Irreligiosos

Se você não sabe, aceita e não questiona, embota-se e acaba virando crente.

O Fim de Deus (Reflexões do Pensador Antídio Teixeira)

Nosso colega e colaborador Antídio Teixeira enviou-nos para publicação o belíssimo texto abaixo, que merece a nossa atenção:

O FIM DE “DEUS” e. . .  

       O começo da vida e seu desenvolvimento  

                                                *     *     *                                       Prefácio

Caríssimo Leitor:

O depoimento que a seguir exponho é resultado de uma longa vida de observações e busca de explicações para fenômenos vistos, ouvidos ou lidos. O estímulo para este comportamento foi a curiosidade de entender o poema “Metamorfoses” repassado a mim pelo meu pai ainda na adolescência. No entanto, em consequência da minha dedicação maior de pensar para dentro sem expressar conclusões tão exóticas, deixei de exercitar por longo tempo por palavras faladas ou escritas os meus pensamentos para expor com maior clareza a divulgação dos mesmos.

Espero que esta falha seja compensada pela sua curiosidade, vontade e capacidade para exercitá-la até alargar o espaço mental suficiente para abrigar a idéia do que é o espaço infinito e eterno dentro do qual flutua em movimento energético intenso o nosso Universo com tudo que dentro dele existe nas formas de energia, luz, movimento e matéria. Aí encontrar explicações para entender os diversos fenômenos ambientais e sociais que envolvem a vida desde o princípio até hoje.

                                                       *  *  *

Quem conseguir entender o mecanismo da vida como entendo que ela é, (não apenas pensar que sabe), verá que não há mais espaço na nossa cultura para que entidades religiosas se sirvam de figuras místicas para intimidar os seus adeptos e submetê-los aos seus regulamentos, assim como governantes e empresários manipularem o comportamento social dos povos de acordo com seus interesses. Explicações vãs, não inteligíveis, para a formação moral e cultural das pessoas subordinando-as aos seus preceitos fazem com que elas tenham seus desenvolvimentos intelectuais estagnados, por se darem por satisfeitas com os ensinamentos recebidos e quase todos não entendidos. Todos os religiosos que acreditam na existência de Deus como sendo uma entidade personificada onisciente, onipresente e onipotente julgando vivos e mortos, levando os bons para o céu e mandando os maus para o inferno, está na hora de levantar o véu do misticismo e procurar entender que existe, sim, no lugar de um deus, uma poderosa força mecânica presente em tudo que existe desde a composição dos átomos até dos sistemas estelares: É o movimento; O deus mecânico que passarei a descrever será mais fácil de entendimento para engenheiros, mecânicos ou para quem lida com turbinas centrífugas sendo que, para os demais, a compreensão será um pouco mais trabalhosa. No entanto, é necessário que levem em consideração que o movimento destas máquinas tem um limite de comparação porque as substâncias mais pesadas contidas nas centrífugas são impulsionadas para a periferia do movimento circular por uma força externa (motor), e que, além do mais, têm uma parede limitadora em sua volta para reter as substâncias turbinadas, o que não ocorre com o Universo que é uma massa energética com movimento rotativo próprio e constante, sem limite definido em sua volta, flutuando em espaço infinito. Tudo que ocorre dentro dele está em eternas e contínuas transformações e deriva deste movimento energético modelado pelas forças centrífugas e centrípetas. Resumindo: este deus é composto de ENERGIA modelada pelas duas forças citadas.

Vejamos o seu funcionamento: A periferia dessa massa energética é o maior caminho do disco onde a energia circunda a 299 792 458 metros por segundo. É a maior velocidade que, teoricamente, um corpo poderia alcançar se houvesse condições para realizar tal empreendimento, donde dá para se concluir que no espaço que circunda o Universo só existe energia pura em movimento. Afirmações científicas, teoricamente, informam que qualquer corpo que (se possível) viesse se deslocar com a mesma velocidade da luz se transformaria também em luz; digo eu: Toda matéria é energia concentrada; mas, nem toda energia deriva da matéria em decomposição porque o próprio Universo é energia pura. Tudo depende da velocidade circulante dentro dos seus componentes, como ocorre com os elétrons dentro dos átomos.

O que acontece no Cosmo? – Para facilitar a compreensão, tomando como exemplo o prato de uma vitrola, a periferia deste descreve uma órbita muito maior do que qualquer outro ponto interno, com a velocidade máxima do movimento da peça. À medida que determinados pontos no interior do disco são tomados como referência, observaremos que o caminho circulante de cada um vai se tornando cada vez mais curto na medida em que vão se aproximando do centro do movimento. Consequentemente, as velocidades nas órbitas internas passam a ser reduzidas, assim como a extensão do circuito, e a energia vai sendo comprimida, concentrada, materializada e tornando-se mais pesada. Chegando ao ponto máximo de concentração, ela é atirada de volta para a periferia pela força centrífuga, agora materializada, enquanto igual quantidade de energia equivalente ao da matéria atirada é sugada para o centro pela força centrípeta para nova materialização. No caminho do centro para a periferia, já materializada, ela adquire movimento de rotação porque, mergulhada numa massa em movimento circular, um lado do corpo já formado recebe maior fricção de um lado do que do outro o que provoca o movimento de rotação do corpo dando formato semi-esférico característica dos astros, como ocorreu com a nossa Terra. (Veja que a circunferência maior, o equador, é perpendicular ao eixo). Ao se aproximar da periferia universal, ela vai, novamente, se desintegrando até se fundir com a energia livre circulante. Assim, neste vai e vem energético que ocorre eternamente em todos os sistemas, sejam atômicos, planetários ou estelares estão todos os fenômenos reais ou os que a mente humana possa conceber.

                                                     * *  *  

***(Tudo que é já foi e continuará sendo energia do Cosmo do qual é parte integrante e imperdível. Tudo é força, calor, matéria, vida ou movimento. - “Metamorfoses” - Joaquim de Queiroz- Juazeiro – Bahia).

                                                    * * * *

A Energia é a força única que constitui tudo que existe no universo porque ela é o próprio Universo em movimento eterno; até mesmo dentro dos objetos que nos parecem estáticos, os elétrons de seus átomos estão em movimento. Tais movimentos determinam a variedade da matéria; umas em fase inicial ou de incorporação e evolução, outras encerrando o ciclo, em estado de decomposição com a liberação da energia que mantinha coesas as suas partes.

Um exemplo: A água destilada, puríssima e líquida; congelada é sólida, em alta temperatura é vapor. Resfriado o vapor, ele voltará ao seu estado líquido; aquecendo o gelo, também voltará a ser água. Se adicionarmos à água, sal, açúcar ou vinagre ela continuará sendo água + os aditivos diluído. Isso porque, se submetê-la a filtragem ou destilação, a água voltará à sua pureza inicial livre dos aditivos. Assim é a energia “divina”. Tudo é feito com ela em estado de concentração e volta à sua condição de energia livre após a degradação da matéria.

  Como cheguei a esta conclusão poderá ser o caminho para quem quiser melhor entender. Para mim foi buscando explicações para todos os fenômenos vistos, ouvidos ou lidos. A interpretação plena de meus pontos de vista carece de um bom conhecimento horizontalizado nas áreas de física, química e de ciência naturais. Vejam: Cada fenômeno observado é causado por um ou mais fenômenos anteriores; Estes, por sua vez, foram fenômenos de outras causas antecedentes; e tais causas já derivaram de tantos outros fenômenos mais distantes; e assim, de causas em fenômenos ou de fenômenos em causas sucessivas se chega a um entendimento do que é o “Todo Universal” e como ele funciona. É penoso, mas é o único caminho pelo qual só poderá trafegar quem tiver vontade férrea para entender o que é a vida.

                                                 * * * *

                                Formação da Matéria e da Vida

A energia que circunda o Universo com a velocidade máxima, só é visível para nós, ao se chocar com obstáculos tais como astros ou, no nosso caso, com a atmosfera que se torna fulgurante. Aqui ela se transforma em luz visível e esta em calor. Este calor constitui e se incorpora nos elétrons que compõem os átomos na forma de velocidade; e estes em moléculas e estas em matéria. Através da fotossíntese ela se materializa para formação da vida vegetal na qual fica inserida como elemento aglutinador de suas moléculas. Nesse processo que já durou bilhões de anos se formou o mundo vegetal com suas imensas florestas cujos resíduos foram sepultados através das intempéries para dar origem à hulha, (carvão natural) e gases que, hoje, nos utilizamos como combustíveis, assim como as resinas e os graxos animais posteriormente incorporados, vieram dar origem ao petróleo.

Os produtos vegetais, frutos, sementes ou lenha cuja congregação das células é mantida pela força energética, quando em processo de decomposição, libera na forma de calor a mesma quantidade de energia que compunha suas matérias. Dentro destes processos contínuos os nossos corpos não são mais do que resquícios dos elementos primários metálicos que evoluíram nas formas de sais; e estes que, incentivados pela contínua incidência da luz e consequente calor, passaram a integrar os organismos vegetais e, continuadamente, compuseram os tecidos dos corpos dos animais que diariamente comemos depois de mortos para se fixarem nos nossos organismos.

O calor disperso pela luz em diferentes pontos do planeta com intensidade variada promove o movimento da atmosfera em busca de equilíbrio climático e se desloca para diferentes pontos da Terra: Os ventos. Estes conduzem os vapores para diferentes regiões onde se condensam e se precipitam da forma de chuva ou conduzem as nuvens úmidas de umas para outras áreas causando secas em umas e geleiras em outras, fenômenos que propiciaram as transformações e evolução das vidas vegetais, animais e suas diversificações. A vida animada teve início com os micro-organismos gerados pela matéria orgânica em decomposição e evoluiu até chegar aos humanos através de um sistema seletivo que atuou durante bilhões de anos, em que os exemplares mais fortes, hábeis e aptos sobreviveram às intempéries e se reproduziram; enquanto isso os menos capazes de superar as adversidades sucumbiram encerrando as suas linhagens. No auge desse seguimento os humanos mais aptos chegaram ao máximo da evolução tanto na forma física assim como no desenvolvimento intelectual, seguindo o mesmo processo seletivo, iniciado na formação da matéria em que a lei dos mais fortes começa a se manifestar desde a seleção de átomos para formação de moléculas.

 

                         Nossa História Contemporânea

Até fins do século XVIII, toda a economia mundial repousava na produção acionada pela energia originada em fontes animal e humana. Os senhores de escravos tinham sobre eles os mesmos poderes que tinham sobre seus animais. Tanto animais, assim como os escravos, representavam bens patrimoniais. Na falta de leis reguladoras, comprava-os e vendia-os da mesma forma com que hoje são tratados os animais. Predominava a lei do mais forte e, consequentemente, do mais rico e poderoso. Como bens pessoais, logicamente os seus animais e escravos, que eram propulsores de seus rendimentos e de prestação de serviços, recebiam tratamentos semelhantes aos que hoje são dedicados às máquinas e equipamentos que possuímos. Valem e são bem tratados enquanto produzem; quando não mais servem: máquinas para a sucata, animais para o açougue e seres humanos libertados a título de reconhecimento, porém abandonados sem emprego, abrigo, alimentos, saúde e educação. Tanto aqui no Brasil como no resto do mundo, com a abolição da escravatura, os ex-escravos, foram largados à própria sorte sem nenhuma forma de rendimento para a subsistência, de apoio social, nem por parte dos ex-senhores nem dos governos estabelecidos por eles.  Hoje, seus descendentes, mesmo pobres e desempregados são instigados pela mídia para consumirem o que não podem por falta de trabalho, consequentemente, de recursos; com isso deflagram uma disputa férrea contra a classe média que fica espremida entre a nobreza econômica e a plebe miserável, o que serve de base para violências registradas em todo o mundo.

                               A Revolução Industrial      (causa e consequências)

Os motivos básicos para o desenvolvimento sócio econômico dos povos foram: a) - A aspiração de melhores condições de vida; b) – O acúmulo dos resultados de experiências no dia a dia; c) – A existência de matérias primas diversas em abundância torno das grandes povoações. Inicialmente representadas pelas florestas que, aos poucos, eram dizimadas para lenha, como combustível, e para o plantio de agricultura de subsistência, seguido pela pecuária. Este desenvolvimento paulatino propiciava, também, o aumento proporcional da humanidade. Somente, a partir dos fins do século XV, quando a utilização dos combustíveis fósseis como fonte de calor, fez detonar a Revolução Industrial e tecnologias avançadas, para produção de bens essenciais e melhores condições de vida. Este fato fez acelerar o crescimento populacional do mundo e o consequente consumo. O petróleo, p/ex., combustível maior expressão entre os demais, estava há pouca distância dos centros de consumo como no caso de Salvador – Bahia - BR, onde no subúrbio de Lobato, brotava espontaneamente do solo e era usado pelos mais pobres em candeeiros de iluminação. Hoje, tais combustíveis são içados em algumas partes do mundo em até 3 km. de profundidade no solo, ou transportado por milhares de quilômetros até o consumo final. Só aí, sem citar outros exemplos especialmente de minérios para as indústrias e de produtos agrícolas para alimentação, dá para se entender o quanto ficou caro o consumo de tudo que necessitamos para viver, assim como os supérfluos fabricados unicamente com fins lucrativos dos financiadores.

                                                 *  *  *

Na época pré-industrialização, os poucos equipamentos e ferramentas que havia eram produzidos com metais caros como o cobre, nas formas de ligas: com o zinco (latão) e com o estanho (bronze). O ferro, apesar de conhecido, era um metal ainda mais caro dado as elevadas temperaturas necessárias para a fundição do minério, não alcançadas com a queima de lenha; o calor necessário só era obtido com a queima de carvão vegetal alimentada por foles que eram acionados por escravos, muitas vezes durante um dia para obter 10 a 12 quilos do ferro-gusa. Devido ao seu elevado custo, sua utilização ficava limitada para fabricação de armas, (espadas e lanças) ferramentas de corte para o artesanato e instrumentos para uso doméstico. Na Inglaterra, um acaso levou à descoberta da transformação da hulha, abundante em quase toda a Europa, em coque; e com este a fundição do minério de ferro, também abundante no mesmo continente; A fundição do ferro a custos vis propiciou o desenvolvimento de sua aplicação na produção de diversos bens que antes eram produzidos por elevados custos, o que fez eclodir a Revolução Industrial e desta, o início da desvalorização dos seres humanos e de animais na produção. Na agricultura, equipamentos que antes eram feitos de madeira com duração efêmera como cavadeira, enxadas, pás, arados e carroças, passaram a ser produzidas em ferro, muito mais baratos, duradouros, eficientes e produtivos. Mais produção com menos trabalhadores. Com o invento de máquinas a vapor e, gradativamente, motores acionados com petróleo, a produtividade agrícola tornou-se ainda mais lucrativa com a dispensa de mais mão-de-obra escrava que era mais cara porque os senhores necessitavam alimentá-los, abrigá-los e mantê-los vivos e sadios para melhor produzirem.

 Na indústria, o que era produzido por muitos operários especializados, passou a ser, gradativamente, realizado por números cada vez menores de trabalhadores. Cresceu o contingente de desempregados em todo o mundo.

 Os países europeus, desbravadores da tecnologia e de matéria prima abundante na época, logo sentiram que suas produções eram superiores à capacidade de consumo interno, especialmente pelo crescente número de desempregados que necessitavam consumir para sobreviver e sem contar com os recursos antes obtidos no trabalho. Foram estimuladas as produções de bens supérfluos para gerar empregos internos e crescentes e a necessidade do aumento de exportações para escoar a produção. Bens que até então eram disputados a ferro e fogo, passaram a ser ofertados pelos menores preços, graças a substituição de homens por máquinas nas diversas produções.

Começou a disputa pelos mercados externos o que motivou as grandes guerras e ainda as atuais regionais. Os países que enriqueceram na fase promissora da Revolução Industrial, (quase todos ricos em carvão mineral e ferro), concederam independência política e governamental às suas colônias subordinando-as a uma falsa democracia que encoberta um traiçoeiro regime financeiro, o capitalista. Hoje, potências militares, mantêm seus ex-domínios coloniais atrelados aos países que enriqueceram produzindo e exportando bens, inicialmente úteis e atualmente, a maior parte supérfluos, impondo seu consumo para manter as suas economias. Portanto, o sistema colonial ainda existe com novas roupas. Nele, quem domina pode esbanjar legalmente, (sob leis feitas e estabelecidas pelos próprios ex-senhores e seus herdeiros), os recursos naturais que deveriam satisfazer às necessidades básicas das diversas populações mundiais. Para isso, numa forma de escravidão intelectual modelaram o comportamento social dos povos de acordo com seus interesses econômicos. A mídia tem sido a ferramenta lapidadora e bloqueadora do desenvolvimento intelectual natural das pessoas para que elas não entendam a escravidão à qual estão cativos. As paixões são exacerbadas para ocultar as razões. Os espaços mentais são preenchidos com idéias e comportamentos fúteis que levam ao consumismo; e é o consumo excessivo, inconsciente e irresponsável, causador do desequilíbrio sócio ambiental do nosso planeta, cujos efeitos já se faz sentir em todo mundo.

O ensino de matérias especializadas em busca de maior produtividade do sistema limitou os conhecimentos dos estudantes, futuros profissionais, a pequenas faixas do todo universal. Quem é professor de línguas, teoricamente só entende de gramática de seus países ou de outros relacionados com os seus; são incapazes de entender, (pode até saber, porém sem nada entender) como ocorre o nascimento e desenvolvimento de uma planta ou o que faz com que um coco depois de maduro caia no chão; quem é médico, só é obrigado a conhecer o corpo humano e os fenômenos que ocorrem dentro dele; para engenheiros, conhecimentos profundos dentro das especialidades escolhidas, como construção civil, rodoviárias, agronômicas, pesquisas, etc. Tudo voltado para maior produtividade lucrativa dos detentores da economia e menos pela vocação natural e a vontade de se identificar dentro do meio ambiente em que vive e implantar melhores condições de vida para todos. Predomina o egoísmo.

O consumo desenfreado de produtos que esvaem as reservas naturais de matérias primas do planeta e que dependem de fontes de energia limpa, considerando que as hídricas já estão nos limites de produção, as eólicas de vida efêmera, são caríssimas, dado os custos de instalação e de manutenção, e a luz solar, muintíssimo dispersa, por ocuparem vastas áreas se solo, nunca teriam condições para atender o consumo elétrico das cidades; Os resíduos das termelétricas e das usinas nucleares, já vêm contaminado o meio ambiente mundial com seus efluentes gasosos, e os resíduos do consumo supérfluo poluem o ar, o solo e os mares; tudo isso indica que a humanidade para sobreviver, tem que encontrar novos caminhos mais justos e seguros.

Para manter ativa esta situação caótica, os países ricos, em jogadas com moedas de valores simbólicos, importam por preços vis dos países reféns da economia, matérias primas para serem beneficiadas lá. (Ex. – O Brasil exporta para países ricos minérios cujo processo de extração deixa montanhas de resíduos poluentes contaminando o solo e as águas, causando desastres ambientais como ocorreu em Mariana - MG ou Barcarena no Pará; Em troca recebe deles, produtos de consumo final industrializados lá por preços tentadores entre os quais, aparelhos sofisticados sem peças de reposição, obrigando, em casos de avaria, o consumidor adquirir outro novo e destinar aquele ao lixo. É mais matéria prima e energia consumida para produzir outro e mais lixo a ser descartado. Para o empresariado brasileiro que visa maiores lucros nos seus negócios, os repassam para o mercado interno deixando legiões de desempregados e desgastes na economia do país.)

 Quando instalam suas fábricas lançadoras de resíduos poluentes em outros países subdesenvolvidos, o fazem com promessas de empregos. Porém, por dispor de energia barata no país, estas são automatizadas e o número de empregos gerados não compensa o valor da energia utilizada, dos danos ambientais causados, da matéria prima consumida e os danos sócio- econômicos para as sociedades locais. Os produtos finais dessas  indústrias que são exportados para os países sede, são por preços subfaturados, e os que são  vendidos nos mercados internos é por preços escorchantes. (É o caso do Brasil com as indústrias automobilísticas, toda automatizada). Para os países “colônia” dominados pelo sistema, exportam o lixo do consumo supérfluo que já cobre vastas áreas da África. Para manter esta caótica situação, os países ricos lutam desesperadamente pela manutenção da democracia em todo o mundo, seja diretamente por força da intimidação de suas forças armadas ou contribuindo economicamente para que os países mais poderosos militarmente o façam. Grande parte dos recursos obtidos é aplicado nos aparatos militares como a construção de navios de guerra, aviões ou armas nucleares. Com raras exceções, os beneficiários deste imoral sistema, desconhecem o custo em sofrimento que os pobres de todo o mundo, inclusive dos próprios países dominadores, pagam pelos seus consumos inconscientes. Quando tomam conhecimento das barbáries, reagem como vimos há pouco tempo enérgicas reações de americanos contra a venda livre de armas e da separação de crianças e pais imigrantes (2.018).

 O mundo está marchando para uma catástrofe imprevisível e sem precedente.

Qual será o destino da humanidade? – Que fazer para abortar esta tendência catastrófica? ------Sugiro, para estudo:

1º) – a criação de impostos justos sobre os grandes rendimentos pessoais e empresariais para custear as obrigações sociais que os governos de todos os países devem aos seus povos especialmente em saúde e educação;

2º) -Criação de uma moeda única para o mundo que expresse o valor real das coisas. A energia, seja elétrica, térmica, motriz ou qualquer outra forma, é parte integrante dos custos de qualquer produto ou serviço. Como todas as formas de energia podem ser expressas em calorias, esta poderia servir de base para a moeda indicada. Assim, as planilhas de custo em vez de serem confeccionadas nesta ou naquela moeda de diferentes países, elas citariam apenas uma moeda única com valor equivalente a XXX calorias em todo mundo. Seu nome poderá ser “VERDA” (de verdadeiro) e a sua emissão e controle poderão ser feitas por sociedades ambientalistas em todos os países; e a sua adoção tão simples como a aceitação de moedas de países recén-criados. Deste modo como exemplo, o consumidor, em qualquer parte do mundo, tem como analisar se o custo verdadeiro das quantidades de papel absorvente para enxugar as mãos nos banheiros coletivos se consome mais ou menos energia na fabricação, embalagem, transporte, etc. do que a que é utilizada com secadores elétricos; Ficará evidente para o consumidor se mercadorias produzidas no seu bairro, estado ou país têm agregados nas suas composições de custo, maiores ou menores teores de energia, do que as procedentes de outras regiões mais distantes e que, aparentemente, ficam mais baratas quando demonstradas em valores artificiais, expressos em moedas de valores flutuantes estabelecidos pelos governos. Poderá evidenciar se a reciclagem de embalagem como garrafas, frascos, caixas, etc. consome mais ou menos energia do que a que é consumida para produzir outras novas, considerando, também, o volume de lixo produzido e o custo deste para descarte e os danos ambientais causados; Se a utilização doméstica de louças, copos de vidro, talheres, guardanapos de tecido, etc. laváveis oferecem maior economia e saúde ambiental do que seus similares em papel e plásticos. Afinal, tudo isso, direta ou indiretamente, se reflete no bem estar e na segurança de todos os povos. – O admirável avanço tecnológico, nunca antes imaginado, beneficia apenas estreita faixa das sociedades de consumo se comparada com o todo populacional global. Cresce as legiões de remediados e de miseráveis, e o consequente avanço da violência mundial.

Resumindo o todo: O que no passado era apenas uma escravidão física multimilenar, porém responsável socialmente para com os trabalhadores escravos, ainda mesmo que tenha sido por interesses econômicos, foi substituída por uma escravidão intelectual e de total abandono social em que permite a concentração da economia em menor número de indivíduos perdulários enquanto aumenta a exclusão humana no trabalho em todo mundo. Em nome das gerações mais jovens sugiro que as classes médias em todo mundo, espremida entre milionários e miseráveis em que são as maiores vítimas dos gritos dos excluídos, se unam para encontrar novos caminhos mais justos para estes, e mais responsável para aqueles, para que a humanidade siga seu caminho natural em paz.

Qual o caminho mais indicado?- Rigoroso controle da natalidade a fim de reduzir a massa populacional, consequentemente o consumo supérfluo.

*******************************************************

            

                ***  METAMORFOSES

                                     

                                                             (Não há nada de novo debaixo do Sol). 

                                                                                                     (Máxima de Salomão)

 

Tudo é ressurreição na Natureza. É crível que

Tudo que é, já foi e há de ser elemento do cosmo

Do qual é parte integrante e imperdível.

Tudo é força, calor, vida e movimento.

 

Tudo é atração e repulsão passíveis de eternas mutações:

A flora, a fauna ou o vento,

Dos átomos aos sóis, do visível ao invisível,

Tudo vibra e evolui: matéria e pensamento.

 

A lei do transformismo impera no universo:

A pedra, a planta, o símio ou o homem,

Ora aqui se congregam ou ali se põem dispersos.

 

Polens de ouro hão de ser corimbos, incompletos pomos,

Que dão sementes que alimentam aos que comem,

Numa ânsia germinal, de dar flores e frutos.

 

Tudo é ressurreição na Natureza.

Eu louvo o mar que se evapora.

É nuvem, neblina e chuva que aos rios enchem e voltam ao mar de novo;

Adoro o sol que é luz, pão, sangue ou albumina.

 

Vem da bolota o azinho e a águia ressurge do ovo.

Ambos colossais e de origem tão pequenina.

Seja o leão na selva, ou seja o rei de um povo,

A lei com que este governa, o outro determina.

 

Da crisálida inerte irrompe a borboleta;

O cadáver que tomba, em gases se transmuda,

Gases que irão ser árvores, rochas ou maretas.

 

 

O fósforo que anima o cérebro de um gênio,

Talvez já tivesse sido concha alvíssima e bojuda,

Do Báltico ou do Egeu, do Cáspio ou do Tirreno.   

 

Tudo é ressurreição na Natureza.                      

É fato que a alma, a divina essência,

Existe em todo ser e nunca se extingue. É exato.

É o infinito ressurgir de tudo na existência.

 

Seja monera, ou larva, ou gente, ou cisne ou gato,

Deles não morrerão o instinto nem a inteligência,

Que em múltiplos vai-e-vem, mudando de formato,

Ascendem procurando o pão, o amor e a ciência.

 

Com mostras de virtude ou manchas de pecado,

Corpos que vão nascendo e almas que vão partindo,

Tudo marcha em busca do Eldorado.

A sofrer e a gozar num sentimento alterno,

Tudo se eleva aos céus e vai chorando ou rindo,

Bem para o infinito, para o Poder Eterno.

 

*** O poema Metamorfoses foi dedicado ao meu pai, José Francisco Rodrigues Teixeira em junho de 1915, pelo autor Joaquim de Queiroz da cidade de Juazeiro, Bahia, que transmitiu a mim ainda jovem e me incitou a procurar entender as revolucionárias afirmações.

Dele, o pouco que pude entender é o que aqui expus; E a última estrofe, não entendida por mim, deixo por conta da imaginação do iluminado leitor.

Rio de Janeiro, 16/06/18 – Antídio Santos Pereira Teixeira

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