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Se você não sabe, aceita e não questiona, embota-se e acaba virando crente.

Grécia Antiga: A “Grande Mãe” Deusa

Breve história. Curiosidades!

A civilização grega concentrou-se no sul da Península Balcânica, nas ilhas do Mar Egeu e no litoral da Ásia Menor. O relêvo  montanhoso, solo pouco fértil e o isolamento das localidades, organizadas em cidades-estados autônomas eram características marcantes da Grécia Antiga. A expansão comercial foi realizada através do comércio marítimo em especial com o Egito. Diversas colônias gregas se estabeleceram na orla do Mar Mediterrâneo, especialmente no sul da Itália. A civilização grega está ligada à ilha de Creta, no sul do mar Egeu. Havia ali o domínio de uma elite comercial e de governantes residentes em luxuosos palácios, como na cidade de Cnossos.

As mulheres cretenses desfrutavam privilégios, desconhecidos em outras sociedades da Antiguidade.

       Como decorrência disso, a religião mostrava a tendência matriarcal dessa sociedade na figura da Deusa Mãe, sua principal divindade, particularidade distante de outras culturas do período em que era comum o predomínio de divindades masculinas.

      A Deusa Mãe primordial, uma das primeiras divindades a habitar o Monte Olimpo.  Geradora de todos os deuses, a deusa-terra, livre de nascimento ou destruição, de tempo e espaço, de forma ou condição. Segundo as crenças gregas, no princípio havia um grande vazio  chamado Caos e todas as coisas estavam mistas umas às outras. Sobre essa confusão reinava a Noite e em algum momento surgiu o Érebo. Do Caos e da Noite nasceram o Destino e as divindades Moiras (cegas), que estabeleciam tudo, inclusive os deuses estavam submetidos a elas. Para vencer o silêncio e o vazio nasceu o Amor (Eros). Produzindo um início de ordem.

Nasceu imediatamente depois do Caos e, com Eros Caos e Tártaro, o poço negro sob a terra, formaram quatro divindades nomeadas como originais. Da união de Érebo e Noite nasceram Étera luz celestial e o Dia ou Hélios e, então, apareceu a Terra (Gaia), a Mãe Universal, chamada de Gaia. Gaia por si só gerou, gerou Urano, o Céu, e ele próprio se uniria para gerarem os 12 deuses Titãs liderados por Cronos (Saturno). Surgiu do vazio eterno, dançando e girando sobre si como se fosse uma esfera em rotação. Moldou as montanhas segundo sua espinha, os vales pelos buracos de sua pele, os morros e planícies de acordo com seus contornos. De sua quente umidade fez nascer um fluxo de chuva que banhou e alimentou a sua superfície trazendo a vida e pequenos filhotes verdes se lançaram através de seus poros. Encheu os oceanos e lagoas e fez os rios correrem através de profundos sulcos. Observou suas plantas e animais crescerem e, então, trouxe à luz de seu útero seis mulheres e seis homens, os humanos mortais, e posteriormente deu-lhes um oráculo para orientação deles. Nos morros de Delfos, considerada pelos gregos como o umbigo do mundo, fez brotar vapores que subiram por uma fenda nas rocha, envolvendo uma sacerdotisa inspirada por Apolo, capaz de interpretar as mensagens que surgiam da escuridão de sua terra útero. Os mortais viajavam longas distâncias para consultar o oráculo e ouvir suas previsões, vaticínios,  mensagens, passou a ser reverenciada por todos os mortais.

Juntamente com uma onda invasora formada por aqueus e o advento da civilização micênica, chegaram os dórios, eólios e os jônios.

Os dórios impuseram um violento domínio sobre toda a região da atual Grécia, causando não só o fim da civilização micênica, mas também o deslocamento de grupos humanos da Grécia para as ilhas do mar Egeu e o litoral da Ásia Menor. Um processo conhecido como a Primeira Diáspora Grega. Dessa época do Período Homérico restam informações concentradas nos poemas épicos de Ilíada com a descrição da guerra de Tróia e Odisséia, narração das aventuras de Ulisses herói grego, ambas atribuídas ao historiador Homero. Os gregos se expandiram por outras regiões devido ao aumento populacional  num processo chamado de Segunda Diáspora Grega, surgindo desse modo mais de cem pólis gregas, espalhadas pela orla Península Balcânica e pela orla do Mar Mediterrâneo, sendo Atenas e Esparta as mais importantes.

A sociedade espartana era formada por: espartanos, detentores do poder militar, político e religioso; periecos os pequenos proprietários e comerciantes; hilotas os servos do Estado. A educação espartana, enfatizava o aspecto militar, fundamentado-se em princípios de obediência e aptidão física. Crianças do sexo masculino que apresentassem deficiências físicas eram sacrificadas ao nascer por não poderem servir ao Estado como futuros guerreiros. Crianças saudáveis, por sua vez, eram separadas de sua família aos sete anos de idade e entregues para adquirirem formação militar. A partir dos 18 anos estavam prontos para ingressarem no serviço militar. As reformas de Clístenes encerraram o período clássico.

Os gregos consideravam a democracia um regime político perfeito, na medida que todo cidadão participava ativamente da tomada de decisões, com restrições, visto que somente os nascidos em Atenas eram considerados homens livres (minoria) e atenienses. Atenas e Esparta, iriam se unir militarmente para enfrentar um inimigo comum, os persas, que ameaçavam as fronteiras orientais do mundo helênico.

Depois começaria o período clássico, marcado por violentas lutas dos gregos unidos na aliança conhecida por Liga de Delos contra os invasores persas nas Guerras Médicas . Os persas foram expulsos e derrotados. Apesar disso , foi o apogeu da antiga civilização grega com grandes realizações culturais. Com as reformas de Clístenes, toda a Grécia acabaria recebendo influências atenienses que se aprofundaram no governo de Péricles, realizador de marcantes transformações econômicas e políticas em Atenas. Esse período ficou conhecido  como a Idade de Ouro de Atenas.

Creta , hoje ainda é a terra do vinho e do azeite de oliveiras, antes disso foi, Corinto contra Atenas contra Esparta, Esparta contra Tebas e Tebas contra Corinto, um círculo vicioso de ódios entre Deuses.

Lembram da canção “Mulheres de Atenas” de Chico Buarque de Holanda e Augusto Boal? A letra não descreve apenas a situação da mulher ateniense. Ela serve como metáfora sobre s situação de muitas mulheres hoje em dia, abaixo uma parte dessa musica linda..

                Mirem-se no exemplo daquelas mulheres de Atenas

Vivem pros seus maridos, orgulho e raça de Atenas

Quando amadas se perfumam

Se banham com leite, arrumam

Suas melenas

Quando fustigadas não choram

Se ajoelham, pedem, imploram

Mais duras penas

Cadenas

Mirem-se no exemplo daquelas mulheres de Atenas

Sofrem pros seus maridos , poder e força de Atenas

Quando eles embarcam, soldados

Elas  tecem longos bordados

Mil quarentenas

E quando eles voltam, sedentos

Querem arrancar, violentos

Carícias plenas, obscenas

Mirem-se no exemplo daquelas mulheres de Atenas

 

Os próprios gregos moldaram seus deuses e, ao contrário das outras mitologias, tinham deuses humanizados, fazendo do céu um ambiente familiar. As principais divindades habitavam o Monte Olimpo e formavam a corte de Zeus (Júpiter) o Deus Supremo de todos os deuses, ele repartiu o mundo com seus irmãos, além de divindades secundárias e semideuses, heróis e entidades.

Um guia completo de desses, heróis e lendas na Edição Especial da Revista Super Interessante de Julho/2010 Edição 280/A.

 SE VOCÊ SE CONSIDERA UM LIVRE PENSADOR, COM UMA MENTE INDEPENDENTE PARA TER IDÉIAS ÚNICAS,  É MELHOR PENSAR DE NOVO USANDO A INTELIGÊNCIA PARA QUESTIONAR E REVER AS SUAS CRENÇAS ATRAVÉS DA RAZÃO!

Colaborou,

Oiced Mocam

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Comentário de Oiced Mocam em 23 setembro 2014 às 9:29

Deus bíblico pode ser fusão de vários deuses pagãos, dizem especialistas

Personalidade e atributos de Javé são compartilhados com outras divindades do Oriente.
Pai celestial El, jovem guerreiro Baal e até 'senhora' Asherah teriam sido influências.

A afirmação pode soar desrespeitosa para judeus ou cristãos, mas não está muito longe da verdade: Javé, o Deus do Antigo Testamento, parece ter múltiplas personalidades. Para ser mais exato, especialistas que estudam os textos bíblicos, lêem antigas inscrições encontradas nos arredores de Israel ou escavam sítios arqueólogicos estão reconhecendo a influência conjunta de diversos deuses pagãos antigos no retrato de Javé traçado pela Bíblia.

A idéia não é demonstrar que o Deus bíblico não passa de mais um personagem da mitologia. Os pesquisadores querem apenas entender como elementos comuns à cultura do antigo Oriente Próximo, e principalmente da região onde hoje ficam o estado de Israel, os territórios palestinos, o Líbano e a Síria, contribuíram para as idéias que os antigos israelitas tinham sobre os seres divinos. As conclusões ainda são preliminares, mas há bons indícios de que Javé é uma fusão entre um deus idoso e paternal e um jovem deus guerreiro, com pitadas de outras divindades – uma delas do sexo feminino.

O ponto de partida dessas análises é o fundo cultural comum entre o antigo povo de Israel e seus vizinhos e adversários, os cananeus (moradores da terra de Canaã, como era chamada a região entre o rio Jordão e o mar Mediterrâneo em tempos antigos). A Bíblia retrata os israelitas como um povo quase totalmente distinto dos cananeus, mas os dados arqueólogicos revelam profundas semelhanças de língua, costumes e cultura material – a língua de Canaã, por exemplo, era só um dialeto um pouco diferente do hebraico bíblico.

Memórias de Ugarit

Os cananeus não deixaram para trás uma herança literária tão rica quanto a Bíblia. No entanto, poucos quilômetros ao norte de Canaã, na atual Síria, ficava a cidade-Estado de Ugarit, cuja língua e cultura eram praticamente idênticas às de seus primos do sul. Ugarit foi destruída por invasores bárbaros em 1200 a.C., mas os arqueólogos recuperaram numerosas inscrições da cidade, nas quais dá para entrever uma mitologia que apresenta semelhanças (e diferenças) impressionantes com as narrativas da Bíblia. “Por isso, Ugarit é uma parte importante do fundo cultural que, mais tarde, daria origem às tribos de Israel”, resume Christine Hayes, professora de estudos clássicos judaicos da Universidade Yale (EUA).

Uma das figuras mais proeminentes nesses textos é El – nome que quer dizer simplesmente “deus” nas antigas línguas da região, mas que também se refere a uma divindade específica, o patriarca, ou chefe de família, dos deuses. “Patriarca” é a palavra-chave: o El de Ugarit tem paralelos muito específicos com a figura de Deus durante o período patriarcal, retratado no livro do Gênesis e personificado pelos ancestrais dos israelitas: Abraão, Isaac e Jacó.

Nesses textos da Bíblia há, por exemplo, referências a El Shadday (literalmente “El da Montanha”, embora a expressão normalmente seja traduzida como “Deus Todo-Poderoso”), El Elyon (“Deus Altíssimo”) e El Olam (“Deus Eterno”). O curioso é que, na mitologia ugarítica, El também é imaginado vivendo no alto de uma montanha e visto como um ancião sábio, de vida eterna.

Tal como os patriarcas bíblicos, El é uma espécie de nômade, vivendo numa versão divina da tenda dos beduínos; e, mais importante ainda, El tem uma relação especial com os chefes dos clãs, tal como Abraão, Isaac e Jacó: eles os protege e lhes promete uma descendência numerosa. Ora, a maior parte do livro do Gênesis é o relato da amizade de Deus com os patriarcas israelitas, guiando suas migrações e fazendo a promessa solene de transformar a descendência deles num povo “mais numeroso que as estrelas do céu”.

 Israel ou “Israías”?

Outros dados, mais circunstanciais, traçam outros elos entre o Deus do Gênesis e El: num dos trechos aparentemente mais antigos do livro bíblico, Deus é chamado pelo epíteto poético de “Touro de Jacó” (frase às vezes traduzida como “Poderoso de Jacó”), enquanto a mitologia ugarítica compara El freqüentemente a um touro. Finalmente, o próprio nome do povo escolhido – Israel, originalmente dado como alcunha ao patriarca Jacó – carrega o elemento “-el”, lembra Airton José da Silva, professor de Antigo Testamento do Centro de Estudos da Arquidiocese de Ribeirão Preto (SP).

“É o nome do deus cananeu, mais um indício de que Israel surge dentro de Canaã, por um processo gradual”, diz Silva. Ele argumenta que, se Javé fosse desde sempre a divindade dos israelitas, o nome desse povo seria “Israías”. Isso porque o elemento adaptado como “-ías” em português (algo como -yahu) era, em hebraico, uma forma contrata do nome “Javé”. Curiosamente, o elemento se torna dominante nos chamados nomes teofóricos (ligados a uma divindade) dados a israelitas no período da monarquia, a partir dos séculos 10 a.C. e 9 a.C.

E esse nome (provavelmente Yahweh em hebraico; a sonoridade original foi obscurecida pelo costume de não pronunciar a palavra por respeito) é um enigma e tanto. As tradições bíblicas são um tanto contraditórias, mas pelo menos uma fonte das Escrituras afirma que Javé só deu a conhecer seu verdadeiro nome aos israelitas quando convocou Moisés para ser seu profeta e arrancar os descendentes de Jacó da escravidão no Egito. (A Moisés, Deus diz que apareceu a Abraão, Isaac e Jacó como “El Shadday”.) O problema é que ninguém sabe qual a origem de Javé, o qual nunca parece ter sido uma divindade cananéia, exatamente como diz o autor bíblico.

Senhor do deserto

A esmagadora maioria dos arqueólogos e historiadores modernos não coloca suas fichas no Êxodo maciço de 600 mil israelitas (sem contar mulheres e crianças) do Egito, por dois motivos: a semelhança entre Israel e os cananeus e a falta de qualquer indício direto da fuga. Mas muitos supõem que um pequeno componente dos grupos que se juntaram para formar a nação israelita tenha sido formado por adoradores de Javé, que acabaram popularizando o culto. Quem seriam esses primeiros javistas? Uma pista pode vir de alguns documentos egípcios, que os chamam de Shasu – algo como “nômades” ou “beduínos”.

“Duas ou três inscrições egípcias mencionam um lugar chamado 'Yhwh dos Shasu', o que, para alguns especialistas, parece ser 'Javé dos Shasu'. Talvez sim, talvez não. Não temos como saber ao certo”, diz Mark S. Smith, pesquisador da Universidade de Nova York e autor do livro “The Early History of God” (“A História Antiga de Deus”, ainda sem tradução para o português).

“É menos provável que o culto a Javé venha de dentro da Palestina e da Síria, e um pouco mais plausível que ele tenha se originado em certas regiões da Arábia”, diz Airton da Silva. Mark Smith lembra que algumas das passagens poéticas consideradas as mais antigas da Bíblia – nos livros dos Juízes e nos Salmos, por exemplo – referem-se ao “lar” de Javé em locais denominados “Teiman” ou “Paran”. Aparentemente, são áreas desérticas, apropriadas para a vida de nomadismo. “Muitos especialistas localizam essa região no que seria o noroeste da atual Arábia Saudita, ao sul da antiga Judá [parte mais meridional dos territórios israelitas]”, diz Smith.

Baal, retratado como guerreiro (provavelmente a estatueta tinha uma lança na mão), lembra Javé por causa de sua luta contra monstros marinhos.

 Guerreiro divino

Seja como for, quando Javé entra em cena com seu “nome oficial” durante o Êxodo bíblico, a impressão que se tem é que ele já absorveu boa parte das características de um outro deus cananeu: Baal (literalmente “senhor”, “mestre” e, em certos contextos, até “marido”), um guerreiro jovem e impetuoso que acabou assumindo, na mitologia de Ugarit e da Fenícia (atual Líbano), o papel de comando que era de El.

Indícios dessa nova “personalidade” de Deus surgem no fato de que, pela primeira vez na narrativa bíblica, Javé é visto como um guerreiro, destruindo os “carros de guerra e cavaleiros” do Faraó e, mais tarde, guiando as tribos de Israel à vitória durante a conquista da terra de Canaã. Tal como Baal, Javé é descrita como “cavalgando as nuvens” e “trovejando”. E, mais importante ainda, uma série de textos bíblicos falam de Deus impondo sua vontade contra os mares impetuosos (como no caso do Mar Vermelho, em que as águas engolem o exército egípcio por ordem divina) ou derrotando monstros marinhos.

Há aí uma série de semelhanças com a mitologia cananéia sobre Baal, o qual derrotou em combate o deus-monstro marinho Yamm (o nome quer dizer simplesmente “mar” em hebraico) ou “o Rio” personificado. Na mitologia do Oriente Próximo, as águas marinhas eram vistas como símbolos do caos primitivo, e por isso tinham de ser derrotadas e domadas pelos deuses.

Javé também é associado à chuva e à fertilidade da terra pelos antigos autores bíblicos – atributos que aparecem entre as funções de Baal. Há, porém, uma diferença importante entre os dois deuses: outra narrativa de Ugarit fala do assassinato de Baal pelas mãos de Mot, o deus da morte, e da ressurreição do jovem guerreiro – provavelmente uma representação mítica do ciclo das estações do ano, essencial para a agricultura, já que Baal era um deus que abençoava a lavoura.

Baal, retratado como guerreiro (provavelmente a estatueta tinha uma lança na mão), lembra Javé por causa de sua luta contra monstros marinhos (Foto: Reprodução )

O lado guerreiro de Javé é talvez o mais difícil de aceitar para a sensibilidade moderna: quando os israelitas realizam a conquista da terra de Canaã, a ordem dada por Deus é de simplesmente exterminar todos os habitantes, e às vezes até os animais (embora, em alguns casos, os homens de Israel recebam permissão para transformar as mulheres do inimigo em concubinas).

Inscrição feita por ordem de Mesa, rei de Moab (país vizinho do antigo Israel): texto fala de genocídio por ordem divina, tal como se vê nos textos bíblicos (Foto: Reprodução )

Textos de outra nação da área, os moabitas (habitantes de Moab, a leste do Jordão) ajudam a lançar luz sobre esse costume aparentemente bárbaro. Um monumento de pedra conhecido como a estela de Mesa (nome de um rei de Moab em meados do século 9 a.C.) fala, ironicamente, de uma guerra de Mesa com Israel na qual o rei moabita, por ordem de seu deus, Chemosh, decreta o herem, ou “interdito”. E o herem nada mais é que a execução de todos os prisioneiros inimigos como um ato sagrado. Tratava-se, portanto, de um elemento cultural de toda a região.

Lado feminino

Se a “múltipla personalidade” de Javé pode ser basicamente descrita como uma combinação de El e Baal, há uma influência mais sutil, mas também perceptível, de um elemento feminino: a deusa da fertilidade Asherah, originalmente a esposa de Baal na mitologia cananéia. Normalmente, Deus se comporta de forma masculina na Bíblia, e a linguagem utilizada para falar de sua relação com os israelitas é, muitas vezes, a de um marido (Deus) e a esposa (o povo de Israel). Mas o livro bíblico dos Provérbios, bem como alguns outras fontes israelitas, apresenta a figura da Sabedoria personificada, uma espécie de “auxiliar” ou “primeira criatura” de Deus que o teria auxiliado na obra da criação do mundo. 

Segundo o texto dos Provérbios, Deus “se deleita” com a Sabedoria e a usa para inspirar atos sábios nos seres humanos. Para muitos pesquisadores, a figura da Sabedoria incorpora aspectos da antiga Asherah na maneira como os antigos israelitas viam Deus, criando uma espécie de tensão: embora o próprio Deus não seja descrito como feminino, haveria uma complementaridade entre ele e sua principal auxiliar.

Autor e Fonte: Reinaldo José LopesDo G1, em São Paulo

http://g1.globo.com/Noticias/0,,MUL652419-9982,00-DEUS+BIBLICO+PODE+SER+FUSAO+DE+VARIOS+DEUSES+PAGAOS+DIZEM+ESPECIALISTAS.html

Reenviado por, Oiced Mocam

(grifos, do remetente)

http://livrodeusexiste.blogspot.com.br/2012/04/mitologias-joseph-ca...

Leia e aprofunde conhecimentos:

Comentário de Oiced Mocam em 16 setembro 2014 às 13:31

Olhemos os deuses históricos.

A crença em "deuses" parece ser onipresente através dos tempos.

Sabemos, por exemplo, que os antigos egípcios acreditavam em seus deuses tão fervorosamente que eles construíram estruturas maciças, como a Grande Pirâmide - ainda hoje uma das construções maiores e mais duradouras humanos já criados. Apesar de que o fervor, porém, sabemos com toda a certeza, hoje, que os deuses egípcios eram imaginários. Não há nenhuma evidência da sua existência. Assim nós não mais construímos pirâmides e nós não mumificamos os nossos líderes.

Mais recentemente, sabemos que dezenas de milhões de romanos adoravam Júpiter e seus amigos, e para eles, eles construíram templos magníficos. As ruínas desses templos são atrações turísticas populares até hoje. No entanto, sabemos com certeza absoluta que esses deuses eram imaginários. Não há nenhuma evidência para a existência e, portanto, ninguém mais adora Zeus. Acho que as pessoas deveriam parar de acreditar no Deus da Bíblia com certeza. Da mesma forma que as pessoas pararam de acreditar em Zeus, em Thor e milhares de deuses mortos. O Deus da Bíblia e do Alcorão tem exatamente o mesmo status desses deuses mortos. É um acidente histórico estarmos falando dele e não de Zeus.

Muito mais recentemente, sabemos que a civilização asteca acreditava em seus deuses tão intensamente que eles construíram templos enormes e pirâmides. Além disso, os astecas eram tão zelosos que eles estavam sacrificando centenas de seres humanos a seus deuses tão recentemente quanto o século 16. Apesar da intensidade, no entanto, hoje sabemos que esses deuses eram completamente imaginários. Os astecas eram loucos para ser assassinar pessoas para os seus deuses. Matar uma pessoa não tem nenhum efeito das chuvas ou qualquer outra coisa. Nós todos sabemos disso. E não há qualquer evidência que demonstra que os deuses astecas existiram. Se os deuses astecas eram reais, ainda estaríamos oferecendo-lhes sacrifícios e esses sacrifícios seriam ineficazes.

Hoje o "Deus" é tão imaginário como eram esses deuses estóricos e históricos. O fato de que milhões de pessoas adorarem um deus não têm sentido.

Ninguém pode “provar” que Deus não existe (apesar das fortes evidências), como também não poderá provar que Shiva não existe, nem Thor, nem Odin, nem Alah, etc. O que podemos é racionalizar uma coisa. Muita gente acredita (acreditou) nessas divindades enquanto não acreditava nas outras. E outras tantas pessoas fazem (faziam) exatamente o contrário. Então, ou todas essas divindades são reais ou nenhuma é. Porque você resolveu acreditar em Deus não torna sua crença superior a das outras pessoas que, por acaso acreditaram em Zeus.

O "Deus" e "Jesus", que hoje cultos cristãos propagam e veneram são realmente amálgamas formados a partir de antigos deuses pagãos. A ideia de um "nascimento virginal", "enterro em uma tumba de pedra", "ressurreição depois de três dias" e "comer do corpo e beber o sangue" não tinha nada a ver com o suposto Jesus. Todos os rituais do cristianismo são criações totalmente feitas pelo homem. O cristianismo é uma bola de neve que arrolou uma dúzia de religiões pagãs. A bola de neve cresceu, e livremente fixaram rituais e crenças pagãs, a fim de ser mais papável para os convertidos sempre com medo de uma punição eterna. Você pode encontrar os relatos como estes na literatura popular:

Os vestígios da religião pagã na simbologia cristã são inegáveis. Discos solares egípcios tornaram-se as auréolas dos santos católicos. Pictogramas de Ísis amamentando seu filho Hórus milagrosamente concebido tornaram-se o modelo para nossas imagens modernas da Virgem Maria e Menino Jesus. E virtualmente todos os elementos do ritual católico - a mitra, o altar, a doxologia e a comunhão, o ato de "comer Deus" - foram levados diretamente de religiões pagãs de mistério". Nada no cristianismo é original. O pré-cristianismo. Deus Mitra-chamado Filho de Deus e a Luz do Mundo - Nascimento, morte e depois ressuscitou. Mesmo no cristianismo o dia semanal sagrado foi roubado dos pagãos.

Tem-se observado desde a antiguidade, e desde o século 19, que o mito Jesus Cristo/Nazaré tem notáveis ​​paralelos a outras divindades adoradas na religião helenística, especificamente ao culto de Dionísio nas religiões de mistério gregas e outras.

É extremamente difícil para um cristão para processar esses dados, mas ainda assim é verdade.Todos os "rituais sagrados" do cristianismo, e todas as crenças centrais do cristianismo (nascimento virginal, ressurreição, etc.) vêm direto de outras religiões que eram populares na época dos Chrestus e antes em outras civilizações. As práticas e teologias cristãs são baseadas em falsas crenças, e em mentiras. Depois de entender a verdade fundamental das origens do cristianismo, a tolice e teolice de toda a coisa se torna aparente e clara.

Obviamente os crentes pagãos, de quem o cristianismo derivou seus mitos, deuses adorados eram todos imaginários. Se os deuses, como Baal, Zeus, Hórus, Ra, Mitras, etc. Eram “reais”, teríamos a prova de sua existência e todos estariam seguindo os deuses. Nosso "Deus" e o mitológico "Jesus" hoje são simplesmente extensões desses precursores imaginários. Portanto, Deus é imaginário e ilusão.

O ateísmo não é uma corrente, e não é uma seita, não é uma forma simples, é simplesmente a capacidade de raciocinar com um cérebro, um produto não de um Deus criador, mas de milhares de milhões de anos de evolução. Observemos as histórias das religiões e veremos quantos deuses podemos rejeitar. Acredito que não estou sozinho no turbilhão de estupidez que circunda nosso tempo.  

              “Tudo que se sabe sobre Jesus pertence ao reino da fábula”

                                     Bruno Bauer

Com um pouquinho de esperança.

Oiced Mocam

São várias as similiridades entre a história da criação no Enuma Elish da história babilônica e a história da criação no Livro do Gênesis.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Enuma_Elish

Comentário de Oiced Mocam em 17 agosto 2014 às 11:52

Deuses Egípcios – e suas vidas no além!

Breve lista de deidades veneradas no passado!

Uma das mais antigas civilizações da existência humana, o povo egípcio, manteve ao longo dos tempos uma trajetória fartamente documentada. Era um povo que trafegava entre as aventuras das grandes conquistas e batalhas. Possuía muma vida religiosa supersticiosa e mística, “quase mágica”, ao mesmo tempo em que desenvolviam várias ciências: Astronomia, Matemática, Física, Arquitetura.

Num tempo de ostentação os egípcios construíram sua fé em torno e um Deus Sol (Amon-rá) Onipotente e dos seus muitos deuses. Davam grande valor na preservação de bens valiosos dos mortos e nas construções de obras, como as grandes Pirâmides Quéfren, Quéops e Miquerinos entre outras, a Grande Esfinge e as estátuas no Vale dos Reis que poderiam garantir uma outra vida futura  além da morte. As pirâmides tinham a função de: Para estocar a produção de grãos e guardar as riquezas do faraó e sua família. Servir de templo religioso, pois nelas eram realizados os rituais egípcios. Proteger e conservar o corpo do faraó mumificado e seus pertences pessoais para a vida após a morte. Os principais legados deixados pela civilização egípcia para a humanidade, foram: Democracia, graças ao sistema político no Egito Antigo (sistema de eleições diretas). Conhecimentos marítimos, em função da construção de grandes embarcações capazes de navegar por todos os oceanos. Importantes técnicas de Mecânica, graças à criação de diversas máquinas movidas à vapor. Conhecimentos na área da Medicina (graças à mumificação), desenvolvimento de técnicas de Arquitetura com uso da Matemática (graças à construção de pirâmides).

Para eles, após o falecimento do corpo, o morto de qualquer classe social teria uma existência semelhante à da Terra, mas sem os problemas e as necessidades dessa. Havia uma crença absoluta no renascer dos mortos, por isso a sua preocupação em mumificar o corpo. Que precisava ser preservado para viajar até a vida após a morte. De acordo com sua religião, a alma precisava de um corpo para morar por toda a eternidade. Acreditavam que a morte apenas separava o corpo da alma. Daí a obrigação a ser cumprida por sacerdotes-médicos que era a pela mumificação. Essa vida proclamavam os sacerdotes, era apenas um prelúdio da vida eterna além-túmulo. Chegar lá, porém, requeria um corpo preservado. Outros já pensavam que não. Imaginavam que o mundo e o céu era governado por uma Deusa.

A vida poderia durar eternamente, desde que a “alma” encontrasse no túmulo o corpo destinado a servi-lhe de morada. Esperavam reviver depois de passarem mil anos no túmulo. Era preciso, portanto, preservar suas características físicas. Os ataúdes de pedra eram chamados de sarcófagos, geralmente estilizados e reproduzindo as feições do falecido e protegida por uma máscara mortuária, modelada em ouro. A múmia do faraó Tutankhamon foi colocada em três sarcófagos de ouro maciço, incrustrados com pedras preciosas, pesando toneladas. Nos enterros, os servos deveriam levar para o interior da tumba tudo que fosse útil à vida do morto no além, que no caso do faraó, seriam: alimentos, móveis, estátuas, jóias, jogos, armas, instrumentos musicais, instrumentos de engenharia, como a régua, esquadro e prumo, etc. e tudo isso mantido em um túmulo seguro.

Na entrada da tumba era feito o ritual da abertura da boca, que simbolizava a ressurreição, quando sacerdotes tocavam a boca e os olhos do ataúde ou uma estátua do morto, com instrumentos ritualísticos, Durante o ritual, colocava-se nas tumbas o Shabit (responder), um tipo de estatueta depositada, cujo propósito era de que funcionasse como servo do espírito no além, executando trabalhos em seu lugar. Esses espíritos compunham uma pequena parte de uma imensa constelação de deuses que em uma época chegou a conter quase mil deles, porque as pessoas ansiavam por encontros diretos, tangíveis, com o sobrenatural em seus lares, em seus campos e em seus templos. O rei, venerado como a suprema encarnação dos deuses, não podia aparecer em todos os lugares ao mesmo tempo para satisfazer esse anseio espiritual.

Tão logo falecia, a pessoa tinha que ser submetida a um julgamento, pelo chamado “Tribunal dos Deuses”, uma espécie de justiça divina, presidida pelo Deus dos mortos  da vida e fertilidade, ressurreição, Osíris. Segundo o ritual, o morto prostrado diante das autoridades celestiais teria que fazer uma espécie de confissão, na qual declarava que não cometera más ações durante sua vida; o coração do morto, sede da consciência, era posto numa balança que continha no outro prato uma pena, o símbolo da verdade.

Se o coração desequilibrasse a balança, uma deusa monstruosa o devorava, ocorrência conhecida como uma “Segunda morte” e o finado deixava de existir. Mas, se o coração mantivesse o equilíbrio, se a pesagem constatava que o coração teve peso o tinha mais leve que a verdade, isso significava que o espírito não estava proferindo uma mentira quando afirmara que levou uma vida justa e respeitosa e portanto poderia usufruir os muitos prazeres da vida após a morte. O tribunal posicionava-se. Se o morto e sua alma estavam aptos poderiam conquistar a vida eterna no paraíso, numa propriedade rural cheia de fartura; mas ... a sobrevivência do espírito ainda dependia dos parentes que ficavam na Terra e deveriam abastecer o túmulo regularmente com provisão de alimentos e outras benesses para garantir o espírito. A fértil imaginação egípcia via a morte como um portal para o paraíso, mas só para os justos. Para os pecadores ela significava o esquecimento.

                            Breve lista de deidades veneradas no passado!

AMMUT – Devorador do coração dos pecadores mortos, representado como um misto de crocodilo, leão, e hipopótamos.

AMON-RA – Ligado ao Deus-Sol Ra, Amon era rei dos deuses.

ANÚBIS-Deus-chacal dos mortos, patrono dos embalsamadores.

ÁPIS - Deus da fertilidade, representado em forma de touro.

ATON (Atum) - Deus do disco solar, venerado como o deus supremo no reinado do rei Akhenaton e em sua capital.

BASTET - Deusa-gata e protetora das mulheres grávidas.

BES - Deus doméstico, mantinha maus espíritos afastados.

DUAMUTEF - Deus era o protetor do estômago de todos os mortos.

GEB - Deus da terra e da fertilidade.

HAPI - Protetor dos pulmões dos mortos, tinha cabeça de babuíno.

HATHOR - Grande deusa-mãe, filha de Ra, em forma de vaca.

HÓRUS - Deus do céu em forma de falcão, símbolo divino do rei, nasceu da virgem Ísis.

IMSETI - Protetor do fígado dos mortos, como um homem        mumificado.

ÍSIS - Grande deusa da criação e restauradora dos mortos.

KHEPRI - Deus-escaravelho, símbolo do renascimento, acreditavam que ele rolava o Sol no céu todos os dias.

KHNUM - Deus que criava a vida em seu torno de oleiro.

KHONSU - Deus da Lua e da cura, filho de Amon e Mut.

MAAT - Filha de Ra, personificação da verdade e da justiça.

MIN - Deus da fertilidade das plantas e também dos animais.

MUT - Deusa cujo nome significa “mãe”, esposa de Amon.

NEITH - Deusa da guerra e da criação, representada por duas flechas.

NEKHBET - Deusa-abutre, protetora e símbolo do Alto Egito.

NEPHTYS - Irmã de Ísis e Osíris, protetora dos mortos.

NUT - Deusa do céu, às vezes representada coberta de estrelas.

OSÍRIS - Rei do mundo dos mortos e Deus da ressurreição tinham o domínio da vida e fertilidade.

PTAH - Deus criador, patrono dos artistas e artesãos.

QEBEHSENUEF - Protetor dos intestinos dos mortos.

SEKHMET - Deusa da batalha, representada com cabeça de leão.

SELKET - Deusa-escorpião, protetora das mulheres na hora do parto.

SERÁPIS - Deus do período grego combinava Osíris e Ápis.

SETH - Deus do trovão e do relâmpago, assassino de Osíris.

SHU - Deus do ar, freqüentemente representado segurando o céu.

                                           RA  (Amen-Rá),

O Deus-Sol (Hórus), pai dos deuses (Nu), criador de toda vida na terra e no céu,

Conforme o hino do “Livro dos Mortos” dos egípcios:

Salve, Ra, vós que contornais o arco do céu. (...) Eu vós suplico que não me deixeis desviar, nem ser lançado à muralha de chamas ardentes.”

                                                 SOBEK

Deus-crocodilo (e muitos animais eram sagrados), filho de Neith, conforme o Livro dos Mortos:

Sou o deus-crocodilo, que habita os terrores (do morto).

Sou o deus-crocodilo, e agarro minha presa como uma fera voraz".

Deuses (as) e crenças para quem seres humanos rezavam, adoravam e veneravam, hoje não passam

de mitos, assim como os atuais, serão daqui a centenas de anos esquecidos. E o homem atual continua acreditando na falácia da salvação da alma e acreditando na vida após a morte.

O homem reza para um “deus supremo”, que teve origem, em uma “inspiração divina”, esses que por sua vez também tiveram origem na mitologia egípcia, grega, celta, indiana e outras civilizações mais remotas.

A Trindade primeiro mistério cristão, seus vestígios vem também do antigo Egito e da Índia: a inscrição grega do grande obelisco do circo máximo em Roma, dizia:

“O grande Deus; a emanação de Deus;

 o Brilhantíssimo (Apolo o Espírito).

Heráclides de Ponto e Porfírio referem um famoso oráculo de Serápis:

“Tudo, no princípio, é Deus; depois Verbo e Espírito,

três Deuses congênitos, e consubstanciados num”

Em muitas passagens dos escritos de Platão, fala desse dogma. A Santíssima Trindade também é conhecida na Índia, Tibete, Pérsia, Egito, entre os celtas, germanos e Canaã e babilônicos.

O discurso dos políticos e sacerdotes continua o mesmo daqueles tempos. Falam ainda em pecados, bem aventurança do próximo mundo e assim como lá, os de cá, querem o poder deste mundo.

Não consigo mais imaginar aquele “Senhor de barbas”, me espiando por trás das nuvens. Não acredito em “deuses”. Prefiro me considerar um livre pensador e discípulo da Escola de Pitágoras. Não fui tocado por esta “graça”. Prefiro ser realista e com capacidade de amar como qualquer outra pessoa. Continuam tentando intervir nas vidas dos crentes, não crentes, hereges ou dos que professam outras crenças. A religião, não consegue satisfazer a longo prazo, porque não torna os homens livres e mais felizes, pois sequer permite a coexistência pacífica entre diferenças crenças. A história nos oferece muitos exemplos, por falta de confiança e excesso de fundamentalismo.

Os humanos acreditam em Deuses, porque pensam que Eles determinam as regras do comportamento que deve ser seguido. Que Ele existe... e continuam se sacrificando, orando, rezando nas missas e  cultos na Igreja toda a semana, reverenciando santos e imagens implorando de joelhos, acreditando que o “Messias” virá,  que o paraíso e o inferno (alguém já voltou de lá?) existem, (também acho que existem, mas somente para os desesperados e supersticiosos) assim como os egípcios faziam no passado.

O Cristianismo inventou no “tempo da ignorância”, e resolveu o problema com algo muito melhor do que as múmias: nós vamos ressuscitar no dia do Juízo Final, com um corpo intacto e glorioso. Com carne (e musculatura)  e osso e o mesmo corpo que partimos. Ou quem sabe com pele de porcelana, sem rugas, olhar luminoso, sem os peitos caídos.

Em San Francisco, Califórnia e Salt Lake City nos EUA, existem empresas especializadas em serviços de mumificação e oferecem aos clientes vários planos de pagamento. A partir de US$ 40 mil (ou US$ 18 mil sem sarcófago) garantem um serviço completo. Usam uma técnica aperfeiçoada de embalsamamento usados pelos antigos  egípcios. Preservam o corpo por toda a eternidade. Quem se habilita?

Existem aqueles que, acreditam por que os outros acreditam por submissão e tradição. Isto se chama total falta de reflexão e raciocínio. Temos que parar de inventar mentiras para nós mesmos, temos que parar para raciocinar e questionar as religiões. Esclarecer dúvidas (neste momento diante das dúvidas), geralmente quando questionados  eles começam a responder: Ah! Isso não é bem assim! Ah! Isso é apenas uma lenda, simbologia, uma metáfora... Ou uma questão de e só a Deus cabe explicar! Temos sim que: questionar, debater, contestar, argumentar, enfrentar e dar um basta a essa ignorância e hipocrisia coletiva.

Busque a Luz na Verdade e a resposta por você mesmo! O divino está dentro do seu coração. A pessoa deve ser: Justa, Solidária, Caridosa, Amorosa, Paciente e ter virtudes, predicados éticos perfeitos e sem vícios. Não é preciso ser crente, ter fé cega para entrar no “céu” as quais as religiões fazem alegoria e vendem no mercado das religiões. Chegou a hora das sombras do passado desaparecerem. Não espere que uma ajuda externa ou “divina” de algo desconhecido, carregue o fardo do seu sofrimento pessoal. Fortaleça a sua própria Luz e canalize-as suas energias, pensamentos, vibrações positivas e as irradie para seu semelhante e para o mundo.

“Os teólogos dizem: isso são mistérios insondáveis. Ao que respondemos: são absurdidades imaginadas por vós próprios. Começais por inventar o absurdo, depois fazei-nos dele a imposição como mistério divino, insondável e tanto mais profundo quando mais absurdo. É sempre o mesmo procedimento: credo quia absurdum (creio porque é absurdo)”.

 “... Se Deus existisse, só haveria para ele um único meio de servir à liberdade humana: seria o de cessar de existir"

Bakunin

Pesquise mais em:

http://www.imagick.org.br/pagmag/sistmag/deuses.html

Saudações,

Oiced  Mocam

Comentário de Oiced Mocam em 6 maio 2014 às 16:08

É lamentável (mas é fato) e custo a acreditar, que um religiosos, nunca tenham lido nada sobre lendas, mitologias, referentes a um deus-homem morto  e ressuscitado, conhecidos por diferentes nomes. As histórias sobre o imaginário Jesus contem todas as características e semelhanças de relato imortal. Acontecimento a acontecimento, descobrimos que a suposta biografia de Jesus, foi construída e enxertada com temas míticos anteriores. Esses temas que já existiam foram “tomados de empréstimo” ao paganismo da mesma forma como as festas pagãs foram adotadas como dias santos cristãos.

Como se não bastasse, descobrimos que nem mesmo os ensinamentos desse suposto Jesus eram originais, mas haviam sido antecipados pelos sábios pagãos e gregos.

“Uma determinada forma de cristianismo...saiu vitoriosa dos conflitos dos séculos II e III. E ela decidiu qual era o ponto de vista cristão “correto!; estabeleceu quem podia exercer autoridade sobre a crença e a prática cristãs; e definiu quais formas de cristianismo seriam marginalizadas, excluídas, destruídas. Decidiu também quais livros seriam canonizados como as Escrituras e quais seriam excluídos como “heréticos”, portadores de falsas ideias... Apenas vinte e sete entre os primeiros livros cristãos foram incluídos no cânone, copiados  pelos escribas através dos tempos e finalmente traduzidos...Outros acabaram, rejeitados, desprezados, desacreditados, atacados, queimados, praticamente esquecidos – numa palavra perdidos” (Bart D Ehrman)

Da onde os cristãos tiraram suas ideias!

Seguem mais informações, sobre Serápis:

Os gregos criam um Deus universal:

O general grego Ptolomeu denominou-se como um faraó egípcio e levou o título de "Soter" ("Salvador").  Como o governante astuto ele entendeu o valor político de uma religião oficial. A única divindade composta, um deus, um sistema abrangente de crença, pode unificar os diversos povos, muitas vezes antagônicas de seu império poliglota e reforçar a sua devoção a representante terreno do deus - ele próprio.

O primeiro faraó grego queria um deus único, composto de reunir seus diversos assuntos. Em um exemplo "clássico" do processo de sincretismo, o caráter e as características de vários deuses anteriores foram em um só, o deus Serápis.

De todos os deuses gregos faraônicos -Serapis sobreviveu mais tempo, bem no período romano.

Na fusão da personagem de tantos deuses anteriores em Serapis a prática do monoteísmo virtual foi estabelecido em Alexandria sobre várias centenas de anos.

Os novos aspectos incorporados deus de muitas divindades anteriores, incluindo o egípcio Osíris e Apis e o grego Dionísio e Hades, o deus grego do submundo. Os Ptolomeus pretendiam que o novo deus devia ter um apelo universal em um país cada vez mais cosmopolita. Em consequência, a Serapis tinha mais de 200 nomes localizados, incluindo (de acordo com a correspondência do Imperador Adriano ) Cristo!

No século 3 aC, o culto de Serápis tornou-se um culto Estado patrocinado por todo o Egito.  Com a conquista romana, o culto se espalhou por todo o Império.

Esse deus, para desfrutar de aceitação universal e devoção, necessariamente possuiam todos os poderes e aspectos anteriores. 

Para criar essa grande síntese - em um processo que antecipou as ações do imperador romano Constantino vários séculos posteriores - Ptolomeu coloca todos os recursos do estado por trás da promoção e do patrocínio de um culto oficial. Os principais templos do deus foram construídos em Alexandria e Memphis. O Serapeum em si Alexandria egípcio  com a graça e a beleza de estilo helênico. O Serapeum cresceu em um vasto complexo, um dos mais grandiosos monumentos da civilização pagã.

Serapis (Greco-Egyptian deity) -- Encyclopedia Britannica

www.britannica.com/EBchecked/topic/.../Serapis

https://www.google.com.br/

Traduzir esta página (divesrsas páginas)

Religious fusion in Ancient Egypt - Jesus Never Existed

www.jesusneverexisted.com/syncretism.html

https://www.google.com.br/search?q=Religious+fusion+in+Ancient+Egypt&rls=com.microsoft:pt-BR:IE-Address&ie=UTF-8&oe=UTF-8&sourceid=ie7&rlz=1I7SUNC_pt-BRBR401&gfe_rd=cr&ei=FgVpU-itJ4jLgASauIGwCA

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The Syncretism of Egyptian Gods - Tour Egypt

www.touregypt.net/featurestories/sync.htm

https://www.google.com.br/search?q=Religious+fusion+in+Ancient+Egypt&rls=com.microsoft:pt-BR:IE-Address&ie=UTF-8&oe=UTF-8&sourceid=ie7&rlz=1I7SUNC_pt-BRBR401&gfe_rd=cr&ei=FgVpU-itJ4jLgASauIGwCA

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Syncretism - Wikipedia, the free encyclopedia

en.wikipedia.org/wiki/Syncretism

https://www.google.com.br/search?q=Religious+fusion+in+Ancient+Egypt&rls=com.microsoft:pt-BR:IE-Address&ie=UTF-8&oe=UTF-8&sourceid=ie7&rlz=1I7SUNC_pt-BRBR401&gfe_rd=cr&ei=FgVpU-itJ4jLgASauIGwCA

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E respondendo ainda mais as suas dúvidas, além dos últimos comentários onde o personagem já foi desmentido pela história e o Novo Testamento não considerado como prova, que já seriam suficientes:

O ceticismo prova que os pais da igreja primitiva  falsificaram os evangelhos, já que os originais já não existem mais.  As evidencias que eles foram fraudados são completas. Existem casos históricos documentados para pesquisas. As contradições que possam evidenciar são amplas e muitas”

Uma vez que Irineu(o principal arquiteto do cânone) considerava a distinção entre  prova e profecia uma maneira de resolver o problema de como estabelecer quais profecias – e quais revelações- vinham de Deus, ELE ACRESCENTOU certos escritos dos “apóstolos” “àqueles dos “profetas”, porque assim como Justino, acreditava que, juntos, esses textos constituíam indispensáveis testemunhos sobre a “verdade”. Como outros cristãos de sua época, Justino e Irineu, quando falavam nas “escrituras”, estavam se referindo basicamente a Bíblia hebraica: o que hoje chamamos de Novo Testamento e ainda não havia sido compilado.

Segue mais uma evidência, para ficar mais claro a fraude, e que insistes em ignorar, como tantas outras contradições sobre a suposta existência de JC.. O Evangelho de Mateus, aparentemente lendo a profecia de Isaías numa tradução grega, entendeu-a da seguinte forma:

Uma virgem (parthenos em grego) irá conceber”. O que realmente foi escrito no original hebraico era simplesmente que “uma jovem” (almah) irá conceber e dar à luz um filho”.

"Ensine um homem a utilizar a razão e ele pensará por toda a sua vida."

  • Phil Plait

“Muito tempo antes do advento de Jesus Cristo, os egípcios e outros povos acreditavam na vinda de um messias, ..., na concepção por uma virgem, e na encarnação do Espírito na carne. A Igreja cristã primitiva adotou essas verdades antigas como dogmas próprios da religião cristã, mas repudiou as origens [dos dogmas]”.

“A ideia central do livro é a de que muito antes do cristianismo já se acreditava em um Cristo, um Messias, um Salvador herdado de outras crenças, particularmente, das religiões egípcias. Tom Harpur, um ex-pastor, confessa que ainda assim mantem-se religioso, é um cristão. É até paradoxal, pois segundo ele o Novo Testamento é uma montagem de religiões antigas, um arranjo vindo principalmente dos livros do antigo Egito”. Além de uma bibliografia expressiva, ele se fundamenta sobretudo nas obras de Godfrey Higgins (1771-1834), Gerald Massey (1828-1907) e Alvin Boyd Kuhn (1880-1963).

No livro - O Cristo dos Pagãos - em seus vários capítulos oferece farta documentação sobre a criação mitológica do Cristo. Abaixo transcrevo mais um texto:

“Hoje, desde a tradução dos livros do Egito antigo – o Livro dos Mortos, os Textos da Pirâmide, o Amduat e o Livro de Tot ... há provas irrefutáveis”. “todo o corpo da doutrina cristã é simplesmente um egipcismo adaptado e mutilado”. (p.24)

“Seria uma novidade para mim (Tom Harpur) que ... houvesse um Jesus nas tradições egípcias”.

“O nome dele era Iusu, ou Iusa (aparecem as duas versões), com o significado de “o Filho divino que virá para curar ou salvar”. Eu não sabia nada então sobre um Khristós egípcio, ou Cristo, chamado Hórus. Ele e a mãe, Ísis, foram os predecessores da Madona com o Filho dos cristãos e juntos constituíam uma imagem dominante ... antes dos Evangelhos. Como teria sido diferente a minha pregação e o meu ministério se entendesse que esse Hórus mítico antecipou ... a maior parte das palavras e dos milagres de Jesus Cristo – ... e que em um de seus papéis fora “um pescador de homens com doze seguidores”.” (p.19/20)

Leia mais em: http://irreligiosos.ning.com/main/search/search?q=Geral+Massey

Seja curioso, pesquise mais,

Sds,

Oiced

Comentário de Oiced Mocam em 22 abril 2014 às 21:39
Para se perceber o que se quer dizer com o "Jesus histórico",
considere o Rei Midas da Mitologia Grega.
Apesar da difundida crença por uma questão de fé em Jesus, permanece o fato de que não existe um Jesus histórico.
A história em que o Rei Midas transformava tudo o que tocava em ouro é claramente absurda, mas apesar disto sabemos que houve um verdadeiro Rei Midas. O Rei Midas realmente existiu. Em 1954, pesquisadores do Museu de Arqueologia e Antropologia da University of Pennsylvania sob a liderança de Rodney Young, após escavações na Turquia, em Gordiom (hoje Yassihüyük) antiga capital da Frígia, localizaram o túmulo de Midas. Arqueólogos escavaram o seu túmulo e encontraram os seus restos esqueléticos.
 
Os Gregos que contaram a história de Midas e o seu toque dourado pretendiam claramente que o relacionassem com o Midas real. Por isso, apesar da história do toque dourado ser ficcional, a história é acerca de alguém cuja existência é dada como um fato – o "Midas histórico".
No caso de Jesus, no entanto, não há uma única pessoa cuja existência seja um fato e que seja também objeto das histórias de Jesus, isto é, não há nenhum Jesus histórico.

Quando confrontados com um missionário Cristão, podemos imediatamente apontar que a existência de Jesus não foi provada. Quando os missionários argumentam, usualmente apelam mais para as emoções do que para a razão, e tentarão que fiquemos embaraçado ao negares a historicidade de Jesus. A resposta habitual é qualquer coisa do género de "Negar a existência de Jesus não é tão tolo como negar a existência de Júlio César ou da Rainha Isabel?". Existem outras  populares desta resposta, usada especialmente. Deve-se então apontar que há amplas fontes históricas a confirmar a existência de Júlio César, da Rainha Isabel ou de qualquer outro que for nomeado, enquanto que não existe evidência correspondente para Jesus.

Para se ser perfeitamente direto, deve-se ter tempo para fazer alguma investigação sobre as personagens históricas mencionadas pelos missionários e apresentar fortes evidências da sua existência. Ao mesmo tempo deve-se desafiar os missionários a mostrar evidência similar da existência de Jesus. Deve-se apontar que embora a existência de Júlio César ou da Rainha Isabel, etc. seja universalmente aceite, o mesmo já não acontece com Jesus.
No Extremo Oriente, onde as maiores religiões são o Budismo, o Xintoísmo, o Taoísmo e o Confucionismo, Jesus é considerado como mais uma personagem da mitologia religiosa ocidental, a par com Thor, Zeus e Osíris. A maioria dos Hindus não acredita em Jesus, mas os que acreditam consideram que ele é uma das muitas encarnações do deus Hindu Vishnu. Os muçulmanos certamente acreditam em Jesus, mas rejeitam a história do Novo Testamento e consideram que ele foi um profeta que anunciou a vinda de Maomé. Eles negam explicitamente que ele tenha sido crucificado.
Em resumo, não há uma história de Jesus que seja uniformemente aceite pelo mundo inteiro. É este fato que põe Jesus num nível diferente para personalidades históricas estabelecidas. Por outro lado, milhões de gente honesta na Ásia, que fazem a maioria da população mundial, não conseguiram ser convencidos pela história Cristã de Jesus na medida que não há nenhuma evidência de testemunhas oculares, artefatos, constrangedora da sua autenticidade. Os missionários insistirão que a história de Jesus é um fato bem estabelecido e irão argumentar que existem "bastantes evidências que comprovam isso". Deve-se então insistir em ver essa evidência e recusar-se a ouvir boatos enquanto eles não a apresentarem o que nunca aconteceu aqui no Irreligiosos, pois amplamente refutados.
Abraços em especial ao Sérgio Rangel, que me proporcionou uma excelente leitura e interpretação de um livro sugerido.
Oiced
Comentário de Ivan C. Santos em 30 março 2014 às 21:27

Divina, querida, vamos ver se consigo desfazer o seu "biquinho infantilóide", assim como a sua sensação de "magoou" (rsrs).

Primeiramente, amiga, não foi minha intenção colocá-la no mesmo "saco" daqueles que denomino-os como "neoateus". Pelo simples fato de que vc precisaria se esforçar, e muito, para descer ao nível do que pode-se assistir nos vídeos (Youtube) produzidos pela 'galera' (neo) ateísta, independentemente da idade de quem os produz, raros são os que se aproveita algo. Também não acho que vc conseguiria produzir um livro tão ridículo quanto "Deus um delírio" (R. Dawkins), em que perdi meu precioso tempo na leitura daquela "obra" que se tornou, praticamente, uma 'Bíblia' dessa nova geração de ateus; e o autor idolatrado. Existem outros autores tão ruins quanto esse que nem vou citá-los para não estender ainda mais uma discussão em torno de quem não merece sequer uma linha escrita.

Além disso, já percebi que vc faz muito pouco uso de citações bíblicas, evitando assim os mesmos erros crassos comumente cometidos por aqueles que se imaginam "profundos conhecedores" do assunto. Mas, na verdade, conhecem nada, ou quase nada! Não demonstram a menor condição de realizar uma exegese correta, nem mesmo dos textos mais simples da Bíblia, segundo as regras da hermenêutica bíblica. Alguns desses por não serem competentes no desenvolvimento de tais técnicas, alegam, numa forma desesperada de fuga do bom debate, a inutilidade dessas técnicas de interpretação, e tentam convencer outros incautos que são recursos utilizados por religiosos para "maquiarem" as "incoerências" bíblicas que somente eles conseguem perceber no texto. É claro que não estou com isso, pretendendo isentar a Bíblia de qualquer erro; mas os erros existentes no texto bíblico, geralmente não são aqueles apontados por esses aos quais me refiro.

Continuando nas diferenças que a 'separam' desse grupo neoateísta, vc é uma professora da língua portuguesa, e como tal, jamais me aventuraria a discutir interpretação de textos com vc, querida. Seria muita pretensão de minha parte! Estaria incorrendo no mesmo erro que tanto critico, praticado com muita propriedade pelo grupo citado. Então, qualquer equívoco que vc possa vir a cometer numa avaliação do texto bíblico, considerarei que deva ter se dado por não tê-lo lido por inteiro, nunca por interpretação errônea, percebida em escritos de alguns que afirmam terem lido a Bíblia por completo, e mais de uma vez.

Com relação aos agnósticos e ateus, diferentemente de vc não os considero do mesmo grupo. Porém, relativamente a este tópico, têm demonstrado comportamentos similares, daí porque não me preocupei em fazer qualquer destaque. Salvo engano, ambos veem algum valor em outras mitologias, e consideram a Bíblia um "lixo" literário; e eu não a vejo dessa forma. Peço desculpas por perceber algum valor nos ensinamentos bíblicos, embora não praticados por muitos que consideram a Bíblia como "regra de fé".

Por fim, amiga, tentei não generalizar em meu comentário anterior, mas já que não consegui expressar-me claramente nesse sentido, peço a sua compreensão e licença para redimir-me por um erro tão primário. Afinal, sabemos que qualquer generalização é um grave erro de avaliação.

Abs.

Comentário de Divina de Jesus Scarpim em 30 março 2014 às 19:33

Boa noite meu caro Ivan!

Bem, aqui vou eu colocando minha “colher enferrujada” na conversa de novo...

Aqui estão meus pontos de discordância do seu comentário: Primeiro, pelo que vi, não é fato que “todos que aqui comentaram, se declaram como tais”. Como eu já disse mais de uma vez, para mim são sim, mas várias pessoas cujos comentários tenho lido, inclusive a Luísa e o Ivo, não se declaram ateus. Eu sim o faço, mas não sou “todos” J.

Segundo ponto é que não concordo que “o ateísmo tbm cria pressupostos em seus defensores que os impede de analisar sem "ranço" as literaturas religiosas”, acho que o fato de tantos de nós gostarmos de mitologia deveria ser uma prova disso. Até acho bonitas, ricas e interessantes as histórias da mitologia dos hebreus, mas não posso vê-la ou falar dela da mesma forma que vejo e falo da mitologia greco-romana porque não existem gregos ou romanos tentando impor sua mitologia na minha vida, mas existem pessoas (e muitas) que fazem isso com a mitologia hebraica. Acho que essa diferença é crucial.

Quando você diz que “nem por isso os gregos foram tachados de "burros" em tempo algum, tal como alguns ateus gostam de rotular os religiosos pelo simples fato de serem crentes” minha discordância tem dois aspectos: O primeiro é que a mitologia grega norteou a mentalidade do povo grego, não norteia (pelo menos que eu saiba) a vida de ninguém hoje. Como já disse acima, acho que a diferença é ENORME. O segundo ponto é que nem eu nem ninguém nesse grupo tachamos todos os crentes de “burros” e todos nós, com certeza, criticamos e combatemos esse radicalismo burro de alguns ateus. Então, com minha carinha de menina sapeca, faço o meu melhor biquinho “infantilóide” e te digo “magoou!”.

Tem gente burra em todos os lugares e esse fato não pode servir para caracterizar um grupo; digo isso não só para negar que “ateus tacham todos os crentes de burros” como para explicar a razão por que quando um ateu diz que todo crente é burro, esse ateu está sendo burro.

Outro ponto de discordância: “A religião em si não representa qualquer ameaça à sociedade”, eu não concordo com isso, acho que a religião em si representa risco sério à sociedade; tanto representa que em geral são os dogmas da “religião em si” que são usados para justificar todo tipo de absurdo cometido por religiosos. Não acho que todo e qualquer perigo se deva às “distorções inescrupulosas praticadas por alguns líderes religiosos, no tocante ao texto bíblico”, acho que o texto bíblico se presta muito bem a essas distorções e elas deixaram há muito de ser apenas “distorções inescrupulosas praticadas por alguns líderes religiosos” para se tornar a base (e o perigo) da “religião em si”.

Quando você fala em uma religião "pura e imaculada", fico me perguntando o que seja isso. Percebi que você colocou entre aspas, mas mesmo assim acho que a questão não perde a pertinência. Talvez você esteja se referindo à raiz da religião, ou seja, àquilo que realmente estava escrito nos textos originais, aquilo que apenas você e alguns muito poucos estudiosos têm condição de expor e argumentar. Mesmo nessa “pureza”, para dizer a verdade, não consigo perceber uma religião que seja totalmente inofensiva. Claro que não tenho seu conhecimento e não posso provar o que estou dizendo com os tais textos originais, mas duvido, e muito, que qualquer povo crie um deus que seja seu sem fazer com que esse deus seja um perigo para os “forasteiros” e acho que a história mostra que os judeus não são exceções.

Eu partilho da preocupação da Luísa quanto à exploração de pessoas crédulas, talvez me preocupe ainda mais pelo fato de aqui no Brasil essa exploração ser ainda mais efetiva do que em Portugal, pelo menos é o que me parece. E não concordo que “ambos são "culpados" por isso, fiéis e líderes”, pelo menos não concordo na generalização dessa culpa, porque sei que existem muitas pessoas que não praticam a religião “por interesses outros que não a pura introspecção espiritual”. Sei que tem pessoas que não vão às igrejas apenas porque “querem "se dar bem" na vida”, embora concorde com você quando diz que um grande número de fiéis busca benefícios materiais através da religião, mas “um grande número” não significa “todos” e é principalmente com os muitos que não fazem parte desse grande número que me preocupo; e acho que a Luísa também.

Mas, ainda devo dizer que me preocupo também com muitos dos que sim, estão procurando por benefícios matérias nas igrejas, com os muitos que, além de inocentes, são tão pobres e miseráveis que, acreditando nos exploradores, procuram a ajuda de deus para tentar dar uma vida minimamente digna às suas famílias. E os há!

Por último vem o trecho com o qual eu concordo totalmente: “Penso que tal realidade só mudará à base de MUITA INFORMAÇÃO sobre os equívocos praticados por essa relação quase senil”. E concordo que chamar todo crente de burro, além de não ser verdade e de ser burrice, não vai mesmo conseguir mudar essa situação e afastar os perigos do extremismo religioso. Mas faço novamente meu biquinho infantilóide e digo novamente “magoou” quando você diz que essas sandices vêm sendo praticadas “por essa nova geração de ateus (neoateus)”, isso porque acho que sou parte dessa “nova geração de ateus” e não pratico esse tipo de radicalismo, além de conhecer muitos outros ateus, alguns bem jovens inclusive, que também não o fazem.

Enfim, acho que no final das contas a maioria dos pontos das minhas discordâncias quanto ao seu comentário se resumem a um aspecto: Discordei todas as vezes que você generalizou.

 

Saudações e boa semana!

Comentário de Ivan C. Santos em 30 março 2014 às 17:00

Luísa, querida, usei "ateus" porque todos que aqui comentaram, se declaram como tais. E tbm para que fique patente que, assim como as religiões, o ateísmo tbm cria pressupostos em seus defensores que os impede de analisar sem "ranço" as literaturas religiosas, e daí emitir suas opiniões apenas racionais.

Concordo com vc que a Bíblia norteia a vida de muitas pessoas, porém a mitologia grega tbm norteou a mentalidade do povo grego, nem por isso os gregos foram tachados de "burros" em tempo algum, tal como alguns ateus gostam de rotular os religiosos pelo simples fato de serem crentes.

A religião em si não representa qualquer ameaça à sociedade. Se existe algum perigo nisso, este deve-se às distorções inescrupulosas praticadas por alguns líderes religiosos, no tocante ao texto bíblico. Há tbm um descaso nas pesquisas pessoais por parte da maioria crente. Mas nada disso aponta para a religião "pura e imaculada", e sim para os desvios da mesma.

Não me preocupa a exploração de pessoas crédulas, pelo simples de que ambos são "culpados" por isso, fiéis e líderes. Ambos praticam a religião por interesses outros que não a pura introspecção espiritual. Ambos querem "se dar bem" na vida! E se até hoje um grande número de fiéis ainda não percebeu que os benefícios materiais que buscam através da religião só retornam aos seus líderes, resta-me apenas lamentar.

Penso que tal realidade só mudará à base de MUITA INFORMAÇÃO sobre os equívocos praticados por essa relação quase senil. Mas isso certamente não se dará por críticas desenfreadas, despolidas e sem qualquer base de conhecimento acerca do assunto, a exemplo do que vem sendo praticado por essa nova geração de ateus (neoateus).
Abs.

Comentário de Luísa L. em 30 março 2014 às 15:10

Ivan, a diferença que apontas entre o certo carinho que os ateus (palavras tuas, pois eu diria, as pessoas) têm pelas mitologias da antiguidade clássica e anteriores, e, digamos, o não carinho que nutrem pela bíblia, parece-me claro.

Prende-se com o facto de se olhar para a sociedade e se poder verificar, com alguma tristeza, que as pessoas ainda acreditam em mitos, e mais, regem as suas vidas e muitas tomam decisões baseadas na mentalidade do séc. III e.c. e 1500-600 a.e.c.. Na verdade, por muito fleumáticos que sejamos, isso para além de triste, deixa em algumas pessoas - é o meu caso - uma sensação de impotência e desmoralização.

Honestamente, não me confunde nada que alguém creia em Deus, mas deixa-me angustiada o facto de ver pessoas (sociedades inteiras) a regerem as suas vidas por dogmas e ideias que nada têm a ver com a nossa realidade. Deixa-me muito triste ver as igrejas e outras formas de crenças (adivinhações, por exemplo) explorarem as pessoas crédulas. E o pior é que essas pessoas acham que quem está "a ver mal a coisa" sou eu!

Abraços. 

Comentário de Ivan C. Santos em 30 março 2014 às 14:40

"Interessante" o critério ateísta. Pelo que pode-se perceber neste tópico (bem legal, por sinal), os ateus reconhecem algum valor nas mitologias, no que estamos concordes. No entanto, por outro lado, esculacham a Bíblia, e uma das razões alegadas para isso é o fato de considerá-la "mitológica", termo este que, quando relacionado à Bíblia, é utilizado com uma conotação negativa.

Coerência,  colegas! Nossos pressupostos não devem influenciar em nossas avaliações acerca de qualquer obra. Uma avaliação racional... deve ser simplesmente racional. Não é mesmo? (rsrs) 

Abs.

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