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Se você não sabe, aceita e não questiona, embota-se e acaba virando crente.

Meu professor orientador do pós de filosofia era muito religioso e não estava gostando muito do tema que escolhi para minha monografia, a questão do mal e o paradoxo da existência de Deus. Talvez para me fazer mudar de ideia, ele me enviou por e-mail um texto de Frei Betto. Em defesa do professor devo dizer que ele fez tudo para ser o mais profissional possível e como tal não confessaria nunca que queria que eu mudasse meu tema. É claro que não mudei, mas li o texto e fiz essa resposta:

Uma grande pessoa esse Frei Betto, gosto mesmo das coisas que vejo sobre ele, mas não entendo sua religiosidade, ou melhor, não entendo os alicerces em que ele apoia sua religiosidade. Do que ele diz no texto, comentei esses trechos...

 

Frei Betto: Não creio no deus dos torturadores e dos protocolos oficiais, no deus dos anúncios comerciais e dos fundamentalistas obcecados; no deus dos senhores de escravos e dos cardeais que louvam os donos do capital. Nesse sentido, também sou ateu.

 

Divina: Aí está uma coisa que eu não entendo: Esse deus que ele descreve e no qual diz não crer, é parecido demais com o deus bíblico, com o deus da igreja católica em boa parte da sua história, e em muitos aspectos ainda hoje. Sendo assim, eu não compreendo como uma pessoa esclarecida consegue não acreditar nesse deus e ao mesmo tempo pertencer à igreja dele e ter o livro dele como seu livro sagrado. Sei que pessoas como ele são pessoas especiais, sei que muitos religiosos são pessoas especiais, e fico muito feliz por saber que pessoas assim existem, só não entendo como é que elas conseguem ser cristãs e como conseguem ser católicas. Não é desafio, não é provocação, é incompreensão mesmo...

 

Frei Betto: Creio no Deus desaprisionado do Vaticano e de todas as religiões existentes e por existir.

 

Divina: Então como é que ele é FREI?

 

Frei Betto: Deus que precede todos os batismos, pré-existente aos sacramentos e desborda de todas as doutrinas religiosas. Livre dos teólogos, derrama-se graciosamente no coração de todos, crentes e ateus, bons e maus, dos que se julgam salvos e dos que se creem filhos da perdição, e dos que são indiferentes aos abismos misteriosos do pós-morte.

 

Divina: Esse deus que ele descreve não existe na bíblia, no Alcorão ou na Torah. Pelo que sei, embora esses livros não sejam destituídos de belas lições, não há neles o que se poderia chamar de “predominância de Amor”. Esse deus que ele descreve seguramente não teria criado o mundo em que vivo; esse deus não teria criado a mim.

 

Frei Betto: Creio no Deus que não tem religião, criador do Universo, doador da vida e da fé, presente em plenitude na natureza e nos seres humanos.

 

Divina: Eu não entendo esse deus que ele descreve; um deus que não tem religião mas permite que as religiões existam e matem, criador do universo e, portanto, criador de todo o mal, doador da vida mas também propagador da morte, doador dessa fé que costuma ser uma arma de preconceito e intolerância; um deus que, se está presente em plenitude na natureza e no ser humano, então está presente também como injustiça, sofrimento, medo, doença, horror, morte. Esse deus seria um sádico.

 

Frei Betto: Creio no Deus da fé de Jesus, Deus que se aninha no ventre vazio da mendiga e se deita na rede para descansar dos desmandos do mundo.

 

Divina: Mas o deus da fé de Jesus é o deus que ameaça com a tortura eterna, o fogo e o “ranger de dentes” todo aquele que se recusar a aceitá-lo; o deus que se aninharia no ventre da mendiga me pareceria um sádico uma vez que poderia, porque é todo poderoso, não permitir que existisse uma mendiga. Um deus que tenha criado esse mundo, que soubesse o quanto de mal está acontecendo a cada momento e que se deitasse numa rede para descansar me pareceria um ser tão desprezível que minhas entranhas se revirariam de nojo e de ódio da possibilidade de tão grotesca e asquerosa personalidade.

 

Frei Betto: Deus da Arca de Noé, dos cavalos de fogo de Elias, da baleia de Jonas. Deus que extrapola a nossa fé, discorda de nossos juízos e ri de nossas pretensões; enfada-se com nossos sermões moralistas e diverte-se quando o nosso destempero profere blasfêmias.

 

Divina: O deus da Arca de Noé foi o deus que matou todos os habitantes do mundo, incluindo recém nascidos e animais que, certamente, não eram pecadores e merecedores dessa destruição, vejo isso como algo, no mínimo, tremendamente injusto, da mesma forma que vejo como injustiça a morte dos primogênitos do Egito e a destruição de Sodoma e Gomorra; em todos os casos vejo crianças recém nascidas e nas cidades vejo animais, todos sendo destruídos como se fossem pecadores. Os cavalos de Elias me parece tão fantasia quanto a bruma que levou Artur ou os lençóis que levaram Remédios, a bela. Desculpe, mas a história da baleia não se sustenta também. Mitologias são bonitas, mas são mitologias. Esse deus só extrapola a fé no sentido de essa fé existir, de modo incompreensível, apesar e contra toda a lógica. Se ele ri e se diverte, depois de ter criado tanto horror, ele é certamente um sádico e por isso merece e merecerá sempre todo o desprezo com que se possa “louvá-lo”.

 

Frei Betto: Creio no Deus de Jesus. Seu nome é Amor; sua imagem, o próximo.

 

Divina: A frase é muito bonita, consigo perceber seu efeito, principalmente sobre os religiosos que realmente cultuam o amor, mas o deus de Jesus não é amor e o seu “próximo” exclui muita gente.

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Comentário de Divina de Jesus Scarpim em 10 julho 2014 às 21:21

Ivo, meu caro amigo, a única coisa que consegui pensar a respeito das suas dúvidas foi: Eu ADORARIA assistir a essas aulas!

No meu caso, fiz uma pós graduação lato senso e na minha turma a maioria absoluta era de pessoas formadas em história, o que eu descobri foi que o povo de história debate MUITO, e eu amei isso.

Mas eu era a única ateia da turma, então, quando falava contra a religião falava sozinha... mas eles participavam e, pelo menos durante o curso, foram muito tolerantes e compreensivos comigo, não teve nenhuma "briga".

Tive mais de um professor religioso, além do que foi meu orientador, e nenhum deles criou problemas aos meus questionamentos, eles procuravam deixar a própria religião de lado (mais ou menos) e se ater aos pensamentos e argumentos dos filósofos dos quais estavam falando na aula...

Enfim, se for argumentar pela minha experiência, eu diria que você deveria começar o curso, se seus professores, por mais religiosos que sejam, forem realmente filósofos e professores, você pode acabar conseguindo ter momentos memoráveis nessas aulas.

Espero que assim seja!

Comentário de Ivo S. G. Reis em 9 julho 2014 às 22:58

Divina:

Ainda bem que o seu orientador deu nota 10 ao trabalho (achei que iria dar entre 7 a 8, pelas divergências ideológicas). Pelo menos foi honesto, mas não se pode garantir que todos ajam assim. E o seu exemplo também foi muito bem colocado. Mudando de assunto, tenho um dilema sobre o qual até gostaria de ouvir sua opinião.

Sempre gostei de filosofia, mas como não dá para escolher como profissão, minha fomação acadêmica foi toda voltada para as áreas de administração e economia, inclusive profissionalmente (sou auditor fiscal da receita, aposentado). Mas o amor pela filosofia nunca deixou de existir e passei a estudá-la como autodidata. Há três anos, tão logo me aposentei, ingressei no curso de filosofia da universidade federal, que tive de abandonar, por motivos de viagem. Penso em retornar, mas desta vez, para uma universidade melhor qualificada para esse curso em meu estado, uma universidade católica. Unanimemente ela é apontada como a melhor do estado e o curso de filosofia aqui (pasme!) só existe em duas universidades: a federal (com menor qualidade) e a católica.

Sendo assim, ando pensando em retomar o curso na universidade católica mas, confesso, com muitos receios de não me adaptar, de ter de constantemente interpelar professores, de questionar colocações de cunhos religiosos que misturam filosofia com religião, de ser tomado com um questionador e um aluno, digamos, inconveniente. No meu entender, a filosofia, de há muito, adquiriu vida própria e se divorciou da religião, que exercia um certo domínio acadêmico sobre os filósofos, que não podiam contrariá-la. Se eu estiver em sala de aula e notar qualquer direcionamento nesse sentido, é claro que não vou conseguir ficar calado - protestarei. Assim, estou prevendo que, para mim, cada aula seria um suplício (isto já ocorreu antes). Você já passou por uma situação dessas? Como procedeu? O que recomenda? Esse dlema está me deixando receoso de tomar uma decisão da qual venha a me arrepender e talvez, perder meu valioso tempo. Por outro lado, quando abordar em meus escritos assuntos de cunho filosófico - eu, um mero filósofo autodidata de botequim - que crédito teria? As pessoas em sociedade e a crítica cometem o grave erro de achar que só tem autoridade para falar de um assunto quem tem graduação naquela área de conhecimento. Assim, por exemplo, só poderia falar sobre política, quem fosse cientista político; sobre história, quem fosse historiador; sobre meio ambiente, quem fosse biólogo ou engenheiro ambiental; sobre leis da física quem fosse físico; sobre Direito, quem fosse jurista, sobre religião, quem fosse teólogo ou sacerdote e por aí vai.

Imagine você se eu estou fazendo um curso de filosofia e um cara como o Frei Betto é convidado como palestrante e abre um diálogo com a plateia, permitindo perguntas... O que acha aconteceria?

O que você tem a dizer sobre as coisas que coloquei? Algum conselho ou sugestão?

Saudações Irreligiosas!

Comentário de Divina de Jesus Scarpim em 9 julho 2014 às 19:52

Oi Ivo!

O que aconteceu quando eu fazia o meu TCC foi que o professor, sem querer parecer que estava fazendo isso, tentou me levar a mudar de ideia. Primeiro ele colocou uma observação no meu projeto dizendo que "Deus não interfere por causa do livre-arbítrio", aquele velho papo que nós conhecemos tão bem. Eu respondi com uma pergunta: "Mas professor, milagres não são interferências? E orações não são pedidos de interferência?" Ele sequer respondeu minha pergunta, apenas deu nota pelo projeto e aceitou que eu continuasse o trabalho. Depois ele discordou dos livros que eu estava colocando na minha bibliografia, aconselhou que eu me limitasse a Nietzsche, eu respondi que preferia colocar também outros pensadores além de Nietzsche quando se tratava desse tema (David Hume, Unamundo, Feuerbach, Bertrand Russell, etc e incluir livros de autores religiosos e de debates, como C.S. Lewis e Humberto Eco em debate com um bispo Carlo Maria Martini) ele então aceitou. Mas por último me enviou esse texto do Frei Betto, que comentei como coloquei aqui e enviei para ele, sua resposta foi que não tinha enviado o texto para me convencer, apenas para me fornecer mais material. No final, depois de tudo pronto, ele me deu um 10 e não comentou meu trabalho.

Ah, concordo muito com tudo o que você colocou no seu comentário, inclusive com o paralelo que você fez com o simpatizante neonazista, eu até já fiz um texto com algo bem parecido há algum tempo, o texto é esse:

ADEPTO “PERO NO MUCHO”

 

Imagina um alemão que quer muito o bem do seu país, ele é muito patriota e gostaria que a Alemanha fosse o país mais importante do globo. Esse alemão hipotético não é preconceituoso e não é de forma nenhuma avesso aos judeus, ele não pensa que os negros são uma sub-raça, e nem gosta de ouvir falar do holocausto porque acha que é uma página vergonhosa da história da Alemanha. Imagina que esse alemão se torna um neonazista apenas porque concorda com as ideias do nazismo que defendem o bem da Alemanha. Agora eu pergunto: Não tem uma certa semelhança com as pessoas serem católicas mesmo não sendo homofóbicas, não sendo sexistas, não acreditando na infalibilidade do papa e não pensando na Inquisição sem se sentirem horrorizadas?

Comentário de Ivo S. G. Reis em 9 julho 2014 às 0:32

Divina e demais colegas:

Infelizmente, mais uma vez, os comentários perderam a ligação com o tema principal e, desta feita, até eu contribui para isto, ao tentar refutar o colega T. P. Sigurd. Vamos corrigir o rumo.

Certamente, não era isso o que a autora do tema esperava e sim, que avaliássemos o episódio. Por que teria ele ocorrido, qual foi o seu desfecho? Os porquês, dá para inferir-se do texto, mas o desfecho não. Nem mesmo sabemos qual foi a reação do orientador que lhe enviou o texto.

Mas antes de tentarmos descobrir e de saber as razões da oposição da colega, além das já expostas, cabe perguntar:

Quem é Frei Betto e qual é o apito que ele toca?

Bem, primeiramente, há que se saber que pessoas o som do apito dele chama e quem são os que conseguem ouvi-lo, pois nem todos os sons são audíveis ao ouvido humano e outros, apesar de audíveis, melhor negócio se faz se os ignorarmos ou taparmos os ouvidos. Eu, por exemplo, jamais atenderia a um chamado do apito de Frei Betto, assim como a Divina e, tenho certeza, vários de nós aqui.

Frei Betto é um respeitado intelectual brasileiro, escritor religioso dominicano, teólogo, ativista social e político de esquerda, "adepto da Teologia da Libertação, é militante de movimentos pastorais e sociais, tendo ocupado a função de assessor especial do presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, entre 2003 e 2004. [...] Foi coordenador de Mobilização Social do programa Fome Zero" (Wikipédia). Escreveu 53 livros, dois deles agraciados com os prêmios Jabuti e Juca Pato. Sua obra premiada e mais conhecida é "Batismo de Sangue", depois transformada em filme.

Um currículo respeitável, mas nem assim suficiente para aceitarmos tudo o que ele diz, quando mistura seus valores religiosos em sua literatura e, mais ainda, quando se declara defensor da relação colaborativa Igreja Católica-Estado. Aí o bicho pega e a casa cai. Isso invalida seus méritos de intelectual, escritor e ativista social? Certamente que não, mas restringe o seu público-alvo. E entre esses não se situam os ateus e irreligiosos, que condenam veementemente a perniciosa união Igreja e Estado, que equivale à união "Igreja x Política", que dá no mesmo e nunca produz bons resultados para os dominados, isto é, o povo.

No outro tema que discutimos (Ateísmo Hoje: Como e Quando Surgiu...) o padre ateu Jean Meslier, lá por volta de 1720, já denunciava e condenava essa relação nefasta. E de lá para cá, bem como o que já ocorria antes, as coisas não mudaram muito, apenas sofisticaram-se e intensificaram-se. Mas as consequências são sempre as mesmas: maior poder de dominação para o Estado e a Religião.

Acho que foi baseado nisto que a colega Divina selecionou alguns textos de Frei Betto para rebater, diga-se de passagem, com muita propriedade e maestria. Por que não responderam ele próprio e/ou os seus defensores?

Vou dar um exemplo hipotético para que compreendam melhor: Suponhamos que exista um sociólogo e historiador, sobrevivente da Segunda Guerra Mundial, mas que à época era um apoiador nazista e que hoje se identifica como simpatizante do neonazismo, embora não ativista.

Suponhamos que esse escritor-sociólogo-historiador seja reconhecido como "o maior historiador do século 21". Suponhamos, a seguir, que ele tenha escrito um clássico denominado "História das Grandes Guerras e Conflitos dos séculos XX e XXI" e que esse livro fosse altamente festejado pela crítica e até ganhasse alguns prêmios... O que aconteceria quando vocês lessem a versão do autor sobre a 2ª Guerra Mundial e a participação de Hitler e do alto comando nazista? Vocês confiariam na versão dele? Poderiam dizer que ela seria verdadeira e imparcial? Pode até ser que sim (os anos mudam as pessoas, inclusive suas convicções religiosas e políticas), mas se o cara ainda se reconhece como simpatizante do neonazismo...

Assim é como vejo o papel social do Frei Betto e de suas obras. Como agravante, o fato de ele ser um formador de opinião e apologista religioso. E as passagens destacadas pela Divina endossam com vigor as minhas assertivas. Uma pessoa, um escritor religioso que apoia a união Igreja-Estado, mesmo quando ele ressalva (talvez para disfarçar suas posições religiosas):

"... Não creio no deus dos torturadores e dos protocolos oficiais, no deus dos anúncios comerciais e dos fundamentalistas obcecados; no deus dos senhores de escravos e dos cardeais que louvam os donos do capital. Nesse sentido, também sou ateu."

E depois se atrapalha quando afirma crer no

"...Deus da Arca de Noé, dos cavalos de fogo de Elias, da baleia de Jonas. Deus que extrapola a nossa fé, discorda de nossos juízos e ri de nossas pretensões; enfada-se com nossos sermões moralistas e diverte-se quando o nosso destempero profere blasfêmias."

Não, esse cara eu olho com reservas, muitas reservas. Ainda bem que pelo menos ele reconheceu "os cardeais que louvam os donos do capital". Como, depois disso, pode continuar apoiando a Igreja, se ela também louva e se associa com os donos do capital, sendo ela mesma um deles? Teria Frei Betto esquecido como foi formada a riqueza e todo o patrimônio da Igreja Católica? Nós não.

Saudações Irreligiosas!

Comentário de T. P. Sigurd em 8 julho 2014 às 13:22

Senhor Hideo Kamioto:

Acontece que esses "alguns pontos aparentemente conflitantes do texto" representam cerca de 80% da Bíblia (para ser bonzinho). Os outros 20% que prestam, são pensamentos, textos e filosofias copiados de outras culturas, de pensadores e filósofos e estes, não condenamos. Tudo o que o senhor nos vê criticar estão dentro daqueles 80% que não prestam, não são originais e nem recomendáveis a que se ensinem a alguém. 

É isto e somente isto o que o senhor reluta tanto em entender e aceitar. Não condenamos TODA A OBRA e sim os 80% (alguns vão a 90%) com os quais não concordamos. Já olhou as coisas por esse ângulo?

80% ??? Muita camaradagem, se considerarmos que se trata de uma avaliação de ateu. Ainda bem que o senhor fez a ressalva "para ser bonzinho", senão a minha perplexidade seria maior ainda! 

Se o senhor declarasse toda essa 'simpatia' pelo texto bíblico no site ceticismo.net, estaria banido com certeza. (rsrs)

Comentário de Divina de Jesus Scarpim em 8 julho 2014 às 12:00

Chega a ser engraçado alguém que coloca essa frase no final de seu texto:"Eu não creria no Evangelho, se a isto não me levasse a autoridade da Igreja Católica"
(St. Agostinho - Contr. Epist. Manichaei. v, 6)
  Dizer que NÓS mostramos pouco conhecimento.

Acho que o meu pouco conhecimento me diz que quem concorda com essa frase simplesmente NUNCA vai entender nenhuma das incoerências e nenhum dos absurdos da bíblia porque faz questão de não fazê-lo. É a simples recusa de pensar, assumida com toda a força e não vejo como chamar isso de qualquer coisa que possa ser sequer levemente parecida com conhecimento.

E o mesmo não conhecimento (voluntário) que se mostra com relação à bíblia, se pode ver com relação a deus, deuses e religião em geral.

Comentário de Hideo Kamioto em 8 julho 2014 às 4:47

Senhor Sigurd:

Uma vez que confessou haver tomado contacto com apenas 1% do conteúdo do site, o mais correto seria evitar emitir juízos de valor, porque seriam precipitados, como, aliás, foram.

Dá para entender perfeitamente a decepção de alguns membros com a sua avaliação (não que estejamos esperando receber elogios gratuitos, mas pelo menos o reconhecimento ao nosso trabalho, mesmo que não perfeito). Se não tomou conhecimento das boas matérias, discussões, vídeos e comentários aqui publicados durante cerca de (4 anos?) não deveria ter-se apressado em nos avaliar. E a sua maneira de julgar é um pouco estranha, como se vê pelo que declarou abaixo:

"... Mas quando percebo que a pessoa se limita a referir-se APENAS a alguns pontos aparentemente conflitantes do texto, e por isso desmerecem TODA a obra, concluo que tal pessoa desconhece o texto bíblico como um TODO".

Acontece que esses "alguns pontos aparentemente conflitantes do texto" representam cerca de 80% da Bíblia (para ser bonzinho). Os outros 20% que prestam, são pensamentos, textos e filosofias copiados de outras culturas, de pensadores e filósofos e estes, não condenamos. Tudo o que o senhor nos vê criticar estão dentro daqueles 80% que não prestam, não são originais e nem recomendáveis a que se ensinem a alguém. 

É isto e somente isto o que o senhor reluta tanto em entender e aceitar. Não condenamos TODA A OBRA e sim os 80% (alguns vão a 90%) com os quais não concordamos. Já olhou as coisas por esse ângulo?

 

Comentário de Ivo S. G. Reis em 8 julho 2014 às 3:29

T. P. Sigurd:

Ainda sobre o rankeamento do Irreligiosos, em especial, em relação ao Alexa Rank:

Assim é explicado o rankeamento do Alexa Rank, por muitos considerado mais realístico e mais confiável do que o Google Page Rank:

INTERPRETAÇÃO:

"[...] O Ranking Alexa mostra uma lista de todos os sites da internet ordenados por tráfego.

[...]

[...] O Alexa apresenta dados para os sites que já estejam em posições inferiores e em torno da posição 25 milhões. Caso seu site apresente a informação sem dados , é provável que esteja com números superiores . O objetivo é conquistar o topo do “podium”. O site nr.1 na classificação do Ranking do Brasil, hoje é ocupado pelo google.com.br. Então, quanto menor o número da colocação, melhor posicionado o site está. Em outras palavras, mais acessos tem o site [...]."

[...]

[...]

O Ranking Alexa é o mais popular indicador de audiência e muito utilizado pelos webmasters da internet mundial, até por que oferece diariamente dados importantes para consulta livre.

Alexa diz que “Geralmente, indicador de Traffic Rankings de 100.000 +” deve ser considerada como não confiável, porque a quantidade de dados que nós recebemos não é estatisticamente significativa.

Inversamente, quanto mais tráfego um site recebe (quanto mais perto ele fica na posição de número 1), mais confiável torna-se o seu tráfego Ranking."

(grifos nossos)

Fonte: Alexa.com

Ora, se quanto menor o Alexa Rank, maior a importância do site,  se o Google e o Facebook têm Alexa Rank 1 e nós temos 539 e se o nosso gráfico de popularidade bate nos 75% e o SEO em 68%, não podemos dizer que o nosso site não tenha alguma credibilidade, isso, contando apenas com 635 membros inscritos. Ocorre que as visitas e referências dos membros não filiados também contam, assim como os links de terceiros. E é aí que está a diferença que nos leva a tão confortável posição.

E abaixo, para corroborar nossa análise, uma outra tabela comparativa entre os sites IRRELIGIOSOS, ATEA e RICHARD DAWKINS, segundo o site WEBSTATSDOMAIN (as observações em vermelho foram inseridas por nós e não fazem parte da imagem original):

COMPARAÇÃO DE DESEMPENHO DE 2 IMPORTANTES SITES ATEUS COM O SITE IRRELIGIOSOS:

Se a comparação for feita com os sites brasileiros ceticismo.net e ateus.net as distâncias são maiores ainda (dispomos dos dados). Será que você vai exigir mais credenciais nossas ou que se comprove mais alguma coisa? Não, acho que desta vez não. O máximo que poderá dizer é que isto é irrelevante ou relativo ou ainda que não tem aplicação prática. E talvez até tenha razão, mas não fomos nós que inventamos os métodos. Portanto, se discordar, não nos culpe.

Sinceramente, Sigurd, você ainda é relativamente novo por aqui e acho que antes de criticar a comunidade devia conhecer as nossas matérias ou, se não puder,  devia pelo menos ver o nosso primeiro vídeo institucional (quando tínhamos ainda apenas 150 membros), clicando aqui ( a duração do tour é de apenas 15 minutos), já que não tem tempo de percorrer todo o site. Recomendo a visualização em tela cheia.

Saudações Irreligiosas!

Comentário de T. P. Sigurd em 7 julho 2014 às 23:36

Senhor Ivo S. G. Reis:

Senhor Ivo, talvez pelos comentários extensos que são postados por aqui, alguns detalhes IMPORTANTES e ESCLARECEDORES passam batido.

Mesmo nesse particular que o senhor comentou acerca de minha opinião sobre os escritos produzidos aqui, vou repetir como referi a isso para que fique bem observado. Eu disse, algo assim: o que li ATÉ AGORA, referindo-me àquele momento... A opinião que coloquei o senhor já sabe.

Por questões óbvias NÃO li sequer, talvez, 1% de tudo o que foi produzido no site, nem sei se conseguiria ler tudo mesmo com alguns meses de participação. Então, é bem possível - e sinceramente assim espero - que depararei com matérias que elogiarei, o que não será nenhum esforço para mim, não tenho qualquer problema em reconhecer um bom trabalho mesmo que não concorde com o seu teor.

Por ora, já declarei aqui que a sua educação, do senhor Paulo Rosas e de outras pessoas com que já tratei aqui no site, é algo admirável, especialmente em se tratando de debates entre ateus e religioso.

Quando digo que falta a alguns o conhecimento bíblico, isso não é para menosprezar a inteligência de quem quer que seja e nem o próprio conhecimento TÉCNICO! Até porque também não me considero especialista no assunto, porque não sou mesmo. Mas quando percebo que a pessoa se limita a referir-se APENAS a alguns pontos aparentemente conflitantes do texto, e por isso desmerecem TODA a obra, concluo que tal pessoa desconhece o texto bíblico como um TODO e, no máximo, conhece-o parcialmente. Porque, na minha concepção, chega a ser inadmissível que alguém, mesmo descrente, conhecendo a Bíblia por inteiro não consiga perceber nela o seu caráter inspirador estampado em diversos livros que constituem o cânon.

É claro que não entrei aqui para forçar os senhores a gostar da Bíblia, aliás, sou católico, cristão, não sou idólatra do livro.

"Eu não creria no Evangelho, se a isto não me levasse a autoridade da Igreja Católica"
(St. Agostinho - Contr. Epist. Manichaei. v, 6)
 

Comentário de Ivo S. G. Reis em 7 julho 2014 às 22:09

Deixa pra lá, Sigurd. Não é nossa intenção convertê-lo ao ateísmo, assim como também não deve ser sua intenção fazer proselitismo religioso ou convencer-nos a ser crentes. Aliás, ao ser aceita a sua proposta de admissão o senhor concordou tacitamente em não fazer proselitismo e ficou ciente, por antecipação, dos nossos posionamentos e filosofias que defendemos e deixamos claros para todos. Fiquemos pois só nos debates contra argumentos. O senhor pode nos criticar quando não concordar e vive-versa, desde que tudo seja feito sem ofensas pessoais. Bem simples, não é?

Agora o colega há de convir que quando diz que as pessoas daqui não possuem conhecimento da Bíblia, tomamos isso como uma inverdade e até um pouco ofensivo, eis que todos ou senão todos, mais de 90% da nossa comunidade, estudam ou estudaram a Bíblia com profundidade, talvez até maior do que os que se dizem cristãos. Isto para nós é indispensável.

Vi que a colega Lilian citou nossas estatísticas de posts, discussões e vídeos (876+300+500=1526 matérias). Mas não citou os comentários a elas, que somam mais alguns milhares. Brilhantes comentários, alguns constituindo-se de verdadeiras aulas de história, religião e filosofia foram publicados. Só a discussão sobre João Batista e o batismo de Jesus teve, sozinha, 1.454 comentários, dos mais diversos membros. Não me dei ao trabalho de somar, mas acho que se totalizarmos todos os comentários a posts, discussões, vídeos e fotos deveremos ter mais de 8 mil. E o senhor vem dizer que nenhum do material aqui existente revela conhecimento das matérias abordadas? 

Vá lá que não concorde com a maioria, mas nunca, com nenhum?! Será que o colega não está sendo ingrato e injusto conosco, que mal ou bem estamos lhe dando atenção, tentando esclarecer-lhe os erros das religiões, fornecendo informações de naturezas diversas e fontes de consulta? Pesando bem, você tem muito mais a ganhar com isso do que nós. Informações são um acervo e armas poderosas contra o obscurantismo do mundo atual. E nós as estamos disponibilizando para você gratuitamente, pelo simples prazer de ajudar e compartilhar, lutando por uma causa em que acreditamos. O colega também escarneceu dos ateus, dizendo que eles nada fazem para melhorar o mundo e desafiou-me pessoalmente a exibir o que eu já fiz no sentido de ajudar pessoas altruísticamente. Ora, Sigurd, eu sou um cidadão comum, sem posses para tanto, como quase todos os nossos colegas aqui. Se eu tivesse a grana de um grande milionário, uma das primeiras coisas que faria seria criar uma fundação educacional para prestar educação de qualidade aos menos favorecidos e combater o obscurantismo religioso. Paralelo a isso, faria obras assistenciais para provar que não são  necessárias religiões para fazer essas coisas e que pessoas organizadas e bem-intencionadas podem fazê-las melhor, sem iludir, atemorizar, escravizar e roubar.

Quanto ao trabalho da nossa comunidade (nosso único capital é a união, a disseminação das verdades em que acreditamos e a palavra esclarecedora), sou suspeito para falar, por ser o administrador, mas conheço muitos outros sites ateus, considerados bons, que não possuem nem metade das informações que disponibilizamos, mesmo tendo nós um número de membros menor. Podemos não estar entre os maiores sites do gênero, mas é certo que estamos pelo menos acima da média, como demonstram as imagens abaixo:

Outros sites Importantes (comparações dentro da nossa página):

Como se vê, dentre os cerca de 30 milhões de domínios existentes, estamos rankeados entre os 579 mais visitados, classificados como um site seguro, de alta popularidade, ativo, acessível e também de alta velocidade. Compare a nossa popularidade com a de outros sites ateístas e veja quantos deles empatam conosco ou nos superam. Se isto não significa muita coisa, também não é pouca e nos dá alguma credibilidade internacional, você não acha?

Que tal se nos respeitasse um pouquinho mais? Se quiser mais estatísticas e informações internacionais de seo, poderemos fornecer.

Saudações Irreligiosas!

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