Irreligiosos

Se você não sabe, aceita e não questiona, embota-se e acaba virando crente.


DE ONDE VEIO DEUS?

William Pereira da Silva


Somos seres pensantes com liberdade e livre arbítrio para pensarmos como quisermos, analisando, deduzindo, questionando tudo a nossa volta. Somos seres dotados da filosofia, estudo que se caracteriza pela intenção de ampliar incessantemente a compreensão da realidade, no sentido de apreendê-la na sua totalidade, quer pela busca da realidade capaz de abranger todas as outras, o Ser (ora 'realidade suprema', ora 'causa primeira', ora 'fim último', ora 'absoluto', 'espírito', 'matéria', etc.), quer pela definição do instrumento capaz de apreender a realidade, o pensamento (as respostas às perguntas: que é a razão? o conhecimento? a consciência? a reflexão? que é explicar? provar? que é uma causa? um fundamento? uma lei? um princípio? etc.), tornando-se o homem tema inevitável de consideração. Podemos ainda dizer que somos dotados de razão, sabedoria, popularmente podemos citar a filosofia como UM MODO DE PENSAR
A liberdade de pensar leva-nos a um dilema entre a realidade vivida e os pensamentos internos conflitantes sobre a nossa existência neste mundo com as teorias e explicações sobre os fenômenos naturais e sobrenaturais apresentadas pelos seres humanos já existentes na terra antes da nossa chegada como ser vivo. Tudo que aprendemos vem de outras pessoas, das concepções já existentes.
DE ONDE VEIO DEUS? Vamos tentar responder esta pergunta.
A nossa mente a partir do momento do nosso nascimento é praticamente limpa, o que existe nela vem da carga genética herdada de nossos pais e antepassados, temos praticamente somente instalado no cérebro as informações básicas de sobrevivência, tudo realizado de forma instintiva agindo como qualquer outro animal, tudo que fazemos é buscar o alimento para desenvolvimento e manutenção do corpo. A dependência nos outros seres é total, não conseguiríamos viver sem ajuda, é praticamente impossível viver sem o outro.
A aprendizagem acontece no nosso cérebro como uma fotografia que vai sendo revelada, aos poucos vai surgindo às imagens. É preciso muito tempo para aprender o que nos ensinam sobre tudo, não sabemos praticamente de nada, aprendemos através dos sentidos existentes como visão, audição, tato, paladar e olfato, esses são os mecanismo de entrada de tudo que precisamos para aprender e desenvolver nosso cérebro. Por muito tempo não temos em nós o pensar DEUS, nascemos sem um DEUS em nós, obviamente até certo período de nossas vidas somos ATEUS o que há é a inexistência de Deus, somos alheios a isto, não precisamos de tais pensamentos somos dependentes somente dos outros que nos cercam.
Com o passar do tempo vamos sendo instruídos a pensar em DEUS, dependendo do tempo, do local, da cultura e dos costumes existentes onde nascemos. Aos poucos vão colocando na gente a concepção de um DEUS que também foram repassados para eles da mesma forma que acontece conosco, há uma continuidade insistente que dura milênios como os mesmos ensinamentos para gerações e gerações das concepções dos Milhares de Deuses que existiram, existem e existirão. Estamos criando Deuses a cada momento.
Na cultura vigente na nossa realidade aqui no Brasil somos predominantemente Católicos, ( consideremos os protestantes como católicos dissidentes da linhagem de LUTERO) existem várias outras religiões, mas predomina as que evangelizam através dos ensinamentos de Cristo retirados de um Livro, a Bíblia. Essencialmente analisaremos por este ponto de vista como foi colocado DEUS na doutrinação católica baseada na realidade de nosso povo, a forma não difere muito em outros paises e culturas diferentes com suas religiões, as formulas são semelhantes.
Tudo veio da Bíblia. Nossos pais levados pela pressão social que disfarçadamente rejeita aqueles que não aderem a uma religião existente na comunidade, quanto menor a cidade maior a pressão para a conversão a uma religião, são induzidos a levarem seus filhos as igrejas desde cedo, ainda quando são isentos da concepção DEUS. Essa criança inocente, pura, mente vaga e propicia aos ensinamentos que não podem fugir. Uma criança sem vontade própria sempre sendo induzida a seguir aqueles que os cercam, são dominadas facilmente e induzidas a crer naquilo que a comunidade quer que creiam. Eis a formula como acontece a colocação de um Deus em nossa mente.
Essa criança que nada sabe vai assimilando os ensinamentos bíblicos sem saber questionar nada, é levado a crer que este livro é a única verdade existente sobre um DEUS escrito por pessoas como nós há muito, muito tempo atrás. O grande questionamento vem a ser TUDO QUE ESTÁ ESCRITO NESTA BÍBLIA É VERDADE? QUEM A ESCREVEU? COMO PENSAVAM E QUE INTERESSES TINHAM AO ESCREVER ESTE LIVRO? ERAM AUTÊNTICAS AS ESCRITURAS ANTIGAS PESQUISADAS? PODERIAM MUDAR O CONTEÚDO DESTE LIVRO DE ACORDO COM OS INTERESSES DOS GOVERNANTES? Muitas são a interrogações e indagações sobre a Bíblia que uma criança jamais poderia fazer. Eis a grande força e manutenção das religiões e de DEUS que depois de colocada fica difícil tirar, mas é possível através de pesquisas e estudos da literatura universal.

A única fonte conhecida sobre o Deus apresentado é a Bíblia Sagrada, livro contendo mais dúvidas que certezas, tudo suscita desconfiança neste livro, tem de acreditar nele numa fé cega sem questionamentos. Uma história de um povo, sua saga de colonizado e colonizadores, explorado e exploradores liderados por um profeta sanguinário protegido de um DEUS imaginário criado por eles para invadir e dominar as regiões por onde passava. O grande Moises foi um líder impiedoso levando seu povo a saquear e destruir outros povos habitantes daquelas regiões citada na Bíblia, outros povos que já estava na sua terra vivendo tranquilamente com sua cultura e seus costumes, por não querer ou acreditar no Deus de Moises eram aniquilados, massacrados, escravizados. Depois falam de um messias prometido que veio ao mundo pregando a paz e o amor levando mais ainda muitos a morte e a destruição por acreditar nele e mesmo depois de dois mil anos pregando a sua mensagem o mundo fica cada vez pior. Acredita-se ser O Jesus Cristo um MITO criado baseado em outras religiões primitivas, e idéias filosóficas da antiga Grécia. Tudo é suspeito, tudo é dúvida. Toda força de Deus e das religiões é a grande imaginação humana com seu poder extraordinário inventivo de criação. Criamos DEUS para suprir nossas infinitas deficiências e carências neste mundo e universo incompreensível.
DE ONDE VEIO DEUS? - DA NOSSA IMAGINAÇÃO.

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Tags: Bíblia, Deus, Evangelhos, conversões religiosas, cristianismo, religiões

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Comentário de Ivo S. G. Reis em 28 outubro 2009 às 13:23
Você ainda não trocou esse teclado, Erony? Há quase 2 anos eu a vejo reclamar que seu teclado não tem o "ç". Tudo bem que você mora no Texas e lá o teclado é americano. Mas pode conseguir um internacional, ABNT102, baratinho, baratinho.

De qualquer forma, mesmo com o seu teclado velho, ficamos felizes de vê-la retornando. Estamos sempre com bons novos etemas para discussão e este é um deles. Sua participação é sempre bem-vinda.

Você notou o nível dos nossos participantes? Pois é, eles aqui estão sendo escolhidos a dedo. Entre em contato com o Alfredo e convide-o a retornar aos debates. Faz mais de um mês que ele não passa aqui!

Abraços atodos!
Comentário de Erony Michelle-Haydee Trapp em 28 outubro 2009 às 12:19
Deus veio da mente humana. Foi criado em tempos remotos, e, nas mais remotas civilizacoes deste planeta.
Por que, e, para que?

Para dominar, manipular e controlar a mente dos fracos.

Quando eu era pequenina, os adultos me diziam: -"Come toda tua comida, senao "o velho do saco" te leva para o mato e te faz desaparecer".

Nao eh com essa mesma atitude, que se manipula a mente humana?
Eh a mesma ferramenta que foi usada, com a criacao de Deus!
===========================

Concordo plenamente com voce.

Abracos cordiais.

P.S.: Meu teclado nao tem acentuacao nem "c" cedilhado.
.
Comentário de Ivo S. G. Reis em 27 outubro 2009 às 21:15
William:

Seu excelente texto dá margem a muitas reflexões e caminhos de análise, um dos quais já foi seguido pelo nosso colega Alexandre, que é um estudioso das particularidades de cada religião.

Assim, vou comentar o artigo respondendo a você e a ele. Antes, porém, deixo a minha opinião geral resumida, que coincide mais ou menos com a sua, quase que integralmente. Eis como vejo o problema:

"Os conceitos de 'Deus' e 'religião' são criminosamente implantados nas nossas mentes quando ainda crianças, de tal sorte, que fica difícil depois removê-los quando se chega à idade adulta. Somente os mais corajosos e não sem muito sofrimento, conseguem libertar-se. Veja, aqui nesta rede, a minha matéria "Por que é tão difícil ' desinstalar' Deus e religião do subsconscie...", publicado há 5 dias. Este artigo vai mais ou menos na mesma direção do seu e ambos se complementam, dando uma idéia bem aproximada do que verdadeiramente acontece."

Agora, respondendo ao Alexandre, não acho que "o texto peca pela particularização do deus bíblico" O que o autor disse em relação ao cristianismo ou as religiões de fundamentação bíblica, aplica-se a todas as demais e o que ele citou foi apenas um exemplo de ser mais facilmente compreendido. Mas é evidente que o fenômeno ocorre em todas as religiões, que começam a fazer a cabeça das crianças desde que aprendem a falar, o que leva a que, quando chegam aos 12 ou 13 anos, todos já acreditam em um Deus (qualquer um) e já têm a sua postura religiosa definida e isto, na minha visão é um crime. No artigo que mencionei, citei o caso do judaísmo em que os meninos (aos 13 anos) e as meninas (aos 12), têm de confirmar a sua conversão, provando conhecerem a Torá, o seu livro sagrado. Antes disso, porém, eles foram, durante o seu crescimento e até chegarem a essas idades sofrendo uma verdadeira lavagem cerebral religiosa, dentro dos conceitos do judaísmo. E o mesmo acontece com os católicos, com os evangélicos... Portanto, o fenômeno é universal.

Para a outra afirmação do nosso especializado estudioso Alexandre ("...Outro aspecto é dizer que nascemos ateus ou sem nenhuma espiritualidade, isto também não é verdade" ) também tenho alguns reparos a fazer, pois se aqui discordo (em parte), mais adiante, quando ele diz " ...há indícios de que o ser humano tem codificado em DNA uma predisposição para acreditar em algo sobrenatural", sou obrigado a concordar. Então, como conciliar essas duas afirmações, aparentemente divergentes?

Passaremos a entender as diferenças, quando soubermos distingüir "religiosidade" de "religião", que não são a mesma coisa. A palavra "religiosidade", confirma a segunda afirmação destacada do Alexandre porque o homem, de fato, traz isto no seu DNA, o que se manifesta tão logo ele adquire sua consciência como ser vivente e começa a realizar seus primeiros exercícios de raciocínio. Fica temente a uma entidade superior, a quem atribui o poder de controlar não só os fenômenos da natureza, mas nossas vidas e tudo aquilo que o homem não consegue explicar. Isto é o "sentimento de religiosidade". Mas você pode ter este sentimento, sem professar qualquer religião ou crer em algum "Deus" dessas religiões. E os índios e os aborígenes são um bom exemplo disso, enquanto crianças. Da mesma forma, o primeiro ser humano sobre a Terra deve ter tido essa religiosidade. Não sabendo de onde veio e temendo o que desconhecia (quase tudo), experimentou o medo e a dúvida; sentiu as necessidades de sobrevivência e proteção. E em não sabendo como fazer isso, supôs que quem o colocara aqui, sabia tudo e velava por ele. Este foi o primeiro sentimento de religiosidade, numa época em que ainda não existiam religiões.

Agora, voltando à primeira afirmação do Alexandre, que contesta o fato de nascermos ateus (dizendo-o ao rebater o William), também penso que nascemos ateus sim, porque nos nossos primeiros anos de vida não temos consciência dessas coisas nem capacidade para interpretá-las e também ainda não nos definimos por nenhum "Deus" nem por nenhuma "religião", embora já possamos possuir o sentimento de "religiosidade", que vive em nosso DNA, mas que ainda não despertou. "Deus" e "religião', vão sendo colocados nas nossas cabeças depois, aos poucos, por nossos próprios pais, avós, vizinhos, amigos, parentes, escolas e as próprias instituições religiosas. Aos 12 ou 13 anos, é claro, tudo isso já está "gravado" e fica difícil de sair do nosso subconsciente. Será que consegui explicar?

Bem, se não consegui, vejam o vídeo que fiz para o You Tube " Inri Cristo, o Messias do Século XXI ", onde essa questão é abordada com maior riqueza de detalhes. O vídeo está aqui, na nossa página de vídeos.

Abraços a todos e... boa discussão! O tema pede.
Comentário de Alexandre Guimarães em 27 outubro 2009 às 9:47
William, seu texto peca pela particularização da visão do deus bíblico. Outras visões, como a de índios da América Central ou até mesmo o hinduísmo, que mesmo rico em manifestações divinas, prega a individualidade do espírito que será absorvido pelo infinito, da mesma forma que nossa matéria é reincorporada ao solo, perdendo a individualidade, ou seja, estes povos têm um percepção de deus totalmente diferente, menos interventor ou negociante de indulgências.

Outro aspecto é dizer que nascemos ateus ou sem nenhuma espiritualidade, isto também não é verdade; há indícios de que o ser humano tem codificado em DNA uma predisposição para acreditar em algo sobrenatural e isto faz algum sentido, pois como animal consciente da morte, o instinto de preservação da vida pode ser alterado, afinal, lutar para viver para que, se vamos morrer do mesmo jeito? Então, passa a ser importante a crença no pós-morte por conta da luta pela sobrevivência. O que de fato ocorre na infância são as lavagens cerebrais de conceitos úteis para a dominação, o que na prática não tem nada a ver com deus ou com DEUS, espírito etc. Religião e espiritualidade são coisas bem diferentes, e a espiritualidade é intrínseca ao ser humano, não existe nenhum povo no planeta que não tenha em sua cultura uma explicação sobrenatural para a existência. E até mesmo nós ateus, no sentido prático em não acreditar em um ente superior com consciência que se mete em nossa vidas, temos a sensação de alguma coisa não tão física, mas que faz parte natural do universo, mas que não sabemos explicar, por enquanto. O mesmo poderiam dizer os antigos sobre relâmpagos, afinal é uma manifestação da natureza que pode ser utilizada pelo ser humano, e um dia foi. O mesmo ocorrerá com outras coisas.

O grande problema que temos que enfrentar não é a espiritualidade, que deve ser exercida no domínio privado, como prega a laicidade do estado. Devemos enfrentar a manipulação estúpida de seres desesperados por necessidades criadas pela indústria cultural. Esta manipulação que é feita em nome de deus para obtenção de poder para grupos específicos, da mesma forma que a imprensa manipula as informações para que o povo acredite em suas estorinhas. Não vejo a menor diferença entre o Macedo e a família Marinho, só que o Macedo é mais esperto, tem as duas linhas de dominação, a imprensa e a igreja.

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