Irreligiosos

Se você não sabe, aceita e não questiona, embota-se e acaba virando crente.

Enquete do Irreligiosos sobre a existência de Cristo

- Eu realmente não creria nos Evangelhos, se a tanto não me visse obrigado pela autoridade da Igreja" (Sto. Agostinho) (*)

- A fábula de Cristo é de tal modo lucrativa que seria loucura advertir os ignorantes do seu erro (Papa Leão X) (*)

As discussões sobre a sua existência começaram já no final do século I da nossa era, antes mesmo de existir oficialmente o cristianismo: leigos, religiosos, autoridades eclesiásticas, exegetas e historiadores bíblicos, cientistas, ateus, agnósticos, filósofos, livres-pensadores, céticos e até integrantes de outras religiões não cristãs já discutiram o assunto ou deram - bem fundamentados ou não - uma "parpitada" sobre a questão. Houve também quem pensasse de uma maneira e depois voltasse atrás; quem simplesmente corrigiu seus conceitos e melhor os adequou; quem acreditou e depois se arrependeu e vice-versa. E a discussão continua até hoje, dentro e fora do meio religioso, com inúmeras hipóteses e teorias, a favor e contra a existência de Cristo.

É certo que o cristianismo é a religião com o maior número de adeptos no mundo (aproximadamente 1/3 da humanidade), distanciando-se, de longe, do islamismo a segunda colocada. E em números de hoje, se o ateísmo (englobando-se aí todas as correntes de pensamento contrárias à existência de deuses) fosse considerado como religião, ela seria a 4ª maior do mundo. E todos, cristãos, ateus e até coumunidades de religiões não cristãs, discutem Jesus Cristo, a maior mentira triunfante da humanidade. Digo triunfante, porque pode ser incluída no rol daquelas mentiras que prosperaram e passaram a soar como verdades. A própria Igreja Católica reconhece que Cristo é uma farsa, mas não a desfaz porque alega que é uma mentira que precisa ser sustentada, por ser benéfica para a humanidade (!!! para a humanidade ou para a Igreja?).

Não obstante saibamos que em nossa comunidade a maioria já tem a sua opinião formada, achamos oportuno recolocar a discussão porque observamos que, mesmo aqui, existem algumas leves divergências em relação ao que este personagem realmente é e o que ele ainda hoje representa. Em torno dele, montou-se um verdadeiro, próspero e promissor "mercado da fé". E para sustentá-lo, precisam fazer com que a mentira vire verdade(!!!) ou, pelo menos, pareça uma verdade difícil de ser desmentida. O que seria desse mercado se a sua principal mercadoria fosse extinta, declarada "imprópria para consumo" ou falsificada? Por isso, a mentira continua sendo sustentada, até hoje. Ela gera fabulosos e sempre crescentes lucros. Logo...

Diante de tudo isso, pedimos aos nossos esclarecidos colegas que respondam à enquete ao lado (clique aqui para acessar), com seis das mais conhecidas hipóteses sobre a existência de Cristo  e uma opção para quem não concorda ou não sabe responder. As opções podem, inclusive, ser combinadas duas a duas. Isto nos dará um termômetro do pensamento antirreligioso na nossa pequena comunidade e a enquete ficará permanentemente exposta para que os novos membros e até não-membros possam respondê-la. E para finalizar, esclarecemos que embora os votos não precisem ser justificados, eles podem ser comentados e, assim, justificar-se um voto ou criticar-se votos de terceiros.

Participem! Isto vai ser muito bom para nós e para todas as comunidades, religiosas ou antirreligiosas.

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(*) - Nota: Muitos religiosos lançam dúvidas sobre a autenticidade dessas frases, amplamente conhecidas, milhares de vezes citadas em livros e textos na internet. Como as vi referenciadas por vários autores sérios, de reconhecida autoridade e confiabilidade, achei desnecessário pesquisar sobre isto. Mas se alguém tiver dúvida, pode e deve pesquisar.

 

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Comentário de Oiced Mocam em 28 março 2015 às 21:17

Luis Sabino, sobre PAULO, acho q não lhe passei o link traduzido correto com 18 artigos. Então lá vai novamente.

http://translate.google.com/translate?depth=2&hl=pt-BR&prev...

Para entender a maior mentira da humanidade, como o cristianismo foi fabricado (assim como os deuses) sugiro uma leitura adicional entre outros autores aqui do Irreligiosos o livro abaixo:

Para ler grátis na íntegra o Livro de EMILIO BOSSI, segue a fonte e o Link :

http://minhateca.com.br/BibliotecaGRATIS/Jesus+Cristo+Nunca+Existiu...

Seguem mais algumas pesquisas conclusões e com um especial sobre Jesus e o Cristianismo Primitivo (Nada é original!):

https://pt.scribd.com/oicedmocam

Abraços,

Oiced

Comentário de Luis A. Sabino em 28 março 2015 às 18:55
Oiced vc sabe que existe muitos colegas seus que tem opiniões diferente apesar de todos tentarem desacreditar Jesus como tendo existido
No caso de Paulo dizem ser ele o inventor do cristianismo ora se não existiu não poderia inventar nada vcs tem que entrar num acordo
Tem a história dos primeiros cristãos muitos dizem não terem existido tudo mentira
Outros que o JESUS era outro e não o que se fala
Trazem mais confusão que esclarecimento não acha?
Comentário de Oiced Mocam em 27 março 2015 às 21:46

Olá amigo Sabino.

Um judeu chamado Saulo? Um apóstolo chamado Paulo?  Ou apenas invenção simples? A partir de polícia religiosa da igreja, do lutador besta em Éfeso à decapitação, em Roma, a história de Paulo tem mais buracos que um queijo suíço.

Curiosamente, missionário e apóstolo cristão, o pioneiro - aparece em nenhum lugar nas histórias seculares de sua época. Ironicamente, porém, supostamente, em Jerusalém, no momento certo, ele não pode dar nenhum testemunho de um Jesus histórico.

Mas foi o próprio Paulo uma verdadeira figura histórica? As viagens paulinas, incluindo o suposto transporte do apóstolo a Roma, são caracterizados por incongruências, contradição e  absurdos.

"Um olhar mais atento ao grande missionário que alguns dizem que "fundou o cristianismo".

Boa leitura e interpretação,

http://translate.google.com/translate?depth=2&hl=pt-BR&prev...

Saudações,

Oiced

Comentário de Luis A. Sabino em 27 março 2015 às 15:55
Tem uma corrente que acredita que paulo de tarso existiu
Seria doido é inventor desta história toda
Inclusive das viagens cidades citadas tudo uma grande invenção
Era gênio heim quanta imaginação
Comentário de Luis A. Sabino em 27 março 2015 às 15:51
O interessante nesta história e que muitos dos personagens descritos nos tempos de Jesus aceitam como históricos tipo
João batista herodes herodias nero caifas e tantos outros
Porém não aceitam Jesus os apóstolos e nem paulo de tarso
Seria o motivo somente religião e o que se tornou atualmente
Comentário de Luis A. Sabino em 27 março 2015 às 15:38
P nome de Jesus ou Josué também era nome comum na época como José Maria e tantos outros
P sobrenome diferenciava no caso de Jesus de Nazaré cidade onde nasceu arimateia tarso servia para identificar o indivíduo
No caso de Jesus tinha tb filho do carpinteiro
Devia ter muitos homônimos
Comentário de Luis A. Sabino em 27 março 2015 às 15:34
O nome Deus é apenas ponto onde fixar a atenção e podia ser qualquer um
Em inglês Good zeus chrishina tanto faz
Comentário de Oiced Mocam em 20 março 2015 às 19:52

CRISTO É UM MITO ADAPTADO DAS ALEGORIAS DO ANTIGO TESTAMENTO

Os milagres de Cristo fazem parte do programa profético!

Emilio Bossi

        Do exame bíblico que empreendemos, resultará que Cristo é um mito, como já resulta, implicitamente, a demonstração de que é estranho à história. Este resultado, porém, mais evidente se torna na parte que consagraremos à mitologia. Aqui em pleno campo bíblico, provaremos que o mito Cristo foi adaptado, mais ou menos felizmente, das alegorias do Antigo Testamento. O próprio Evangelho, como acabamos de ver no capítulo precedente, oferece-nos, a esse respeito, uma prova evidente, com a linguagem simbólica que emprega para pôr em relação as palavras e os feitos de Cristo com o Antigo Testamento.

Vamos ver agora que, mesmo que os Evangelhos não digam com toda a clareza, nada há neles, e portanto em Cristo, que não seja decalcado do Antigo Testamento.

Até a denominação de Evangelhos é tirada de lá, precisamente de uma palavra do profeta Isaías, traduzida em grego. A sua significação de boa nova é também simbólica, porque alude à realização das esperanças do Israel.

O numero dos livros do Novo Testamento, junto ao dos livros do Antigo forma segundo afirma seriamente Cantu, sem atentar à consequência, o número místico de setenta e dois.

Jesus nasce de uma virgem, porque este caso se encontra já em Isaías (VII, 14), e é prenunciado por Isaac, José e Sansão. O anjo Gabriel é já conhecido no Antigo Testamento.

Cristo nasce em Belém, porque isso foi profetizado por Miqueias (V, 2) em virtude de ter sido aquela terra o berço de Davi.

As genealogias atribuídas a Jesus são inteiramente simbólicas. Não reproduziremos aqui a demonstração de Strauss, mas para ela remetemos os leitores que queiram se informar. (Nova Vida de Jesus, vol. II, pag. 8 e seg.).

O anjo, que aparece aos pastores, anunciando-lhes o nascimento do Salvador é tirado de 64 C. Cantu Hist. Univ. Ep. VI, cap. 33. Isaías (IX, 2 e VII, 14).

A divina sabedoria, o Verbo divino que se encarna em Jesus, encontra-se nos Provérbios e em Siraco. As próprias palavras dos Evangelhos são tiradas destes livros do Antigo Testamento (Strauss, obr. cit. II. 53 e seg.)

A estrela, que dirige os Reis Magos, vindos para adorar Jesus, corresponde à estrela alegórica, mencionada nos livros de Moisés (Num. XXIV, 17.)

Os Reis ou Magos que vêm da Ásia, trazendo ouro e incenso, a glorificar o Eterno, encontram-se também em Isaías (LX, 1-6).

A degolação dos inocentes, absolutamente fantástica, foi imaginada para justificar a fuga da Sagrada Família para o Egito, lendo-se no profeta Oseias que o menino Jesus devia ser chamado por Deus ao Egito (XI-1) e por outro lado, a fim de que se verificasse a profecia de Jeremias sobre o pranto de Raquel, pelo assassínio de seus filhos (Jer. XXX11-15, 16, 4, 10, 28).

A presença de Jesus no templo, a cena de Simeão e Ana e a circuncisão têm por objeto demonstrar o cumprimento das leis de Jeová em Cristo e a profecia de Simeão, segundo a qual a oposição dos hebreus contra Cristo fazia parte do plano divino (Strauss, ob. cit. 84, 85): Jesus de volta do Egito, habitou em Nazaré, para que pudesse chamar-se o Nazareno, conforme tinham vaticinado os profetas.

A cena do menino Jesus, disputando no templo com os doutores, foi criada por analogia com Moisés e Samuel, assim como o restante da adolescência de Jesus. A propósito das palavras deste a sua mãe, ditadas pelo coração, observa-se outra reminiscência do Antigo Testamento, como a do cap. II, v. 19 de Lucas; o mesmo fizera Jacob com José (Strauss, obr. cit. Pag. 90 e seg.).

João Batista foi criado segundo as profecias de Malaquias (III,1,5, 18 e IV, 2, 5) e de Isaías (XL, 1,10, 27, 31 e XLI, 1).

A anunciação e o nascimento do precursor, João Batista, foi copiado do Antigo Testamento (Strauss, obr. cit. vol. II pag. 43).

A natureza simbólica de Cristo provém também de João Batista, que o apresenta como um cordeiro que assume os pecados do mundo e afirma que Jesus, vindo depois dele, existia já antes dele (João, I, 29, 26, 15, 30).

Já vimos que a história das (65Isaia LIII, 4 e seg.) tentações de Jesus remete explicitamente ao Antigo Testamento.

Também o número de dias (40), que Jesus passou no deserto era tradicional e sagrado entre os hebreus.

Assim: o dilúvio durou 40 dias; empregaram-se 40 dias para embalsamar o corpo de Jacob; Moisés viveu 40 anos na corte de Faraó, 40 anos no deserto de Madian e 40 anos governou o povo de Israel; os ninivitas jejuaram 40 dias e os hebreus andaram 40 anos errantes no deserto; Moisés e Elias tinham jejuado 40 dias. Além disso, Elias tinha viajado pelo espaço e o Espírito transportara Ezequiel de um ponto para outro. Temos, portanto, que à maneira deles, obrigaram Jesus a jejuar 40 dias; como a Abraão, fizeram-no tentar no deserto e, como a Elias e a Ezequiel, obrigaram-no a andar pelo espaço.

Abandonado Jesus em Nazaré, ei-lo que parte para Cafarnaum, a fim de cumprir o anunciado pelo profeta (Mat. IV, 13, 14) e (Luc. IV, 23, 31).

Cafarnaum ficava na Galileia, cuja região o evangelista descreve com as mesmas palavras do profeta Isaías: Como um país que jazia nas trevas (Mat. IV, 16).

Quando os Evangelistas nos dizem que Jesus escolheu doze apóstolos não fazem mais do que cumprir à risca o consignado no livro dos Números (I, 4,16), correspondendo os doze apóstolos às cabeças das doze tribos.

E quando atribuem aos doze apóstolos outros 72 discípulos, não fazem senão copiar a seleção de 72 homens, feita por Moisés entre os anciãos do povo.

O modo por que os apóstolos seguem Jesus imediatamente e sem o conhecerem é por demais simbólico, e a sua significação explica-se desde logo. O mesmo numero de 153 peixes, tirados milagrosamente da água pelos apóstolos, pode entender-se, segundo S. Jerônimo, em relação com as 153 espécies de peixes que então conhecidas, e significa, segundo este padre da Igreja, que todas as classes de homens são pescados para a sua salvação.

O nome de Pedro, dado ao suposto chefe dos Apóstolos, simbolizava no hebraísmo a fé inabalável e indestrutível, tanto que Moisés havia feito da pedra o sinal alegórico de Jeová.

A mesma ideia simbólica, representada pelas chaves confiadas ao chefe dos Apóstolos, se encontra no Antigo Testamento (66Com. in Ezequiel, 47. 67Deut. XXXII, 4, 15, 18, 30, 31. Samuel e II Reis XXII, 2, 3; XXIII, 3.

Finalmente, a companhia de pessoas de má fama que rodeiam Jesus para escândalo dos Escribas e Fariseus, (Marc. II, 16) foi copiada da figura de Davi que tinha se colocado à frente de uma turba de 400 desgraçados (I Reis, cap. XXII, 2).

Os milagres de Cristo fazem parte do programa profético:

Então, serão abertos os olhos aos cegos e abertos os ouvidos dos surdo. Então, o coxo saltará como um cervo e a língua dos mudos cantarão.

É verdade que em Isaías não figuram as narrações dos leprosos nem as ressurreições dos mortos, mas esses dois gêneros de milagres acham-se nas lendas dos profetas. Eliseu curara um leproso, e junto com Elias, ressuscitam um morto cada um “et dabo clavem domus David super humerum ejus: et aperiet et non erit qui claudiat, et claudet, et non erit qui aperiet” (Isaia XXII, 22). Porei sobre o seu ombro a chave da casa de Davi; ele a abrirá e ninguém a fechará, ele a fechará e ninguém a abrirá.

A figura dos coxos que saltam, repete-se literalmente nos Atos dos Apóstolos (III, 7 e seg.)Isaia XXXV, 5 ss. 71 I dos Reis, XVII, 17; II dos Reis, IV,

mesmo Jesus cita a cura de Naamã, realizada por Eliseu (Lucas IV, 27). A cura da mão dissecada é tirada literalmente do Antigo Testamento (Livro 1 dos Reis, XIII, 4 e seg.).

A piscina de Betesda, que a História não conhece, com os seus cinco pórticos, simboliza os cinco livros de Moisés.

A cena do endemoninhado que, não podendo ser curado pelos Discípulos, melhora nas mãos de Jesus, é igual a cena de Geazi, servo de Eliseu,que não tinha sabido fazer voltar à vida o filho de Sumanita, ressuscitando-o o próprio Elias.

Em ambos estes casos, Strauss faz notar a diferença de poder, que existia entre os Discípulos e o Mestre.

A cura do filho do Centurião, realizada por Jesus à distância, é parecida com a cura de Naamã, operada também de longe por Eliseu: o Messias não podia ser inferior em poder ao profeta do 10 e seg. As palavras de Jesus após ressuscitar o rapaz de Nain, são reprodução textual do Antigo Testamento, quando Elias ressuscita o filho da viúva de Sareta.

(Mat. XVII, 14-29; Mar. IX, 14-29; Luca XI, 37-43. 73II Re IV, 8 ss. 29-37. 74Mat. VIII, 5-13; Luca VII, 1-40; Giov. IV, 46-54. 67 Antigo Testamento).

Jesus acalmando os ventos e as ondas é uma imitação de Jeová ordenando ao Mar Vermelho que se afaste para dar passagem ao Povo Escolhido.

Melhor ainda: Uma outra figura idêntica à de Jesus que também acalma a tempestade para salvar os Apóstolos que corriam perigo na sua barca. Trata-se do Salmo CVII (v. 25, 28-30). Jesus que caminha sobre as águas imita Jeová, que no Antigo Testamento está poeticamente representado, viajando sobre elas. Pedro, que pretendendo andar sobre as águas está prestes a se afogar, merecendo de Cristo o famoso Homem de pouca fé, porque duvidaste? -sendo por ele salvo, revela a mais perfeita semelhança com outro episódio do Antigo Testamento onde se diz, na Epístola aos Hebreus (XI, 29), que se os israelitas passaram o Mar Vermelho, foi por terem fé, ao passo que os egípcios se afogaram.

O milagre da multiplicação dos pães e dos peixes é decalcado igualmente sobre o Antigo Testamento por uma parte, quando se refere ao maná que os hebreus recebem no deserto e por outra, no que diz respeito aos milagres, perfeitamente análogos, de Elias e de Eliseu. (75Isaia XLIII, 16; Salmos LXXVII, 20; Giob. IX, 8.)

O milagre da transformação da água em vinho tem seus precedentes no AntigoTestamento: Moisés fizera brotar água da rocha e transformara em sangue toda a água do Egito. Se em Jesus a água se muda em vinho e não em sangue, é porque no Antigo Testamento aquele é o símbolo deste e ainda do próprio sangue expiatório do Messias.

A maldição da figueira que não produzia frutos precoces é tirada de Oséas e de Miqueias.

A cena da Samaritana, junto do poço, é uma imitação poética das cenas de Jacó e Raquel, de Eleazar e Rebeca na fonte.

Nem mesmo a cena dos vendilhões expulsos do templo é original: Jesus não faz senão transportar duas sentenças do Antigo Testamento, uma de Jeremias (VII, 11) que diz que o templo não se há de converter em covil de bandidos, e outra de Isaías (LVI, 7) em que se chama ao templo casa de oração.

A cena da transfiguração é copiada do Antigo Testamento. Moisés subira ao Monte Sinai, levando consigo, além dos 72 anciãos, Aarão, Nadab e Abim; uma nuvem cobre a montanha durante seis dias, e por fim, no sétimo, Jeová aparece em meio da nuvem e chama Moisés, a quem chegam os resplendores da divina auréola. De volta da montanha, encontra o povo adorando o bezerro de ouro e encoleriza-se. Jesus sobe também a uma montanha anônima em companhia de três pessoas, que são por assim dizer, o comitê diretor dos Apóstolos; lá torna-se resplandecente como Moisés; a mesma nuvem luminosa entra em cena.

Descendo do monte Jesus encontra o jovem possesso, que os seus discípulos não puderam curar, e o seu primeiro sentimento é de cólera pela impotência contra o demônio.

Com Jesus no monte, comparam-se Moisés e Elias: o primeiro para tornar mais evidente a relação que vai do primeiro ao segundo salvador; o segundo em virtude da profecia de Malaquias, segundo a qual Elias deveria voltar em pessoa antes do Messias, uma vez que a sua substituição por João Batista deixaria uma lacuna. .

Tanto no Sinai como na montanha da transfiguração, quem fala é a nuvem; no Êxodo é o mandato de Moisés; no Evangelho, segundo o sentido modificado, é testemunho de Deus aos discípulos acerca de Jesus. Mais ainda: estas palavras estão copiadas do Antigo Testamento, acabando a frase com o mesmo vocábulo que serve de conclusão à passagem do Deuteronômio, onde o legislador promete a Israel um profeta semelhante a si próprio, dizendo-lhe: Escutai o.

A entrada de Jesus em Jerusalém foi adaptada às profecias de Isaías e de Zacarias.

E para que a adaptação a este último fosse literal, o evangelista fez viajar Jesus ao mesmo tempo sobre uma burra e um jumentinho, no curto espaço que vai de Betfagia a Jerusalém. Tendo sido mal interpretada a passagem do profeta e havendo-se repetido duas vezes a palavra jumento, o (78 Is. XLII, 1; Salmo II, 7. 79 Matt. XVII, 5. 80 LXII, 11. 81 Zac. IX, 9. - Salvador), citando textualmente uma passagem de Zacarias na qual a entrada de Cristo em Jerusalém é antecipada e minuciosamente descrita, astutamente observa que todas as imagens relativas à sua entrada em Jerusalém não custaram nada para a imaginação da tão grande e rica nova escola (a cristã).

 evangelista julga que o referido fragmento se deve entender como se os jumentos fossem dois.

A traição de Judas foi adaptada do episódio da traição de certo comensal de Davi, e a declaração de Jesus, durante a ceia, corresponde a idêntica revelação do rei salmista.

As palavras Sou eu que o quarto evangelista, mais teológico do que os sinópticos, põe na boca de Jesus no momento em que este avança para os soldados que o vêm prender -palavras que os fazem cair por terra -são as mesmas que pronunciou Jeová, e, por conseguinte, copiados do Antigo Testamento.

A prisão de Cristo como delinquente são relacionadas pelos próprios evangelistas Marcos e Mateus com as predições dos profetas. A fuga dos Apóstolos equivale ao cumprimento da profecia de Zacarias.

Se Jesus não responde à pergunta do sumo sacerdote, relativa ao depoimento das testemunhas, é para que se veja nele o cordeiro conduzido ao suplício sem lamentações, em cumprimento literal da profecia de Isaias. (82Salmo XLI, 10. 83Deuter. XXXII, 39; Isaia XLIII, 10 ss. 84 XIII, 7.)

Quando porém, lhe perguntam se ele é o Messias, já se não cala, proclamando que o é, para que se realize aqui o Antigo Testamento.

Os ultrajes e maus tratos infligidos a Jesus, foram previsto expressamente por Isaías

Os trinta dinheiros da traição de Judas e o seu gesto de atirá-los fora no Templo são tomados à letra do oráculo de Zacarias.

A compra do campo de sangue com os dinheiros da traição, o remorso e o arrependimento de Judas, a sua morte prematura e o gênero dessa morte, a anasarca e a cegueira, tudo isso se encontra em vários textos do Antigo Testamento.

Todo o plano, e até mesmo os detalhes da história da crucificação foram copiados pelos evangelistas do capitulo LIII de Isaías e dos Salmos XXII e LXIX.

Além disso, João preocupado a mostrar em como Jesus é o verdadeiro Cordeiro, acrescenta o hissope, que no Êxodo se emprega no sacrifício do cordeiro pascal.

(85LIII, 7. 86Salmo CX, 1; Daniele VII, 13. 87L, 6. 88XI, 13. 89 Strauss, op. cit., II, XC. 90 Êxodo, XII – 21, 22).

Se Cristo escolhe a Páscoa (mitologia pagã) para ser crucificado, é porque a sua missão é exatamente a do cordeiro pascal, sacrificando-se na dita época para salvar a humanidade do pecado original.

Seja-nos permitido lastimar aqui a grande soma de energia empregada por todos aqueles que, querendo defender a existência humana de Cristo, quebraram a cabeça para explicar aquilo que se vê ser totalmente inadmissível, a não ser que despojassem Cristo de toda a realidade histórica, isto é, a mudança do dia do seu sacrifício, como se esse dia fosse histórico e não simbólico, e ainda como se tal mudança houvesse tido outro fim que não fosse o de mudar o dia da Páscoa hebraica, assim como já tinham mudado o símbolo, substituindo o cordeiro material pelo cordeiro simbólico.

 

Os dois ladrões entre os quais Jesus é crucificado relacionam-se, segundo o próprio Marcos, com a profecia de Isaías.

Mateus e Marcos põem na boca de Jesus as palavras: -Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste? No Salmo XXII, 91 Isaías (LIII - 12). versículo 2, lê-se textualmente:

Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?

As palavras Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem, são postas na boca de Jesus para realizar o que Isaías tinha dito do enviado de Deus, que colocado entre malfeitores e carregado com os pecados de todos, suporta ainda o peso da sua iniquidade

  profeta Zacarias dissera que os habitantes de Jerusalém veriam Jeová trespassado por uma lança. Dali a necessidade de ferir Jesus com a lança, para que, quando ele regressasse às nuvens do céu, fosse possível ver-lhe a ferida (Daniel, VII, 13).

Mas Jesus não era só aquele a quem feriram. Era também o cordeiro de Deus, e precisamente, o cordeiro pascal, de quem se tinha escrito: Não se quebrará nenhum dos seus ossos. Daqui também a necessidade de não lhe quebrarem as pernas, como aos dois ladrões.

Isaías dissera que o servo de Jeová morreria entre ricos e malfeitores. Quanto aos malfeitores, lá estão os dois ladrões, que os evangelistas fazem morrer a seu lado;

quanto aos ricos, fizeram com que o rico José de Arimateia enterrasse Jesus. Isaías dissera

também: Que fazes aqui? Para que fizeste abrir aqui um sepulcro para ti? Porque se abriu um sepulcro num lugar alto, designando uma morada na pedra?.

Isto é o que o evangelista faz dizer a Jesus junto ao sepulcro de José de Arimateia, aberto na rocha.

Jesus ressuscita porque isso está previsto no Salmo XVI (9 ss.) e em Isaías (LIII, 10-12).

Finalmente, sobe ao céu onde está sentado à direita de Deus, em cumprimento do versículo 1 do salmo CX: O Senhor diz ao meu Senhor: senta-te à minha direita, até que eu ponha os teus inimigos como um escabelo a teus pés.

Se quiséssemos continuar em citações, reconstituiríamos, ponto por ponto, o Novo Testamento sobre o Velho. Para o nosso fim, porém, bastam os pontos capitais.

Acrescentaremos, no entanto, que a festa do Pentecostes esta tomada à letra do Antigo Testamento (Deut. XVI, 9-11; Num. XXVIII, 26). A luta de Pedro e Paulo contra

Simão o Mago tem seu motivo simbólico Isaias, XXII, 16., na luta de Moisés contra os taumaturgos egípcios. Salvador prova que o Apocalipse é uma pura cópia dos profetas, principalmente de Ezequiel e Daniel.

Os evangelistas falam de Jesus, dando-lhe três denominações sobrenaturais ou metafórica, além de Cristo e Messias, Filho de Davi, Filho do Homem e Filho de Deus.

Pois bem: tudo isso não faz mais que confirmar o seu caráter simbólico. Filho e descendente de Davi, devia ser o Messias, segundo a teologia hebraica.

A expressão -Filho de Deus - já era usada no Antigo Testamento para designar, não tanto ao povo de Israel , mas aos reis do mesmo, como Davi e Salomão e aos seus mais dignos sucessores .

A expressão Filho do Homem se encontra em Ezequiel, que lhe dá a significação de homem honrado com as mais altas revelações de Deus e em Daniel, onde significa, precisamente, o Messias que virá nas nuvens do céu, segundo se lê em Mateus (XXIV, 30, XXVI, 64).99 98 II, 1, 3, 6, 8; III, 1, 3, 4, 10, 17, etc. 99 VII, 13

Não há, pois, nos Evangelhos, nada que já não estivesse no Antigo Testamento: nada há de novo debaixo do Sol, como dizia Salomão.

Todos as designações de Cristo tinham já sido usados no Antigo Testamento, mais ou menos metaforicamente, enquanto que no Novo Testamento adquiriram o caráter sobrenatural próprio de um mito.

Para aqueles que acreditam que Cristo era um homem a dificuldade é insolúvel, porque, queiramos ou não, Cristo está falando apenas de si mesmo como o Messias que havia de vir, mesmo nos sinóticos e precisamente nessa passagem de Mateus (XXII, 41). A única solução racional é que Strauss dá:

Jesus quis mostrar a superioridade de Davi, do qual era descendente de acordo com a carne ou a lei, enquanto procedia de Deus como espírito.

Essa dificuldade sempre foi o tropeço da cristologia que queria o impossível:

Fazer de Cristo um ser humano inconsistente com as leis da natureza e da história.

Assim sendo, surge a seguinte pergunta:

Qual das alegorias aplicadas a Cristo no Antigo Testamento e nos próprios Evangelhos era verdadeira ?

A pergunta não é sem sentido porque, mesmo no caso de nenhuma das duas ser verdadeira, haveria um meio de se sustentar a tese de que Cristo poderia ter existido, pois se os evangelistas lhe aplicassem por equívoco alegorias indevidas, ainda assim, nada disso se oporia à realidade da existência de Jesus.

Por outras palavras: mesmo quando se objetasse que Cristo não foi mal imaginado para ser mal adaptado às pretendidas alegorias do Antigo Testamento, que então não seriam alegorias, estas foram mal imaginadas para serem mal adaptadas a este personagem que, não obstante, não deixaria de ser histórico.

Enfim! Já não precisamos de cansar-nos muito para demonstrar que efetivamente as alegorias do Antigo Testamento precederam a Cristo, se não cronologicamente, pelo menos mentalidade daquele meio em que ele foi criado.

Porque, ainda mesmo que o Antigo Testamento, nas passagens de onde saiu a concepção do Cristo, não contivesse verdadeiras alegorias mas unicamente expressões poéticas, imagens e figuras retóricas, coloridas com a ardente fantasia oriental dos profetas, isto não desmentiria o fato indiscutível de que os hebreus tinham costume, desde tempos imemoriais, de explicar o Antigo Testamento por meio de alegorias, antes que em suas mentes nascesse a ideia do Cristo.

Em breve, faremos esta demonstração, que pertence à História.

Notemos que Fílon -que não foi colocado entre os padres da Igreja por não ter falado nCristo, e a quem destruíram os livros porque demonstravam que o cristianismo nasceu sem Jesus - Fílon tinha já posto em alegoria o Antigo Testamento.

Fócio, como já vimos, opina que a linguagem alegórica da Escritura procede do próprio Fílon.

A nós, basta saber que o método de interpretar o Antigo Testamento estava já em uso entre os hebreus alexandrinos, antes da... (100 Ernest Havet, O Cristianismo E Suas Origens -O Judaísmo, tomo III, 421 ss., Paris, Lèvy, 1878.101 Primeira parte, cap. III 102)

Não é irrelevante a circunstância de que os simbolistas Hebreus fossem alexandrinos.

Porque esta condição explica perfeitamente a passagem da doutrina, da moral e do culto do Antigo Testamento, que no judaísmo é fechado e nacionalista, para o cristianismo do Novo Testamento, que é um judaísmo mais suave e espiritualizado por influência do helenismo e, sobretudo, da filosofia na época assinalada à vida de Cristo.

Basta que essa fosse a ideia e o espírito dominante daquela época para aplicar a adaptação do mito do novo Redentor, imaginado pelo exemplo dos outros Deuses Redentores, às alegorias que se encontravam ou se julgava encontrar no Antigo Testamento.

E que tais foram a ideia e o espírito dominante naquela época -o que deu nascimento ao Cristianismo, entenda-se -isso confirma-se, de um modo que não admite réplica, com os primeiros padres da Igreja, principalmente com os que nasceram e viveram no mesmo ambiente de Fílon, do qual foram verdadeiros discípulos. Entre eles contam-se Clemente d'Alexandria e Orígenes que, como vimos,são discípulos e seguidores de Fílon, até mesmo na negação da existência histórica de Cristo.

Mas para o provar, não precisamos sair da Bíblia. S. Paulo atribui constantemente um duplo sentido à Escritura, acompanhando as opiniões de Santo oplatônica, que inspirou a famosa Escola alexandrina (Havet, op. cit., III, pp. 433-434. Peyrat, op. cit., pp. 183 ss. Parte I, c. III.  I Cor., IX, 9; X, 1 e ss.; Gal. IV, 21 ss.; Col. II, 16, 17; Eb. VIII, 5; IX, 1 ss.; X, 1). Ambrósio, Santo Agostinho e S. Gregório.

Além disso, a interpretação alegórica foi obra dos mesmos hebreus, do tempo em que a ideia de Cristo tomou corpo.

Tem-se querido ver, nos quadros proféticos, apenas a imagem de um Messias régio guerreiro, que devia fazer renascer o esplendor do reinado de Davi, quando é precisamente o contrário. Porque o verdadeiro plano da paixão de Cristo, está precisamente na imagem famosa de Isaías. Uma imagem não exclui a outra; os hebreus porém acabaram por confundi-las. As provas dolorosas do cativeiro de Babilônia e a dos romanos, acabaram por lhes levar a persuasão de que a época sonhadora de uma nova glória de Davi se afastava cada vez mais, e só então convieram que as dolorosas provas de Cristo (personificação de Israel) e a sua própria morte (Daniel, IX,26) não eram outra coisa mais do que o caminho para chegar à gloria, colocada mais tarde no outro mundo.

De modo que a ideia da ressurreição, estranha primeiramente ao judaísmo, confunde-se logo com os povos orientais, encontrando o seu apogeu no Antigo Testamento, ao se adaptar ao mito do Redentor, que morre e ressuscita. Este é, como demonstramos com os próprios Evangelhos, o plano dos cristãos: adaptar o novo mito às profecias do Antigo Testamento.

Todas as crenças do Evangelho, como tão justamente observa Havet, foram, portanto, sonhos hebraicos, antes de serem dogmas cristãos. Mais certa e precisa é ainda a proposição inversa, isto é, que não foi o Antigo Testamento que preparou o Novo, mas sim este que se adaptou

àquele. Está explicado como puderam existir profetas e um Messias vaticinado.

Não pode ser doutra maneira, a não ser que admitamos o sobrenatural, mas, nesse caso, a filosofia não tinha mais a fazer do que retirar-se.

Se Cristo foi adaptado ao Antigo Testamento, nada fez nem disse que não estivesse já escrito na lei; se a sua própria vinda e a sua morte tiveram lugar em tudo, segundo as profecias;

se os evangelhos faltaram a este plano preconcebido, tanto antes do seu nascimento como antes da sua morte, excluindo toda a possibilidade de autossugestão em Cristo;

se enfim, Cristo nada fez que não fosse sobrenatural ou predeterminado, mística e teologicamente, quem se atreverá a sustentar ainda que ele foi pessoa real e histórica, um homem, um ser limitado e terrestre?

Não, Cristo não foi um homem. Foi um Deus.

Cristo não existiu, não viveu vida própria. Foi apenas uma criação teológica, dogmática e mitológica.

Tal é o testemunho da Bíblia, única fonte que nos fala de Cristo, e que, em lugar de nos subministrar as provas da sua existência, apenas é uma demonstração constante da sua inexistência.

 

Fonte:

EMÍLIO BOSSI (1870 -1920)

Do livro: Jesus Cristo Nunca Existiu

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Especial sobre Jesus e cristianismo primitivo:

https://pt.scribd.com/oicedmocam

Colaborou,

Oiced Mocam

Comentário de Oiced Mocam em 20 março 2015 às 19:47

A PRÓPRIA BÍBLIA FALA DE CRISTO APENAS SIMBOLICAMENTE

EMÍLIO BOSSI

O que deveria ter aberto os olhos aos mais precavidos, e demonstrar a todo o mundo a enorme mistificação de que a humanidade tem sido vítima, durante vinte séculos, julgando que Cristo realmente existiu, é a linguagem que emprega a Bíblia, falando do seu protagonista.

A Bíblia, esta Bíblia, que é o único livro que fala de Cristo, pode pretender fazer-nos crer que Jesus tenha existido como homem, nem mais nem menos que os demais homens?

De nenhum modo!

A vida, o pensamento, a ação, a palavra, a doutrina de Cristo, não existem sequer nos Evangelhos, a não ser enquanto são preditos pelos profetas, previstos pelo Antigo Testamento e pregados pela lei antiga.

Nem um gesto, nem um dito, nem um fato de Cristo se narra nos Evangelhos, que não estejam em relação com a Escritura.

De maneira que as próprias palavras dos Evangelhos o dizem, com uma ingenuidade extremamente infantil que Cristo fez isto porque tal profeta o predisse;

Cristo fez aquilo para que se cumprisse a Escritura.

A começar pelo seu nascimento milagroso. Os Evangelhos dizem-nos que tal acontecimento teve lugar em virtude das palavras do profeta (Mat. I, 22).

Se nasce em Belém, é porque está também escrito pelo profeta (Mat. II, 5). Se foge para o Egito, é porque se cumprem as palavras do profeta:

Chamei meu filho para o Egito. (Mat. II, 14).

 Se Herodes ordena a degolação dos inocentes, é para que se cumpram as palavras do profeta Jeremias (Mat. II, 17).

Se volta à Galileia e vive em Nazaré, é para que se cumpram as profecias, segundo as quais devia chamar-se Nazareno: (Mat. II, 23).

Se Jesus encontra em seu caminho a João Batista, é porque o profeta Isaías o havia predito. (Mat. III, 3).

Se o diabo o tenta, e se Jesus vence a tentação, é porque as Escrituras o haviam predito. Do mesmo modo, o diálogo entre Satanás e Cristo se funda nas próprias palavras dos livros do Antigo Testamento (Mat. IV, I10).

Se Jesus vai a Cafarnaum, é para cumprir uma profecia de Isaías (Mat. IV, 14).

Se prega que não façamos aos outros o que não queremos que nos façam , é porque assim esta escrito na lei e nos profetas (Mat. IV, 12).

Se cura os endemoninhados, é em cumprimento do que lhe diz o profeta Isaías (Mat. VII, 17).

Se fala de João Batista, é para dizer que é aquele de quem estáescrito: É Elias que devia vir (Mat. XI, 10, 14) .

Se cura as multidões e lhes proíbe que o divulguem, cumpre-se o que predisse o profeta Isaías (Mat. XII, 17).

Se tem de permanecer sepultado três dias, é porque Jonas esteve três dias no ventre da baleia (Mat. XII, 40).

Se fala em forma de parábolas para não ser compreendido,

cumpre-se a profecia de Isaías(Mat. XIII, 14).

Se manda buscar um jumento e um jumentinho, fá-lo para cumprir o que lhe, diz o profeta (Mat. XXI, 4).

Quando Jesus está a ponto de ser preso no horto de Getsemani, recusa-se a que o defendam, dizendo: Como poderiam cumprir-se as Escrituras, que dizem ser conveniente que assim suceda? (Mat. XXVI, 54).

Jesus diz que não foi preso pelas multidões quando se sentava junto delas para ensinar no templo, a fim de se cumprirem as Escrituras (Mat. XXVI, 56).

Se Judas o atraiçoa e recebe em paga trinta dinheiros, é para que se cumpra o que disse o profeta (Mat. XXVII, 9).

Se, após crucificado, os soldados dividem a túnica, isso sucede em cumprimento do que predissera o profeta (Mat. XXVII, 35).

Se manda comprar uma espada, é para que se cumpra também a profecia, segundo a qual seria confundido com os malfeitores (Luc. XXII, 36, 37).

Cingindo-nos aos seus Apóstolos, Jesus demonstra que tudo o que lhe sucede é por que convém que todas as coisas escritas acerca dele na lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos sejam cumpridas. E acrescenta: Como também era mister que o Cristo padecesse e ressuscitasse dentre os mortos ao terceiro dia. (Luc. XXIV, 44, 46) .

 Até na Cruz, se Jesus pede de beber, é para que se cumpra a Escritura (João. XIX, 27) .

E, bebido que foi o vinagre, disse: Tudo se cumpriu. E só então, quando viu que nele se tinha realizado a Escritura, inclinou a cabeça e entregou o espírito (João. XIX, 30).

Enfim, se não lhe quebram as pernas na mesma cruz, e se lhe abrem o peito com a lança, é, disse João, em cumprimento da Escritura (João. XIX, 32 – 37).

E basta de exemplos, que não são os únicos em que os Evangelhos obrigam a fazer e dizer a Cristo apenas o que estava escrito no Antigo Testamento.

Mais adiante, demonstraremos que tudo é símbolo em Cristo, ainda mesmo que os Evangelhos o não digam explicitamente, e ainda que não citem as respectivas passagens do Antigo Testamento, e que não veio ao mundo e não procedeu senão para executar o plano teológico preconcebido no Antigo Testamento.

Neste ponto da nossa obra, apenas quisemos deduzir da linguagem dos Evangelistas a confissão de uma circunstância capitalíssima:

Cristo não disse nem foi ele próprio mais do que aquilo mesmo que Escritura ordenou que fosse e que fizesse.

Não nos dirá nada esta circunstância essencialíssima ?

Não significará isto, claramente, que Cristo nunca existiu, tendo-o inventado os Evangelhos para cumprimento das Escrituras?

Pode-se volver e revolver a questão, mas a única conclusão plausível a que se chega é a que nós acabamos de indicar.

Despojai Cristo da sua realidade histórica, e tereis explicada a questão das profecias: deixai-a subsistente, e a questão das profecias será humanamente insolúvel.

Pois bem: como hoje é simplesmente absurdo pensar que possam existir profetas e profecias e que possam realizar-se ponto por ponto, minuciosamente e a distância como devia ter ocorrido com Cristo, havemos de concluir que:

ou as profecias foram inventadas, ou Cristo foi inventado para o relacionarem com as profecias.

Estando a primeira hipótese desmentida pela história e pela circunstância indeclinável de que, em tal caso, as profecias e a sua realização não tivessem deixado nada a desejar, resta-nos somente a segunda, a de que Cristo foi inventado para a realização em si das profecias, hipótese que resolve toda a dificuldade inerente a tal assunto, porque nos fornece a chave para explicar o fato de tantas profecias serem sofísticas a fim de poderem aplicar-se a Jesus, pois não estavam devidamente relacionadas para se conciliarem numa só pessoa.

A mesma hipótese explica o fato, que tantos trabalhos custou aos críticos, das faltas e inexatidões de não poucas profecias, cuja realização os Evangelhos anunciaram pois pode acontecer que existissem ao princípio e logo fossem extraviadas nas numerosas vicissitudes da Bíblia, ou antes fossem alteradas depois.

Fora disso, bastaria que houvesse sido essa a crença dos evangelistas, quer dizer, que tivessem acreditado que as referidas profecias, imaginárias ou exatas, existiram e foram tal qual eles pensavam, para justificar o seu trabalho de adaptação a Cristo de tão decantadas profecias.

Esta solução elimina também radicalmente uma série de outros absurdos encontrados na Bíblia, devido a este plano armado para aplicar Cristo às profecias, porque demonstra que a causa de tantas discordâncias e de tantos contrassensos se fundamenta no fato dos evangelistas, preocupados em escrever acerca de um Cristo imaginário, estudarem somente a forma de o pôr em harmonia com as exigências dogmáticas do assunto, descuidando de adaptá-lo à circunstância da narração e do meio ambiente.

Os positivistas e os racionalistas, não podendo aceitar a pretensão teológica de que Cristo fosse Deus, e que, portanto, a sua vida tivesse sido profetizada por homens inspirados pela vontade divina, mas, não chegando a negar a existência humana de Cristo, esbarravam ainda com o insuperável obstáculo de explicar esse Jesus-Homem, sem o concurso das causas sobrenaturais que negavam. Ante este problema tão heterogêneo, tiveram de submeter os seus neurônios a verdadeiras torturas, como aconteceu com Míron, ou de realizar um tours de force, como aconteceu com Larroque, ou ainda de serem ilógicos, como aconteceu com Salvador, Strauss e Havet, explicando complicadamente uma parte do problema sob o ponto de vista da concepção simbólica e dogmática, e abandonando a outra ao caos em que se envolveu a pessoa humana de Cristo.

Não se atrevendo a saltar o fosso, caíram nos contrassensos da própria Bíblia ao passar da teologia para o naturalismo,

Por exemplo: Renan vê nas profecias de Isaías um raio do olhar de Jesus e pensa que este se julgava o espelho no qual todo o espírito profético de Israel tinha lido o futuro. Só em um ponto adverte que nas últimas palavras de Jesus se nota a intenção de manifestar claramente o cumprimento das profecias.

Nem vale a pena discutir a hipótese de que Cristo acomodasse a sua própria vida às prédicas e se exaltasse a ponto de realizar o profetismo hebraico. Não só concorre contra semelhante hipótese o fato, já por outros notado, de que, para proceder assim, Cristo deveria ter vivido com o Antigo Testamento na mão, mas também a circunstância da sua adaptação às profecias começar com o seu nascimento e não acabar senão com a sua morte.

Fica excluído completamente neste caso, qualquer fenômeno de autos sugestão, tanto mais que se trata de uma vida em absoluto milagrosa, o que nunca deverá  se esquecer.

Salvador combate a opinião dos filósofos, que fazem de Cristo um reformador religioso e social, dizendo que, para que esta opinião fosse fundada, seria preciso que a sua morte fosse unica consequência involuntário e quase acidental dos seus esforços, enquanto que esta formava, pelo contrário, o seu princípio e o seu fim confessados, os quais ele procurava com ardor, em um interesse dogmático e místico.

Salvador esteve aqui verdadeiramente inspirado e poderia ter conhecido toda a verdade se não perdesse o caminho que seguia, terminando no lugar comum de que a vontade de morrer, firme em Cristo, provinha de uma ordem de convicções e de um entusiasmo conforme com as ideias da sua época e com a interpretação oriental dos livros sagrados dos hebreus.

Já vimos contra que obstáculos vão bater este lugar comum. Mas permanece de pé a preciosa confissão de Salvador, que segue imediatamente, depois da passagem citada, e onde diz que, a não ser pela morte que desejava, nada ficaria de Cristo, porque nem os seus dogmas nem a sua moral são frutos da sua inspiração.

Não há termo médio: ou aceitamos a revelação, em conjunto, ou repelimos a natureza humana do Cristo, entregando-o inteiramenteà teologia. Esta está no seu papel, quando diz que as profecias provam a existência de Cristo, o qual se converte, em virtude desta afirmativa, em uma personificação mais ou menos completa daquelas.

Assim o compreendeu Scherer sem que por isso chegasse à consequência lógica que o fato supõe, quando escreve que Jesus nem é um filósofo, nem o fundador de uma nova religião, mas sim o Messias; que a chave da vida de Jesus é o cumprimento das profecias messiânicas; e que esta ideia messiânica é o centro dos fatos evangélicos, a razão de ser histórica de Jesus.

Cristo, portanto, não veio ao mundo senão para cumprir as profecias, e, como isto não é uma ação humana, equivale a dizer que Cristo veio ao mundo apenas como um símbolo, isto é, que Cristo nunca existiu.

Hoje não precisamos mais negar que o Antigo Testamento revela o Cristo. O sobrenatural já nos não preocupa.

Este testemunho da missão de Cristo com relação às profecias é a própria razão de ser de Cristo pois, caso contrário, este já não seria o Messias que os crentes pretendem, por não corresponder exatamente aos vaticínios.

Realmente, esta maneira de ser de Jesus -assim o diz Dide, com exata ponderação dos textos, ainda que não chegue a consequências lógicas -torna o mesmo Jesus e os seus apóstolos indiferentes á Humanidade.

 Quando lemos com imparcial atenção o Novo Testamento, não podemos deixar de reconhecer que o sistema narrativo dos escritores apostólicos exclui todo o interesse e toda a emoção. A vida de Jesus e as aventuras dos Apóstolos desenrolam-se como se fossem uma cena teatral, em que tudo está apontado, previsto e indicado, antecipadamente.

Não é a Humanidade vivendo, pensando, sofrendo, agitando-se.

Se Cristo e os seus realizam isto ou aquilo, executam este ou aquele ato, é porque era preciso que se cumprisse esta ou aquela profecia.

Por isso, temos de escolher, definitivamente: Ou Cristo existiu, e então é Deus, ou não é Deus, e então nunca existiu, porque o Cristo da Bíblia é o único Cristo conhecido, e porque na própria Bíblia ele não é mais do que um personagem sobrenatural e simbólico. Impõe-nos a lógica que o aceitemos tal qual ele é na Bíblia, isto é, como Deus, a não ser que se ponha de parte, sem mais considerações, a sua pretendida realidade histórica, da qual não se escapa.

Quando se reconhece que Jesus era o Messias e que não tem nenhum outro caráter, não se pode humanizá-lo conservando a humanidade e deixando que a divindade se volatilize: um Messias profetizado e um Deus Redentor não é e não pode ser um homem.

Não é licito dividir-lhe a sua natureza em divina e humana e reduzir à expressão mais simples a sua figura humana para o salvar do exílio a que os Deuses, hoje mais do que nunca, estão confinados, segundo afirmou o grande profetizador de Epicuro.

Do contrário, violentaríamos o bom senso, atentando contra ele, e atormentaríamos nossa mente sem resultado algum, por maior que fosse o valor de quem tal fizesse, como sucedeu com Strauss. E nós, atacando cada vez de mais perto os Evangelhos, em breve veremos que, do naufrágio de Cristo nada de humano pôde se salvar.

Veremos que não é possível escrever a biografia de Cristo, que ele não pode ter biografia, já que não teve existência humana. É claro que não seguiremos passo a passo a narração bíblica e nem a linha dos doutos especialistas na matéria.

Reuniremos alguns dos elementos essenciais que concorrem para que qualquer existência humana seja real e vital, elementos esses que faltam a Cristo de modo tão contraditório e absurdo que excluem toda a possibilidade de ter existido um homem em tais condições pela contradição que não o permite.

No entanto, completaremos a demonstração de que Cristo está na Bíblia, apesar desta o não dizer explicitamente, apenas como sendo um personagem puramente e completamente simbólico, elaborado com os dados subministrados pelo Antigo Testamento: verdadeiro ídolo, combinação de materiais preexistentes nas tradições e nos textos religiosos do hebraísmo, modificado e alimentado com a concepção mitológica do Oriente como se fora um mosaico.

Segue II parte,

Oiced Mocam

Comentário de Oiced Mocam em 21 abril 2014 às 21:45

CRISTIANISMO é POLITEÍSTA

Crença em vários deuses. Muitas religiões, principalmente as da antiguidade, eram politeístas. Podemos citar como exemplo a religião do Egito Antigo, Grécia Antiga e Roma Antiga. Os deuses destas religiões costumam assumir diversas funções, muitos deles com forças relacionadas à natureza. O funcionamento do mundo também era atribuído a estes deuses.

Custo a acreditar, que Vc ex-profeta, nunca tenha lido nada sobre lendas, mitologias, referentes a um deus-homem morto  e ressuscitado, conhecidos por diferentes nomes. As histórias de Jesus contem todas as características e semelhanças de outros relatos imortais. Acontecimento a acontecimento, descobrimos que a suposta biografia de Jesus, foi construída e enxertada com temas míticos anteriores. Esses temas foram “tomados de empréstimo” ao paganismo da mesma forma como as festas pagãs foram adotadas como dias santos cristãos.

Como se não bastasse, descobrimos que nem mesmo os ensinamentos atribuídos a Jesus eram originais, mas haviam sido antecipados pelos sábios pagãos e gregos.

O Evangelho  (a fraude) atribuído a Mateus, aparentemente lendo a profecia de Isaías numa tradução grega, entendeu-a da seguinte forma:

 Uma virgem (parthenos em grego) irá conceber”. O que realmente foi escrito no original hebraico era simplesmente que “uma jovem” (almah) irá conceber e dar à luz um filho”.

 Conforme, Bart D Ehrman,

 Uma determinada forma de cristianismo...saiu vitoriosa dos conflitos dos séculos II e III. E ela decidiu qual era o ponto de vista cristão “correto!; estabeleceu quem podia exercer autoridade sobre a crença e a prática cristãs; e definiu quais formas de cristianismo seriam marginalizadas, excluídas, destruídas. Decidiu também quais livros seriam canonizados como as Escrituras e quais seriam excluídos como “heréticos”, portadores de falsas ideias... Apenas vinte e sete entre os primeiros livros cristãos foram incluídos no cânone, copiados  pelos escribas através dos tempos e finalmente traduzidos...Outros acabaram, rejeitados, desprezados, desacreditados, atacados, queimados, praticamente esquecidos – numa palavra perdidos”

Na Grécia Antiga, as pessoas seguiam o politeísmo. Os gregos acreditavam na existência de vários deuses. Estes possuíam forças especiais, porém tinham as qualidades e defeitos dos seres humano. Os deuses gregos eram imortais e viviam interferindo na vida das pessoas na Terra. Os gregos acreditava que, muitas vezes, os deuses deixavam o Olímpo (monte onde viviam os deuses) para relacionarem-se com os mortais.

Tipo, temos Jesus, Deus, Espirito Santo como figuras centrais.
Temos tambem anjos e santos e outros como o diabo e a virgem maria como divindades e que numa religiao tipicamente politeista seriam chamados de sub-deuses, semi-deuses, etc.
Claro que os cristãos vão citar mil versiculos para desprovar essa afirmacao, o que nao adianta muito já que, bem, quem ve de dentro nao costuma ver o todo.

Cristão alegam que a doutrina da trindade pode ser considerada uma forma de triteísmo (não politeísmo já que poli é usado para quantias maiores que três) já que seriam três pessoas diferentes sendo veneradas, se bem que a exemplo das escrituras a veneração do Espírito Santo é bem mais rara que a de Javé ou Jesus. Santa Burralidade!

Não existem pessoas trilingues, mais de 2 é poliglota, logo não faz sentido triteismo.
O meu ponto é que existem “vários niveis de divindades”, realmente o nível superior seria o da trindade, mas num conceito imparcial, anjos, santos, demônio, etc, seriam divindades também.
Jesus seria então um semi-deus como Hercules e Perseus, com menos poderes, claro. No paganismo e em outras mitologias tambem encontramos trindades. No Brasil tambem o aparelho 3 em 1 da Gradiente!

Cristianismo era seita no início e toda seita tem que atrair as pessoas por algum motivo, logo a necessidade de algum tipo de marketing. Ate onde sei, cristianismo surgiu de outras religiões. Afinal, nada surge do nada.
Herdou muito do mitraísmo..., por ex. "Deus" veio de "Zeus", etc.

Antigamente tinhamos deuses para a chuva, raios, etc. Hoje eles não existem mais, não são mais cultuados, pois tais eventos não são mais "misteriosos".

 O cristianismo católico se perdeu nas fusões com o paganismo e, por isso, apresenta traços de politeísmo. Fato! o zoroatrismo foi o precursor do conceito de pecado e expiação, artigos fundamentais de toda a teologia judaico-cristã, do mitraísmo os cristãos escolheram a data do Natal. Judeus não comemoram natal... afinal para eles o Messias ainda não chegou.

 Toda religião se acha única e original mas religiões não surgem do nada, surgem de crenças já existentes, misturando crenças rivais em uma só.

Cara, Jesus não serviu nem como messias "natural", quanto mais sobrenatural. Deus inseminou (sem um pai biológico envolvido) uma virgem chamada Maria, a fim de trazer seu filho encarnado em nosso mundo. A mãe virgem do homem sem pai nunca morreu, mas “foi transportada” corporalmente para o céu.

Ao ler a história da crucificação, que estamos lendo a história ou ficção religiosa? Certamente não a história. 

Na teoria de que Cristo foi crucificado, como podemos explicar o fato de que durante os primeiros séculos de evolução do cristianismo, a arte cristã representou um cordeiro, e não um homem, como o sofrimento na cruz para a salvação do mundo?

Aqui é a coisa que eu gostaria de ajudar você a entender:

Os quatro bilhões de pessoas que não são cristãos olham para a história cristã  exatamente da mesma maneira que você olha para a história de Papai Noel, a história Mórmon e a história muçulmana. Em outras palavras, há bilhões de pessoas que estão fora da bolha cristã, e eles podem ver a realidade claramente.  O fato é que a história cristã é completamente imaginária.

cristãos, com certeza absoluta, que a história cristã é imaginária? 

Porque a história cristã é como a história de Papai Noel, a história Mórmon e a história muçulmana.  Há a inseminação mágica, estrela mágica, os sonhos mágicos, milagres mágicos, ressurreição mágica, a ascensão mágica e assim por diante.  Pessoas fora da fé cristã (os irreligiosos, ateus, céticos, racionalistas...) olham para a história cristã e observam estes fatos.

Depois de Jesus tivemos paz mundial? Não.

Pelo contrário, religiões são e é uma das principais causas de guerras da história humana.
O mundo mudou devido ao atribuído a Jesus? Não, o mundo mudou devido à religião cristã que surgiu indiretamente décadas depois.
Se o cristianismo não tivesse vingado outra religião teria tomado seu lugar com outros conceitos religiosos e você Erijose a estaria defendendo com unhas e dentes. Ficou imaginando se Vc tivesse num país num país de tradição islâmica.  Alah, nós acuda! Rsrsr

Cada religião tem seu deus, mesmo que todas as chamem de Deus. E obviamente, cada religião acha que a outra religião é que está distorcida e só a sua interpretação é a correta.
Sabe como eu chamo isso? Ateísmo seletivo.

 Afirmo que somos ambos ateus (ambos não cremos nos deuses alheios). Apenas acredito num deus a menos que você. Quando você entender por que rejeita todos os outros deuses, entenderá por que rejeito o seu”. —    

                                                                           Stephen Henry Roberts

E a tarefa do pastor é guiar as ovelhas para a tosquia ou o gado para o abate... e nem me venha falar  no atribuído ao fantasma  Jesus (q não escreveu nada) "quem só sabe falar por versículos não sabe falar ou pensar por si só"

Religião é marketing agressivo acima de tudo. E para facilitar a conversão das pessoas para a nova religião... E toda religião que existe ou que já existiu tem a sua "Verdade Absoluta"...
Absoluta pero no mucho...! Os escritos são de décadas depois da suposta existência do mito Jesus, escritos por pessoas que não conheceram o amigo imaginário Jesus pessoalmente.

O cristianismo foi malandro ao nomear o deus dele de Deus mas numa analise justa é politeísta e nisso nem Vv pode discordar.

 MONOTEíSMO:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Monote%C3%ADsmo

 MITOLOGIAS:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Mitologia

 Com insights de: Jumper

Sds,

Oiced

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