Irreligiosos

Se você não sabe, aceita e não questiona, embota-se e acaba virando crente.

  O instinto da Fé existe, é natural, legítimo, faz parte do ADN, sendo um atributo benéfico ao vivente, significando esperança, confiança, estimulante, otimismo, fortalecedor.

  Sua existência é justificada por diversos motivos relacionados à Vida, quais sejam: aumenta a resistência das criaturas nos momentos de perigo ou iminência de desenlace vital, servindo ao sofredor como lenitivo na faixa da esperança e de sustentáculo psicológico.

  Enfim, a Fé é um útil instrumento de vida. É ela que mitiga o desespero do faminto, oferece esperança na tormenta, fortalece a resistência em momentos de crise, valoriza o sofrimento na travessia da vida, dá coragem e reanima a quem está com o moral enfraquecido. A Fé natural começa a atuar quanto se extingue o alcance do pensamento racional. É um atributo benéfico para a alma.

  Pela convivência desde tempos remotos, ficou no entendimento geral, desde então, que Fé (bem natural) e fé religiosa (instrumento artificial) são expressões sinônimas, mas não são. Esta busca se sustentar na legitimidade natural daquela, procurando manter uma existência simbiôntica vantajosa. Mas não se identifica genuinamente com o verdadeiro caráter da Fé, atributo natural e legítimo. Não são a mesma coisa; são excludentes.

  Imaginamos que em tempos remotos, há mais ou menos 100 mil anos, quando os hominídeos ainda não eram “sapiens”,  começaram a ligar causa e efeito por força de suas observações e pensamentos relativos ao deus Sol.

  As percepções de nossos longínquos antepassados, temperadas de medos e esperanças, sedimentaram e converteram a Fé em simples axioma na relação sol-terra, (mistério-fato) inaugurando assim o recurso cultural da fé aplicada e utilitária, a fé religiosa.

  Àqueles que desejarem conhecer mais a respeito dos diversos enfoques e mistérios da Vida, poderão ler o livro de nossa lavra, “Nas Pegadas da Vida”.

  Quanto à existência do místico Jesus Cristo, é possível que tenha existido, pois em qualquer época sempre existiram místicos. Atualmente, só no Brasil, os há em significativa quantidade. A existência de tais pessoas é fato ocorrente e deve ser considerado como tal, não implicando serem verdadeiras as palavras por ele proferidas.

 

 

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Tags: Jesus Cristo, Maurício Gomide, Nas Pegadas da Vida, , religiões

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Comentário de Maurício Gomide Martins em 4 dezembro 2012 às 17:26

Caro Ivo,

  Agradeço seu comentário incentivador.

Caro Assis,

Os gregos antigos faziam distinção entre vida e vida. Para a primeira, empregavam a palavra “Zoé”, significando a vida conceitual, universal, enquanto para a segunda empregavam a palavra “Bio”, atributo do ser vivente, individualizada. No português, há apenas a palavra “vida” ou “bio”, com ambos os sentidos. Isso causa confusão.

 Sua referência a bio no primeiro parágrafo está correta. Mas esclarecemos que em nosso livro examinamos tal atributo misterioso no sentido zoé. Tanto assim que ali introduzimos nova disciplina, Biolinguagem, objeto de nossos estudos, explicando a diferença entre a Biologia e a Biolinguagem.

Estive visitando seu blog Divina Magia e o achei muito interessante. Parabéns e continue a desenvolvê-lo.

 

 

 

 

Comentário de Assis Utsch em 2 dezembro 2012 às 18:28

Maurício,

Obrigado pelas referências ao nosso comentário. Todavia, mais do que a vida, parece-me que a natureza humana é muito mais misteriosa do que a própria vida. Pois nosso lado biológico não é mais um mistério e o que falta é o dominínio maior dos conhecimentos acerca do assunto.

Já os aspectos supostamentes espirituais da vida, desde o momento em que o homem criou o animismo, os fetiches, os toténs, os xamãs, os deuses e finalmente o Deus Único, esses continuarão misteriosos para quem acredita. Para os que não creem neles, esses seres se resumem, na melhor das hipóteses, a simples conceitos forjados por nós mesmos.

E já que você mencionou fundamentos científicos no livro indicado, devo dizer que meu comentário anterior - "E nós existimos porque o arranjo cosmológico aleatoriamente estabelecido permitiu que na Terra moléculas pré-biológicas se tornassem biológicas, e evoluíram" - é um texto do biólogo Richard Dawkins, autor que, junto de muitos outros, cito logo a seguir com seus respectivos livros.

Muitos desses livros que abordam tais assuntos - algumas dezenas que já li - estão comentados no Divina Magia ( www.divinamagia.com.br ). Basta clicar na capa de cada um dos livros para se ler uma breve resenha.

Comentário de Ivo S. G. Reis em 2 dezembro 2012 às 18:03

A todos que acompanham este assunto:

Eu li o livro do colega Maurício Gomide (como li o do Assis Utsch, do Jairo Alves, do Alfredo Bernacchi e de outros colegas daqui) e recomendo fortemente. É uma obra inquietante, que convida a uma profunda reflexão. Se puderem, adquiram!

Saudações Irreligiosas!

Comentário de Maurício Gomide Martins em 2 dezembro 2012 às 16:39

Prezados srs. Assir e Gefferson,

   Demorei um pouco a aqui comparecer por motivo de força maior. Não reparem, por favor.

   Quanto aos assuntos abordados pelos amigos, esclareço-lhes que este espaço é pequeno para que eu pudesse falar sobre o mistério da vida, de uma forma esclarecedora, por que o tema abarca muitos aspectos. Se tiverem curiosidade de conhecer o nosso verdadeiro pensamento sobre o mistério de vida, sugiro que leiam  nossa conjectura pautada na ciência e filosofia, exposta no livro "Nas Pegadas da Vida - Desvendando o Misterio", cujo exemplar pode ser adquirido pela Editora Baraúna, rua da Glória 246, 3º andar, CEP 01510-000 - São Paulo(SP). É um livro de 323 páginas bem esclarecedoras.

      Grato a ambos pela atenção .

  

   

Comentário de Assis Utsch em 23 novembro 2012 às 9:23

Eu não precisaria repetir, mas já que não quiseram ler o texto anterior, vou reiterar minha postagem Revelando as Religiões :

A existência do Universo. Por que existe Algo ao invés do Nada? Sabe-se que o Algo não pode vir do Nada, e isto leva a uma síntese inarredável: o Universo é eterno e existe por suas próprias contingências imanentes. E nós existimos porque o arranjo cosmológico aleatoriamente estabelecido permitiu que na Terra moléculas pré-biológicas se tornassem biológicas, e evoluíram.

        Todo o mundo sobrenatural ou transcendente que imaginamos é resultante de nossos medos, fragilidades, compulsões, nosso autoengano e de nossa inconformidade com a finitude da vida.

Comentário de Gefferson Menezes em 22 novembro 2012 às 23:04

Todos os salvadores, messias, profetas e pregadores são os precursores dos atuais exploradores de nossa credulidade.

 

Minha credulidade não está em homem nenhum, mas naquele que conquistou minha fé através de experiências pessoais, do qual eu, GEFFERSON, testifico que vive, cujo o nome faz estremecer os infernos.

Já o Deus é um ser da mesma natureza dos deuses, semideuses, divindades, fetiches, xamãs, toténs, etc, etc, e todos são criações humanas.

 

Sim, claro, inclusive o homem deu início a sua própria criação, ou quem sabe se a evolução já atuava sobre a matéria antes mesmo de existir vida na terra? Bom, em ambos os casos, teríamos dois deuses, o homem e a evolução. Deus não joga dados, ou será que joga, tendo como parceiro o acaso? Bom, nesse caso, para que o acaso ganhasse de Deus nesse jogo, ele teria que fazer a façanha de todos os dias acertar na mega-sena acumulada (pra variar, pois não encontrei jogo mais difícil que este), e isso durante milhões de anos (que sortudo hein?), para se chegar aos primórdios da vida, depois disso, deveria cumprir o protocolo e entregar o resto do trabalho a senhora evolução, que por sinal, é inteligente, usa estratégia de guerra em seus queridinhos, camuflando os mesmos contra seus predadores. Viu bem porque não sou ateu? Teria que ter uma fé monstruosa, e como o autor do tópico já disse que esse tipo de fé é fake, então, por questão de justiça, a causa da mesma também o é. Estou errado?

Comentário de Assis Utsch em 22 novembro 2012 às 20:28

      Em síntese, as religiões são apenas superstições mais elaboradas. Como já disse antes, são mais elaboradas porque ao longo de sua formação seus criadores foram incorporando seus rituais, suas narrativas, primeiro orais, depois escritas, forjaram seus livros, sua doutrina, teologia, sua literatura, etc. As crenças foram perpetuadas através da doutrinação, repetição, usos, costumes e tradições.

     Já o Deus é um ser da mesma natureza dos deuses, semideuses, divindades, fetiches, xamãs, toténs, etc, etc, e todos são criações humanas. Todos os salvadores, messias, profetas e pregadores são os precursores dos atuais exploradores de nossa credulidade. Ainda assim, afastar de nossas mentes o Deus herdado desde o colo da mãe é uma tarefa quase impossível para muitos.

Comentário de Gefferson Menezes em 22 novembro 2012 às 16:01

Não há necessidade de intelecto para viver.

 

Mesmo nos animais irracionais, existem lampejos de inteligência, ou você acha que um macaco ao usar uma pedra como ferramenta para quebrar uma espécie de castanha ou algo similar, está exercitando o que? Outra coisa, uma espécie de lagarta que após passar por uma metamorfose, surge como uma borboleta com dois olhos "fakes" nas asas, tipos de coruja, um em cada lado, dando a impressão de ser este pássaro, cujo objetivo principal é afugentar seus predadores que são aves pequenas, seria isso o que? Quer queira quer não amigo, isso é resultado de uma inteligência, seja extrínseca ou intrínseca ao indivíduo, não sei, mas tem seus propósitos, o da preservação da espécie.  Ora, se existe uma inteligência atuando na preservação das espécies mais fracas, lutando contra a natureza predadora dos mais fortes, logo, ou seja extrinsecamente, ou seja intrinsecamente, tem uma força maior e racional atuando em favor dos mesmos, haja vista que eles por si, por falta de cognição, não teem como dar causa nisso. Bom, se para você essa força maior e racional se chama evolução e acaso, para mim ela se chama Deus, e agora?

Comentário de Maurício Gomide Martins em 22 novembro 2012 às 14:39

Caro leitor Gefferson Menezes,

  Seus pensamentos têm todo o meu respeito. Entendo perfeitamente que cada corpo humano tem sua própria cabeça e deve pensar por ela, não adotando os pensamentos alheios.

Comentário de Gefferson Menezes em 22 novembro 2012 às 14:28

Quanto ao cerne do assunto, esclareço-lhe que não manifestei minha vontade, mas alinhei uma série de argumentos para transmitir a idéia de que fé não tem a mesma significação de fe-religiosa. Esta está procurando mudar a semântica daquela. Em outras palavras, para tornar o assunto mais claro: "O lobo veste a pele do cordeiro para enganar".

Amigo, não existe esse negócio de fé, fé religiosa ou fé ateísta, já que querem denominar assim, então está aí mais um conceito. O que existe é apenas uma fé, que pode ser dividida em natural e sobrenatural, a primeira inerente às perspectivas naturais do ser humano, dentro de seus limites e capacidades racionais e físicas, já a segunda, na mesma condição intrínseca ao homem, porém, como esperança de algo impossível, que foge as suas condições racionais e físicas. Tanto uma quanto a outra fazem parte da natureza humana, sem essa de querer desqualificar e anular a segunda só porque se atribuem à religião, isso é preconceito, embora não assumam.

Quanto aos outros seres vivos que não cultivam religião, não há necessidade de intelecto para isso, pois nascem, vivem de acordo com seus instintos e morrem sem que a religião lhes faça falta. Não há necessidade de intelecto para viver. Religião é produto da mente.

 

Ok, eles também não cultivam ciência, logo, pela analogia, não há necessidade de intelecto para isso, certo? Errado, mais uma vez o preconceito contra a "religião", que, como qualquer outra situação dirigida pelo "homem animal", tem seus erros e acertos, e, se a mesma é abominável por isso, então, todo o conjunto humano o devem ser também, não escapa nada dentro desse pensamento.

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