Irreligiosos

Se você não sabe, aceita e não questiona, embota-se e acaba virando crente.

O Livro dos Espíritos - Resenha e Reflexões

 

O Livro dos Espíritos – 332 p

Autor: Allan Kardec (1804-1869)

(Hippolyte Leon Denizard Rivail)

Tradução: Salvador Gentile

Edição: Instituto de Difusão Espírita – IDE

(182ª edição – 2009; 25ª reimpressão – 2012)

 

Comentário crítico do texto: por Assis Utsch

 

Esse livro é a Bíblia do Espiritismo. São 352 páginas distribuídas entre uma Nota, a Introdução, os Prolegômenos, os Livros Primeiro, Segundo, Terceiro e Quarto – apresentados em 29 capítulos – mais a Conclusão, os Índices Geral e Analítico e a Nota Explicativa.

Na primeira página são apresentados os temas de seu conteúdo – Os Princípios da Doutrina Espírita – compreendendo “a imortalidade da alma, a natureza dos Espíritos e suas relações com os homens, as leis morais, a vida presente, a vida futura e o futuro da Humanidade”. Os quatro livros, num só volume, são escritos sob a forma de Perguntas e Respostas, num total de 1018 questões.

Não há o costume de se dizer que O livro dos Espíritos seja um livro santo, tal qual a Bíblia, ou a Torá, ou o Corão, os Vedas, o Zendavesta (ou Avesta) e muitos outros textos antigos. Sendo um livro novo – meados do século XIX – o nome sagrado não lhe pespegou, embora seu conteúdo seja doutrinário, de natureza religiosa. Os religiosos contemplam os livros santos estranhos à sua crença como obras mitológicas, fabulescas, lendas, da mesma forma que, sendo crentes em seu Deus, são ateus em relação aos demais Deuses, que aliás eles nem reconhecem como Deus.

Assim como os Evangelhos foram escritos para convencer – através especialmente de milagres e outras proezas – o Livro dos Espíritos tem também idêntico propósito, até mais enfático.

Quando recentemente os avanços científico-tecnológicos permitiram que pessoas, usando apenas sua concentração mental, acionassem um instrumento capaz de captar ondas cerebrais, muitos se apressaram em dizer que isto era uma prova da existência dos espíritos. Não cuidaram esses de saber que, sendo o cérebro dotado de impulsos elétricos, pode emitir ondas suscetíveis de serem captadas, da mesma forma que o rádio, a televisão, o telefone, a Internet funcionam mediante transmissores-receptores de ondas eletromagnéticas. A propósito, o eletroencefalograma e o eletrocardiograma captam as ondas do cérebro e do coração há muitas décadas, sem falar de outros aparelhos ainda mais sofisticados. Os crentes do espiritismo e de outras crenças não aceitam também que o cérebro, uma vez incapacitado – por alguma limitação ou pela morte – implica na perda de nossa consciência em definitivo, ainda que aspiremos ardentemente por uma perpetuidade ou eternidade através de uma alma ou espírito ou por meio de uma futura ressurreição miraculosa.

A contribuição fundamental para a idéia do espírito veio da época do animismo – de alma ou espírito – quando nossos ancestrais interpretavam o sonho como uma entidade que habitava nosso interior, o que veio a ser a gênese do conceito alma.(1)O livro é escrito numa linguagem convincente à primeira vista, e boa parte dos que o leiam, se não detiver bons fundamentos contrários às ideias expostas, logo se converte à doutrina. Os argumentos são bastante abrangentes, mais até do que os Livros Cristãos, que se valem sobretudo de milagres, ameaças, recompensas e da construção de um Cristo cheio de virtudes, a despeito das contradições de suas narrativas.(2) O texto contém inúmeras referências inacreditáveis que, entretanto, merecem o crédito de muita gente. Allan Kardec, por décadas, compilou, catalogou e consolidou muitas dezenas ou centenas de relatos sobre o assunto, adicionou-os às idéias que então desenvolvia, depois os codificou como a Doutrina Espírita, sem desprezar outros estudos. Ele veio a criar então mais uma ideologia religiosa. Para uns, uma nova peça mitológica, para outros, um delírio, um absurdo. Mas ele estava convicto da verdade de suas superstições. Ninguém é mais doutrinado do que o próprio doutrinador. Na França, seu país, o livro não merece maiores atenções.

É admirável que as compulsões, as idiossincrasias, o autoengano, as ilusões, os medos e nossas necessidades emocionais nos tenham levado a forjar coisas tão extraordinárias quanto as religiões e seus Deuses! Seus livros, sua literatura, doutrina, teologia, suas enormes bibliotecas, tudo construído a partir de rituais e narrativas primitivas, primeiro orais, depois escritas, e todas com as características das mitologias, das fábulas, lendas, contos populares e fragmentos de culturas antigas, após milhares ou milhões de alterações, supressões, adições, reinterpretações, recriações!

Nas mitologias religiosas em geral a revelação costuma ser feita a um profeta por um anjo, mas no espiritismo a revelação é feita pelos próprios espíritos através dos médiuns (intermediários) (ver p.14-15)

Os espíritas admitem coisas muito extraordinárias: que o espírito pode se comunicar “pela palavra, pelo ouvido, pela vista, pelo tato, etc. e mesmo pela escrita direta dos Espíritos, quer dizer, sem o concurso da mão do médium, nem do lápis”. (p.13) Isto é, são puro espírito, mas têm força mecânica. E tanto podem fazer o bem quanto o mal.

A doutrina espírita é classista, com espíritos de classes superiores e inferiores. (p.15) Quer dizer, um Deus Perfeito cria espíritos imperfeitos, e precisa encarná-los no homem para que se purifiquem através do sofrimento na perdição da Terra! Para quê? Por quê? Que finalidade isso teria?

Bem, já imaginamos o porquê, é para termos um ente – a alma ou o espírito – que nos garanta a perpetuidade ou a eternidade depois da morte, já que não nos conformamos com a finitude da vida; além disso, o Criador desses espíritos ainda nos protege em nossas fragilidades, nos perigos, tormentos, etc; e também vai redimir a persistente “injustiça do mundo”.

(1)    Ver Mitos da Religião (Oliveira Martins); As Máscaras de Deus – três volumes -  (Joseph Campbell); e outros.

(2)    Contradições – ver por exemplo O Garoto Que Queria Ser Deus, p.8-9.

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Comentário de Assis Utsch em 20 dezembro 2013 às 11:10

2ª Parte - Se admitirmos o espiritismo, ainda que por um instante, teremos de indagar em que momento o homem adquiriu a condição de ter alma/espírito. Se foi no momento em que adquirimos consciência, perguntaríamos como seria a situação entre a consciência plena e a consciência incompleta, fase evolutiva que envolveu longas eras. Allan Kardec diz que só o homem possui espírito, mas qual homem, pois sobre isso ele não falou, nem poderia, já que a teoria da evolução (1859) ainda não havia se estabelecido. Nem seus espíritos falaram sobre o assunto, a despeito de Kardec dizer que eles podem avançar muito no tempo e nos conhecimentos, graças a seus contatosdiretamente com o Deus.

O Livro Primeiro começa por Deus e suas provas. (p.35-38) Se “não há efeito sem causa”, para alcançarmos a Primeira Causa de Tudo teremos que retroceder infinitamente e chegaremos à Primeira Causa – Deus – que não tem causa. É o desdobramento da chamada Prova Cosmológica. O autor refere-se também ligeiramente a conceitos da Prova Físico-Teológica, depois aos Atributos da Divindade e ao Panteísmo. Mas não faz qualquer referência de que o conceito Deus possa resultar de nossos próprios medos, nossas angústias, fragilidades, etc.

Quem admite Deus como Primeira Causa de Tudo apenas cessa o pensamento, capitula-se. Pois, se há um Ente sem Causa – Deus – por que o próprio Universo não poderia também existir sem causa? E se não se pode tirar Algo do Nada, uma vez existindo o Algo – o Universo – este está condenado a existir desde sempre – eternamente. Mas se for possível existir Algo a partir do Nada, então o Universo poderia também ter surgido desse Nada, e mais uma vez não precisaríamos de um Criador.

No Capítulo II, falando ainda sobre o Universo (p.39-43), os espíritos utilizam os mesmos conceitos científicos ainda do século XIX apesar de conhecerem o futuro. Perguntas e Respostas fora da numeração sequenciada, ao longo do texto, indicam haver inserções posteriores às do autor. No Capítulo III admite-se o Gênese, a existência do Mundo há apenas 6000 anos, admite-se Adão, ainda que se consinta que ele seja uma alegoria. Nas Considerações e Concordâncias Bíblicas Referentes à Criação, Kardec porta-se como um exegeta ou hermeneuta defensor da Bíblia e diz, dentre outras coisas, que “os seis dias da criação indicam períodos, cada um podendo ser de várias centenas de milhares de anos”. Quer dizer, se o texto não compromete, pode ser lido literalmente, mas quando apresenta contradições insuperáveis, aí é necessário buscar outras interpretações. Volta ele a falar (Capítulo IV) de um misterioso “fluido universal”, que seria o “fluido magnético ou fluido elétrico animalizado”, e que este elemento seria “o intermediário, o elo entre o espírito e a matéria”. (p.52) Assim, o espírito não encarnaria diretamente, ele precisaria de mais esse intermediário, e após a morte do portador da alma/espírito, este pode ainda retornar através de nova encarnação ou através da intermediação dos médiuns. O autor diz também que nossa inteligência decorre da “inteligência universal”. (p.54)

Kardec fala em milhares ou milhões de espíritos desencarnados que retornam, todos com sua individualidade, suas peculiaridades, sua ignorância ou sua sabedoria, sua “infinita diversidade”, e ao escreverem suas mensagens a letra de cada um deles é distinta: “cada vez que o Espírito retorna, sua escrita se reproduz”. (p.13) Sendo assim, as transcrições ditadas por esses espíritos deveriam ter estilos literários muito distintos, com vocabulário e terminologias bem diferentes. E no entanto o estilo dessas mensagens é o mesmo em todo o texto. Ainda que se admitam as recriações dos editores, tradutores e revisores, algo do estilo original desses espíritos deveria permanecer. Aliás, as 1018 Perguntas e Respostas, estas dos espíritos, foram todas produzidas, umas e outras, por alguém da mesmíssima condição intelectual. E assim as várias imposturas vão se revelando e se somando às mistificações.

No Livro Segundo, dedicado especialmente aos Espíritos, diz-se que a criação desses seres é contínua, que “Deus não cessou jamais de criar” esses entes. (p.56). E o espírito tem uma capa: “o espírito propriamente dito está revestido de um envoltório”. E “passando de um mundo para outro, o espírito troca seu envoltório, como mudais de roupa”; “podendo [o espírito] tomar forma visível e mesmo palpável”. (p.57-58-59) Diz ainda que o espírito é a “alma antes de se unir ao corpo” e a alma é “um espírito encarnado”; que existe uma outra coisa semimaterial, “o laço que une a alma ao corpo”; que “antes do nascimento não há ainda união definitiva entre a alma e o corpo”; (p.71-72) que “há espíritos ainda com limitações que não entendem as coisas abstratas”; (p.74) que “Ela [a alma] tem ainda um fluido que lhe é próprio, tomado da atmosfera de seu planeta e que representa a aparência de sua última encarnação: seu perispírito”; que a alma após a morte leva “a lembrança e o desejo de ir para um mundo melhor”. (p.77) Ou seja, a alma abriga faculdades – a memória e o desejo – coisas que só podem existir por ação de fatores biológicos.

De todas essas bizarrices, essa do “espírito palpável” é uma das mais pitorescas! Dizer vida eterna é o maior dos paradoxos, é expressão exclusiva das superstições religiosas. Pois, cessada a função biológica, não há mais vida, exceto se falarmos das espécies parasitárias do corpo, as bactérias, etc. Como um absurdo não basta, eles precisam se multiplicar. Mas Kardec nos oferece o impossível, como todos os Messias, Profetas, Salvadores e Pregadores.

Falando da Separação da Alma e do Corpo, o autor diz que para aqueles “cuja vida foi toda material esensual, o desligamento ... dura, algumas vezes, dias, semanas e mesmo meses, o que não implica existir no corpo a menor vitalidade nem a possibilidade de um retorno à vida”. (p.79) Quer dizer, o sujeito morre, não morre, mas morreu. “o Espírito pode experimentar o horror da decomposição”. (p.79) Este é um espírito cadavérico! Quanto mais lemos o livro, mais nos damos conta de sua ridicularia. A uma pergunta – “Os pais ... transmitem [aos filhos] semelhança moral?” – o sábioespírito responde – “Não, uma vez que [eles] têm alma ou espírito diferente”. (p.93) Quando se sabe cientificamente que os filhos são predominantemente aquilo que herdaram geneticamente, mais o que receberam depois dos pais e a influência do ambiente. Sobre o momento da união entre alma e corpo diz ele que ”a união começa na concepção, mas não se completa senão no momento do nascimento”. (p.133) Pressionante! – como dizia o comediante. Então, as tais “inteligências espirituais” vão se subordinar às desprezíveis instâncias “materiais”? Haverá alguma coisa mais esquisita do que tudo isto? Se a alma ou espírito já são por si mesmos entidades imaginárias, ainda se inventa que a alma entra no corpo ao longo do período de toda a gestação. São delírios sobre delírios!

No Livro Terceiro, discorrendo sobre o bem e o mal, o espírito diz que “o bem é tudo aquilo que está conforme a lei de Deus”. (p.208) Ou seja, este Mundo nada vale e o sentido da vida é transportado para um além inexistente. Enquanto o Humanismo, mais terreno e mais objetivo, estabelece que o bem é tudo aquilo que contribui para nossa felicidade e o mal é o que gera sofrimento.

Comentário de Assis Utsch em 20 dezembro 2013 às 11:09

3ª Parte - No Livro Quarto, Kardec evoca vários personagens, Santo Agostinho, São Luís, Platão, o Apóstolo Paulo, etc. Ao falar sobre “o inferno e o paraíso”, ele diz que “a localização absoluta dos lugares de penas e recompensas [inferno e paraíso] não existe senão na imaginação do homem”. (p.319) Ele perdeu, nesse final, uma boa oportunidade para incluir também no rol dos entes imaginários o seu Deus e seus espíritos.

Nas Conclusões, o texto, que tem no final o nome de Santo Agostinho, menciona coisas que só foram descobertas séculos depois, como o “motor com o qual o homem transpõe o espaço e suprime as distâncias”. (p.322) Neste caso, o texto não pode ser de Santo Agostinho, talvez nem mesmo de Allan Kardec, mas dos recriadores da doutrina. Criticando os que ele chama de materialistas o autor diz: “Com que direito impondes um sacrifício àquele a quem dizeis que quando morrer tudo está findo para ele...?” (p.324) Bem, supomos que seja pelo direito à liberdade de se buscar a verdade e nos voltarmos para a harmonização da própria convivência humana em nosso único mundo.

“Com relação aos demônios, não são outra coisa que os maus Espíritos e, salvo a crença de que os primeiros são perpetuamente votados ao mal, ... não há entre eles senão uma diferença de nome”. (p.327) O autor dessa frase, ao falar em espíritos bons e maus, desconhece as diferenças e o relativismo dos conceitos “bem” e “mal” nas religiões e nas sociedades. Ao mesmo tempo em que subordina tudo a uma Lei de Deus, ele ignora que o bem, como já referido, deve estar associado à felicidade, enquanto o mal, ao sofrimento.

“as comunicações espíritas nos revelam o mundo invisível que nos cerca...” (p.330) Ora, mundo invisível é o microcosmo e o macrocosmo; e esse seu outro mundo é invisível porque é apenas uma abstração, ou seja, só existe na mente de quem o concebe.

Essa ideologia sobrenatural com seus milhares de relatos mediúnicos e suas alegadas provas não são críveis, exceto para os doutrinados. Um enorme desperdício: Kardec, um homem tão inteligente, poderia ter dedicado sua vida produtiva a uma causa mais real e mais útil para a humanidade. Esquecido na França, o espiritismo encontrou espaço por aqui. Como já disse alguém, as ideologias quando envelhecem se aposentam e vêm morar no Brasil. É claro que ele prega a caridade, a solidariedade, a piedade, etc. Mas este é exatamente o recurso que todas as religiões usam para aliciar mais seguidores, justamente, aqueles mais vulneráveis; é a situação que mais favorece as crenças. De todo modo, o próprio autor não assumiu integralmente sua obra, pois foi compelido a usar um pseudônimo para publicar seus livros. O apelo que Kardec faz para que ouçamos os espíritos não tem qualquer sentido; tudo que se atribui a esses seres é uma construção antropomorfa, não vem de um sobrenatural, justamente, a instância que só existe na mente de seus crentes.

Nietzsche diz que as religiões são mistificação, presunção e arrogância, apesar de gostarem de falar de humildade. A arrogância de Kardec começa ao dizer que os discordantes de suas ideias são os preconceituosos e os niilistas. As transcrições abaixo constituem vários exemplos de suas queixas, quando ele e seus recriadores chamam a ciência de “ciências vulgares”, por se dedicarem ao estudo da matéria, enquanto os “fenômenos espíritas repousam sobre a ação de inteligências”; que “a ciência ... é incompetente ... na questão do Espiritismo”; que “seu julgamento [o da ciência] ... não poderia ter nenhuma importância”. (p.17) “O anatomista, dissecando o corpo humano,  ... porque não a encontra [a alma] .. conclui daí que ela não existe”. “Vede, pois que o Espiritismo não é da alçada da Ciência”. (p.18) Mas ele e seus seguidores não dizem que o espiritismo é científico? Ademais, o exemplo do anatomista não foi dos mais felizes. Segundo Kardec, os que “se pronunciam pela negativa” do espiritismo se comparam àqueles “que, em 1752, acolheram com imensa explosão de riso o relatório de [Benjamim] Franklin sobre os pararraios”. (p.19) O Senhor Allan Kardec e seus recriadores se sentem numa situação parecida com a de Galileu Galilei diante do Santo Ofício!

O Livro dos Espíritos – é bom que se diga – pode ser até um guia moral, melhor até do que os demais livros ditos santos, pois foi consolidado e escrito num tempo em que a Civilização Ocidental já havia incorporado muitos dos valores do Iluminismo, conquanto seja ainda uma obra inspirada no sobrenatural. A pregação espírita resulta inútil, dado inclusive o seu caráter fatalista, ou seja, se você sofre é porque precisa expiar suas maldades, e é bom que você sofra. Se você não sofre tanto, essa é a medida de sua vida, passada ou presente. Mas tudo foge ao nosso controle. Logo, nada poderíamos fazer. Restam as práticas morais recomendadas, mas estas somos nós mesmos que nos impomos.

Decididamente, não precisamos de quaisquer entes de um além para praticar o Humanismo. Aliás, é exatamente a compreensão de que a vida é terrena e única que nos desperta, a todo o instante, para a necessidade de aprimorarmos e harmonizarmos a convivência dos homens em nosso próprio mundo.

Afora isto, o que há em todo o livro é algo que se poderia chamar de animismo enciclopédico, com sua abordagem de centenas de questões num mesmo texto. Tem-se uma verdadeira metamorfose de almas e espíritos com seus invólucros, seus fluidoselos e laços misteriosos. Kardec acredita que a consciência não tem uma causa biológica, imagina que o que temos é uma alma que se metamorfoseia em espírito após a morte. John R. Searle diz:  “o maior e único obstáculo filosófico para se obter uma explicação satisfatória da consciência é nossa aceitação constante de um conjunto de categorias obsoletas e de uma série de pressuposições herdadas de nossa tradição religiosa e filosófica”. (p.23, O Mistério da Consciência, 1997)

O Senhor Denizard Rivail, o nome verdadeiro de Kardec, constrói uma teoria com uma engenhosidade tão absurda que ele próprio termina por sabotar sua ideologia. Só pode acreditar em sua doutrina quem a lê já com os condicionamentos da crença.

As religiões são bizarras demais. No cristianismo o Salvador foi anunciado pelo anjo Gabriel; no islamismo esse mesmo Gabriel foi revelar a Mensagem a um cuidador de camelos analfabeto. Entre os mórmons, John Smith disse que foi outro anjo, o Moroni.

No caso do espiritismo, Kardec talvez se sentindo constrangido de formular, ele mesmo, sua doutrina idiossincrática, precisou atribuí-la aos próprios espíritos.

O maior vício das doutrinas religiosas é considerar que tudo aquilo que alegam seja fato.

Comentário de Moacir Almeida Rocha em 19 dezembro 2013 às 16:13

Olá Oiced, ótimo o seu comentário sobre a proibição da china de reencarnar sem autorização; consequentemente  já analisamos até que ponto chegaram os vírus malignos chamados: "fanatismos religiosos"...mas tudo bem!... porque sem espíritos não poderia existir nenhuma religião. Existe uma época que podemos chamar de pré-história do Espiritismo, com os fatos da Antiguidade e da idade Média, e uma época de preparação do advento do Espiritismo, que foi a de Emanuel Swedenborg (1688-1772).

A Igreja, cujos dirigentes ensinavam uma vida após a morte (ressurreição, etc) mas que nunca souberam, puderam ou quiseram provar, passou a atacar ferozmente os fatos e os únicos indivíduos através dos quais essa prova, cientificamente possível, e que o faziam e o fazem sem qualquer intuito de combate ou de desdouro as organizações religiosas. Perdia a igreja a grande oportunidade de demonstrar a existência da alma. 

Saudações Irreligiosas!

Comentário de Oiced Mocam em 16 dezembro 2013 às 20:45

China proíbe reencarnar sem autorização!

Se você estiver preocupado com a sua reencarnação, providencie tudo e garanta que ela não ocorra em território chinês. O mundo é uma grande piada!

Não se conhecem outros planetas com vida. Ainda não. Por isso o planeta Terra tem essa admiração, respeito e ar de inédito, já que é o centro das atenções. Pelo menos foi o centro do universo até que Nicolau Copérnico chegou com seu heliocentrismo.

Depois do Pop in Rio, do massacre na Noruega, dos suicídios de alunos, da corrupção absurda e de tantos outros absurdos, a China, amiguinha confidente do Brasil, regulamentou uma nova lei para os budistas tibetanos.

O Budismo, como se sabe, é uma religião de grande abrangência nos países asiáticos como Índia, China, Japão… Além de todas as práticas de meditação e recitação de textos sagrados, uma das características mais marcantes do Budismo tibetano é a reencarnação. Seu líder espiritual é o Dalai Lama, que reencarna a cada geração. O Tibet continua sob o controle da China. Por isso o Dalai Lama vive na Índia, já que a China só pega no pé dos monges de túnica laranja.

E dessa vez o governo chinês pisou novamente no calo dos lamas. Decretou que nenhum budista poderá reencarnar, a menos que pegue, antes de morrer, uma autorização do governo. Isso mesmo. Antes de abotoar o paletó, aliás, de dobrar a túnica, a pessoa deve pedir uma autorização para poder, futuramente, voltar a viver.

Parece piada, mas é verdade. Não me canso de falar que a excentricidade dos orientais me surpreende a cada dia. A nação que é mãe da medicina milenar, da acupuntura, das práticas de meditação e concentração também faz coisas que participam da arte do absurdo. Não é difícil encontrar maluquices nas TVs chinesas e japonesas como programas de testes físicos bizarros ou shows sem a mínima noção de racionalidade.

Imagine se um pobre monge, que de repente sofre um ataque cardíaco, vem a falecer sem pegar a autorização? Nunca mais vai poder reencarnar! A não ser que ele viva em outro lugar. O Brasil, por razões óbvias, irá acolher com sorrisos e pandeiros os novos imigrantes… Ou seriam refugiados do campo espiritual?

Do jeito que as coisas andam, é capaz de já haver um meio de entrada ilegal no país para as almas que queiram voltar a viver e não têm o passaporte. Dizem até que existem várias pessoas em situação ilegal. Alguns usam os documentos da vida passada. E sendo assim podem acontecer casos difíceis, como o de algumas mulheres que reencarnaram como homens…

Estas, agora “estes”, sentem o maior constrangimento em mostrar o documento de identidade, que marca uma idade absurda que chega a mais de 350 anos e uma foto em sépia de uma jovem com trajes de dois séculos atrás!

Que situação, viu! É por isso que a audiência da Terra só cresce no universo. Isso chama muito a atenção dos marcianos e dos plutônicos, já que o planeta-anão também consegue receber alguns sinais da Blue Planet TV. A “comédia da vida terráquea” é um sucesso. Copérnico estava equivocado. O Sol pode ser o centro da galáxia, mas a Terra ainda é a audiência do Universo.

O Dalai Lama disse que já está planejando a sua reencarnação. Com certeza, por ser contra a nova lei chinesa, poderá ser mais um refugiado espiritual. Ele já disse que não vai reencarnar no Tibet sob o controle da China. Aonde será que ele pretende renascer? Só pode ser no Brasil! O país onde tudo pode, com certeza não vai recusar um líder espiritual tão aclamado.

Todo mundo quer vir para o Brasil. Até os marcianos querem vir pra cá. E ainda tem gente que não gosta da nação brasileira. Os brasileiros são os únicos que aceitam tudo, até refúgio espiritual. Por isso daqui não saio, daqui ninguém me tira!

Autor. Fonte:Diego Schaun. Site: www.diegoschaun.com.br
           "Não vejo vantagem na reencarnação, a não ser que conte tempo para o INSS"  -
                                             Luís Fernando Veríssimo.
Reenviado, por Oiced Mocam
Comentário de Assis Utsch em 1 dezembro 2013 às 10:04

Oiced,

Obrigado pelas considerações feitas. Interessante esse texto de Epicuro aqui trazido por você. Embora recentemente alguém tenha dito que hoje um adolescente estudioso tenha mais conhecimento do que qualquer sábio antigo, foram eles que inauguraram muitos conhecimentos e formas de pensar, além de terem uma linguagem muito mais elaborada do que a de nossos adolescentes inteligentes de hoje.

Todavia, diferente de Epicuro, não estou certo de que a "terra nos esteja alugada por algum tempo", da mesma forma que não comungo com a ideia de "nossa partida", pois quem morre não parte, é levado, e fica logo ali; e a vida que resta é apenas aquela parasitária do corpo. Só podemos continuar a existir através da memória dos vivos, por intermédio de nossas atitudes e dos feitos e obras que deixamos. Sendo um fenômeno de natureza biológica, a vida apresenta todas as condições para ser "terrena e única"; ela foi um "evento infinitamente remoto", e o infinitamente remoto não se repete.

Comentário de Oiced Mocam em 30 novembro 2013 às 21:09

        O filósofo Epicuro, dizia.  –

“A terra em que vivemos está alugada a nós por algum tempo e quando chega o momento de nossa partida, somos desapropriados, sem aviso prévio. Mas, se não podemos vencer a morte, vençamos pelo menos o medo da morte. Não lastimemos a brevidade da vida humana. É preferível gozá-la. Não há consciência depois da morte, não há sofrimento, nem castigo no inferno pelas faltas que tenhamos cometido durante nossa estadia neste mundo. A branca mão da morte embala-nos num sono doce, desprovido de sonhos.  A morte é o carcereiro amigo que assina os documentos da nossa saída do manicômio deste mundo. É o médico bondoso que nos cura da mais terrível de todas as moléstias – a vida. É preciso pois, vencer o receio da morte e concentrar  nossa atenção em todas as venturas que pudermos obter da vida”.

Ӄ mais importante saber com quem vamos comer,

do que  o que vamos comer

 Era um cultivador de amizades. Acreditava que o único meio de ser feliz era compartilhar a amizade com outros, não porque isso fosse nobre, mas por que era conveniente.

“Não é possível, viver agradavelmente e a não ser com juízo, eqüidade e justiça.”

O sentimento da verdadeira amizade é a única dádiva segura que possuímos neste mundo de valor duvidoso. Se os sofrimentos da vida, podem reconciliar-nos com a morte, as alegrias da amizade podem reconciliar-nos com a vida. Epicuro , ainda nós deixou esta reflexão.

Limitemos nossos desejos. Estejamos satisfeitos com a nossa sorte. Se não podemos realizar nossas ambições, podemos ao menos, reduzi-las ao nível de nossa capacidade”.

Epicuro  era pessoalmente o mais simples dos mortais.

No entendimento popular para os espíritas (médiuns) o telefone toca de lá para cá às vezes em hipnose e transe. Os cristãos telefonam daqui para lá e realizam suas conexões espirituais com Ele.

Vejo tudo de uma maneira diferente, e aqui vai o alerta. O homem tem sido condicionado pelas diferentes religiões a viver na miséria e em sofrimento e auto-tortura até a sua morte. A ele são dadas promessas e grandes recompensas para depois da morte. Quanto mais ele sofre, tortura a si mesmo, é masoquista, destrói sua dignidade, mais ele será recompensado. Esse é um conceito muito conveniente para o sistema, porque o homem que está pronto para sofrer pode ser facilmente escravizado. O homem que está pronto para sacrificar o hoje por um amanhã desconhecido, já declarou sua inclinação para ser escravizado. O futuro se torna uma escravidão. E por milhares de anos, o homem tem vivido somente em falsas esperanças, em imaginação, em sonhos, em, utopias, mas não em realidade.

Conforme Alfredo Bernacchi:

“ -Acho que essa palavra [sobrenatural] nem deveria existir, porque tudo é natural, provém da Natureza. Esse negócio de espiritual é pura fantasia disseminada pela religião que quer o seu dinheiro. Só isso".

E acredito que não existe outra vida do que a vida real, do que a vida que existe nesse momento. As crenças religiosas não passam de ilusões infantis, um falso conforto contra a dura realidade do sofrimento e da morte. Não existe um Deus Onipotente, Onisciente, misericordioso e milagroso, que nos diz que devemos orar na direção certa, estudar textos sagrados que se mostram sagrados e corrompidos, culto à morte ou ingerirmos uma hóstia para sermos “salvos”.

 Sds

Oiced Mocam      

 ET: Parabéns Assis Utsch pelo trabalho lúcido, inteligente, com sua argumentação simples, clara e racional. Deve ser lido, por qualquer pessoa adulta que acredita que a fé religiosa pode resolver os problemas do mundo.

Comentário de Assis Utsch em 30 novembro 2013 às 19:50

Questionando o Espiritismo

Por que teríamos alma ou espírito? Em minha resenha sobre O Livro dos Espíritos - dividida em três partes - eu já mencionara que a idealização desses entes decorreu de nossa inconformidade com a finitude da vida.

O espiritismo, através de Allan Kardec, estabeleceu que essas entidades têm existência real e cuja função é nos perpetuar e ao mesmo tempo, em sucessivas encarnações, vêm nos purgar pelo sofrimento - uma forma de nos redimirmos de nossos alegados pecados. Os cristãos e outras religiões também precisam dessas entidades para nos perpetuar, mas sem a engenhosidade do espiritismo.

Foi um modo aparentemente sábio para nos livrar de nosso maior tormento, a morte. Já que não conseguimos suportá-la, a idealização de entidades que possam nos perpetuar a vida era a salvação de que necessitávamos. Todavia, conforme diz o mesmo Luc Ferry citado anteriormente, "nossas necessidades não criam a realidade".

Mas além da discussão sobre os fatores que instigaram a idealização da alma ou do espírito, a teoria está sujeita ainda a muitas outras perguntas. Por que só o animal homem teria espírito, conforme o próprio Kardec? (Se bem que um professante da doutrina me disse certa vez que até os vírus - que são vida incompleta - possuem espírito). Teríamos adquirido o espírito a partir de nossa consciência? Mas por que a partir da consciência, e em que fase dessa consciência? Em que momento de nossa evolução a alma (e o espírito) teriam vindo a nos habitar? E por qual razão? foi só para satisfazer nossa necessidade de perpetuidade-eternidade? Bem, nós realmente esperamos muito desses deuses misteriosos. Sobre a consciência os biólogos afirmam que ela se desenvolveu no homem da mesma forma que o veneno se desenvolveu em algumas cobras, as toxinas no escorpião, etc, etc. Além dessas, muitas outras questões poderão ser postas em relação ao espiritismo, e serão apresentadas posteriormente.

Comentário de Atena Vieira em 30 novembro 2013 às 18:13

Assis:

Eu não sei o que é pior, se ler um livro cujo entendimento é o do século 19 ou se analisar o mesmo sem domínio do assunto.

Como já disse, não sou espírita, mas não consigo ver análises estapafúrdias sem meter o bico. rsrs

Não quero ser insolente, mas não aceito que se façam afirmações ou análises sobre algum assunto sem ter estudado o máximo possível sobre o mesmo. Eu estudo assuntos ditos espirituais, místicos ou transcendentais há muito tempo e ainda não obtive todas as respostas.

No caminho do conhecimento, um mínimo de humildade é necessário.

Se admitirmos o espiritismo, ainda que por um instante, teremos de indagar em que momento o homem adquiriu a condição de ter alma/espírito

Não foi o homem que adquiriu alma ou espírito. É ao contrário. Somos seres espirituais que adquirimos um corpo físico.

Que fique claro que usarei o termo espírito na falta de outro melhor. A nossa linguagem é pobre para expressar conceitos que ainda estão além de nossa total compreensão.

os espíritos utilizam os mesmos conceitos científicos ainda do século XIX apesar de conhecerem o futuro.

Não, os desencarnados (os espíritos) não tem como conhecer o futuro, pois este é uma gama de possibilidades e não algo predeterminado. Este é o motivo de todas as profecias não se realizarem: o “vidente” pode ter visto apenas uma de muitas possibilidades. Melhor seria se ficasse de boca fechada. rsrs Claro, ele também pode dar “sorte” de ver a possibilidade que irá se concretizar.

um misterioso “fluido universal”, que seria o “fluido magnético ou fluido elétrico animalizado”, e que este elemento seria “o intermediário, o elo entre o espírito e a matéria”.

Existe uma penca de expressões usadas não só pelo espiritismo, mas pelas religiões em geral, para descrever ou falar sobre assuntos transcendentais dos quais conhecemos uma parte ínfima e talvez, jamais tenhamos expressões corretas.  Esse tal de “fluído universal” foi uma expressão que o Kardek encontrou para descrever algo que ele viu ou intui. Aqui preciso de um espírita para esclarecer, se é que o conseguiria.  A falta de um bom termo não quer dizer que haja erro em sua mensagem, talvez ele não tenha sabido passar para o papel.

as transcrições ditadas por esses espíritos deveriam ter estilos literários muito distintos, com vocabulário e terminologias bem diferentes. E no entanto o estilo dessas mensagens é o mesmo em todo o texto.

Aqui acho que você marcou um tento. Também tenho minhas dúvidas.

Diz ainda que o espírito é a “alma antes de se unir ao corpo

Estudo esses assuntos há mais de 30 anos e ainda não sei esclarecer o que é alma. Tenho uma boa noção, mas não consigo afirmar nada. Há diferentes interpretações e conceitos sobre alma. Qual está correta? Não sei.

que existe uma outra coisa semimaterial, “o laço que une a alma ao corpo

Aqui Kardek pode estar se referindo ao que alguns chamam de “cordão de prata”, um fio de pura energia que liga o corpo físico à .... alma? ... espírito? ...

Esse fio já foi visto por muitas pessoas, não só videntes, mas outras em suas saídas do corpo físico.

antes do nascimento não há ainda união definitiva entre a alma e o corpo

Essa coisa, seja qual for o nome, pode se ligar ao corpo até alguns anos depois do nascimento. Cada caso é um caso.

Ou seja, a alma abriga faculdades – a memória e o desejo – coisas que só podem existir por ação de fatores biológicos.

De onde você tirou essa brilhante dedução? Que parte da biologia age para que tenhamos memória e desejos? 

Se disser que é o cérebro, está muito enganado. O cérebro é um simples instrumento da mente.

E “passando de um mundo para outro, o espírito troca seu envoltório, como mudais de roupa”; “podendo [ele] tomar forma visível e mesmo palpável”.

Sim, esse envoltório palpável que usamos chamado corpo físico. 

Pois, cessada a função biológica, não há mais vida,

O que é vida? 

o desligamento ... dura, algumas vezes, dias, semanas e mesmo meses, o que não implica existir no corpo a menor vitalidade nem a possibilidade de um retorno à vida”.

Sim, aqui  Kardek se mostra absolutamente correto. Isto já foi ratificado por muitos que transitam nesses corredores do espiritismo.

O que acabei de expor é a minha verdade de hoje. Amanhã, se aumentar ou melhorar meus conhecimentos poderá mudar.

 saudações irreligiosas

Comentário de Thyago Costa Santos em 28 novembro 2013 às 14:56

Estou gostando e aprendendo muito nessa discussão. Obrigado senhores.

No mais,

Caminhando de par com o progresso, o Espiritismo jamais será ultrapassado, porque, se novas descobertas lhe demonstrassem estar em erro acerca de um ponto qualquer, ele se modificaria nesse ponto. Se uma verdade nova se revelar, ele a aceitará.
[A Gênese, Cap. I, item 5 – Allan Kardec]

Comentário de Túlio Luiz S P Henriques em 28 novembro 2013 às 14:55

Só mais uma coisa: se eu não fosse aberto a outros entendimentos, seguramente, eu não seria espírita. Como disse: os espiritas verdadeiros, não pecam por exclusão. Os conhecimentos da matéria são essenciais para o espiritismo e, reitero, eu não seria espírita se não admitisse isto. Contudo, os nossos conhecimentos, como sabemos, são limitados. A ciência materialista é limitadae a natureza, como sabemos também, é ilimitada. Com a ajuda do Espiritismo é que conseguimos explicar alguns fatos e estes são reais. Ambos se completam: Conhecimentos materiais e do Espírito. Pessoas mais prudentes, ainda não colocaram um ponto final na questão só por não conseguirem explicar com o aparato tecnológico que dispomos. Pessoas que temos até o prazer de conhecer aqui no fórum, como exemplo Ivo. 

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