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Islamismo, saiba o que é e no que acreditam

Giba

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Faz algum tempo que estou ensaiando escrever sobre o islamismo, para tentar explicar aos que não conhecem de que se trata uma das doutrinas que mais cresce no mundo, assim como fiz no Gibanet.com com outras doutrinas.

Como o islamismo é muito complexo, principalmente para quem tem uma visão ocidental e democrática, vou dividir este tema em várias partes, iniciando com um resumo e depois tratando de cada item mais detalhadamente.

.Islamismo, saiba o que é e no que acreditam - terrorismo-1

Porque o Islamismo é tão radical

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É comum vermos nos noticiários os líderes do islã condenando líderes do ocidente por conta de atos considerados ofensivos ao islã, como por exemplo as charges de Maomé, fundador do islamismo.

Isto acontece por conta do islamismo ser um regime totalitário, onde nada é feito sem a anuência do Estado e eles não conseguem conceber a ideia de liberdade de ações do regime democrático, o que na cabeça deles já é um atentado ao deus que eles acreditam.

O islamismo é mais que uma simples doutrina religiosa, pois é a mistura da doutrina religiosa com a ideia de um governo totalitário pautado na doutrina islâmica do Alcorão, livro por eles considerado sagrado. é expresso na palavra árabe islã, a submissão e subserviência plena a Alá (Allah, em árabe - deus único).

Seus seguidores são os muçulmanos (muslimun, em árabe), que significa, aquele que se submetem a Deus para render-lhe a honra e a glória que lhe são devidas como Deus único.

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O inicio do islamismo

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O fundador do islamismo é Mohammed, conhecido no mundo ocidental por Maomé, o islamismo reúne hoje cerca de 850 milhões de fiéis, incluindo os fieis brasileiros e é a religião que mais cresce em nosso planeta.

Islamismo, saiba o que é e no que acreditam -

Mohammed ou Maomé Nasceu no ano 570 da era cristã e morreu em 632.

Seu nome é derivado do verbo hâmada e que significa "digno de louvor".

Nasceu em Meca na tribo árabe coraixita, e trabalhou como mercador.

Segundo a tradição, aos 40 anos de idade ele recebe a missão de pregar as revelações trazidas de Deus pelo arcanjo Gabriel.

Seu monoteísmo choca-se com as crenças tradicionais das tribos semitas e no ano de 622, Mohammed é obrigado a fugir para Iatribe, que hoje chama-se Medina.

Hoje em Medina existem várias tribos de diferentes ideologias e crenças, que vivem em constante atrito, tanto entre si quanto com as tribos de costumes judaicos.

Mohammed estabelece um acordo de paz entre as tribos árabes e com as comunidades judaicas afim de se unirem para conquistar o controle de Meca e de suas rotas comerciais.

Conquista Meca em 630. Morre em 632, deixando uma comunidade espiritualmente unida e politicamente organizada em torno aos preceitos do Corão.

A fuga de Mohammed de Meca para Medina, em 622, chamada hégira (busca de proteção) marca o início do calendário muçulmano e indica a passagem de uma comunidade pagã para uma comunidade que vive segundo os preceitos do Islã.

A doutrina do profeta e a ideia de comunidade do Islã (al-Ummah) formam-se durante a luta pelo controle de Meca: Todos os muçulmanos são irmãos e devem combater todos os homens até que reconheçam que só há um Deus, Allah.

Eles também acreditam que o islã é a versão completa e universal de uma fé primordial que foi revelada em muitas épocas e lugares anteriores, incluindo por meio de Abraão, Moisés e Jesus, que eles consideram profetas.

Os seguidores do islã afirmam que as mensagens e revelações anteriores foram parcialmente alteradas ou corrompidas ao longo do tempo, mas consideram o Alcorão como uma versão inalterada da revelação final de Deus.

.Islamismo, saiba o que é e no que acreditam - ashura

Conceitos e práticas do islamismo

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Os conceitos e as práticas religiosas incluem os cinco pilares do islã, que são conceitos e atos básicos e obrigatórios de culto, e a prática da lei islâmica.

O Livro Sagrado do islamismo é o Alcorão, que significa recitação é foi revelado a Mohammed pelo arcanjo Gabriel e redigido ao longo dos cerca de 20 anos de sua pregação. É fixado entre os anos de 644 e 656 sob o califado de Uthman ibn Affan e é composto por 6.226 versos em 114 suras (capítulos). Traz o mistério do Deus-Uno Allah e a história de suas revelações de Adão a Maomé, passando por Abraão, Moisés e Jesus, e também as prescrições culturais, sociais, jurídicas, estéticas e morais que dirigem a vida individual e social dos muçulmanos.

A Suna é a segunda fonte doutrinaria do islamismo e é um compêndio de leis e preceitos baseados nos ahadith (ditos e feitos), conjunto de textos com as tradições relativas às palavras e exemplos do Profeta Mohammed.

Todo muçulmano deve prestar o testemunho (chahada), ou seja, professar publicamente que Allah é o único deus e Mohammed/Maomé é seu profeta; fazer a oração ritual (salat) cinco vezes ao dia (ao nascer do Sol, ao meio-dia, no meio da tarde, ao pôr-do-sol e à noite), voltado para Meca e prostrado com a fronte por terra; dar a esmola legal (zakat) para a purificação das riquezas e a solidariedade entre os fiéis; jejuar do nascer ao pôr-do-sol, durante o nono mês do calendário muçulmano (Ramadan); e fazer uma peregrinação (hadjdj) a Meca ao menos uma vez na vida, seja pessoalmente, se tiver recursos, ou por meio de procurador, se não tiver os devidos recursos.

A Grande Festa ou Festa do Sacrifício (Eid Al-Adha) é celebrada no dia 10 do mês de Thul-Hejjah (maio/junho).

A Pequena Festa (Eid Al-Fitr), celebrada nos três primeiros dias do mês de Shaual (março/abril), ao final do jejum do mês de Ramadan , comemora a revelação do Alcorão.

Celebra-se ainda a Hégira, o Ano-novo do calendário muçulmano, no dia 1º do mês de Al-Moharam (junho/julho), e o aniversário de nascimento do Profeta, no dia 12 do mês de Rabi'I (agosto/setembro).

O Calendário muçulmano mede o ano pelas 12 revoluções completas da Lua em torno da Terra e é, em média, 11 dias menor do que o ano solar. A hégira, fuga de Maomé de Meca, marca o Ano-novo.

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As subdivisões do islamismo

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Assim como o Judaísmo, o Budismo e o Cristianismo, o islamismo também tem suas subdivisões, entre elas há dois grandes grupos, os sunitas e os xiitas. Essas tendências surgem da disputa pelo direito de sucessão a Maomé. A divergência principal diz respeito à natureza da chefia: para os xiitas, o líder da comunidade (imã) é herdeiro e continuador da missão espiritual do Profeta; para os sunitas, é apenas um chefe civil e político, sem autoridade espiritual, a qual pertence exclusivamente à comunidade como um todo (umma). Sunitas e xiitas fazem juntos os mesmos ritos e seguem as mesmas leis (com diferenças irrelevantes), mas o conflito político é profundo.

Os sunitas são os partidários dos califas abássidas, descendentes de all-Abbas, tio do Profeta. Em 749, eles assumem o controle do Islã e transferem a capital para Bagdá. Justificam sua legitimidade apoiados nos juristas (alim, plural ulemás) que sustentam que o califado pertenceria aos que fossem considerados dignos pelo consenso da comunidade. A maior parte dos adeptos do islamismo é sunita (cerca de 85%). No Iraque a maioria da população é xiita.

Os Xiitas, Partidários de Ali, casado com Fátima, filha de Maomé, os xiitas não aceitam a direção dos sunitas. Argumentando que só os descendentes do Profeta são os verdadeiros irmãos: guias infalíveis em sua interpretação do Corão e do Suna, graças ao conhecimento secreto que lhes fora dado por Deus. São predominantes no Irã e no Iêmen. A rivalidade histórica entre sunitas e xiitas se acentua com a revolução iraniana de 1979 que, sob a liderança do aiatolá Khomeini (xiita), depõe o xá Reza Pahlevi e instaura a República islâmica do Irã.

Outra denominação que tem origem nos tempos históricos do Islã é a dos kharijitas. Historicamente, consideravam que qualquer homem, independentemente da sua origem familiar, poderia ser líder da comunidade islâmica, opondo-se às polêmicas de sucessão entre sunitas e xiitas. Os membros desse grupo hoje são mais comumente conhecidos como muçulmanos ibaditas. Um grande número de muçulmanos ibaditas vive hoje no Omã.

Outro ramo influente do pensamento islamista veio do movimento wahhabita na Arábia Saudita. O movimento wahhabita surgiu no século XVIII baseado fundamentalmente no monoteísmo do Alcorão e da sunnah, resgatado por Muhammad ibn Abd al-Wahhab. Neste resgate, levantou-se a questão que seria necessário viver de acordo com os ditames estritos do islã, que eles interpretavam como a vida de acordo com os ensinamentos do profeta Maomé e os seus seguidores durante o século VII em Medina. Consequentemente, eles opunham-se a muitas inovações desenvolvidas desde esse tempo, incluindo o minarete, orações perante a sepulturas de seus antepassados, considerando atos de idolatria, e mais tarde televisões e rádios. Muhammad ibn Abd al-Wahhab, também nesse resgate, considerou que aqueles Muçulmanos que violam as interpretações da sunnah e do Alcorão são heréticos, e que estes deveriam sofrer punições.

Quando o rei Abdul Aziz al-Saud fundou a Arábia Saudita, ele trouxe consigo os resgates que Muhammad ibn Abd al-Wahhab realizou para o poder. Com o crescer da proeminência Saudita, este movimento espalhou-se, em especial após a Crise do petróleo de 1973 e o consequente acréscimo da riqueza da Arábia Saudita.

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O islamismo hoje

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Atualmente o movimento wahhabita continua sendo um dos mais fanáticos; na Somália, seus adeptos impõem sua orientação pela força, proibindo filmes, jogos de futebol, e qualquer forma de música, mesmo em telefones. No Sudão, seguindo a mesma orientação extremista, a policia prende as mulheres vestidas com calças compridas obrigando-as a pedir desculpas em público por este ato considerado por eles ofensivo.

Um movimento recente no Islão sunita é o dos wahhabitas, assim denominados por ocidentais e por pessoas de fora dessa corrente ideológica. O wahhabismo é um movimento fundado por Muhammad ibn Abd al Wahhab no século XVIII, naquilo que hoje é a Arábia Saudita. Os wahhabitas consideram-se sunitas e alguns afirmam seguir a escola hanbalita. O wahhabismo tem uma grande influência no mundo islâmico pelo fato de o governo saudita financiar muitas mesquitas e escolas muçulmanas existentes em outros países.

Existem outras divisões do islamismo, entre eles os zeiitas, hanafitas, malequitas, chafeitas, bahais, hambaditas. Eles aceitam Alá como deus único, reconhecem Maomé como fundador do Islamismo e aceitam o Corão como livro sagrado. As diferenças estão na aceitação ou não da Suna como texto sagrado e no grau de observância das regras do Corão.

O Islã no Brasil conta com 35.167 seguidores, segundo dados do censo demográfico de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Porém, algumas instituições islâmicas brasileiras consideram que o número de seguidores é muito superior a isso. A Federação Islâmica Brasileira defende que há cerca de 1,5 milhão de fiéis do Islã no país e estima que 50 mesquitas e mais de 80 centros islâmicos estão espalhados pelo Brasil.  No censo anterior, de 1991, o IBGE não tratou o islamismo de maneira isolada, estando os muçulmanos incluídos na categoria de "outras religiões", um grupo que englobou quase 51.000 brasileiros. Mais recentemente, o número de brasileiros convertidos ao islã cresceu 25% entre 2001 e 2011.

Este é um apanhado geral e bem superficial, apenas para que você saiba o que é e como surgiu o islamismo. Trarei outros textos para tentar explicar o que são cada um dos itens desta doutrina, o porque do seu fundamentalismo radical, o porque da pregação do ódio aos infiéis e os motivos que os levam a cometer atos terroristas.

Confira os conceitos básicos do islamismo clicando aqui.

Grande abraço.

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Tags: Maomé, Mohammed, Religião, islamismo, islã, muçulmano

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Comentário de Oiced Mocam em 9 março 2014 às 18:51

 VIDA ETERNA NO PARAÍSO ISLÂMICO! 

   - “O Sagrado Alcorão” descreve muitos detalhes da “glória” e dos prazeres que aguardam os que honram ao Deus Alá levando uma vida de bom muçulmano. Maomé promete delícias. Almas pacientes e obedientes podem ter a certeza de que, vestidas com sedas e cobertas de jóias, irão passar a eternidade em um vasto jardim recortado por agradáveis riachos e lagos quadrangulares e sombreados por verdes árvores (e palmeiras de ouro com sinos de cristal). Também poderão ficar o tempo que quiserem reclinados em divãs de seda à entrada de suas barracas, comendo as mais finas iguarias. Eunucos e morenas de olhos negros, lhes servem em trezentos pratos de ouro o peixe Nun, e costeletas de búfalo Balam. O vinho não será proibido, como na Terra; ao contrário, lhes será servido em taças de prata por lindas criadas.

Para o muçulmano (aquele que se submete) afortunado o bastante a ponto de alcançar o “paraíso” há outra recompensa para os justos também. Sedutoras e 72 lindas virgens, jamais tocadas por um homem, atenderão aos seus anseios e satisfarão todos os seus desejos sexuais

. Segundo os hadith, Maomé teria dito:

"Existe no paraíso um mercado onde não há compra ou venda, mas homens e mulheres. Quando um homem deseja uma mulher ele vai até lá e tem relações sexuais com ela."
 
Al Hadis, Vol. 4, p. 172, No. 34

 Vejam só que bela descrição de paraíso!!! Não é à toa que os caras se explodem, não é verdade? Aqui na Terra uma vida miserável mas lá no paraíso muito sexo, comida, bebida e até almofadas! O anjo Israfil descanta melodiosas cantilenas, que as huris acompanham com suas vozes, pássaros acompanham o coro celeste.

Está dito que irão ter a alegria máxima de recitar o Alcorão e que merecerão o supremo êxtase de ver o rosto de Alá. Ao redor dessas mulheres haverá crianças que jamais se tornarão adultas. Nenhum candidato a homem-bomba iria ficar mesmo muito entusiasmado em abandonar esta vida quando soubesse que sua recompensa por morrer abraçado em dinamite seria um suprimento vitalício de passas.

Claro, uma vez que as mulheres muçulmanas não têm nenhum impulso sexual, não haverá parceiros sexuais à espera delas no paraíso.

 Os muçulmanos fiéis, (e quem é diferente é uma ameaça) que quiserem alcançar o paraíso, devem observar os Cinco Pilares do Islamismo: fé, oração, caridade, jejum e peregrinação a Meca pelo menos uma vez na vida.

Acreditam cegamente na predestinação, ou seja que, cada coisa diária que acontece a uma pessoa foi determinada por Deus.

A tradição muçulmana diz que, deve-se conhecer o segredo de morrer antes da morte de morrer. Segundo as crenças, o dia do Julgamento Final é o momento em que cada ser humano será ressuscitado e julgado na presença de Deus pelas ações que praticou. Os seres humanos livres de pecado serão enviados diretamente para aquele Paraíso, enquanto que os pecadores devem permanecer algum tempo no Inferno antes de poderem também entrar no Paraíso, porém com um detalhe, os hipócritas religiosos que se diziam religiosos e nunca foram permanecerão eternamente no inferno. Ainda, a chegada do Julgamento Final será antecedida por vários sinais, como o nascimento do sol no poente, o som de uma trombeta e o aparecimento de uma besta. Não acreditam na reencarnação, somente no Juízo Final. É morrer e passar para a vida eterna.

Abraços a todos,

Oiced

Comentário de Oiced Mocam em 17 outubro 2013 às 23:03

Democracia, um desafio para o Islamismo

O Islamismo como a religião que mais cresce no mundo é a segunda do planeta e continua em alta, com  um contingente acima de 1,5 bilhão de fiéis, o que representa um quinto da população mundial. Numa crença cujo próprio nome, Islamismo, significa submissão aos desígnios de único Deus – Alá, difundidos pelo profeta Maomé (570-632), há uma tendência de domínio das autoridades religiosas sobre a sociedade civil.

Esse é um terreno fértil para a expansão dos fundamentalistas que, além de não conseguirem conviver com o pluralismo, às vezes fornecem quadros para o terrorismo, mesmo involuntariamente. O mundo muçulmano se viu confrontado em 11 de setembro de 2001 com o desafio de demarcar as fronteiras da religião com o fanatismo sangrento, personificado na figura ex-terrorista do saudita Osama-Bin -Laden.

Para a maioria dos analistas, só será possível os países muçulmanos avançarem no processo de democratização, começando pela separação entre Estado e a Religião como aconteceu com o cristianismo a partir do século XVI. Hamas é um dos movimentos de resistência islâmica, e, em português significa “devoção”. Que misturou nacionalismo com religião.       

O grande desafio do Islã é construir um modelo muçulmano de democracia, o que significa uma ruptura com o fundamentalismo religioso, com alternância de poder e partidos políticos com sufrágio universal. A Indonésia, o mais populoso país muçulmano com sistema laico, tem quase 90% de seus mais de 220 milhões de habitantes rezando em direção a Meca. E começa, depois de décadas de ditadura militar, a buscar esse modelo democrático pluripartidário e o processo de instauração da cidadania deverá variar de acordo com cada realidade. Acredito que governos devem ser totalmente neutros ou seja a “separação entre a Igreja e o Estado”.  Na Turquia, que convive há tempos com uma tradição laica, este processo está desenvolvido. Em Istambul (antiga Constantinopla-Império Romano do Oriente - até 1453) onde Oriente e Ocidente se encontram a maioria islâmica é um exemplo de convivência pacífica entre credos e tradições de outras religiões.  A própria Arábia Saudita com seu regime autoritário e monarquia absoluta tem mostrado alguns avanços. Embora, pelas leis da Arábia Saudita, as mulheres são tratadas como menores, necessitando de uma autorização do homem que tem a sua guarda se quiserem estudar ou trabalhar, assim como para sair do país.

Os países muçulmanos precisam investir com urgência em uma interpretação moderna dos valores básicos – amor e fraternidade – do Islã.  Sem isso, será difícil evitar que o Islamismo seja visto como uma religião intransigente, raivosa, agressiva e belicosa pelo resto da sociedade, e como conseqüência sejam julgados pelo que alguns criminosos e governantes aprontam em seu nome. Enquanto o terrorismo fundamentalista existir continuará sendo uma ameaça a civilização. O ex-sanguinário Saddam Hussein (Koemini, também), se proclamou sucessor da Nabucodonosor, rei da Babilônia (que destruiu o Templo de Salomão e mandou os hebreus para o exílio), cometeu as piores atrocidades contra seu próprio povo e países vizinhos. Morreu enforcado. Havia colocado na bandeira iraquiana: “Deus é grande” e construído a maior mesquita da região e a batizou com o nome de: “A mãe de todas as batalhas”. Ali Hassan Al-Majid, o primo de Saddam, colaborador do regime na Campanha Anfal (1987-1988), conhecido como o “Ali Químico”, matou 180 mil curdos, através de armas químicas.

Na fulgurante Babilônia atual Iraque, território bíblico sagrado, berço do Código de Hamurabi, com um sistema de penas para delitos e transgressões e proteção das mulheres, onde teria acontecido o Dilúvio a história da Arca de Noé  (O Dilúvio nunca existiu, e a história foi inspirada pelos hebreus  no mito de Gilgamesh), surgiu um dos mais sanguinários  ditadores da humanidade no mundo atual. Banhou de sangue essa terra magistral, lançando sombras sinistras sobre um território que havia transformado o homem bárbaro em civilizado na maior experiência humana da antiguidade mesopotâmica (babilônios, sumérios, assírios, persas, gregos, romanos, caldeus, hititas...) . Realizou uma das mais indecentes perversões, já perpetuada contra a liberdade humana.

Ora, ora...as religiões não são diferentes do racismo, uma versão dela “inspira” e provoca a outra. No decorrer da história já vimos que religiões são multiplicadores de ódios entre tribos e países.

Quando digo inspira, vejam o exemplo e interesse do ex vice-presidente de Bush, Dick Cheney, que foi secretário de Defesa em 1991. Durante anos Cheney, foi um ano antes de ser o vice de Bush, em 2000, diretor-presidente da empresa Halliburton, onde ganhou US$ 36 milhões em salários e gratificações, segundo o New York Times e outros jornais. A Halliburton apareceu envolvida em falcatruas bilionárias em obras para reconstruir o que os EUA destruíram no Iraque. Em 2003, obteve do exército e do governo um contrato de US$ 1,4 bilhões de dólares, ainda que auditores do Pentágono demonstrassem que a Halliburton tinha superfaturado US$ 61  milhões no envio de gasolina ao Iraque.

       George W Bush, sua primeira eleição foi duvidosa. Com menos votos populares que o democrata Al Gore. Só a fraude eleitoral no Estado da Flórida (governado pela família Bush) o levou a ser proclamado “eleito” pelo intrincado mecanismo do colégio eleitoral. O desastrado presidente fundamentalista religioso conseguiu reeleger-se. Invadiu o Afeganistão, ocupou o Iraque para usufruir dos campos de petróleo. Parte da Europa, o apoiou, outra o incriminou. A indústria bélica americana passou a ganhar orgias de lucro. Bush filhou, legou trilhões de dívidas públicas e milhares de mortos.

Para os americanos o mundo é oval, porque tudo que se resolve na Casa Branca é resolvido no Salão Oval. Daí a administração incompetente e política fracassada dos republicanos, quando estavam no poder. Estima-se que duas gerações terão que trabalhar duro para pagar esse rombo da guerra e da crise financeira recente!

Ataques suicidas, com requintes de crueldade poucas vezes vistos, são protagonizados agora também por mulheres-bomba, que carregam explosivos amarrados ao seu próprio corpo, sob o tradicional manto islâmico. Matam e ferem centenas, como forma de protesto e em nome do profeta.

Lembram do 11 de Setembro 2001? Com milhares de mortos, atribuído a Osama, filho de Mohamed Bin Laden, que teve 22 mulheres e 53 filhos.

         Vejamos a opinião da autoridade muçulmana sobre o assunto,

Que reproduzo por uma questão de bom senso, representada pela grande maioria do clero brasileiro e mundial. O Xeque Ali Mohamed Abdduni, do Conselho Superior para Assuntos Islâmicos no Brasil, que explicou em 2011, aos não muçulmanos: 

“- ...que a verdadeira preocupação muçulmana de sua religião, é ser pacífico e tolerante. A palavra Islã, significa paz, justiça e submissão total à vontade de Deus. A guerra só pode ser uma forma de um muçulmano se defender, ainda assim dentro do seu território. Quando alguém comete um atentado, nós repudiamos. Quando for provado que Osama Bin Laden organizou os atentados de 11 de setembro, ele também será condenado pelo Islã. O responsável deve ser julgado e punido, seja quem for, seja de que religião for. Muitas vezes, não sabemos se realmente os autores são muçulmanos, mas, se for, somos contra da mesma maneira. Se uma pessoa, se submeter à vontade de Deus, ela jamais terá envolvimento com o terrorismo”. O Islã, tem catorze séculos de existência, uma história marcada pela tolerância. Se o Brasil, a Espanha e a América Latina, são hoje católicos, isso se deve à tolerância que prevaleceu nos oito séculos em que o império muçulmano dominou a Andaluzia, na Península Ibérica”

O Irã, antiga Pérsia, da seita minoritária xiita, é admirado pelas massas árabes a majoritariamente sunitas. E a maioria dos países árabes teme que o Irã atômico se imponha como o país líder do Oriente Médio. O presidente do Irã não se cansa de ameaçar com o fim do que chama de destruir o Estado sionista. Israel tem território equivalente à cerca de 2% a do Irã. Israel nasceu depois da matança de milhões de judeus pelos nazistas e considera o Irã uma ameaça atômica de destruição em massa.  Centenas de petroleiros passam diariamente pelo Estreito de Hormuz, entre Omã e Irã, carregando 40% do petróleo consumido pelo mundo. Nas águas próximas ficam em vigilância as poderosas frotas americanas e inglesas, para garantir a navegação. No meio do barril de petróleo, o fanatismo religioso, a bomba atômica iraniana e as esperanças de paz com a diplomacia internacional do novo e 44º presidente americano, agora democrata.

Algo, que algumas religiões cristãs tem em comum, é a inércia, praticando e exercendo o poder através de dogmas do passado num mundo moderno e cientifico. Os chineses, sempre tiveram a visão e a percepção de um mundo dinâmico. Para eles: crise é mudança, perigo é oportunidade. Mudanças acontecem, o antigo e o novo se harmonizam com o tempo, resultando daí nenhum dano para elas. A história nós ensinou assim. Enquanto os EUA, desperdiçam 3 (três) trilhões de dólares na Guerra do Iraque, dinheiro que também  sai indiretamente  dos bolsos de todos os países latino americanos. 

Nem todo mulçumano é árabe e nem todo árabe é mulçumano, existem brasileiros mulçumanos e árabes católicos, não existem católicos mulçumanos nem mulçumanos católicos. Um país árabe, deu o primeiro passo, na construção de uma das mais modernas e bem equipadas Universidades no Oriente Médio, no valor de bilhões de dólares, onde as mulheres poderão chegar e freqüentar dirigindo e estacionando os seus próprios automóveis no campus universitário.

Um homem de consciência e de moral, não irá à guerra, embora muitas escrituras religiosas digam que é virtuoso, sacrificar-se pela sua nação, pela sua religião. E a guerra é certamente imoral. Nem os papas, nem os profetas podem convencer ninguém que em nome de Dele você tem que matar. Um homem consciente, um cristão não pode ser enganado por palavras e dogmas. Os muçulmanos dizem que se você morrer numa guerra religiosa, a sua recompensa será enorme no outro mundo. E você por esse ato imoral será recompensado no outro mundo.

       Al-Razi ou  Abu Bakr Ibn Mohammad Zakariya al-Razi (887-955 d.C.), Filósofo, físico, músico, médico e alquimista iraniano e muçulmano nascido em Rayy, no Irã, um dos maiores nomes da história científica árabe. Acreditava que as pessoas comuns tinham inicialmente sido levado a crença por figuras de autoridade religiosa e pelo status quo.  Ele acreditava que estas figuras de autoridade foi capaz de continuamente enganar o povo ", como resultado de [os religiosos] sendo muito acostumado a sua denominação religiosa, como os dias passaram e ela se tornou um hábito. Porque eles foram iludidos pelas  barbas das cabras , que se sentam nas fileiras em seus concílios, esticando suas gargantas em contar mentiras, mitos e sem sentido "ciclano disse, fulano disse-nos o nome de fulano ..." 

        Ele acreditava que a existência de uma grande variedade de religiões é, em si, a prova de que foram feitos todos pelos homens, dizendo: "Jesus afirmou que Ele é o Filho de Deus, enquanto Moisés alegou que não tinha filho, e Muhammad alegou que Ele [Jesus] foi criado como o resto da humanidade. "  e " Mani e Zoroastro contradisse a Moisés, Jesus e Maomé sobre o Eterno, o vir a ser do mundo, e as razões para [a existência] do bem e do mal”.

Sobre o Alcorão , Razi disse:

      Desde o início da história humana, todos aqueles que se diziam profetas eram, em sua pior hipótese, tortuosos e com a sua melhor hipótese tinha problemas psicológicos.

Al-Razi dirigiu seu ataque mais veemente contra os livros sagrados em geral, incluindo o Alcorão, porque ele viu como ilógico e contraditório. Ele também acreditava que todos os seres humanos eram iguais em suas capacidades intelectuais como eles estavam em todas as outras coisas. Não faz sentido, portanto, que Deus deve destacar uma pessoaintermediária, dentre eles, a fim de revelar-lhe sua sabedoria divina e atribuir-lhe a tarefa de guiar os outros seres humanos. Além disso, ele descobriu que os pronunciamentos dos profetas e histórias, muitas vezes contraditórias com as de outros profetas.  Se sua origem foi uma revelação divina, como se afirma, as suas opiniões teria sido idênticas. A idéia de um mediador divinamente nomeados, portanto, um mito.

       Al-Razi entendia que no porão da crença religiosa na sociedade, que ele atribuiu a vários fatores.  Em primeiro lugar, os sistemas de crenças espalhado principalmente por meio da propensão humana para imitar e copiar outros. 

Em segundo lugar, a religião e a popularidade repousava sobre a aliança estreita entre clérigos e líderes políticos.  Os clérigos, muitas vezes utilizado esta aliança de impor suas próprias crenças pessoais sobre as pessoas pela força sempre que o poder de persuasão falhou.

Em terceiro lugar, o caráter luxuoso e imponente do vestuário dos homens religiosos contribuíram para a alta conta em que foram realizadas por pessoas comuns. Finalmente, com o passar do tempo, as idéias religiosas tornaram-se tão familiar que quase virou em instintos profundos que já não eram questionados.

Ao examinar esse capítulo da história islâmica, independentemente da validade ou não das opiniões expressas, não podemos deixar de se sentir surpreso com o fato de que os pensadores islâmicos do século 10 tinham a liberdade de discutir e publicar seus "heterodoxas" ideias, enquanto o mundo islâmico, agora não pode, ou não, lidar com qualquer forma de dissidência intelectual. Pode ser razoável sugerir, então, que o problema do Islã não se encontra nos textos e tradições herdadas, mas na interpretação. A herança islâmica, como os cristãos, é composto de um corpo enorme de comentários e interpretações, que foram produzidos em vários períodos da história a resolver problemas específicos à sua idade. É preciso lembrar que as escrituras cristãs não mudaram desde a Idade Média. Foi em nome desses textos muito que inúmeros chamados hereges eram queimados na fogueira.

Há pouca dúvida de que os estudiosos islâmicos têm a tarefa e a responsabilidade de rever a tradição e a re-enfatizar os valores humanos da tolerância e da liberdade de pensamento.  Eles não têm que olhar longe para esses valores. Todos eles são obrigados à fazer é chegar a fundo em seus próprios princípios culturais para recuperar as pérolas e descartar os resíduos.

Com o desafio lançado elas poderão rever seus valores e conceitos ultrapassados, investindo naquilo que é óbvio, no que elas tem de melhor. Realizar efetivas, rápidas e profundas mudanças culturais, com foco no aprimoramento do seu capital humano e ouvindo as “vozes” dos seus “clientes consumidores” devotos. Há uma série de movimentos pró-democracia no Oriente Médio. Diversas medidas de liberdade são necessárias. E essas deveriam incluir os direitos políticos, direitos econômicos, a liberdade de imprensa e as liberdades civis. É necessário que as religiões realizem urgentemente um diálogo, pois todos nós fazemos parte do “humano”, somos todos iguais clamando por justiça e paz.  É necessário uma reforma urgente antes de se desintegrarem completamente e cometerem mais danos à humanidade por uma eterna disputa de terra.

 Colaborou, Oiced Mocam     
ET: Atena, muito interessante (e preocupante)o vídeo postado!

Gilberto. Estamos aguardando mais informações sobre o Islamismo.

Comentário de Carla S. em 16 outubro 2013 às 1:03

   Sim meu caro Gilberto.

É isso que quis deixar aqui com meu relato, porque com tanta informação as pessoas confundem tudo, e talvez se alguém ver um muçulmano ou muçulmana na rua pode até atravessar para o outro lado da calçada com medo, por não entender que depende muito do meio em que se vive.

Saudações!!

Comentário de Gilberto Vieira em 15 outubro 2013 às 23:11

Carla, o islamismo é tão segmentado quanto o cristianismo, tendo desde os mais radicais aos mais moderados.

O que permite a moderação é o país onde se professa a fé.

Por exemplo, se um país for comandado pelo Talibã, não há a possibilidade de ser moderado.

Eu ainda irei abordar aqui as diferentes faces do islã e trazer mais detalhes sobre os grupos xiitas e sunitas.

Comentário de Oiced Mocam em 15 outubro 2013 às 15:18

Festival do Sacrifício no Islamismo

Cabra observa rua de dentro de uma van, enquanto é levada para um mercado em Islamabad, no Paquistão. Muçulmanos de todo o mundo estão se preparando para celebrar o Festival do Sacrifício, que marca o fim do Hajj, peregrinação anual do Islã. Durante a comemoração são sacrificados camelos, cabras, ovelhas e vacas, em homenagem ao profeta Abraão, que se prontificou a sacrificar seu filho em obediência a Alá   Faisal Mahmood/Reuters

Veja a foto:

http://noticias.uol.com.br/album/album-do-dia/2013/10/14/imagens-do...

Sem maiores comentários,

Oiced

Comentário de Carla S. em 15 outubro 2013 às 14:31

Meu caro Ivo, creio que se confundiu no meu nome..hahaha  , mas que bom que você entendeu exatamente oque eu quis dizer.. saudações!

Comentário de Ivo S. G. Reis em 15 outubro 2013 às 3:24

Rá, rá, rá, rá! Isso é um verdadeiro samba do crioulo doido. Onde é que você acha essa coisas, Oiced?

Carla:

Quero destacar esta parte do seu comentário:

[...] "É a cultura em que nasceram, suas famílias que eu também conheço, foram criadas nessa cultura antes deles. Não sei, mas deveria acontecer uma revolução religiosa global , acontecer algo extraordinário, uma descoberta talvez, para que enxergassem de vez as coisas, mas sou muito pequena diante de tudo isso."

Você bateu em cima. É exatamente isso o que acontece: uma questão cultural e também de tradição. Como regra geral, a pessoa segue a orientação religiosa de seus pais ou a predominante no país em que nasceram. Essa influência começa já nos primeiros anos de vida e persiste até a idade adulta. Na idade adulta, somente uma minoria, à custa de muito sofrimento, consegue se libertar e ter opiniões próprias. Para os muçulmanos, isso só é possível abandonando os seus países de origem porque tentar isso lá dentro, se não for um suicídio, é no mínimo altamente perigoso. No judaísmo é mais brando, mas a pessoa se sente também rejeitada na comunidade judia e no seio da própria família. Apenas a religião católica, dentre as 3 grandes abraâmicas, é mais liberal. Mas também exige um certo sacrifício do desertor porque, neste caso, é uma luta consigo mesmo, com os falsos valores morais que lhe foram implantados desde a infância.

Só posso concluir que um dos principais objetivos das religiões (para não ter de citar todos) é o proselitismo e a intimidação, para manter os eternos "prisioneiros da fé". Com que finalidade? Não é difícil de entender.

Comentário de Oiced Mocam em 15 outubro 2013 às 0:14

Islamismo com humor!

Apesar de Maomé ser brasileiro, oriúndo de Garanhúns, era o décimo quarto filho de Raimundo e Jacinilda, nasceu falando Árabe e lutava kung-fu, fato que chocou seu pais que nunca entenderam uma palavra do que ele falava. Quando Maomé atingiu a idade adulta de 12 anos, mudou-se para o Ceará onde vendia coco na praia, numa noite no seu caminho para casa montado ao lombo de seu jumento, recebeu a visão que iria transformar a sua vida, um anjo apareceu em seu caminho e disse que ele deveria ir para Meca, sem hesitar mudou de direção e munido de seus cocos para a longa viagem atravessou o oceano atlântico no lombo do jumento, cruzando posteriormente o escaldante deserto do Saara e passando pelas pirâmides do Egito, cruzou o mar vermelho de carona com Moisés já que era mais barato do que pagar sozinho a travessia da balsa, de embalo acompanhou Moisés e viraram bons amigos. A parceria rendeu frutos e lançaram um CD em parceria que agitou os Israelitas que estavam acampados aos pés do Monte Sinai.

Posteriormente este episódio iria gerar uma série de problemas, Moisés e Maomé foram fazer um show só para Deus e convidados, isso aconteceu no momento em que ambos estavam de passagem por Gaza onde o povo estava animado com música recém lançada de seu primeiro CD, o evento deu origem a um bailão e os que não conseguiram entrar, festejaram nas ruas, dando origem a primeira Micareta da história, no embalo das canções do CD, acabou virando uma tremenda orgia que rolou solta. Deus irritou-se tanto com o barulho que resolveu punir os pecadores, o episódio ficou conhecido como Sodoma e Gomorra (duas cidades que já não eram bem vistas pelo Criador). Quando Moisés e Maomé retornaram de seu show celestial, ambos ficaram muito descontentes ao ver que não estavam ganhando royalties durante a Micareta, logo a dupla passou a ter suas primeiras divergêncas artísticas, Maomé queria ser recompensado e queria que as estações de rádio pagassem o jabá a eles pela execução de suas músicas, Moisés não concordava, achava que deveria a execução pública deveria ser gratuíta, acreditava que a dupla iria fazer dinheiro com shows e a venda de CDs, como não conseguiram superar suas diferenças a parceria acabou sendo encerrada, Moisés seguiu carreira solo e viria a gravar um de seus maiores álbuns, um duplo intitulado: Os dez mandamentos!

Maomé continuou em frente e atravessou o deserto até chegar em Meca onde se perdeu e teve que parar em um posto de gasolina para pedir informações, abasteceu seu jumento e se refrescou com mais um coco que trouxera desde o Ceará e continuo sua jornada com destino a Meca, ao encontrar o seu caminho conseguiu entrar na cidade ao entardecer e recebeu a visita de Deus em pessoa que veio lhe dar as nossas instruções:

Anota tudo o que tu ouves e escreva o que vos digo, pois assim será o que os teus ouvidos ouvem e será o que tu escreverdes a verdade que vos digo”
Al-Corão, capítulo 2, versículo 1, fascículo 9, paragrafo 2 a 5

Guiado pelas palavras de Alá espalhou as boas novas a todos os cantos, ajuntou os nômades do deserto e os povos da cidade na praça para pregar a sua mensagem, fez sucesso e caiu no boca boca, começou a jogar no time local e com os resultados de suas primeiras partidas disputou um contra: Nômades do Deserto F.C. vs Combinado de Meca.

No centro foto da Caaba que contém os restos mortais de Maomé e a cópia do primeiro LP dos Beatles

                       

 

Foto ampliado da Caaba onde está Maomé

Foi capitão do time do Combinado de Meca e marcou 497 gols na partida que ainda teve prorrogações pois acabou empatada na disputa de pênaltis, nos acréscimos finais do segundo tempo da prorrogação marcou o golden gol para delírio da torcida. A história se espalhou e chamou a atenção de olheiros do Real Madrid e Barcelona, recebeu o convite de ambos os times, mas acabou vendendo o seu passe para o Inter pois sonhava em jogar na Itália desde que era criança, em sua estadia no clube italiano Maomé jogou 372 partidas pelo clube e conquistou 6 vezes a copa da confereções, 3 vezes o torneio dos campeões e 2 vezes o mundial de clubes no Japão, foi o jogador com mais gols, marcando impressionantes 2763 gols, ele não pode disputar a Copa do Mundo pela Itália pois os dirigente não conseguiram naturalizalo como italiano já que ele só falava árabe e tinha nascido no norte do [Brasil].

Durante sua fase de jogador profissional, conseguiu escrever 2 capítulos do Corão, Alá mais uma vez ordenou a Maomé que seguisse para outra jornada a fim de dar continuidade a seu livro, Maomé prontamente seguiu a vontade de Alá e foi para os Estados Unidos estudar direito em Harvard, onde passou seus primeiros três anos como colega de quarto de Bill Gates e Paul Allen, na época se interessou por computadores graças a um artigo que Bill Gates leu em um revista e juntos deixaram a faculdade e fundaram a Microsoft. Mudaram-se para Albuquerque no estado do Novo México onde começaram a escrever a primeira linguagem de programação para o ALTAIR, surgira aí o BASIC (Beginners Alah Symbolic Islamic Code), Bill Gates achou que não iria ficar comercial e resolveu renomear a sigla para a qual hoje conhecemos "Beginners All Symbolic Instruction Code".

Juntos ainda trabalharam para dar vida ao Altair fazendo a primeira versão do Campo Minado e do Paciência, Bill Gates se encarregou do Paciência e Maomé escolheu o Campo Minado, com o tempo os negócios não levantaram como era o esperado e a empresa não ia muito bem, com o tempo Maomé começou a se sentir arrependido de ter deixado Harvard, neste momento ele escreveu uma triste passagem no Corão:

Néscio que sois, e Tú Alá sabes a medida dos meus erros e conheces a natureza dos meus pecados, então me arrependi e voltei para o consolo do meu salvador
Al-Corão, capítulo 2, quadra 3, versículo 24+1, fascículo 1, paragrafo 3, ref. XVII, Nota 675

Neste período de trevas e confusão ele resolveu cair fora da empresa e vendeu sua parte para Steve Ballmer que entrou em seu lugar, muito foi dito sobre este acontecimento, para historiadores e estúdio dos do Corão acredita-se que foi intervenção divina que ele recebera e deixou para trás tudo o que estava ao seu alcance pois seu papel na terra era trazer luz e esperança e a guerra santa com outros meios, exceto fazer parte da empresa que inventou o Windows (uma das pragas do Anti-cristo que no Corão é conhecido como Dajjal).

Maomé ainda reconheceu que Bill Gates é uma das bestas descritas no Capítulo 44 e considerado por muitos como um dos Jinn que viria a fazer guerra contra os povos do livro, na época ele escreveu em seu terceiro capítulo no Corão a seguinte passagem sobre Bill Gates:


Assim abominei o falso profeta e suas mentiras que viam de sua boca. Assim dizia o falso profeta: "de uma caixa metálica sua minha voz se espalhará para todo o mundo e todos os povos ouviram minhas palavras ao redor do mundo". Assim deixei o falso profeta quando ouvi a voz de Alá o misericordioso
Al-Corão, capítulo 3, quadra 11, versículo 4, fascículo 9, Parágrafo 75


A visão profética do Corão já trazia o que seria conhecido como Internet, seguindo o que Deus lhe instruía, foi para Cuba combater a diadura e aliou-se com Fidel Castro e Che Guevara, derrubaram o governo ditatorial e posteriormente escreveu o quarto capítulo do Corão.

Há que endurecer sem perder a ternura
Al-Corão, capítulo 4, página 1, versículo 1, fascículo 1, seção 1


Em sua jornada pelo mundo completou todos os capítulos do Corão, mas infelizmente o que chegou até os dias de hoje form apenas alguns capítulos, acredita-se que os manuscritos do Mar Morto são rascunhos das primeiras edições do Corão em Aramaico que é perto do Árabe para quem não entende coisa alguma. A história do Corão viria terminar de maneira abrupta quando seu autor retorna para Meca, no momento em Maomé adentra a cidade em seu retorno triunfal, ele é apedrejado até a morte pela torcida do Milan que estava a espera dele há muito tempo, pois sentiam-se revoltados com ele por desclassificar o Milan para o mundial de clubes.

Ele morreu em um lugar no meio de uma praça, os torcedores do Inter em sua homenagem o sepultaram ali mesmo com a camisa do clube, o local foi coberto com longa bandeira negra em sintal luto, com o tempo o local se tornou um ponto turístico, que depois passou a ser um ponto de peregrinação e ficou conhecido como a Caaba, nome dado por um nativo que sempre vendia entradas para os turistas tirarem fotos do antigo mirante, e no momento que as entradas acabavam ele gritava "Ca-a-bo de Ca-a-ba, num tem mais não", outra origem discutida por historiadores é o fato da popularidade do lugar, pois os nativos repetiam o bordão "pois nunca caaba de vir gente, noite e dia, dia e noite, entra ano e sai ano e o local vive cheio, num caba mais não”

Edições

O Corão foi originalmente publicado em Árabe pela Editora Globo e circulou somente no Orient Médio, onde teve uma tiragem limitada, o público não recebeu muito bem e os editores e colunistas de plantão criticaram o conteúdo pesado das passagens e as referências, na época a revista Forbes classificou como uma das piores obras literárias dos últimos tempos, fazendo o interesse público despencar.

Tudo parecia perdido para o Corão, mas o cineasta Ali Khai Bomba recuperou o interesse público filmando a famosa história do primo Ali que é narrada no Corão, o filme estreou nas bilheteria e faturou a Bomba de Ouro no festival de Beirute,
depois o filme foi reprisado cerca de 9876 vezes na Sessão da Tarde, que manteve o público interessado na obra.

O lançamento do filme Primo Ali causou uma nova análise e abordagem do conteúdo do Corão, o que originou uma nova tiragem e teve sua circulação expandida para todos os países do continente africano, asiático e oceanático, o que depois fez que o mesmo fosse levado para a Europa quando Marco Pólo voltava de suas férias na China.

 Foto

Maomé conduzindo seus fiéis ao encontro das 72 virgens.

Para os muçulmanos, Maomé foi precedido em seu papel de profeta por Jesus, Moisés, Davi, Jacó, Isaque, Ismael e Abraão entre outros nomes de judeus pão-duros. Como figura política, ele unificou várias tribos árabes, usando seu muito comum método da porrada e cortando cabeças com espadas.

Fonte:

A Desciclopédia é um site de humor. Seja engraçado e não apenas idiota!

 

                     

Comentário de Carla S. em 14 outubro 2013 às 23:38

Olá meus amigos, bem, este tema não pude deixar de comentar..

Tenho amigos muçulmanos, sunitas, nascidos e vivendo atualmente no Marrocos, sim tenho, um amigo e uma amiga, nos falamos cerca de 3 vezes na semana, via skype, , nossas conversas se estendem e duram as vezes até umas 3 horas..

Já tentaram sim me converter ao islã, e antes de conhecê-los eu lia tais coisas e ficava aterrorizada, hoje não mais.

Tenho tatuagens, tenho piercing no nariz, e nunca fui questionada sobre isso, já tive cabelo vermelho, vermelho mesmo tipo quem ouve som pesado, e sabe oque o meu amigo disse quando viu? nossa você tem estilo minha amiga!! e ainda chamou a mãe e a irmã dele para verem  meu visual rockeira ...elas rindo demais disseram que eu era corajosa ..rsrsrs.  isso é passado hoje não faria outra vez....

Mas mudando de assunto, acho que existem extremistas e radicais em todas as religiões  . Espero que a religião não conte para classificar uma pessoa, pois eu sei que meus amigos me aceitam, querem me converter, tentam, e eu os amo, não gosto de ver quando julgam uma religião sendo ela qual for como sendo de loucos, dementes..etc. porque nelas há pessoas que eu amo.

Pretendo visitar o marrocos em breve, e sei que serei bem recebida. mas não falo sobre a existência ou não de Deus.

Digo que é muito complicado e só, não serei eu que irei  desconverter ninguém, eu não tenho esse dom. É a cultura em que nasceram, suas famílias que eu também conheço, foram criadas nessa cultura antes deles. Não sei, mas deveria acontecer uma revolução religiosa global , acontecer algo extraordinário, uma descoberta talvez, para que enxergassem de vez as coisas, mas sou muito pequena diante de tudo isso.

Quis deixar aqui esse relato porque é difícil conhecer muçulmanos no brasil e ainda mais sendo agnóstico ou ateu. Minha amiga e meu amigo sabem mais coisas que eu sobre internet, ouvem musicas normais, usam roupas normais,(claro que as mulheres se cobrem mais que no Brasil) mas lá o hijab (véu) não é obrigatório. respeito quando me falam que tem que sair para a oração e outras coisas.. Não estou querendo comprar briga, só estou querendo fazer um contraponto. até porque se fosse uma religião totalmente intolerante, como iria chegar aos outros e se expandir?

obs: não falo árabe e eles tão pouco português, conversamos em inglês, um inglês que só agente mesmo consegue entender...kk

acho que é exatamente isso! não são mais tão intolerantes, pelo menos alguns países. Chegou ao ponto da minha amiga falar do alcorão para minha mãe totalmente "crente sapato de fogo" daquelas fervorosas, e elas conversarem numa boa... cada uma elogiando oque seria bom na religião da outra.. por cerca de uma hora mais ou menos... tive que pedir pra minha mãe sair do meu computador....rsrsrsrs acho que as coisas não são mais como antes....

Mas está acontecendo, agora, nesse momento, a internet está ajudando e muito nisso.. ela é uma ferramenta, então meus amigos, vamos usá-la!!

saudações!!

Comentário de Ivo S. G. Reis em 14 outubro 2013 às 0:33

Um dado interessante (e preocupante) sobre o islamismo em nossos dias:

"[...] Segundo projeções, daqui vinte anos, eles serão mais de um quarto da população mundial. Se esse cenário se concretizar, o número de muçulmanos nos Estados Unidos vai mais do que dobrar e um quarto da população israelense será praticante do islamismo. Além disso, França e Bélgica se tornarão mais de 10% islâmicas.[...]"

Fonte: Superinteressante , in "As 8 maiores religiões do mundo"

Isto é o que precisa ser ressaltado (agora faltam só 19 anos para a previsão se concretizar ou não). O crescimento e os efeitos desse crescimento já estão acontecendo, sem que o Ocidente saiba lidar com o fenômeno.

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