mesmo que, doravante, quando discutisse com qualquer de nós, ateus; nos considerasse, pelo menos, um pouco, como seres humanos, com sentimentos e razões bem claras e objetivas para sermos ateus. 

Comentário de T. P. Sigurd em 8 julho 2014 às 15:45

Caro T. P. Sigurd, boa tarde.

EU: Boa tarde, senhora Luísa.
- - - - - - - - - -
T. P. Sigurd disse: Acredito que NÃO tenha passado essa ideia.

Luísa: Não, não passou. Vou mais longe, em nenhuma altura se verifica no seu discurso a ideia de pluralidade de pensamento. O senhor sempre considera o seu pensamento como verdadeiro e isso é uma atitude, salvo o exagero, tirânica.

EU: Lamento que a senhora tenha entendido dessa forma.
- - - - - - - - - -

T. P. Sigurd disse: Senhora Luísa, primeiramente quero alertá-la que a senhora "comprou" o que outros comentaristas concluíram.

Luísa: Está enganado senhor T. P., eu não sou tão precipitada assim. Sou cética demais para isso. Não que ponha em dúvida as palavras dos companheiros Ivo e o Hideo Kamioto, pois sei que o que vem deles é de extrema correção, mas porque é meu hábito pesquisar, ouvir (ler) os meus pares, ouvir (ler) os meus opositores e concluir. Deste modo permita-me que apresente alguns dos seus comentários:

EU: Nossa! Fiquei 'surpreso' com o fato da senhora não por em dúvida as palavras dos seus companheiros (rsrsrs).

Comentários do senhor T. P.

T. P. Sidurd disse: http://irreligiosos.ning.com/profiles/blogs/10-mitos-e-10-verdades-... (28.05.2014)

Luísa: Aqui o senhor coloca um vídeo como resposta à discussão.

EU: Queria apenas postar um vídeo, não encontrei outro espaço mais adequado, então, postei no tópico que achei mais afim. Todavia NÃO me recordo de ter solicitado algum comentário de alguém a respeito. Nem sequer respondi a quem comentou!

T. P. Sigurd disse: http://irreligiosos.ning.com/forum/topics/novos-v-deos-para-aprecia... (7.06.2014)

Luísa: Idem

EU: Idem

T. P. Sigurd disse: Não conheço esses sites que o senhor fez referência! Sou católico, e como tal, em se tratando de sites religiosos, somente visito espaços católicos. (1.07.2014)

Luísa: Aqui é claro que o senhor não tem qualquer interesse em observar outras formas de pensamento.

EU: Será mesmo? O que a senhora imagina que eu esteja fazendo por aqui?

O problema é que parece-me que a senhora, e outros, têm enorme dificuldade, ou nenhuma boa vontade para se ater o que os diferentes de vcs escrevem. Veja o que eu escrevi: ... EM SE TRATANDO DE SITES RELIGIOSOS... E a senhora desconsiderou a RESSALVA, e já generalizou para "outras formas de pensamento".

Realmente não me interesso pelas opiniões de seguidores de outras religiões acerca do catolicismo, da mesma forma que para eles nada lhes interessa a opinião de católicos sobre a religião deles.

T. P. Sigurd disse: Na minha opinião o uso de vídeos num debate direto não é válido. (5/07/2014)

Luísa: Aqui entra em contradição. Repare que respondeu DUAS vezes com vídeos de outras pessoas em posts diferentes.

EU: Já respondi acima. Se pretende me vencer pelo cansaço, ok, 'jogo a toalha'! afff

T. P. Sigurd disse: Eu disse que, PARTICULARMENTE, discordo do uso de vídeos e textos de terceiros num debate em que não possam se defender, razão porque não critiquei nenhum dos textos apresentados de alguns nomes que o senhor citou. (7.07.2014)

Luísa: Esta sua posição é pura demagogia. Quanto aos vídeos já vimos que está em contradição com as suas próprias ações.

EU: Affffffffffffffff.... Espero que a senhora já tenha compreendido meus esclarecimentos. Lamento mas não consigo ser mais explícito do que fui!
- - - - - - - - - - -

T. P. Sigurd disse: Eu me referi APENAS aos materiais de terceiros utilizados num debate tal como estamos travando!

Luísa: Se me esclarecer que tipo de debate é este, PARA SI, talvez eu encontre fundamento na sua argumentação, pois para mim, em qualquer debate por vezes é importante ilustrar o nosso pensamento seja com vídeos, filmes ou citações de terceiros.

EU: Não! Não falo mais sobre esse assunto. Se a senhora não consegue perceber a diferença entre um debate de CUNHO RELIGIOSO, como esses que são travados aqui no fórum, e a mera crítica de uma obra sem qualquer apelo religioso onde o elemento 'FÉ' nada interfere, então, não posso fazer nada mais para a senhora compreender.
- - - - - - - - - -

T. P. Sigurd disse: Daí, já estenderam para obras literárias, filmes etc. Fazer o que, né? Já habituei-me com esses falseamentos bastante comuns em fóruns de discussão.

Luísa: Este seu argumento é incompreensível para mim. Ele entra em contradição tanto com as suas ações, como com os seus argumentos em outras ocasiões, como já verificado.

EU: Idem à resposta anterior!
- - - - - - - - - -

T. P. Sigurd disse: Contudo, quando estou incumbido de criticar alguma obra, primeiramente procuro aprofundar-me no assunto, e isso compreende diversos requisitos.

Luísa: O que diz não é nenhuma novidade para nós, visto esse ser um procedimento comum. Não é o meu caso, mas aqui no forum temos bastantes membros peritos na análise bíblica, incluindo deístas.

EU: Continuo no aguardo de defrontar-me com algum desses membros. Até agora não identifiquei qualquer "perito na análise bíblica", conforme a senhora se referiu. A menos que esses "peritos" estejam escondendo os seus conhecimentos.
- - - - - - - - - -

T. P. Sigurd disse: Mas não é isso que se percebe quando o assunto é Bíblia ou religião! Muitos dos que se apresentam como críticos, baseiam-se em opiniões "compradas" de outros porque não têm qualquer experiência com os temas, utilizam-se de matérias extraídas da web sem se preocupar com a fidedignidade ou, ao menos, a imparcialidade das fontes.

Luísa: E o senhor baseia-se onde para concluir que as nossas opiniões são “compradas”? Na minha visão este tipo de argumento é bastante ingénuo, quase infantil, pois não tem validade nenhuma.

EU: Vou lhe dar um exemplo bem simples de opinião "comprada". A senhora admite a possibilidade da existência de Deus? Penso que não, do contrário não seria atéia. Agora me diga POR QUE? Se a senhora responder a isso, certamente não conseguirá ser original porque os ateus não conseguem fugir da mesmice nesse tema. Enquanto que as respostas mais honestas e aceitáveis acerca disso seria: NÃO SEI!!! Ou: SE DEUS EXISTE AINDA NÃO PERCEBI. Ou ainda: NÃO TENHO FÉ PARA ACREDITAR NA EXISTÊNCIA DE DEUS. E por que eu afirmo isso?

A menos que a senhora se julgue uma exceção, NINGUÉM é capaz de deter mais de 3% de conhecimento acerca de tudo o que existe no mundo. Logo, restam 97% que desconhecemos. Pergunto-lhe: seria IMPOSSÍVEL Deus existir nesses outros 97% que a senhora desconhece???

Luísa:Se reparar as citações da web são sempre acompanhada de links, e normalmente servem para mostrar alguma coisa. Se o senhor concorda com o que é exposto, tudo bem, se não concorda é o senhor que tem que encontrar argumentos que inviabilizem essas citações. É simples.

EU: É o que tenho feito mas nem sempre tenho sido compreendido, na maioria das vezes os ateus sequer consideram como uma POSSIBILIDADE.
- - - - - - - - - -

T. P. Sigurd disse: Pois, digo-lhe objetivamente: os acertos da Igreja são infinitamente superiores aos seus erros, sob qualquer aspeto que se queira analisar HONESTAMENTE.

Luísa: Bom, então será boa altura do senhor nos informar desses benefícios. Poderá analisar essa questão, honestamente, e expor tudo aquilo que considera benefícios da existência da igreja católica. Pela parte que me toca, aceito qualquer coisa: benefícios sociais, tecnológicos, filosóficos, políticos e científicos e todos os que não me lembrei mas que certamente existem.

EU: A senhora ficaria cansada e desistiria de ler se eu citasse apenas um pequeno percentual dos bons feitos da Igreja católica para a humanidade. Então, vou lhe dar apenas UM exemplo bem conhecido da senhora que, salvo engano, li que a senhora é de Portugal.

A senhora sabe quem intermediou e CONFIRMOU o documento que deu fundação a UNIVERSIDADE DE COIMBRA (dentre muitas outras)? Aliás, se não fosse a efetiva e decisiva participação da Igreja nessa grande obra, o ateu Saramago jamais teria chegado ao Prêmio Nobel. E mesmo assim, esse senhor mal agradecido resolveu se dedicar a críticas à Igreja! É aquilo que a expressão define: cuspir no prato em que comeu.
- - - - - - - - - - -

T. P. Sigurd disse: Quanto às questões teológicas, penso que não vale à pena estendermos o tema, por motivos óbvios. Não é mesmo?

Luísa: Não sei o que entende por “motivos óbvios”, se me explicar talvez perceba a sua afirmação.

EU: O que interessa a um ateu aprofundar-se em estudos teológicos?
- - - - - - - - - -

Comentário de Luísa L. em 8 julho 2014 às 10:25

Caro T. P. Sigurd, boa tarde.

- - - - - - - - - -

T. P. Sigurd disse: Acredito que NÃO tenha passado essa ideia.

Não, não passou. Vou mais longe, em nenhuma altura se verifica no seu discurso a ideia de pluralidade de pensamento. O senhor sempre considera o seu pensamento como verdadeiro e isso é uma atitude, salvo o exagero, tirânica.

- - - - - - - - - -

T. P. Sigurd disse: Senhora Luísa, primeiramente quero alertá-la que a senhora "comprou" o que outros comentaristas concluíram.

Está enganado senhor T. P., eu não sou tão precipitada assim. Sou cética demais para isso. Não que ponha em dúvida as palavras dos companheiros Ivo e o Hideo Kamioto, pois sei que o que vem deles é de extrema correção, mas porque é meu hábito pesquisar, ouvir (ler) os meus pares, ouvir (ler) os meus opositores e concluir. Deste modo permita-me que apresente alguns dos seus comentários:

Comentários do senhor T. P.

T. P. Sidurd disse: http://irreligiosos.ning.com/profiles/blogs/10-mitos-e-10-verdades-... (28.05.2014)

Aqui o senhor coloca um vídeo como resposta à discussão.

T. P. Sigurd disse: http://irreligiosos.ning.com/forum/topics/novos-v-deos-para-aprecia... (7.06.2014)

Idem

T. P. Sigurd disse: Não conheço esses sites que o senhor fez referência! Sou católico, e como tal, em se tratando de sites religiosos, somente visito espaços católicos. (1.07.2014)

Aqui é claro que o senhor não tem qualquer interesse em observar outras formas de pensamento.

T. P. Sigurd disse: Na minha opinião o uso de vídeos num debate direto não é válido. (5/07/2014)

Aqui entra em contradição. Repare que respondeu DUAS vezes com vídeos de outras pessoas em posts diferentes.

T. P. Sigurd disse: Eu disse que, PARTICULARMENTE, discordo do uso de vídeos e textos de terceiros num debate em que não possam se defender, razão porque não critiquei nenhum dos textos apresentados de alguns nomes que o senhor citou. (7.07.2014)

Esta sua posição é pura demagogia. Quanto aos vídeos já vimos que está em contradição com as suas próprias ações.

- - - - - - - - - - -

T. P. Sigurd disse: Eu me referi APENAS aos materiais de terceiros utilizados num debate tal como estamos travando!

Se me esclarecer que tipo de debate é este, PARA SI, talvez eu encontre fundamento na sua argumentação, pois para mim, em qualquer debate por vezes é importante ilustrar o nosso pensamento seja com vídeos, filmes ou citações de terceiros.

- - - - - - - - - -

T. P. Sigurd disse: Daí, já estenderam para obras literárias, filmes etc. Fazer o que, né? Já habituei-me com esses falseamentos bastante comuns em fóruns de discussão.

Este seu argumento é incompreensível para mim. Ele entra em contradição tanto com as suas ações, como com os seus argumentos em outras ocasiões, como já verificado.

- - - - - - - - - -

T. P. Sigurd disse: Contudo, quando estou incumbido de criticar alguma obra, primeiramente procuro aprofundar-me no assunto, e isso compreende diversos requisitos.

O que diz não é nenhuma novidade para nós, visto esse ser um procedimento comum. Não é o meu caso, mas aqui no forum temos bastantes membros peritos na análise bíblica, incluindo deístas.

- - - - - - - - - -

T. P. Sigurd disse: Mas não é isso que se percebe quando o assunto é Bíblia ou religião! Muitos dos que se apresentam como críticos, baseiam-se em opiniões "compradas" de outros porque não têm qualquer experiência com os temas, utilizam-se de matérias extraídas da web sem se preocupar com a fidedignidade ou, ao menos, a imparcialidade das fontes.

E o senhor baseia-se onde para concluir que as nossas opiniões são “compradas”? Na minha visão este tipo de argumento é bastante ingénuo, quase infantil, pois não tem validade nenhuma.

Se reparar as citações da web são sempre acompanhada de links, e normalmente servem para mostrar alguma coisa. Se o senhor concorda com o que é exposto, tudo bem, se não concorda é o senhor que tem que encontrar argumentos que inviabilizem essas citações. É simples.

- - - - - - - - - -

T. P. Sigurd disse: Pois, digo-lhe objetivamente: os acertos da Igreja são infinitamente superiores aos seus erros, sob qualquer aspeto que se queira analisar HONESTAMENTE.

Bom, então será boa altura do senhor nos informar desses benefícios. Poderá analisar essa questão, honestamente, e expor tudo aquilo que considera benefícios da existência da igreja católica. Pela parte que me toca, aceito qualquer coisa: benefícios sociais, tecnológicos, filosóficos, políticos e científicos e todos os que não me lembrei mas que certamente existem.

- - - - - - - - - - -

T. P. Sigurd disse: Quanto às questões teológicas, penso que não vale à pena estendermos o tema, por motivos óbvios. Não é mesmo?

Não sei o que entende por “motivos óbvios”, se me explicar talvez perceba a sua afirmação.

- - - - - - - - - -

Saudações

Comentário de Paulo Rosas Moreira em 7 julho 2014 às 22:09

T.P.Sigurd !

Peço-lhe licença e a Luísa L, para compartilhar dessa sua resposta à LuÍsa;

Caro T.P.Sigurd ! O companheiro teceu o seguinte comentário : ....." Muitos dos que se apresentam como críticos, baseiam-se em opiniões "compradas" de outros "........., por acaso já leu os 42 mandamentos do Livro dos Mortos, e por acaso não encontrou entre esses 42 os mesmos 10 mandamentos da Bíblia ? Por acaso não reparou que as "estórias" atribuídas a Jesus Cristo, alguns desses relatos, já não constavam da "estória" de outros mitos anteriores a Jesus Cristo? Ou seja, que a Bíblia, toda ela, VT e NT, são interpolações e plágios de outras "estórias" dos povos mais antigos, trazidas no boca a boca pelo povo. E que mesmo as estórias desses mitos anteriores, sofreram idêntico processo a de Jesus Cristo ?

Se o companheiro T.P.Sigurd, não pesquisou esse assunto, sugiro que o faça e certamente ficará pasmo com o que perceberá,  porque, nos tem demonstrado ser uma pessoa sensível e perceptiva.

Não vou aqui, censurar a Bíblia, que não tem culpa do que os homens lhe fizeram.

Preocupa-me outrossim, a divulgação de "estórias" mal contadas, influenciando pessoas honestas, a acreditarem nelas e por conseguinte, processarem a exclusão de seus semelhantes que nelas não acreditam, deitando-lhes ódio e desprezo pela não aceitação, como verdades insofismáveis.

Não se trata de reconhecer erros na Bíblia, mas de perceber que essas passagens bíblicas, referem-se a muitos milhares de anos antes dela e que esses conceitos, talvez tivessem alguma utilidade para a época em que foram incutidos naqueles povos, mas passados mais de seis, ou 3 mil anos, não faz nenhum sentido acreditar nessas mensagens, que na verdade foram feitas por homens iguais a todos nós.

Entendo que ser ateu, é estar ligado e atento à realidade e o religioso, inçado que está, não consegue enxergar e tem medo da punição prometida aos que nessas mensagens bíblicas está descrito. É essa, para mim, a diferença entre ateu e religioso, no mais, todos nós (ateus e religiosos), temos os mesmos defeitos e as mesmas virtudes.

Temos que ficar atentos a detalhes dos costumes dos povo, do vernáculo, dos hábitos, porque, segundo dizem, a voz do povo é a voz de Deus e esses, dizem muito mais do que qualquer escrita.

Saudações irreligiosas.

Comentário de T. P. Sigurd em 7 julho 2014 às 21:30

Senhor Sérgio Mesquita Rangel:

Parabéns pelo BELO POEMA! (Isso NÃO é uma ironia!)

Noutra ocasião podemos até "partir para o pau" (rsr) sobre o tema que estamos tratando. Por ora, vou me abster de qualquer refutação ao que o senhor escreveu antes desse, repito, belo [MESMO] poema. Parabéns!

Comentário de T. P. Sigurd em 7 julho 2014 às 20:49

Senhores Oiced Mocam e Ivo S. G. Reis:

Vou responder aos dois, já que ambos pegaram a mesma "embarcação", e demonstraram o mesmo desconhecimento.

Os senhores sabem o que versa o dogma da "Infalibilidade Papal"? Certamente que NÃO! O que para mim não vem a ser qualquer novidade. Se soubessem não usariam da forma que utilizaram, tão primariamente equivocada. Entenderiam que supostos desvios pessoais de algum Papa, NÃO invalidam o dogma cuja validade é EXCLUSIVA para manifestações ex cathedra, e não refletem a opinião pessoal e isolada do Papa. Mas isso é um pouco complicado e requer estudo, e não me parece que os senhores estejam interessados no aprofundamento da verdade dos fatos, apenas querem mostrar um ao outro que sabem copiar / colar textos da web.  

Comentário de T. P. Sigurd em 7 julho 2014 às 20:11

Senhora Luísa L.:

A meu ver é muito melhor que haja pessoas como nós. Já imaginou o que seria um mundo onde todos dissessem “ámen” a todas as coisas que nos impõem?

Acredito que NÃO tenha passado essa ideia. Afinal, mesmo eu como religioso critico os pontos da religião católica com os quais não concordo. Porém, senhora Luísa, faço-o com propriedade, conhecimento de causa, assim ofereço críticas que normalmente são, ao menos, ouvidas por quem de direito. Muitas das vezes providências são tomadas em função disso, porque minhas críticas não são feitas sem fundamento, e sempre visam melhorar o que pode ser melhorado. E mesmo naquilo que não pode melhorar de imediato, merecem reflexão para uma possível adequação oportuna.

Outra coisa, o Senhor T. P., refere em alguns dos seus comentários que não comenta filmes ou passagens literárias para sustentar as suas opiniões. Desculpe-me o atrevimento, mas parece-me o senhor ser um homem muito jovem e talvez não saiba que ler e comentar autores, mortos ou vivos, é fundamental para a nossa vida. Abre-nos horizontes quando somos irrequietos relativamente à nossa existência. Pouco importa se eles “estão cá” ou não, eles ao escrever estão a deixar para a posteridade um enorme legado e eu acredito que, seja para dizer bem ou mal das suas ideias, eles ficariam imensamente felizes se soubessem que as suas obras são lidas e discutidas. Ler e questionar aguça-nos e simultaneamente lima arestas ao nosso sentido crítico. Pense nisso.

Senhora Luísa, primeiramente quero alertá-la que a senhora "comprou" o que outros comentaristas concluíram. Eu me referi APENAS aos materiais de terceiros utilizados num debate tal como estamos travando! Daí, já estenderam para obras literárias, filmes etc. Fazer o que, né? Já habituei-me com esses falseamentos bastante comuns em fóruns de discussão.

Contudo, quando estou incumbido de criticar alguma obra, primeiramente procuro aprofundar-me no assunto, e isso compreende diversos requisitos. Mas não é isso que se percebe quando o assunto é Bíblia ou religião! Muitos dos que se apresentam como críticos, baseiam-se em opiniões "compradas" de outros porque não têm qualquer experiência com os temas, utilizam-se de matérias extraídas da web sem se preocupar com a fidedignidade ou, ao menos, a imparcialidade das fontes. Afora isso, os "antis" preocupam-se simplesmente em "falar mal", sequer se dão ao trabalho de estabelecer qualquer comparativo entre os malefícios e benefícios que resultam do tema tratado, é contra isso que me insurjo.

É óbvio que qualquer instituição milenar como a Igreja Católica, por exemplo, encontra-se recheada de erros; mas parece que, lendo alguns comentários tais como alguns que li por aqui, essa mesma instituição não possui acertos! Pois, digo-lhe objetivamente: os acertos da Igreja são infinitamente superiores aos seus erros, sob qualquer aspecto que se queira analisar HONESTAMENTE. Aqueles que só conseguem perceber os erros deixam claramente exposta a própria ignorância sobre o assunto, nem é preciso ser profundo conhecedor para chegar a essa conclusão.

Outras instituições como o evangelismo, espiritismo e outras, também cometeram, e cometem ainda muitos erros, mas eu me sentiria um verdadeiro idiota em não reconhecer os benefícios que delas advêm, simplesmente pelo fato de ser católico. Da mesma forma me sentiria se afirmasse que um ateu não possa ser dotado de virtudes louváveis, embora, na minha opinião, tais virtudes não estão presentes na pessoa pelo fato de ser um ateu. 

Quanto às questões teológicas, penso que não vale à pena estendermos o tema, por motivos óbvios. Não é mesmo?

Comentário de Divina de Jesus Scarpim em 7 julho 2014 às 19:53

Caro Hideo Kamioto, eu não obtive nenhuma resposta válida ao meu texto questionando Frei Betto. O meu professor se limitou a dizer que não o enviou para me convencer, apenas para me "fornecer mais material de pesquisa".

Sobre

Badge

Carregando...

Leia Isto!

Traduzir para/Translate to:


Visualizações

contador de visitas online

Se esta é a sua 1ª visita ou se passou por aqui, mas não quis comentar nem publicar nada, assine o nosso livro de visitas!

Irreligiosos.ning.com website reputation

Recados Rápidos

 

 

Links Indicados

Sites da Rede DDD: . . . . . . .Logo Rede DDD Acessar links dos sites Baú do Inexplicado Outros:
visit Skeptic.com

Sociedade Racionalista

ComunidadeO Outro Lado das ReligiõesBULE VOADORInternet Infidels Visitar o Observatório

GeraLinks

Badges do Irreligiosos

Nosso badge no seu blog:

Link o Irreligiosos


(Clique aqui para saber como!)


Enquete Jesus Cristo


Sua opinião sobre Jesus Cristo:
Acesse o post de apoio;

----------------
Acesse a nossa página PESQ para responder à enquete.

 


Notícias Cristãs

Atenção: As notícias aqui divulgadas não são nossas recomendações e são veiculadas apenas para informar os últimos acontecimentos e eventos do cristianismo.

(Se a exibição falhar, não é culpa nossa e sim do Widget. Não se preocupem, elas voltam depois)

Por Gospel+ - Gospel+ Noticias

Grupos

Principais Colaboradores

Abaixo, destacamos (em ordem alfabética) a 4ª lista dos nossos  mais eminentes e constantes colaboradores:

  • Alfredo Bernacchi
  • Assis Utsch
  • Carlos Dosivan
  • Divina J. Scarpim
  • Erijosé Oliveira
  • Gilberto Vieira
  • Jorge O. Almeida
  • Luísa L.
  • Márcia Zaros
  • Marilda Oliveira
  • Oiced Mocam
  • Paulo Luiz  
  • Paulo Rosas 
  • Rafael Rocha
  • Sergio M. Rangel

© 2017   Criado por Ivo S. G. Reis.   Ativado por

Badges  |  Relatar um incidente  |  Termos de serviço