Irreligiosos

Se você não sabe, aceita e não questiona, embota-se e acaba virando crente.

Uma sucessão de razões que levaram um cristão a abandonar suas crenças. Muitas dessas razões poderiam ser as suas ou as minhas ou as que são comuns à maioria dos ateus, céticos e agnósticos.

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Comentário de Jorge Oliveira de Almeida em 1 janeiro 2013 às 22:13

Caro Ivo,

Você fez um comentário sobre o qual gostaria de tecer minhas ideias. É este o seu comentário:

"Já o ateu não crê por não aceitar "deus" e por considerá-lo uma ideia absurda. Para ele é irrelevante a possibilidade de ser provada a existência de "deus" e ainda que se alegue estar provado ele continuará não crendo e não aceitando. Esta é a sua filosofia: não crer e negar "deus", hoje, amanhã e sempre."

O ateu não considera irrelevante a possibilidade de ser provada a existência de "deus" simplesmente porque ele não considera possível provar o que não existe. É excluída essa possibilidade. Pelo menos para mim, não vejo a menor possibilidade de existir um "deus" onipotente e onisciente que permite tantas atrocidades, um "deus" que escreveu diversas bíblias com um desconhecimento total de sua criação, um "deus" que se algum dia fez alguma coisa, hoje está sentado e se regozijando ao ver as pobres criaturas que criou se matando para mostrar o tamanho de sua adoração. Se ele é perfeito,por que exigir que seja adorado? Seria aviltante para qualquer de nós sofrer qualquer tipo de adoração por parte de alguém que porventura procurássemos ajudar, no entanto, "deus" é diferente. Para pior, convenhamos. Como acreditar nessa impostura? Quem é racional não encontra espaço para a crença em seres divinos.

Um abraço. Em tempo, você comentou que pensou abrir um espaço para que agnósticos e ateus debatessem as suas ideias. Isso ia dar panos para mangas!!!

Comentário de Ivo S. G. Reis em 30 novembro 2010 às 1:50
Oiced:
Segundo a sua classificação, "ateu cético" e "agnóstico" são exatamente a mesma coisa, só mudando a nomenclatura classificatória. O agnóstico, de fato, não sabe dizer se Deus Existe ou não existe, mas na falta de evidências, não crê em Deus, até que alguém lhe prove estar errado. Apenas o ateu dogmático difere deles. Assim, segundo uma outra classificação corrrentemente aceita, o agnóstico seria um "ateu fraco" e o que você chama de "ateu dogmático", seria um "ateu forte".
Existem inúmeras divergências sobre essas classificações e, sinceramente, não as acho tão importante. Importante mesmo é você saber em que acredita ou não ou em que corrente se julga enquadrado (certa ou erradamente). O mais é blá, blá, blá, meras discussões acadêmicas que não levam a nada (penso). Veja que você mesmo ficou um pouco indeciso sobre se situava-se na 4ª ou 5ª opção, o que não afeta em nada as suas acertadas convicções.

Sabe por que eu achei que você era agnóstico? Por causa deste seu comentário: "...No entanto, tenho a mente aberta, de modo que posso mudar o meu modo de pensar, se convencido. Todavia isto ainda não se deu. Mesmo os argumentos do Craig eu considero insuficientes...." Este é exatamente o ponto-de-vista agnóstico. E é assim que eu (por exemplo) penso. Resumindo: Não creio porque não me convenci e tenho muito mais razões e argumentos para não crer do que para crer. Mas se algum dia alguém conseguir me provar que estou errado... Quem sabe eu reveja meus conceitos e até me retrate? Acho difícil, muito difícil mesmo, mas...
Comentário de Oiced Mocam em 29 novembro 2010 às 22:02
Retificando a última postagen: 5ª opção: para não deixar dúvidas

O que está certo de que deus(es) não existem (ateu dogmático).
Comentário de Oiced Mocam em 29 novembro 2010 às 21:59
Ateísmo e Agnosticismo

A respeito da existência de Deus, há um espectro de posições que podem ser sumarizadas em cinco:

O crente convicto, que está certo de que Deus existe;
O que não tem certeza, mas acha que existe;
O que não sabe dizer se existe ou não (agnóstico);
O que acha que não existe, mas não garante (ateu cético);
O que está certo de que não existe (ateu dogmático).

Dito isto, declaro-me partidário da quarta opção (ateísmo cético).

O ateísmo cético não se configura, de forma alguma, em uma religião, e sim, em ausencia de qualquer religião, conforme o que normalmente se entende por religião, isto é, um complexo envolvendo uma crença, uma assembléia de seguidores, uma organização administrativa e hierárquica, um conjunto de edificações para sediar suas atividades, um ritual , DOUTRINAS e mais outros aspectos de menor importância.

Foram 10 anos de leitura e pesquisas (história da religião comparada). Ao iniciar e compilar minhas observações e estudos me tornei Agnóstico e finalmente Livre Pensador, Humanista, Irreligioso e um Ateu Livre de superstições e crenças em mitos e lendas absurdas relatadas em livros ditos sagrados, no sobrtenatural....e Feliz.
Comentário de Ivo S. G. Reis em 28 novembro 2010 às 23:27
Oiced:
Percebe-se que você é uma pessoa culta, sensata e racional, daquelas que só emitem uma opinião ou se definem por algo após cuidadosa pesquisa, estudo, avaliação e um autoconvencimento. Todos que assim procedem em relação à religião, acabam se tornando irreligiosos, agnósticos, ateus ou humanistas.
Desculpe a minha ousadia em opinar sobre as suas convicções, mas pelos seus argumentos, apesar de se declarar ateu, você me parece muito mais AGNÓSTICO do que ateu, já que admite rever seus conceitos, se inequvocamente convencido por sólidos argumentos e provas. O ateu é mais radical e sequer admite esta possibilidade.

Tenho pesquisado as diferenças entre o pensamento ateu e agnóstico e conclui que existe muita confusão sobre isso, com uma forte tendência a considerá-los a mesma coisa, atribuindo a diferença denominação a uma questão de somenos importância. Mas existe uma pequena diferença; sutil mas existente, o que faz com que, de fato, num dado momento, agnósticos e ateus façam parte da mesmíssima corrente de pensamentos. Tentarei explicar.
O agnóstico não crê em Deus porque, por filosofia de vida, só pode crer naquilo que é racional e lógico, já provado ou com grande possibilidade de ser provado, ou ainda quando, apesar de não provado, é tão evidente que dispensa provas, podendo facilmente ser aceito pela mente racional, o que não é o caso de "deus". Sendo assim, admite que se algum dia puder ser provado que "deus" existe, ele muda de opinião e passa a aceitá-lo.
Então o agnóstico têm consciência de que não sabe o que é "deus", mas que também ninguém sabe, não havendo razões lógicas para crer que ele exista. Só que não descarta de todo a possibilidade de que algum dia possa ser provada a existência de Deus, embora considere isso improvável.

Já o ateu não crê por não aceitar "deus" e por considerá-lo uma idéia absurda. Para ele é irrelevante a possibilidade de ser provada a existência de "deus" e ainda que se alegue estar provado ele continuará não crendo e não aceitando. Esta é a sua filosofia: não crer e negar "deus", hoje, amanhã e sempre.

Não sei se consegui ser claro, mas esta é a única e sutil diferença entre agnósticos e ateus. Como até hoje ninguém provou a existência (ou inexistência) de "Deus" (aqui com "D" maiúsculo), ateus e agnósticos se igualam em todos os outros quesitos. Daí a confusão feita pelo povo quando dizem que agnósticos são ateus. Isto é em parte verdade, mas a recíproca não é verdadeira.

Desculpe, Oiced. Tentei clarear uma coisa que me incomoda sempre que tento explicar. Tenho notado que a maioria das vezes não consigo meus objetivos. Já tive longas dscussões sobre isso em sites ateus e a aceitação foi sempre em torno dos 50% porque ateus e agnósticos não gostam de ser comparados e aí surgem sempre as divergências.
Aliás, já me pediram para colocar este tema em discussão e só não o fiz porque acho que terminará sem conclusão, acirrando divergências. Só tenho certeza de uma coisa e sobre isso não haverá discordância: Ateus, agnósticos, céticos religiosos, humanistas seculares e racionalistas, somos todos IRRELIGIOSOS. As religiões são o mal comum que combatemos.
Comentário de Oiced Mocam em 27 novembro 2010 às 20:55
CONFISSÃO DE UM EX-CRISTÃO!

"Você tem a ver com tudo aquilo de que toma conhecimento."
Ernesto von Rückert

No tempo em que eu era católico e acreditava em Deus,

...-meu ideal era ser santo e, por vários anos, tentei me comunicar com Deus, inteiramente em vão. Passei a estudar minha religião, ao mesmo tempo em que estudava muita filosofia, física, cosmologia, biologia, história e outros assuntos (música, pintura, literatura etc). Nunca me contentei apenas com o que os professores ensinavam. Meus estudos e reflexões me levaram a concluir pela total impropriedade da fé e, em decorrência, de qualquer religião. A princípio, aos 19 anos, me tornei agnóstico e depois, pelos 23 anos, ateu, da modalidade cética, isto é, não dogmática. Desde então venho me aprofundando no estudo das argumentações contra e a favor da existência de Deus e estou cada vez mais convencido de sua inexistência. No entanto, tenho a mente aberta, de modo que posso mudar o meu modo de pensar, se convencido. Todavia isto ainda não se deu. Mesmo os argumentos do Craig eu considero insuficientes. Tendo feito mestrado em Cosmologia e sido professor de Física Quântica, pude ver que um dos principais argumentos a favor da existência de Deus, que é o de que todo evento seja efeito de uma causa, é algo que não ocorre necessariamente na natureza, em que muitos eventos não possuem causa alguma. Assim, o próprio surgimento do Universo não necessita ter causa. Mesmo que eu seja convencido de que Deus exista, acho muito difícil considerar que ele seja o ser que o cristianismo conceitua, possuidor de tripla personalidade, muito menos considerar que Jesus Cristo seja Deus e toda essa história da redenção, que me parece fabulosamente inverossímil. A aceitar algum Deus, para mim, seria o conceito deísta.
Outro problema correlato, de difícil aceitação para mim, é a existência de uma alma imortal. Todos os indícios são no sentido de que a mente seja uma função do organismo, que se extingue com sua morte.

...Os argumentos ateístas não são falácias nem bobagens, nem irracionais, nem erísticos. Pode ser que algum ateu não saiba porque o seja, mas eu sei bem. Meu ateísmo é fruto de bastante estudo e reflexão, pois, inclusive, partiu de um posicionamento teísta que eu tinha e que procurei me aprofundar. Certamente que não me valho [...]

http://www.ruckert.pro.br/blog/

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