Irreligiosos

Se você não sabe, aceita e não questiona, embota-se e acaba virando crente.

Olha ele aí, de novo! Papai Noel vai te pegar - cuidado!

(Republicação, a pedido, do texto do mesmo autor, aqui publicado em 22/12/2011. Note-se que, de lá para cá, nada mudou. Nem vai mudar, tão cedo.)

Papai Noel e Natal... Por que se mantém esta farsa?

São dois dos mais odiosos símbolos do consumismo desenfreado e que, atualmente, não têm outra razão de ser, senão induzir a um pretenso e falso "espírito de Natal", provocar a euforia coletiva nas pessoas e levá-las a presentearem-se.

Na realidade, não há nem o que comemorar porque é quase certo que o aniversariante não existiu e, se existiu, era um mortal comum, que ninguém sabe onde nem quando teria nascido. Portanto, comemorar o quê? Natal de quem? Só se for o dos comerciantes.

Quanto ao "Papai Noel", este foi inicialmente inspirado no personagem histórico São Nicolau de Bari. Segundo a tradição da Igreja,  um  sacerdote chamado Nicolau, nascido na Lícia e depois eleito bispo de Mira (cidade da atual Turquia) era de uma família abastada da qual se afastou para dedicar-se ao sacerdócio. Em sua cidade havia muitas pessoas pobres, que passavam necessidades e sequer tinham o que comer. Este homem benevolente, muito preocupado com essas pessoas, desfazia-se de seus bens  e comprava presentes para as crianças pobres. Mas como desejasse manter-se no anonimato, fazia tudo às escondidas, sempre tarde da noite. Daí surgiu a inspiração para a criação do personagem. 

São Nicolau, o grande injustiçado

Como se vê, comparando São Nicolau com o Papai Noel tal como o conhecemos hoje, São Nicolau foi o grande injustiçado, pois poucas são as pessoas que conhecem a história do santo. Experimentem perguntar "Quem foi São Nicolau?" e vejam quantas pessoas sabem a resposta. E se compararmos tudo o que o Papai Noel representa hoje, a única e mínima coincidência com a história original é o fator "dar presentes". No mais, tudo foi acrescentado, principalmente a imagem do velhinho gorducho e bonachaão de barbas brancas, com aparência simpática e roupas em vermelho e branco, que em nada se assemelha a São Nicolau.

Este velhinho é um dos ícones comerciais de mídia mais conhecidos mundialmente e que, realmente, cumpre o seu papel: contamina as pessoas e faz com que elas, como "Maria Vai com as Outras" obedeçam suas ordens: festejar e comprar, comprar, comprar, sem nem saber os porquês.

A banalização do ícone "Papai Noel" e a inversão dos papéis

Papai Noel virou um ícone caricato e "pau pra toda obra". Existem "Papais-Noéis" dos mais variados tipos e para todas as finalidades que, de alguma forma, resultem em retornos financeiros para aqueles que o utilizam em suas campanhas. Seu reinado já não se limita apenas ao mês de dezembro e retroage a novembro, quando começam os eventos da "Chegada do Papai Noel ", abrindo a temporada de gastança e, no Brasil, de caça ao 13º salário. Sua finalidade já não é apenas presentear, mas incrementar vendas e gerar lucros, tomando mais do que dando. O velhinho só vai ficar feliz quando você gastar todo o seu dinheirinho.

No seu reinado, os preços aumentam exacerbadamente e as pessoas, como que encantadas e de cabeça feita, nem ligam e compram, compram, compram... Anunciam-se falsas promoções, liquidações e renovações de estoques que iludem aqueles que ainda resistem aos impulsos e fazem pesquisas de preços. Mas se todos são mentirosos, o melhor que se pode fazer é escolher o menos mentiroso.

Existem Papais-Noéis de todas as raças, altos, baixos, gordos, magros, anões, virtuosos, viciados, sensuais, tarados, bebuns, estupradores, filantropos, pais-de-família travestidos,  vigaristas, esportistas, etc., sem falar nas "Mamães-Noéis" (matronas ou gostosas) ou nas ajudantes de Papai Noel super-gostosas. Numa mesma quadra de rua ou até mesmo lado a lado, pode-se encontrar os magros e altos e os baixos e gordos. Também, em algumas cidades, podem ser vistos pelotões de Papais Noéis em maratonas esportivas ou entregando cartas. Embora raramente, suas roupas também podem variar entre o marrom-escuro e o verde ou assumir as cores de um time de futebol, por exemplo (existe Papai Noel flamenguista, gremista, cruzeirense...).  Enfim, virou tudo uma bagunça só. A finalidade? Dizem que é para despertar o tal "espírito natalino" (???). O que mais intriga é: como fica a cabeça de uma criança menor de 6 anos?

Vejam, na matéria abaixo, as versões oficiais do que se sabe sobre o Natal, Papai Noel e São Nicolau:

Origem do Natal e o significado da comemoração

O Natal é uma data em que comemoramos o nascimento de Jesus Cristo. Na antiguidade, o Natal era comemorado em várias datas diferentes, pois não se sabia com exatidão a data do nascimento de Jesus. Foi somente no século IV que o 25 de dezembro foi estabelecido como data oficial de comemoração. Na Roma Antiga, o 25 de dezembro era a data em que os romanos comemoravam o início do inverno. Portanto, acredita-se que haja uma relação deste fato com a oficialização da comemoração do Natal.

As antigas comemorações de Natal costumavam durar até 12 dias, pois este foi o tempo que levou para os três reis Magos chegarem até a cidade de Belém e entregarem os presentes (ouro, mirra e incenso) ao menino Jesus. Atualmente, as pessoas costumam montar as árvores e outras decorações natalinas no começo de dezembro e desmontá-las até 12 dias após o Natal.

Do ponto de vista cronológico, o Natal é uma data de grande importância para o Ocidente, pois marca o ano 1 da nossa História.

 A Árvore de Natal e o Presépio

Em quase todos os países do mundo, as pessoas montam árvores de Natal para decorar casas e outros ambientes. Em conjunto com as decorações natalinas, as árvores proporcionam um clima especial neste período.

Acredita-se que esta tradição começou em 1530, na Alemanha, com Martinho Lutero. Certa noite, enquanto caminhava pela floresta, Lutero ficou impressionado com a beleza dos pinheiros cobertos de neve. As estrelas do céu ajudaram a compor a imagem que Lutero reproduziu com galhos de árvore em sua casa. Além das estrelas, algodão e outros enfeites, ele utilizou velas acesas para mostrar aos seus familiares a bela cena que havia presenciado na floresta.

Esta tradição foi trazida para o continente americano por alguns alemães, que vieram morar na América durante o período colonial. No Brasil, país de maioria cristã, as árvores de Natal estão presentes em diversos lugares, pois, além de decorar, simbolizam alegria, paz e esperança.

presépio também representa uma importante decoração natalina. Ele mostra o cenário do nascimento de Jesus, ou seja, uma manjedoura, os animais, os reis Magos e os pais do menino. Esta tradição de montar presépios teve início com São Francisco de Assis, no século XIII. As músicas de Natal também fazem parte desta linda festa.

O Papai Noel : origem e tradição

Estudiosos afirmam que a figura do bom velhinho foi inspirada num bispo chamado Nicolau, que nasceu na Turquia em 280 d.C. O bispo, homem de bom coração, costumava ajudar as pessoas pobres, deixando saquinhos com moedas próximas às chaminés das casas.

Foi transformado em santo (São Nicolau) pela Igreja Católica, após várias pessoas relatarem milagres atribuídos a ele.

A associação da imagem de São Nicolau ao Natal aconteceu na Alemanha e espalhou-se pelo mundo em pouco tempo. Nos Estados Unidos, ganhou o nome de Santa Claus, no Brasil de Papai Noel e em Portugal de Pai Natal.

A roupa do Papai Noel 

Até o final do século XIX, o Papai Noel era representado com uma roupa de inverno na cor marrom ou verde escura. Em 1886, o cartunista alemão Thomas Nast criou uma nova imagem para o bom velhinho. A roupa nas cores vermelha e branca, com cinto preto, criada por Nast foi apresentada na revista Harper’s Weeklys neste mesmo ano.

Em 1931, uma campanha publicitária da Coca-Cola mostrou o Papai Noel com o mesmo figurino criado por Nast, que também eram as cores do refrigerante. A campanha publicitária fez um grande sucesso, ajudando a espalhar a nova imagem do Papai Noel pelo mundo.

Curiosidade: o nome do Papai Noel em outros países

- Alemanha (Weihnachtsmann, O "Homem do Natal"), Argentina, Espanha, Colômbia, Paraguai e Uruguai (Papá Noel), Chile (Viejito Pascuero), Dinamarca (Julemanden), França (Père Noël), Itália (Babbo Natale), México (Santa Claus), Holanda (Kerstman, "Homem do Natal), POrtugal (Pai Natal), Inglaterra (Father Christmas), Suécia (Jultomte), Estados Unidos (Santa Claus), Rússia (Ded Moroz).

Fonte: Suapesquisa.com

Aí está o que os irreligiosos pensam sobre o assunto. Para não parecer uma visão extremamente ácida, destaque-se de bom apenas a confraternização anual entre as pessoas, quando são espontâneas. No mais, para nós, o Natal é uma comemoração falsa e sem sentido, que favorece apenas os comerciantes, sendo para eles a sua "data máxima". Passado o Natal, eles engordam suas contas bancárias e vão às férias gastar parte do lucro. Já o povão fica sem dinheiro, sem 13º salário (no Brasil) e endividado para o novo ano que se inicia. 

Acorda, gente, acorda! Não incentivem isto!

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Comentário de Oiced Mocam em 25 dezembro 2016 às 21:14

Parabéns pra Jezuis nessa data querida,
muitas felicidades, muitos anos de...

https://youtu.be/cw6zL-1s7-8

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